Saltar para o conteúdo

A ler

1 Julho, 2014

Navio Atlântida: Relatório aponta clara “intervenção política” no Atlântida e “incapacidade de gestão”

A propósito do navio Atlântida e do silêncio que se abateu sobre os desmandos do Governo Regional dos Açores ver :

Governo rompe contrato com Estaleiros

20 fevereiro 2011 Negócio concluído em 7 meses Ferry Atlântida vendido à Venezuela por 42,5 ME

8 novembro 2011 Ferry dos Estaleiros de VianaVenezuela confirma que desistiu de ficar com o “Atlântida”

Em Agosto de 2013 escrevia-se o seguinte no Quarta República: O ferry dos Açores, exemplo de sabotagem económica

 

 

 

Os retromutantes

1 Julho, 2014

Tema do meu artigo de hoje no DE: Temos o dia do pai. O dia da mãe. O dia dos avós. O dia dos namorados. O dia da árvore. O dia mundial da paz. O dia da espiga. O dia dos museus. O dia mundial do teatro. O dia da voz. O dia da rádio. O dia da água. O dia da terra. O dia da mulher. Enfim há dias para tudo aquilo que a imaginação alcança – esta é uma pequena amostra – mas para uma parte significativa da bancada do PS não podíamos ter o dia do peregrino. À semelhança de um tigre que há anos existiu no Jardim Zoológico de Lisboa que em vez de se assemelhar aos tigres seus contemporâneos lhe deu para regredir dando-se ares dos pretéritos e há muito desaparecidos tigres dentes de sabre, também a muitos socialistas o passado e as questões que então os animaram lhes parecem ser a solução para a sua crise do presente.  (…) Isso está longe de ser uma boa notícia para o país:boa parte da prosperidade e da paz europeias deveu-se ao facto de uma parte da esquerda se ter deslocado para o centro. Se essa mesma esquerda, agora por falta de propostas e de ideias, voltar à casa mãe do jacobinismo, podemos preparar-nos para tempos adversos.

O nosso doce estilo de vida

1 Julho, 2014
by

Tinha eu acabado ontem de escrever isto:

Em todo o mundo ocidental há uma tendência, irreversível, para aumentarem os custos do estado social ao mesmo tempo que diminui o número de contribuintes e já não há crescimento económico para ir tapando o buraco. Ao mesmo tempo, no resto do planeta, legiões de pobres estão a desafiar a velha supremacia do Ocidente, dispostos a esforçarem-se o que um trabalhador europeu hoje já não quer esforçar-se. Não havendo forma de reverter estas tendências, é a política que tem de se adaptar a estes tempos novos.

Quando tropeço nisto:

Em 2013 a Reiter Affiliated Companies (RAC), uma empresa americana de produção de fruta, lançou uma campanha internacional de recrutamento e contratou 40 portugueses. Metade desistiu depois do primeiro dia. Ao final da primeira semana já não havia nenhum português a trabalhar na quinta da RAC em Odemira. A empresa acabou por contratar 160 trabalhadores tailandeses, uma alternativa mais cara mas, aparentemente, mais segura. 

Quando uma empresa americana prefere meter tailandeses num avião e trazê-los até Odemira para apanhar fruta porque os jovens lá da terra preferem empregos mais leves ou mesmo estar desempregados, o que sucede com a maioria, é porque alguma coisa está profundamente errada no nosso doce estilo de vida. Que por este caminho será, não duvidemos, cada vez menos doce.

Princípio da proporcionalidade

30 Junho, 2014

Não é só o Tribunal Constitucional que decide invocando princípios gerais. No caso do ano nos Estados Unidos, O Supreme Court decidiu hoje, por uma maioria apertada, que as sociedades comerciais com um número de sócios reduzido não são obrigadas a incluir nos seguros de saúde que contratam para os seus trabalhadores a cobertura de contraceptivos potencialmente abortivos. Em confronto estavam uma disposição aprovada do Governo americano, incluída no ObamaCare a aprovada ao abrigo de uma autorização genérica do Congresso, que obrigava a tal cobertura, e a Lei da liberdade religiosa, que proíbe o Governo de impor às pessoas um fardo excessivo para o exercício da sua religião, excepto se tal imposição de resultar de um interesse do Governo  (por cá, dir-se-ía interesse público) muito relevante.

