Por maus caminhos
O presidente ucraniano foi bem claro: ou o cessar fogo é efectivo, ou então a Ucrânia assumirá plenamente a condição de uma ditadura militar. O que é bastante provável, dado que ele não tem condições políticas internas para satisfazer uma das condições do cessar-fogo: a aprovação do retorno de autonomia política às regiões maioritariamente russas. Isso seria intolerável por parte quem sustenta o actual regime, como sejam os tão elogiados (pelo presidente ucraniano) grupos militares do Ukranian Volunteer Corps e do Azov que já manifestaram a sua total rejeição a tal acordo.
Das intervenções socializantes
portanto, isto das taxas e taxinhas levará a que aumente exponencialmente o consumo de sacos plásticos mais rijos, logo mais poluentes.
Mas isto está tudo integrado, nada é avulso. Também obrigaram os postos de conbustiveis a ter gasolina low cost, a qual é bastante mais poluente.
Il est Syriza

Hoje estou numa atitude de protesto e de solidariedade. Trouxe um chapéu grego para exprimir a minha solidariedade com o Syriza e, por isso, levanto a minha voz: não pagamos, não pagamos!
Até aqui, até António Costa estará disposto a assinar a carta dos notáveis notáveis (não é redundância) que exigem a libertação da Madeira do ónus da dívida impagável (et al).
(…)lembrando ainda que o povo madeirense sofreu «roubos» durante cinco séculos e meio, pelo que a dívida existente «é do Estado central à Madeira e não da Madeira ao Estado central».
De acordo, Varoufakir. O Continente está contigo. Chega de jugo germano-lisboeta sobre o povo soberano da Madeira. Manifestação de apoio ao povo madeirense, já. É preciso devolver à Madeira o que de lá sacamos com a ocupação indevida.
(Link)
Realidade bate piadolas
Só uma destas é verdadeira. Descubra-a:
- Adão e Silva propõe Ferreira Leite para a presidência.
- Garcia Pereira propõe renovação do mandato presidencial de Cavaco Silva por mais 30 anos.
- Daniel Oliveira propõe Passos Coelho para a presidência.
- Paulo Portas propõe Carmelinda Pereira como candidata à presidência.
- Maria Armanda propõe o sapo para a presidência.
- A TSF é informação pura de grande categoria.
O «Estado Islâmico» já existe há anos….
Saudi Arabia: Detainees, including children, commonly face systematic violations of due process and fair trial rights, including arbitrary arrest, and torture and ill-treatment in detention. Saudi judges routinely sentence defendants to hundreds of lashes.
Judges can order arrest and detention, including of children, at their discretion. Children can be tried for capital crimes and sentenced as adults if physical signs of puberty exist.
Authorities do not always inform suspects of the crime with which they are charged, nor of supporting evidence. Saudi Arabia has no penal code, so prosecutors and judges largely determine criminal offenses at their discretion. Authorities generally do not allow lawyers to assist suspects during interrogation and often impede them from examining witnesses and presenting evidence at trial. Previous court rulings do not bind judges, and there is little evidence that they seek consistency in sentencing for similar crimes. Ler mais…
Assim se apoiam as ditaduras
France is to sell 24 Rafale fighter jets to Egypt along with a naval frigate and missiles in a deal worth more than €5 billion, President François Hollande said Thursday (*)
Sobre o benefício do PS ao Benfica
pondo de lado a questão política e do eleitoralismo, aquele perdão/doação de verbas públicas no valor de 1,8 milhões não configurará um crime de gestão danosa?
Triunfo em toda a fila
Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (agora Coligação de Esquerda), está disposto a negociar com a Troika (agora Troiqa) sobre o resgate (agora plano), como consta no memorando (agora carta de intenções) sobre a austeridade (agora rigor) que permitirá (agora possibilitará) a permanência da Grécia no Euro (agora Dracma).
Uma vitória (agora triunfo) em toda a linha (agora fila).
Escrever não custa. Custa é saber escrever assim
Sexta-feira 13
PCP queixa-se à PSP do furto de estruturas de propaganda em Coimbra
Ora, ora trata-se simplesmente de uma apropriação colectiva de infra-estruturas até agora afectadas a uma utilização particular. As estruturas devem estar ao serviço de todos. Pelo fim dos oligopólios no mundo das estruturas.
