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a recomposição da direita

16 Maio, 2020
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amnNão consigo imaginar o que iria fazer Adolfo Mesquita Nunes numa candidatura a Belém. Obrigar Marcelo a uma 2ª volta? Para quê? Competir com Ventura pelos votos da direita? Para quê? Demonstrar que existe uma direita que não se esgota em Marcelo e em Ventura? Para quê? As eleições presidenciais são – foram sempre – um fogo-fátuo da política portuguesa: uma vez resolvidas, todos os candidatos derrotados perdem a eventual (muito pouca) relevância política que as eleições lhe possam ter dado. Por conseguinte, se Ventura só lá vai para tentar arranjar uns votos para o partido que lidera, não se percebe o que lá ia fazer Adolfo Mesquita Nunes, que não lidera partido nenhum e quis mesmo afastar-se daquele que podia ter liderado. Afirmar valores? Numa campanha para Belém, que sabe estar perdida à partida? Deixem-se disso: a recomposição da direita só se fará com a recomposição do PSD. O resto é conversa para perder tempo.

39 comentários leave one →
  1. Weltenbummler permalink
    16 Maio, 2020 11:26

    RR é um kamarada kosta de 2ª categoria

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  2. 16 Maio, 2020 12:14

    Ainda pode aí aparecer o Nóvoa, vindo lá do Foro de São Paulo…

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  3. Jornaleca permalink
    16 Maio, 2020 12:39

    Que opinião desorientada.

    O PSD é um PS de reserva. Eu nunca mais votarei nesses cobardes, palhaços, corruptos e infelizmente, putas.

    É só preciso esperar.

    a. A esquerda portuguesa toda, do CDS até ao PCP, já não querem criar riqueza. Mas destruir e criar pobreza.

    b. Quem é que aqui percebeu o chamado “New Green Deal” e as suas brutais implicações? Para a economia, para a riqueza dum país? Onde é que se nota esse pormenor?

    c. Quem andar a beijar o cu à natureza, destrói riqueza. Toda a esquerda está atirada a esta vigarice, nunca vista.

    d. A meta desta UE é chegar até ao ano 2050 ao estado de “zero emmissions”, de “de-carbonization”. Quem é que compreende as implicações? Andam a dormir? Sobretudo o total desrespeito por Bruxelas, pelo conceito da nação, quebrando os próprios contratos. Bruxelas nunca respeitou os próprios contratos.

    e. A um de Julho de 2020 a comunista e doida Adolf Merkel vai tomar a presidência da UE, em conjunto com uma bruxa, a von der Leyen, que ela ajudou instalar lá.

    f. Portugal já não é uma nação independente.

    g. A nova meta dos burros na cidade do Porto, é agora em transformar a cidade no líder das “zero emissions”, em poucos anos. Quem assim fala, ao mais alto nível, é mais burro que um burro. Isto é um crime. É o culto da morte total.

    Se alguém pensa, que esta porcaria vai poder durar muito tempo, engana-se. Isto vai estoirar tudo.

    Nunca mais voto num partido, do mais enganadores, que se pode imaginar, o PSD. O PSD apoia esta porcaria toda. TODAAAAAA!! Só idiotas, cabrões, no PSD.

    As coisas vão se desenvolver de outra maneira. E certamente, não como o autor acima o desenhou ou pensa desenhar.

    A esquerda nem sequer respeita a liberdade de expressão e o livre pensamento. NUNCA o FEZ. NUNCA.

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  4. Zé Manel Tonto permalink
    16 Maio, 2020 12:59

    Como se pode fazer a recomposição da direita com o PSD, que não é um partido de direita?

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    • rui a. permalink*
      16 Maio, 2020 15:47

      Talvez por isso mesmo se tenham que recompor.

