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Especulação de preços & Corona

6 Março, 2020

Muitos bradam contra a “especulação” de preços que se verifica em certos produtos tidos como de protecção contra o vírus Corona.

É uma das coisas estúpidas que se dizem por estes dias. Se há maior procura e menor oferta, os preços não deveriam subir?

Se os preços não subirem, não são dados os sinais e incentivos a que os fabricantes façam a alocação de mais recursos para suprir as necessidades urgentes da população.

A “especulação” pode não ser politicamente correcta, mas é a única forma de assegurar o fornecimento dos bens aos que deles precisam ou querem usufruir.

Corona_Mask

49 comentários leave one →
  1. Luís Lavoura permalink
    6 Março, 2020 14:26

    Uma coisa é deixar os preços subir, outra coisa é permitir que a especulação se instale.
    É tudo uma questão de grau. Uma coisa é os preços subirem 50%, outra coisa é eles subirem 200%.

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    • Carlos Rosa permalink
      7 Março, 2020 20:26

      Quer-se dizer que o PCP permitia que os preços subissem 50%. 200% não porque era especulação.
      Já agora, Sr Luis, e os vencimentos subiam quanto?

      O Sr Luis tem que perceber é uma coisa. O Jerónimo de Sousa não é Vinho do Porto.

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    • Carlos Rosa permalink
      7 Março, 2020 20:27

      Desculpe lá esta treta direitalha.

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  2. Filipe Bastos permalink
    6 Março, 2020 14:38

    As tretas direitalhas para justificar a ganância são sempre divertidas.

    Se há mais procura de certos bens, aumentam as vendas e diminuem os stocks. Eis o “incentivo” para produzir mais.

    Se certos bens são essenciais, sobretudo em emergências de saúde pública, calamidades, etc., inflacionar os preços para lucrar mais é, além de ganancioso, imoral, obsceno. É coisa de mamão e de pulha.

    O Estado – ou outra entidade, mas a não ser o Estado, quem? – pode e deve intervir. Fixar limites, punir a especulação, perseguir os mamões.

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    • FreakOnALeash permalink
      6 Março, 2020 15:57

      Concordo…até fico na dúvida se o texto não será sarcasmo visto que pode-se resumir a:
      Especulação de bem crítico boa porque…ah e tal…incentiva aumento de produção.
      Sou de direita mas ganância na hora de aperto não é de gente de bem!

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      • Tiradentes permalink
        7 Março, 2020 11:22

        A dialéctica materialista justifica esses comportamentos até no sentido filosófico/social….os fins justificam todos os meios. Vai ver eles nem tem consciência que são praticantes dessa “religião” (pode-se escrever sem aspas). É só lembrar aqueles Kits para os incêndios e aquelas “máscaras” anti-fumo que custavam no china lá do bairro 80 cêntimos mas que ao governo socialista (dos impostos do povo) custaram 1 euro e 80 cêntimos. Assim tipo “especulação” cujos meios se justificam pelos fins

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    • Carlos Guerreiro permalink
      6 Março, 2020 16:19

      Como diria um empresário destas caixas de comentários:
      “Os produtos protecção são essenciais, mas não são escassos. Nem caros. Qualquer farmácia ou super/hipermercado os vende” “E não há limite ao nº de produtos de protecção”. Logo quando começar o aumento da produção (como esse empresário diz, o capitalismo procura um crescimento infinito) os preços irão baixar…
      Se fosse o socialismo o resultado final até poderia ser semelhante, iriam demorar tanto a aumentar a produção que as pessoas iriam morrer, logo a procura diminuir… O capitalismo equilibra-se pela oferta (aumento) e o socialismo pela procura (diminuição).

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      • Filipe Bastos permalink
        6 Março, 2020 17:21

        Não sei de que produtos se tratam, pouco ligo ao corona, mas desinfectantes, máscaras, etc., costumam realmente ser coisas baratas. A especulação é um cancro. Capitalista.