O futebol pode muito
Câmara de Lisboa perdoa 1,8 milhões de euros ao Benfica
Não vou discutir (por agora) a bondade da decisão. Nem sequer as implicações que ela tem nas reivindicações de tratamento identicamente favorável por parte dos outros clubes. Mas a falta de discussão em torno de uma decisão destas revela como se aceita no mundo do futebol o que se questiona nos outros. Vamos lá supor que se tratava de uma igreja ou de uma empresa, e independentemente de ser esta ou não a melhor decisão, acham que tudo era aprovado nesta santa paz mediática?
Desde D. Carlota Joaquina que não nos acontecia nada de tão extraordinário
Estou vivo e sou mesmo giro, vejam

António Costa, marajá do ziguezague, o que hoje diz esfola e amanhã acusa quem diz mata, afirma que gostaria de ter assinado a carta, a que não assinou porque não se lembraram dele (oops!) ou, em alternativa, a que não quis assinar para agora dizer que também assinaria o que não chegou a assinar, num ciclo infinito de “olhem para mim” em hiperdimensão pacóvia.
É provável que alguém veja inteligência nesta resposta de Costa. Porém, não os vejo a criar fundo de donativos para enviar à Grécia. O mais provável é que fale para não parecer que está calado, o que permite perpetuar a noção de que será com Costa que se calarão os indignados quando o genial estratega fizer o mesmo que agora criticam.
Escrever ao Passos para quê?
Os 32 notáveis, personalidades, políticos e tudo o que lhes têm chamado que começaram esta linda missiva nestes tocantes termos enganaram-se no destinatário
Os 32 deviam era escrever a si mesmos. Na carta acrescentavam um parágrafo em que indicavam o valor mensal que descontariam nos seus rendimentos a favor do governo grego (coisa mto diferente da Grécia). Por exemplo 100 euros parece-me um montante razoável e que a avaliar pelos ordenados e pensões que boa parte deles recebe nem lhes faz mossa). Mas e aqui prossegue a originalidade da minha proposta escrevem também hoje mesmo cada um deles a outras 32 personalidades pedindo-lhes que façam o mesmo. Ou seja que também abonem os 100 eurinhos e que cada um escreva a mais 32 personalidades. E avisam: quem quebrar esta cadeia de solidariedade será amaldiçoado para sempre. Os crentes até podem invocar Sao Judas Tadeu patrono das causas impossíveis.
Na próxima reunião do Eurogrupo Vossas Excelências entregam o chequezinho ao Varoufakis que triunfante grita o fim da austeridade, do capitalismo e da tirania dos mercados. Só para se acabar com o folclore do casaco do Varoufakis mais da camisa da Lagarde o Blasfémias – a quem note-se ninguem até agora acudiu ao pedido de empréstimo – participará na cadeia de solidariedade com o governo grego.
Agora é a geo-teoria-dos-jogos-Burberry-Gangnam-Style
O mundo mudou em 15 dias. Agora o perigo é que a Grécia se aproxime à Rússia, que é geo-qualquer-coisa-sacada-do-le-Carré, ou James Bond mais um indivíduo careca de gato branco ao colo e ainda o plano malévolo de Putin em ser embargado – excelente para empobrecimento mútuo -, porque aproximações táticas só ao doutor Chavez e seu sucessor terrestre professor Maduro. Ou qualquer outro palhaço televisivo, que já não aguenta há tanto tempo que, decerto, nem muda a fralda desde 2011.
Vocês – os tolos sempre prontos para justificar o injustificável – continuam a escolher o alvo errado. A Grécia é um pequeno país que optou livremente pela eleição de tresloucados com a auto-importância inchada que as universidades causam nas mentes dos revolucionários-Burberry. E saem à rua, Nuremberga-style, todos imbuídos da percepção olímpica de pertencerem a uma civilização superior, a que gasta e não precisa pagar. Depois zangam-se com Cavaco por dizer o óbvio; depois zangam-se com Passos por dizer o óbvio; depois zangam-se com o eleitorado, que elegeu ambos, a quem querem exigir o sacrifício de mais uns salários para aliviar os gregos da responsabilidade de decidirem por si próprios. Ganhem juízo.
Quero lá saber se a Grécia se aproxima deste ou daquele. E os portugueses também não. Tenham alguma vergonha na cara.
Jarretas contra-atacam
“A malta do costume…” por Vasco Lobo Xavier no Corta-fitas.
