Os impassíveis não fazem puzzles
As duras revelações prometidas do doutor Costa
Via Costa, ExEx-Futuro PM
https://twitter.com/FuturoPMCosta/status/655836187224121344uma dúvida
Depois do Dr. Costa falhar a miraculosa coligação de extrema-esquerda (a tal que estava a correr tão bem), que pretexto lhe vai sobrar para continuar agarrado à liderança do PS?
um homem cheio de qualidades
Espetou uma faca nas costas de António José Seguro, com quem tinha feito um solene acordo de colaboração leal uns meses antes.
Deslumbrado consigo próprio, anunciou ao mundo que daria grandes vitórias ao partido, prometendo a maioria absoluta como se o mundo se esgotasse na sua cativante pessoa.
Tomou conta do PS como se fosse casa própria e, tratando os seus camaradas como lacaios, impôs-lhes um candidato presidencial estranho ao partido, sem consultar os órgãos competentes.
Muito a contragosto, tarde e a más horas, foi visitar José Sócrates, de quem fora número dois e braço direito no governo, e, quando lhe perguntaram se voltaria a visitá-lo, respondeu, contrariado, que não tinha planos para isso.
Incomodado com os jornalistas que o criticavam, enviou mensagens para os atemorizar e coagir.
Perante a candidatura presidencial, que tudo fez para abortar, de uma camarada sua, vitimizou-se, deixando insinuações de deslealdade e traição para justificar o mais do que previsível desastre do seu candidato.
Em campanha eleitoral, sob reserva mental, não se comprometeu com nada, limitando-se a dizer generalidades quanto ao futuro.
Perdeu as eleições que prometera ganhar por muitos votos e não por «poucochinho», como o seu antecessor, mas não se demitiu.
Na noite da derrota anunciou que não criaria «maiorias negativas» contra o futuro governo. Poucos dias depois estava a negociar com o Partido Comunista e o Bloco para impedir a formação de um governo de direita e se fazer primeiro-ministro.
Para atingir os seus objectivos pessoais, prestou-se a fazer uma rábula de supostas negociações bem sucedidas com os partidos de estrema-esquerda, sendo que, até agora, nada disse aos portugueses sobre o teor das negociações.
Alucinado com a situação que ele mesmo criou, anda pelo mundo a dizer disparates sobre as manobras rasteiras que tem feito, comparando-as, ridiculamente, a uma continuação da «queda do muro de Berlim».
Perante as críticas dos seus camaradas à estratégia suicida que tem seguido, deprecia-os e diminui-os, alegando que eles não sabem do que estão a falar.
Desesperado com a possibilidade de não chegar a primeiro-ministro, denigre o seu país afirmando que existem coisas «muito graves» que os portugueses desconhecem, mas que se recusa a elucidar.
Enfim, um homem cheio de qualidades.
A entrevista da desobstrução
Eu disse que o artista popular mais activo nos últimos tempos iria despejar gasolina sobre si próprio. Não só o fez, regando-se com uma intensidade teatral digna da criança que experimenta os primeiros resultados positivos nas sessões de terapia da fala, ainda nos presenteou, enquanto esperávamos pela novela, com o inesperado bónus de uma colonoscopia cerebral em directo, onde pudemos observar as muito severas – mas genericamente desprovidas de factos – acusações sobre a desgraça escondida dos outros. Há uma desgraça escondida nas contas, que Costa já as cheirou, apesar de não conseguir concretizar, já que não quer sobressaltar ninguém, de tão bom que ele é, poupando-nos o sofrimento de discutirmos específicos quando os genéricos fazem bem o papel para o qual foram concebidos.
O problema é que, afinal, as contas mitradas que o governo, de forma vil, andou a adulterar, têm um impacto tão pouco gravoso que é na mesma possível aplicar o programa Centeno, aumentar o salário mínimo, repor as pensões, reduzir horário de trabalho semanal, acabar com a precariedade, acabar com a austeridade e aumentar o número de feriados, entre outras medidas também sem qualquer impacto orçamental.
