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Carta aberta a Sampaio da Nóvoa

11 Dezembro, 2015

Doutor Sampaio da Nóvoa,

É com enorme consternação que observo as tiradas de V. Exa. sobre “direito à educação” quando acompanhadas do V. típico dicionário de parolice progressista desprovido de significado e preso à sintaxe comprovadamente isenta de semântica por herança antropológica. A V. candidatura, aliás, representa todo o cinismo da esquerda, que considerando-se a legitima defensora da vontade popular, assume a necessidade da revolução em nome deste amorfo povo de cima para baixo, pela elite que, arrogando-se o direito de interpretar o que o povo quer, também se arroga o caminho de forma a que se restrinja ao pensamento sancionado por indivíduos bafejados pela clarividência de como as coisas devem ser, como V. Exa. Na realidade, nada distingue um progressista de um déspota, daqueles que denunciam os vícios burgueses por inconformismo pela incapacidade de ascensão à classe superior que almejam, por sagacidade auto-atribuída. O que V. Exa. quer, como os outros, é poder. Felizmente, o objectivo que traça não é alcançável, precisamente por ser poder que V. Exa. e outros do mesmo molde desejam, em detrimento do fátuo sonho que nunca se concretiza, particularmente quando o poder já foi alcançado.

Lamento que uma vida na Academia – vulgo “esquerda” – permita que V. Exa. sinta apetência para a apropriação de um objectivo comum para a sociedade na qualidade de candeeiro que alumia o caminho para o Homem Novo. Em primeiro lugar, porque tal objectivo comum não existe: a vida é o objectivo em si mesmo, não o meio para se chegar a um futuro que nem V. Exa. nem qualquer outro progressista, embrenhado na imensa solidão com que a esquerda permanentemente ansiosa em mudar o mundo se castiga, consegue descrever; em segundo lugar, porque a sociedade existe apesar dos progressistas, não por causa destes.

O que V. Exa. propõe é o caminho para o nada. Recordo, com mágoa a um ilustre académico, que a expressão “uma alternativa” significa, precisamente no contexto em que V. Exa. a usa, um desvio ao rumo natural do progresso. Propor “uma alternativa” é, em si mesmo, uma quebra do que é para algo que não consegue descrever como seria. Nós não precisamos de alternativas, precisamos de alguém que saiba unificar o que somos, não dividir para o que não podemos desejar querer ser.

Em nome das instituições que pretende representar, apelo a V. Exa. que desista já da sua candidatura. Não porque tenha qualquer hipótese de sucesso, apenas porque, de cada vez que abre a boca, despe mais um pouco a Academia portuguesa do prestígio que nunca teve mas sempre fingiu, com pompa balofa, possuir. Em nome dos funcionários públicos da Academia, rogo a V. Exa. que pare imediatamente com esta desmitificação do valor intelectual na parasitagem que, em nome da Ciência, ainda se vai apresentando à sociedade com o devido decoro pela nescidade que sabe conter.

Cordialmente,

3 semanas… e 1/2?

10 Dezembro, 2015
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Afinal vai continuar a austeridade, mas apenas por mais três semanas. No dia 1 de janeiro (re) começa o forrobodó.

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O que as redes sociais dizem de Pedro Arroja

10 Dezembro, 2015

Men and women range themselves into three classes or orders of intelligence; you can tell the lowest class by their habit of always talking about persons; the next by the fact that their habit is always to converse about things; the highest by their preference for the discussion of ideas.
Henry Thomas Buckle

Se lhe disser que Luís Reis Pires voltou a dizer outra barbaridade, o leitor perguntará (e bem): mas quem é Luís Reis Pires? Há certas pessoas que mais vale ficarem longe da vista e Luís Reis Pires é uma delas.

Luís Reis Pires estava muito bem a criticar o que outra pessoa quase disse, apesar de não ter dito, numa altura em Luís Reis Pires ainda lutava com ditongos e a tabuada do dois, eis que Voltaire, no seu Facebook, publica um lacónico “julga o homem pelas suas questões, não pelas suas respostas”. Rousseau, no Twitter, respondia a Voltaire com um “insultos são os argumentos usados pelos que estão errados”. Shakespeare, conhecido por, juntamente com o Paulo Querido, ter sido o percursor das redes sociais portuguesas, diz, sobre o dialogo entre os dois, que “para se fazer um grande bem faz-se um pequeno mal”. Nietzsche, na sua coluna no jornal i, comenta o caso, defendendo todos os intervenientes com duas frases lapidares: “não há factos, apenas interpretações” e “em cada homem há uma criança escondida que quer brincar”.

Keynes, no seu Facebook onde consta uma lista de namorados e uma foto esquisita em tronco nu enquanto agarrado a um adolescente com brinco de argola tipicamente cigano, diz que “as ideias moldam o curso da história” e, logo a seguir, publica uma foto de pretos a abrirem uma grande vala na rua para fomentar o crescimento. William Golding, no seu Tumblr, diz que Nietzsche não percebe nada, já que “a infância é uma doença, uma maleita que passa com a idade”. Steinbeck, no JN, diz sobre toda a polémica que “uma alma triste mata mais depressa que um germe”. Philip Roth, fazendo uma breve pausa da merecida reforma, aparece nas Tardes da Júlia para dizer sobre isto tudo que “a vida é um curto período de tempo no qual uma pessoa está viva”. Kant, de passagem por Évora, declara à jornalista da CMTV que “a experiência sem teoria é cega mas a teoria sem experiência é uma brincadeira intelectual”. Kierkegaard declinou comentar o artigo de Luís Reis Pires, acrescentando que “as pessoas compreendem-me tão mal que nem compreendem o meu lamento por não me compreenderem”.

