Alguém me sabe explicar?
Todos os equipamentos que gravem informação serão taxados, mesmo os telemoveis e os tablets que terão uma taxa de 15 cêntimos por gigabyte.
Quanto aos cartões de memória cada gigabyte deverá pagar 2 cêntimos em direitos de autor.
Já as caixas descodificadoras de televisão também vão ter uma taxa, ainda que não se consiga extrair conteúdos destes equipamentos.
As verbas resultantes de todas as taxas já criadas e a criar vai para quem?
Quem as distribui?
Por quem as distribui?
Quem controla a transparênca desse processo?
Como procedem os autores para receber essas verbas?
Boa vontade
Joaquim Sá Couto sugere que o António Costa tem um capital de boa vontade, e isso pode ser bom. Bom não sei, mas esta não é a primeira vez que um político reúne um enorme capital de boa vontade. Como é que correu das outras vezes?
Uma pequena questão holocáustica
Porto, 3 de Av, 5774
Ex.mo Senhor Doutor Viriato Soromenho-Marques,
É com admiração que encontro um artigo de Vossa Excelência, datado de 21 de Março de 2012 e que circula nas redes sociais em pleno Verão de 2014, em que se refere ao holocausto como sendo o extermínio de judeus na Europa ocupada pelos socialistas-nacionalistas (os dos anos 40).
Estou habituado a que Vossa Excelência utilize a palavra noutros contextos, tais como o holocausto da finança, o holocausto como morte da União Europeia pelo bail-in cipriota ou até o holcausto porque a chanceler Merkel veio a Portugal.
Como leitor assíduo – não pergunte – estou um pouco confuso e, se possível, gostaria que Vossa Excelência explicasse, da sapiência oriunda da cátedra que possui – eventualmente em metáforas hiperbólicas – o significado dessa palavra obscura, holocausto, tão usada em espiral expansiva, que aprendi com Vossa Excelência a associar a situações tão maçadoras como um autoclismo que vaza um fiozinho de água ou 26 segundos a mais no processo de elaboração de um perfeito bife da vazia.
Pergunto a Vossa Excelência porque, como especialista em federalismo e política internacional, sei que dotará a resposta a tão holocáustica questão de uma profundidade que holocausticará qualquer pessoa menos interessada nestas questões.
Cordialmente,
VC
Se bem percebo
o PS considera Maria Luís indispensável pelo que certamente a convidará para permanecer na pasta das Finanças caso ganhe as legislativas.
Como é que isto se chama no sector privado?
Os burocratas da pobreza
Li e reli este artigo do PÚBLICO ONG dizem que “uma soma de medidas não é uma estratégia” contra a pobreza e não li nada sobre a pobreza.Encontrei sim uma activa burocracia da pobreza – planos, estratégias… – que luta para aumentar o seu campo de actuação: o Governo deve integrar nos “grupos vulneráveis” à pobreza “a categoria dos trabalhadores pobres” Que quer aumentar o número dos seus funcionários: o Governo deve apostar na figura dos mediadores e educadores de pares. E que mostra preocupação com a concorrência entre si: Transfere-se para a sociedade civil responsabilidades mas não os meios. Além disso, importa saber para que tipo de sociedade civil serão transferidas as responsabilidades. Fora isso não encontrei mais nada.
Aqui fica o artigo. Pode ser que outros tenham leituras mais inspiradoras. Ler mais…
Uma questão de curiosidade
A malta que defende o casamento de pessoas do mesmo sexo com argumentos de direitos humanos já explicou como enquadra isso com o apoio ao Hamas?
Ricardo Salgado: danos colaterais
“Quem sabe, sabe e o Ricardo sabe.” – O impacto da detenção de Salgado na luta pelo poder dentro do PS. Tema do meu artigo de hoje no DE.