A malta que no ano passado escreveu um manifesto a dizer que era necessário renegociar a dívida, que iríamos necessitar de um segundo resgate, que nunca iríamos cumprir o acordado pelo PS com a Troika, a malta que no ano passado nos atiraria para a situação que a Grécia tem hoje, os Bagão, os Ferro Rodrigues, Cravinhos, Mortáguas, Louçãs, Sampaios da Nóvoa (e quer ele ser Presidente…), Carlos César, Freitas, Roseta, Carvalho da Silva (outro que se imagina presidenciável), Adão e Silva, Octávio Teixeira, Soromenho Marques e, claro, Vítor Ramalho (enfim, os clássicos, só faltando Manuela Ferreira Leite e Mário Soares), e eu sei lá que mais, toda essa gente que se enganou nas previsões, escreve agora outra carta, com mais colegas, ao Primeiro-Ministro, para que aproveite a oportunidade do actual momento de discussão na Europa para encontrar “soluções realistas e mudar a visão das políticas para o país”. Eles, que se enganaram, que andaram enganados, que enganaram os portugueses, voltam à carga. E defendem que Portugal se atrele à Grécia. Que infantilidade, que crianças, que pena, que tristeza! Que malta!
Camarada Tsipras experimente dizer “Não pagamos” em chinês
o estrepitoso estado social do dr. bagão félix
O Dr. Bagão Félix, que, por diversas vezes, exerceu responsabilidades governativas em Portugal, escreveu um elogioso artigo sobre o nosso estado social, no qual, a partir da análise de dados recentes publicados pelo INE, concluí que, entre os anos de 2010 e 2013, o risco de pobreza tem vindo a crescer acentuadamente em Portugal. Neste último ano de análise, esse risco terá atingido os 19,5% da população, depois de efectuadas as transferências das prestações sociais (pensões, subsídios e demais abonos sociais), ficando o Dr. Bagão muito satisfeito com o resultado obtido porque, segundo o mesmo INE, se essas transferências não tivessem ocorrido esse risco teria chegado aos 47,8%. Isto é, metade da população portuguesa seria classificada como «pobre», na eventualidade do estado não ter procedido à distribuição de renda. Refira-se, para termos uma ideia daquilo de que estamos a falar, que o INE considerou o patamar de pobreza nuns miseráveis € 411,00 de rendimento mensal, sem actualização da variação do índice de preços no consumidor, sendo que, se esta tivesse sido considerada, o valor de referência teria passado, em 2013, para € 470,00 e a percentagem de pobres para 25,9% da população, mais de 1/4, portanto.
Aqui chegados a estes miseráveis resultados, o Dr. Bagão Félix manifesta uma alegria quase infantil sobre as funções sociais do nosso estado, atacando aqueles que «desdenham» da sua importância. Em momento algum, o Dr. Félix se questiona como é que, com tantos recursos retirados à economia, entre impostos, taxas e taxinhas, que os nossos governos, dos quais ele fez parte, têm vindo a aplicar para «desenvolver» o país e a economia, e para retirar os pobres dessa sua triste condição, os resultados não só são miseravelmente contrários às intenções anunciadas, como são cada vez piores num cenário de crescimento agravado da carga fiscal ocorrido durante esses anos. Para qualquer observador neutro, isto significaria que alguma coisa não está a resultar e que, provavelmente, a medicina utilizada está a condenar o doente em vez de o curar. Todavia, para o Dr. Bagão Félix, os resultados apresentados são um caso de sucesso evidente. É caso para lhe perguntar se não terá sido exactamente este «estado social», que a classe política, da qual ele faz parte, tem vendido aos portugueses, que nos levou a esta situação de miséria? E, já agora, se o Dr. Bagão Félix não consegue conceber nada que não possa ser melhor do que não ser pobre, no ano de 2013, em Portugal, com € 412,00 de rendimento mensal no bolso?
Todos tão de causas

Direção do PS não se mete na guerra das deputadas
A forma como boa parte da comunicação social tem tratado a polémica entre Ana Gomes e Isabel Moreira é uma vergonha. Aquilo que separa a versão de cada uma não é uma guerrinha. Mas os gajos que enchem os noticiários sobre o machismo e a homofobia porque é isso que está a dar lá no fundo continuam os misóginos do costume. E acham o máximo reduzir tudo a uma espécie de discussão para marialva ver.