Dalai Lama, numa rede social indiana, escreve que “na prática da tolerância, o nosso inimigo é o melhor professor” e Luís Reis Pires comenta, no Económico, que estes patetas todos “merecem que lhe apontem o dedo e os questionem se estão bem da cabeça”. David Mamet diz, no Twitter, que “uma peça de teatro é uma longa formalização de polémica” e Leonard Cohen, num caderno deixado num banco de jardim, escreve que “há uma racha em tudo, é por aí que entra a luz”.

Gorbachev, no seu túmulo, tem escrito que “é melhor discutirem-se coisas, argumentar e participar em polémicas do que fazer pérfidos planos para a destruição mútua”. Salman Rushdie, no seu Facebook, diz que “liberdade de expressão é tudo; liberdade de expressão é a própria vida”. Estaline, com a sua imensa sabedoria, publica, no Público, a resposta definitiva a toda a polémica sobre o Pedro Arroja: “Ideias são mais poderosas que armas. Não deixamos que as pessoas tenham armas, porque devemos deixar que tenham ideias?”.

o partido da roberta medina

10 Dezembro, 2015
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Começam a revelar-se os mais do que previsíveis efeitos políticos da estratégia suicida do Partido Comunista no apoio ao governo de coligação PS-Bloco: a queda nas sondagens do PC e a consequente subida nas intenções de voto, à sua custa, dos dois partidos da coligação. E entendem-se muito bem as razões disto: porque o descontentamento ficou, à esquerda, sem o seu dono histórico, o Partido Comunista, agora vinculado à solidariedade com um governo que verdadeiramente não é seu e não controla, e porque as poucas boas notícias que há para dar são sempre anunciadas pelos dois partidos do núcleo da coligação e não pelo PC. Deste modo, o envolvimento do velho Partido Comunista nesta estranha coligação de esquerda-caviar, com direito a capas da Caras, vai sair-lhes muito cara, caso não se demarquem dela a tempo e horas, e com grosso estrondo. Porque, se continuar, por muito tempo, neste dolce far niente, o PC bem se arrisca a transformar-se, de vez, num clube dos reformados do Baixo Alentejo, e o Arménio Carlos a trocar as «jornadas de luta» pela presidência da organização da Festa do Avante, em competição com o Rock in Rio Lisboa e a Roberta Medina.

Piketty e Jack, o estripador

9 Dezembro, 2015

É magnífico que a desigualdade gere o Estado Islâmico para Piketty. Esta teoria vem comprovar aquilo que Dickens já tinha descrito na perfeição sobre a época vitoriana: nunca houve tantos bombistas suicidas como em Bethnal Green e Whitechapel no século XIX.

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Oliver Twist, após comer uma costeleta de porco, momentos antes de se rebentar num café capitalista.

 

Natal policromático

9 Dezembro, 2015

Imbuídos do mais puro espírito natalício que celebra a harmonia da humanidade em generosa compaixão pelo semelhante, o jornal i, uma espécie ameaçada, decide pegar numa frase antiquíssima – por sinal, bem engraçada – do prof. Pedro Arroja para ilustrar a capa sob a estrelinha amarela “cromos da semana”.

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Recordo que estamos na época natalícia, altura propícia para generalizações das que ninguém leva a mal e igualmente engraçadas como “os padres são é uns pedófilos”, “os patrões são uns exploradores” e o já celebre, nas suas variadas formas, “o anterior governo era mesmo hiper-liberal”. Que, com os padrecos, podemos fazer todas as piadas, isso já se sabia; agora, a utilização do mesmo procedimento com outras minorias, passando por pretos (que são negros) aos maricas (que são homossexuais), obtemos a chave para o que constitui uma persona non grata segundo os trâmites do bestialmente correcto, a variante esganiçada do politicamente correcto.

Desde o momento em que nos tornamos Charlie até ao instante em que nos queixamos da existência de opinião alheia num jornal (como ainda esta semana fomos deleitosamente presenteados pela prof. Estrela Serrano, ex-ERC), foi um tirinho. Ao menos vamos passar o Dezembro a escolher os “cromos da semana”, um verdadeiro presente natalício de tolerância e compaixão para com o nosso semelhante, rumo à definitiva uniformização da opinião sancionada pela maravilha bem-pensante que habita as redes sociais e as (alegadas) camas de governantes.

A propósito

9 Dezembro, 2015

das intenções do governo de Angola de legislar sobre as confissões religiosas recomendo que se observem com atenção estas fotos de uma manifestação que teve lugar há algum tempo, em Londres.

No público o Estado não paga nada?

8 Dezembro, 2015

JN: Estado paga ao privado para ter alunos do público

Este tipo de artigos/títulos parte de uma premissa: é um escândalo que o Estado pague  aprivados para prestarem estes serviços.Por quanto ficam eles no público?