Não há apoios
Génio do Euromilhões precisa de dinheiro
O único português escolhido para ir aos EUA apresentar um projeto inovador pode ficar em Braga por falta de dinheiro. Quer construir uma plataforma que aumenta 20 vezes a possibilidade de ganhar o Euromilhões. Nem a TAP lhe oferece a viagem.
Neste país não se apoiam os inovadores, é o que é. Se bem que, se a invenção é mesmo tão boa, não percebo porque não joga no euromilhões.
Só lido. Contado não se acredita
O ARGUMENTO PODE SER DE DOIDOS MAS JÁ ESTÁ EM DIRECTIVA As associações de ciclistas defendem que os estragos causados por um acidente entre um veículo a motor e uma bicicleta devem ser pagos pela seguradora do motorizado, independentemente de quem é culpado e mesmo que o seguro seja agravado. A Federação Portuguesa de Cicloturismo considera que deve ser seguida uma directiva europeia denominada “responsabilidade objectiva”, que diz ser aplicada noutros países da União Europeia.
O ARGUMENTO MAIS FALSO DE TODOS O presidente da federação, José Caetano, considera que, em caso de colisão entre os dois veículos, e ao abrigo desta directiva, deve ser activado o seguro do veículo motorizado como forma de “proteger os utilizadores da via mais vulneráveis, que são os peões e os utilizadores de bicicleta”. (do ponto de vista do peão a bicicleta não é nada amigável)
O ARGUMENTO DO TUDO AO MOLHO A VER SE NÓS É QUE NÃO PAGAMOS Para o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (Fpcub), o pagamento pelo seguro automóvel dos danos de um acidente causado por uma bicicleta tem ainda uma outra explicação. José Caetano acredita que se fosse obrigatório seguro para os ciclistas “também teria de ser obrigatório para os peões, já que [estes também] atravessam a via pública e usam passeios”.
O ARGUMENTO QUANDO SÃO OS OUTROS A PAGAR A MIM NÃO ME CUSTA NADA Para Mário Alves, representante da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (Mubi), é natural que o seguro do automóvel seja agravado, mesmo quando a culpa é do ciclista, já que o carro “é bastante pesado e custoso para a sociedade”. “Mais um pequeno agravamento não parece que seja muito grave”, afirma.
O ARGUMENTO A VER SE PEGA O carro é “uma arma potencial”, frisa, acrescentando que “quem tem uma carta de condução, tem de ter responsabilidades para com aqueles que não têm”.
O que arde, cura
António Costa quer, o contribuinte pena, a obra nasce. Estou de acordo com o aumento do salário mínimo para 522 euros proposto por António Costa. Não que faça qualquer sentido apoiar iniciativas parvas que presumem resolução de problemas através da colocação de um número arbitrário num decreto-lei; sim porque quanto mais promessas idiotas o candidato fizer, maior a vossa frustração futura.
O que arde, cura. Só um socialista vos poderá curar do socialismo. Isso é perfeitamente claro.
Podemos falar sobre isto?
Mortar round landed in empty UNRWA yard, did not kill Gazans
O massacre nos hospitais, nas escolas… faz parte da propaganda palestiniana. Invariavelmente a imprensa ocidental e a ONU caem no engodo. Ou melhor dizendo estão à espera dele.
Lembram-se dos vestidos de noiva e das bonecas em Beirute?
Lembram-se de Muhammad Al Durrah?
E da família de Huda Ghalia’s?
Montagens. Mentiras ou mais dramaticamente ainda mortos pelos próprios palestinianos. Alguém se lebra de uma rectificação nos jornais? Nas rádios? Nas televisões?
