Saltar para o conteúdo

Pensei nos números todos

23 Julho, 2020

Best of Prof. Lero-Lero:

38 comentários leave one →
  1. LTR permalink
    23 Julho, 2020 16:25

    É engraçado porque dias antes de Centeno sair perguntaram-lhe se o conhecia e ele disse que nunca o tinha visto, rindo-se com evidente tom de gozo. Quem será “quem de direito”? Será a Renfe? Ou esqueceu-se do peso da dívida que sem esta crise não dava para aguentar e precisava da abordagem “não pagamos”?

    Gostar

  2. 23 Julho, 2020 18:43

    Todos os partidos têm gabinetes de estudos que ninguém sabe para que servem. Os Ministérios da economia https://www.gee.gov.pt/pt/ e das finanças http://www.sgmf.pt/ têm gabinetes de estudo e prospeção, as faculdades de economia, de gestão, de geografia deste país fazem estudos de prospeção e de planeamento, o Porter fez um estudozito caríssimo. Todos esta gente tem feito trabalhos e trabalhinhos caríssimos e que não servem para nada.
    Vai daqui que me custa perceber por que carga de água é que o desgraçado do partexman que trabalha ‘pro bono’ há de ser o mau da fita?

    Vá lá um tipo querer perceber os seus compatriotas…

    Liked by 1 person

  3. José Monteiro permalink
    23 Julho, 2020 18:59

    «gabinetes de estudos que ninguém sabe para que servem»
    Aliás e a propósito do Estudo ‘Paraministro’,
    haverá algo mais indicado do que isto, para comprovar
    o ‘inócuo’ conteúdo dos Programas dos Partidos?
    Tempo perdido, ter ido no pós 2005 à sede do PS trazer Programa Eleitoral e Programa de Governo, um chorrilho de centena e meia de páginas de inutilidades.
    A prometer um País Novo, para logo o ajudar a afundar.
    Aplica-se à generalidade dos pp.

    Liked by 1 person

  4. Mario Figueiredo permalink
    23 Julho, 2020 20:50

    Mesmo muitos daqueles que promovem toda esta loucura olham para a trágico-comédia a que chegámos e não conseguem esconder um certo embaraço. Tudo isto é demonstração do imenso défice intelectual que o país vem escondendo ao longo dos anos. É esse défice que tem permitido sermos governados por gente menor que nós e sermos sujeitos a este tipo de normalização do teatro do absurdo.

    É aliás fácil de observar que um dos nossos maiores legados culturais, a nossa escrita, está hoje praticamente ao abandono. Prosa e poesia não mais geram grandes nomes, muito menos o interesse das massas. E a escrita é apenas um exemplo. Os poucos vultos da cultura que restam são o fruto de um outro modo mais antigo de educar e de estar. Porventura seremos um dia catalogados numa qualquer idade das trevas

    O nosso ensino premeia e acresce valor à mediocridade. Pouco ou nada promove o esforço e, nas mãos desta República, tem sido sem dúvida alguma um dos maiores contribuintes para o aprofundamento das desigualdades — onde só realmente quem vê para além da actual fachada educativa conseguirá atingir o patamar que lhe permite elevar-se, pessoal e profissionalmente.

    Liked by 1 person

    • carlos rosa permalink
      23 Julho, 2020 23:13

      Salazar é que sabia.
      Dizia ele que os portugueses não estavam preparados para a Democracia. Mais ou menos isto. Ele de facto não acreditava na Democracia porque achava que a Democracia nivela por baixo.E é verdade.
      O que nós vemos com as eleições em Portugal….
      O baixo nível dos eleitores determina a eleição de medíocres. Um votante pode ter boas ideias, ser uma pessoa bem formada, com capacidades para distinguir o bom do mau, etc., mas depois de votar, a seguir a ele caem logo 3 ou 4 votos de 3 ou 4 brutamontes que anulam e suplantam o voto do primeiro.
      E isto, em grande parte, porque os partidos em geral, enganam o portuguesito, coitadito, que pisca para a direita e vira à esquerda.
      A maioria dos portugueses vão atrás de discursos bonitos de políticos que têm solução para todos os problemas, mas que nunca fizeram nada na vida senão parlapiar.
      Depois elegem Guterres, Sócrates ou Costa e o resultado está à vista. E não votam mais nos comunistas, não por perceberem que eles, fanáticos, querem impor uma ditadura, mas tão só porque acham que eles não vão ganhar.
      Um colégio de portugueses com provas dadas em empresas ou artes. Com trabalho feito ou organizado por eles, era muito melhor para eleger os governantes, não só para o país como para os portugueses mais broncos e atrasados que cá temos com fartura.