Após ter sido espremido para o papel de secundário, com prolongamento apenas por cabo, pela magnitude hiperbólica da libertação do deus-sol, o doutor Costa conseguiu sacar de uma só vez o pólipo intestinal que faltava, fazendo brotar a acumulação semanal de material eleitoral como se estivesse a fazer campanha pelo Livre ou outra das agremiações que fazem todo o sentido se sob o efeito de LSD. A grande conclusão da grande entrevista é esta: o governo, mesmo adulterando contas, deixa isto de tal maneira que não só a austeridade acaba como podemos ter como primeiro-ministro um perfeito imbecil sem consequências financeiras relevantes. E isso é muito bom.
Pode haver animação clássica
António Costa estará hoje no jornal da TVI na qualidade de desesperado por se manter na liderança do partido que perdeu as eleições, as mesmas que tinha vencido apoteoticamente na sua própria cabeça há mais de um ano. O que vai dizer? Que só não será primeiro-ministro se for impedido de o ser por coisas fássistas como o bom senso.
Pessoalmente estou muito interessado na entrevista porque, a julgar pelos últimos dias, a hipótese de se regar com gasolina e ameaçar acender o fósforo se não o empossarem primeiro-ministro é muito elevada. E ainda junta esta magnifica colcha se o nomearem na próxima hora.
Das cabriolas
Isto é simplesmente maravilhoso! Queremos um comunicado por dia! Camarada Arnaldo, que não te falte a verbe e a força.
Política de esquerda esta? Isto não é política de esquerda. Isto é tudo um putedo!
(via Tiago Dias)
“Acho que a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa se fosse num país a sério seria condenável por ter analisado e discutido na TVI durante anos. Acho que não havia uma pessoa na TVI que não sabia que ele se ia candidatar”, afirmou Pacheco Pereira no programa Quadratura do Círculo, na SIC Notícias.
Bem fez o António Costa que analisou e discutiu na SIC Notícias. O que faz toda a diferença. Aliás António Costa já estava a disputar o lugar a Seguro e continuava na Quadratura. Mas era por ser na SIC e com o Pacheco Pereira. Temos de perceber que uma coisa é fazer comentário em Carnaxide, na SIC, e outra coisa é ir a Queluz à TVI.
Obs. O historiador defendeu que Marcelo tem uma “mancha ética” na sua candidatura, tendo sido uma das pessoas que mais influenciou a comunicação social. Deve ser para não ficar com uma mancha ética que Pacheco Pereira tem dois programas na SIC, uma página de opinião na Sábado e outra no PÚBLICO
Não se apoquente. Ainda vai a tempo de dar parte da sua reforma de Dezembro como contributo do Dia de Trabalho para a Nação
“Prescindam de parte das vossas ideias, dos vossos interesses, dos vossos projectos! Sejam capazes de abdicar de algo, para irem ao encontro dos outros e, em conjunto, encontrarem uma solução alternativa estável às que já demostraram não servirem para o bem dos portugueses” — Vasco Lourenço. Outubro de 2015
A líder da coligação de esquerda
Catarina Martins anunciou que o PS aceitou as condições do BE: “O PS mostrou disponibilidade para aceitar as condições do Bloco de Esquerda“,
Ao que o PS chegou!
Expectativas de António Costa
Primeiro ia ganhar com maioria absoluta.
Depois ia ganhar à PáF.
A seguir passou a empate técnico com tudo em aberto.
Como não dava para ganhar à PáF passou a querer ter um grupo parlamentar maior que o PSD. PS seria o partido mais votado.
Em alternativa sonhou com BE + PS > PSD + CDS
Como afinal não tem um grupo parlamentar maior que o PSD nem conseguiu junto com o BE ter mais deputados que a PáF passou a defender uma coligação de esquerda PS+CDU+BE
Como isto é inviável, agora só sonha com um governo minoritário do PS com apoio de CDU e BE.