I come in peace
Toda a gente aponta o ingrediente em falta, o Santo Graal que permitiria transformar o país num portento europeu através de um modelo de desenvolvimento que, tal como com os Descobrimentos, abriria as portas à era dourada para o menino e para menina portadores de cartão de cidadão. Uns apontam a justiça, outros o combate à corrupção, outros ainda – normalmente típicos parolos urbanos indignados por terem nascido, uma espécie de adolescentes tardios My Chemical Romance – a formação e qualificação, com as inevitáveis cultura e ciência na dianteira. Há um eventual Pedro Nunes em potência em cada candidato a bolseiro nos pós-doutoramentos de indivíduos cujo único emprego foi o de registar produtos na caixa do hipermercado, isto na versão optimista. Há um Miró em cada criança diagnosticada como hiperactiva aos 18 dias, uma espécie de teste do pezinho à lassidão patarata dos papás urbanos que adoram as férias em Cabo Verde.
Ninguém ou quase ninguém propõe o inverso. São poucos os que sugerem ser o excessivo peso do bedelho estatal a causa das próprias deficiências que, em conversa de taberneiro habituado a manter clientela, com caridosa “sensibilidade social” pretende apaticamente fingir colmatar.
O estado-alcoviteira tem dessas coisas: não faltam candidatos à Brízida Vaz do momento, com as suas questões estruturais, substituindo a promessa de vida eterna pela arquitectura social do “agora é que é”. E enquanto assim for, é garantido que assim será, para a remissão dos pecados, a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir, agora e sempre.
Lembrando a obra social de Ricardo Salgado
Estes negócios são parte da actividade benemérita de Ricardo Salgado e da família Espírito Santo. A aposta neste tipo de actividades, de grande impacto social, mas em que os agentes económicos acumulam prejuízos ano após ano, sendo difícil detectar viabilidade económica, provam que Ricardo Salgado era o sustentáculo das forças vivas da sociedade portuguesa. Talvez por isso nunca tenha sido posto em causa. Espera-se nos próximos anos um arrefecer da actividade cívica em Portugal.
BES emprestou dinheiro ao CDS, PCP, PS e PSD.
Fundo do BES com 67,7 milhões de euros em obrigações da Benfica SAD
BESI pagava camarotes nos estádios dos 3 grandes clubes
Fim do fundo BES Benfica Stars Fund
BES e BCP também levaram um haircut na reestruturação do Sporting
Exposição do BES aos 3 grandes clubes de futebol é superior a 200 milhões de euros.
Uma semana. Quatro fotos
No Observador fiz uma espécie de blogue. Ficou assim:
Finalmente Seguro percebeu que é líder do PS. Deixou de estar sempre a olhar para o lado a pensar no que vai dizer a família Soares, no que vão os jornalistas pensar, no que vai criticar Pacheco Pereira. Acabou. Estas primárias estão a ser o seu prémio de consolação.
Rio e Costa, têm de facto muito em comum: apostaran na mesma estratégia que no caso foi esperar que o tempo desgastasse Passos e reduzisse Seguro ao papel de personagem de transição. Enganaram-se.
Foi a isto que Mário Nogueira conduziu a FENPROF. Se houvesse provas para se ser sindicalista, e entendendo por sindicalista alguém que tem como objectivo defender os interesses dos trabalhadores, Mário Nogueira tinha chumbado rotundamente.
Esse olhar quase florentino que nos outros talvez seja uma técnica no caso de Ricardo Salgado parecia um dom tão geneticamente natural quanto os apelidos que carrega
Desde as aparições de Fátima
que não se via uma cobertura fotográfica desta natureza em Portugal

(PÚBLICO)
Uma tormentosa dúvida
Alguém sabe se no conceito de animal doméstico maltratado cabe uma pessoa desfazer-se através de equipamento adequado de um ser igual, parecido ou similar ao da foto? Dirão que o animalzinho não cabe no conceito de animal doméstico que agora a nossa AR alegadamente veio proteger. Desculpem mas cabe: o animal em causa mostrou uma obstinação imensa em tornar-se doméstico numa arrecadação dos meus conhecimentos. Mais quando convidado a sair com palavras, gritos e gesticulação obstinou em manter-se na humana companhia. Por fim há pessoas que têm esses animaizinhos como domésticos logo não se pode dizer que os bichinhos não são domésticos. Em resumo aqui temos a causa fracturante dos próximos anos: o conceito de animal doméstico não pode ser definido pelos seres humanos. Há lá animal que queira sem mais doméstico que uma ratazana? Devemos deixar os animais decidir se querem ser domésticos: os ratinhos, as ratazanas e as baratas querem ser domésticos. Logo devemos aceitá-los na sua verdadeira identidade.
