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A ler

3 Maio, 2021

Rodrigo Saraiva: «Sendo certo que são conhecidas várias situações em que empresários contribuíram para situações degradantes e em que se exigia mais fiscalização e actuação eficaz na proteção de trabalhadores, houve varios proprietários e empresários agrícolas que decidiram construir habitações nas suas propriedades para acomodar condignamente os trabalhadores. Alguns, poucos, conseguiram fazê-lo. Outros, muitos, não tiveram autorizações, visto ser proibida construção para habitação em terrenos rurais. E outros, também vários, têm os seus processos perdidos no emaranhado burocrático de precisarem de autorizações de diversas entidades.

Há dois anos o Conselho de Ministros, o mesmo que decretou a requisição civil, criou um Grupo de Trabalho (fosse criado este ano e seria uma task force) para analisar a situação em Odemira e Aljezur e apresentar soluções que permitissem desbloquear as situações. Um Grupo constituído por 12 entidades e com um prazo de 6 meses. O que aconteceu? Pois, boa pergunta.»

11 comentários leave one →
  1. Weltenbummler permalink
    3 Maio, 2021 09:38

    concelhos dos ministros à António Botto

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  2. JgMenos permalink
    3 Maio, 2021 10:42

    Tresmalhou-se a matilha de boys que estava nomeada para o grupo de trabalho que haveria de tratar de tão instantes assuntos?
    Provavelmente tiveram que acudir a algum observatório que terá tido que acorrer a uma qualquer comissão.

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  3. balio permalink
    3 Maio, 2021 11:04

    Seria interessante saber porque é que não há pessoas que decidam construir casas para arrendamento nas povoações do concelho.
    Sendo que há procura por alojamento, porque é que não há oferta?
    Não deveriam ser os empresários agrícolas a ter que alojar os trabalhadores. Deveria haver oferta de alojamento nas povoações.

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  4. Maria Sousa permalink
    3 Maio, 2021 11:13

    Só agora é que acordaram. Até aqui não havia qualquer problema, NINGUÉM sabia de nada…
    Como entram em Portugal e são contratados estes trabalhadores imigrantes? Qual é a sua situação?É legal? Os patrões pagam-lhes o salário mínimo? E a Segurança Social? Como vivem (sobrevivem)? Onde e como habitam?
    Por que não há portugueses para trabalharem na agricultura? Mas há muita gente sem qualificações no subsídio de desemprego e a receber RSI.
    As autoridades não deveriam já ter-se inteirado destas questões? Não existe fiscalização?
    Quem responde a estas questões?

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    • Expatriado permalink
      3 Maio, 2021 15:40

      Falei disso aqui há uns dias atrás. E digo mais, nem será preciso cavar muito fundo para encontrar gente com responsabilidades locais, e até de governo, que ganha muito com este tráfico humano em tudo semelhante ao do dos países árabes do Golfo.

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    • balio permalink
      3 Maio, 2021 16:45

      (1) Estes trabalhadores imigrantes entram legalmente em Portugal, claro. Há empresas especializadas em contratá-los, arranjar a papelada e trazê-los para cá.

      (2) Em muitos casos, vivem e habitam razoavelmente bem. Eu conheço uma pessoa, no Norte (lá também há destes trabalhadores, a trabalhar nas estufas agrícolas à volta da Póvoa de Varzim), que arranjou, mobilou e aluga uma casa para trabalhadores destes viverem. Já recebeu pessoal do Paquistão e do Nepal, agora é mais de Cabo Verde. Diz que é bom pessoal, embora às vezes haja conflitos entre eles por causa da religião (tipo, os paquistaneses são muçulmanos mas os nepaleses são hindus, e então não vão bem à bola uns com os outros), mas que não levantam problemas. Vão a casa cozinhar e dormir, a maior parte do tempo estão a trabalhar.

      (3) Há portugueses a trabalhar na agricultura, mas é muito difícil arranjar quem o faça, a não ser em regiões onde não haja indústria nem serviços. O trabalho agrícola é duro e, frequentemente, perigoso. A imensa maioria dos portugueses rejeita-o.

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      • chipamanine permalink
        4 Maio, 2021 07:09

        Ficaria surpreso se lhe dissesse que os ditos “empresários” que alugam e até compram casas são paquistaneses e indianos? Que são “empresários” que tem os “contactos” na origem da mão de obra nos seus países?. Que essa mão de obra paga à cabeça uns milhares de euros para vir trabalhar? Que esse “empresário” nepalês, indiano ou paquistanês lhes fica com os documentos? que mete dentro da casa alugada por 150 euros 20/30 dos trabalhadores por ele “colocado” a pagar 100 euros cada um? Que ali ao lado é ele mesmo dono de um pequeno negócio de produtos alimentares “étnicos” onde os ditos trabalhadores que pagaram a vinda, pagam o aluguer , apagam a dívida, tem os documentos retidos pelo “empresário paquistanês” vão comprar o seu alimento? Que a única coisa que o empresário agrícola (se não for ele chinês) lhes faz os descontos para a segurança social (automaticamente e porque é obrigatório) e que por isso podem abrir conta bancária e tirar o número de contribuinte e ao final de um ano ter um atestado de residência que lhes vai ser cobrado novamente pelo “empresário” paquistanês, indiano ou nepalês?
        Em que mundo vcs vivem?
        Vc acha realmente que são “empresários italianos” que na Líbia cobram 3.000/5.000 euros para os enfiar num bote de borracha, ou de madeira podre para irem para Lampedusa?. As organizações que directa ou indirectamente os “ajudam” são as ONGs “humanitárias” que fazem pressão política suficiente, por conta do “humanitarismo” que são financiadas por isso pelos governos europeus e algumas “entidades” obscuras que por acaso estão ligadas a esse tráfico?

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  5. chipamanine permalink
    3 Maio, 2021 14:03

    À consideração do Galvão que sonha com empresários alemães a montarem casas para os migrantes . Mas eles são doidos? Numa Câmara socialista devem querer “alvíssaras” para aprovar os projectos.

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  6. marão permalink
    4 Maio, 2021 08:40

    -O PS não está contaminado, é matéria própria da sua natureza contaminadora.
    -Quanto aos pontos cardeais do catavento, resumem-se ao baloiço desaparafusado de duas
    pontas balançantes entre Costa e Marcelo.
    -Não se metam com o PS, estamos bem assim, tendo tudo calhado a preceito com
    Sócrates, com Costa só pode ser para continuar o baile, sendo a maior parte da tralha
    dançante a mesma de sempre.
    -Calhando em conversa, ainda não é desta que Cabrita vai à vida? Não não, enquanto servir para dar cobertura a Costa, na sua senda da sobrevivência politica até ao limite do desespero.

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