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Nação auto-suficiente

27 Março, 2020

Num texto que escrevi para a Oficina da Liberdade refiro o seguinte:

O receio de não haver equipamentos e materiais em quantidade suficiente no mercado para que o SNS possa acudir à procura acrescida de cuidados relacionados com a covid19 confirmou para muitos a urgente necessidade de Portugal não ficar dependente do comércio internacional para aceder a esses produtos, e a obrigação imprescindível de o país de ter produção própria de ventiladores, máscaras, kits de teste e outros bens. Quando grande parte destas provisões têm tido origem na China, país onde a epidemia começou, a necessidade de fabricar localmente é ainda mais evidente, diz-se.

E tento explicar por que razão isto é um disparate e não passa de um sentimento nacionalista bacoco. O texto completo aqui.

Mas o Governo anda empenhadíssimo em esconder a incompetência do Estado e a falta de capacidade de planeamento e previsão dos seus responsáveis pela gestão de stocks de equipamentos e materiais críticos para a prestação de cuidados de saúde durante a epidemia covid19. E uma das formas como o faz é promovendo, do alto da sua omnisciência governativa, o ajustamento da indústria nacional.

Vai dar asneira!

MadeInPortugal-ok

 

36 comentários leave one →
  1. lucklucky permalink
    27 Março, 2020 19:50

    Sim, mas numa guerra se você não produz armas está lixado,

    Ainda não há máscaras à venda em larga escala no mercado. Porquê?

    Estão todos a seguir as ideias estúpidas da OMS. Uma data se infectados sem o saber continua a infectar outros, E ninguém se protege.

    No Japão um país que já há muito teve os primeiros casos controlou a infecção sem fechar o pais como na Europa.

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    • 27 Março, 2020 19:57

      Completamente. Ainda agora disse isso! é uma estupidez ter-se andado com tretas de que as máscaras não são precisas porque depois não se lava as mãos (falácia grosseira) e não se estar a preparar tudo com desinfectantes e máscaras porque não vamos ficar em bunker até se descobrir uma vacina.

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    • 27 Março, 2020 19:58

      Eles sempre usaram máscaras. Por cá nem se diz que mais vale fazê-las, de modo artesanarl, com toalhitas de limpeza, secas, por exemplo, do que andar de mãos e cara a descoberto.

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      • lucklucky permalink
        27 Março, 2020 21:04

        https://www.researchgate.net/publication/258525804_Testing_the_Efficacy_of_Homemade_Masks_Would_They_Protect_in_an_Influenza_Pandemic

        https://stanfordmedicine.app.box.com/v/covid19-PPE-1-1

        Segundo estes estudos
        Para máscaras artesanais o melhor é fazer com algodão, tecido de almofada anti-microbios e convém molhar um guardanapo de papel e secar para filtro ente as duas partes.
        Embora os sacos de aspirador e os tecidos para coar chá – suponho que seja o que designam por Tea towel – sejam mais eficazes dificultam a respiração.

        Após usar colocar 30 minutos no forno a 70º.

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      • lucklucky permalink
        27 Março, 2020 21:08

        Outra desinfecção são os UVs.

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      • 28 Março, 2020 08:16

        Obrigada!

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      • Velho do Restelo permalink
        28 Março, 2020 09:36

        Eu penso que o discurso deles visa apenas reduzir a procura do bem escasso, dando prioridade aos prof. de saúde !
        Quanto a soluções alternativas, estou a testar uma solução semelhante à proposta pelo lucklucky, que também poderia ser considerada :
        – Trata-se de reutilizar as mascaras tipo cirurgicas (mais comuns).
        – Retiro o arame que permite a moldagem da máscara para se ajustar ao nariz. Faz-se um pequeno golpe junto a uma das extremidades e puxa-se com uma pinça.
        – Pulverizo ou molho com água .
        – Ponho no micro-ondas durante 1 ~ 2 minutos .
        – Coloco o arame de novo, e deixo secar.

        Seria interessante que alguém com os meios adequados, fizesse o teste com amostras infectadas, para validar a eficácia do método.