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      • 16 Maio, 2020 19:45

        O PSD talvez seja um partido de direita, mas, seguramente, não há de ser nunca um partido liberal e vencedor. Isso, nunca!
        Um dos mitos de muitos jovens profissionais liberais neste país é mesmo este: Criar um grande partido liberal situado mais ou menos no centro direita do espectro político.
        A pretensão é tão abstrusa que só se tem conseguido criar uma sopa que agrega vetores socialistas e vetores conservadores e liberais num só.
        Se agregasse bem estar social, iniciativa económica forte, baixos impostos, igualdade de oportunidades, uma Justiça célere em que todos os cidadãos estivessem em igualdade de direitos, um estado central mínimo e forte e cuidados de saúde de qualidade para todos…
        Acontece que agrega os piores vetores do socialismo, do liberalismo e do conservadorismo. O que criámos foi guarda chuva politicamente correto que suporta miséria e pobreza, exclusão social, desmotivação dos cidadãos para a poupança e para o investimento, uma Justiça para ricos e excessivamente garantista para os do costume, um estado pesado e lorpa, um sistema de saúde a cair aos bocados e um pessimismo nacional que não nos pode levar a lado nenhum.

        Foi aqui que chegámos.

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      • rui a. permalink*
        16 Maio, 2020 22:57

        O PSD não é um partido liberal nem de direita, mas muito do seu eleitorado é. Ou era.

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      • 17 Maio, 2020 00:11

        O PPD era … disse bem … era (passado) de Centro Direita! Agora não é de lado nenhum, é apenas uma máquina eleitoral incapaz de ter uma orientação concreta.
        Aliás na sua génese em 1974 já era pouco claro: de socialista não tinha nada, de social democrata muito pouco. Quando se transformou em PSD foi o descalabro final.
        RIP por Sá Carneiro, excelente pessoa e politico determinado e RIP pelo PSD/PPD.

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      • rui a. permalink*
        17 Maio, 2020 00:21

        O Sá Carneiro, como dizia o Vasco Pulido Valente, levou a direita para o poder, depois do 25 de Abril e do PREC. Não foi coisa pouca.

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      • 17 Maio, 2020 02:43

        «O PSD não é um partido liberal nem de direita, mas muito do seu eleitorado é. Ou era.»

        Sim, muitos dos eleitores do PPD eram de direita, alguns não seriam de direita. Liberais garanto que não me lembro de conhecer muitos.
        Digo-o enquanto ex-militante. Digo-o enquanto militante do PPD/PSD entre 1978 e 1995. Saí com a entrada do Fernando Nogueira. (Saí, é como quem diz… deixei de pagar as quotas e nunca mais pus os pés na sede do Partido). Tenho pena, mas não me arrependi até hoje.

        Adiante. O Português não é, nem nunca foi Liberal. O Português, nem durante o Liberalismo pós Guerra Civil foi Liberal.
        Estude-se a vida do Saldanha, a saga do Palmela, o desanimo do Alexandre Herculano… Leiam-se ‘As Farpas’, os famosos relatos e cartas de Eça e de Ramalho Ortigão e leiam-se os ‘Gatos’ do Fialho. Veja-se a pouca vergonha que levou ao fim da nossa monarquia constitucional.
        Leia-se, uma vez que se fala em Vasco Pulido Valente, a sua obra. Os liberais que tivemos eram sanguessugas monopolistas agarradas ao Estado, aos tabacos e aos bancos, as vends das propriedades dos conventos. O VPV chamava-lhes ‘devoristas’. Era isso que eles eram.

        Posso conceder que nem todos os liberais que temos hoje por aí sejam devoristas, acredito que, desgraçadamente, alguns até sejam devorados… Tenho uma certeza, de entre eles só os devoristas devoradores ocuparão cargos públicos. E um devorista devorador é só um filho da mãe por que se escagaite a apelidar-se de Liberal.

        Vai daí que não percebo porque anda meio mundo com pulsões identitárias histéricas em que uns se afirmam liberais, outros personalistas, outros reformistas, outros socialistas e não se lêem coisas básicas como a doutrina social da igreja, ou a obra de Bernstein, ou o que disse Locke… ou se discutam ideias para a sociedade em que vivemos.