Invocando aquilo a que por cá se denomina por princípio da proporcionalidade, depois de concluir que a lei da liberdade religiosa se aplica não só aos cidadãos directamente, mas também aos sócios de sociedades por obrigações impostas a estas, o Supreme Court entendeu que a imposição da inclusão no seguro de saúde da cobertura de tais métodos contraceptivos, quando os mesmos sejam contrários às crenças religiosas dos referidos sócios, é desproporcionada, violando por isso a lei da liberdade religiosa.

Apesar de o texto ser longo, não é preciso ser um jurista experimentado para perceber este argumento:

“If the owners comply with the HHS mandate, they believe they will be facilitating abortions, and if they do not comply, they will pay a very heavy price—as much as $1.3 million per day, or about $475 million per year, in the case of one of the companies. If these consequences do not amount to a substantial burden, it is hard to see what would.”

O texto é muito interessante, analisando variadíssimas questões. Em todo o caso, é o próprio Supreme Court a fechar a porta (ou melhor, a recordar que essa porta está fechada) à invocação de objecções religiosas para não pagar impostos ou para não pagar a parte dos impostos utilizada em práticas contrárias a consciência religiosa de cada um (p. ex., a guerra, no caso dos EUA, ou ou aborto no SNS, no caso português):

[…] “[t]he tax system could not function if denominations were allowed to challenge the tax system because tax payments were spent in a manner that violates their religious belief. […] there simply is no less restrictive alternative to the categorical requirement to pay taxes. Because of the enormous variety of government expenditures funded by tax dollars, allowing tax- payers to withhold a portion of their tax obligations on religious grounds would lead to chaos.”

Queremos dignidade, democracia e pipocas

30 Junho, 2014

Parece que há problemas no LiVRE de Rui Tavares. As crianças nunca são nossas, Rui; as crianças são do mundo a partir do momento em que as expulsamos do ventre materno para a ortogonalidade ordenada do mundo socialista.

Pelo que me foi dado a entender, a facção do R/C-Esquerdo está em luta com o 2º Esquerdo-Esquerdo (o prédio não tem lado direito, só o esquerdo e o esquerdo-esquerdo, que fica à esquerda do esquerdo, tornando o esquerdo o direito – mas isso não importa – a esquerda é esquerda independentemente de estar menos à esquerda que a esquerda-esquerda).

Na realidade, nunca houve uma esquerda: cada homem é um universo de esquerdas, em perpétuo conflito entre a auto-regulação da revolução interior e a explosão de desejo em ser saudado numa parada militar. É perfeitamente normal: todos passamos por isso durante a puberdade.

O caso do LiVRE é mais giro e dispõe bem porque se trata de um partido unipessoal capturado pela facção da esquerda moderna (estes nomes são apenas indicativos, ninguém com neurónios distingue coisas iguais), isto para assegurar representatividade no caso improvável do António Costa ser suficientemente esperto para se livrar das carraças quando estas deixarem de ser necessárias para o folclore da onda.

Que não vos faltem as pipocas, caros portugueses.

Europa, terra de tribos

29 Junho, 2014

As tribos de regresso à Europa, tema do meu artigo de hoje no Observador: Essa Europa, cujas élites nos últimos anos deixaram de ver na construção europeia uma associação cautelosamente negociada entre estados e nações fortes para transformarem essa construção europeia numa caminhada para um admirável mundo novo europeu, onde os símbolos e as funções dos pretéritos estados perdem relevância, essa Europa, repito, tornou-se como sempre acontece quando os estados enfraquecem, num território de tribos.

Abaixo a competência, viva o funcionalismo

29 Junho, 2014

O SNS está podre. Completamente podre. Funciona, claro. Não graças ao sistema e sim porque este, sem merecer, ainda é composto por um grupo maioritário de pessoas dedicadas ao doente e não ao sistema. É preciso mexer uns cordelinhos, telefonar ao colega e tentar desenvencilhar-se da teia burocrática de fita vermelha que não serve o doente e sim a autofagia da eficiência.

A culpa é da ordem, do ministério, do ministro, da Ana Avoila, dos palhaços Nogueiras, do PCP, da corja sindicalista que anseia pela transformação de profissionais em funcionários, do Joaquim, da treta da constituição, da trampa do socialismo e da prole de fantoches que servem o sistema corrupto. Eles são o sistema corrupto.

A culpa é da contratação colectiva, dos concursos nacionais, do funcionalismo, da impossibilidade de despedimento do funcionário enquanto este não aponta uma arma à cabeça do doente, dispara, e, mesmo assim, só sendo considerado culpado na praça pública, poderá aliviar os competentes do trabalho acrescido que é a limpeza da porcaria que vão deixando, dia após dia, nos locais de trabalho.