A esperança parece ser Cavaco dar-lhe o cargo de PM sem que ele tenha que derrubar o governo da PáF no Parlamento.
Ou desmancha ou tem que casar

Nem tudo tem que acabar mal. Pronto, houve sexo desprotegido pré-nupcial entre socialistas e comunistas, temos que aceitar: a excitação era tanta que o doutor Costa já estava pronto para derrubar muros em Berlim, declaração que pretendia mostrar ao mundo a figura masculina da relação. Agora, com a criança a caminho, temos duas opções: ou o criamos como se o amassemos, incutindo-lhe o sentimento de culpa por ter destruído a nossa hipótese de sermos felizes, ou o desmanchamos, originando em nós o sentimento de culpa desfolhado de quem faz um filho fá-lo por gosto.
Resta ao Presidente das uniões civis, o professor Cavaco, se quiser mesmo tentar trazer a criança ao mundo evitando o aborto, exigir um acordo pré-nupcial que garanta que o petiz é governado por todos os progenitores, não um acordo que permita que o menino fique com o pai terasexual à primeira oportunidade. De outra forma, já se está a ver a história: o derrubador de muros arranja outra parede para pichar num ápice, deixando as donzelas comunistas maculadas e sós a carpir um pirralho que nem o pai queria nem da sua guarda pode abdicar.
o professor novais toma-nos por parvos
Mete impressão, senão mesmo repugnância, ver a Universidade invocada para sustentar rasteiras políticas de baixo nível, como o faz aqui o Professor Reis Novais, invocando a sua autoproclamada autoridade de constitucionalista da Faculdade de Direito de Lisboa. Ainda por cima, uma Universidade pública, paga com o dinheiro de todos nós, e que lhe deveria merecer mais respeito.
E o que diz Novais? Diz que, e passo a citar, que «se Cavaco souber que a AR chumba (o governo) nomeá-los é perda de tempo». E como saberá Cavaco dessa feliz notícia? Muito simplesmente, esclarece Novais: «se antes os três partidos lhe disserem “olhe, é escusado estar a nomear PSD-CDS porque nós reprovamos e o governo não vai governar”». Tudo claro e óbvio, não é?
Não, não é. E não é porque, como saberá qualquer aluno do 1º ano de Direito, acreditando-se que o Professor Novais também o não ignore, segundo o artigo 155º, nº 1 da CRP, «os Deputados exercem livremente o seu mandato», pelo que, nem «os partidos», nem mesmo o eminente Professor Novais poderão garantir, seja a quem for, o sentido do voto de 230 deputados. De resto, a história constitucional da 3º república está cheia de exemplos de deputados desalinhados das direcções parlamentares dos respectivos partidos nas votações de assuntos fundamentais, mesmo quando estas procuravam impor a «disciplina de voto» nos seus grupos parlamentares. Está, não está Professor Novais?
Pois está, e o Professor Novais sabe-o bem. Mas acha que nós somos parvos.
a lógica da batata
Se fazer uma coligação de governo com o PCP é «como deitar abaixo o resto do muro de Berlim», fazer uma coligação com o PNR será ocupar o resto da Normandia?
A golpada
francisco assis
Francisco Assis foi absolutamente brilhante na entrevista que acabou de dar à RTP3, muitos furos acima de qualquer protagonista do PS dos últimos anos. Assis deu cara ao que pode ser um PS moderno, aberto, de esquerda liberal e inclusivo das suas diversas correntes ideológicas e históricas. Foi o rosto do futuro de um PS com futuro. Obviamente que, a partir deste momento, Assis passou a ser o «inimigo principal» e vão chover-lhe em cima os patrulheiros do costume, aqueles que viram sempre para onde o vento virar com mais força. Por agora, parece-lhes que a força pesa a favor de Costa. Mas Assis explicou muito bem que Costa se enredou, por livre e espontânea vontade, num sarilho cujo único destino, faça governo à esquerda, faça governo à direita, não faça governo algum, será o seu fim político. Assis foi lapidar quando mandou Costa olhar para os seus putativos partidos de coligação de esquerda e vê-los «como eles efectivamente são» e quando lhe explicou que não se pode governar «de qualquer maneira e a qualquer preço». Um atestado de ingenuidade passado a Costa que, a persistir, só poderá ter outro nome. Francisco Assis iniciou, hoje, um caminho longo para a liderança do PS. Não será um caminho fácil, nem garantidamente bem sucedido. Para que o vasto e numeroso leque de apaniguados de Costa seja desalojado do poder terá de fazer o PS descer ainda mais baixo do que já fez. Não será coisa impossível, nem sequer improvável. E será tanto mais breve, quanto melhor sucedida for a estratégia do actual secretário-geral.