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    • Weltenbummler permalink
      28 Março, 2020 11:19

      são diversas as máscaras carnavalescas do kosta

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  2. Procópio permalink
    27 Março, 2020 19:58

    Lamento, mas não concordo. Um país que se preze tem que assegurar serviços básicos e bens de primeira necessidade.
    Considero serviços públicos essenciais os fornecimentos de água, de energia eléctrica, de gás natural e de gases de petróleo liquefeitos canalizados; as comunicações electrónicas; os serviços postais; a recolha e tratamento de águas residuais e a gestão de resíduos sólidos urbanos; e o transporte de passageiros.
    A globalização sem regras conduziu à desindustrialização absurda. O caso de Detroit nos Estados Unidos é um “case study”, mas há muitas outras. Sem o povoléu dar conta, o sul da iberia, do Tejo para baixo, já é um tipo de Detroit mediterrânico.
    Quando o turismo achatar ficará mais à vista.
    A ganância de muitos patrões e a luta sistemática dos sindicatos, levou os primeiros a deslocar 80% da produção para o oriente sem que os governos criassem obstáculos.
    As consequências aí estão.
    Os poderes supranacionais jogam com o facto, não vou dizer como. Com alguns arrufos e muito teatro à mistura, preparam jogadas fortes que vão deixar marca.
    Será o covid 19 a primeira? Há gente bem informada que assim o afirma.

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    • 27 Março, 2020 20:00

      O Jaime Nogueira Pinto tem bom artigo no Observador sobre a questão.

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    • 27 Março, 2020 20:01

      Os neotontos não largam os dogmas- São como os comunas- tem sempre de vir a utopia estrangeirada do “internacionalismo”.

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  3. Procópio permalink
    27 Março, 2020 20:21

    Entretanto o Soros deu uma entrevista à Vichyssoise.
    Ele costuma mandar bocas por interpostas pessoas.
    Escolhe em regra tipas hábeis em linguagem torpe.
    Não há de ser nada.
    Se a massa não vier é que vai ser tudo.

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  4. Carlos Guerreiro permalink
    27 Março, 2020 20:35

    “Em contextos normais as pessoas adquirem aquilo de que precisam a quem vende mais barato e com melhor qualidade.”
    O estado compra a quem vende mais barato, a qualidade não é factor em conta.

    “Os agentes públicos devem aprender com os seus erros, planeando de forma prudente e precavida beneficiando.”
    A falta de camas de intensivos (e respectivo equipamento) em Portugal deve-se ao encerramento de camas em vários hospitais por a sua taxa de ocupação ter diminuído, ou seja adequou-se a oferta à procura (uma atitude muito liberal).
    Faz-me confusão quando ouço falar em aumentar o número de camas de intensivos e ventilação. São atividades altamente especializadas e o tempo requerido para preparar médicos e enfermeiros para essas funções são demorados. No entanto, em Portugal quando os focus group querem…

    De qualquer maneira a Europa devia providenciar para que não dependesse completamente do exterior em alguns produtos fundamentais. E não depender principalmente de uma ditadura comunista.

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  5. MJRB permalink
    27 Março, 2020 20:38

    Há pouco, impressionante toda a encenação, todo o significado da excelente iniciativa do Papa Francisco na Praça de São Pedro.

    Cada vez mais noto no Mundo por causa do C-19, sinais de algumas desgraças, desesperanças, abandonos, similáveis por exemplo na Idade Máedia.

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  6. Velho do Restelo permalink
    27 Março, 2020 21:21

    Não sei se percebi bem o discurso do Telmo, mas pareceu-me tender um pouco para a utupia!
    “…mais barato e com melhor qualidade…” Então Telmo, e o preço da qualidade onde é que entra ?
    Não diga que andou “a beber” dessas filosofias de Sistemas da Qualidade que nos fazem crer que ter “Qualidade” = “Barato”!
    Pois ponha-se a comprar aquelas extensões eléctricas que se vendem nas lojas chinesas com a indicação de potência de 1000W ou mais (com etiqueta CE e tudo), mas se ligar lá um equipamento de 500W vai notar que o cabo (da extensão) aquece !
    E se lhe aplicar um consumo de 1000W, pode mesmo ter um incêndio em casa !
    Dei-me ao trabalho de medir o diâmetro do condutor usado, e aquilo nem para 100W era seguro.
    É a qualidade do “made in rpc” no seu melhor !
    Andámos durante décadas a produzir especificações CE do mais alto rigor, e agora andamos a consumir lixo (barato), mas não deixa de ser lixo que a RPC nos envia para “lavar” dinheiro !

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    • Mario Figueiredo permalink
      28 Março, 2020 08:54

      Conheço bem esses produtos. Trabalhei uns anitos em Angola há coisa de 10 anos, onde o mercado está saturado de produtos vindo da China. É um desastre; até um simples isqueiro se desfaz na mão quando o gás ainda vai a meio.