A coisa vai funcionando graças aos carolas, os que exacerbam a sua competência para ofuscar os incompetentes acomodados. Funciona apesar dos colectivistas. Funciona apesar do ministério. Funciona apesar da gestão partidária. Funciona apesar do carreirismo. Funciona apesar do sistema.

Vocês, os das T-shirts do Che, vocês não merecem que funcione. Vocês não merecem o esforço do solitário que vos salva da chance de caírem na malha do incompetente. Vocês não merecem nada disto. Vocês merecem o colapso total do sistema. Vocês merecem ficar numa maca, no vosso belo corredor, admirando a grandiosa obra do socialismo, contando todos os pontos na vossa linda mármore italiana, ignorados pelos vossos funcionários, divididos entre a correcta gestão de aparência de trabalho e o tempo necessário para admirar o próprio umbigo. Vocês merecem provar o vosso veneno. E os que vos safavam, os que reparavam, os que retiravam a areia da engrenagem, os que vos tratavam como seres humanos, esses merecem trabalhar onde o seu profissionalismo seja valorizado através da não inclusão em equipas com os parasitas que vocês tanto gostam.

Vocês não sabem a sorte que têm para que, apesar da vossa vontade de serem co-proprietários de edifícios, caírem nas mãos de uma maioria competente mas cansada de o ser. Simplesmente, só dá chatices ser competente. Ser competente e dedicado é um travão ao funcionalismo.

Defendam o SNS. É preciso obras. É preciso fazer crescer o funcionalismo. É preciso acabar com os inconformados que tratam doentes. É preciso concretizar o sonho socialista. Abaixo os dissidentes que olham para vós como sendo pessoas. Deixem o sistema funcionar tal como ele foi projectado, para o imobilismo, para sugar os recursos e destruir valor. Há demasiada gente competente a estragar isto tudo. Por culpa destes competentes, isto nunca mais rebenta.

O golpe institucional do «Parlamento» Europeu

27 Junho, 2014

O Parlamento Europeu incitou a que os principais partidos apresentassem candidatos a presidente da Comissão Europeia. Arrogou-se assim da faculdade expressamente prevista de ser o Conselho Europeu a indicar tal candidato. Nem faltaram ameaças de chumbo a qualquer outro candidato que não fosse o proposto pelo partido mais votado.

O Tratado de Lisboa diz explicitamente que a competência para indicar um candidato a Presidente da Comissão é do Conselho Europeu.  «Tendo em conta os resultados das eleições para o PE». Ou seja, preferencialmente alguém da área politica mais votada ou que consiga em coligação uma maioria no PE. Depois disso, o PE terá de aprovar ou não tal candidato. Era um equilíbro de tipo federal. Mas que agora é destruído.

O que o Parlamento Europeu forçou, foi uma revisão não-oficial do Tratado. Ou «um golpe institucional», ao exigir retirar a competência de nomeação do Conselho Europeu e assumir ele mesmo, o PE, esse poder, indicando obrigatoriamente um candidato como sendo aquele que terá de ser nomeado. De cruz… O Conselho Europeu, os PM dos países membros, ao conformarem-se com essa golpada, dão mais uma facada na UE.

o verdadeiro milagre

26 Junho, 2014
by

Foi termos vencido o Gana.

A ler

26 Junho, 2014

Este texto na Porta da Loja. Leitura especialmente recomendada aos sr.s deputados, membros do governo e candidatos às primárias. O leitor que não conheça ninguém que tenha passado pelo processo kafkiano ali descrito que atire a primeira pedra.

Léxico para compreender Seguro e Costa

25 Junho, 2014

Austeridade: ideologia falhada que consiste em torturar pessoas, eventualmente até eleitores, com único objectivo de gerar pobreza profunda por motivos eleitoralistas.

Crise: flagelo internacional, com culpados em várias frentes, nenhuma delas a governação do partido socialista, isto apesar de acontecer sistematicamente na sequência meramente ocasional de governos socialistas.

Solidariedade: acto que permite que pessoas que não são pensionistas nem funcionários públicos possam exercer a sua obrigação constitucional e moral de manter ou preferencialmente aumentar a despesa com pensionistas e funcionários públicos.

Dignidade: Diálogo com congéneres europeus visando a solidariedade e respeito mútuo, como em Braga e Ermesinde.

Crescimento: o contrário de crise.

Emprego: função pública.

Legitimidade: assegurar que regras são cumpridas excepto se interferirem com as nossas pretensões pessoais.