I’m a Believer
Uma bela conversa a fazer ao novo aliado e salvador da Grécia, Putin
Tenho a certeza que no Kremlin vão adorar esta perspectiva. Que o senhor Tsipras não deixe cair este assunto.
Ficou no banco mau
2014 será um ano de excedente comercial, em que as exportações de bens e serviços superam as importações. O défice comercial era de 10% há uns anos atrás e agora existe um superavit de 1% ou 2%.
Note-se que foi também um ano em que houve crescimento económico.
Foi ainda um ano em que a economia não necessitou de recorrer a endividamento adicional para crescer.
Para isto acontecer não foi necessário que a Alemanha se tornasse deficitária, como sugere Vitor Bento. Pelo contrário, o superavit comercial da Alemanha tem vindo a reforçar-se.
Outro dado: o superavit alemão é graças ao comércio com o exterior da zona euro. Dentro da zona euro as contas da Alemanha estão próximas do equilíbrio.
A tese de que a Alemanha devia ser mais deficitária para Portugal poder exportar mais tem sérios problemas. Primeiro, não foi necessário. Segundo, Alemanha tem muitos parceiros económica, muitos dos quais fora da zona euro. Terceiro, o que é que Portugal iria exportar mais para a Alemanha?
Se o problema é o efeito que a Alemanha tem no valor do euro, reforçando o seu valor por ser muito competitiva, bem, o valor do euro passou em nos últimos anos de 1.6 dólares para 1.12 dólares, com o superavit da Alemanha cada vez mais elevado.
O problema não é dos nossos olhos
Uma Thurman 2015 Uma Thurman 2014
O problema não é dos nossos olhos. A senhora, Uma Thurman no caso, é que se entusiasmou com as operações e em meses ficou assim demudada. Não vejo nada mais parecido com as propostas do actual governo grego do que a operação de Uma Thurman: o querer fazer de conta que não se é quem realmente se é pode levar a desastres óbvios. Por fim a senhora para seu mal é rica e pagou a disparatada operação com o seu dinheiro. A Grécia não tem dinheiro e exige-nos que lhe paguemos a operação plástica. Mas como infelizmente se vê é melhor ajudarmos a Grécia a ver-se ao espelho. Sem operações radicais.
antes que seja tarde
Panos Kammenos, o líder do pequeno partido nazi que o Syriza levou para o governo e a quem entregou a importantíssima pasta da Defesa, ameaçou a Europa que a Grécia se encostará à Rússia ou à China, se a operação de chantagem financeira que está a exercer sobre as instituições da União Europeia não der resultado. Passo a passo a passo, começa a cair a máscara romântica do novo socialismo anti-austeritário syrizaco e se revelam as verdadeiras intenções da trupe, aquilo a que chamam agora o «plano b», mas que provavelmente terá sempre sido o «plano a». A União Europeia, a democracia e os direitos humanos que se lixem; o que interessa é a massa, mais massa e nas condições em que a exigimos. António Costa que ponha bem os olhos nisto e que fuja desta indesejáveis companhias, antes que seja tarde.
josé sócrates school of economics
«Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de crianças. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei», E que ensinou, porque é isto mesmo que hoje é repetido fielmente pelos dirigentes do Syriza e do governo grego, que querem pagar a dívida pública grega consoante o que julgam ser mais adequado para si e não como acordaram com os seus financiadores. Conforme as suas disponibilidades, conforme o crescimento económico do país, conforme outra coisa qualquer que lhes convenha. É isto, não é? E também é isto que pensa António Costa, ou não? Ele que se defina e nos esclareça.
A pior aceleração de sempre
Tal como as exportações portuguesas, o McLaren F1 demonstra aos 30 segundos a pior aceleração de sempre no intervalo ]0-30] segundos.

Apesar da velocidade aumentar, a última medição apresenta a pior aceleração desde que o carro começou a andar.
O Blasfémias vai lançar um pedido de empréstimo. As nossas condições são as seguintes:
a) Não sabemos quando podemos ou se vamos pagar
b) Propomos que o pagamento seja indexado ao crescimento do Blasfémias
c) A solução para a dívida do Blasfémias passa pela blogosfera. A blogosfera tem de assumir a sua responsabilidade na nossa crise
d) Os lucros que pensavam capitalizar quando nos emprestarem dinheiro ficam para nós. Ninguém vai ganhar dinheiro com a nossa dívida
e) Caso não aceitem as nossas condições abandonamos a blogosfera que naturalmente ruirá como um castelo de cartas.
