ilusionistas
O principal motivo pelo qual este PS não cresce nas sondagens e se arrisca até a perder as próximas eleições reside no facto de António Costa e da sua equipa terem apostado numa estratégia ilusionista perante o país: a ilusão de que, em 2011, o PS deixara o país em melhor estado do que agora se encontra; a ilusão de que o país não estava falido nessa altura; a ilusão de que o actual governo tinha alternativas às políticas de austeridade que aplicou e que só seguiu por esse caminho por «cegueira ideológica» e malvadez congénita; a ilusão de que o crescimento exponencial do desemprego foi consequência das acções do actual governo e que o governo anterior do PS não teve nada a ver com o assunto; a ilusão de que teria sido fácil negociar doutro modo com a troika e «pôr as pernas dos banqueiros alemães a tremer»; a ilusão de que um futuro governo PS fará disparar o crescimento do emprego; a ilusão de que o PS tem uma fórmula mágica para «virar a página»; a ilusão de que, se chegar ao governo, o PS terminará imediatamente com a austeridade. Ora, se alguma coisa de positivo têm os tempos de crise é o choque de realidade com que a maioria das pessoas se confronta, que as faz perceber aquilo em que nem sequer costumam pensar em tempos de normalidade. E quem passa por dificuldades e sacrifícios não se deixa levar com duas tretas.
avisem o costa
O FMI advertiu o governo português da necessidade de manter e reforçar as medidas de austeridade impostas nos últimos anos, tendo em vista o equilíbrio das contas públicas e a elevada expressão da despesa, em virtude de não terem ocorrido algumas reformas que a poderiam ter efectivamente reduzido, entre elas, a diminuição dos custos com a função pública e com as as pensões. Ora, considerando que teremos eleições legislativas dentro de dois meses e que existe uma razoável probabilidade do PS chefiar o próximo governo, admitindo que este cenário orçamental não se modificará substancialmente nos próximos tempos, é caso para perguntar se o FMI também comunicou este parecer a António Costa. E, já agora, o que tem o líder do PS a dizer sobre esta recomendação de um dos principais credores e financiadores do país que pretende governar, se é que tem a dizer alguma coisa que seja distinta do que tem dito até agora: que, consigo, a austeridade terminará no momento em que ganhar as eleições.
Reflexão tão superficial que chega a profunda ou vice-versa
É no Verão, em particular quando me desloco para fora nas férias familiares, que sofro de uma terrível maleita chamada nostalgia. Recordo-me de quando o miúdo ainda não andava, de quando o carregava na piscina ou de o trazer às cavalitas na praia… E recordo-me de quando tinha pai, e não tinha filhos, e de não ser casado, e de quando só era filho, e de quando era, eu próprio, transportado às cavalitas… Muitas vezes faço contas, entre o que passou e o que, com sorte, ainda tenho para passar, que, se Deus ou a mera chance quiser, poderá ainda ser mais do que o que já passou. Penso na vida, no novo ciclo, nos amigos que se vão perdendo e na solidão a que nos vamos submetendo enquanto seres de hábitos no lufa-lufa que condensa o tempo num Inverno que teima em se alongar num ápice cada vez mais curto. Às vezes custa-me respirar, outras custa-me não o fazer. Às vezes estou simplesmente bem.
Enquanto tudo corre e a nossa cabeça, numa espécie de demonstração da teoria da relatividade, parece fixar-se num reviver do “já” passado a velocidade simultaneamente lenta e rápida, temos a lucidez para perceber que estamos a viver os melhores dos tempos, os piores dos tempos, os tempos, o nosso tempo.
Os jornais, as televisões, os debates, a política… Tudo parece estático, através de infindáveis micro-movimentos noticiosos, escandalosos, polémicos, cómicos, dramáticos, sempre à espera do amanhã melhor, culpando o presente e dando-nos uma sensação de perda constante de algo intangível, uma nostalgia fantasiosa de algo que nunca aconteceu como cremos ter acontecido.