        Não vamos longe por este caminho.

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      • 17 Maio, 2020 02:58

        O que os portugueses são é Salazaristas.
        Doa a quem doer nunca estiveram interessados em democracia nenhuma, muito menos liberal.
        Só no Estado Novo a corrupção foi moderada e reprimida desde D. João V.
        É só darem-lhes o que querem. O PS sabe isto e no Largo dos Ratos tem “servido” ditadura pelos impostos desde 2004, por isso teem governado pela repressão, mas são demasiado corruptos para se aguentarem, pelo que o Povo far-lhes-á o celebre gesto de Bordalo. Querem um Governo forte, mas sem serem chulados.
        Daqui virá a Revolução e o fim deste estado podre.

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      • rui a. permalink*
        17 Maio, 2020 11:51

        Conheço bem toda essa fase da nossa História e sim, tem razão. O “liberalismo” português, sobretudo depois de Évora Monte (tenho algumas boas ilusões sobre 1820), foi um “capitalismo” de compadres instalados no estado. Mas essa foi, também, a lógica de todas as revoluções liberais, talvez com excepção da de 1776: a ascensão da burguesia ao comando do estado. Não fomos, aí, um caso original, a não ser no tempo que demorou a reacção contra essa ocupação do estado, mas isso explica-se por nunca termos tido uma verdadeira Revolução Industrial no nosso país.

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      • 17 Maio, 2020 12:32

        rui a. 1820 não foi uma revolução burguesa, se não teria gerado uma revolução industrial, tal como no resto da Europa. 1820 foi uma revolução popular contra um rei que nos abandonou, Afonso VI, ficando pateticamente no Brasil, seguida por uma tomada de poder pelos aventais … não os das criadas ….

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      • rui a. permalink*
        17 Maio, 2020 16:57

        Não diga isso, porque 1820 nem uma revolução foi, mas um pronunciamento militar no Porto, ao qual se sucedeu um pronunciamento militar, a 15 de Setembro seguinte, em Lisboa. Foi um golpe protagonizado por duas forças antagónica: a burguesia letrada e comercial reunida no Sinédrio (MFTomás, JSCarvalho, JFBorges, JFViana); e os militares descontentes por serem preteridos na promoção das hierarquias do exército pelos ingleses (António da Silveira, Bernardo de Sepúlveda, Sebastião Drago Valente). Pouco tempo depois, a 11 de Novembro, na Martinhada, já estavam os dois partidos desentendido, como ficaram definitivamente. O D. João VI, que, de resto, foi para o Brasil de acordo com os ingleses, numa jogada que pôs o Napoleão francamente abalado, era importante, e não propriamente numa fuga desesperada, mas não era decisivo. Entre liberais e conservadores congeminou-se mesmo a hipótese de o substituir, mantendo a monarquia, se ele não voltasse.

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      • 17 Maio, 2020 17:17

        Rui, concordo com tudo o que diz a propósito do liberalismo. E acrescento ao pronunciamento do POrto a decisão de abrir os portos brasileiro ao estrangeiro…
        Outra questão ainda será a possibilidade de um partido liberal ganhar eleições assumindo-se enquanto tal. Tenho um número para os liberais nas sociedades europeias: 10%. É o número que é suportado pelo peso aproximado dos profissionais liberais nas sociedades mais desenvolvidas. Tenho para mim, portanto, que um partido liberal, mesmo em países mais industrializados nunca chegará ao poder sem ser às costas de outra força política de centro direita.

        Chamo a sua atenção para a relação algo hegeliana e marxista entre estádio de desenvolvimento socioeconómico e possibilidade de êxito do liberalismo.
        Como será?… Recoleção, esclavagismo, feudalismo, capitalismo, socialismo, liberalismo.