      Liked by 1 person

  5. Filipe Bastos permalink
    23 Julho, 2020 21:30

    “Tudo isto é demonstração do imenso défice intelectual que o país vem escondendo ao longo dos anos. É esse défice que tem permitido sermos governados por gente menor que nós e sermos sujeitos a este tipo de normalização do teatro do absurdo.”

    Sem dúvida, mas é só cá?

    Basta ver os EUA, China, Rússia, Brasil, Índia, Turquia, UK… cada cavadela cada minhoca. Em vez de evoluir, estamos cada vez pior.

    O Trampa e o Bolsonaro são abaixo de cão. O Putin faz o Al Capone parecer um santo. A China é a ditadura abjecta que se sabe. O Boris um despenteado mental. Etc. O mundo é liderado por palhaços, ditadores e mafiosos.

    A culpa? Não olhe para o socialismo. Não há aqui qualquer redistribuição, ou gestão da sociedade e dos meios de produção pelos trabalhadores. Pelo contrário: a desigualdade só aumenta; e persiste a obsessão dos ‘líderes’, como no tempo das cavernas, à espera de quem nos guie e decida tudo por nós.

    Olhe antes para o capitalismo: quem ganhou a guerra fria? Quem domina o status quo? Quem entretém as massas, quem lhes incute o consumismo alarve, a indigência intelectual, quem lhes impinge as tretas que só as acarneiram?

    Gostar

    • Olympus Mons permalink
      23 Julho, 2020 22:31

      É uma espécie de loucura própria que só assiste aos esquerdalhoides, achar que a desigualdade dos que ganham 100 e outros 50 é pior do que a igualdade de todos a ganhar 10.
      Esta doença neurológica nascida da inveja límbica vai dar cabo do mundo….

      Gostar

    • Filipe Bastos permalink
      23 Julho, 2020 23:28

      Ainda bem que quantifica, Olympus: o problema não é alguém ganhar o dobro. É ganhar muito mais que isso.

      Se o seu salário é X, então eu, por mais trabalhador, inteligente, eficiente, sortudo, tudo o mais que eu seja, até posso ganhar o dobro, o triplo ou até, e já será excessivo, dez vezes mais.

      Mas não posso ganhar cem vezes mais. Muito menos mil. Não posso sacar num mês, num dia, ou num minuto, como alguns mamões, o que v. e 99.9% da Humanidade ganha numa vida inteira a trabalhar. É indecente, compreende?

      Se tudo o que é humano tem limites – ninguém é cem vezes mais inteligente, mais forte, mais rápido, ou trabalha cem vezes mais – porque não a remuneração e a riqueza?

      O salário médio em Portugal, diz a Pordata, ronda €14.000 por ano. Arrendondemos para €15.000. Multipliquemos por dez, não, por vinte, para evitar choradinhos: €300.000 por ano. Eis o nosso limite absoluto. Pode (deve) ser referendado.

      Defender isso não é inveja: é decência. Razoabilidade. Senso comum. Defender o contrário é ser mamão. Ou no seu caso, um lambe-cus de mamões.

      Gostar

      • Zé Manel Tonto permalink
        24 Julho, 2020 13:39

        “Mas não posso ganhar cem vezes mais.”
        Vou por um argumento simples, pode ser que largue essa lenga lenga.

        Imagine um jogador da bola, que jogue num clube que tenha uma média de 30.000 espectadores no estádio, a pagar 10€ por cabeça. São 300 mil euros a entrar na conta do empregador.

        Agora imagine um jogador da bola dos distritais, em que o clube tem 50 pessoas a ver o jogo, e os bilhetes são de borla.

        Percebe como alguns acabam a ganhar cem vezes mais?

        “Pode (deve) ser referendado.”

        Não, não deve. Não, não pode. O Filipe não é ninguém para dizer que um empregador não pode subir o salário do empregado aquilo que lhe apetecer.