Obs. Para quem não tenha dado por isso os deputados da nação acharam por bem equiparar as associações zoófilas a organizações não-governamentais ambientais, dando-lhes o direito a constituírem-se assistentes em processos e dispensadas do pagamento de custas judiciais. E de caminho o projecto de lei estabelece que “quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias”. Está aberta a caça ao primeiro arguido num processo desse.
O Estalinismo está vivo
No passado dia 17 de Julho, o avião da Malaysian Airlines que sobrevoava o espaço aéreo ucraniano despenhou-se em circunstâncias que, apesar da suspeita de ter sido atingido, não estão ainda esclarecidas, provocando a morte a todos os seus ocupantes.
O voo MH-17 sobrevoava uma região marcada pela guerra desencadeada pelo regime no poder em Kiev que provocou já milhares de vítimas.
A trágica situação que vitimou os passageiros e tripulantes que viajavam neste avião, mesmo antes de concluída qualquer averiguação credível e num quadro de provocações recorrentes, está a ser aproveitada para promover a escalada da tensão na região e ao nível internacional, o que encerra perigos muito sérios para a paz na Europa e no mundo.O esclarecimento rigoroso do que efetivamente ocorreu impõe-se, incluindo as razões que conduziram um avião comercial a sobrevoar uma zona de guerra e as causas que provocaram a sua queda.
Meus destaques. Original aqui.
O estalinismo está vivo.
Podemos falar de centros de excelência?
Um direito de resposta no Expresso levou-me a descobrir aquilo a que se chama investigação. Esta tese de mestrado – AMANDO VÁRI@S – INDIVIDUALIZAÇÃO, REDES, ÉTICA E POLIAMOR referida no site da Universidade Nove é sintomática dos caminhos daquilo que designamos como Ciências Sociais e Humanas
Esta tese tem como objectivo principal determinar se os utilizadores da mailing list alt.polyamory, ao verterem as suas experiências pessoais em texto, estão ou não a incidir em práticas queer de questionamento da normativização monogâmica e heterocêntrica, agindo como agentes auto-reflexivos que procuram cuidar de si (gnothi seauton) através da escrita (etopoiética) e leitura de si, ao invés de serem motivados pela tecnologia confessional; se, por analogia, o poliamor pode ser considerada como uma identidade queer. Dado que o poliamor é uma iteração da relação pura de Giddens, os desafios e contradições que apresenta colocam desafios específicos aos sujeitos, e necessitam de ser interpretados à luz das interacções entre dispositivo de aliança e de sexualidade. Recorreu-se também à elaboração teórica sobre a natureza das comunidades virtuais contemporâneas para contextualizar a recolha de dados. Para obter uma resposta, analisaram-se as trocas de emails iniciadas por utilizadores recém-chegados durante o ano de 2009, utilizando análise estatística, análise de conteúdo e análise de discurso. Os resultados apontam para uma diferenciação entre o grupo de recém-chegados e o grupo nuclear da mailing list, sendo que só os últimos mantêm, na lista, práticas potencialmente não-hegemónicas de subjectivação. O poliamor é então identificado como sendo, mais do que uma prática sexual, um posicionamento moral que envolve profundamente o sujeito na sua produção de si, e onde a parrhēsia (franqueza) é o principal elemento avaliativo da moralidade do sujeito poliamoroso. Esta parrhēsia é fundamental para a manutenção da autonomia do Eu, pelo que ela é oferecida mas também exigida do Outro; a equidade da relação de alteridade é fundamental para o sujeito que, sem o Outro, não se pode constituir como tal. Se tudo isto permite ao indivíduo questionar o horizonte de possibilidades daquilo que o constitui como sujeito, abre também a porta a uma possível hegemonização desta moral para todas as relações de intimidade.