Muros de silêncio, janela de diálogo, fazer passar a mensagem….

7 Dezembro, 2015

O secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, considera que “foi derrubado um muro de silêncio”. À saída da reunião, o governante admitiu ter expetativa que a greve seja cancelada.

“Havia uma espécie de um muro de silêncio. Os trabalhadores tinham alguma dificuldade em fazer passar a sua mensagem, as suas reivindicações, e foi possível desde logo abrir uma janela de diálogo e acordar com os sindicatos que vamos começar um processo estruturado de negociações e de conversas que possa ajudar a que os diferentes pontos de vista possam convergir para resolvermos os problemas”, sublinhou.

Sem prejuízo da invocação dos mantras e do alinhamento dos chakras quais foram os compromissos assumidos pelo senhor secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes?

Abertura, diálogo.. mas vá lá sr ministro diga lá o que garantiu aos sindicatos!

7 Dezembro, 2015

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O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, comentou esta segunda-feira, a propósito da desconvocação da greve parcial pelos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, que provavelmente os sindicatos têm mais abertura perante este Governo.

Campeão Nacional da Defesa Patriótica

7 Dezembro, 2015

front-national

Grande vitória do humanismo socialista em França, contra a austeridade e a ignomínia dos mercados internacionais que levam à emigração em massa da geração mais bem qualificada de sempre!

Eis o que António Costa tem a dizer, sacado às tonteiras genéricas que tendem a sujar a nossa face quando atiradas à ventoinha:

Nós não excluiremos os partidos à nossa esquerda da responsabilidade que também têm de não serem só partidos de protesto mas de serem também partidos de solução para os problemas nacionais.

Nós recusamos o conceito de arco da governação, como delimitando quem são os partidos representados na Assembleia da República que têm acesso e têm a legitimidade de partilhar responsabilidades governativas. Em democracia quem decide, quem representa o povo é o povo e ninguém se pode substituir ao povo a excluir parte dos seus representantes das suas plenas responsabilidades.

Seremos uma maioria plural, aberta e promotora do diálogo político e social.

…chegou a hora de termos um Governo que seja na Europa, que seja em Bruxelas, o campeão nacional da defesa patriótica dos interesses da economia portuguesa, das empresas portuguesas, dos trabalhadores portugueses, porque é assim que queremos estar na Europa, com dignidade e sem a cabeça submissa.

e não aprendem nada

7 Dezembro, 2015
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«França em choque», escreve o Expresso sobre a vitória de Marine Le Pen nas eleições regionais francesas. Se a França está «em choque», apetece perguntar aos inteligentes do Expresso quem votou, afinal, na dita Marine? Foram os chineses? O pessoal do Nicolas Maduro? Extraterrestres, talvez? É impressionante como o politicamente correcto esquerdista, que andou décadas e décadas a fazer asneiras com um falso cosmopolitismo de portas abertas, sem critério nem as mais elementares precauções, continua sem perceber que a ascensão e agora a vitória de Marine Le Pen lhes é integralmente devida. E tem mais: se o paizinho da dita cuja ainda estivesse à frente do partido também ganharia pela certa.

Aquaparque

6 Dezembro, 2015

A propósito deste texto da Helena Matos.

Foi em 2005, há dez anos, num parque aquático espanhol, em Fuengirola, entre Marbella e Málaga, que tive oportunidade de me sentir deslocado, apesar dos números, pela presença de uma senhora – presumo, podia ser um homem ou três – envergando niqab, acompanhando o – alegado – marido e filho, ambos de calções e tronco nu, como eu e todos os outros. As mulheres presentes, com a excepção desta, usavam fatos de banho, biquinis, algumas dispensando a parte superior deste quando deitadas sob o tórrido sol, como as pessoas normais da Europa fazem, graças a Deus, obrigado, liberdade.

ebe402a5f655a8cbfbc21c82644718bfTentei, por momentos, imaginar alguém vestido de forma ostensivamente exagerada para o mês de Agosto, de preto escuro, que há diferentes tons de preto, quer pelo espaçamento do entrelaçado do tecido, quer pelo particular esforço de remoção de pigmentação capaz de reflectir qualquer fotão que tente fugir ao aquecimento global da pessoa humana que encontra, no querido mês de Agosto, necessidade de uma segunda pele da cabeça aos pés. Imaginei uma freira, cara destapada – claro – com claro tecido sobre a cabeça que permite vislumbrar algum cabelo e apercebi-me do ridículo de uma religiosa a observar a frenética gritaria da juventude louca pelas cornucópias dos escorregas sem participar nas festividades: não havia uma única freira para ser vista, pelo menos que assim se quisesse anunciar: talvez houvesse, de fato de banho ou biquini. Havia, sim, mulheres de todas as idades, nenhuma com as pernas tapadas.

Tinha a mulher de niqab direito a estar ali com o ostensivo traje? Tinha. Tinha tanto direito como um pedófilo vestido com um traje de urso polar, apesar de – garanto – não ter visto vivalma com traje de urso polar. Devia estar? Se o objectivo era demonstrar às restantes mulheres o quão depravadas são por exporem os tornozelos à vista de homens incapazes de conter o ímpeto de as violar, não foi bem sucedida. Não deixou, porém, de deixar um gosto desagradável na boca, como que anunciando que a Europa nunca mais seria a Europa em que cresci, infelizmente, para bem pior.