        O salário mínimo obrigatório já é uma ingerência do Estado, mas ainda consigo compreender as razões emocionais que levam alguém a defendê-lo, porque económicas há poucas (como bem mostram vários países que não o têm).

        Gostar

    • Francisco Miguel Colaço permalink
      24 Julho, 2020 09:21

      Noto que não fala em Espanha, Itália, Venezuela, Cuba, Argentina, Bélgica.

      Lapsos de memória ou intenção de consciência?

      Gostar

    • Filipe Bastos permalink
      24 Julho, 2020 13:28

      Lapsos de memória ou intenção de consciência?

      Nem uma coisa nem outra; o critério foi a dimensão e importância dos países. Daí incluir a Índia e a Turquia.

      Podia ter incluído a Itália, sim, o México, as Filipinas… a bem dizer quase todo o mundo. É raríssimo o país com governantes decentes. A norma é palhaços, corruptos, ditadores, mafiosos.

      Porque reparou nesses?

      Gostar

  6. Zé Manel Tonto permalink
    23 Julho, 2020 21:40

    Já recuperou que consegue nomear maus governos em tudo o que é país, mas a sua solução nunca passa por menos poder para os Governos?

    “Não há aqui qualquer redistribuição”
    Quanto ao Filipe, não sei, mas eu costumo olhar para o meu recibo de vencimento. Há redistribuição, e não é pouca.

    Gostar

    • Zé Manel Tonto permalink
      23 Julho, 2020 21:42

      *reparou

      Gostar

    • Filipe Bastos permalink
      23 Julho, 2020 23:33

      Steady now, Zé: está a chegar a um ponto crucial. O ponto é quem controla os governos. Não um indíviduo, um partido ou uma clique, mas a população. Numa democracia mais directa.

      O que tinham em comum Estaline, Hitler, Mao, Mussolini, Pinochet, Castro, Franco, Calígula, Ivan o Terrível, Átila o Huno, todas as ditaduras, todos os reinados que mataram incontáveis milhões, todos os regimes criminosos?

      Resposta: nenhum era uma verdadeira democracia; nenhum era governado pelo povo; em nenhum o povo tinha sequer voz. Todos, todos estavam às ordens duma ínfima minoria.

      Então aí está o nosso 1º problema, não será?

      Gostar

      • Olympus Mons permalink
        24 Julho, 2020 11:41

        Não! O oposto… Só nesse lala land onde você vive.
        O que todos ou quase todos tem em comum é que destruíram um dos patamares elementares que governam qualquer sociedade: O controlo dos políticos pelas ELITES!
        Sim, as coisas são perfeitamente simples. No mundo tudo é bastante simples – Um dos piores erros que uma sociedade pode cometer é deixar que os políticos falem diretamente com o povo.
        Uma das regras essenciais de uma sociedade sã é: Os políticos existem para criar uma narrativa generalizada, as Elites existem para manter os Políticos na ordem e o povo serve para escolher as elites. Em última análise como o povo é que escolhe as suas elites o poder reside sempre no povo.
        Quando o povo, como em Portugal devido à abundância de invejoso neuronais como filipe, potenciados pelo 25 de Abril, deixa de ter critério para escolher as suas elites (em Portugal é só quem fala de futebol) os políticos acham que podem endrominar (e em Portugal conseguem) o povo diretamente sem o escrutínio devido as elites que devem ser uma representação evoluída do povo. tal como Hitler conseguiu, Estaline, Mao, Mussolini, etc. – todos eles emanaram e falavam com e pelo povo.

        Gostar

      • Zé Manel Tonto permalink
        24 Julho, 2020 13:47

        “O ponto é quem controla os governos. Não um indíviduo, um partido ou uma clique, mas a população. Numa democracia mais directa.”

        Sou a favor de uma democracia à antiga, só contribuintes líquidos podem votar.

        Enquanto houver sufrágio universal, não se vai a lado nenhum. Os mamões prometem à plebe o dinheiro da classe média, e eu lixo-me. É assim desde os tempos do Império Romano.

        Eu não peço conselhos sobre exercício a obesos, não quero saber como é que pessoas que não pagam impostos acham que o dinheiro deve ser gasto.

        Quem paga menos de impostos que aquilo que recebe do Estado Social não deve votar. Se a democracia é directa ou representativa, é irrelevanete enquanto essas pessoas participarem.

