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Vem aí o fascismo pela quinta ou décima vez este ano

28 Junho, 2020

A massa amorfa de conformistas a que se convencionou denominar “direita”, habituada que está a encontrar-se em tertúlias e outros eventos garantidamente fechados em si mesmo sem qualquer impacto mediático, ao ver o ainda pequeno grupo que André Ventura reuniu na rua, desatou a procurar sinais que pudesse interpretar como armas da sua sobranceria intelectual e que evidenciassem, mais uma vez, o quão se assemelham a uma banda de garagem das que se recusam a actuar em público sob risco de conquistarem público. “Cuidado! Não saias à rua! Podem ver-te!”

Concluíram que Ventura tem uma mão com cinco dedos e que está disposto a usá-la. Daí até se demonstrar que é o Anti-Cristo vai um tirinho. Enfim, o costume.

Quão patética pode ser a subserviência da direita iluminista à esquerda da geringonça? Pelos vistos pode ser infinita e mais além. Não perdoando a capacidade que Ventura demonstrou para colocar anónimos da direita na rua e relegados que estão para eventos maçudos para chatos ainda maiores na busca pelo título de Miss Erudição 2020, inundam as redes sociais (esse bastião da erudição) com teorias mirabolantes que não servem para mais que fingirem não estarem em avançado estado de obsolescência ajoelhados perante o enorme falo em saudação romana do poder vigente.

A dita direita moderada inventou o confinamento antes sequer do coronavírus: há anos que não saem à rua com medo de serem infectados pela plebe. Na realidade, não se perde grande coisa, tirando uma ou outra possibilidade de engate arco-íris. Mas deixem-me ser justo: para o que querem, serve perfeitamente. Decididamente, não será Ventura a desafiar o título de Miss Erudição 2020, pelo que a fita do vencedor continuará segura como o Graal nas catacumbas do confinamento intelectual da direita convencional. E assim é que tem que ser. De outra forma arriscar-se-ia a nem poder ser guardada pelo vencedor pelo cheiro a farturas fritas que os não-confinados exibem, uma característica da raça dos simples.

51 comentários leave one →
  1. Ausente52 permalink
    28 Junho, 2020 09:13

    O CDS ao não participar nesta manisfestação organizada pelo CHEGA, para a qual foi convidado, deixou definitivamente de ser um porta-voz da direita politica.
    Teve vergonha? Teve mêdo?
    O Andrè Ventura está a ser mais mortífero para o sistema politico corrupto vigente, do que o coronavirus.

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    • Ausente52 permalink
      28 Junho, 2020 11:50

      Muito obrig. Jorge Ramos

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    • Jornaleca permalink
      28 Junho, 2020 12:49

      Aquela boneca, que uns dias atrás, chefiou o CDS era e continua a ser para rir. Uma estúpida, uma traidora, do pior que se pode imaginar. E os sucessores não são melhores.

      O CDS já não existe. Venderam a alma do partido ao mal.

      Muitos daqueles que dantes votavam CDS terão interesse em participar.

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  2. Francisco Miguel Colaço permalink
    28 Junho, 2020 09:27

    Quantas pessoas ouvi dizer : votei PCP (ou BE), irei votar Chega.

    Definitivamente, há que perceber que os tempos estão a mudar.

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    • Zé Manel Tonto permalink
      28 Junho, 2020 10:49

      Esse é um dos motivos que me faz desconfiar do CHEGA.

      Não me parece que queiram diminuir o peso e poder do Estado.

      Parecem-me uns colectivistas, com a vantagem de não beberem do kool aid politicamente correcto.

      Mas não me esqueço que o Ventura votou a favor do estado de emergência. Outro tiranete. Só se absteve na segunda votação porque iam libertar os presos. Não fosse isso e continuava a alinhar com retirar a liberdade individual dos cidadãos.

      É um bloco de esquerda que toma duche.

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      • 28 Junho, 2020 11:52

        Zé Manel só por tomar duche e ser inequivocamente de Direita assumida já é a melhor escolha!
        O futuro logo se verá, há tempo desde que o poder do “arco iris” comece a cair e a escumalha do Centrão trema e encolha.

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    • Jornaleca permalink
      28 Junho, 2020 12:20

      @Francisco
      @Zé

      Muito bem dito. Mas com reticências!! As palavras iludem. Cada um define diferentemente. Devemos precisar o conteúdo.

      Eu venho-vos lembrar do caso Alemanha. Lá o partido comunista mudou várias vezes de nome, para enganar e iludir o pessoal.

      O mais importante aqui é outra coisa. Os partidos do passado governam sem consultar o povo. Isto é a raiz do problema.

      Houve uma decisão do tribunal europeu contra a Hungria, que é injusta. Quem é que sabe, que o tal tribunal não tem direito nenhum, de se intrometer em causas nacionais?