Ora então, boa noite
Será que António Costa vai continuar a excluir das suas reuniões positivas a camarada Marta e o camarada Espartaco?
A Derrota Eleitoral do Partido E as Medidas Urgentes a Tomar
O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) sofreu uma profunda derrota no sufrágio eleitoral do passado domingo, 4 de Outubro, para a Assembleia da República. Não elegeu nenhuma representação parlamentar, obteve uma votação nacional inferior, em quase três mil votos, à votação nacional do sufrágio legislativo de 2011, perdeu mais de três mil votos no círculo de Lisboa, mais de mil e duzentos votos no concelho da capital, cerca de quatrocentos votos na Região Autónoma da Madeira e, com relação ao sufrágio regional de Março passado naquele arquipélago, desapareceram mais de seiscentos votos.
Contudo, o Partido reuniu nestas últimas eleições parlamentares as melhores condições objectivas de sempre para alcançar os seus objectivos políticos imediatos: uma situação política geral de profundo repúdio pela política de austeridade governativa, cerca de 800 000 (oitocentos mil) euros em dinheiro, provenientes da lei de financiamento dos partidos (12 euros por voto obtido nas eleições legislativas de 2011 e durante quatro anos), e um membro do comité permanente do comité central com um programa de televisão semanal na ETV.
Se nestas condições objectivamente favoráveis o Partido não alcançou nenhum dos objectivos políticos imediatos ao seu alcance – aumento substancial da votação nas listas do Partido e eleição de uma representação parlamentar – tal fica unicamente a dever-se à incompetência, oportunismo e anticomunismo primário do secretário-geral do Partido e dos quatro membros do comité permanente do comité central, que tudo fizeram para sabotar a aplicação do comunismo, do marxismo-leninismo, dos métodos de trabalho, do programa político e da linha de massas que sempre caracterizaram a vida e luta do Partido.
A direcção do Partido, começando no secretário-geral e nos quatro membros do comité permanente do comité central, são os principais responsáveis não apenas pela derrota do Partido nas últimas eleições, mas pela situação de desintegração em que o Partido se encontra.
Nestas circunstâncias, devem ser odoptadas imediatamente e sem hesitação as seguintes medidas políticas urgentes:
1. Deve ser imediatamente suspenso o secretário-geral do Partido.
2. Devem ser imediatamente suspensos os membros do comité permanente do comité central.
3. Os restantes membros do comité central devem manter-se em funções, assegurando o cumprimento das tarefas políticas do Partido até à realização do próximo congresso do Partido: O I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP.
4. A parte do comité central em exercício de funções deve efectuar a sua primeira reunião imediatamente – no próximo sábado, dia 10 de Outubro, às 09H00, na sede da Avenida do Brasil-, com a seguinte ordem de trabalhos: nomeação de uma Comissão Política Especial, com o máximo de cinco pessoas, encarregada de proceder à preparação e organização política e à redefinição doutrinária do I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP.
5. Essa reunião deve ser presidida pelo militante mais antigo presente.
6. O I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP deve ser marcado para os dias 29 e 30 de Abril e 1º de Maio de 2016.
7. Deve ser imediatamente destituída toda a redacção do jornal Luta Popular Online, e nomeada pela Comissão Política Especial um novo director do órgão central do PCTP/MRPP.