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  7. Leunam permalink
    28 Março, 2020 00:40

    Velho do Restelo:

    Esta é uma das minhas máximas que me surgiu à mente depois de conhecer as loja dos 300:

    O japonês copia e melhora.
    O chinês copia e aldraba.

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    • lucklucky permalink
      28 Março, 2020 00:45

      Máxima errada. Há produtos Chineses maus e há os bons.

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    • Velho do Restelo permalink
      28 Março, 2020 09:50

      Eu tenho outra máxima que também encaixa neste contexto :
      – Não conheço ninguém que tenha enriquecido trabalhando honestamente!

      (não confundir rico com remediado, ou viver bem )

      Claro que também se aplica aos países, e não é à toa que a China é um país muito rico …

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  8. Zé Manel Tonto permalink
    28 Março, 2020 01:07

    Eu quando era puto tinha uns amigos na escola primária. Era tão amigo deles que, quando estava na equipa da bola oposta, combinava com eles que ia meter autogolos.

    Este texto começa com um argumento sensato e depois diz: “vou desmontar isto”.

    Já meteu o autogolo, e agora quer tirar a bola da baliza, e dizer que não contou?!?

    Quando o Trump, que viu isto tudo a acontecer ainda muitos andavam encantados com o Sanders (em 2016), disse que não se pode estar nas mãos dos chineses para produção, não estava a falar de quinquilharias, como iPhones, ou pilhas para o comando da tv, ou a própria tv.
    Nem vale a pena falar de como a China desrespeita as regras da WTO, basta dizer que um país pouco fiavel politicamente domina a cadeia de fornecimento de coisas essenciais, como medicamentos e indústria química.

    Senhoras e senhores:. eu trabalhei em indústria pesada em Porugal. Tudo o que torna a indústria cara na Europa e resto do Ocidente (Segurança Social, Saúde e Segurança no Trabalho, Legislação Ambiental, e um grande etc), que não discordo a 100%, diga-se, não existe na China. O producto que a empresa para a qual eu trabalhei em Portugal produzia, era metido pelos chineses, mais barato, à porta da nossa fábrica. E era algo essencial para infraestruturas.

    Que esta confusão sirva para toda a gente no Ocidente fazer o que eu tento fazer: perder uns minutos no supermercado, e pagar mais uns cêntimos, para comprar um producto que seja tudo menos chinês.

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    • lucklucky permalink
      28 Março, 2020 01:28

      Ou seja você quer sustentar os estado ciclópico no Ocidente onde os custos do Estado explodiram para um nível onde quem faz qualquer coisa é cada vez mais punido. Sem falar da dívida.

      Vocês têm bem o que merecem. Em Shangai o poder de compra per capita é já em maior que em Lisboa na Asia recebem boa parte da tecnologia antes que na Europa. Isso tem implicações a todos os níveis,
      Mas não, querem viver no mundo supostamente super protegido, os negócios são a rotina de vender o mesmo produto sem competitividade. Vamos cá ficar na nossa capelinha protegidos pela autarquia. Viu-se o que deu na Itália dos anos 40…

      Isso não significa que em emergências não se faça tudo para produzir o que for necessário cá E também comprar no estrangeiro.
      Faz-se o que for preciso para atingir os resultados pretendidos.

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  9. Mario Figueiredo permalink
    28 Março, 2020 10:06

    Eu não achei o texto do Telmo descabido. Muito pelo contrário, pareceu-me correcto e sensato. O Telmo não está a fazer um apologia da deslocalização da produção apenas porque sim. Parece-me que alguns dos críticos aqui deveriam ler o artigo com mais calma.

    Ressalto esta passagem: “Decorre disto que para que a produção dos bens que compramos ao exterior se transfira para Portugal, só através da coerção e da imposição governamental tal se conseguirá sustentar. Mas mesmo partindo do princípio de que o tecido industrial português teria condições de adaptar as suas linhas de produção de forma minimamente eficaz para fabricar produtos equivalentes […] Concentrar unicamente em Portugal a fabricação de bens críticos para funções básicas de assistência à população não é panaceia.”

    Isto é a mais pura das realidades. É um facto incontornável e olha a realidade de frente. Peca apenas por tocar muito ao de leve num outro ponto importante que é o elevado custo de produção que um país como o nosso comporta. Quem suportaria esses custos, qual o agravamento para a despesa do estado e que efeito teria no preço final destes produtos? E gostaria também de saber onde é que muitos de vocês acham que estas industrias portuguesas iam ficar assim que o mercado internacional, sem mesmo chegar a níveis de normalidade, começasse novamente a competir com o nacional neste produtos?