      A Rússia e a a China proibiram com sucesso às tais organizações não-governamentais de actuar nos respectivos países. Com muito boa razão.

      A Hungria fez o mesmo, para defender os seus interesses nacionais. A Hungria não quer bárbaros muçulmanos lá. Por muitas razões.

      É Bruxelas que não respeita os próprios contratos.

      Como é que vamos sair desta? Porque em Portugal é na mesma. As nossas putas corruptas no poder obedecem às ordens do estrangeiro, sem consultar o povo. Isto é inaceitável.

      Na Alemanha, uns anos atrás, apareceu um partido, que se chama AfD (Alternativa para a Alemanha, Alternative für Deutschland). Uma das poucas razões naquele tempo, era a luta contra o Euro e os crimes de Bruxelas, de não respeitar as próprias regras. Bruxelas quer transformar a Europa ocidental numa espécie de império romano 2.0. Eles já estão a planear o alargamento para toda a costa norte-africana. Faz muito tempo. Já o cabrão espanhol Zapatero falava mais ou menos abertamente sobre isso.

      E muito mais há a dizer.

      O partido AfD hoje defende a política inteligente, do PSD alemão, de há quinze, ou vinte anos para trás. Enquanto a Merkel transformou o PSD alemão num dos piores partidos que se pode imaginar, num partido meio comunista e meio ambientalista.

      Muitos comunistas, aliás, muitos da esquerda, com inteligência, com bom senso, votam agora no AfD. É o único partido que pode salvaguardar os interesses da Alemanha. É o único partido inteligente na Alemanha.

      Todos os outros partidos alemães andam agora a destruir e a trair os interesses do trabalhador alemão. Querem provas? É só pedir.

      E o AfD é perseguido e discriminado a todos os níveis. O braço militar da esquerda, a Antifa, persegue todos os membros do AfD, com a autorização explicita da Merkel, dessa fdp.

      A Alemanha já não é um estado de direito. Os serviços secretos são usados, para perseguir e destruir o AfD e entregar todo o poder à esquerda radical.

      E assim para a frente.

      Se o CHEGA retirar o poder ao estrangeiro, já teria valido todo o trabalho.

      Estes dias bateram num elemento do VOX em Espanha, numa mulher, atiraram-lhe uma pedra contra a cara. Porquê? Porque a esquerda fascista tem medo da direita e nunca teve respeito pelo adversário próximo e legitimo.

      A guerra já começou e muitos andam a dormir.

      Bruxelas está a preparar-vos o inferno na terra e a calcular com a derrota de Trump e a cometer crimes, para isso mesmo suceder.

      A Merkel veio ameaçar o Boris Johnson, das consequências nefastas, no caso, que o Reino Unido, não queira ser novamente o escravo da UE, quer dizer dela. A Merkel é uma parva, uma mulher muito doente, drogada, que nada percebe da matéria, que ele defende.

      Em verdade, é ela que está cheio de medo. Porque um Reino Unido livre é um grande perigo para os planes dela.

      A Merkel quer transformar a nossa vida toda, sem nos consultar, e conduzir-nos para a pobreza total e a escravidão.

      Discutir é uma coisa. Lutar é outra. Portugal precisa do CHEGA agora. E depois se vai ver.

      Temos que acabar com a governação dos burros e dos asnos. Lembrem-se do livro “Animal Farm”, de George Orwell. A realidade é assim, nua e crua. A esquerda não quer democracia. Nunca quis.

      A guerra já começou. Aceitam-a.

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  3. André Silva permalink
    28 Junho, 2020 11:21

    O meu comentário rejeitado no “Observador”:
    “Infelizmente também o André Ventura – uma das mais inteligentes e perspicazes personagens políticas portuguesas – caiu na armadilha da Esquerda. NUNCA em liberdade e democracia (esses demónios para a Esquerda) deveremos ter de justificar os nossos actos (excepto em Tribunal) e ainda menos os nossos pensamentos. NUNCA deveremos ter de fazer demonstrações de virtude, em especial quando nem sequer é virtude e ainda menos a alguém, como a Esquerda, que NADA tem de virtuoso para mostrar e por isso nada tem o direito de exigir.”
    Se é assim no “Observador” imagine-se no resto da comunicação social.

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  4. 28 Junho, 2020 11:46

    A “maioria silenciosa” desde a AD em 1980 está a começar a “falar” !!! Time is coming!

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  5. Genus Nullum permalink
    28 Junho, 2020 12:15

    Meus Senhores
    Costumo dizer que não faço ideia se o André Ventura e o Chega têm estaleca para se tornarem governo, ou melhor, um governo competente.
    É no entanto o único partido que neste momento faz a muito necessária oposição na Assembleia da República.
    É o único que “resiste ainda e sempre ao invasor”, a esquerda socialista, comunista, fascista, ou em termos globais Extrema.
    A direita moderada de que ouvimos por aí falar, CDS, PSD afins, já deixou de o ser, pois sucumbiu sob o jugo do rotulismo do invasor.
    O único sobrevivente da direita moderada, é aquele que por não cede ao dito rotulismo, e por isso é chamado de extrema.
    É preciso que cresça e dê frutos, para que possamos ter, em futuras eleições, opções que incluam viver em Democracia, algo que a esquerda decididamente não quer.