Estamos a desperdiçar tempo, o hoje, se pensamos que amanhã é melhor. O istonãoseaguentismo está a dar lugar ao istoéomelhordesemprismo. O filme pode ser bom ou ser só assim-assim, mas o conceito está certo: isto é o “as good as it gets” (tão bom quão alguma vez será, traduzido para português como “Melhor é Impossível”).
Nem os trolls das redes sociais parecem sofrer disto, nem o PS parece perceber que o Istonãoseaguentismo não vencerá eleições após o Verão. O Istonãoseaguentismo só funciona no Inverno.
o maçães é feio. pim!
Um dia de trabalho numa cidade de Lisboa mais quente do que se deseja para trabalhar e duas viagens de comboio depois não foram contudo suficientes para evitar o contágio do «escândalo» do dia, profusamente divulgado pela nossa comunicação social, uns tweets trocados entre o secretário de estado do governo português Bruno Maçães e o economista e ex-assessor da Comissão Europeia Philippe Legrand. Em síntese, Maçães teria exprimido opiniões próprias de um imbecil, que provocaram um genuíno «gozo internacional» e a consequente humilhação pública da lamentável personagem.
Fui ler os tweets em causa.
Do que vi, Maçães limitou-se a exprimir a opinião de que Portugal está a crescer economicamente nos últimos anos, enquanto Legrand opinou o exacto contrário. Maçães não desenvolveu aprofundadamente os seus pontos de vista, como aliás é próprio do meio de comunicação utilizado, como também o não fez o seu opositor. No fim da «conversa» surgiu ainda um terceiro interveniente, também ele estrangeiro, que sem explicar porquê, afiançou que Maçães é um «funny clown»: «máxima humilhação!», proclamaram os comentadores indígenas, entre eles Pacheco Pereira, insuspeito de quaisquer excessos para com o pessoal político de Pedro Passos Coelho, e que prontamente redigiu uma tese de doutoramento sobre o tema para o Público de hoje (*).
Quatro são, todavia, as verdadeiras razões que justificam este ataque cerrado a Maçães e nenhuma delas tem a ver com a discussão propriamente dita: primeira, Bruno Maçães não é socialista e quem não for socialista não é inteligente, logo, não pode dar opiniões; segunda, Bruno Maçães pertence ao governo de Passos Coelho, pelo que não pode opinar sobre o estado do país que ajudou a governar nos últimos quatro anos; terceira, os oponentes de Maçães são estrangeiros, um deles até é francês e deve tocar piano, logo, são seguramente muito mais inteligentes e cultos do que o secretário de estado, apesar do notável currículo académico que este possui aos 40 anos de idade, obtido fora das capelinhas académicas nacionais; e quarta, a mais importante, há que reconhecer que Deus Nosso Senhor não dotou Bruno Maçães com a virtude da fotogenia, pelo que a malta gosta de o ridicularizar, insinuando, ou mesmo dizendo abertamente, que um tipo com aquela cara com que ele aparece nos jornais só poderá ser uma rotunda cavalgadura.
Ah, já agora: são estes lombrosianos modernos, que tiram a inteligência das pessoas pela fisionomia, os mesmos que rasgam as vestes contra a suposta discriminação da transessual Júlia Pereira, a candidata a deputada pelo Bloco. Uma gente ilustrada e vastamente culta, habituada ao melhor que há pela Europa e pelo Mundo civilizados.
(*) O citado artigo de Pacheco Pereira sobre «os tweets de um secretário de Estado chamado Bruno Maçães» foi aqui referido como sendo de hoje, o que não corresponde à verdade. Cheguei a ele via facebook, num post que ontem alguém editou com o artigo, e não verifiquei a a data da fonte documental. O texto parece, contudo, escrito ontem e a pretexto dos novos tweets de Maçães, e representa uma opinião de Pacheco sobre Maçães e Passos que não deve ter sido suavizada com o tempo. Deste modo, a confusão resulta igual ao litro, apesar de algumas virgens pudicas se terem incomodado, no twitter, com a falta de «rigor da direita». Problema deles.