Fábrica de intolerantes

6 Dezembro, 2015

Tema do meu artigo de hoje no Observador: O guia para “Acolhimento de refugiados” agora editado pela a Direcção-Geral da Saúde é um prémio para os fundamentalistas. Nem as consultas só com mulheres lá faltam. Este guia, anunciado há dias com pompa e circunstância mediáticas, apresenta-se a si mesmo como um “documento inovador a nível nacional”. Do carácter inovador não duvido sequer um segundo pois nem nos mais vetustos documentos editados pelas autoridades de saúde deste país se previa que as mulheres recusassem ser “observadas ou cuidadas por profissionais do sexo masculino”. E quanto aos procedimentos para evitar a “contaminação cruzada” causada pela carne de porco nas cozinhas digamos que a Inquisição chegou às cozinhas!

Apesar de tudo por cá o MRPP é uma versão light

5 Dezembro, 2015

A Sábado dedicou a capa desta semana ao que actualmente acontece no MRPP. No Observador escrevi sobre o MRPP nos anos de 1975 e 1976.

Mas convenhamos nada do que aconteceu em Portugal se compara com isto que aconteceu em Londres:
Aravindan Balakrishnan: the Maoist leader
Maoist cult leader used mind control to ‘manacle’ followers, court hears
Maoist cult leader guilty of rape and child cruelty

Dos autores do massacre aos alegados autores dos disparos

4 Dezembro, 2015

Primeiros o tiroteio do San Bernardino teve manchetes: o massacre provava à evidência a razão do presidente Obama para controlar a venda e posse de armas nos EUA. Depois e à medida que se constatava que os autores do massacre não eram brancos racistas nem cabiam nas habituais categorias dos “americanos de que não gostamos e que só dão desgostos a Obama”  o massacre deixou de ser massacre e apareceu o alegado: agora temos os alegados autores dos disparos.

Ó senhora acidentada, desapareça!

4 Dezembro, 2015

Quatro motivos possíveis para Soares abandonar a vítima no local do acidente, após ordenar ao motorista um decidido “abra-me aqui uma janela”:

as 50 sombras de garcia pereira

4 Dezembro, 2015
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Custa ler o artigo, ontem publicado na revista Sábado, sobre o MRPP e a zanga entre Arnaldo Matos e o seu obediente discípulo Garcia Pereira. O género de relações existentes no pequeno grupo de dirigentes de um partido que, em legislativas, ainda recolhe mais de 50 mil votos, faz lembrar mais as práticas de um grupo sadomasoquista hardcore do que as de um agrupamento político. Em breves palavras, o MRPP era (é?) dirigido, na sombra, por um dominatrix chamado Arnaldo Matos, tratado, com veneração e temor, pelo nome másculo de «Espártaco», ou, em alternativa, por «”O” camarada». Neste último caso, o artigo definido é colocado em maiúscula para afirmar devidamente o ascendente que aquele cujo nome não pode sequer ser dito mantinha e mantém sobre uma verdadeira horda de palermas chefiada, até há pouco, por Garcia Pereira, um sujeito que ensina Direito em várias Faculdades. Depois, como numa relação sadomaso de grau extremo, «”O” camarada” tratava mal os seus submissos, insultava-os, ameaçava-os, torturava-os psicologicamente e obrigava-os a trabalhar para o servirem pessoalmente, com sacrifício, dor e humilhação. O medo que os escravos tinham do dono era imenso e, mesmo quando ele não estava fisicamente presente, os mecanismos de submissão e sujeição total à sua personalidade dominadora não desapareciam. Por sua vez, quando “O” senhor queria castigar os escravos, e isto acontecia mesmo que eles nada tivessem feito para o merecer, obriga-os à «autocrítica». A «autocrítica» consiste num exercício de pura humilhação pessoal dos escravos de Matos, que, em resposta à voz do dono, confessam, publica e submissamente, as «faltas» que obviamente não cometeram, como aconteceu recentemente com Garcia Pereira, que, depois de um enxovalho público que lhe infligiu «”O” camarada», redigiu estas singelas palavras: «Camaradas, esta é a justa crítica que o camarada Arnaldo Matos me dirigiu (…) Tenho de conseguir reflectir seriamente em todas as minhas tarefas e responsabilidades», escreveu o pobre diabo, numa carta dirigida aos colegas de partido. O que é mais admirável nesta história toda não são tanto as relações de escravidão a que Arnaldo Matos submetia Garcia Pereira e os seus submissos. O sadomasoquismo é uma prática antiga como o mundo que atrai incontáveis adeptos e, numa sociedade livre, deve ser tolerada, desde que não afecte mais ninguém para além seus adeptos. Todavia, os cultores do sadomasoquismo mantêm relações consentidas, das quais retiram, quase sempre, prazer físico e sexual. Aqui, no MRPP, que se saiba, «”O” camarada» nem sequer ia com eles para a cama. É só mesmo apanhar porrada pela porrada.

spanking

Papas na língua? Tarde demais

3 Dezembro, 2015

A pior coisa que alguém com dois dedos de testa pode fazer, nos dias que correm, é sacar da pistola da boa educação do coldre da superioridade moral. Não me venham com moralismos amorfos compactados em normas de convivência pacificamente encharcadas do corrosivo politicamente-correcto. É perfeitamente legítimo ser sectário e não ter medo de o demonstrar. É indiferente se alguém é de esquerda, de direita, ou incapaz de se definir: toda e qualquer acusação de falta de decoro, educação ou moral perante o golpe constitucionalmente legítimo mas eleitoralmente badalhoco levado a cabo por António Costa e as suas apensas amebas treinadas para bater palmas é, em si mesma, uma demonstração de bestialidade fenomenal que deve ser respondida à letra e com a linguagem escorreita que redefiniram, durante anos, para atacar quem põe em causa este diletante parasitismo intelectual.

