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Hoje é o dia em que declaram sempre ter ouvido Amália aqueles que

23 Julho, 2020

Levaram anos a declarar o seu desprezo pelo fado

Levaram anos a declarar que Amália era fascista, reaccionária, popularucha

Levaram anos a declarar que o fado era uma coisa do passado

Levaram anos a declarar que não conseguiam ouvir fado

Hoje eles lá estão como sempre os mais activos entre os activos s declarar a excepcionalidade de Amália. Amanhã esquecerão tudo o que agora disseram se tal lhes for conveniente.

20 comentários leave one →
  1. 23 Julho, 2020 11:22

    tal comportamento é tipico do portugues. Se tudo corre bem aplica-se o NÓS conseguimos.
    Se corre mal ( seja o que for) ELE armou-se em chico esperto blá bla.

    Liked by 2 people

  2. Maria José Melo permalink
    23 Julho, 2020 11:27

    Estão a precisar de símbolos nacionais…
    Os socialistas usam todos os métodos ao seu alcance para recolher votos e enganar o povo.

    Liked by 7 people

  3. 23 Julho, 2020 12:03

    A Amália já não é fascista?
    A hipocrisia é uma coisa espetacular!
    Ainda hei de ouvir dos seus perseguidores nos pós 25a, as maiores loas ao O’Neill

    POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO

    O medo vai ter tudo
    pernas
    ambulâncias e o luxo blindado
    de alguns automóveis
    Vai ter olhos onde ninguém o veja
    mãozinhas cautelosas
    enredos quase inocentes
    ouvidos não só nas paredes
    mas também no chão
    no tecto
    no murmúrio dos esgotos
    e talvez até (cautela!)ouvidos nos teus ouvidos
    O medo vai ter tudo
    fantasmas na ópera
    sessões contínuas de espiritismo
    milagres
    cortejos
    frases corajosas
    meninas exemplares
    seguras casas de penhor
    maliciosas casas de passe
    conferências várias
    congressos muitos
    óptimos empregos
    poemas originais
    e poemas como este
    projectos altamente porcos
    heróis (o medo vai ter heróis!)
    costureiras reais e irreais
    operários (assim assim)
    escriturários (muitos)
    intelectuais (o que se sabe)
    a tua voz talvez
    talvez a minha
    com a certeza a deles
    Vai ter capitais
    países
    suspeitas como toda a gente
    muitíssimos amigos
    beijos
    namorados esverdeados
    amantes silenciosos
    ardentes
    e angustiados
    Ah o medo vai ter tudo
    tudo
    (Penso no que o medo vai ter e tenho medo que é justamente o que o medo quer)
    O medo vai ter tudo
    quase tudo
    e cada um por seu caminho
    havemos todos de chegar
    quase todos
    a ratos

    Alexandre O’Neill

    Liked by 1 person

  4. lucklucky permalink
    23 Julho, 2020 16:04

    Como as gerações mais instruídas não têm criatividade e nada produzem de diferente.
    Afinal foram educados pelo Kremlin da 5 de Outubro precisamente para serem todos iguais Tal a tolerância à diferença do presente regime.

    Foi assim preciso o regime do 25 de Abril ir buscar uma Salazarista que por causa da desigualdade=tolerância à diferença, pode ser genial.

    Liked by 1 person

  5. 23 Julho, 2020 16:56

    Essa cambada devia ser lembrada com imagem e som.
    Ainda por aí andam…

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  6. Filipe Bastos permalink
    23 Julho, 2020 17:07

    Bem tenta o Raposo elevar o nível, trazendo o grande O’Neill.

    Debalde: a função deste blog é tão-só malhar no ‘socialismo’, ainda que este só exista nas fantasias alucinadas das Marias, luckys e chupamines que aqui vêm exorcizar demónios e neuroses. A D. Helena dá o mote.

    Raposo, não sei se Amália era fascista, mas que o fado é uma seca lá isso é. Serve para sacar umas massas a turistas pasmados, para lamentar umas desgraças e cavalos mortos, para encher tascas em Alfama e restaurantes careiros no Bairro Alto… escapou-me alguma coisa?

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    • 23 Julho, 2020 18:10

      Filipe, escapou-lhe muita coisa: a Amália não era fascista, o fado não é uma seca…

      A Amália, que não era de esquerda e o O’Neill, que era de esquerda, têm em comum o facto de terem sido vitimas da corja cobarde que tomou conta deste pobre país depois do 25a.
      O maior defeito que tinham, a Amália e o Alexandre, era a sua imensa qualidade. Os dois viram-se maltratados e traídos por canalhas que não lhes saiam de casa quando precisavam deles…
      O 25 a foi uma grande data! Ao fim e ao cabo, permitiu a muitos serem o que sempre quiserem ser: refinados filhos de mãe desnaturada. Nem merecem ser aqui citados.