Soluções alternativas para o BES II
A 1 de Julho, 2014:
Os comunistas consideram que é chegado o momento de avançar para a nacionalização do Banco Espírito Santo e exigem esclarecimentos do Banco de Portugal e do Governo.
Soluções alternativas para o BES
Estado pode ficar com 70% do BES sem traumas ideológicos
Pedro Sousa Carvalho
01/08/2014
Há outra opção para salvar o BES. O Banco de Portugal e Vítor Bento garantem que há investidores de fora interessados. Com as imparidades e provisões agora assumidas, os capitais próprios do banco ficaram reduzidos a 3 mil milhões de euros. Isto quer dizer que o BES precisa, no mínimo, de outros 3 mil milhões para repor os rácios a níveis confortáveis e acima do mínimo legal. E quem lá puser os 3 mil milhões, tendo em conta a actual capitalização, ficará com mais de 70% do BES, o que até parece ser um bom negócio.
O problema é que, enquanto não se perceber a real dimensão das perdas, nenhum investidor privado arrisca investir no BES. E para apurar as perdas totais vai ser preciso tempo. E tempo é coisa que o banco não tem. Como tal, resta o Estado, que ainda tem 6,4 mil milhões de dinheiro da troika precisamente para tapar buracos na banca. E aqui não se trata de salvar a família ou de nacionalizar prejuízos. Trata-se de salvar o património dos clientes e o sistema financeiro. E não precisamos de ter grandes pruridos ideológicos. Os bancos têm de ser nacionalizados quando têm de ser nacionalizados e ponto final.
Isto é muito bom
PS confirma que a função pública não terá baixa da TSU
João Galamba defendeu que, no programa do PS, os funcionários públicos já serão beneficiados com a devolução dos cortes salariais.
Afinal havia uma maneira simples e constitucional de baixar a despesa pública: bastava aumentar os impostos gerais (IRS) e reduzir a TSU aos trabalhadores do privado. O Gaspar era uma amador.
Ah, e a reposição dos salários da Função Pública é um benefício e não a correcção de uma injustiça ou mesmo de uma ilegalidade.
Filhos diletos
No Público, escreve-se sobre os angolanos encarcerados pelo regime de Zedu «…pedindo a libertação imediata de um grupo de 15 activistas presos desde 20 de junho sem acusação».
Esquece (ou ignora) o escriba que estar preso sem acusação formal é uma triste marca e herança deixada pela tradição jurídica portuguesa um pouco por todo o lado. Os legisladores e juristas angolanos e os seus códigos legais são filhos directos ou indirectos dos eminentes juristas coimbrões, cuja cultura repressiva e abusiva se espraiou por todos os CPLP (com honrosa excepção do Brasil, que certamente por se terem livrado de nós mais cedo puderam cortar com tal malfazeja tradição). Estar preso sem acusação formal por períodos que podem chegar a ser superiores a um ano (prender para investigar) , é algo de tão entranhado e aceite na cultura nacional (embora surreal ao nível de patamares mínimos de estado de direito), que o jornalista do Público nem se dá conta do ridículo de apontar como estranho ou anómalo se ocorrido em Angola. Mas que afinal é o que se passa todos os dias em Portugal.
Alternativa à austeridade
o grande conquistador
A ditadura da infância mais que perfeita
O novo Messias já chegou
Quem é o trabalhista rebelde que quer ressuscitar o Labour
Nova estrela do Labour: deputado, ativista e sex-symbol involuntário
O rebelde que vai ressuscitar a esquerda é um dos mitos do nosse tempo. Ser activista e sex-symbol também faz parte
Dão-se alvíssaras
A quem disponibilizar o texto integral deste acordo secreto que, provavelmente, vai permitir bloquear o acesso a sites, sem notificação do titular nem decisão judicial, a pretexto da defesa dos “direitos de autor”. A manutenção do articulado no segredo dos deuses e o historial do SEC Barreto Xavier não augura nada de bom para a liberdade de expressão.