Bois devem ser tratados pelos nomes. O pedantismo socialista assim o quis. Repetita iuvant.

só se perde uma vez

3 Dezembro, 2015
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O respeito é como a inocência: só se perde uma vez e, uma vez perdido, é irrecuperável. Foi o que sucedeu, ontem, ao ministro Centeno, com a brilhante intervenção do deputado Miguel Morgado. A partir desse momento, Centeno só formalmente continuará a ser Ministro das Finanças, porque já ninguém, nem mesmo na sua bancada, quanto mais nas outras (o Bloco deve estar entusiasmado…) lhe reconhecerá categoria para tal. Um cadáver adiado a aguardar enterro breve. O velório foi ontem à tarde.

Centeno sem espinhas

3 Dezembro, 2015

Centeno-contorcionista

Hoje, nas redes sociais, só se fala da cabazada de demolição que o deputado Miguel Morgado administrou de forma intravenosa e acção fulminante no mais destacado dos desossados membros deste governo de matilha uivante, Mário Centeno, o Ministro das Finanças. Centeno, cabeça de cartaz do happening cultural que consiste na destruição intelectual da politizada Academia portuguesa, a começar pelo próprio e passando por todos os estultos que apoiam o golpe do bimbo da Caras, foi escolhido como o manequim de reduzido biquini na capa do magazine de uma espécie de Cientologia a que deram o nome de “programa do PS”, isto na esperança de transmitir uma credibilidade aos patos dos contribuintes que só querem ver esta gente devidamente estuprada por um urso com SIDA. A alegada credibilidade que um esbelto capa da Caras podia almejar, não sendo particularmente cómica, é – e sempre foi – uma má anedota, tão seca como a capacidade do país para aturar o culto de hienas que insiste em rebentar com isto tudo pelo menos uma vez por década.

Não menosprezando a excelente intervenção do Miguel Morgado, que considero um dos grandes trunfos parlamentares que o PSD apresentou para esta legislatura, o mérito é, em grande parte, do próprio Centeno, capaz de afirmar peremptoriamente que o que defendia academicamente era uma receita para o desastre. Centeno brilhou, abrindo caminho para justificar a sua acção governativa, daqui a uns tempos, como “defendi a receita para o desastre”: usando esta desculpa uma vez, pode ser usada sempre. É isto que caracteriza um ser invertebrado, a capacidade da enguia de se enrolar em torno de si própria, demonstrando que, realmente, este governo não é ideológico, só tristemente patológico.

Guia da traumatização infantil

2 Dezembro, 2015

Fiz um pequeno guia para ajudar à compreensão das coisas que traumatizam e que não traumatizam os vossos filhos.

 

Coisas que traumatizam crianças Coisas que não traumatizam crianças
  • Exames no 4º ano
  • Não gargalharem o suficiente nas aulas
  • Crucifixos
  • Religião e Moral
  • Comerem bife e beberem leite de vaca, que originam 51% mundiais das emissões de gases do efeito de estufa
  • Austeridade
  • Sal
  • Açúcar
  • Codea do pão
  • Prisão preventiva de José Sócrates
  • Comentários depreciativos sobre António Costa
  • Mãe chamada Igor
  • Serem co-adoptadas após morte da mãe por um senhor de barba ruiva, tatuagem de lágrima e e orelhas alargadas com um carreto de linha de coser
  • Pais numa relação poliamorosa
  • Senhoras de niqāb na escola
  • Simbologia de todas as religiões do mundo exceptuado cristãos
  • Alianças com comunistas
  • Dieta à base de soja
  • Xarope de milho
  • Professor analfabeto na aula a seguir à de um professor bom
  • Absolvição de Maria de Lurdes Rodrigues por colectivo que inclui juíza que fez campanha pelo candidato-marido do PS dando a entender que é perfeitamente legítimo usarmos os cargos públicos para contratarmos os amigos que entendermos.
  • Insultar o Cavaco, o Passos Coelho, o Portas, quem quer que seja do PSD, CDS ou voz discordante no próprio PS.

medo ao susto

2 Dezembro, 2015
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O que diria você a alguém que, conhecendo a elevada fiscalidade aplicada em Portugal, lhe dissesse que, para contrariar a falta de investimento, o governo deveria «aumentar os impostos de uma maneira que não afecte a economia», porque «com mais impostos pode-se investir nas pessoas, na tecnologia», já que «Se não se investir, não se vai crescer». Dependendo do seu temperamento e do perfil do interlocutor, se estivesse num dia mau talvez lhe chamasse «imbecil», virasse costas e fosse, irritado, à sua vida. Se o apanhassem num dia bom e o interlocutor lhe merecesse alguma consideração, quem sabe lhe explicaria que o dinheiro dos impostos é retirado às pessoas que de algum modo o produziram, e que, se calhar, o investiriam melhor do que burocratas e funcionários partidários alçados no governo e no estado, que não precisaram de se esforçar para o ganhar, nem serão responsabilizados pelo (mau) destino que lhe derem. E que é exactamente por as pessoas e as empresas não conseguirem acumular capital em Portugal, entre outras razões, porque o estado lhes leva muito do que ganham em impostos, que os nossos níveis de investimento são muito baixos.