Ilegitimidade: acto decorrente do erro de eleitores que, graças aos problemas visuais decorrentes da crise, fazem a cruz em partidos que não o socialista.

Religião: qualquer crença não demonstrada internacionalmente pela leitura do único parágrafo correcto escrito por Keynes.

Liberdade: socialismo.

Socialismo: eu.

Responsabilidade: oportunidade.

Mudança: manutenção.

Comunicação social: propaganda.

Economia: vodu.

Dos governos socialistas:

25 Junho, 2014

«Receita fiscal cresceu 3,4% até Maio, acima do previsto no OE. Já a despesa continua a subir, apesar do OE apontar para uma queda». (in Público)

É correr com os que dizem “borra-botas” à paulada, pá

24 Junho, 2014

Insultos a Costa em Ermesinde podem dar inquérito? Isto começa a ficar confuso: não era suposto grandolar-se a ignomínia? Não tinha sido determinado que “o povo está desesperado” e que “por muito menos que isto foi morto o Rei D. Carlos”? Não tínhamos determinado que o governo não ouve a voz do povo e está do lado dos credores, sendo então necessário ouvir bem o que dizem os populares, pela democracia e essas coisas? Não determinamos já que as manifestações populares são “censura na rua” ao governo? Como é que agora são “intoleráveis” os “incidentes” de Ermesinde, exigindo intervenção imediata? Querem calar a voz do povo, pá?

“Traidor”, “oportunista”, “borra-botas”? Pelo menos não foi “palhaço”.

Por mim, metiam-se era estes cabrões todos no Campo Pequeno. Por Abril, pá. É correr com estes gajos à paulada, pá.

Nota: deixo aqui o meu apelo a António Costa para que jogue no próximo jogo da selecção portuguesa com o Gana de forma a assegurar os 5 ou 6 golos necessários para passarmos a fase de grupos.

Já se percebeu

24 Junho, 2014

o Élsio Menau vai fazer parte das nossas vidas. O dito Élsio fez como trabalho de fim de curso uma forca na qual dependurou, de cabeça para baixo, a bandeira portuguesa. O dito trabalho intitulado “Portugal na Forca” mereceu a classificação de 17 valores no curso de Artes Visuais na Universidade do Algarve (se um trabalho que teve 17 era isto o que serão os de 20). O trabalho de final de curso esteve exposto, durante dois dias, num terreno baldio às portas de Faro e valeu ao seu autor a acusação de crime de ultraje à bandeira nacional. O responsável por tão inusitada acusação devia ser ele mesmo levado a tribunal. Em primeiro lugar porque a acusação não tem ponta por onde se lhe pegue e depois porque uma vez mobilizado o circo de apoio ao artista censurado já se sabe que vamos ter Élsio para o resto da vida. Já estou a ver dezenas de rotundas com as obras do Élsio artista contestatário, mais o Élsio à beira Tejo artista inconformado, sem esquecer o Élsio no Padrão dos Descobrimentos artista da desconstrução do simbólico do Estado Novo apropriado pela Democracia. O Elsinho tem a vida garantida cá no burgo.

Os milicianos

24 Junho, 2014

Tema do meu artigo de hoje no DE: Habituámo-nos a eles. Lançamentos de livros cujos autores não lhes agradam, cerimónias oficiais e acontecimentos públicos contam com a sua presença. Chegam mais ou menos discretos e quando o orador que identificam como alvo, começa a falar as milícias gritam, agitam-se e boicotam. Esta semana calhou a vez a Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura. Segundo a LUSA “O governante preparava-se para usar da palavra na sessão comemorativa do primeiro aniversário da passagem da Universidade – Alta e Sofia a Património Mundial da UNESCO, quando foi apupado por cerca de duas dezenas de jovens estudantes universitários. “Vocês vão deixar-me falar ou não”, questionou ainda Barreto Xavier, que após ouvir resposta negativa voltou a sentar-se na primeira fila da cerimónia evocativa, que decorreu esta tarde no Pátio das Escolas da Universidade de Coimbra.”

PPD/PSD: um partido ou uma barriga de aluguer política?