O perigo chinês
O investimento chinês leva pessoas aparentemente sensatas a embebedar-se.
Cuidado com o sol
Cameron usou a expressão “a swarm of people” significando “um grande número de pessoas”. Vai daí a Lusa – uma autêntica calamidade – decide que “praga” é uma tradução mais gira que “um grande número”. E lá foram todos, alegremente atrás da praga auto-imune:
- Económico: praga de emigrantes
- RTP: praga de emigrantes
- DN: praga de pessoas
- i: praga de emigrantes
- JN: praga de emigrantes
- Observador: praga de emigrantes
Boas férias, cuidado com o sol.
melhorou
Apesar de algumas desistências de vulto registadas no CDS, que já aqui tínhamos referido, o anúncio de novos nomes na bancada parlamentar centrista permite manter alguma expectativa favorável quanto ao futuro. Entre eles, sobressai o nome de Francisco Mendes da Silva, sem dúvida um dos mais talentosos políticos da sua geração, que será seguramente um excelente parlamentar.
E depois queixem-se
Está instalada esta telha: fala o Governo e vai a comunicação a meio e já estão os líderes dos outros partidos a comentar. As televisões deixam a comunicação em si mesma, vão para os comentários e em seguida os comentadores comentam os comentários. Há muito tempo que isto é assim e com os protagonistas que agora estão na oposição sentados no governo e vice-versa embora os grandes partidos tivessem mais alguma institucionalidade no falar em cima. Mas agora vai em pior. Em primeiro lugar pq os socialistas impõem mais respeito , em segundo porque o inebriadamento com António Costa muita coisa desculpa e em terceiro pq este resolveu deixar de se tratar a si mesmo como líder da oposição e entrou no campeonato da Heloísa Apolónia: Passos aparece a falar e ele imediatamente surge algures repetindo vezes sem conta o primeiro-ministro, o primeiro-ministro…
Costa: “O Governo desculpa-se com a Constituição e com o TC mas devia era acender-lhes uma velinha”
O DN voltou aos bons velhos tempos
e está a fazer um suplemento infantil. Para começar passou a ter um colunista que está para a economia como o Get Smart para a espionagem

Enriquecimento injustificado
O Acórdão do Tribunal Constitucional que considerou inconstitucional a última tentativa, nesta legislatura, de criar o crime de “enriquecimento injustificado” pode ser lido aqui. A decisão, mais do que esperada, só torna mais patética a insistência da maioria parlamentar, que, nas suas próprias fileiras, teve quem avisasse, atempadamente da inviabilidade constitucional do texto aprovado. Em final de legislatura, não havia, de facto, necessidade.
ao contrário
Apesar de ter quase garantido um confortável grupo parlamentar, que o afastará, por algum tempo, do estigma do «taxi», o CDS ficou completamente secundarizado ao PSD, na constituição das listas da coligação: nenhum cabeça de lista, Paulo Portas em número 2 atrás de Passos, alguns dos seus melhores quadros políticos afastados. Qualquer que seja o resultado eleitoral, ganhe ou perca a coligação, não será fácil ao CDS recuperar a sua identidade política, se é que verdadeiramente a teve e manteve nos últimos quatro anos. Tanto pior se a legislatura não durar quatro anos e se o partido tiver de enfrentar sozinho, com Portas ou sem Portas, novas eleições legislativas num horizonte curto de tempo. Mesmo se, por absurdo que quase pareça, a coligação ganhasse com maioria absoluta e governasse por mais quatro anos, oito anos de secundarização do partido a um governo chefiado pelo PSD e por Passos Coelho, também não lhe dariam grande saúde. O espaço político da direita irá sofrer convulsões profundas nos próximos tempos. E o velho sonho de Paulo Portas de fundir o PSD no CDS poderá acabar por acontecer. Só que com resultados inversos daqueles que ele pretendia.