        Lembra-se do que falámos do pão? Custa cêntimos e vende-se em todo lado; mas a haver uma escassez o Estado teria de intervir.

        Há sempre oportunistas à espera de uma crise para mamar. O imobiliário, mesmo sem crise, é hoje um exemplo à vista de todos: uns poucos mamam na necessidade de muitos.

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      • Tiradentes permalink
        7 Março, 2020 11:27

        Esse empresário não era esposo de uma senhora lá da distrital do partido que vendeu aqueles “lenços” anti-fumo dos kits dos incêndios com um euro de acréscimo, a ser pago pelos contribuintes Carlos Guerreiro? Um verdadeiro capitalista hein?

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  3. 6 Março, 2020 14:41

    as pessoas alinham pq são tontas e não se informam ? compressas de não tecido , um agrafador e elásticos e voilá , uma máscara catita.; desinfectante ? se não houver sabão azul e branco , há-de haver lixívia ou água oxigenada ou álcool . , quem precisa de desinfectante xpto ?

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  4. procópio permalink
    6 Março, 2020 15:16

    Eh lá, com isso não posso concordar.
    Deve tratar-se de uma provocação.

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  5. Arlindo da Costa permalink
    6 Março, 2020 17:14

    Pena o coronavírus não acabar de vez com os especuladores…

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    • 7 Março, 2020 10:26

      Está ocupado a acabar com as vítimas do Partido Comunista na China, que são a gente chinesa.

      É faustiano saber que um vírus criado num laboratório militar para atrasar a economia do inimigo escapa e atrasa a economia do criador.

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  6. Procópio permalink
    6 Março, 2020 17:18

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  7. Procópio permalink
    6 Março, 2020 17:51

    A festa terá acabado. Vamos enfrentar a pior crise económica e social dos tempos modernos. Uma crise global mudará o mundo por muito tempo. Não é surpresa para os menos versados em futebóis. Valem-nos os mídia.
    Os mídia mais não fazem que distrair os tótós, totalmente alheios para o que aí vem.
    O truque é sempre o mesmo.
    “Ligue a TV, deleite-se com o crime, a violação, o resgate, o bombardeamento, o assalto”.
    “A si ainda não lhe aconteceu nada,pois não? Está a ver, você é um sortudo”!.
    “O grande líder, os novos ddts, o cuecas, a catarina, o animal, muitos artistas e alguns filósofos mais o velhinho enrugado, zelam por si, protegem-no da direita assassina”.
    “Dê graças a Deus pela estabilidade, pelo progresso, pelas longas charlas noite a dentro sobre a bola que rebola dentro da sua pobre cabecinha e pelas festas de verão!
    “Nós as têvês cá estamos para cobrir os maravilhosos concertos, com cheiro a bacalhau”!
    “Acha pouco, seu ingrato”?
    Na nossa terra o futuro é risonho, em breve se confirmará
    Não caberemos em nós de contentes.

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  8. MJRB permalink
    6 Março, 2020 17:57

    O Telmo
    está a nadar em dinheiro, banha-se em Moet&Chandon para escapar ao CoronaVírus — e quem tem pouco ou quase nenhum dinheiro para eventualmente comprar o que quer que seja para se precaver, que se foda, né ?
    O Telmo ri-se quando vê a pintura acima muito bem colocada pelo Procópio.

    E o Rui Pinto continua preso ?

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    • Velho do Restelo permalink
      9 Abril, 2020 18:24

      Mais ou menos … mas parece que já assinou contrato de colaboração com a Judite …
      Muita gente com insónias nesta Páscoa … nem o folar lhes vai saber bem 🙂

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  9. MJRB permalink
    6 Março, 2020 18:02

    O controlado bitaiteiro-futeboleiro que pulula na Assembleia da República não sabe, e se sabe cala-se por uma clínica estar a cobrar 200 Euros por cada análise ?
    Por algumas farmácias venderem máscaras só em caixas, a 100 euros ?