8. Até ao encerramento do I Congresso Extraordinário do Partido, o Luta Popular Online ficará sob o controle directo da Comissão Política Especial.
9. O comité central em exercício de funções, constituirá uma Comissão Financeira, com três membros (dois do comité-central), que ficará sob o seu controlo, e a quem os actuais responsáveis pelas finanças do Partido devem apresentar o relatório e contas de todo o tempo em que dirigiram financeiramente o Partido, entregando a pasta à nova comissão no prazo de 15 dias, sem prejuízo de entregar imediatamente à respectiva Comissão Financeira as contas bancárias e os dinheiros do Partido.
10. Cada um dos cinco membros agora suspensos deve preparar e apresentar, dentro de oito dias, ao comité central em exercício de funções, o relatório sobre as respectivas actividades políticas e a autocritica quanto aos erros que cometeu na direcção do Partido.
11. A comissão Política Especial deve, como medida preparatória do I Congresso Extraordinário do Partido, proceder ao recenseamento de todos os militantes do Partido, em território nacional e no estrangeiro.
12. Apelo aos militantes do Partido e ao proletariado português para se empenharem denodadamente neste trabalho pela refundação do partido comunista operário português, correndo das nossas fileiras com os social-revisionistas, social-fascistas e demais oportunistas que tomaram conta do seu quartel-general.
Viva o partido comunista operário! Morte aos Traidores!
05.10.2015
Espártaco
Além de querem matar os traidores também matam os apelidos
Via Insurgente cheguei aqui
Comunicado do Comité Central do PCTP/MRPP respeitante à reunião de sábado, dia 10 de Outubro de 2015.
1. A reunião do Comité Central decorreu sob a direcção da camarada Marta.
2. A reunião estudou e discutiu três documentos: “A Derrota Eleitoral do Partido e as Medidas Urgentes a Tomar”, “Aos Candidatos do Partido no Círculo Eleitoral de Braga”, ambos de Espártaco, e o editorial do camarada Arnaldo Matos “O Golpe de Estado de Cavaco”.
3. Os três documentos foram adoptados como documentos do Comité Central e foram imediatamente colocados para a estudo dos militantes, simpatizantes e organismos do Partido, os quais devem pronunciar-se sobre eles.
4. Foi convocado o I Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP, para os dias 29 e 30 de Abril e 1.º de Maio de 2016.
5. Foi criada a Comissão Política Especial, para a organização e realização do I Congresso Extraordinário, decidindo o Comité Central convidar Espártaco para dirigir a Comissão.
6. Foi ratificada a suspensão do secretário-geral do Partido e dos membros do comité permanente do Comité Central, suspensão que já está em vigor desde o passado dia 6 de Outubro de 2015.
7. Os camaradas suspensos têm dez dias, a contar de hoje, para apresentar ao Comité Central um relatório político das suas actividades, com a respectiva autocrítica. Os relatórios devem ser entregues à camarada Marta, na sede da Avenida do Brasil, às 19h00 do próximo dia 20 de Outubro.
8. O Comité Central nomeou o camarada Paulo director do jornal Luta Popular Online, sem prejuízo da apresentação do relatório acima referido.
9. O Comité Central nomeou a Comissão de Finanças do Partido, constituída pelos camaradas Sebastião, como secretário responsável, a camarada Marta e o camarada Conceição, este como tesoureiro, sem prejuízo da avaliação a que for submetido o seu relatório político acima referido.
10. As contas e dinheiros do Partido devem ser passados à nova Comissão de Finanças às 20H00 do dia 13 de Outubro de 2015, terça-feira, na Sede da Avenida do Brasil.
11. O Comité Central convoca os militantes, simpatizantes e amigos do Partido para a romagem à campa de Ribeiro Santos no cemitério da Ajuda, em Lisboa, às 11h00 de segunda-feira, dia 12 de Outubro, em honra de Ribeiro Santos, Alexandrino de Sousa e José Maria Martins Soares.
12. O Comité Central recomenda como livro de estudo para o corrente mês de Outubro o Manifesto Comunista, de Marx e Engels.