Mas assim ao certo qual é o sistema ideal?
Primeiro a pulseira electrónica era uma humilhação. Sócrates só podia ficar com polícia à porta.
Depois Ricardo Salgado teve como medida de coacção ficar sob vigilância policial em casa e isso tornou-se uma humilhação. Devia ter pulseira electrónica.
A seguir veio a questão da notoriedade. Pessoas tão notórias deviam ser constituídas arguidas muito rapidamente. Mais, pessoas tão notórias têm sempre o problema da sua prisão ser do conhecimento público e cruzar-se com o calendário político e já agora com a estação balnear na Comporta.
Assim proponho que Portugal adopte a investigação modelo cruzeiro. As pessoas conhecidas não são presas porque são imediatamente condenadas na praça pública. Vão fazer um cruzeiro. Os juízes vão ao cruzeiro, interrogam-nos a bordo, as revistas do social fazem reportagens sobre os cruzeiros… Enfim um encanto e ninguém fica condenado na praça pública. O julgamento também decorre de forma discreta. Pode ser no cruzeiro, no terminal dos cruzeiros que os há tão bonitos ou então em terra. E assim os notórios ou estão de partida e chegada ou, caso os juízes façam muita questão vão ao edifício do tribunal porque estão a colaborar numa audição às personalidades da sociedade civil que se têm distinguido no apoio àqueles anónimos que enchem as cadeias e aparecem nas notícias do crime. Se por fim forem condenados e admitindo que não podem continuar no cruzeiro opta-se pela crise mística. Diz-se que estão em retiro no carmelo. Uma pessoa vai para o carmelo e para lá fica até que literalmente Deus queira. O que não falta é gente que se meteu atrás das grades de um convento por largos anos. Ora que lindo seria os notórios virem falar da sua necessidade de se isolar do mundo…
Cumprida a pena os notórios voltam à vida de todos os dias sem que tenham sido humilhados, condenados na praça públicas e demais questões que notoriamente só se colocam quando as pessoas notórias são investigadas. Os outros têm mesmo cara de criminosos e só são notórios na rua delese para a família deles.
É no que dá convidar políticos para comentadores
O caso Augusto Santos Silva-TVI é apenas o resultado da opção de se querer transformar políticos em comentadores. Os políticos são políticos e como tal devem ser tratados para o melhor e o pior. Ora os políticos gostam do estatuto de comentador porque isso lhes dá vantagens óbvias no momento de falar e de receber mas depois querem continuar a ser tratados como políticos quando se trata de horários. Realmente a um político não se altera a hora a que fala porque um político é convidado para ir a estúdio ou faz uma declaração. Com um comentador a relação é completamente diferente. Os horários e a regularidade estão sujeitos às contingências de programação. Se o comentador não gosta vai-se embora. Agora querer o melhor das duas coisas como pretende Santos Silva é que não pode ser.
Aldeia gaulesa
Contagem decrescente: 69 dias
Em concreto, faltam 69 dias para isto se voltar a aguentar. Isto agora não se aguenta, apesar de já se aguentar um bocadinho mais em relação aos anos em que não se aguentava mesmo por haver hipótese de o governo não chegar ao fim de mandato. Felizmente, como já é mais do que evidente que o governo chega ao fim do mandato, apesar de isto não se aguentar, já se aguenta um bocadinho mais.