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  10. 6 Março, 2020 19:16

    Exp

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  11. 6 Março, 2020 19:38

    Aqui em cima vejo muitos comentários de merda.

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    • EMS permalink
      6 Março, 2020 20:38

      Eu tambem.

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    • Mario Figueiredo permalink
      6 Março, 2020 21:01

      A ligeireza com que de repente defendem algemas ao mercado livre e a intervenção do Estado em nome de uma suposta especulação, só se compara à velocidade com que se dirigem ao supermercado para se aproveitarem da ausência de racionamento e varrer uma prateleira de desinfectantes de mão, e querem lá saber quem vier depois.

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  12. 6 Março, 2020 19:53

    A ministra da agricultura avisou ! Estava aí a chegar uma oportunidade de negócio !
    Parece não ter nada a ver com agricultura, mas na volta até tem …
    Então e os combustíveis ? Baixaram de preço graças ao covid-19 !
    E quando vier o covid-20 … então é que vai ser facturar !
    A chatice toda foi ele aparecer na China, que actualmente é o grande fornecedor dessas bugigangas que já ninguém quer fabricar na UE. E montar uma fábrica de máscaras de protecção ainda demora uns dias (e na volta a máquina tem de vir da China).
    Quando a China pára, o mundo “civilizado” constipa-se …
    A UE podia ter mostrado a sua capacidade organizativa, mas só mostrou como está totalmente exposta e dependente da “globalização”!
    Qualquer novo vírus (natural ou fabricado em laboratório), põe a UE à beira duma crise de nervos, sem saber o que fazer !

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  13. castanheira permalink
    6 Março, 2020 19:57

    Numa sociedade de pessoas LIVRES , por princípio, os preços altos são combatidos com preços altos , e os preços baixos são combatidos com preços baixos . Tudo o resto depende de cada um , do seu bom senso , da sua atitude voluntaria de solidariedade .
    A manipulação de preços ou atitudes imposta pelo estado leva sempre á escassez e á pobreza.

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    • Filipe Bastos permalink
      6 Março, 2020 20:56

      Numa sociedade de SOCIALISMO LIBERTÁRIO, por princípio, as pessoas definem os limites, o Estado implementa-os, todos têm acesso aos bens a preço razoável.

      Soa utópico? Também a sua fantasia do mercado perfeito, da “atitude voluntária de solidariedade”, etc., como se o mercado e o mundo não fossem dominados por especulação, cartéis, oligopólios, monopólios, mama e ganância.

      Claro que o papão comuna dá jeito para manter tudo na mesma.

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      • castanheira permalink
        6 Março, 2020 22:33

        O socialsmo e comunismo são autofagicos , destroem-se a si proprios , porque por mais que manipulem e por mais que tentem controlar nunca vencem as forças do mercado . Este é constituido pele procura e oferta do conjunto de todas as pessoas , e por mais que tentem amordaçá-lo , ele está lá , latente . O resto é conversa fiada de curto prazo e de tiranetes avidos de submissão dos seus semelhantes humanos.
        Se os preços de determinado produto estão demasiado altos então isso é um incentivo para aparecerem mais fornecedores aumentando a concorrencia e assim baixarem os preços ; O mesmo processo , mas inversamente se passa com os preços demasiados baixos ; Claro isto só se passa numa sociedade de homens livres , onde o estado apenas regula impedindo monopolios e cartéis .

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      • Zé Manel Tonto permalink
        7 Março, 2020 18:58

        “SOCIALISMO LIBERTÁRIO”

        Ou há socialismo, ou há liberdade. São antagónicos, não podem existir em simultâneo.

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      • 7 Março, 2020 21:18

        O Filipe é Menchevique.

        Pode acabar com envenamento por picareta na cabeça. Por si, não ia ao México nos próximos anos.