Ora, isto que até uma criança consegue perceber, não é o entendimento da eminência parda que foi hoje almoçar com o dr. Costa, o eminente Nobel da Economia Joseph Stiglitz. Nele, o dr. Costa e o dr. Centeno devem ter encontrado uma alma gémea, um guru orientador da sua futura acção política. É de meter medo ao susto.

o nosso destino fatal

1 Dezembro, 2015
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Em Portugal ser «liberal» é um insulto à inteligência, à pobreza e, claro, à Constituição. Nos últimos anos, a pretexto de um governo cuja principal preocupação foi, precisamente, salvar o estado social (que, de resto, ainda por aí anda mais viçoso do que nunca), o termo «liberal» transformou-se em insulto corrente com que se adjectivaram os inimigos, a fazer lembrar o «fascista» doutros tempos. Hoje, para glória do regime e do seu lidador, o dr. António Costa, Joseph E. Stiglitz, esse notável economista a quem a Humanidade – e a Grécia – tanto devem, aterrou em Portugal para falar com os partidos do governo, a fim de que eles lhe expliquem «o que se passa em Portugal». Pois eu digo-lhe: Portugal é um pequeno país falido por décadas de políticas socialistas, que lhe foram depenando a classe média e a economia. Hoje, quando começava a dar frágeis indícios de que começava a recuperar e a perceber que do estado nada de bom lhe virá, o governo prepara-se para lhe despejar em cima mais uma dose de socialismo e de políticas de redistribuição de uma riqueza que não tem e que o estado tudo fará para que não possa vir a ter. É evidente que o «liberalismo» continuará a ser, pelo menos por mais algum tempo, o insulto preferido dos portugueses. Já chamar «socialista» a alguém é elogio que faz ruborescer as faces mais rudes. Afinal de contas, o preâmbulo da nossa Constituição diz que é esse o nosso destino fatal. Cumpramo-lo.

Conjecturas simples

1 Dezembro, 2015

Há uns tempos, apontei a imigração em massa para a Suécia como a causa principal para o declínio nos resultados do PISA. Na altura, fui devidamente apelidado de nazi pelos progressistas humanistas, incluindo alguns que agora chegaram ao governo e outros que gostariam de ter chegado mas ficaram a ver navios (não dá para todos), pessoas boas que achavam que o melhor que se podia fazer, em nome da sociedade, era cortar umas cabeças a uns ultraneoliberais fássistas sem coração.

Dou então a palavra a uma sueca para o efeito. (via Zero Hedge).

The injustice, the housing shortage, the chaos surrounding refugee housing units and the sharp slide of Swedish students in PISA tests – all these changes have caused the Swedes to become disillusioned. The last straw was that Prime Minister Löfven had nothing to say about the murders at IKEA.

Escola Viva gargalha em uníssono

1 Dezembro, 2015

Vamos por partes. Primeiro, toda a gente sabe que exames não são a melhor forma de aferir a aprendizagem de um aluno. A melhor forma é, obviamente, um interrogatório seguido de psicanálise que culmine na dissecação do cérebro do aluno; isto permite encontrar todas as sinapses estabelecidas para cada patamar etário. Este método permite uma aferição rigorosa e perfeitamente mensurável, de acordo com o trabalho notável levado a cabo pelo Dr. Mengele e a sua equipa de brilhantes académicos. Porém, esta precisão acarreta um custo um pouco elevado para alguns pais: com a morte necessária dos alunos a aferir, muitos poderão optar pelo ensino privado, colocando em risco a sustentabilidade do ensino público de qualidade.

catarina-martins-teatroSem dissecar o cérebro, uma forma menos rigorosa – mas, mesmo assim, dotada de maior precisão que um exame – é a contagem de gargalhadas. Criança feliz é criança que gargalha amiúde, nomeadamente enquanto outra esborracha a mona contra a parede de revestimento tartaruguinha. Seria fácil transformar a escola num local de gargalhada constante, bastando para isso a remoção de bueiros e a proibição opressora de manifestações culturais humanas como o arremesso de cadeiras, particularmente se os professores envergarem trajes de palhaço e maquiagem como a da imagem. A escola ideal foi descrita por Golding – apesar do nome que pode bem ser de um opressor do sionismo internacional – em “O Senhor das Moscas”.

Menos rigoroso que os métodos anteriores mas, mesmo assim, ainda melhor que exames, seria a caracterização sócio-económica dos alunos prévia ao exame informal. És cigano? 10 pontos de bónus. Vives no barraco? 15 pontos de bónus. Acumulas? Temos uma fórmula para isso. Curtes Monty Python mesmo que não percebas peva? 1500 pontos. És filho de um militante do Bloco? 5000 pontos. O teu género é indefinido? 10000 pontos. Claro, ao abrigo da igualdade, é suposto todos terem a mesma nota ou seja, nenhuma. Este método permitiria assegurar a igualdade de todos os alunos, incluíndo os imbecis diagnosticados, que, coitadinhos, também são filhos de Deus mesmo segundo o sistema retrógrado de crendice dos antigos.

À falta destes métodos, o facilitismo e a ignorância em ciências da educação da geração mais bem preparada de sempre que vota Bloco de Esquerda, utilizam-se exames, tentando colocar alunos num ranking maldoso e desprovido de significado. De que adianta ser o melhor aluno do país num dado ano se basta aos restantes alunos somarem as notas de forma a garantir que é o segundo classificado quem entra no curso pretendido? Numa verdadeira sociedade sem classes não são necessários exames, nem classes, nem professores e, convenhamos, nem sociedade.

Do perdão

30 Novembro, 2015

Mesmo que isso fosse verdade e temos de admitir que nessa matéria nem todos temos o mesmo entendimento, consegue perdoar «envelopes com garrafas» e perdedores de eleições transformados em primeiros-ministros?

Anúncio de emprego (M/F)

30 Novembro, 2015

ANÚNCIO (M/F)

Procura-se licenciado em medicina pela Faculdade da Felicidade e Alegria para a Unidade de Neurocirurgia. Irá operar pessoas progressistas. Remuneração bem acima da média.

Requisitos:

  • Ter sido muito feliz na Faculdade;
  • Não ter sido submetido a exames opressores;
  • Experiência a trinchar um peru ou outro paciente similar.

 

Catarina-Martins-Operar-por-alguem-feliz

Método Galamba

30 Novembro, 2015

Situação inicial

Armando Tosco produz caixinhas. Recebe 600€ de salário mensal líquido que, para simplificar, consideramos ser 60% do custo mensal deste empregado ao seu empregador, o aristocrata Barão Afonso de Sottomayor, que tem a despesa mensal de 1000€ para que Armando Tosco pague o IRS, Segurança Social e seguros variados para o risco de se produzirem caixinhas. Armando trabalha 22 dias por mês, 8 horas por dia, e produz, em média, 5 caixinhas por hora, perfazendo um total mensal de 880 caixinhas.

Do ponto de vista do Barão Afonso de Sottomayor, 880 caixinhas custam 1000€. Desprezando custos de inventário, armazenamento, logística, etc., cada caixinha custa 1,14€ a fazer. As caixinhas são vendidas por 2€ levando a que, grosso modo, uma vez que Barão Afonso de Sottomayor também tem que pagar impostos, amealhe 0,86€ de lucro por caixinha. Supondo que vende todas as caixinhas que Armando Tosco produz, o Barão Afonso de Sottomayor tem um lucro mensal de 756,80€.

Método Galamba

O método Galamba consiste em assegurar que Afonso Tosco recebe mais dinheiro mensalmente produzindo o mesmo número de caixinhas, algo que, magicamente, fará com que Afonso Tosco tenha mais dinheiro para iPads e, portanto, seja mais feliz. O método Galamba diz que deve haver um aumento de 10% no salário líquido de Armando Tosco, que passará a receber 660€ mensais. O Barão Afonso de Sottomayor passa a gastar mensalmente com Afonso Tosco 1100€, o que faz com que as 880 caixinhas mensais custem 1100€, ou, com valor unitário, 1,25€ por caixinha. Como queremos que Afonso Tosco tenha mesmo mais dinheiro para “o consumo” que queremos incentivar, não convém que o Barão Afonso de Sottomayor aumente o preço de venda das caixinhas (se aumentar o preço de venda das caixinhas, não se incentiva o consumo de caixinhas, que custam o mesmo para um trabalhador em percentagem do seu rendimento mensal). Assim, para manter o preço de 2€, o Barão passa a lucrar 0,75€ por caixinha ou, mensalmente, 660€ mensais em vez dos 756,80€. O Barão atingiu a igualdade com Afonso Tosco. Recebem ambos o mesmo porque o aumento salarial de 10% de Afonso Tosco originou uma perda para o Barão Afonso de Sottomayor de 96,8€ mensais, correspondentes a uma quebra de 12,8% do seu rendimento. A produtividade de Afonso Tosco baixou substancialmente, produzindo o mesmo número de caixinhas por um custo mais elevado. Segundo o método Galamba, isto é bom e vão vender-se paletes de caixinhas, apesar do Barão Afonso de Sottomayor já ter enviado o CV para uma fabrica de caixinhas para passar a ser ele próprio um empregado cujo consumo de caixinhas é incentivado pelo método Galamba.

Saudi Islamic State

29 Novembro, 2015

saudi

Governo Sócrates III

29 Novembro, 2015

RegiscontaHouve um Ministro das Finanças que, à revelia do seu Primeiro, lá telefonou, com o rabinho entre as pernas, expressão popular para o enrubescimento involuntário de se passar das cadeira de restaurante fino para a mendicidade à sua porta, pedindo a intervenção da Troika, na altura ainda designada simplesmente pela sigla de um dos demoníacos intervenientes, o FMI. O Expresso até fez chancela de capa com o célebre “O FMI já não vem”, linguagem de código que anunciava, a qualquer imbecil capaz de juntar ditongos, que o FMI vinha mesmo. O nome deste herói da revolução, que viria inadvertidamente a unir toda a esquerda sob a batuta do politicamente-pária Rui Tavares para o governo da Frente Popular que agora nos governa, é Teixeira dos Santos e, reza a história, foi responsável por um incidente tipicamente despesista do homem que curte bué de fotocópias, o tenebrosamente pateta provido de tese não passível de ser encontrada nos arquivos da famigerada Sciences Po, José Sócrates; o Formentera, designação para amigos, que, num acesso de raiva, terá atirado o telefone com tanta força contra a parede, parece que só com a intervenção de espadaúdo quiroprático moçambicano terá conseguido reduzir a dor do impacto da inserção umeral do manguito contra a borda do acrómio.

Ontem, noticiava-se que o mui urgente orçamento de que estávamos privados unicamente pelo revanchismo tácito de Cavaco Silva, seria, muito provavelmente, apenas apresentado em Março, quando a excepcional urgência fosse devidamente avalizada num imediato de um Presidente sem marquises. Hoje, noticia-se que Centeno afirma que “vai ser apresentado o mais depressa possível”. Aparentemente, diz o novo homem da mala, “não é desejável que o país esteja num prolongado período sem um dos mais importantes instrumentos de governação”.

Dou 6 pontos pelo esforço, mas saliento, sobretudo, a imensa dificuldade que é demonstrar que o governo Sócrates III é, efectivamente, mais original que o Sócrates II que o precedeu, descontando o período de vil opressão neoliberal do governo ilegítimo anterior.

Faz agora o que quiseres mas depois não te queixes

29 Novembro, 2015

Antes que a conversa azede vamos já combinar uma coisa: faz agora o que quiseres mas depois não te queixes. E sobretudo não culpes os outros. Sim. Não te faças desentendido. Quem? Tu, o gajo porreiro da esquerda…

Quando a “Morte aos traidores!” não era uma metáfora

28 Novembro, 2015

O que levou o MRPP a usar a tortura durante o PREC? – este é o tema do Especial que hoje publico no Observador.

Durante a última campanha eleitoral a expressão “Morte aos traidores” presente nos cartazes do MRPP chocou alguns ouvidos. Inquirida, a Comissão Nacional de Eleições tranquilizou o país: tratava-se de uma metáfora.

Mas em 1975 o MRPP levava a sério o mote de “Morte aos traidores!”:  militares como Marcelino da Mata e civis entre os quais um juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo foram torturados pelo MRPP  dentro do quartel do RAL1. Houve também casos de detenção e tortura em cárcere privado. O que levou o MRPP a tais extremos? A luta interna entre a linha vermelha e a linha negra. Estaria ou não a linha vermelha feita com os  fascistas? A tortura foi o método utilizado para obter uma resposta.

 

 

Felizes ficam os donos dos colégios

28 Novembro, 2015

que sabem que a cada alteração destas aumenta o número daqueles que trocam o público pelo privado. A começar pela gauche caviar cujos filhos coitadinhos nunca têm pais com horários que lhes permitam frequentar o ensino público

Catarina Martins, sobre o fim dos exames: Este ano não veremos as crianças de 9 anos a entrar assustadas para exames de que não precisam. Que a escola seja um pouco mais feliz.

 

 

 

Os outros andam nas compras. Já acabou a fome, voltaram os sorrisos…

28 Novembro, 2015

Concentração da CGTP junta dezenas de pessoas em Lisboa

Já devia estar combinado, antes do fim da austeridade

28 Novembro, 2015

CGTP-manif-20151128

Fim da prova de professores

28 Novembro, 2015

Com o fim da prova dos professores todos os que reprovaram na prova anterior poderão dar aulas nos próximos anos.

ERC recebeu 175 queixas sobre o Correio da Manhã

28 Novembro, 2015

RÁDIO RENASCENÇA: Amblíope, cigano e negra. “O que interessa é a competência profissional”

CORREIO DA MANHÃ: Costa chama cega e cigano para o Governo

DIÁRIO DE NOTÍCIAS: Ana Sofia Antunes, a primeira governante cega em Portugal

EXPRESSO: Ana Sofia Antunes, a primeira secretária de Estado cega

TVI: Primeira mulher cega chega a secretária de Estado

EXPRESSO: O secretário de Estado cigano de pai

Isto já se aguenta

28 Novembro, 2015

O governo dura apenas há um dia e meio e já se conseguem observar melhorias muito significativas nas mais diversas áreas da vida em comunidade. Algumas são tão notórias que prometo não se repetirem enquanto o governo for bom, não radical, pensar primeiro nas pessoas e não as tratar como números. Um governo não subserviente aos mercados, não capacho da Merkel, sem radicalismos ideológicos e de centro-esquerda-democrática, a que não pertence à mais ignorante extrema-direita-radical-xeno-racista consegue, em 36 horas, que:

directório

27 Novembro, 2015
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Quem tivesse ilusões sobre a verdadeira natureza do governo que ontem entrou em funções deve tê-las perdido já hoje, com os adiamentos de votações da Assembleia da República para negociações entre PS, PC e Bloco. Efectivamente, este governo só formalmente é um governo do PS. Na prática, trata-se de um governo de directório de António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, por importância crescente