13. As decisões da reunião do Comité Central foram todas tomadas por unanimidade.
14. O Comité Central voltará a reunir no próximo dia 7 de Novembro de 2015, às 09H00.
Marta
Um bocado alucinado, não?
Diz Costa na sua excitação primeiriministeriável que a atitude favorável do PCP a um acordo de governo «é como se estivessem a derrubar os restos do Muro de Berlim».
Caro Costa, você desconhece totalmente o que pensam os comunistas portugueses sobre «a chamada queda do muro de Berlim». Tá tudo explicado,certo? Veja lá se a ignorância o não leve a surpreender-se desagradavelmente.
por aqui não se aprende nada
Começo por esclarecer que tenho por inevitável – e mesmo por desejável – um governo da frente de esquerda, e que quanto mais se protelar essa fatalidade, mais difícil e doloroso será vermo-nos livres dela.
Também me parece muito claro que semelhante prodígio que o Dr. Costa realizará, com a conivência manhosa e covarde do Partido Socialista, durará pouco tempo e que os partidos de direita que serão agora afastados do governo acabarão por regressar ao poder em muito melhores condições políticas do que as que teriam se o mantivessem agora.
Posto isto, acrescento que não tenho a mais pequena esperança de que aquilo que nos venha a acontecer com esta syrização momentânea do país, ao contrário do que muita gente pensa, possa servir de lição para futuro. Pelo contrário, não me restam dúvidas de que, recompostas as coisas, na eleição seguinte a esquerda voltará ao poder, pela mão de um qualquer trampolineiro igual ou pior do que os que nos têm saído nos últimos anos, com o apoio entusiástico da maioria da população.
A esse propósito – de que, por aqui, não se aprende nada com o que nos cai em cima – bastará rever um programa de televisão onde ontem o Dr. Teixeira dos Santos – esse mesmo, o que era ministro das finanças na última falência do país e que chamou a troika para pôr mão naquilo que ele não conseguiu segurar – perorou sobre o «fracasso» das políticas económicas do governo ainda em funções. É preciso ter lata!
E, por falar em lata, gostaria de saber por quanto tempo mais é que um economista tido como sério e competente, refiro-me ao Dr. Mário Centeno, vai continuar a legitimar a frente de esquerda do Dr. Costa e as ideias económicas do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista. Não sei se as acha próximas das dele, mas seria bom que nos elucidasse.
O que virá a seguir?
Primeiro o PS teve um líder preso.
Agora temos o país preso a um líder do PS.
A evolução do PS pela expressão e pelo guarda-roupa de Mário Centeno
governo da frente de esquerda
para desanuviar do lixo dos últimos dias
Já não sai, está manchado
Dou como consumada a concubinagem das esquerdas. Claro, um rasgo de rara inteligência pode, por improbabilidade de um Euromilhões, latejar em envergonhada cabeça socialista, daquelas que até hoje se mantêm apagadas de centelha que impeça a auto-carnificina do partido; porém, mesmo que a aliança vermelhusca não se concretize, os lençóis já estão manchados e exibidos em estendal público, para que se prove a virilidade do afoito tresloucado.
Assim, declaro-vos marido e mulher. Que o que o PREC separou não vos volte a desunir.
força, força companheiro costa
Quarenta anos depois do 25 de Novembro, o Partido Comunista prepara-se para regressar ao governo de Portugal. Numa frente de esquerda, como naquela época, só que, desta vez, por iniciativa do PS e não à revelia do PS, como então aconteceu. Semelhante prodígio – coisa nunca vista num país da União Europeia – ocorrerá pela mão de António Costa, o homem das «pontes», o Edgar Cardoso do PS, o Vasco Gonçalves do nosso tempo. Deixo aqui uma sugestão: deem posse ao novo governo no dia 26 de Novembro. Para memória futura.
Estratégia de Costa – II
É mais fuga para a frente. E que se lixe quem vier a seguir.