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  14. Velho do Restelo permalink
    6 Março, 2020 20:02

    Só se preocupam com as fake news, e tentam convencer-nos que está tudo sob controlo !
    “No Panic … no panic …
    Mas qual pânico ? O povo tuga é lento nas reacções, e nem chega a saber bem o que se passou !
    Claro que devemos evitar o “pânico”, mas o medo é que nos salva !

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  15. A. R permalink
    6 Março, 2020 22:10

    Uma coisa é certa: mais uma vez o comunismo prova a sua apetência por distribuir fome, miséria, repressão, pobreza e doença. A esquerdalha está em grande.

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  16. 7 Março, 2020 14:07

    O Telmo Azevedo Fernandes tem toda a razão.
    Os preços sobem porque há um grande desequilibrio entre a oferta e a procura. A oferta não chega para todos aqueles que procuram. O preço é um mecanismo que permite alocar a oferta existente àqueles que mais sentem a necessidade e que, por isso, estão mais dispostos a pagar mais. E não se venha com o argumento de que assim se satisfazem os ricos enquanto os probres ficam sem nada. Normalmente, os bens mais susceptiveis de se encontrarem nesta situação têm preços que, mesmo que muito aumentados, permanecem acessiveis a todas as bolsas. É o caso do liquido desinfectante e das máscaras de que agora se fala. Na verdade, o aumento forte e sustentado da procura vem sobretudo da população em geral e não dos ricos que são sempre uma pequena minoria. Se os preços forem controlados então é que o mercado principal passa a ser o “negro” e ai os preços vão subir muito mais, eventualmente para niveis astronómicos que, esses sim, se tornam incomportáveis para os mais pobres. O controle dos preços agrava ainda mais a situação. Por um lado, com preços artificialmente baixos, a procura é ainda maior porque há quem compre sem ter verdadeiramente uma necessidade maior e absoluta. Por outro lado, como refere o TAF, deixa de haver incentivo para um aumento rápido da oferta por parte dos produtores. A dita “especulação” é um mecanismo que permite o ajustamente e o reequilibrio do mercado, ou seja, a satisfação das necessidades efectivas do maior número de consumidores. O controle dos preços em situações de escassez da oferta relativamente à procura é uma das medidas mais irracionais e absurdas que se possa imaginar. A história está repleta de exemplos de autênticos desastres económicos em resultado do contrôle dos preços. O que é surpreendente é que, mesmo assim, continua a haver tanta gente que ainda acredita que é desta maneira que se enfrentam e resolvem desequilibrios entre a oferta e a procura.

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  17. Filipe Bastos permalink
    7 Março, 2020 16:42

    “Não há pão? Comam brioches.”

    Nem mais. Tanta treta do autor e de alguns comentários, apenas para tentar racionalizar algo tão simples e óbvio: ganância. Querem mamar mais.

    Querem vender o mesmo bem por mais dinheiro. Querem aproveitar uma necessidade de forma cínica e oportunista. Querem chular os outros.

    Mas é um bocadinho chato dizer isto assim, com todas as letras. Daí falarem de “incentivos” e “mecanismos”. Como se o aumento das vendas não fosse um incentivo; como se ter lucro ‘apenas’ razoável e honesto fosse para papalvos.

    Sempre houve mamões neste mundo. Noutros tempos, alguns deles, como a autora da sugestão dos brioches, acabavam sem cabeça. Hoje são defendidos online por convertidos ou por otários (in)úteis.

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    • Zé Manel Tonto permalink
      7 Março, 2020 19:04

      “ter lucro ‘apenas’ razoável e honesto”

      Quem define o razoável é quem mete os seus bens e esforço na produção do bem ou serviço. Não é o Filipe. Temos pena.

      Quanto ao honesto, isso depende da sua moralidade. Já se percebeu que é contra lucros e iniciativa privada (menos a sua). Mas ainda não somos Cuba (e até esses já perceberam que o socialismo só dá barriga vazia).