O nacionalismo em 39 palavras
Não se é nacionalista sozinho. O nacionalista vê as coisas entre o “nós” e o “eles”. Sem “eles” não há o “nós”. O nacionalismo implica união pela defesa do que se considera ser um ataque do “eles” ao “nós”.
Os gregos escolheram o nacionalismo. O PS, o Bloco e o Livre representam a mesma escolha, com mais ou menos substância. No caso do PS é meramente circunstancial, até à distribuição dos lugares. Nos outros, não, é mesmo por fabrico.
convém notar que Portugal ao contrário da Grécia não tem interesse em sair porque Portugal ao contrário da Grécia não está sentado em cima de reservas de petróleo e gás. E portanto a nossa capacidade de bluff está por assim dizer muito reduzida. Nós não temos nada disto.
Deixe estar, não se apoquente. Já tem que lhe chegue
“Se a Grécia sair, quem irá a seguir? Portugal?”, pergunta Yanis Varoufakis. Deixe estar senhor Varoufakis. O senhor faz parte de um partido que ganhou as eleições na Grécia. Só na Grécia. Não ganhou na Alemanha. Não ganhou em Espanha. Não ganhou em Portugal… A reacção dos seus companheiros de ideologia talvez o leve a pensar que ganhou noutros países. Mas realmente tal não aconteceu. Logo trate da Grécia e não se preocupe com os outros.
Ps. Já agora quantas pessoas foram á manifestação de solidariedade com o governo grego que teve lugar em Lisboa no passado sábado? Estou farta de procurar números sobre esse movimento fiscal de solidariedade e não encontro.
Este tipo de coisas nunca acaba bem
E nunca acaba bem porque em primeiro lugar muitos dos proponentes acham que isto é apenas para se aplicar aos adversários: veja-se a forma como boa parte dos socialistas reage ao caso Sócrates. Em segundo lugar a criação de legislação deste teor apenas serve para palco dos populistas tipo Marinho Pinto que passam a vida a agitar o fantasma da corrupção como se todos os outros fossem corruptos à excepção deles mesmos. Por fim e face aos casos conhecidos o que tivemos foi a não aplicação da legislação existente e até a instrumentalização da justiça escamoteando os sinais de enriquecimento ilícito.
Bullying só do gajo giro
Este bullying que consiste em afirmar que Portugal sucederá na loucura grega é perfeitamente tolerado e incentivado pela franja revisionista do PS, a que afirma peremptoriamente que o resgate assinado por Sócrates serviu para salvar a banca à custa do povo enquanto clamam, em simultâneo, pela libertação administrativa do Barrabás de Évora.
Na mesma toada disléxica, o mesmo grupo de alucinados critica a ingerência na governação alheia, condenando veementemente afirmações como “conto de crianças”, atribuindo-lhe portento de atentado lesa-pátria à democracia soberana de outros países. Tal, porém, nunca se aplica à Alemanha, a que devia fazer isto ou aquilo pela democracia, solidariedade, humanismo e porque-sim-Amén.
De facto, Passos Coelho errou ao chamar-lhe “conto de crianças”. Trata-se, sim, de um drama de marmanjos; é assim que ficará na história, independentemente das culpas que proto-delinquentes revisionistas indígenas atribuam a outros, com auto-sustentada ingerência inaceitável, a partir da sobranceria confortável dos seus iPhones.
ora aqui está o busílis
O encantamento indígena com o Syriza e a «nova» Grécia já não se satisfaz com o deslumbramento pela «genialidade» dos seus dois principais protagonistas, Tsipras e Varoufakis. O Público de hoje conseguiu ir ainda mais longe do que o entusiasmo lúbrico da Dra. Isabel Moreira pelo (fosga-se!) sex appeal de Varoufakis (no facebook: «O ministro grego das finanças é sexy, porra!»), trazendo para as suas primeiras páginas os sortilégios de Stuart Holland, um «economeiro» trabalhista inglês, amigalhaço do «sexy» Varoufakis, com quem escreveu um panfleto (Modesta Proposta para solucionar a crise da zona Euro), e que colabora com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde realizará, daqui por uns tempos, um seminário de ciências astrológicas designado Depois do êxito do Syriza (no que a Universidade pública portuguesa gasta o dinheiro dos contribuintes…). Quando o jornalista lhe perguntou quanto tempo ele tinha trabalhado com Jacques Delors, a resposta que deu é, toda ela, um programa político e um tratado de economia: «Depende como definir “trabalho” (risos)». Ah, grande sábio! Assim é que é falar!