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  6. 28 Junho, 2020 13:43

    Posso concordar que a direita está muito subserviente ao politicamente correto, não desminto que a direita que temos tem vergonha de se assumir de direita e vou mais longe: há criaturas que me envergonham quando se dizem de direita.
    O Chega é o resultado triste disto tudo.
    O Chega, objetivamente, faz um favor à esquerda enorme: vai ser pela sua ação que a clique dos amigos do Sócrates se vai manter no poder mais 30 anos. Ou alguém acredita que se vai conseguir fazer uma maioria de governo à direita no estado em que as coisas estão?

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    • 29 Junho, 2020 02:07

      Raposo … não será para ganhar eleições mas para despertar consciências e criar as condições para uma Revolução.

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      • 29 Junho, 2020 02:22

        Agora a direita gosta de revoluções?
        A sério? Só vi por ali pessoal entradote na idade e ex-militares de tropas especiais.
        Atendendo às cãs, trata-se de uma revolução branca. É o que é…

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      • Jornaleca permalink
        29 Junho, 2020 02:49

        @jorgercramos

        a raposa racista está danada, que ninguém quer fazer o trabalho sujo dele. Ele pensa, altivo e ignorante como ele é, ser superior à direita.

        Não cair na léria estúpida dele, porque ele nada quer aprender.

        A direita culpada, se os amigos corruptos do falso Sócrates ficarem lá mais 30 anos? Hahahahhahhahahahahhaah. Só racistas falam assim. Que grande mentira. Inculpar inocentes pelos crimes dos outros. Fdp. E tipos desses, arrogam-se ser “justos”? Não há coisa mais falsa e injusta, na verdade.

        Que disparate.

        Esta raposa não tem ideias nenhumas como derrubar os gajos, não quer sujar as mãos, mas quer tirar proveito próprio. O tal oportunista feio.

        Hahahahahaha.

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      • 29 Junho, 2020 03:09

        Raposo:
        – Como é que a Direita se impôs nos anos de 1930?
        – Não “tome a nuvem por Juno!” … já imaginou os Conjurados de 1640 a discutir planos para o 1º de dezembro em pleno Rossio ao meio dia?

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      • 29 Junho, 2020 08:19

        Jorgercramos, tanto a direita democrática como a extrema direita chegaram ao poder vencendo eleições.
        O apoio popular foi-lhe essencial para chegar ao poder.

        Se está a pensar nos casos espanhol, italiano e alemão, recordo que Franco se afirmou numa guerra civil, Mussolini cimentou o seu poder promovendo açções espetaculares de propaganda como a marcha sobre Roma e Hitler resolveu as coisas com facadas, putschs e algumas ações um bocadolas torpes. Mas quero crer que não é esta a direita a que o Chega é afecto…

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      • 29 Junho, 2020 10:21

        Raposo as Revoluções podem ser palacianas, mas não deixam de ser Revoluções.
        Repare que eu comparei com 1640, não houve violência nem grandes confusões ou marchas, apenas o derrube de uma “estatuta” do Rei de Espanha o Traidor Miguel de Vasconcelos ….

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      • 29 Junho, 2020 11:39

        «Repare que eu comparei com 1640, não houve violência nem grandes confusões ou marchas[…]»
        Caro Jorgercramos, olhe que vencida a época natalícia, os espanhóis aperceberam-se que se tinha passado alguma coisa em Lisboa e ainda houve muto boas ocasiões para uns tiritos, umas escaramuças e 3 ou 4 batalhas. Umas arrelias que duraram dos primeiros dias de 1641 até ao tratado de Lisboa em 1668…

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      • 29 Junho, 2020 15:48

        Claro Raposo, só na primeira fase foram 8 anos de Batalhas e escaramuças maioritariamente fronteiriças.
        Mas o que importa é que o Novo Estado Português era Independente e controlava Portugal Aquém e Além Mar com o novo Soberano que em duas gerações originaria o século de maior brilho cultural e financeiro de, até hoje, 877 anos de História.

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  7. Filipe Bastos permalink
    28 Junho, 2020 14:55

    “O Chega é o resultado triste disto tudo.”

    Certa razão, Raposo, mas veja o que diz o Zé Tonto, que aqui representa a direita pura: o Chega é “um bloco de esquerda que toma duche”.

    O que é a direita pura? A anti-Estado, anti-igualdade, anti-solidariedade, em última análise anti-sociedade – a que passa a vida a citar Thatcher, Reagan, Mises e Friedman, a que apregoa a lei da selva e o darwinismo social.