      Não quer, não compra.

      Ninguém se está a aproveitar de necessidade nenhuma. Quanto muito estão a aproveitar-se da burrice das pessoas. Ninguém precisa de desinfectantes, nem de máscaras. Muito gosta o tuga de modas.

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      • Filipe Bastos permalink
        7 Março, 2020 20:25

        “Quem define o razoável é quem mete os seus bens e esforço na produção do bem ou serviço”

        Mau: então não é o infalível ‘mercado’?

        Olhe lá o sacrilégio, Zé Tonto. Já bem bastam as minhas comunices, só faltava haver fiéis a desrespeitar o dogma da religião direitalha.

        Não sou contra a iniciativa privada, pelo contrário. Sou contra a ganância. O lucro excessivo. A mama em necessidades básicas. A dificuldade de um direitalha sequer entender o que é básico, ou o que significa ‘excessivo’.

        Concordo consigo, a carneirada vai em modas. Mas são os mamões a criá-las e a explorá-las.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        8 Março, 2020 07:05

        “então não é o infalível ‘mercado’?”

        O mercado define um preço. O produtor decide se por esse preço produz, ou não.
        É por isso que nos regimes comunistas se passa fome. Os produtores decidem que, pelo preço a que os deixam produzir, não vale a pena.

        “Concordo consigo, a carneirada vai em modas. Mas são os mamões a criá-las e a explorá-las.”

        E como a carneirada é burra têm que vir as vanguardas guiá-la? Isso nunca acaba bem. Começa nestas pequenas coisas, e acaba com prisão para os “inimigos do povo”.

        Se as pessoas querem estoirar dinheiro em coisas que não precisam, deixem-nas.

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  18. 7 Março, 2020 20:24

    O que o Filipe Bastos defende, o controle dos preços, é uma estupidez : leva ao pior resultado e até ao contrário do objectivo anunciado.
    Por um lado, a procura é maior do que poderia ser, há mais gente, incluindo verdadeiros especuladores, a comprar a preços artificialmente baixos sem ter tanta necessidade quanto isso (“Se o preço é baixo compro antes de pensar primeiro se é absolutamente indispensável !”) ou até para especular a preços muito mais altos no mercado “negro” (“Se o preço é baixo compro barato para vender mais caro !”).
    Por outro lado, os fornecedores e os produtores (existentes e novos) não têm qualquer incentivo para investir no sentido de aumentar rápidamente a oferta. O simples aumento imediato das vendas a que o Filipe Bastos faz referência é limitado (com a capacidade instalada) e, como é óbvio, não resolve o problema da escassez.
    Portanto, mais procura desnecessária e especulativa, menos oferta no mercado “oficial” (os bens são desviados para o mercado “negro”), maior desequilibrio, preços ainda mais elevados do que eram antes do contrôlo dos preços e do que seriam sem o contrôlo dos preços.
    Pior a emenda do que o soneto ! Estupidez !
    Para o Filipe Bastos é mais importante impedir que os fornecedores possam ter ganhos maiores do que resolver verdadeiramente o problema da escassez, fazer com que o bem escasso seja comprado apenas por quem mais precisa dele e fazer com que haja uma maior oferta do bem em falta.
    Qual é o problema dos fornecedores terem temporáriamente maiores ganhos do que acontece normalmente se tal servir para que a alocação do bem escasso seja mais racional e para que o problema da escassez seja minorado e ultrapassado o mais rápidamente possivel ?
    No fim de contas, a postura do Filipe Bastos é sobretudo ideológica (menos liberdade e iniciativa individual e mais Estado centralizador) e está-se nas tintas para a situação real das pessoas que mais necessitam dos bens que fazem falta (vão dispor de menos bens e vão pagar mais caro).