Quer mesmo saber?
No Expresso Mariana Mortágua pergunta “E se Gaza fosse o País Basco?” onde vem o argumentário do costume: os israelitas são responsáveis pelos seus actos e pelos actos dos palestinianos. Mas o que me interessa é mesmo o título E se Gaza fosse o País Basco? Se Gaza fosse o País Basco há muito tempo que franceses e espanhóis tinham acabado com o problema. Pode ter a certeza. Certezinha mesmo.
A conversa informada e inteligente é outra coisa
A ouvir. E ver. Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto a conversar sobre a guerra nas terras de Israel e da Palestina
Comentário aberto: desopilar o fígado
Sou da opinião que todas as pessoas que participaram activamente para impedirem que candidatos realizassem a prova para professores devem ser expulsas da função pública ou, não sendo esse o caso, definitivamente impedidas de entrar.
Nota: excepcionalmente, por motivos antropológicos, todos os comentários colocados neste post nas próximas 48 horas que não incluam links, imagens ou vídeos serão publicados. Comecem os jogos.
Entretanto, em Mosul….
The al-Qaeda-Inspired Islamic State of Iraq and Syria (ISIS) has ordered all girls and women between the ages of 11 and 46 in and around Iraq’s northern city of Mosul to undergo female genital mutilation, the United Nations said on Thursday.(*)
However, they [Islamic State of Iraq and Syria] have also carried out many of these attacks in a systematic manner heedless of the impact on civilians, or have systematically targeted civilians and civilian infrastructure with the intention of killing and wounding as many civilians as possible. Targets have included markets, restaurants, shops, cafés, playgrounds, schools, places of worship and other public spaces where civilians gather in large numbers. ISIL and associated armed groups have also continued to target systematically civilians using a range of improvised explosive device (IEDs), and to perpetrate targeted assassinations (community, political, and religious leaders, government employees, education professionals, health workers, etc.), sexual assault, rape and other forms of sexual violence against women and girls, forced recruitment of children, kidnappings, executions, robberies, attacks on installations with the potential of unleashing dangerous forces, and the wanton destruction or plundering of places of worship or of cultural or historical significance. (* UN Report on Iraq (June/July 2014)
Separação de poderes
Ricardo Salgado é culpado. Em particular é culpado por ter sido (alegadamente) preso. Toda a gente sabe que: 1) não se prendem estudantes fora do país; 2) não se prendem pessoas que se identifiquem como professores mesmo que impeçam outros das suas liberdades; 3) não se prendem pessoas em exercício de cargos relevantes.
Salgado devia ter previsto a sua saída com uma (ou mais) das seguintes situações: 1) ir estudar para Paris; 2) participar em acções de protesto violentas contra o capitalismo e a morte consumada do SNS/escola pública/CTT/cluster do mar/clube de bridge/SIC Comédia/natalidade/agricultura/pescas/tribunal de Vila Chã Norte/inteligência; 3) arranjar um tacho.
É fundamental manter a separação de poderes em Portugal. Nomeadamente, é fundamental manter a separação entre os que os têm e os que os perderam.
Nestas coisas o CM ainda é a fonte
Diz o CM que Ricardo Salgado foi detido.