    O Estado só deve existir para proteger a propriedade e para atirar a polícia de choque aos comunas mais atrevidos. Para defender mamões.

    Triste e previsivelmente, nunca encontram partido ou candidato à altura das suas aspirações. Mesmo a IL, defensora de mamões, fica aquém em vários pontos. Há aqui uma ironia: isto lembra muito a esquerda.

    Na esquerda há também esta obsessão com pureza ideológica; mal alguém se afasta da ortodoxia é logo acusado, como na direita, de ser um inimigo que toma duche. Esquerda e direita são como religiões: só há um caminho certo.

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    • Francisco Miguel Colaço permalink
      28 Junho, 2020 20:30

      O individualismo em nada preclude a solidariedade e a generosidade: apenas a tira das mãos do Estado e dos mamões dos desfuncionais impúdicos que, interpostos no circuito da solidariedade, levam 25% do que se colecta.

      Desses mamões, que nos custam muito mais que qualquer banco, os salvos sempre curiosamente pelo PS.

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      • lucklucky permalink
        28 Junho, 2020 22:50

        Filipe Bastos é o maior mamão, para começar do capitalismo que odeia.

        Depois chama lei da selva a tudo aquilo que não controla.

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      • Filipe Bastos permalink
        28 Junho, 2020 23:17

        Mais ou menos como lucky chama “marxismo” a tudo que não seja Ayn Rand, “socialismo” a tudo que passe as condições das sweatshops do Bangladesh, e “esquerda” a tudo deste lado de Átila o Huno?

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      • lucklucky permalink
        29 Junho, 2020 00:37

        Haha, Atíla o Huno não respeitava a propriedade dos outros. Logo como tu.
        O poder que queres sobre os outros é próximo do de Átila.

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    • Filipe Bastos permalink
      28 Junho, 2020 22:44

      Suspeito, Francisco, que a sua “solidariedade” deve ser aquela caridadezinha que tanto encanta a direita darwinista social, a generosidade dos vencedores para os vencidos da rat race.

      É as migalhas que os mamões atiram à plebe – com umas borlas fiscais, claro – e as esmolas de uma classe média mui cristã e compungida, cheia de pena dos pobrezinhos, desde que bem longe das suas casas e popós e vidinhas afluentes.

      Mas tem razão, o Estado só atrapalha. O Francisco gosta muito de histórias e anedotas russas; no outro dia lembrou a ilha dos canibais. Pois veja uma americana: “Harvest of Shame”.

      Uma bonita história dos tempos em que o Estado atrapalhava ainda menos. Veja a alegria dos que trabalham, a solidariedade cristã dos que os chulam, a beleza do capitalismo em roda livre.

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    • Zé Manel Tonto permalink
      28 Junho, 2020 23:35

      ” A anti-Estado, anti-igualdade, anti-solidariedade”

      Anti-Estado não serei. Forças Armadas, polícia, tribunais, terão que existir. Não vale a pena pensar em abolir o Estado ou os governos, e privatizar tudo, pois quem detiver estas três, é o Governo de facto.

      Ao contrário do Filipe, que considera que não existe civilização se o Estado não detiver uma série de outros sectores, eu estou disponível para discutir o grau que esses sectores podem ter participação do Estado. Mas quando do outro lado me deparo com pessoas que são intransigentes em que o estado deve cobrir todos os custos de, digamos, educação e saúde, a minha posição é: “entre o Estado (o que este me retira por impostos) pagar 100% ou 0%, então quero 0%.

      Anti-igualdade? Igualdade perante a lei, parece-me muito certo. Há outra?

      Anti-solidariedade? Eu, com o meu dinheiro, entrego às causas que me parecem meritórias. Acho que qualquer pessoa deve poder fazer o mesmo. O Estado retirar-me dinheiro e entregá-lo aqueles que o votam para si próprios, não gosto. RSI, pensões de reforma, casas em bairros sociais, abonos de família, etc, não concordo. A não ser que quem recebe do Estado mais que o que contribui não tenha direito de voto.

      O motivo pelo qual eu digo que o Chega é um Bloco de Esquerda que toma duche, é porque as suas posições, com excepção de um certo grau do que se convencionou chamar “welfare chauvinism”, podiam ser retiradas do programa do mesmo Bloco.

      Por isso votou a favor das medidas de confinamento. Porque se estão marimbando para a liberdade individual. E quem não aprecia e defende a liberdade individual não me parece que se possa incluir na direita.

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    • Filipe Bastos permalink
      29 Junho, 2020 01:43

      Anti-Estado não serei. Forças Armadas, polícia, tribunais…

      Vá lá, Zé: isso foi o que eu disse logo. “O Estado só deve existir para proteger a propriedade e para atirar a polícia de choque aos comunas mais atrevidos. Para defender mamões.”