23 Junho, 2014

Pergunta António Pinheiro Torres, membro do Conselho de Jurisdição Distrital de Lisboa do PPD/PSD no PÚBLICO  a propósito do Projecto de Lei sobre maternidade de substituição/barrigas de aluguer e  uso de embriões humanos, para investigação científica: «As questões acima, porque socialmente fracturantes, requerem um amplo debate na sociedade o que não aconteceu com a apresentação dos presentes projectos de Lei. Saliente-se que o PSD não apresentou ao eleitorado, em sede de programa eleitoral, qualquer proposta nesta área e nem o Conselho Nacional ou Congresso deste partido, em qualquer das suas reuniões após as últimas eleições legislativas, discutiu este assunto. E argumentos de telenovela, representações convincentes de indignação e exploração despudorada de bons sentimentos não justificam uma deriva legislativa deste calibre. A iniciativa do BE e do PS tem rastro político, visa dividir o PSD e criar fracturas ao nível da coligação. Alinhar com os partidos da oposição significa andar a reboque de uma minoria expressivamente derrotada nas últimas eleições e servir uma agenda política que não é a do PPD/PSD. A não ser que a ambição política deste partido, depois de um momentâneo juízo em vésperas das eleições europeias, se reduza, nestas matérias, à de se transformar numa barriga de aluguer política do BE e dos sectores mais radicais do partido socialista…?»

Asfixia democrática

22 Junho, 2014

ps-boxe

Isto não está a correr bem. Primeiro foi a saga do António (acompanhamento em directo aqui), agora é a asfixia como debate político defraudando as expectativas patentes no símbolo do partido, consistindo num rijo punho bem fechado, muito menos mariquinhas que um “ai vou-te esganar, camarada”.

Morreu Miguel Gaspar

22 Junho, 2014

Morreu Miguel Gaspar, director adjunto do PÚBLICO

«No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.» Fernando Pessoa

Viagem ao Império do Meio

22 Junho, 2014

Tema do meu artigo de hoje no Observador: O Império do Meio. Todos os dias nos chegam notícias do Império do Meio. Do nosso, claro. O original ficava naquilo a que agora chamamos China e os seus habitantes não só se acreditavam no centro do mundo como viam os povos que os rodeavam como um conjunto de gente bárbara e atrasada. No nosso Império do Meio não temos o rio Amarelo mas temos o Tejo passando diante do Terreiro do Paço. E temos também os nossos membros do Império do Meio: ordens, associações, confederações, reitores, empresas municipais, observatórios, sindicatos, empresas públicas, institutos, conselhos superiores… eles são o nosso Império do Meio.

Há um editor no JN?

22 Junho, 2014

JN 2

Diga-se de passagem, toda esta situação cheira mal. Primeiro, não se negoceia seja o que for com demissionários; segundo, não se usa pedido de demissão como forma de greve; terceiro, e por muito legítimas que possam ser as queixas dos directores de serviço, não compete à administração agir como entidade sindical de detentores de cargos de nomeação; quarto, e por muito verdadeiro que seja “quem não chora, não mama”, a administração tem é que aceitar as demissões e, caso continue a discordar da decisão da tutela, demitir-se ela própria.

Inglaterra e Espanha fora do mundial…

20 Junho, 2014

…segundo as regras do torneio. Nada que impeça António Costa de as qualificar para a final.

Igualdade

20 Junho, 2014

O Estado está cheio de corporações cada uma com os seus pequenos privilégios. Entre estes pequenos privilégios há sistemas de pensões especiais, hospitais e sistemas de saúde especiais, complementos de salário, datas privilegiadas de pagamento, subsídios vários, festas de natal, prendas, acesso a instalações desportivas e de lazer,  etc. Há ainda trabalhadores com acesso à ADSE e outros para quem a ADSE fechou. Para alem das desigualdaedes informais que permitem aos funcionários de um serviço passar à frente das filas ou ter acesso a informação confidencial ou com o avanço de vários dias em relação ao público em geral.

Vive-se alegremente no meio destas desigualdades, muitas das quais são vistas com uma certa inveja, mas apenas porque a corporação do invejoso ainda não conseguiu ter ela própria os seus privilégios. Mas agora que o Tribunal Constitucional decidiu suspender os cortes a partir de 30 de Maio um desses privilégios, que era o orgulho das respectivas corporações, tornou-se uma desvantagem. E de imediato clama-se contra a injustiça e a desigualdade. Dizem que quem tinha o privilégio de receber o subsídio de férias em Janeiro não pode ser tratado de forma desigual, era o que mais faltava.

Quadratura do Círculo

19 Junho, 2014

SE bem percebo na  SIC está um candidato à liderança do PS e também presidente da CML numa espécie de sessão de esclarecimento.

