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O Civismo

24 Junho, 2020

Apesar da evidente desagregação do papel do catolicismo nas sociedades ocidentais, levando à conclusão de que a morte de Deus origina a substituição da angústia existencial por ideologias fracas, muitos comentadores parecem ainda não ter percebido que todas essas ideologias também já se desagregaram e caíram por terra como palha seca. É inútil falar do socialismo, do comunismo, do liberalismo ou de qualquer outro -ismo nas sociedades ocidentais. Já passamos essa fase, retendo simplesmente a simbologia, como acontece sempre, relegando todos os -ismos, incluindo os religiosos, para o domínio meramente mitológico.

Agora não há -ismos, como se verifica com a inversão permanente de conceitos entre o que os que se identificam com tais epítetos. É o fascismo, é o socialismo, é o comunismo… meras tentativas de insulto, mas palavras ocas no pragmatismo higiénico dos nossos dias.

As sociedades ocidentais caminharam para um regime que se pode considerar, à falta de melhor palavra, para o “civismo”, uma doutrina que eleva o estado para o papel do Deus morto e os seus agentes, sob a forma de governantes, a profetas do zelo comunitário para que todos caminhem no mesmo sentido. Por isso há tão poucas diferenças entre partidos e o que defendem. Aliás, em Portugal, se há algo que os une é o repúdio a essa reminiscência da plebe desbocada sob forma de André Ventura.

Uma oligarquia de castos, virtuosos, pastores da moral, prontos a impor o civismo através da educação, das notícias, dos julgamentos de carácter e da incapacidade dos rebeldes em se enquadrarem nas tribos identitárias fomentadas pelas ferramentas de dopamina das redes sociais. Uma espécie de humanismo higiénico de estado.

Não é de admirar que um pequeno evento como o Covid seja suficiente para se extrapolar esse puritanismo-cidadão a todo o mundo ocidental de uma só leva. Resistir é possível, mas requer muita coragem: é preciso sair e ir comer farturas bem fritas e a transbordar de açúcar aos arraiais. Daí que não seja de admirar que sejam os primeiros a serem banidos, perante o aplauso dos recém-formados cívicos.

32 comentários leave one →
  1. lucklucky permalink
    24 Junho, 2020 17:25

    Discordo,

    A Política é a única religião que resta,pois é a única coisa em que as pessoas acreditam.
    devido à propaganda feita pelo jornalismo que se foi substituindo à Igreja como guarda da moral e os jornalistas que substituíram os padres.

    Logo a sociedade influenciada pelo Jornalismo que existe para catalisar mais e mais política e não pára de investir em mais e mais política. As grandes guerras do Séc.XX só o foram por causa do gigante investimento das sociedades na política.

    A maior parte do jornalistas e os media são como aqueles bancos que prometem o paraíso se investires em Política.

    Hoje temos mais uma gigante bolha especulativa na Política. Vai acabar com milhões de mortos como as outras.

    E quanto mais política mais se fica semelhante ao Fascismo-Marxismo-Comunismo pois cada vez mais a esfera privada. interpessoal se reduz a muito pouco. Não podes falar, não podes escrever, não podes pintar.

    Tudo o que digas fora da narrativa jornalista é Blasfémia. Serás punido.

    Relacionado:

    https://quillette.com/2020/06/22/toward-a-new-cultural-nationalism/

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    • 24 Junho, 2020 17:27

      Eu não disse nada sobre política. Eu disse sobre filosofias políticas. A política está bem viva, os -ismos é que não.

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      • lucklucky permalink
        24 Junho, 2020 17:59

        Mas uma filosofia política está de boa saúde por causa desse incessante investimento que a sociedade foi convencida a fazer na política:

        O Marxismo que é o reaccionarismo à Modernidade.

        A Modernidade que foi o caminho milenar para limitar o poder ao soberano; limites ao poder, checks and balances portanto.

        Ora o Marxismo é a negação disto. E hoje domina como um filtro que define tudo o que acontece com base em opressores e oprimidos.

        Senão como explica que o COVID seja mortal quando há Fátima, ou um barbecue na casa de uns amigos e não mortal quando é a CGTP , os protestos racistas anti-racistas feitos pela Esquerda e a Festa do Avante?

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      • 24 Junho, 2020 18:16

        O marxismo agora é meramente iconográfico, como qualquer religião faz quando adapta feriados, mistura histórias e cria nova mitologia sobre a existente como forma tragável de continuidade.

        Você já não tem marxistas por aí a exigirem a revolução do proletariado ou a apropriação dos meios de produção. O que tem é uma mistela que tanto oscila para gays descamisados como para um cronyismo de oligarquia. Repare que não há qualquer contradição entre “é preciso a liberdade para casar” e “casamento é opressão feminina tornando-a dependente de um homem, como uma vaca, até pela expressão ‘a minha mulher’”.

        Também não tem conservadores do início do século XX a tentar proteger privilégios através do poder do estado. Muito menos tem liberais se transformam o laissez faire em moral de estado com a muito marxista “só faz quem quer”.

        Se olhar bem, verá que a política está em tudo da vida, desde o calibre da cenoura à vigilância como liberdade securitária, mas o -ismos estão todos misturados numa massa sem qualquer substância além da imagética.

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      • 24 Junho, 2020 18:21

        Repare também que no BE ninguém usa o termo marxismo. No PAN acham que inventaram uma coisa nova no misticismo animalesco legislativo, uma mistela de zen com zoroastrismo para cabras.

        Os únicos partidos que usam um -ismo além do nome como mel são o PCP e IL, sendo que o PCP está a adaptar-se bem melhor.

        Quando ouve as pessoas dizerem que o PCP é o partido mais conservador de Portugal isso é só um reflexo da mistela.

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      • lucklucky permalink
        24 Junho, 2020 19:51

        “Você já não tem marxistas por aí a exigirem a revolução do proletariado ou a apropriação dos meios de produção. ”

        Claro que tem. só que agora adiciona-se a raça, o sexo ,ou qualquer outro vector que possa ser vista como proxy dos protelarios vs capital.

        Até estamos em período de mudança do regime no Ocidente.

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      • 24 Junho, 2020 21:36

        Exactamente. Uma mistela. Raça, sexualidade, sexo… Amanhã é outra coisa e estes passam a inimigos. Isso não é marxismo, é só iconografia marxista.

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      • lucklucky permalink
        25 Junho, 2020 13:59

        Por essa ordem de ideias já era mistela desde início. Por exemplo Karl Marx queria acabar com o Judaísmo porque dizia que nunca seriam totalmente Socialistas

        Sem Marxismo não há a visão cultural de separar todos em classes Sociais, Raciais, Sexuais, outras classes que sejam úteis à causa final: Obter o Poder.

        Como explica que o seu título Civismo não tenha correspondência coma realidade é possível fazer violência, violar quarentenas? se se for “activista” enquanto os outros são “extremistas”

        Você na prática argumenta em parte disto
        https://en.wikipedia.org/wiki/Managerial_state

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      • 25 Junho, 2020 15:11

        Sim, em relação ao último parágrafo/link.

        Acho limitativo que a separação em classes sociais seja sempre associada ao marxismo porque tem aderência à realidade. Nesse aspecto, tanto pode atribuir ao marxismo como pode atribuir o marxismo à revolução industrial tornando-a na fonte de todo o mal.

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      • lucklucky permalink
        25 Junho, 2020 19:44

        Sempre pudemos dividir tudo em classes não é esse o ponto.

        O desejo de tudo reduzir às classes é Marxista. Assim como a hierarquização das classes devido ao conceito que as classes só mostram exploradores e explorados.

        Se fores preto, conservador, homem (3 classes) tens 1 ponto de positivo e 2 pontos negativos

        Se fores branco, gay e mulher (idem), tens 1 ponto negativo e 2 pontos positivos.

        Até ao dia em que a “verdade” muda e por interesse já não for útil.

        Até se pode mandar uma classe para o lixo. Por exemplo a classe dos trabalhadores nos EUA. A partir do momento em que a maioria da esquerda Marxista se mudou para o Ensino (Colégios, Universidades) e Jornalismo, a classe dos trabalhadores desapareceu praticamente do mapa.
        Já não dá suficiente lucro ao Marxista.

        Quem é feio, quem é bonito, É outro exemplo de vector de relações humanas que pode ser transformado em classe Marxista e que estes ainda não decidiram explorar.

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      • 25 Junho, 2020 19:45

        Daí que seja meramente iconografia marxista. Se retirar todas as tábuas, uma a uma, da casa marxista, substituindo-as por outras, no fim ainda é uma casa marxista?

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    • Filipe Bastos permalink
      24 Junho, 2020 18:33

      Lucky, é com cada disparate.

      O marxismo foi uma reacção, sim, mas à mama: a mama excessiva de soberanos, magnatas, aristocratas, a minoria que sempre chulou e saqueou a vasta maioria da população.

      Desde então isto evoluiu muito, e muito graças ao que se chama esquerda, mas não o bastante: uma ínfima minoria continua a controlar quase tudo.

      Uma democracia mais directa poderia tirar-lhes parte desse poder; poderia impor a vontade do único soberano – o povo de um país – à pseudo-elite de pulhíticos e mamões.

      Mas gente como o lucky não quer. Preferem manter tudo igual. E passar a vida no choradinho do ‘socialismo’, qual monstro imaginário que vos cresce da cornadura.

      Dou razão ao Vítor: os -ismos, tal como esquerda ou direita, são hoje meras cantigas para embalar carneiros. A canalha pulhítica e banqueira é de esquerda, de direita, do que der jeito.

      Veja-se a histeria BLM: é ver os mamões do mundo a competir para mostrar qual é mais woke.

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      • lucklucky permalink
        24 Junho, 2020 20:06

        “O marxismo foi uma reacção, sim, mas à mama: a mama excessiva de soberanos, magnatas, aristocratas, a minoria que sempre chulou e saqueou a vasta maioria da população.”

        Explique então porque é que não há Limites ao Poder no Marxismo?

        Explique ainda como o Marxismo mamou mais vidas, mais riqueza, mais propriedade, mais construção humana, mais… e o que resta foi o deserto civilizacional e destruição por onde passou?

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      • Zé Manel Tonto permalink
        24 Junho, 2020 20:26

        O marxismo foi teorizado por mamões que nunca trabalharam.

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      • chipamanine permalink
        24 Junho, 2020 22:09

        Zé Manel Tonto. Pior que é verdade….uns chulos das mulheres aristocratas que nem a casa governaram e cujos filhos se suicidaram. Alias sonho …o de ser chulo ….de qualquer marxista.
        Daí aos valores morais mais elevados (messiânicos) vai um passo e deles aos genocídios “justificados” outro passinho.
        Tudo bem fundamentado filosofica social e politicamente. Os mamões e outros quejandos que vão variando ao longo da história no léxico dialéctico adaptativo, são apenas os alvos do momento que essa suposta moral puritana também da dialectica que vai mudando com os tempos, como justiça igualdade passando nos dias de hoje pelo “embiente” e o “rac-cismo”.
        Tudo o que esses chulos sonharam foi feito. Não houve nenhum desvio, nenhuma prevaricação. Mataram aos milhões “justificadamente” amarram e escravizam sociedades “justificadamente”.
        Estes objectivos para um bom crente “marxiano” ainda que nem consciência plena tenha dele e use subterfúgios de suposta “complexidade de pensamentos” ou de “independência”. são programáticos

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  2. 24 Junho, 2020 17:57

    O Victor está inspirado, o São João confinado exarcebou a sua ala intelectual, um intelectualismo diletante, mais um ismo.

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  3. 24 Junho, 2020 18:21

    (…caíram por terra como palha seca.).

    Era bom, era, mas ainda andam por aí a lixar-me o juízo e a carteira.

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    • 24 Junho, 2020 18:33

      Qual dos -ismos lhe anda a lixar a carteira? Não será o sistema de manutenção das negociatas (como diz o PCP) que se mantém de votos de funcionários e reformados que lhe anda a lixar a carteira? Ou, se quiser atribuí-lo ao socialismo, por uma questão prática, que tem a dizer do princípio de equidade dos liberais para que livros escolares sejam gratuitos também para o privado?

      Tire-lhes o emblema e tente distinguir qualquer um deles.

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      • 24 Junho, 2020 18:54

        «[…]que tem a dizer do princípio de equidade dos liberais para que livros escolares sejam gratuitos também para o privado?»

        Posso responder a esta? Posso?
        Então é isto: essa é uma daquelas propostas em que fica a nú a total iliberalidade dos, por assim dizer, ‘liberais’ cá do sítio.

        Quem se informar sobre o manhoso negócio dos manuais escolares nestes país vai descobrir um enredo de ligações manhosas entre a Leya, alguns elementos ligados a associações de pais e rapaziada da área socialista ligada a parvoíces como o programa Ler+ ou ao escabroso acordo ortográfico.
        Tudo à conta do nosso bolso!
        Haverá quem se pergunte sobre a qualidade dos manuais escolares?
        Sobre a excessiva qualidade dos manuais?
        Sobre a impossibilidade de se venderem separatas de atividades?
        Sobre o que o estado, via bibliotecas nacionais, distritais, concelhias, escolares, pagou em dicionários e enciclopédias graça ao AO?
        Sobre o preço que se pagou pela substituição dos livros de leitura obrigatória nas bibliotecas escolares, por outros livros já de acordo com o novo AO?