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    • Filipe Bastos permalink
      23 Julho, 2020 19:33

      Para mim é uma enorme seca, Raposo. Nunca consegui ouvir três minutos de fado sem bater com a cabeça nas mesas. Só me apetece ouvir outra coisa qualquer, tanto faz Mozart ou Deicide, para tirá-lo dos ouvidos. Não há pachorra.

      Sim, Amália canta bem, sim, a Gaivota é bonita, mas não em fado. O poema é que é bonito; até podia ser Pantera a cantá-lo. E a maioria dos fados é pior: evoca aquele portugalzinho tristonho, escuro, pobre e infeliz, deprimido e deprimente.

      O’Neill capturou esse país como ninguém. Sabe certamente o Perfilados de Medo, o Ombro na Ombreira, a Feira Cabisbaixa,
      meu remorso,
      meu remorso de todos nós…

      Amália ficou, até certo ponto, como ícone do ‘fascismo’ por simbolizar parte dos três F. Mas estou-me nas tintas para isso. A carneirada esquerdalha é que passa a vida com o ‘facho’ na boca. Salazar era cinquenta vezes mais competente e cem vezes mais sério que esta escumalha. Só era pena o resto.

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  7. 23 Julho, 2020 18:07

    “Levaram anos a declarar o seu desprezo pelo fado

    Levaram anos a declarar que Amália era fascista, reaccionária, popularucha

    Levaram anos a declarar que o fado era uma coisa do passado

    Levaram anos a declarar que não conseguiam ouvir fado”

    Mas esses já não terão morrido quase todos? Penso que esse discurso anti-fado era algo do pré-25A e do PREC; creio que desde os anos 80 que a moda entre a “intelectualidade” é elogiar o fado como “autêntico”, “popular”, “de raízes multiculturais”, etc, etc. No fundo, um pouco como as “hortas urbanas”, a arquitetura tradicional, os “bairros típicos” e afins.

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    • lucklucky permalink
      23 Julho, 2020 20:30

      Só a partir do fim dos 80 e mesmo assim teve um bocado de parolada porque viam os estrangeiros a continuarem a gostar de fado por isso mudaram de opinião.

      Tivemos 7a Legião e os Madredeus num registo inspirado e mais moderno.

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  8. mariojgcfernandes permalink
    23 Julho, 2020 23:25

    Como noutros tempos, e mesmo ainda hoje, alguns sustentam que Wagner era nazi…

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    • Filipe Bastos permalink
      23 Julho, 2020 23:50

      Wagner podia tanto ser nazi como fã da Apple: a menos que fosse adivinho, é uma impossibilidade física.

      O que dele se diz, parece que com certa verdade, é que tinha aversão a judeus e não fazia segredo disso. Isto encaixa na sua posição de compositor preferido dos nazis, daí a dupla má fama que acumulou. Ser anti-judeu tem consequências.

      Continua a deixar a milhas a maioria dos compositores, e a anos-luz todo o lixo musical que se produz hoje.

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      • 24 Julho, 2020 02:57

        “podia tanto ser nazi como fã da Apple” 😅

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  9. 24 Julho, 2020 03:09

    Sim, a maioria dos fados evoca os sentimentos mais tristes (e limitativos ao nosso crescimento).
    E sim, considero que Portugal tem bem entranhado o sentimento fatalista que o fado suscita – “Tudo isto é triste. Tudo isto é fado”.

    Mas, mesmo não sendo fã, não consigo negar o poder que uma boa interpretação tem. Arrepio-me todo a ouvir a Mariza cantar o “Ó Gente da Minha Terra”.
    E se não é para isso que a arte serve, não sei para que será.

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  10. Arlindo da Costa permalink
    25 Julho, 2020 02:06

    Vou ser muito sincero. Não gosto de fado nem de fadistas. É a coisa mais execrável que define e identifica o português. Um povo rafeiro, com mania de poeta e de sonhador. O fado é dos loosers, como diz o Trump.
    A Srª Amália – que Deus a tenha! – não tem culpa. Ela própria tinha cara de homem como tem a maioria das mulheres portuguesas.
    Paz à sua alma.

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    • chipamanine permalink
      25 Julho, 2020 10:58

      A Amália era apenas uma caricatura . O verdadeiro retrato do que identifica o português é vc mesmo.

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  11. marão permalink
    25 Julho, 2020 06:42

    NÃO É MILAGRE
    Amália sempre perdoou aos agora arrependidos que a chicoteavam, e na sua pequenez acabam por ajoelhar aos pés de tamanha grandeza.

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