Os problemas da monarquia

19 Junho, 2014

soaresOs críticos da monarquia apontam 4 razões pelas quais este formato tem sérios problemas em relação à república, a saber:

  1. Forma de sucessão;
  2. Incerteza de competência;
  3. Possibilidade de autoritarismo;
  4. Inimputabilidade;

nem o general eanes

19 Junho, 2014
by

António José Seguro está a levar um tratamento de moleque por parte dos barões socialistas e, sobretudo, do “Patriarca” Soares, que o querem tirar da chefia de um partido que consideram propriedade sua, como antigamente algumas donas de casa ponham na rua as ditas “empregadas de servir”, quando já não estavam para as aturar. Tendo Seguro já servido para o que lhes interessava – ter-se desgastado, durante três anos, a fazer de conta que chefiava o PS – é chegada a altura de porem lá quem eles acham que lá deve estar, mandando o rapaz de volta à terra, com a roupa que tem vestida no corpo e uns patacos no bolso para a camionete. Ora, se, no meio disto, Seguro se segurar com umas fintas estatutárias e a cacicagem do aparelho (pelo “carisma” pessoal não chega lá), e ganhar as “prévias”, o abalo no asilo socialista será coisa verdadeiramente sem precedentes. Com direito a rupturas, cisões, zangas e zaragatas, como convém a qualquer velha família que se preze. Nem o General Ramalho Eanes dos velhos tempos conseguiu com o PRD e o Engenheiro Martinho, coisa que se aproxime da que acontecerá se Seguro se mantiver no cargo.

o partido dos antónios

19 Junho, 2014
by

São quatro os pontos programáticos com que António Costa quer pôr cobro à austeridade e enriquecer Portugal e os portugueses, nos próximos dez anos: avaliar os recursos nacionais (?); modernizar o tecido empresarial e a administração pública (uma associação que, não sei porquê, não me caiu muito bem); investir na ciência, na cultura e na educação, ou seja, na “sociedade do conhecimento”; e, finalmente, reforçar a coesão social. Tudo muito bem, tudo excelentes ideias, tudo muito original. Nem sequer falta a velha “paixão pela educação”. A saga dos Antónios continua no PS e, dentro em breve, provavelmente no país. A austeridade que se cuide!

000x9bx8

Má sorte já não ser adolescente

19 Junho, 2014

beach_teens_LargeWide

De acordo com o mesmo estudo, os alunos do ensino secundário gostariam ainda de estar mais envolvidos nas atividades relativas à educação sexual nas escolas, manifestando disponibilidade para serem “mentores, em atividades informativas e formativas com colegas mais novos”.

António Costa versus Realidade

19 Junho, 2014

António Costa:

“O salário mínimo nacional português é 44% do alemão, mas é na Alemanha que o emprego se cria e é em Portugal que ele se perde”

Realidade:

Salário mínimo na Alemanha deverá ser aplicado a partir de Janeiro de 2015.

Desemprego em Portugal está a descer e emprego (homólogo) a subir

Nota: António Costa está habituado aos níveis de contraditório da Quadratura do Círculo.

Pepe, o PS, a culpa do árbitro e as nossas responsabilidades

18 Junho, 2014
by

Fernando Medina, o número dois de Costa na Câmara de Lisboa, deu uma entrevista importante, e reveladora, ao Observador. Aqui fica o meu comentário – que é também um comentário à falta de soluções credíveis por parte do PS: 

Fernando Medina falha nos caminhos que propõe para o futuro. Falha, primeiro, ao fazer depender qualquer futuro de uma renegociação com o exterior, com “a Europa”. É como começar a construir a casa pelo telhado – ou como preparar uma equipa para um partida decisiva começando por pedir para escolher o árbitro. Não é sério, do meu ponto de vista, falar aos portugueses sem começar por dizer o que temos de fazer. Não é sério começar por falar do que os dirigentes europeus devem fazer – aqueles que não controlamos, aqueles de que podemos sempre queixarmos, para sacudir culpas. E ainda é menos sério pressupor que as negociações que outros fizeram são sempre más, e as nossas negociações serão sempre melhores, sobretudo quando a última negociação que fizemos – fez o governo onde estava Medina – foi a do memorando inicial da troika.

cumes de prazer

18 Junho, 2014
by

Village-people-lookalkesO que Portugal precisa para sair da crise é de um programa de fisioterapia que ajude a reconstituir o músculo, disse António Costa a uma assistência que se reuniu para o ouvir no American Club of Lisbon e que ficou “muito excitada” (“really excited“) com as intenções políticas do ainda Presidente da Câmara de Lisboa. Depois de espantar a pátria anunciando que só deixaremos de ser pobres quando formos ricos, Costa deslumbra agora com esta fantástica metáfora de ginásio, músculo e suor. Não é para admirar que a libido dos americanos presentes tenha atingido cumes de prazer.