    Não. O Telmo apenas diz as coisas como elas são. Apenas com dura intervenção estatal seria possível forçar a produção nacional a transformar as suas linhas de produção, num exercício sem qualquer beneficio para a economia. E para que efeito? E com que consequências para estas industrias? Tais medidas apenas fazem sentido num momento de calamidade. Quanto muito pode-se defender que o estado e os privados deveriam estar neste momento a preparar esse plano de calamidade. E apenas isso. Qualquer outra coisa é prematura.

    E as comparações com Trump são absurdas. Isto aqui não é a América. A nossa indústria foi destruída, derrotada e esquecida. Não temos um país industrializado e muito menos temos um país com reais incentivos à industria que permitam estas empresas ter criado boas almofadas financeiras para suportar medidas deste género. Acordem e esqueçam lá o Trump. Não nos comparamos.

    Não quero mesmo acreditar que este vírus esteja a expor a fraqueza das convicções de muita gente aqui no Blasfémias. Parece que 44 anos de socialismo e social democracia, mais do que os anos do Estado Novo, estão finalmente a ter efeitos na mente e comportamento até daqueles que se lhe dizem seus opositores. Já li um pouco de tudo aqui nas últimas semanas: Desde gente a defender que o estado deve controlar preços, até agora gente a defender que o estado deve obrigar a derrotada e esquecida industria portuguesa a fabricar máscaras e ventiladores.

    Tristeza…

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    • Mario Figueiredo permalink
      28 Março, 2020 10:13

      Ah Covid! Andas a fazer muitos estragos… começo realmente a temer pelo futuro.

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    • Mario Figueiredo permalink
      28 Março, 2020 10:30

      E outra. Como poderia me esquecer? Também já li aqui gente no Blasfémias a defender que ditaduras são melhores a lidar com este tipo de problemas.

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      • 28 Março, 2020 10:50

        Desde que o ditador tenha a inteligência para implementar as medidas necessárias, parece óbvio que as “peias” da democracia só vão atrapalhar !
        Já viste algum comandante militar a tomar decisões com votação de braço no ar dos seus soldados em tempo de guerra ?
        E quem diz um militar diz um bombeiro durante um combate ao fogo !
        Será que falta por aí um pouco de ginástica mental para ter a percepção da diferença de cenários ?

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      • Mario Figueiredo permalink
        28 Março, 2020 12:09

        Não. Estou no pleno das minhas capacidades mentais. Já você cria cenários fantasiosos de ditadores benignos, que são óptimos obrigar as pessoas a ficar em casa e empresas a servir a população, mas que obviamente não escondem ou alteram dados reais de infectados ou mortes, quaisquer actos de incompetência governativa incluindo a propagação inicial deste vírus, a perseguição e censura de quem os questione, ou que de modo algum usam de todos os seus poderes e meios incluindo os media locais para fabricar narrativas de grande competência governativa.

        As ditaduras são melhores a resolver estes problemas, porque na sua cabecinha em tempos de crise as ditaduras calçam o sapatinho e transformam-se num qualquer passe de mágica em modelos eficazes de governação com o interesse das populações no topo da sua agenda.

        Quem não me parece que entende a diferença de cenários está bem à vista. E claramente perde também qualquer legitimidade em questionar dados lançados por governos democráticos ou as organizações que lhes são afectas.

        Mas enfim… Se houve coisa que todos já percebemos é que o Covid não ataca só os pulmões.

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      • André Miguel permalink
        28 Março, 2020 12:51

        Concordo com o Mário.
        Até Friedman e Hayek concordam que em casos muito excepcionais e pontuais, bem delimitados no tempo, as pessoas estão dispostas a abdicar da liberdade em troco de segurança, mas daí a defender que o modelo ditatorial chinês funciona nestes casos, vai uma diferença abismal. Chernobyl é o exemplo perfeito, assim como as mentiras da China com o covid19. Nem funciona, como as consequências para todos são bem graves.