      Ao contrário do Filipe, que considera que não existe civilização se o Estado não detiver uma série de outros sectores, eu estou disponível para discutir o grau que esses sectores podem ter participação do Estado.

      A civilização precisa de Estado, mas não de 100% Estado. Pode e deve haver privados, eu sou um deles. A questão de áreas como saúde e educação é que são cruciais: a saúde é vida ou morte, a educação perpetua privilégios e privilegiados.

      Acharia normal haver tribunais privados? Ter um tribunal Apple ou uma polícia Sonae? Pela sua lógica, porque não?

      O problema de o Zé pegar no “seu dinheiro” e dar a quem lhe apetece é que 1) o dinheiro não é todo seu; 2) a maioria das pessoas tem pouco ou nada para dar; 3) há quem tenha de mais, queira mais ainda, e não o dê a ninguém.

      Tudo que produzimos e ganhamos é dentro duma civilização que nos precede e que temos de manter e melhorar.

      O Estado tem de ser melhor gerido; precisamos de tomar parte nas decisões. Mas dizer que leva o que é nosso, assim sem mais, é de quem acha que ‘taxation is theft’ – e quem assim acha são os maiores, os verdadeiros chulos da sociedade.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        29 Junho, 2020 07:29

        “1) o dinheiro não é todo seu; 2) a maioria das pessoas tem pouco ou nada para dar; 3) há quem tenha de mais, queira mais ainda, e não o dê a ninguém.”

        1) pois não, nem o meu dinheiro é meu, e os recibos de vencimento provam-no. E ainda há quem queira que uma fatia maior do meu dinheiro deixe de ser meu.
        2) a maioria das pessoas tem pouco ou nada para dar e, como consequência, é lícito que decidam quanto do meu dinheiro vai ser dado, e a quem? E o egoísta sou eu?
        3) aqui está uma diferença fundamental. Eu não acho que saiba melhor que os outros aquilo que os outros devem fazer com o seu dinheiro.

        ” a saúde é vida ou morte, a educação perpetua privilégios e privilegiados”

        A saúde é vida ou morte, mas o Estado paga uma unha encravada? Paga cancros a fumadores? Paga tratamentos de cirroses a alcoólicos?

        Há muita coisa que o Estado paga na saúde que não é essencial, e outra tanta que é perfeitamente evitável se as pessoas não tiverem maus hábitos.

        Mas como os proponentes dos sistemas públicos de saúde não estão disponiveis para que os Estado pague menos de 100%, então eu não estou disponivel para abandonar a minha posição de que deve pagar 0%.

        Os privilégios e priveligiados resultantes da educação não são combatidos pagando mestrado, doutoramento e bolsa de pós doc a milhares de bananas que nunca trabalharam um dia que fosse, e não produzem nada que tenha valor comercial.
        Algures entre o jardim de infância e o pos doc há de haver um ponto em que o benefício para a sociedade deixa de compensar o dinheiro investido, e em que o estudante deve meter do seu bolso. Esse ponto acontecerá mais cedo consoante o percurso educativo escolhido.

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      • Filipe Bastos permalink
        29 Junho, 2020 14:05

        Novamente, Zé, o seu dinheiro não é todo seu. Lamento se alguém o enganou, levando-o a pensar que era. E repito:

        Tudo que produzimos e ganhamos é dentro duma civilização que nos precede e que temos de manter e melhorar.

        Ora manter e melhorar custa dinheiro: como alguém que fala tanto no custo das coisas, sabe certamente disto. Daí os impostos.

        Mais: sem a sociedade à sua volta, a escola que o educou, o hospital que o tratou, as estradas onde anda, a polícia que o guarda e um longo etc., v. não teria emprego, nem salário, nem nada. Ninguém faz tudo sozinho, ninguém merece tudo o que tem, sobretudo quanto tem obscenamente mais que os outros. É mentira.

        O Estado paga saúde não essencial, educação não essencial, e trata cancros a fumadores? Pois paga. E v. usa isso como desculpa para defender o egoísmo extremo e deixar os ‘pecadores’ morrer sem ajuda, é isso?

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      • Zé Manel Tonto permalink
        29 Junho, 2020 16:51

        “uma civilização que nos precede e que temos de manter e melhorar”

        Não consigo perceber em que medida é que as transferências sociais do género RSI, abonos de família, e associados melhoram, a civilização, quando incentivam os elementos menos aptos da dita civilização a ter mais filhos, e os mais aptos a ter menos, por perderem recursos.

        ” sobretudo quanto tem obscenamente mais que os outros”

        O Filipe não vai conseguir convencer-me que é o árbitro do que é que é demasiado. Tenha paciência.
        E eu até o acho uma pessoa mais ou menos razoável.