Lembram-se de quando isto não se aguentava mesmo? Algumas recordações:
- Cortes vão “tirar” universidades portuguesas dos rankings internacionais ☞
- Austeridade aumenta suicídios e infeções em Portugal ☞
- Crise rouba clientes às prostitutas ☞
- Crise rouba 100 mil adeptos aos estádios portugueses ☞
- Risco de violência pública em Portugal devido à crise e à austeridade ☞
- “Qualquer dia querem” que o líder parlamentar do PS “ande de Clio” ☞
- Crise e emigração aumentam raptos parentais ☞
- Cada vez mais donos pedem para eutanasiar animais domésticos ☞
- Estudo: Maioria dos portugueses vai passar o Natal em casa ☞
- 3 em cada 10 portugueses não têm dinheiro para uma vida digna ☞
- PS preocupado com diminuição da iluminação pública das estradas ☞
- Os portugueses estão a rir-se menos vezes. E com menos intensidade ☞
- Beijo “gay” em novela “é um grande passo para a sociedade” ☞
- Governo trata portugueses como empregados de limpeza ☞
- Há menos peixe para cada português ☞
- Tatuada e empregada – o dilema de uma jovem dividida entre tatuar-se e trabalhar ☞
- Há cada vez mais crianças “esquisitas” a comer ☞
Voltando com a minha palavra atrás
Uma auto-indulgência que já cansa
Bastidores de uma entrevista
Tivemos o Rivera ex dirigente do BE que se apresentou apenas como licenciado a trabalhar em call center
Tivemos tb o jornalista estagiário que afinal estagia na TVI a fazer de conta que não era da casa e que não conhecia nem era conhecido
Tivemos Magalhães e Silva antigo assessor de Jorge Sampaio que também omitiu esse detalhe relevante do seu curriculum. Não se percebe porquê tanto mais que ao contrário dos anteriores até fez uma pergunta relevante.
Contudo estas pessoas não tinham nada que se envergonhar das suas circunstâncias. Manda a lealdade que as apresentassem mas elas não os menorizam. O que menorizou as suas intervenções foi a omissão e no caso do Rivera o com+icio.
Agora temos isto (Já alguém desmentiu?). Enfim nada se perde, tudo se transforma
Portugal como ele é
Se algo similar tivesse acontecido com um líder de esquerda a pátria estava em comoção. Assim é uma piada. Como era óbvio o painel que fez perguntas a Passos Coelho era muito diferente no tom e na atitude daquele que António Costa enfrentou. A situação atingiu o ridículo com as intervenções de um jornalista estagiário da própria TVI a perguntar “Que expectativa me pode dar para que eu possa constituir família?” Coisa que faria todo o sentido perguntasse a José Alberto Carvalho que já agora não acho que tenha sido agressivo na entrevista a Passos mas que ali teve o momento mais aparvalhado da sua carreira: faz de conta que o jornalista sentado no painel não é da casa, este presta-se à mesma fantochada e toca do estagiário “faz de conta que trabalho longe” devidamente corroborado pelo “José Alberto faz de conta que não conheço este moço” perguntar a Passos Coelho quando terá o estagiário condições para constituir família. As melhores pessoas para lhe responder estavam ali bem ao pé e eram além do próprio José Alberto a direcção e a administração da TVI
Ps. Quanto ao Rivera ex dirigente do BE acho mesmo que devem inclui-lo em todos os painéis. António Costa já não vai a tempo de lhe responder mas pelas almas não deixem levar o RIvera aos outros painéis.
Grammy latino da ONU
O discurso de Sampaio ao receber o Grammy latino uma distinção qualquer da ONU foi muito, muito bom. Agradeceu aos portugueses, coisa que apreciei na minha condição de português que tolerou – que remédio – Sampaio na presidência, e disse coisas muito bonitas sobre todos nós, que somos um povo bom ao ponto de evidenciar que o melhor de Portugal é, precisamente, ter os portugueses. Um holandês nunca diria tal coisa, diria sempre que o pior da Holanda são os holandeses; nós não, nós reconhecemos no espelho todas as virtudes que, aparentemente, o resto do mundo anda a ignorar.