Spelling bee

18 Junho, 2014

Aclarar v. tr.
1. Fazer desaparecer o que impede a claridade ou a clareza de.
2. Tornar límpido.
3. Tornar evidente.
4. Clarificar.

Uso numa frase: TC recusa pedido de aclaração.

Primeira, segunda e terceira via

18 Junho, 2014

As vias

v império

18 Junho, 2014
by

O messianismo político do sebastianismo é o mito fundador da nossa modernidade política. Essencialmente, ele traduz a desresponsabilização dos portugueses pelo seu próprio destino, sempre à espera de um salvador que os conduza à glória e à felicidade, a quem delegam a condução quase integral das suas existências. A dependência que temos em relação à política e ao governo, em relação a quem se depositam todas as esperanças de vida, são indiciadoras de uma sociedade retrógrada e subdesenvolvida. Hoje Costa, há uns anos Cavaco, antes Salazar, daqui por uns tempos outro qualquer. Os portugueses desabituaram-se de assumir riscos e a responsabilidade por si próprios. Por isso mesmo é que as ideias de mercado, concorrência e propriedade privada lhes são antipáticas. Eles preferem diluir-se no que é público e não tem dono nem responsável visível, onde podem sobreviver sem correr grandes riscos, ainda que vegetando. Depois, quando clamorosamente os políticos não lhes concedem o mínimo que eles pretendem, substituem quem está e proclamam a infalibilidade do que se segue. Os portugueses entregaram-se, por inteiro, à política, aos políticos e ao estado, alegando que é daí que virá a salvação e um salvador, ainda que intimamente saibam que pouco lhes podem dar. Mas podem dar esse pouco e isso é quanto basta para muitos. Os portugueses escolheram deixar de ser livres.

Uma dúvida (ou como a generosidade fica patente em sintetizar todas as dúvidas numa só)

18 Junho, 2014

solucao-para-a-crise

Em que consiste exactamente a 1ª e a 2ª via?

Heureca

18 Junho, 2014

Estou muito optimista com esta terceira via, a que consiste em aumentar a riqueza. Costa tem toda a razão: com mais riqueza passa a haver mais dinheiro e, consequentemente, menos necessidade de endividamento, aumentando a disponibilidade financeira para maior croissance, que nos permite ter muito mais dinheiro para investir em extra-croissance, iniciando uma aceleração em espiral expansiva de serviços do estado, aumento de salários, redução de desemprego, redução de impostos e aumento exponencial de receitas fiscais com taxas reduzidíssimas.

Agora só falta resolver o problema dos lixeiros.

400

17 Junho, 2014
by

A não haver erro na notícia ou na comunicação feita pelo senhor vice-primeiro ministro, o governo prepara um conjunto de investimentos que, totalizando a irrisória quantia de 400 milhões de euros, resultará na criação de 400 pujantes novos postos de trabalho. Admitindo que os quatrocentos contemplados não sejam todos Zeinais Bavas ou Antónios Mexias, existe uma certa discrepância entre o dinheiro investido, o resultado anunciado e o entusiasmo exibido pelo governo. Não obstante, quatrocentos novos postos de trabalho, mesmo que nos custem um milhão de euros cada, são sempre de louvar. Até por representarem um inequívoco triunfo da economia planeada pelo governo sobre a iniciativa privada, desmentindo assim todos quantos insistem na peregrina ideia de que governo e estado desbaratam os recursos por si confiscados aos cidadãos e às suas empresas.

fácil de entender

17 Junho, 2014
by

Há por aí um certo desconsolo com o “sucesso” da recuperação económica portuguesa, ao ponto do anterior ministro das finanças, Vítor Gaspar, se mostrar muito preocupado com a taxa de desemprego que teima em persistir elevada.

A coisa não merece, contudo, grande espanto. A economia é uma ciência simples e de elementar compreensão: ela reproduz as escolhas individuais das pessoas, dos agentes económicos e dos protagonistas políticos, pelo que tudo que ultrapasse o entendimento de um homem médio está fora da realidade. Ora, sendo Vítor Gaspar um homem acima da média, não se compreende a sua admiração.