        Gostar

  7. Leunam permalink
    24 Julho, 2020 02:42

    Filipe Bastos

    Mas o Sr acredita mesmo que o povo será algum dia capaz de governar a nação?
    Eu não acredito.

    Para governar um país, seja ele qual for, é indispensável a formação de elites que, pelo conhecimento, método e experiência sejam capazes de orientar a grei, para alcançar o fim último da governação: o Bem-comum, onde a Paz e a Segurança de pessoas e bens estejam largamente asseguradas.

    Entregar esses objectivos ao povo, que não tem, nem nunca terá cultura, visão e método para se auto-guiar dentro dos parâmetros que indico, é a mesma coisa que deixar, numa corrida de cavalos, um cavalo concorrer sem cavaleiro.

    A maioria do povo, refiro-me particularmente ao povo português, não se prepara nem quer preparar para muito mais do que a bucha e a festa (“pão e circo” à romana).
    Por isso, nunca deu grande valor à Escola, qualquer que ela seja, não gosta de obedecer a regras e trabalhar…o menos possível, salvo raras e honrosas excepções.
    Governar pelo povo é uma utopia: cada um dá o seu palpite, cada um a puxar a brasa à sua sardinha, a cuidar sempre nos seus interesses pessoais e a esquecer criminosamente o seu semelhante. Isso redundaria sempre em fracasso completo.

    Olhe bem a sua mão: cinco dedos, sim, todos apontando em direcções distintas, é certo; mas todos bem ligados à palma que os coordena e os conduz cada qual com as suas aptidões específicas.
    Livres e independentes acha que seriam capazes de fazer o que a sua mão faz?
    Se acredita nisso imagine que cortou um dedo (salvo seja!); que pode ele fazer por si só separado da mão apesar de estar livre da anterior tutela ?
    A meu ver a democracia só é possível quando todos os elementos de uma nação forem suficientemente cultos e altruístas para compreenderem os problemas da comunidade no seu conjunto.
    E depois disso precisaria cada um de ter a visão esclarecida que permitisse escolher o melhor caminho para todos e que todos o seguissem.

    Por cá, bem pode esperar sentado…

    Gostar

    • Filipe Bastos permalink
      24 Julho, 2020 13:55

      É mera exclusão de partes, Leunam: se não for o povo, quem?

      Esta classe pulhítica chula e corrupta? As ‘elites’, como diz o olympus chupaminha? Olhe para as pseudo-elites que temos: mais chulos, trafulhas, mamões.

      Uma nação é o seu povo. Este é que trabalha, este é que paga, este é que sofre as consequências boas ou más de todas as decisões. Então é este que deve tomá-las. Não os pulhíticos.

      Claro que grande parte da população é carneirada. Há imensa gente estúpida, palerma, egoísta, tacanha. Não defendo uma democracia 100% directa, mas semidirecta e amparada por uma Constituição que evite abusos.

      Certo é que se nada mudar, se continuarmos a delegar tudo, então jamais iremos evoluir.

      Há cem anos, até esta partidocracia parecia impossível. Um pouco antes, as mulheres nem votavam. Tal como parecia impossível não haver escravatura ou trabalho infantil. Etc. As coisas evoluem, Leunam. Tem de ser.

      Gostar

  8. chipamanine permalink
    24 Julho, 2020 06:12

    Sintomaticamente as mais velhas, as mais ferrenhas, as mais miseráveis sociedades onde a inveja límbica foi “eleita” como forma de governação , tais como Cuba, Coreia do Norte, Venezuela Nicarágua e uma boa parte da “clepto-marxista-africana” ficou de fora.
    Não é por acaso. O cérebro tem destas armadilhas apesar de tentarmos enganarmos os outros e a nós próprios, há sempre um alçapão em que ele cai.