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  19. Filipe Bastos permalink
    7 Março, 2020 20:41

    Claro que é uma estupidez, Fernando. Esperto é inflacionar os preços quando há escassez, sobretudo em emergências e crises humanitárias, para mamar o máximo possível na necessidade das pessoas.

    Simplesmente produzir e vender mais porque há mais procura? Disparate. A “capacidade instalada” não deixa. Felizmente, a capacidade dos offshores para absorver os lucros obscenos da mama é mais elástica.

    O Estado tentar atenuar a especulação e a mama? Disparate. Claro que resulta logo em mercado negro. Permitir preços absurdos, isso sim, trava o mercado negro. Os traficantes sentem-se ultrapassados pelos mamões e, enxovalhados, dedicam-se a outras actividades como a pesca.

    Valha-nos a preocupação do Fernando e dos mamões com a “situação real das pessoas que mais necessitam”: daí chularem-nas quando elas mais necessitam. Estamos em boas mãos.

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  20. Arlindo da Costa permalink
    7 Março, 2020 22:15

    Eu se tivesse que vos vender máscaras também queria fazer um bom dinheiro.

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  21. 7 Março, 2020 22:16

    Filipe,
    A história ensina-nos que o controle de preços favorece a escassez e, portanto, a especulação e, no fim de contas, o aumento dos preços.
    A intervenção do Estado não “atenua a especulação e a mama”, aumenta-a !
    O mercado “negro” é o resultado directo do controle dos preços (por definição, apenas no “mercado oficial”). Se o mercado permanece livre o mercado “negro” não existe.
    O único modo de combater o aumento dos preços é tudo fazer para que não haja escassez.
    E o método mais eficaz sempre foi o da liberdade económica e não o seu contrário.

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  22. 7 Março, 2020 22:53

    Num mercado livre, concorrencial, não há “lucros excessivos”.
    O lucro em cada momento é aquele que se justifica em função da relação entre a oferta e a procura de modo a fazer com que haja uma tendência para o equilibrio.
    Se há um desequilibrio por excesso da procura sobre a oferta, o lucro dos fornecedores é mais elevado e irá diminuindo até que se restabeleça um equilibrio.
    Se há um desequilibrio por excesso de oferta sobre a procura, o lucro é mais baixo (ou até negativo, um prejuizo) e irá subindo até que se restabeleça um equilibrio.
    Através destes mecanismos, a tendência é para que os preços e os lucros dos operadores sejam normalmente os mais baixos possivel.
    Num periodo mais longo, os lucros maiores em situações de maior procura tendem a ser compensados por lucros menores (ou até prejuizos) em situações de excesso de oferta.

    Os maiores “mamões” são aqueles que se aproveitam das intervenções do Estado na economia para terem posições de privilégio e, portanto, ganhos abusivos e, estes sim, “excessivos”.
    Os maiores “especuladores” são aqueles que operam em mercados intervencionados e entravados pela acção do Estado : monopólio ou oligopólio de um sector público desmesurado, concessões exclusivas, sectores “protegidos” de concorrentes novos e exteriores, preços administrados, etc, tudo isto cria as condições para que haja uma escassez de bens e serviços e, por conseguinte, a possibilidade de preços e ganhos abusivos.

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  23. Filipe Bastos permalink
    8 Março, 2020 00:41

    Sim, Fernando, já sabemos: a mão invisível. A fábula mais bonita de todas, a par, claro, do “homem novo” comunista.

    E no entanto, o país e o mundo são controlados por oligopólios, por parasitas financeiros, por mamões com lucros, mais que excessivos, pornográficos. Da máfia banqueira aos sacrossantos mercados, do cartel do petróleo ao dos gigantes
    tecnológicos, todos privados, todos mais poderosos do que qualquer Estado.

    Se a ausência de Estado impedisse o mercado negro, paraísos anarco-capitalistas como a Somália teriam lindos “mercados livres”, todos branquinhos e fofinhos como os do Fernando. É realmente engraçado que os fanáticos do mercado chamem utópicos aos socialistas.