I have a cunning plan
António Costa: falar de finanças fica para depois
O objetivo é apenas um: deixar tudo o que tem a ver com Finanças para uma estratégia de curto prazo. Até porque, diz, é preciso “não sacrificar a visão estratégia para o país àquilo que são as necessidades de curto prazo. Estas naturalmente têm de ser satisfeitas, mas nunca esquecendo qual é o sentido e visão estratégica que temos para o futuro”.
a treta do costume
É sempre a mesma treta: por baixo das mais piedosas intenções (desta vez era o incremento da natalidade…) o resultado das reformas fiscais é, invariavelmente, o bolso do contribuinte e o aumento de impostos, ou seja, o saque fiscal. Depois vem a Senhora Ministra das Finanças, penitente e compungida, lacrimejar com o facto de “ainda” não poder anunciar a redução da carga fiscal, porque ela é “necessária para equilibrar as contas públicas”. E é “necessária” porquê? Porque, reconhece a mesma Senhora, a contrario sensu, “a redução efectiva da despesa pública” não aconteceu. E, se é certo que ela não sucedeu, em parte, pelos entraves que foram colocados pelo Tribunal Constitucional (ainda que tais entraves tenham incidido não exactamente sobre reformas do estado, mas sobre cortes salariais com discutível sustentação legal), a outra parte que o governo poderia ter feito sem quaisquer limitações – venda do sector público empresarial do estado, redução dos boys and girls dos ministérios, privatização de escolas, universidades e outros serviços públicos, reforma efectiva dos serviços da da administração pública – acabou por não ser feita. Tinha isto um mero valor simbólico, em face do muito que há para cortar em salários e pensões? Talvez. Mas os símbolos encorajam, moralizam e dão exemplo. E era disso que os portugueses precisavam para acreditar que os esforços “pedidos” não seriam em vão. Afinal, perante esta confissão de impotência reformista da Ministra das Finanças, que nos explica que os impostos continuam a subir porque a despesa pública não desceu, parece que não serviram para grande coisa.
uma selfie politicamente manhosa
Bagão Félix descuida-se e mostra, escandalosamente, que, em Portugal, a direita é de esquerda.
Terça à tarde no cinema da avenida
Vim ao dentista. Tenho uma dor no dente que não consigo resolver recorrendo ao direito adquirido de não ter dor no dente. Vou pagar a consulta, uma ignominia sem memória desde que tive que comprar os livros escolares do ensino obrigatório (ainda por cima escritos numa vertente ortográfica muito disléxica e bastante cansada).
…
Está um indivíduo de bigode à porta do dentista que me quer proteger. Diz que não me pode deixar entrar no dentista, para meu bem, enquanto não nacionalizarem todos os consultórios e aumentarem os salários para “níveis dignos”. Agradeço. Gostava mesmo de ter uma consulta agora para que me deixasse de doer o dente mas o senhor de bigode diz que a gangrena é para o meu bem, que se é para o bem de todos também é para o meu bem. Sinto-me impelido a concordar. A sério que sinto ou então é o bastão nas minhas costas. É isso, uma das duas.
…
Doem-me seis dentes.
Justiça
Numa escola do Porto um grupo de sindicalistas invadiu uma escola e interrompeu uma prova. Certamente identificados e presentes a um juiz, aguarda-se a sentença. Expulsão da função pública e corte da respectiva subvenção ao sindicato é o mínimo que se espera.
Agradecidos pelo trato excepcional
Professores: Movimento Boicote & Cerco rejeita uso de violência para suspender provas
Realmente é tocante: desta vez não há violência. Coisa bonita tendo um grupo o direito natual ao uso da violência abdicar desse direito. Uma pessoa até fica emocionada.
Se as hemerotecas falassem
En 2007, después de que Hamás ganara las legislativas palestinas, una lucha fratricida entre la referida organización islamista y la del presidente Mahmud Abás, Al Fatah, dejó más de 200 muertos en el campo de batalla, que fue toda la Franja de Gaza. Los últimos mohicanos de Al Fatah tuvieron que huir por mar para salvar el pellejo. La nada sospechosa ONG Human Rights Watch acusó a ambas facciones de violaciones del derecho internacional humanitario, de perpetrar matanzas de civiles, ejecuciones públicas de opositores y cautivos; denunció que se lanzó a prisioneros desde azoteas de edificios altos y se libraron combates en hospitales.