        Os restantes auto intitulados árbitros do que é razoável, como Bernie Sanders, Corbyn, ou as manas Mortágua, para não irmos buscar o exemplo do camarada Che, conseguiram que uma espingarda seja uma das próximas coisas que pretendo adquirir. É que um dia os animais de estimação deles, tipo antifa e blm, soltam-se da trela…

        Repare no exemplo do camarada Bernie. Há 4 anos vociferava contra os milionários e os bilionários. Quando lhe descobriram a careca de várias propriedas e conta bancária mais do que modesta, o alvo passou a ser exclusivamente os bilionários.

        A conversa das desigualdades na boca desta politicagem é apenas para acicatar a inveja dos mais pobres, e transformá-la em votos.

        “usa isso como desculpa para defender o egoísmo extremo e deixar os ‘pecadores’ morrer sem ajuda”

        Não. Uso isso como exemplo para dizer que os impostos já são demasiado altos, e que os recursos são canalizados para coisas que não são essenciais.

        Antes de se pensar em aumentar impostos aos mesmos de sempre, que tal deixar de gastar tanto?

        Pode ter a certeza que se disser a um obeso que vai ter que pagar do seu bolso quando tiver um enfarte, ele levanta o rabo do sofá para umas caminhadas, e larga o McDonalds.
        Se disser à feminazi que o doutoramento em estudos feministas lhe vai sair do bolso, ela arranja um emprego para o pagar, se quiser mesmo fazê-lo.

        Entre aumentar os impostos para pagar isto, ou fechar o sistema, prefiro fechar o sistema. As coisas não têm que ser preto ou branco, mas se têm que ser, será esta a minha posição.

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      • Filipe Bastos permalink
        29 Junho, 2020 17:51

        “Não consigo perceber em que medida é que as transferências sociais…”

        E os hospitais, escolas, universidades, estradas, tribunais, polícias, guardas, bombeiros, essas coisas percebe? Então, embora não concorde com alguns usos dos impostos, percebe a necessidade de pagar impostos?

        Também discordo de muito que esta canalha pulhítica decide e faz: daí precisarmos de uma democracia semidirecta. Mas teremos sempre de contribuir e haverá sempre coisas com que concordamos mais e menos.

        O árbitro do que é excessivo não sou eu nem é o chuleco Bernie: há um salário médio, há uma riqueza média. Basta definir por quanto pode ser multiplicada. É fácil.

        Para mim, seria muito generoso um tecto de 250.000 euros /ano e uma fortuna máxima de 10 milhões. Mas referende-se.

        Ninguém falou em aumentar impostos. Só após distribuir melhor a riqueza e taxar a sério os mamões – após ir buscar o dinheiro onde ele está, como dizia a outra – se verá se é preciso. Não antes.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        29 Junho, 2020 21:18

        “E os hospitais, escolas, universidades, estradas, tribunais, polícias, guardas, bombeiros, essas coisas percebe? Então, embora não concorde com alguns usos dos impostos, percebe a necessidade de pagar impostos?”

        Sim, eu quero polícia para prender criminosos tipo BLM que andam a pilhar e a destruir, tribunais para os julgar, e prisões onde os fechar durante muito tempo.

        Estradas, é curioso que fale no assunto, uma vez que é dos poucos impostos que concordo. Até é numa lógica de utilizador pagador.
        O imposto não variar apenas consoante o peso do veículo e pressão que faz na estrada, mas adicionar emissões e outras tretas, já não me parece tão honesto.

        Quanto a escolas, universidades, onde aceita que se coloque o limite? Quer o contribuinte a pagar doutoramentos em estudos de género?

        Hospitais, sim senhor, muito bem, mas tratar um cancro a quem tem um azar, ou um problema genético, não é o mesmo que tratar um cancro a quem fumou 3 maços por dia durante 30 anos.

        Há limites, ou quer o estado a pagar 100%?

        Já lhe disse, enquanto a escolha for 100%, ou 0%, eu defendo 0%. Se aceitar que o obeso que malha McDonalds 3 vezes por semana deve pagar do seu bolso quando tiver um enfarte, eu revejo a minha posição.

        “Basta definir por quanto pode ser multiplicada.”

        Quem define?

        “Mas referende-se.”

        Mas porque carga de água os outros hão de definir qual o limite do que cada um pode ter?
        Voltamos ao mesmo problema, aqueles que não contribuem, ou contribuem menos que o que beneficiam, a definir o que é que os restantes vão ter que abdicar?

        Neste ponto já nem parece estar a defender impostos altos, parece estar a defender confisco acima de determinado valor.

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      • Filipe Bastos permalink
        29 Junho, 2020 23:20

        “Se aceitar que o obeso que malha McDonalds 3 vezes por semana deve pagar do seu bolso quando tiver um enfarte”

        Chegou a pensar como se implementa isso? O Estado tem de saber por onde anda, o que come, o que bebe, o que fuma, com quem fornica, onde gasta o dinheiro e tudo o mais para decidir quem tem ou não direito.