Há, porém, vida além dos portugueses, mesmo que brilhantes, generosos, lindos e espadaúdos, amigos, afilhados, companheiros ou simplesmente atraentes de avental; existe, também, a honra de nos vermos retratados na atribuição de um Grammy latino reconhecimento da ONU na figura de um ex-presidente que demitiu um governo para permitir a eleição de um senhor que presentemente se encontra na prisão, não pela sua obra mais notória – falir um país – e sim pela felicidade de ter amigos generosos, tal como mencionado pelo doutor Sampaio aos tolos estrangeiros, uma virtude de todos os portugueses, mesmo os que não são arguidos.
Parabéns, doutor Sampaio! E parabéns para mim, de acordo com o doutor Sampaio.
assim não vão lá
Convencidos de que bastará lembrarem aos portugueses que evitaram a bancarrota do país e as consequências que daí adviriam e que se vêem agora pela Grécia, os partidos do governo e os seus dois líderes têm insistido numa comunicação eminentemente técnica e económica, em vez de política. Ora, não só a memória dos povos é coisa curta, como verdadeiramente os portugueses não têm qualquer recordação de uma bancarrota visível, porque a precipitação da demissão do governo Sócrates a conseguiu evitar no último instante. Do que a maior parte dos portugueses efectivamente se recorda é que o seu rendimento e as suas pensões eram superiores no tempo do governo do PS, e que foi o actual governo quem as reduziu. Lembram-se, ainda, de uma coisa vaga que era o PEC IV, que até à prisão de Sócrates o PS oficial ladainhava como panaceia salvadora do país, que teria evitado a troika e os sacrifícios subsequentes, caso a desmedida ambição do PSD e de Passos pelo poder não tivessem precipitado os acontecimentos. Em política, os eleitorados só se se costumam recordar do que eles julgam que lhes convém e, no caso, só interessam os resultados inevitáveis de políticas anteriores que eles não estão interessados em recordar. Tão-pouco querem saber que António Costa foi, durante anos, o número 2 do PS de Sócrates, e se também teve, ou não, responsabilidades no que aconteceu ao país.
Por conseguinte, ou muda o discurso da coligação, de Passos e Portas, diríamos, para um discurso que seja essencialmente político e menos técnico, ou o PS ganhará inequivocamente as próximas eleições.
Uma “piquena” dúvida
Aquele ambiente comício das perguntas ontem feitas a Passos Coelho na TVI é para repetir? E já agora com quais líderes?
Notícias a explorar ( e a não serem esquecidas) (1)
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contratou o serviço privado de uma empresa de comunicação pelo valor de 36 mil euros (sem IVA), avança o Jornal de Notícias.
O contrato com a Paulo Fidalgo & Associados, que foi adjudicado por ajuste direto, é de oito meses, o que significa que o INEM irá dispensar 4.500 euros por mês por este serviço.
O instituto refere que o contrato visa compensar a “ausência de recursos próprios”. Porém, sabe-se que a instituição dispõe de um gabinete de comunicação e imagem onde trabalham cinco pessoas. Este foi, aliás, reforçado recentemente com a contratação da assessora Ivone Ferreira[…]
também eu
Ainda dá tempo para perder, é trabalhar mais para isso
A data das eleições a 4 de Outubro é bastante razoável, permitindo mais de 60 dias para que o PS e António Costa assegurem a derrota eleitoral inequívoca que tanto demonstram desejar.
O facebook e os filhos
O texto integral do acórdão da Relação de Évora que proibiu (ou melhor, confirmou a proibição determinada pelo tribunal de Família) os pais de uma menor publicarem fotos (ou outras informações que a permitissem identificar) pode ser lido aqui. Não tendo a jurisprudência, entre nós, o valor de lei (e a da Relação de Évora, tradicionalmente, ainda menos), a decisão, que a alguns pode parecer uma intromissão indevida do Estado nas Relações familiares, faz algum sentido no quadro de uma relação problemática dos progenitores. Ainda que se entenda que o grau de exposição dos filhos nas redes sociais deve ser uma decisão dos pais (e não do Estado), essa exposição não deve ser feita sem o consentimento – ou pelo menos contra a oposição expressa – do outro progenitor.