        Atenciosamente,

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      • rui a. permalink*
        17 Maio, 2020 18:48

        Também acredito nisso, há muitos anos: um partido liberal terá sempre uma votação residual, enquanto que liberais em partidos de direita, ou melhor, nos partidos à direita dos partidos assumidamente socialistas, poderão fazer sempre mais e melhor. De resto, nos últimos 100 anos, os liberais só foram politicamente relevantes por via de partidos e líderes conservadores: Adenauer, Reagan,Thatcher, Aznar. Este último tem feito um notável trabalho em Espanha e a recuperação do PP deve-se a ele e à fundação que criou.
        Cumprimentos cordiais,

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      • 18 Maio, 2020 00:04

        rui a. detalhou muito bem o meu comentário sobre 1820, concordo e tem rigor histórico. Já reparou na similitude de situações com a Abrilada? …. dá que pensar … incluindo o apoio dos ditos de avental.

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  5. MJRB permalink
    16 Maio, 2020 13:14

    De acordo, Rui A.

    Mas não antevejo a “recomposição da Direita” ou do Centro-direita sob a liderança do RRio. Já cometeu vários erros, não convence nem estará interessado nisso (!), só os indefectíveis acreditam nele, e não tem estaleca para congregar apoios extra-PSD.
    E enquanto o duo-maravilha MCThomaz-AC-DC imperar…

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  6. MJRB permalink
    16 Maio, 2020 13:23

    O Adolfo (sem dúvida inteligente e com um discurso escorreito), desde há muitos meses “está na moda”. Só isso. Por enquanto, talvez venha a liderar o CDS-PP.
    Outros só porque na moda, sugeridos anteontem: o PMexia e o JMiguel Tavares.

    O PPortas seria um bom candidato. Mas creio que estará a trilhar caminhos para voltar à política doutro modo.

    Terá de ser um candidato apartidário, sem “papas na língua”, para chatear o MCT e esclarecer os tugas acerca do pântano político, social, económico-financeiro, cultural e judicial. Por exemplo, o João Gonçalves.

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  7. MJRB permalink
    16 Maio, 2020 13:40

    Continua a despudorada propaganda: esta manhã, ohabilidoso AC-DC andou às compras(?…) pela Baixa de Lisboa acompanhado pelo delfim Medina.
    Não faltou um microfone “institucional” para fazer declarações repisadas desde ontem. A comunicação social-15 milhões (as TV’s, as rádios, reportaram tudinho o que bolsou), e amanhã os jornais, não hesitarão nos destaques.
    Aliàs, aparece todos os dias na cs. Tem como mestre o MCT.

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    • Jornaleca permalink
      16 Maio, 2020 13:56

      O criminoso, o vigarista, o irresponsável trazia máscara? E os outros também?

      Eu não consigo ver o gajo um segundo. O asco é grande.

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  8. MJRB permalink
    16 Maio, 2020 13:44

    Porra, já não é sem tempo um dos meus restaurantes favoritos pronto a servir. Vou degustar umas ameijoas do Algarve com esparguete acompanhadas por um Alvarinho fresquinho.

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  9. 16 Maio, 2020 15:25

    Esta eleição presidencial poderia e deveria ser a oportunidade de lançar o candidato para as presidenciais seguintes. O PS (ou António Costa), não tendo ninguém atualmente, preferiu passar à frente, o que revela que o lugar de PR não vale nada… A “direita” só perderá “tempo” dom o Adolfo, ou Passos Coelho, mas terá em Paulo Portas a figura para avançar já ganhando daqui a seis anos.

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  10. João Brandão permalink
    16 Maio, 2020 18:55

    Não se alcança como se pode recompor a direita com um partido e doutrina e práticas de esquerda.
    Aliás, trata-se de um partido farsa, pois grande parte, quiçá a maior parte julga votar num partido de direita ou centro direita e afinar é um partido de esquerda.
    Os dirigentes o proclamam a toda a hora!