Nadie alzó la voz. Nadie habló de matanzas. Nadie lloró por las víctimas palestinas. Ler mais…
Mais mistérios de Verão
Temas do meu artigo de hoje no DE:
Os anúncios dos bancos.Um dos maiores mistérios do mundo capitalista em geral e do português em particular, que é o que para o caso me interessa, passa pela contratação de futebolistas, actores, actrizes e treinadores de futebol para que estes nos aconselhem a depositar o nosso dinheiro nos bancos pelo qual dão a cara.O mistério não é que alguém faça publicidade a instituições cujo funcionamento e meandros naturalmente desconhece. O que dá que pensar é que estas campanhas sejam bem-sucedidas. (Ler mais)
e também
Prova para aferir capacidades para futuros astronautas

Um conjunto de licenciados em astrofísica e pilotos da força aérea na reserva vão realizar amanhã a segunda chamada para a prova de conhecimentos aeronáuticos que lhes permite aceder ao concurso público de contratação de 10 astronautas.
O sindicato dos astronautas, após se manifestar contra o fim dos astronautas com horário-zero, pretende boicotar esta prova. “Qualquer um pode ser astronauta. Olhem para mim: não fiz qualquer prova e sou avaliado todos os anos com ‘Bom’”, disse Ernesto ‘Che’ Nogueira ao Blasfémias, que nunca saiu do planeta em que vive. O secretário-geral do sindicato dos astronautas acrescentou também que “infelizmente, as minhas funções na defesa da imbecilidade dos astronautas… são goradas pelo ministério da aeronáutica. O risco de alguém chumbar e assim deixar de ser astronauta depois de ter feito um curso de três anos em astronáutica – e sem matemática – é muito grande. Todos os candidatos a astronautas, que já são astronautas por direito adquirido, dominam o PowerPoint”.
“Já disse que qualquer idiota pode e deve ser astronauta?”, acrescentou, em tom de pergunta, como se esperasse resposta.
O Hamas a que temos direito
Face à dramática situação dos trabalhadores e do povo palestiniano, a CGTP-IN expressa ao conjunto do movimento sindical palestiniano e particularmente às organizações sindicais em Gaza, a sua profunda solidariedade, neste difícil momento de resistência e da luta contra a brutal agressão das autoridades de Telavive.
Para a CGTP-IN é preciso pôr termo à impunidade de Israel e responsabilizar os governos nacionais, a União Europeia e as instâncias internacionais pela cumplicidade que vêm demonstrando perante o terrorismo de estado, a violação dos direitos humanos e a barbárie.
Quero lá saber
que seja sexismo, machismo, discriminatório… eu também quero lugares assim: China: espaço extra para as mulheres num parque de estacionamento
No pasa nada
Primeiro foi em Barbés. Ontem em Sarcelles pró-palestinianosmanifestaram-se num bairro judeu: a sinagoga foi cercada, propriedades de judeus pilhadas e incendiadas. A polícia denuncia a presença de manifestantes armados – fala-sede Intifada parisiense. Excepção feita ao Expresso desatenção mediática ao que está a acontecer em França é impressionante.
Em busca do estatuto de cidadania lusófona perdido
Eu preciso de uma cidadania lusófona. Vocês não precisam de uma cidadania lusófona? É lamentável não termos uma verdadeira cidadania lusófona. A cidadania lusófona permitir-nos-ia vivenciar o pleno potencial do cidadão no seio da lusofonia lusófona.
Capacitando competências que permitam evidenciar as características dominantes da estrutura produtiva e cultural da lusofonia, é através da cidadania que se atingiria o grau de lusofonia indutora da verdadeira cidadania lusófona.
Sem um estatuto da cidadania lusófona é impossível determinar a lusofoninidade cidadã que cidadaniza o lusofonismo contido no esforço contínuo dos cidadãos estatutários da lusofonia.