    Além da falta de espelhos em casa, têm memória selectiva: a famosa “natureza humana” que inviabiliza o socialismo, pelo visto, é desligada para o capitalismo.

    O mercado até pode funcionar em tempos normais, com produtos de fácil produção e acesso. Mas assim que um player cresce demasiado, ou se junta a outros, ou tem alguma vantagem, por ex. numa crise, lá vai o mercado com os porcos. O fim do capitalismo, Fernando, é precisamente aniquilar ou comprar a concorrência. Não sabia? Veja o que faz o Google ou o Facebook.

    E sabe porque é que a mão do mercado é invisível? Porque não existe. Não está lá nada, Fernando. E já agora, o Pai Natal também não. Lamento.
    https://hbr.org/2012/04/there-is-no-invisible-hand

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  24. 8 Março, 2020 02:38

    Não, Filipe, a “mão invisivel” não é uma fábula, é uma realidade : é o automatismo que num mercado livre ajusta a oferta e a procura permitindo uma utilização mais eficiente dos recursos disponiveis para um maior bem-estar do conjunto dos consumidores finais. A circunstância de muitas vezes os mercados não serem, infelizmente, tão livres quanto seria desejável naturalmente que perturba o ajustamento e prejudica os resultados. Mas, o pior é mesmo a inexistência do mercado, a substituição da “mão invisivel” pela “mão visivel” de um Estado burocrático. O “homem novo” comunista, que é simplesmente um funcionário submisso de um Estado totalitário, é precisamente o oposto do homem livre que está na base de uma sociedade de mercado.

    Não, Filipe, o mundo não é perfeito mas também não é o descalabro que descreve. Com avanços e recuos, altos e baixos, a humanidade evoluiu ao longo do tempo e é certamente hoje mais próspera materialmente e mais civilizada do que no passado. O mercado livre e o capitalismo explicam grande parte deste progresso. O socialismo, sobretudo nas suas versões mais estatalistas e totalitárias, foi e é uma das principais causas dos retrocessos e dos atrasos.

    Não, Filipe, o mercado livre não é a anarquia e a ausência do Estado. O mercado livre exige regras e um “Estado de Direito”. Na Somália não há sequer Estado, quanto mais mercados livres. Os regimes socialistas, contrários à liberdade individual e ao mercado livre, é que geraram sempre Estados arbitrários e sem “Direito”.

    Não, Filipe, o capitalismo não é o oposto da concorrência, é antes o sistema da concorrência, da liberdade económica. Quem procura limitar ou mesmo acabar com qualquer concorrência são os defensores do socialismo. Os paises mais capitalistas são aqueles em que há mais liberdade económica e, portanto mais concorrência. É precisamente graças ao capitalismo e à concorrência que existem a Google, o Facebook e tantas outras empresas tecnológicas que contribuem hoje decisivamente para um mundo mais livre e mais próspero. (Uma das funções das instituições numa sociedade liberal é precisamente a de garantir que há uma sã concorrência nos mercados e que esta se aplica a todos, a começar pelas grandes empresas, como a Google e o Facebook.)

    O Pai Natal, a utopia socialista, é acreditar, como o Filipe, que é limitando a liberdade individual que se constroi uma sociedade mais próspera e mais justa !

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    • Tiradentes permalink
      8 Março, 2020 20:20

      Fernando S . O seu único erro é considerar que o socialismo é uma utopia. Essa imagem de marca também foi vendida pelos próprios socialistas que sabem bem que não é. Vendem-na para os incrédulos suporem as suas meríficas “intenções” mas que eles sabem bem não existirem nem serem passíveis de serem alcançadas . E é nisso que eles “navegam” ou querem que os outros acreditem que eles querem isso. Entretanto o que eles querem e fazem é suprimir todas as liberdades …esse o único fito de um verdadeiro socialista.

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