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  11. 16 Maio, 2020 21:47

    Santana, volta!, estás perdoado!

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  12. Cristóvão permalink
    16 Maio, 2020 22:22

    “a recomposição da direita só se fará com a recomposição do PSD.”

    Até estava a concordar com o texto, mas depois termina com essa tirada? A direita já se está a recompor. Os novos partidos são fruto disso. E este lento suicídio do PSD só faz bem para acordar o eleitorado de direita que se acha refém do PSD.

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  13. Leunam permalink
    17 Maio, 2020 01:41

    Resumindo e concluindo:

    Temos, e temos tido, maus governos e péssimas oposições.
    Não é com partidos que não valem um caracol que se governa bem um país.
    Todos querem é protagonismo e bolso cheio em vez de querer o Bem Comum, a Independência e sobretudo a HONRA de pertencer a uma Nação soberana, suficiente, auto-sustentada e RESPEITADA.

    Já fomos !

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    • 17 Maio, 2020 03:00

      Voltarmos a ser depois de destruída esta vilanagem!

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      • MJRB permalink
        17 Maio, 2020 07:58

        Tudo indica que até 2027 o duo-maravilha com a preciosa colaboração da comunicação social-15 milhões vai imperar. “A não ser” que haja grande surpresa no congresso do PSD ou que o país seja muito mais mal governado, abatendo-se sobre os tugas crises várias e irresolúveis. Mas com o RRio a presidir ao PSD, o AC-DC e o MCT fazem, manobram e dizem o que querem.

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  14. 17 Maio, 2020 12:03

    há, essas saudades de Pedro Passos Coelho, um homem mais manipulável e menos inteligente que Rui Rio, essas saudades por um catedrático austero….

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    • MJRB permalink
      17 Maio, 2020 13:55

      Por mim respondo: não se trata de “saudades” do PPCoelho, mas sim a opção por um político que herdou uma bancarrota, teve, não a seu pedido (mas do P”S”) uma inevitável troika mandante e mesmo assim no último ano do seu mandato a economia, as finanças, as pessoas sentiram uma recuperação.
      Trata-se de um político ao qual o RRio (que o criticou publica e veladamente) não consegue comparar-se.
      Quero um PM eficaz, “duro” se necessário para resolver problemas, que não se vergue ao P”S”, ao manhoso AC-DC nem ao MCThomaz-o-“catavento”.

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    • 18 Maio, 2020 00:07

      Um Catedrático Austero … o sonho de um novo Salazar, sem duvida não queria eu outra coisa!

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  15. Leunam permalink
    17 Maio, 2020 12:18

    “Voltarmos a ser depois de destruída esta vilanagem!”

    Sr. jorgecramos

    Como pode ser isso possível se temos, genericamente falando:

    1º- Um povo inculto, que pouco ou nada faz para se cultivar, dependente em 60% do Estado, maioritariamente envelhecido e sem honra nem brio, no qual:

    a) Os mais velhos temem mudanças que lhes possam suprimir as migalhas que lhes vêm da mesa do orçamento, nos últimos anos de vida; por isso, não querem mexer no esterco.

    b) Os de média idade, com (de)formação escolar baseada quase só nas novas tecnologias, mais preparados para uma secretária do que para cuidar duma pessoa, duma árvore ou de um animal, entalados que estão com os compromissos da casa, do automóvel e da criação dos filhos, temem que uma instabilidade séria os coloque numa vida ainda mais escravizante do que aquela que já têm.

    c) os mais novos estão igualmente a ser preparados para a escravatura, pura e simples. Excepção feita para uns quantos privilegiados que serão os futuros mandões, encostados e obedientes a esteios estrangeiros, já se vê.