Sabe António Costa e sabe o PS que há 2 meses estavam com maioria absoluta ou perto dela. Sabem que no início de Setembro a vitória do PS era certa. Sabem que com a campanha eleitoral realizada, António Costa conseguiu perder as eleições mais fáceis de ganhar dos últimos 20 anos.
A forma de deixar tudo isso para trás e disfarçar o desaire, é transformar uma derrota do PS em vitória de esquerda. E avançar para um governo que agrege as esquerdas. O que foi feito com inteligência política e comunicacional.
E note-se que é legitimo. (não que eu veja como positivo, mas legítimo é). Havendo maioria parlamentar, tanto faz quem seja o pm. Desde que consiga agregar a si uma maioria, então que governe . As críticas de que «não foi isto que votaram» são infantis. Face aos resultados, obviamente há um cenário novo. Pretendido pelo povo. E é nesse cenário que se cozinham as possíveis soluções. Só depois. Nunca antes.
PSD/CDS foram apanhados um pouco em contra-mão, pois não esperavam essa estratégia. Mas é o que há. E neste momento, já perderam todas as hipóteses de conseguirem o namoro do PS. Costa está sem recuo. Ainda que Passos desse tudo ao PS, nem assim Costa poderia neste momento aceitar, pois seria trucidado à sua esquerda. Mas para o PSD/CDS qualquer cenário é-lhe positivo. Fique a governar em minoria ou na oposição a um governo Costa, Passos Coelho ficará sempre a ganhar. É apenas questão de aguardar pelas eleições do próximo ano que em qualquer cenário sempre ocorrerão. O eleitorado moderado de centro dar-lhe-á uma esmagadora vitória à custa de um PS, que, aconteça o que acontecer, será trucidado.
Estratégia de Costa
António Costa não tem como objectivo formar governo com PCP e BE. Aliás, estes partidos já deram a entender que isso não vai acontecer. BE e PCP estão dispostos a derrubar o governo da PáF e a viabilizar um do PS. A partir daí, Costa está no poder e muda de estratégia. Vai procurar dividir e chantagear a PáF exigindo a aprovação do orçamento.
Melhor opção de governo – Aximage
vai ter piada
Ver quem estará disponível para ser ministro do aborto governativo que Costa anda por aí a preparar com o Bloco e a CDU. Isto não contando com os Galambas e Porfírios da vida, naturalmente. Mas é de gente séria e competente que estamos a falar.
o seu a seu dono
Se a direita inviabilizar um governo da frente de esquerda, pressionando o Presidente da República para o não empossar, pagará por isso em próximas eleições, que serão tão próximas quanto a Constituição o permitir, porque não terá descanso para governar.
Em contrapartida, se António Costa e o PS assumirem a responsabilidade pela brincadeira em que, por puro despeito e mesquinhez pessoal, se meteram e nos estão a meter a todos, levando um partido comunista e outro de extrema-esquerda para o governo de um país do euro e da União Europeia, as consequências políticas do que acontecer serão inteiramente suas.
Infelizmente, as consequências não serão somente políticas e não recairão apenas sobre os protagonistas políticos, mas também sobre os portugueses. Pode ser que, assim, estes aprendam de vez e façam ao PS aquilo que ele merecerá depois disto, num espaço de tempo que também será fatalmente muito curto. Mas se não for desta que aprendem, também nunca mais aprenderão. E, nesse caso, nada do que lhes aconteça será de mais.
Isto do bluff é uma grande história
Alguém acharia normal que Passos Coelho andasse a sair feliz e contente de umas reuniões com uns radicais de direita? E que andasse nessa peregrinação alegadamente para fazer bluff de modo a pressionar o PS?
E já agora porque não faz Costa bluff ao contrário, reunindo feliz com Passos de modo a que o PCP e o PS cedessem ao seu bluff?
Costa quer governar com o PCP e o BE porque não sabe fazer outra coisa.