    Gostar

    • chipamanine permalink
      24 Julho, 2020 08:31

      Sintomaticamente , no caso brasileiro o Lula nunca foi nem ladrão nem cachaceiro….e a Dilma via cachorros atrás de crianças e estocava vento. Começaram com 52 milhões de pobres , quase acabaram com eles (diziam) e no final tinham 52 milhões de pobres. Nunca estiveram abaixo de cão. Da mesma forma o Chavez que ia tornar o pais no mais rico do mundo e cuja herança é igual à angolana, com 90% de miseráveis e uma clique narco-traficante no poder. Ele há coisas…… que o cérebro adormece com um charro ideológico

      Gostar

  9. Olympus Mons permalink
    24 Julho, 2020 11:25

    @Filipe,
    estou a ver. e devia ser referendado….
    Por isso se em Portugal os jogadores profissionais ganham em média 50 K anuais, o limite em Portugal para os jogadores de futebol deveria ser de 500K? 800K? ou seja nenhum jogador, nem nada que se pareça, dos 5 maiores clubes atuaria em Portugal? – Tenho a certeza que o futebol português (uma das maiores indústrias em Portugal) teria um sucesso invejável.

    … Mas espere aí, não são todos trabalhadores dos clube??? Se o ordenado médio dos trabalhadores do clube de topo, sem os jogadores e dirigentes, é de 15K anuais… porque carga de água se deve pagar mais de 300K a qualquer jogador???!!!

    Um sucesso similar ao que você gostaria para o seu país. Ou melhor a justificação porque caminhamos para ser o mais pobre da EU.

    Gostar

    • Filipe Bastos permalink
      24 Julho, 2020 13:38

      Jogadores profissionais? É esse o seu modelo?

      Todo o entretenimento é sobrepago (overpaid), a bola é dos piores casos. É triplamente nociva:
      1) as remunerações destes broncos mamões tatuados são absurdas, obscenas, imorais;
      2) distrai a carneirada do que interessa;
      3) normaliza socialmente a desigualdade extrema.

      A bola deve ser um hobby, não uma ‘indústria’. Tal como a guinchadora Cristina que agora mama na TVI, ou os actores, cantores, ‘youtubers’, etc., a sua popularidade e remuneração são inversamente proporcionais ao que adicionam à sociedade. Só alienam e acarneiram as pessoas.

      Da sua questão idiota aproveita-se isto: se formos apenas nós a impor limites razoáveis acabaremos prejudicados. É como nos impostos, quem ganha são as Holandas e Irlandas.

      É uma questão pertinente, sobretudo para um país pequeno, pobre e periférico. Mas algo tem de mudar.

      Gostar

      • Zé Manel Tonto permalink
        24 Julho, 2020 14:00

        “Da sua questão idiota aproveita-se isto: se formos apenas nós a impor limites razoáveis acabaremos prejudicados. É como nos impostos, quem ganha são as Holandas e Irlandas.”

        Passando por cima do razoáveis, que é altamente discutível, não só pretende impor limites a empresas que não são a sua, e a trabalhadores que não dependem de si, ainda quer o mesmo implementado no estrangeiro?

        Talvez por na Holanda e Irlanda ideias socialistas como esta terem menos acolhimento é que eles ganhem mais que os portugueses.

        Ninguém proibe Portugal de ter o mesmo IRC que a Irlanda.
        Ninguém impede Portugal de ter os mesmos acordos de dupla tributação que a Holanda.
        Esse foi o motivo para a Jerónimo Martins ir para lá, o acordo de dupla tributação com a Colômbia, não a mentira bloquista de fuga aos impostos.

        Em vez de choramingar, podem os políticos portugueses baixar o IRC para o mesmo nível da Irlanda, celebrar acordos de dupla tributação com países terceiros, como faz a Holanda, e de caminho por os tribunais a funcionar em tempos decentes e não ter leis laborais que protegem trabalhadores incompetentes.
        Mas como o povinho é xuxa, e vota em xuxas, não vale a pena. Quem não fica nesse marasmo para ser depenado é traidor, e mais não sei quê.

        Têm o que merecem.

        Gostar

      • Filipe Bastos permalink
        24 Julho, 2020 14:15

        Porquê ficar pela Holanda, Zé? Veja as Ilhas Virgens, tão bonitas e solarengas e oferecem ainda mais.

        Se nós levamos 5% aos mamões, alguém há-de levar 3%. Ou 1%. Nesta alegre corrida para o fundo, quem mais baixa as calças é quem ganha. Até aplicamos a vaselina.

        Quanto é que v. ganha, Zé? E se o seu patrão arranjar alguém que faz o mesmo, ou parecido, por metade? Ou por um terço? E se isso se tornar a norma na sua profissão?