        A verdade é que o liberalismo neste país é uma enorme anedota. Ou, dito mais à bruta, uma enorme vigarice…

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  4. 24 Junho, 2020 18:28

    Mas, no geral, concordo com o autor do post.
    Mais ou menos.
    Assim, assim…..

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  5. Mario Figueiredo permalink
    24 Junho, 2020 18:51

    Estou com o LuckyLucky.

    Os -ismos não desapareceram. São incontornáveis estruturas do pensamento político e parte integrante da nossa natureza como seres sociais. Se novas formas de agir ou pensar podem parecer querer contornar isto, isso é apenas porque ninguém ainda se debruçou sobre elas, as estudou, e lhes deu o nome para um novo -ismo.

    Os -ismos podem sim nascer e morrer — há pouco mais de um século andávamos entretidos a por um fim à monarquia e promover a república no meio de uma transformação social de tal forma caótica e violenta que sem dúvida para muitos contemporâneos pareceu o fim dos -ismos — mas tal como a monarquia, o fim de um -ismo é rapidamente preenchido com outra coisa qualquer. O Homem organiza-se politicamente antes de se poder organizar socialmente.

    Por isso, esta ideia recorrente que vou ouvindo por aí que a ideologia politica é coisa do passado, simplesmente não tem qualquer reflexo na realidade. Nem sequer faz sentido sob o ponto de vista da construção politica e social. Não conhecemos nenhuma sociedade que sobreviva dessa forma. Lá porque as nossas sociedade são hoje mais complexas e difíceis de gerir graças ao advento da comunicação global e imediata, isso apenas tende naturalmente para a criação de novos -ismos ou o derrube de antigos e sugere que a sobrevivência é apenas possível com o recurso mais acentuado à Realpolitik. Mas de modo algum sugere que somos hoje incapazes de formular pensamento politico e transformá-lo em ideologia.

    Poderia aceitar sim que podemos estar a caminhar para a desconstrução da nossa sociedade. Mas não vejo isso dessa forma. Olho para o que está a acontecer e para a natureza dos nossos partidos políticos e vejo isso sim o fim lento mas anunciado de um ciclo, e um bando de parasitas oportunistas a tentarem fazê-lo pela via da revolução.

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    • Mario Figueiredo permalink
      24 Junho, 2020 19:00

      Ou seja, a dependência, cobardia, preguiça e a inacção da classe política reinante tornou-se de tal forma endémica, que pode apenas conduzir à sua própria destruição. A parte visível disso é o ressurgimento do populismo politico por um lado e o reforço dos extremismos políticos por outro, dois exemplos claros da ideologia politica a sair reforçada.

      Tudo poderia correr bem com isso se nos restringíssemos à luta politica. Mas infelizmente a cobardia inspira o pior tipo de predadores. E juntam-se agora outros tipos de ideologias muito mais perigosas e com poder para provocarem muitos mais estragos do que um partido comunista ou de extrema direita.

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  6. António C. Mendes permalink
    24 Junho, 2020 20:20

    “se há algo que os une é o repúdio a essa reminiscência da plebe desbocada sob forma de André Ventura.”
    Quer prova maior que a foto utilizada na edição da noticia abaixo? Já não é bovinizar, é pré encaminhar para o açougue.

    https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/andre-ventura-diz-que-manifestacao-de-sabado-e-de-tudo-menos-de-supremacia-branca-de-tudo-menos-de-nazis

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  7. 24 Junho, 2020 21:03

    Marxismo, fascismo, comunismo, liberalismo, ena, tanto ismo para a gente divagar, analisar e discutir, com empenho, engenho e muita erudição académica. Houve uma discussão assim sobre o sexo dos anjos enquanto os Turcos batiam à porta e lá se foi o Império do Oriente. Indo buscar uma frase noutro poste, acho que sim, que só mesmo “um evento de tipo bélico ou semelhante desgraça” poderá introduzir um módico de bom senso nestes desnorteados ( e ocos) cérebros ocidentais.

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  8. Jornaleca permalink
    25 Junho, 2020 00:48

    “Não fales aos ouvidos do insensato,
    porque ele desprezará a sabedoria das tuas palavras.”

    Provérbios 23.09

    “Ai daqueles,
    que se consideram sábios
    e se crêem inteligentes.”

    Isaías 5.21

    O homem moderno é o mais burro de todos e cultura, nenhuma tem. A ciência confirma a existência de DEUS, do DEUS cristão, lógico.

    Até Jean-Paul Sartre o confirmou e depois fez o que todos os homens modernos gostam de fazer. Mas ele pagará conforme os actos dele.

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  9. MJRB permalink
    25 Junho, 2020 02:35

    Há dias coloquei num post do Blasfemias esta minha suspeição: as “autoridades” tugas na saúde e na política (MCThomaz incluído porque principal hipnotizador) iriam rasurar, ocultar, deturpar a verdadeira realidade do vírus na área de LVTejo, para que a UEFA e os oito clubes finalistas da Champions concretizem a final em Lisboa. Não esquecendo a inabalável vontade de abrir fronteiras a adeptos e, ao turismo durante e post-Champions.
    Hoje, os “números” divulgados mais as contradições e díspares conclusões e afirmações levam-me a crer cada vez mais na minha suspeita.
    Estejamos atentos. Gentinha perigosa no Poder que merece repulsa.

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    • chipamanine permalink
      25 Junho, 2020 06:10

      Estão apenas a seguir a agenda do Sanchez e Pablito enquanto vão fazendo manobras de diversão para a manada falando de trumps e bolsonaros,que por sinal são iguaizinhos a eles próprios mas que servem para desviar as atenções.
      Ontem a “vovó freitas” de nuestros hermanos admitiu que dos mais de 20 mil mortos “em excesso não contabilizados” possam ser ,uma boa parte covid.
      Dita à maneira dialéctica nada de novo. “Boa parte” quanto é? mais de 50% ?60%?
      Entretanto vão todos assobiando para o ar e não há números disponibilizados porque já nem vale a pena…..já todos sabem que é mentira….mas ninguém fala , noticia ou questiona porque é socialista . (ai se fosse dos “inimigos de estimação”). No caso espanhol se “apenas” 60% fossem contabilizados dos 28 mil passariam para qualquer coisa muito perto dos 40 mil o que faria da Espanha uma parceira da Bélgica ou mesmo a ganhar dela.
      Por aqui no quadrado à beira-mar cagado, segue-se a mesma lógica Marcelo-trumpista apalhaçada com ares de seriedade apenas porque não se aplica o mesmo sentido critico que se aplica aos outros.
      E o saloio na onda

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      • MJRB permalink
        25 Junho, 2020 11:07

        De facto, essa situação muito mail explicada em Espanha…
        Ontem, ao ouvir o MCThomaz a desmentir o que eu (e certamente mais gente) suspeito, precisamente as quantidades em LVTejo manipuladas por causa da Champions, pensei: “wow !, isto dito por um hipnotizador e ilusionista…”

        A quantidade de populaça-NADA tuga que de cabeça para baixo e de olhos fechados surfa “a onda” marcelista-costista, é preocupante. Vai contentinha e bovinamente a todas onde os queridos líderes estiveram.
        Por exemplo, ouvi que o restaurante no Bairro Alto onde o AC-DC e o Ferro almoçaram há semanas passou a ter mais clientes, com alguns a quererem saber qual a mesa onde estiveram as “excelências”…
        Porque é que o hipnotizador e o habilidoso foram às praias em plena crise pandémica ? Que cabecinhas os levou ao Campo Pequeno replecto, para ouvirem cantilenas pimba ? É isto a “classe” política ?? Porra, azar do carago !

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  10. Duarte de Aviz permalink
    25 Junho, 2020 03:38

    E tudo isto so porque o parvo do PPC nao teve a coragem de dar uns tostoes aos funcionarios publicos 3 meses antes das eleicoes, o que lhe teria dado uma segunda maioria absoluta e um presidente covarde. Ironico…

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    • MJRB permalink
      25 Junho, 2020 11:13

      Provavelmente. Mas não podia e fez bem em não querer comprar votos despudoradamente.
      Os “socialistas” e o MCThomaz que tentem resolver a crise…até nova bancarrota.

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  11. Desalinhado permalink
    25 Junho, 2020 07:37

    Os ismos, hoje em dia, estão todos agrupados na escola maçónica. Perceberam todos que andar de avental sem ser para lavar a loiça, dá imenso jeito.
    Querem um exemplo? Certamente que até o Francisco Louçã não desdenharia ocupar o lugar de governador do Banco de Portugal.

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