        Vai um passo além da China: passa a andar com um chip que contabiliza as suas idas ao McDonalds, os seus cigarros e as suas quecas. E como não se sabe quem pode ou não vir a precisar, ninguém pode prescindir dele. Muito liberal, sim senhor.

        Mas agrada-me a sua ânsia de justiça: não tanto para a saúde, mas acredito que toda a propriedade – dinheiro, riqueza, bens – deve ser avaliada e classificada.

        Devemos apurar quanta é legítima, quanta é excessiva e quanta é merecida. Começa-se por cima, claro, pelas grandes fortunas.

        Tudo acima de certo valor é para redistribuir, mas mesmo abaixo desse valor há muita riqueza imerecida: saque, chulice, herança, exploração, ou mero aproveitamento de um sistema mamão e iníquo.

        Num mundo ideal e justo, só ficava a riqueza razoável e merecida. Sim, parece um sonho, mas o sonho comanda a vida, Zé.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        30 Junho, 2020 02:40

        Se se pode inverter o ónus da prova em matéria fiscal, também se pode inverte rnesta matéria.

        És obeso? Prova que tens um problema de tiróide, ou perde peso. Feito.

        “mas acredito que toda a propriedade – dinheiro, riqueza, bens – deve ser avaliada e classificada.
        Devemos apurar quanta é legítima, quanta é excessiva e quanta é merecida.”

        Eu ajudo com isso.
        Quanta é legítima? Toda a que não for ilegítima. Toda a quer for obtida por meios legais é legítima.
        Quanta é excessiva? Nenhuma. Já lhe disse que o Filipe não é árbitro do que é excessivo. Muito menos será árbitro a população em geral, num referendo.
        Quanta é merecida? Toda a que for legítima.

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      • Filipe Bastos permalink
        30 Junho, 2020 14:25

        O ónus não é invertido o bastante: muitas fortunas e bens de luxo não são investigados.

        Por exemplo, aquele mamarracho do Estoril, que todos sabem ser de generais angolanos e outros trafulhas. Ou os carros acima de certo valor, que devem ser parados na estrada e os donos interrogados: de onde veio a massa?

        O que motiva 99.9% dos trafulhas, dos chulos, dos criminosos, dos mamões, é a riqueza e os bens de luxo. Estes são o móbil do crime, o rabo de fora que se deve puxar. Não é óbvio?

        Depois temos a legitimidade da riqueza: não, não basta ser legal. Estas leis foram feitas por e para mamões; precisamos de novas leis. E aqui voltamos à sua ânsia de justiça – também é legal ser gordo, alcoólico ou fumador.

        No entanto, v. quer punir as pessoas na mesma: a sua moral sobrepõe-se ao legal. Esse conceito agrada-me.

        Toda a riqueza acima de certo valor – por ex. 10 vezes a média – é excessiva; e boa parte da restante é imerecida. É achá-la e reavê-la.

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    • 29 Junho, 2020 02:43

      Num país (ainda) católico a direita política e social só deve ter um encosto: A doutrina social da Igreja.

      Como constato que ninguém passa por aqui, ei-la:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_Social_da_Igreja

      Recordar que Salazar se dissociou do Cardeal Cerejeira mais por não querer submeter o Estado à Igreja do que por discordar da sua doutrina social. Portanto, para Salazar o Estado queria-se forte.

      Pior é a postura de muitos que se dizem de direita nos dias de hoje acreditando que se rdireita é vogar nas águas estranhas de Meternich, ou por aí…

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      • 29 Junho, 2020 02:53

        Como consegue meter fotos no texto Raposo?

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      • 29 Junho, 2020 08:25

        Botão direito do rato sobre a imagem a transpor e clicar em ‘clicar endereço da imagem’. Depois inserir a imagem no local pretendido clicando em ‘colar’ no botão do lado direito do rato…

        imagemhttps://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1e/Congress_of_Verona.jpg/800px-Congress_of_Verona.jpg

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  8. pitwo permalink
    28 Junho, 2020 19:09

    vitorcunha.
    Muito bom escrito!
    Abraço

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  9. Perigoso Neoliberal permalink
    29 Junho, 2020 03:44

    Sublime. Gostei especialmente desta parte: “Quão patética pode ser a subserviência da direita iluminista à esquerda da geringonça? Pelos vistos pode ser infinita e mais além.”