        Não é bonito o mercado a funcionar?

        Gostar

      • Olympus Mons permalink
        24 Julho, 2020 14:50

        Como com todos os esquerdoides, quando lhes dá jeito, é estúpido como uma porta.
        vai fingir que não entendeu o ponto funcional??? — bem me parecia.

        Não entender que o que você ganha é a uma função da perceção do valor que traz para a mesa (acha que alguém paga 1 500K se puder pagar 100K?) ou do resultado do risco de perca que assume (1 ganha por cada que 9 perdem tudo)….

        Gostar

      • Zé Manel Tonto permalink
        24 Julho, 2020 16:56

        “Porquê ficar pela Holanda, Zé? Veja as Ilhas Virgens, tão bonitas e solarengas e oferecem ainda mais.”

        Tem razão, oferecem. Compreende que, indirectamente, está a mandar o seu parágrafo seguinte abaixo? È que a Jerónimo Martins podia ter ido para as ilhas Caimão pagar ainda menos, mas foi para a Holanda.

        Não é corrida para o fundo. Há um conjunto de condições que as empresas procuram, uma das quais são impostos.

        Há um ponto a partir do qual baixar mais os impostos não faz diferença para atrair empresas.

        Portugal está claramente longe desse ponto.

        Gostar

      • Zé Manel Tonto permalink
        24 Julho, 2020 17:00

        Mas se quer saber, o IRC devia ser abolido.

        Se a empresa tem lucros e distribui pelos accionistas, ou dá bónus aos trabalhadores, esses dividendos e bónus são taxados em IRS.
        No caso dos dividendos até estamos a falar de dupla tributação, o que é ilegal.

        Se não distribui, é porque está a reinvestir no negócio, ou a pagar dívidas.

        Pensava que o Estado gostava de investimento e de diminuit o endividamento, mas se calhar é mais uma mentira dos governos.

        Gostar

      • 26 Julho, 2020 10:31

        O falecido Presidente do Grupo Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos indicou as razões de terem mudado a sede para a Holanda, onde pagavam os mesmos 25% que pagavam em Portugal: um seguro soberano de protecção dos investimentos que faziam na Polónia, então a uma década de ter acabado o comunismo, e que o desgoverno português não oferecia. Está em vídeo, e saiu no Negócios da Semana, na SIC, onde eu vi.

        O caro Filipe Bastos atira a língua para além da realidade. Como qualquer narcisista, embevecido com a percepção do seu conhecimento, modela a realidade à sua pequenez.

        E esclarece-nos da real extensão do seu conhecimento.

        Gostar

    • lucklucky permalink
      24 Julho, 2020 14:07

      O Fiilpe Bastos é o tipo de pessoa não quererá os pais a cuidar dos filhos pois aumenta a desigualdade.

      Gostar

      • 26 Julho, 2020 10:34

        Os pais dos outros, quer o Lucklucky dizer.

        Na URSS da igualdade existiam estes carros:

        Mas só alguns tinham acesso. Os da igualdade.

        Gostar

    • Zé Manel Tonto permalink
      24 Julho, 2020 17:04

      É esta a corja que ensina nas Universidades.
      Em vez de incentivar uma coisa benéfica a quem não a pratica, procura nivelar por baixo.

      Vamos proibir o exercício físico para os obesos não se sentirem mal.

      Imbecis.

      Gostar

  10. Leunam permalink
    24 Julho, 2020 20:43

    Sr. Filipe Bastos
    Escreveu o Sr.
    “Há cem anos, até esta partidocracia parecia impossível. Um pouco antes, as mulheres nem votavam. Tal como parecia impossível não haver escravatura ou trabalho infantil. Etc. As coisas evoluem, Leunam. Tem de ser.”

    Vamos por partes:

    1 – “Há cem anos, até esta partidocracia parecia impossível.”

    O que é que melhorou sob o ponto de vista social, para o POVO, com os partidos da República ou mesmo antes com os da Monarquia?

    Nada!

    Os chefões e seus correlegionários dissipavam, como hoje o erário; e bancarrotas quantas já houve nestes cem anos com as “democracias”.

    O povo emigrava.

    Não fora o Dr. Oliveira Salazar pôr ordem na casa e hoje, provavelmente, seríamos apenas e somente, mais uma província de Espanha.