Pressionando
Mariana Mortágua diz que o tempo do bloco central “terminou”
“O governo de Passos e Portas acabou hoje”, diz Catarina Martins
Pior que o maniqueísmo é a falta de sentido de ridículo
José Vítor Malheiros, PÚBLICO: Há, à esquerda, um espaço de aspiração e de sonho que a direita colaboracionista e dos interesses que nos governou nos últimos anos não consegue conceber.
18h
Maria de Belém apresenta formalmente a sua candidatura no CCB
António Costa reúne com PSD e CDS
Sampaio da Nóvoa sorri
2015 tem novos emplastros

São fases, não são neutros
Tomando em consideração que estamos a viver o luto pela morte da social-democracia em versão saloia da chamada “década perdida”, morte esta precipitada pelo – já julgado em eleições – coveiro parisiense (abençoado seja), é perfeitamente normal oscilarmos pelas diferentes fases do modelo de Kübler-Ross. Andamos 4 anos entre a depressão e a negação. Agora, no novo ciclo parlamentar, com todas as dificuldades e espasmos à indigitação de novo governo, estamos a tentar a fase da negociação. Se tudo correr normalmente, com mais algumas oscilações entre depressão, negação e negociação, atingiremos, relutantemente, a fase da aceitação. Entretanto, deixem lá as pessoas fazerem as maluquices que quiserem: qual o sentido de impedir o gajo com cancro no pulmão de fumar? Se o que ele precisa é de um governo com comunistas e sabe-se-lá-mais-o-quê que garanta tranquilidade ao Salgado e ao Santos Silva para financiar as baronesas com pele de hiena da ética republicana, quem são os eleitores maioritários para impedirem a crise de meia-idade do regime? Convenhamos que até funcionou na Grécia: o governo da esquerda-radical está um verdadeiro neoliberalizinho, todo crescidinho.
Podem avisar a Helena Pinto representante do BE no Prós & Contras
pata não revirar os olhos. como se fosse uma adolescente, quando falam as pessoas de que o BE discorda?
Estaline? Apenas um facto embaraçoso que o PCP já classificou como abuso de autoridade. Daqui por 50 anos admitem que o Gulag existiu
O PÚBLICO foi verificar se o PCP já se demarcou do estalinismo e do leninismo. O texto revela mais sobre quem o escreveu do que sobre o PCP. A conclusão a que se chegou foi esta: «Cada um fará a sua interpretação, à luz das suas próprias convicções, se a demarcação face a Estaline é proporcional à gravidade dos crimes conhecidos do ex-líder soviético. Mas neste caso, parece indiscutível que houve um repúdio público do PCP e do seu histórico líder Álvaro Cunhal sobre aquele período histórico.»
Com base em quê? Escreve o PÚBLICO: Para o PCP, a “demarcação” bastante faz-se quando o partido afirma que “tem a sua própria concepção de socialismo e o seu próprio projecto para a edificação em Portugal de uma sociedade socialista”. O que significa que não vê em Lenine ou Estaline, ou Castro, ou qualquer outro modelo de sociedade socialista, um exemplo a seguir. Pelo contrário, o PCP afirma ter objectivos que se “diferenciam e distanciam” dessas práticas. No seu programa “Uma Democracia Avançada no Limiar do Século XXI”, o partido demarca-se da experiência da URSS e do antigo “bloco de Leste”. “Nesses países (…) acabou por instaurar-se (…) um “modelo” que violou características essenciais de uma sociedade socialista e se afastou, contrariou e afrontou aspectos essenciais dos ideais comunistas.” Exemplos disso? “Um poder excessivamente centralizado nas mãos de uma burocracia (…) a acentuação do carácter autoritário do Estado (…) uma economia excessivamente estatizada (…) um centralismo burocrático baseado na imposição (…) confusão das funções do Estado e do partido (…); “um distanciamento entre os governantes e as massas, o uso indevido do poder político, o abuso da autoridade, a não correspondência da política e das realidades com os objectivos definidos e proclamados do socialismo, desvios e deformações incompatíveis com a sua natureza.”