    d) Umas Forças (de)sarmadas, dependentes dos Governos que não as querem com outro préstimo senão em missões no Estrangeiro (donde devem vir grossos cabedais, presumo) e para pouco mais internamente. O Serviço militar obrigatório não interessa aos governos para poupar dinheiro, evitar que muitos homens saibam manejar prontamente uma arma e para manter a Instituição em “banho maria”, não se lembrem eles de a fazer um novo 25A…

    e) Uma comunicação social, amarrada ao sistema vigente, porta-voz dos partidos do poleiro, numa dependência total do sistema, acomodada e nada incomodada, e, por isso submetida a um regime de auto-censura neuronial.
    Com a Rádio e a Televisão ao serviço exclusivo da ideologia de esquerda internacionalista, apenas se esforçam constantemente a transmitir loas e as caras e as vozes dos chefes, pura e simplesmente, .
    Da Imprensa, parece-me que muito pouca navega com alguma independência, por cá.

    Assim feito o retrato, poderá tirar as suas conclusões, mas, como diz o rifão:
    “Sem sangue não se fazem morcelas”.

    Para haver mudanças decisivas que o País precisa e volte a ser como acima escrevi Independente, Soberano, plenamente Auto- sustentado, Honrado e Respeitado pelas outras nações, tem de faltar o pãozinho na mesa, a sério.
    Enquanto houver migalhas para a maioria, ninguém se mexe.
    E eles sabem disso.

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    • 17 Maio, 2020 12:28

      Leunam, meu caro Manuel, eu sei que formalmente tem razão, contudo as revoluções do século XXI , como é óbvio, serão diferentes das dos séculos XVIII, XIX e XX.
      Nos séculos anteriores foram um momento de confronto popular com o poder estabelecido, directo e num “dia” eleito para o facto, criando uma instabilidade em que forças armadas, desde policias, brigadas populares e exércitos tomavam posição e definiam o sucesso ou derrota do putch.
      No séc. XXI não será assim, o método da tomada gradual do Poder por vias legitimas e a subsequente destruição do regime antigo por dentro, usando as instituições, leis e mecanismos do regime a vencer será a forma. Como uma crisálida que rompe o seu involucro para libertar a fantástica e bela borboleta ou o seu nojento e peçonhento insecto rastejante.
      Já temos em Portugal uma bem desenvolvida crisálida que gerará um rastejante, formada por uma “bicha processionária”, que é a crisálida do Marxismo, protegida pelo politicamente correcto.
      Estamos a gerar uma nova crisálida de onde pode sair uma borboleta Imperador … a 1ª fase de protecção será não votar Marcelo!

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  16. Leunam permalink
    17 Maio, 2020 13:47

    Muito bem !
    Mas, cuidado com os insecticidas!
    Que eu saiba, ainda nenhum venceu eficaz e definitivamente a maldita “processionária”.

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    • 17 Maio, 2020 16:17

      Só porque a Plutocracia Globalista tem andado a impedir isso e os pequenos acréscimos de “bem estar” e promessas de reformas que nunca existirão tem enchido o Povo de mentiras e esperanças menos sólidas do que as das religiões.

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  17. beirão permalink
    17 Maio, 2020 18:31

    Esta manhã passei os olhos por vários canais televisivos e em todos eles, à mesma hora, lá estava o ridículo Cuecas: mascarado e de luvas, entrando de loja em loja, aqui comprando bacalhau, ali não sei o quê, rindo muito, fazendo perguntas à esquerda e à direita, acerca disto e daquidisto, do mais estupidamente trivial, com a chusma de “jornalistas” em redor, diligentes e subservientes, como se aquilo… – que triste fado o nosso – fosse um acontecimento de magna importância.

    Um país destes, com gente assim… não é um país… é uma reles piolheira. Nem no Burquina Fasso o ridículo desce tão baixo.

    Pobre Portugal! Que te vê e quem te viu. E, bolçando veneno, há elites de merda que não perdem oportunidade para enxovalhar o antigo regime. Mentecaptos!

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  18. beirão permalink
    17 Maio, 2020 18:33

    rectificação: “daquilo”

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