    Ele pugnou imenso pela melhoria de toda a nação, incluindo e não esquecendo o Ultramar, mas com todo o seu esforço, o Povo continuou a emigrar.

    O Dr. Salazar morreu!

    E os Abutres voltaram!

    Veio a democracia passámos de novo “de cavalo para burro”. Dívidas e mais dívidas; escola no lixo; impostos como nunca, greves e mais greves, betão e alcatrão a rodos e dívidas e mais dívidas, apesar das esmolas que os nossos ex-inimigos têm para cá mandado.

    Mais emigração!
    Não já de lapuzes analfabetos mas de senhores doutores a quem o erário pagou a maior parte dos cursos.

    Importamos a maior parte do que comemos e o pouco que cá se faz é feito por uma chusma de estrangeiros que andam nos campos e nem a nossa língua falam nem querem.

    E muitos dos de cá,de papo para o ar, a contar os dias até vir o sagrado subsídiozinho.

    2 – “As mulheres nem votavam”.

    A Drª Beatriz Ângelo deu o pontapé de saída.
    Muito bem!
    O que é que melhorou sob o ponto de vista social, para as Mulheres com o voto das mulheres?

    Nada!

    A violência doméstica continua a matar entre trinta e quarenta por ano, todos os anos.

    Com a necessidade absoluta de a Mulher/Mãe ter que trabalhar fora do lar, perde-se a única oportunidade de acompanhar os filhos, pelo menos nos primeiros sete anos de idade.
    Isto é um enorme aleijão psicológico dado aos novos seres, o qual que se vai repercutir no seu futuro.
    Consequências: filhos desapegados da Família (célula base da Nação) que chegam à maioridade frágeis, ignorantes de muita coisa e praticantes de muitos VÍCIOS .
    Mesmo que houvesse Creches de qualidade para os filhos, a preços comportáveis, que não há, nunca seria o mesmo que a Mãe por perto, na tenra idade dos filhos.
    Neste aspecto fundamental da formação das novas gerações não vejo que se evoluiu para melhor.
    Também as remunerações das mulheres, pelo trabalho que produzem, continua quase sempre inferior ao do trabalho igual produzido pelos homens como há cem anos.

    3 – Escravatura

    Acha o Sr. que acabou a escravatura?

    O que é o trabalho precário?
    O que é a prostituição?

    4 – Trabalho infantil

    Não têm continuado as crianças a trabalhar nas telenovelas?

    Aqui, eu tenho uma visão muito diferente do “politicamente correcto”:
    Discordo das modernas teorias.
    Entendo que a criança cedo deve adquirir hábitos de trabalho; isso permite-lhe a rápida aquisição dos rudimentos de uma ou mais actividades manuais e intelectuais, o sentido do respeito pelo trabalho alheio e disposição para ser uma pessoa socialmente válida no futuro.
    Ao atribuir às crianças a obrigação de produzirem, diariamente, pequenas tarefas úteis, (pequenos recados, tarefas domésticas , p.e.) adequadas à sua idade, manifestando-lhes, em seguida, apreço pelo seu bom desempenho, isso dar-lhes-á auto-confiança e desejo de ampliar conhecimentos.
    Assim se facilitará a sua integração social e sobretudo a completa autonomia, finalidade última da educação do ser humano, penso eu.
    Isto de chegar aos 18/20 anos ainda sem saber fazer tarefas, das mais comezinhas da vida, não dá futura a ninguém.

    5 – As coisas evoluem.

    Comento, como diria o milionário de Azeitão:
    Ah! Ah! Ah!

    Gostar

  11. JMS permalink
    24 Julho, 2020 22:36

    Isto não é um país, é uma anedota de mau gosto.

    Gostar

  12. Blitzkrieg permalink
    27 Julho, 2020 03:25

    Eu também acho que ele queria mesmo pensar nos números todos, ou pelo menos nos números naturais todos. Pensou no 1… depois no 2… e no 3… e lá pelo número 37, já consciente da tarefa infinita pela frente, pensou apenas “ena pá… tantos números pá…” e sendo 37 um número primo, era um bom número para homenagear a famiglia socialista que lhe pediu o Estudo, e ficou-se por aqui.

    Gostar

Indigne-se aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: