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Não, não foi o sistema, o ministro ou o Darth Vader, foram pessoas

28 Dezembro, 2015

O SNS pode ter falta de médicos. O SNS pode ter carências de organização, pode originar horários esquisitos ou pode nem permitir uma formação adequada a internos em lufa-lufa de preenchimento de equipas de urgência. O SNS pode ter médicos a mais. O SNS pode ter médicos a menos. O SNS pode ser estar subdimensionado, pode estar sobredimensionado, pode ter péssimos profissionais, pode ter excelentes profissionais, pode resolver problemas de forma extremamente eficaz como também pode criar problemas onde eles não existem. Nada disso está em discussão e trazer questões salariais para um problema organizacional é, nesta altura, um atentado à família que perdeu um ente querido, para não falar do próprio, que pagou com a vida as discussões oportunistas subsequentes. O rapaz de 29 anos morreu na urgência do S. José porque foi transferido para um hospital que não providenciou a assistência que necessitava. Daí decorrem duas possibilidades:

  • O chefe da equipa de urgência aceitou a transferência após consultar com o director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto), que assentiu a transferência, tornando o neurocirurgião no agente responsável pela não assistência ao doente;
  • O chefe da equipa de urgência aceitou a transferência sem consultar com o director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto), tornando-o no responsável pela não assistência ao doente.

De recordar que a subsequente transferência do doente para instituição que pudesse receber, após o erro de terem aceite a transferência, seria sempre solução – que optaram por não tomar – com probabilidade de sucesso igual ou superior à de o deixarem a morrer à espera de segunda-feira. O terceiro caso possível, o de o doente ter lá ido parar sem passar pelas decisões do chefe da equipa de urgência e do director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto) seria resolvido prontamente transferindo o doente para unidade hospitalar pronta para o receber.

Tudo o resto são cantigas de quem tem lata suficiente para ocultar uma péssima decisão com consequências catastróficas para o doente sob uma capa de palermice que só tem cabimento num país capaz de encontrar em António Costa um primeiro-ministro.

Confissão de um filho de ferroviário com mais de 40 anos

28 Dezembro, 2015

Como filho de um ferroviário, tive, durante os anos 80 e início dos 90, as seguintes benesses:

  • Desconto de 75% do preço de qualquer bilhete em Portugal;
  • 4000 km anuais a serem usados em fracções de 50 km em 1ª classe;
  • Cartão com desconto de 50% em qualquer bilhete regular nas redes europeias;
  • 4 vouchers anuais por rede estrangeira, permitindo, cada um, viagens com qualquer destino por 24 horas (classe económica).

Em 1993, sem qualquer custo de viagem, passei o mês de Julho numa viagem que partiu do Porto e passou por Paris, Bruxelas, Amsterdão, Luxemburgo, Colónia e Copenhaga. Também tinha vouchers para a British Railways e Schweizerische Bundesbahnen que acabei por não usar.

São José

27 Dezembro, 2015

Tema do meu artigo de hoje no Observador: Porque não havia equipa de neurocirurgia em São José? Porque são interrompidos tratamentos rigorosos nos feriados? Porque o SNS se organizou em função não dos doentes mas sim das corporações do sector

Também sobre esrte caso no Observador escreveu Luis Carvalho Rodrigues: S. José ou a irresponsabilidade

O Natal nas cadeias

27 Dezembro, 2015

Francisca Van Dunen foi passar o Natal à cadeia de Tires onde falou das más condições dos presos e da necessidade de as melhorar. Mas se as condições nas cadeias são assim tão más não fará mais sentido encurtar as penas em vez de melhorar as condições da cadeia (coisa que poderá vir a acontecer ou não)? Por outro lado, é bonito que a Ministra  passe a noite na cadeia, mas não seria mais lógico deixar mais presos ir passar o Natal a casa?

Lembrei-me disto a propósito do barão da droga que foi preso na noite de Natal. Uns jantam com a ministra, outros vão no Natal a casa e outros ficam com a noite de Natal estragada. Como se escolhe uns e outros é mais ou menos arbitrário. Para uns caridade cristã e benevolência natalícia, para outros a prisão preventiva.

E o alegado?

27 Dezembro, 2015

“Barão da droga” do Porto fica em prisão preventiva

Se ele tivesse colocado uma bomba era um alegado terrorista. Isto agora no pós-atentados em Paris do senhor Hollande. Antes seria combatente, activista, alegado bombista, insurgente e combatente pela liberdade.

E fica em preventiva para quê? Para se investigar? A isto junta-se o julgamento na praça pública. Este homem Vítor de seu nome está condenado antes de ser julgado.

Por fim ninguém protesta por tendo sido o “Barão da droga” detido na noite de Natal só agora ter sido ouvido?

 

 

 

O que aconteceu ao Banif?

26 Dezembro, 2015

Porque é que um banco com rácio de capital de 8,5% e com captais próprios de cerca de 600 milhões de euros necessita de um processo de resolução com perdas da ordem dos 2 a 3 mil milhões de euros?

Há duas respostas possíveis:

  1. Não há de facto uma perda de 2 a 3 mil milhões de euros porque esse valor pode ser recuperado através da venda dos activos que passam para o fundo de resolução.
  2. A perda existe de facto porque as contas do banco empolavam o valor dos activos, e isso tem vindo a acontecer desde 2012.

 

Der gefallene Engel

23 Dezembro, 2015

Hoje, António Costa devia ter ido à vidinha; após o golpe palaciano de fingir ter um governo com apoio parlamentar de esquerda, coisa que comprovadamente não tem, devia meter a viola no saco e resumir-se à insignificância que os eleitores lhe atribuíram. Pode ser uma brilhante estratégia a médio/longo prazo, mas não quero saber: governar esperando – e, tristemente, tendo – o apoio de uma direita vilipendiada por 4 anos, a arcar com as culpas de tudo, desde a morte do jovem na urgência do São José à prisão de um homem que, aos 58 anos, ainda depende da mamã e “de um amigo” para financiar as férias em Paris enquanto um totó lhe escreve a borrada inconsequentemente fútil a que chamou livro, é legitimar a afirmação, que volto a sublinhar, de o governo socialista ser ilegítimo. É um governo que governa contra si próprio com apoio da oposição. Podíamos descer mais baixo? Talvez possamos, mas não com o meu voto.

Bancos são fixes, os governos é que não são

23 Dezembro, 2015

Uma vantagem de não ser economista é não criar expectativas sobre a função que os bancos devem desempenhar. Para mim – e para a grande maioria das pessoas – um banco é uma instituição que serve o propósito de armazenar com relativa segurança – mas maior que o colchão – as minhas poupanças, com um custo pelo serviço na forma de comissões. Sei que os bancos não podem, simplesmente, ser meros detentores de passivos deste tipo: precisam de activos em forma de crédito concedido. Mais uma vez, a minha visão simplista diz-me que o banco assume um risco calculado quando me empresta dinheiro: no meu caso pessoal, não me emprestaram pouco, emprestaram perto de 140 meses dos rendimentos do agregado após a colecta de impostos, ou seja, 10 anos dos rendimentos da família sem despesas como alimentação e vestuário. Vivo bem com isto: compenso o risco que os bancos assumiram em juros pagos mensalmente e de uma forma decrescente – primeiro pago o risco, só depois começo a pagar o que devo. Todas as partes envolvidas nesse contrato estão de acordo, respeite-se.

Daí que discorde deste artigo do Luís Aguiar-Conraria que diz, logo à cabeça, que “a principal actividade dos bancos é emprestar dinheiro, transformando passivos líquidos (depósitos bancários) em activos ilíquidos (empréstimos)”. A minha discordância vem do significado de dinheiro. Sendo o dinheiro um instrumento político que, a bel-prazer de governantes, tem valor que depende não só do mercado em que se insere mas também da vontade de um conjunto restrito de homens falíveis, a principal actividade dos bancos para os seus clientes passa a ser garantir que os passivos líquidos sejam preservados da melhor maneira possível em dissonância com a vontade governativa de os desvalorizar ao longo do tempo. Daí que um banco comercial, seja ele qual for, tem o seu objectivo minado à partida quando se insere num âmbito político que consiste na necessidade de financiar a loucura dos falíveis que, por doença ou mera vontade de aclamação pela plebe, rebentam com o mercado livre do país extravasando, em muito, aquilo que se pode considerar a gestão da causa pública.

Banca: falência versus resolução

23 Dezembro, 2015

Há quem defenda que não deve ser aplicado aos bancos um processo de resolução mas que estes devem falir como qualquer empresa.

Um processo de falência de uma empresa não é assim tão diferente do processo de resolução bancaria aplicado ao BES (ou mesmo o Banif). Num processo de falência determinados credores têm prioridade sobre outros (por exemplo, trabalhadores têm direitos específicos que lhes dão prioridade sobre alguém que emprestou dinheiro à empresa). Num processo de falência os accionistas da empresa perdem tudo. Num processo de resolução bancária ocorrem coisas semelhantes. Os depositantes têm prioridade sobre os restantes credores. Os accionistas perdem tudo, ou pelo menos as perdas para os restantes stakeholders só podem ocorrer depois de os accionistas perderem tudo. Numa falência de empresa, tal como no processo de resolução de um banco, considera-se que os accionistas não são donos dos activos mas sim do saldo entre activos e obrigações da empresa, e em caso de falência este saldo é negativo. Logo, os accionistas não têm nada a receber e podem ser afastados do processo.

Um banco é uma empresa que reúne 4 características que obrigam a que a sua falência seja tratada de forma especial:

  1. Os activos e os passívos são aproximadamente da mesma ordem de grandeza, sendo o activo cerca de 10% superior ao passivo.
  2. Os passivos implicam obrigações de curto prazo (essencialmente depósitos e obrigações).
  3. Os activos são ilíquidos (o que implica que os depósitos não podem ser satisfeitos de imediato todos em simultâneo).
  4. Existe uma certeza sobre o valor dos passivos mas uma incerteza elevada sobre o valor dos activos (sujeitos ao ciclo económico) que torna  margem de 10% perigosa.

Não é possível pagar depósitos simplesmente fechando o banco e distribuindo o dinheiro que lá está. Seria necessário liquidar activos  (que são sobretudo empréstimos de longo prazo aos clientes) no curto prazo para pagar de imediato aos depositantes, num momento em que a margem de 10% evaporou. Como isto é impossível, é essencial que o banco continue a funcionar normalmente. Para isso é necessário que o banco seja recapitalizado restabelecendo os rácios mínimos de capital. É na forma como essa recapitalização deve ser feita (com o dinheiro de quem?) que se deve centrar a discussão e não se se deve fazer. Um sistema bancário funcional tem que ter um mecanismo de resolução bancária que assegure a continuidade da actividade após uma falência e esse mecanismo deve ser um custo da actividade bancária (como um seguro).

A violação sem surpresa

22 Dezembro, 2015

Quando vi a fotografia de Augusto Santos Silva e a legenda “ministro viola”, ainda tive esperança que se tratasse de algo que não esperaríamos que violasse, como uma broa, ou um relógio de cuco; mas não, infelizmente, não se tratou de algo inesperado e sim da violação da lei, para não-surpresa de toda a gente.

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Quando nos capacitaremos de que isto só é notícia se o violador de algo for um indivíduo da reles direita?

a diferença

22 Dezembro, 2015
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Por que é que a Alemanha é um país mais evoluído e próspero do que Portugal e a Espanha?

Certamente que haverá vários motivos. Mas, entre eles, a estabilidade governativa, garantida pelo artigo 67º (moção de censura construtiva) da Constituição Federal, será dos mais importantes.

E, quando não é possível recorrer a esse expediente, como sucedeu no decurso das últimas eleições legislativas, os alemães têm juízinho e sentido de responsabilidade, de tal modo que os dois rivais históricos da política alemã – CDU/CSU e SPD – fizeram uma coligação e estão juntos no governo do país.

Por cá e, ao que parece, pela nossa vizinha Espanha, os responsáveis socialistas abrem as portas do governo aos partidos da extrema-esquerda.

Com os inevitáveis resultados que começam a saltar à vista e que só poderão piorar no futuro próximo.

É tudo tão lindo!

21 Dezembro, 2015

Este editorial do Público, assinado pelo doutor “Direcção Editorial”, um corajoso jornalista capaz de meter o dedo na ferida – em concreto na ferida que consiste em manter o jornal Público em funcionamento chamando-lhe, insultuosamente, de “jornal” -, é uma obra de arte à estupidez humana decorrente de quase um mês de governo Costa. Tenho esperança, lá para o Carnaval, que o português que ainda considera o Público um jornal esteja tão habituado à maravilha da governação “a TAP é nossa, que palavra dada é palavra honrada” que acabe mesmo por acreditar e enaltecer as paspalhices plantadas nos jornais-amigos pela manada com o objectivo de tornar Portugal no oásis venezuelano da Europa.

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“Ei, pá, se não colectarmos já ao ’tuga que trabalha 2250000000 moedinhas, depois vai ser muito mais” é a narrativa dos arrumadores actualmente no governo. Como o PCP e o Bloco engolem a pílula, não faço ideia. O Bloco é fácil, admito: basta terem prometido um sarau cultural em Lisboa com um pintor transsexual que rola nu numa tela impregnada de guache com um pincel agrafado ao escroto. O PCP é que não percebo. Mas, enfim, é como as coisas são: ao menos a TAP será nossa e o Vasconcelos poderá voltar a filmar a Soraia Chaves, que é o que a gente precisa, desde que lhe pague a ousadia, claro está.

onde anda o apv?

21 Dezembro, 2015
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O governo de António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa prepara-se para vender o BANIF por uns míseros 150 milhões de euros aos espanhóis do Santander e obrigar os contribuintes portugueses a suportarem os prejuízos do banco em 1,7 mil milhões de euros, que acrescem aos 700 milhões que o estado já lá tinha enfiado. Ou seja, o banco custará 2,25 milhões aos contribuintes e será vendido apenas por 150 milhões aos espanhóis do Santander. Um belo negócio!

Ora, aceitando-se, até, que os contribuintes tenham que pagar o pato – no fim de contas é para isso que servimos -, não se entende por que motivo não há-de o dito pato continuar no sector público do estado, e passar a ser gerido por gestores públicos virtuosos nomeados pelos Dr. Costa e Dr. Galamba, que certamente encontrariam nas fileiras da JS gente competentíssima para tratar do assunto. No fim de contas, não é isto mesmo que Costa quer impor na TAP? Receber dinheiro fresco dos novos accionistas, mas deixar a maioria do capital social e as correspondentes resposabilidades de gestão nas mãos do estado? Afinal, por onde anda o António-Pedro Vasconcelos quando mais precisamos dele? A filmar as curvas da Soraia?

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dos outros

21 Dezembro, 2015
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Passos Coelho procurou colmatar os prejuízos do BES, por um lado, remetendo-os para os seus accionistas e, por outro, tentando vender o que restava. Quando percebeu que as propostas de venda que tinha em cima da mesa não davam para o que precisava, adiou-a à espera de melhores dias. Fê-lo em plena campanha eleitoral (tótó!…), sob a acusação de que falhara a operação de saneamento do banco e que os contribuintes iriam ser chamados a responsabilizarem-se por boa parte da mesma.

Agora admiremos o novo e expedito método de resolução de falências bancárias introduzido pelo governo Costa, Bloco e PCP: vende-se o BANIF à primeira proposta disposta a passar um cheque e avisa-se logo os contribuintes que vão ter de entrar com o resto, que é, aliás, muito. Costa é um homem expedito, que não gosta de perder tempo. Até porque tempo é dinheiro. Dos outros.

o mundo ao contrário

21 Dezembro, 2015
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Passos Coelho, chefe do governo de direita mais conservador e amigo do grande capital de que há memória, entregou os prejuízos do BES aos seus accionistas, ou seja, àqueles que tinham a responsabilidade de garantir que o banco tivesse lucros. Já Costa, Jerónimo e Catarina, que chefiam o governo de esquerda mais amigo do povo desde o de Vasco Gonçalves, preparam-se para salvar os accionistas do BANIF com o dinheiro de quem nada tinha a ver com o banco, isto é, os contribuintes. O mundo está muito estranho.

outro governo é preciso

21 Dezembro, 2015
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Precisamos de um governo patriótico e de esquerda. Já não há pachorra para governos da direita que acabam sempre a proteger os interesses da banca e dos banqueiros com o dinheiro do povo! Só um governo de maioria absoluta do PCTP/MRPP, facção Arnaldo Matos, nos poderá salvar das garras do grande capital financeiro. O PC e o Bloco já se venderam. Não lhes bastava terem-se ido enfiar debaixo da sotaina dos padres.

linhas tortas

20 Dezembro, 2015
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Bloco de Esquerda e Partido Comunista recuperam os feriados do Corpo de Deus (26 de maio) e do Dia de Todos os Santos (1 de novembro). Os tais feriados religiosos a que a direira reaccionária e ultramontana tinha posto termo. Estranhos são os caminhos do Senhor, que cada vez mais escreve direito por linhas tortíssimas. A Opus Dei agradece.

O tempo dos pós-socráticos

20 Dezembro, 2015

Os pós-socráticos estiveram no poder com Sócrates e com ele perceberam como a esquerda democrática, esgotado o modelo do socialismo por falta de dinheiro para distribuir, ficou disponível para apoiar mais caudilhos do que líderes porque os primeiros ao contrário dos segundos lhes reforçam a ilusão de que o mundo gira consoante a sua vontade. Mas a maior dívida de gratidão dos pós-socráticos para com Sócrates nasce do facto de Sócrates e as suas estapafúrdias circunstâncias de vida terem poupado o PS e os dirigentes socialistas que o rodeavam a serem confrontados com o balanço da sua governação.
Ao reduzir-se o balanço dos anos de Sócrates à frente do PS ao anedótico dos envelopes com garrafas e à estrambólica megalomania que caracterizava o antigo primeiro-ministro, eximiu-se o PS de prestar contas pelo desastre a que não só por sua responsabilidade mas em grande parte por ela o país chegou em 2011.

E o leite gordo que mal fez ao Pai Natal?

20 Dezembro, 2015

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Por essas redes sociais fora salta-me este anúncio. Espero que para o ano o Leite Gordo não tenha sido saneado. Cada vez é mais difícil encontrá-lo. Na verdade para gordo falta-lhe muito. Mas algo me diz que está a caminho da extinção.

A Universidade de Salzburgo não aprendeu nada com o passado

20 Dezembro, 2015

A Universidade de Salzburgo, na Áustria, retirou postumamente o título de doutor honoris causa ao etólogo austríaco Konrad Lorenz – galardoado com o Prémio Nobel da Medicina de 1973 pelos seus trabalhos sobre comportamento –, devido ao seu passado nazi.

Zoólogo mundialmente conhecido pelas suas investigações em etologia, ciência comparada do comportamento animal e humano, Konrad Lorenz (1903-1989) destacou-se na década de 1930 pela sua vontade em “difundir a ideologia nazi”, considerou esta quinta-feira a Universidade de Salzburgo, que tinha atribuído o doutoramento honoris causa ao investigador em 1983.

No seu pedido de adesão ao partido nacional-socialista (nazista), formulado menos de quatro meses depois da anexação da Áustria pela Alemanha em 1938, e que foi analisado pela Universidade de Salzburgo, Konrad Lorenz sublinhava ter posto “toda a [sua] vida científica (…) ao serviço do pensamento nacional-socialista”.

Konrad Lorenz partilhou o Nobel da Medicina de 1973 com o alemão Karl von Frisch e o britânico Nikolaas Tinbergen, pelas descobertas relativas a padrões de comportamento individuais e sociais. A perda do título de doutor honoris causa inscreve-se no reexame de todas as distinções atribuídas no passado pela Universidade de Salzburgo e em que vários dos distinguidos são suspeitos de envolvimento com o regime nazi.

 

Em algumas das nossas universidades o problema nem se coloca

19 Dezembro, 2015

Politically correct universities ‘are killing free speech’

Como é que nunca se lembraram disto antes?

19 Dezembro, 2015

Miss World bans bikini after fears it objectifies women for men’s pleasure

Até que podem ir de burka e fazer um exame em grego antigo, caligrafia chinesa e físca quântica.

 

Deixe lá, quando for presidente dos EUA vai fechá-la na hora

18 Dezembro, 2015

Barack Obama reafirma vontade de encerrar prisão de Guantanamo

Já é muito não perguntar

18 Dezembro, 2015

O Pedro Silva Pereira que a TVI convidou para comentar a entrevista de José Sócrates é este mesmo  Pedro Silva Pereira Milhões nas contas de Santos Silva pagavam casa a filho de Silva Pereira?

 

 

E no fim quem paga a birrinha do dr. António Costa que não gosta de ser contrariado?

18 Dezembro, 2015

António Costa: TAP volta para o Estado, com ou sem acordo

presentes de natal

16 Dezembro, 2015
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O CAMARADA MAU, MAU

o eterno homem providencial

16 Dezembro, 2015
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D. Sebastião

Sintomaticamente sentado numa cadeira que não poderia ter escolhido melhor, a de Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, Rui Rio profetizou que Passos Coelho terá extrema dificuldade em ganhar as próximas eleições legislativas. Porquê? Porque, segundo ele, o eleitorado tomará a decisão entre Costa e Passos, e só se o primeiro falhar escandalosamente é que preferirá o passado da austeridade que já conhece do governo da coligação PSD-CDS. Daqui podem retirar-se, pelo menos, três conclusões sobre o que pensa Rui Rio: primeira, que ele acha que Costa não vai falhar; segunda, que ele é um crítico severo do último governo do seu partido; terceira, que ele prefere o que António Costa se prepara para fazer no governo, do que aquilo que foi feito pelo governo do PSD.

Se isto for assim, sem dúvida que Rui Rio estará numa posição privilegiada para suceder a Passos e tomar conta do PSD. Isso mesmo lhe foi perguntado, com todas as letras, pelo moderador do programa, sem que ele tenha desmentido, pelo contrário, deixando claros indícios de que estará disponível para isso. No fim de contas, é sabido que Rio e Costa se entendem como Deus e os anjos, e que, para esta forma de ver o PSD, ser amigo do actual primeiro-ministro é um requisito que reforça a possibilidade de se alcançar a chefia do partido. De qualquer partido, diria mesmo. Está assim chegada a hora da verdade para Rui Rio: ou avança ou fica onde está. Como, de resto, nos últimos quinze anos sucedeu, pelo menos, três vezes. Sorte do PSD em ter um homem eternamente providencial, com o mérito de nunca se ter desgastado com a prova da responsabilidade de governar. Assim, até o D. Sebastião teria evitado Alcácer-Quibir.

Sócrates na TVI – a não análise

16 Dezembro, 2015

Imagino que a quase dúzia de leitores interessada em ler a minha opinião sobre a entrevista da TVI a Sócrates esteja à espera deste texto. Podem, inclusivamente, esperar um esforço com alguma piada, alguma ironia – talvez até sarcasmo -, como tentativa de descrever o comportamento do macabro indivíduo no descabido e desproporcionado frete que, por mais de duas horas horas em horário nobre, a TVI, qual estação venezuelana, concedeu à necessidade egocêntrica do indivíduo em pontificar o exibicionismo rústico que o caracteriza. Podem esperar até uma análise às incongruências, contradições, acusações, insinuações, justificações e invenções que Sócrates, no pedestal que imagina pisar, atirou a um passivo facilitador de propaganda pueril ao abrigo do politicamente correcto que suga o jornalismo de relevância. Porém, não vou fazer esse texto porque, o que eu quero mesmo, é que o Sócrates e a pastorícia que o enaltece se lixem; e digo “lixem” porque, se dissesse “fodam”, haveria o risco de, contrariando a evolução natural das espécies, acabarem por se reproduzir.

Hoje, na TVI

14 Dezembro, 2015

Será impossível não ir ver o acidente na TVI, hoje à noite.

Large Truck Crashed Into A Number Of Cars And 4 People Were Kill

Sócrates na TVI

 

o que é a frente nacional

13 Dezembro, 2015
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Henri-de-la-rochejacquelein-1Quem julga que a Frente Nacional é uma agremiação nazi ou fascista, preocupada com a progressão do sionismo no mundo, comete um grave erro de análise. É verdade que o velho – e entretanto expulso – Jean Marie Le Pen tinha frequentes ataques de saudosismo pré-45, mas ele não era mais do que a face visível de um partido de contestação, constituído por inúmeras tendências políticas, das quais a direita mais extrema é seguramente a menos importante.

Foi isto mesmo que representou a ascensão de Marine ao comando do partido, processo que quase unanimemente foi (mal) entendido como uma simples sucessão de lugares de pai para filha. A separação de águas que ela estabeleceu entre si e o seu progenitor traduziu a velha distinção que sempre existiu entre a França rural, reaccionária e conservadora, monarquista e religiosa, e a França urbana, revolucionária e jacobina, intrometida e totalitária, de quem o fascismo e o nacional-socialismo são parentes muito próximos, ao invés da primeira. Quem conhecer um pouco da história do país e das suas ideologias, certamente não procurará as origens e parentescos da Frente Nacional de Marine Le Pen no racismo hitleriano ou no modernismo revolucionário de Mussolini. Procurará na Vendeia, no Terror Branco ou na politique d’abord de Maurras. E é aqui que encontrará as suas raízes.

A Frente Nacional de Marine Le Pen, que hoje certamente dará um passo decisivo na sua lenta caminhada para o poder, é uma federação de movimentos e sentimentos reaccionários franceses. Ultimamente, de reacção contra a islamização das principais cidades francesas e a insegurança generalizada que daí resultou, e que foi consequência de um equívoco esquerdista que confunde cosmopolitismo e direitos humanos com laxismo, transigência e relativismo civilizacional e religioso. Em cima disto, um desprezo profundo pela classe política tradicional, à esquerda e à direita, que não conseguiu sair do politicamente correcto, nem impedir os massacres terroristas. O que daqui resultará está ainda por perceber.

 

A notícia que não houve

13 Dezembro, 2015

Tema do meu artigo de hoje no Observador: O que está a acontecer em Portugal é simplesmente a tomada do poder pelas corporações que vivem do Estado. Não acreditam? Então tentem descobrir por que foi desconvocada a greve do Metro de Lisboa. Terminado o PREC, houve que mandar os militares para os quartéis. Terminado este governo de António Costa não sei se haverá capacidade e líderes para enfrentarem as corporações que claramente estão a ganhar (ainda) mais terreno dentro do aparelho de Estado e na direcção dos partidos. A única certeza que tenho é que o factor continuará sempre a existir nos acordos do Metro de Lisboa.

A revolta no meio dos artistas urbanos do Porto segundo Rafi e o PÚBLICO

13 Dezembro, 2015

A propósito da morte dos três jovens no apaeadeiro de Águas Santas o PÚBLICO ouviu Rafi: Rafi, arquitecta, writer e proprietária de uma loja do Porto de material para graffiters , que explicou o silêncio em que se têm fechado os artistas urbanos do Porto com a “enorme revolta” que sentem. Em declarações ao PÚBLICO, Rafi defendeu que os funcionários da CP deviam receber formação para lidar com situações do género e que na segunda-feira deviam ter chamado a polícia

Cara dona  «Rafi, arquitecta, writer e proprietária de uma loja do Porto de material para graffiters» o que devem fazer os passageiros? Provavelmente  esperar sossegadamente que os jovens terminem o que o PÚBLICO designa como «aquele tipo de desafios promovidos por graffiters» no qual um dos jovens  tenta «barrar o fecho de uma das portas da composição O objectivo, estes casos, é impedir que o comboio se ponha em movimento, dando tempo aos restantes elementos do grupo para pintarem.»

Pois. Podia lá ser doutro modo. A dona «Rafi, arquitecta, writer e proprietária de uma loja do Porto de material para graffiters» por acaso sabe onde se vendem os produtos para eliminação dos graffitis das carruagens? é que no caso da CP estamos a falar de centenas de milhares de euros por ano.

 

Sobre rankings

13 Dezembro, 2015

A quem interessam os rankings das escolas?

  • Famílias;
  • Escolas boas como validação do trabalho feito;
  • Escolas más que querem melhorar;

A quem interessa que não se publiquem rankings das escolas?

  • Escolas más que não querem melhorar;
  • Ministérios que funcionam através do obscurecimento e supressão de informação;
  • Governos que conquistam votos através do atirar de dinheiro dos contribuintes para classes profissionais numerosas e que se queixam de que “esta não é a questão essencial” ou de problemas metodológicos irresolúveis;
  • Profissionais da revolução de sofá para que se assegure a fabricação de factos que servem de combustível para a indignação;
  • Todo e qualquer ser com mentalidade de funcionário.

plural

13 Dezembro, 2015
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Vivemos em sociedades plurais. Isso significa que não pensamos todos o mesmo sobre as mesmas coisas, embora aquilo que pensamos possa ser igualmente relevante para o destino de todos. Aceitando que, numa sociedade plural, todos temos direito à opinião, não poderemos contudo presumir que duas opiniões divergentes sobre a mesma coisa sejam igualmente verdadeiras e boas. Todavia, numa sociedade plural, a opinião que hoje prevalece e incide sobre as coisas comuns poderá ser integralmente diferente da que se segue algum tempo depois. Uma delas, pelo menos uma delas, estará seguramente errada. Embora ambas repercutam sobre cada um de nós. É isto. Boa noite e um bom domingo.

Sofistaria

12 Dezembro, 2015

Tomando em consideração que um esquerdista é um tipo cuja filosofia é a da ingratidão para com a realidade, único factor que lhe permite teorizar o desejo em virtude da disponibilidade providenciada por essa mesma realidade que despreza, há 3 pontos não mencionados no argumento progressista de que os rankings das escolas mostram, sobretudo, a realidade sócio-económica dos alunos:

  1. Se os alunos têm maus resultados porque são pobres, daí decorre que alunos ricos têm melhores resultados. Com esta premissa, a escola, nos moldes actuais, é, inevitavelmente, promotora de imobilidade social: ricos continuam ricos, como os pais; pobres continuam na cepa torta, a sina de família.
  2. Porém, em situação de perfeita igualdade, a mobilidade social é nula, dependendo apenas de factores externos ao ensino, como o enriquecimento da sociedade de forma global.
  3. Dos pontos anteriores pode concluir-se que maus alunos em más escolas e bons alunos em boas escolas é a situação ideal para que a mobilidade social seja reduzida, portanto, aproximando a sociedade à igualdade almejada.

Vai-se a ver, talvez não seja um grande argumento.

O problema não está na recusa. Está na obrigação que vem atrás

12 Dezembro, 2015

O Correio da Manhã volta à questão que tratei na crónica do Observador da passada semana: O guia para “Acolhimento de refugiados” agora editado pela a Direcção-Geral da Saúde que entre outras coisas prevê a organização dos serviços de saúde em função de questões religiosas.

Escreve o CM. Refugiadas podem recusar médico homem. E logo o fantástico bastonário da Ordem dos Médicos diz que siom, que lhe parece normal: “Os profissionais de saúde estão sensibilizados para as questões do doente. Tem de se respeitar as idiossincrasias dos utentes. Existe um livrinho sobre as especificidades de cada religião.”

Esquece o idiossincrático bastonário que não é uma questão de especificidades ou idiossincrasias. Ou até do direito à recusa d eum tratamento. As Testemunhas de Jeová recusam as transfusões de sangue e estão no seu direito. Mas não obrigam os serviços de saúde a criar espaços sem sacos de plasma nem transfusões de sangue de modo a que elas não estejam rodeadas de pecado.

A questão que as mulheres muçulmanas ou os seus maridos por elas estão a levantar por essa Europa fora é outra: é simplesmente obrigar os hospitais a criarem serviços diferenciados para as atender.

E essa imposição é a todos os títulos inaceitável.

Cultura nacional reprodutiva, edição 2015

12 Dezembro, 2015

Em 2015, e até agora, o filme português mais visto foi “O Pátio das Cantigas” de Leonel Vieira. Com 606.316 espectadores, obteve uma receita bruta 3,1 milhões de euros. A média de espectadores por sessão foi 40,84, o que originou uma receita bruta média de 208,58€ por sessão.

Outros não tiveram tamanha sorte. “Crime”, de Rui Filipe Torres, conseguiu ser visto, no total, por 48 pessoas distribuídas por 13 sessões, com uma média de espectadores por sessão de 3,69 (mais 27% se contarmos com o projeccionista). A receita bruta por projecção foi 21,38€, o que permitiu obter uma receita bruta total de 278€, o que permitiria ao produtor encomendar 21 pizzas média da Pizza Hut, caso fosse um valor líquido, o que não é, lamentavelmente.

“Alda e Maria – Por aqui tudo bem”, de Pocas Pascoal, conseguiu atingir a receita bruta total de 709,9€ nas 14 sessões que levaram 136 pessoas ao cinema. Foi um bocadinho melhor, já se deve enquadrar no âmbito de investimento reprodutivo de multiplicador cainesiano abismal na cultura.

“A Uma Hora Incerta”, de Carlos Saboga, com 269 exibições, conseguiu levar 2003 espectadores ao cinema, originando uma sala, em média, com 7,45 pessoas ou, visto por outro prisma, dois casais e uma ménage à trois com o bebé a dormir no carrinho. Com 269 exibições, o filme obteve a receita bruta total de 7263,29€ ou 27€ por sessão.

Mais cultura pode ser encontrada nos Rankings 2015 do ICA [ficheiro Excel].

nem ele

11 Dezembro, 2015
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Marcelo-Rebelo-SousaAs próximas eleições presidenciais acontecem num momento particular da vida política do país, que dará mais protagonismo ao Presidente da República do que o que tiveram os seus mais próximos antecessores, devido à fragmentação do eleitorado e à dificuldade da obtenção de maiorias absolutas no parlamento. Por outro lado, nunca o putativo futuro presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, de acordo com a unanimidade das sondagens, constituiu um enigma tão denso para todos os actores políticos. Marcelo será verdadeiramente independente no exercício do seu mandato, privilegiará os partidos da sua área política ou, pelo contrário, os partidos à sua esquerda, para demonstrar isenção e conseguir ganhar a reeleição sem dificuldades? Estimará mais Passos, Costa ou nenhum dos dois? E será que vai ser um presidente interveniente ou distanciado do jogo político? Quererá influenciar ou participar? Enfim, dúvidas mais do que pertinentes sobre aquele que será, muito provavelmente, o próximo Presidente da República, às quais ninguém consegue ainda responder. Provavelmente, nem ele.

Entregues à bicharada

11 Dezembro, 2015

Como sabe o Público e o governo que “aumento do salário mínimo não custará mais de 0,16% às empresas”? Sabem porque leram o Barómetro das Crises de Carvalho da Silva integrado no CES de Boaventura Sousa Santos. Qual os pressupostos da análise? Estes:

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Coisas que até estão relacionadas

11 Dezembro, 2015

Jornal “Público” abre programa de rescisões com trabalhadores

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A manchete do Público de hoje é baseada num estudo manhoso liderado pelo Carvalho da Silva, que após anos de luta sindical virou académico.

O Público, dito jornal de referência, engole. Deixei de ler há alguns anos porque não gosto de ser manipulado e tratado como idiota.

Rescisões no Público? São só 0.001% dos trabalhadores portugueses.

Estas coisas estão todas relacionadas. O Carvalho da Silva e o Público contribuíram para a degradação do debate público e do mercado laboral promovendo ideias erradas e destrutivas. Agora colhem os dividendos.