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  10. 29 Junho, 2020 14:26

    A “direita civilizada” aka CDS ganhou pavor a que lhe chamem fascista ou salazarista, coisa que a esquerda (toda, PS incluído), fez desde o princípio com grande facilidade por saber que resultava. Com este pavor no sangue o CDS transformou-se num partido que não era carne nem peixe (nem sequer sucedâneos, tipo salsicha ou delícia do mar). Passou a ser só uma coisa e deixou portanto de ser alimento para qualquer apetite que rejeite os sarrabulhos canhotos. Ora, a única reacção correcta aos epítetos era ter respondido logo e com veemência ” vai lá chamar fascista à tua mãe, meu comuna de m e r d a”. Mas para isso eram precisas duas condições: 1) divórcio total de negociatas com o PS para lugares em governos e outras trapalhadas (cena Freitas); 2) tomates. Agora é tarde.

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    • Zé Manel Tonto permalink
      29 Junho, 2020 16:55

      O CDS nunca foi criado para ser de Direita. Foi criado para estar “rigorosamente ao centro”.

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      • 29 Junho, 2020 17:18

        O centro, em política, não existe. O “centro” não tem ideologia, só tem hesitações. O CDS no PREC afirmava-se centro para sobreviver. E mesmo assim escapou por pouco (Porto, Palácio de Cristal) aos “democratas” do partido único. Quer outro exemplo recente de que em politica o centro não existe: Ciudadanos aqui ao lado.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        29 Junho, 2020 17:38

        Bom, se o centro não existe, e tendo em conta que os deputados do CDS votaram a favor de todos os aumentos de impostos do Gaspar, não se queixam de aumentos de pensões, não querem diminuir o Estado Social, eu vou colocá-los na social democracia que, como saberá, é esquerda.

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      • 29 Junho, 2020 18:20

        Zé Manel … a realidade, digo porque estive na fundação, no Palácio de Cristal, na criação e crescimento da Juventude Centrista e era da ala Adelino Amaro da Costa que não era nem por sombras pró Freitas, pois a realidade é que o CDS era para ser Democrata Cristão (Anacoreta Correia pai do actual, Director da Fundação Konrad Adenaur), mas o nome já estava “ocupado” pelo PDC antes do 28 de Setembro 1974, depois o “Cristão” atemorizava os troca tintas do Freitas e do seu parceiro de vergonhas o Basílio Horta.
        Sendo assim, internamente vivia-se entre a DC e uma “espécie” de Liberal Conveniente que deu para o que deu.

        Na realidade acabou por ser porto seguro para toda a Direita que não fugiu para o Brasil na altura, por que não queria ou porque não podia.

        Assim essa do “Centro” é “ademane” de corte para sobreviver ao Verão Quente do kamarada Vasco.

        Posteriormente serviu para vários golpes de “emprego politico” em que os mais evidentes foram Freitas e “Basilisco” Horta.

        Como de facto politicamente Centro não queria dizer nada, houve várias tentativas de fazer alguma coisa “daquilo”, sendo ainda hoje várias ainda “vivas”.

        O actual Presidente parece que deve ter ouvido contar histórias do nosso tempo e anda a ensaiar um CDS Classic tipo 1975.

        Piada neste comentário é contar-vos o “código” típico aos que entravam nesse tempo na JC para se definirem como Direita Tradicionalista:
        … sou de extremo Centro!

        … pois eu também fui de Extremo Centro porque vinha do malogrado Partido do Progresso, mas depois ainda pude “confraternizar” em coisas belas que foram incentivadas a ser paradas pelo Freitas, tais como: ELP, Movimento Kaulza, MDLP … coisas anti comunistas primárias.

        Hoje temos que alargar e e ser mais abrangentemente: anti Marxistas!

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      • Zé Manel Tonto permalink
        29 Junho, 2020 21:28

        jorge,

        Admito que possa ter sido assim.
        Não sei, quando eu nasci já o 25 de Abril tinha terminado a 4ª classe há algum tempo.

        Hoje, quem olha para o CDS, o que vê?

        Eu vejo um partido que aumentou impostos a todas as oportunidades, durante o Governo Passos-Portas (era o partido do contribuinte… enganaram-me bem. nunca mais!)

        Um partido que é pelos aumentos de pensões, em vez de ser pela progressiva extinção deste modelo condenado de Segurança Social.

        Até se podem dizer conservadores, mas não vejo grande oposição à degradação social. Nem que tenham que apresentar propostas para perder no Parlamento.

        Assuntos como o aborto ou eutanásia, fazer barulho, dizer “pode ser legal, mas não tem que ser os impostos dos Portugueses, via SNS, a pagar isso.

        Mostrem que estão vivos, e que não são social democracia light.

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      • 30 Junho, 2020 01:08

        Tem toda a razão Zé Manel, porque acha que abandonei o “barco” no fim dos anos 80?
        O “rapaz” até pode vir a fazer daquilo um CDS – Como Deve Ser … mas para já não se pode confiar.
        Por mim provavelmente Chega! …

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  11. Francisc G.-Noné permalink
    13 Julho, 2020 21:29

    Realmente a situação é patética e constrangedora: cambada de cobardes! Autênticos palhaços, andam a lamber os sapatos da chamada “esquerda caviar”….

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