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      • Velho do Restelo permalink
        28 Março, 2020 15:27

        Oh Miguel, calma lá ! Já estás a extrapolar demais … URSS e Chernobyl foi um erro do pp estado, e até os democratas mentem quando falham!
        Limita-te à questão covid-19, e daqui a 2 meses vem aqui demonstrar que a UE com toda a sua democracia e cultura humanista geriu melhor o ataque ao covid-19 do que a China.
        Só na vantagem do conhecimento que entretanto foi obtido, e que a China não tinha, justificava que o vírus não fizesse uma única vítima na UE !
        Aliás era essa a expectativa dos nossos governantes … porque devem ser muito religiosos e fartaram-se de rezar !

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    • Zé Manel Tonto permalink
      28 Março, 2020 12:26

      Acho que, entre estar dependente da China para produtos essenciais, ou ter fornecedores mais fiaveis, vai um mundo de diferença.

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      • Mario Figueiredo permalink
        28 Março, 2020 12:44

        A China não é a única a fabricar. É um erro colocar isto nesses termos. São vários os países que exportam estes produtos. A China oferece’os no entanto em quantidades suficientes para acomodar as necessidades.

        Mas a actual crise coloca dificuldades a qualquer parte do sistema de produção. As nossas fábricas também precisam de matéria-prima, de sistemas de transporte descongestionados, de trabalhadores em número suficiente. Não é só a China que viu estes subsistemas afectados e que se viu obrigada a reduzir a capacidade de produção. Como é que vamos resolver esses problemas? Luvas, máscaras, batas e ventiladores não surgem do nada. A fábrica está bem no fim do processo.

        E também como vamos resolver o problema dos preços destes produtos Made In Portugal a custo elevado?

        Caro Zé Manel, já disse tudo acima. Não o quero aborrecer repetindo-me. Mas a vontade de não depender da China e a realidade na qual dependemos da China também são elas também um mundo de diferença. Achar que em plena crise social e económica vamos conseguir resolver esse problema está francamente fora da minha capacidade de entendimento.

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      • Velho do Restelo permalink
        29 Março, 2020 12:56

        Pois a realidade parece bem diferente desse discurso :
        – Portugal e muitos dos outros só falam de comprar à China.
        – Quanto à capacidade de produção da China … o Kosta foi apanhado ontem a fotografar um avião que chegou da RPC com a tão falada “encomenda”, mas ventiladores … nicles,kaput… !!!
        Temos máscaras! Será que agora o discurso da DGS já vai ser :
        – Todos a usar máscara na rua ?
        – Quem for apanhado sem máscara paga multa !

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  10. 28 Março, 2020 13:48

    Li o seu artigo e achei por bem dar um contributo. O Estado não tem que obrigar ninguém a nada, mas se isentar de TSU e IRC empresas que produzam esses equipamentos, os empresários correm logo atrás do negócio.

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  11. Expatriado permalink
    28 Março, 2020 15:07

    Crónica inegável e certeira. Não creio que qualquer visado vá mudar de comportamento porque isso seria deixar de mamar na teta de onde tiram proveitos.

    https://observador.pt/programas/ideias-feitas/condenar-trump-venerar-costa/

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  12. Buiça permalink
    28 Março, 2020 21:30

    É uma visão idealista de quem acha que não são precisos calções nem boias e se pode entrar na agua nu sem saber nadar porque a maré vai estar sempre cheia e pacata.
    Em caso de guerra, pandemia ou saída desordenada da UE ou se morre afogado ou se fica com as partes baixas à mostra.
    Somos um país ou um entreposto da globalização dos colonizadores?

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  13. Ana Vasconcelos permalink
    29 Março, 2020 12:06

    Com a economia destruída não vai haver capacidade para voltar a produzir porque não vai haver dinheiro para montar fabricas do zero. Acresce que, as cadeias de produção tornaram-se muito complexas e será muito difícil, mesmo sem desastre económico, voltarmos ao modelo de produção em que a fabrica produz tudo do parafuso ao carro.

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    • Velho do Restelo permalink
      2 Abril, 2020 22:40

      Oh minha senhora, o vírus só ataca o Homem !
      Quando a crise passar a máquina vai estar lá, é só ligar e continuar a produzir !
      Já na anterior crise se dizia que o mundo ia mudar, que nada seria como antes …
      Mas bastou o PS voltar ao tacho, e ficou tudo igual :
      – Publicidade de crédito a rodos.
      – Greves por tudo e por nada.
      – Consumismo …
      Que raio de economia é esta que colapsa só porque para 1 ou 2 meses ?
      Aprendam a criar reservas !
      – Menos férias em Punta Cana !
      – Menos BMW’s , AUDI’s, Jaguar’s …

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