liberalismo clássico
Semana 5 de 2015
Esta semana, António Costa, a grande promessa para a temporada 2015/16, reforçou a sua confiança no actual clube, prometendo apenas o deixar caso venha a ser seleccionado para suceder à titularidade do trinco Passos Coelho na selecção nacional. Mais vale um peixinho na mão do que dois a nadar na Av. da Liberdade, por muito grande homem que seja o Doutor Obama a evitar perfurações petrolíferas que nos estragam as praias algarvias, diria o Doutor Mário Soares no DN, o melhor cronista pro-PSD em actividade. A pré-época antecipa-se renhida, apesar da lesão do ponta-de-lança Costa, lesão esta que o impede de manter uma ideia por mais de seis horas ou, talvez, particularmente renhida por causa disso.
Teriam gostado de o conhecer
Quando acabava de escrever para o Observador passei os olhos pelas últimas notícias. Foi então que li “Morreu o cientista político Manuel de Lucena”. Lembrei-me quase imediatamente da última vez que falámos: “Sou um pagador de textos” disse-me após enumerar tudo o que tinha entre mãos e que não teria tempo para terminar mesmo que já escrevesse em computador ou pelo menos à máquina e vivesse mais meio século.
Contactei tardia e brevemente com o Manuel Lucena. Reconheço-o no retrato que dele fazem aqueles que definia como seus amigos e de quem gostava de falar aos conhecidos mais fugazes, como era o meu caso. Era de facto livre pelo seu desprendimento material – “O Manuel é a única pessoa não pressionável que conheço: não quer cargos, não precisa de mais do que tem…” dizia-me alguém a quem eu confessava o meu desespero por um texto que o Manuel ficara de mandar e que ainda nem sequer fora para a dactilógrafa. (Pedir-lhe um artigo implicava estar preparado para receber muito atrasado um texto várias vezes maior que o combinado e também contactar uma determinada dactilógrafa que ele garantia decifrar-lhe a letra). Mas o Manuel Lucena era também livre porque não se deixava agarrar pelo azedume. Era desarmante na sua sinceridade e desconcertante na forma com se expunha, indiferente aos julgamentos sociais.
Mas aquilo que me fez escrever sobre o Manuel Lucena não foi tanto descrevê-lo (outros o conheceram muito melhor) mas sim algo que a sua morte me tornou ainda mais evidente: não há tempo para ouvir. Tudo tem de ser resumido, tudo tem de ter um soundbite, tudo tem de passar por um antagonismo. Não há mediaticamente falando espaço para um discurso como o do Manuel Lucena que vale pela sua inteligência e singularidade. No meio de tanta comunicação perdeu-se a capacidade de conversar. Tenho pena que o Manuel Lucena tenha morrido mas a pena que aqui quero deixar registada é a de que para muitos portugueses ele seja um desconhecido. Acreditem, teriam gostado de o conhecer e tal como aconteceu com quem se cruzou com ele ter-se-iam esquecido do tempo, do parquímetro e do telemóvel que não parava de chamar, enquanto o ouviam num raciocínio que o podia levar de Santa Teresa de Ávila aos grémios ou a África.
O síndroma da mãe do Dantas
Manuel Lucena
Emprenhar pelos ouvidos
Depois desta triste figura na AR
em quedeu o dito por não dito, não se lembrava de muita coisa e quanto às outras não era afinal aquilo que tinha querido dizer Ana Gomes continua naquela sua paranóia litigante com Paulo Portas. Agora literalmente como diz o povo emprenhou pelos ouvidos. Uma coisa é Ana Gomes ter a convicção de algo, suspeitar de uma pessoa. Outra é muito escudada na sua imunidade andar por aí a fazer acusações que não consegue de modo algum sustentar. Não se trata de escutas válidas ou inválidas. De provas aceite ou anuladas. Trata-se tão só de se estar a transformar numa anedota.
Mas tratam disso na secção de malas de luxo no Corte Inglês não é?
Angola quer “renegociação da dívida”
e já agora aqui e aqui e ainda aqui