Ainda por cima, porque o que se passa em Portugal é muito simples de perceber: o país mantém, há décadas, um modelo social autofágico, que consome mais recursos do que os que a economia consegue gerar. Perante uma situação de emergência financeira, provocada pelo alarme dos credores que nos dificultaram o acesso ao crédito, os decisores políticos viram-se forçados a aumentar substancialmente a tesouraria para manterem o essencial do modelo social que originou a crise, e que eles, por culpas próprias e alheias, deixaram praticamente intocado. Chamou-se a isto salvar o “estado social”, tendo semelhante proeza sido realizada pela única via possível quando o crédito se esgota e quase não se conseguem cortar despesas: aumentando os impostos.

Ora, só quem acredita que a economia é uma dádiva celestial (ou governamental, o que, para o caso, resulta no mesmo) pode conceber crescimento de riqueza em simultâneo com crescimento de impostos. A riqueza ou fica nas mãos de quem a gera e comprovadamente a sabe aplicar ou vai para os cofres do estado, de onde some inutilmente mesmo antes de lá entrar.

Assim, só numa economia que permita a poupança, isto é, com baixos impostos, poderá haver investimento e criação de empresas e de emprego, o mesmo é dizer, de riqueza. Por outras palavras, enquanto os impostos permanecerem pornograficamente altos, a economia portuguesa continuará a esmorecer. Tudo o mais é conversa fiada.

Voltem para o armário

17 Junho, 2014

Durante alguns dias considerei se este ridículo artigo do Público, “os intelectuais de direita estão a sair do armário”, merecia algum tipo de resposta ou se devia ser tratado como uma peça do 1 de Abril que, por engano, foi publicada pela metodologia Seguro de “é preciso mais tempo”. Depois, quando tinha decidido que o artigo não merecia maior consideração que uma peça sobre o holocausto ecológico de Viriato Soromenho-Marques (que, curiosamente, demonstra o quão a poluição não se considera, ela própria, poluição), chega a resposta do Mário Amorim Lopes, tornando evidente que o meu texto não teria nada a acrescentar. Porém, até tem, que o Mário é demasiado educado para isto. Aqui vai:

Não existe direita. Apenas existe o que a esquerda decide que é a não-esquerda.
Ninguém se caracteriza de direita ou anda na rua com plumas multicolores na procura de uniões desta. Ninguém organiza congressos para “congregar as direitas”, “unir as direitas” ou “combater com uma frente unida o crescimento da esquerda”. Isso seria apenas parvo, o que é intrinsecamente uma condição de esquerda; Não há a Internacional Direitista nem poemas com gaivotas e meninos de mão dada que enfiam flores na metralhadora; não há rancho folclórico aos gritos de “isto não se aguenta”, em corridinho, ao som da concertina, enquanto o Fagundes, com o traje de noiva, abana o farfalhudo bigode da cerveja com sabor a cereja num TwittPE da doutora Estrela. A direita é simplesmente composta pelos que os muito preocupados em identificarem-se de esquerda não acolhem no seu seio. A direita é um conjunto de pessoas que só sabe que o é porque a esquerda assim os identifica. A direita não sai do armário porque não existe; o que existe é uma disponibilidade pontual da esquerda para não espezinhar através do auto-consagrado cânone da bestialidade todos os que não “sentem Abril” a cada orgasmo patético com a matrona entediada.

É impossível “ser de direita”. O verbo “ser” exclui livre-arbítrio e introduz uma certeza, algo que torna em dogmático o que é, por si só, uma abdicação de espírito crítico. As pessoas são (verbo ser) – e por exemplo – católicas ou judias, não são “de esquerda” ou “de direita”. O conceito nem sequer é compatível com um dogma coerente: na Dinamarca considera-se o cheque-escola um conceito inclusivo de progresso enquanto aqui se considera uma medida mais ou menos ao nível do extermínio dos judeus (que aparentemente é de direita, enquanto o extermínio de ucranianos é de esquerda).

A esquerda portuguesa é a legítima herdeira da tradição judaico-cristã.
O artigo do Público demonstra isso na perfeição: não há necessidade de se esconderem no armário aqueles não têm ideias bem definidas e crescentemente claustrofóbicas sobre o papel regulador do Estado; a sério, é possível até não serem estúpidos se não articularem uma ideia sobre a forma como a Merkel devia ser chicoteada no convés e por aí fora. A esquerda é o Bem, o herói circunstancial na luta permanente contra o Mal da ignomínia e escravatura intelectual “da direita”. O que o artigo faz é o mesmo que a esquerda nacional sempre fez: mostrar que há uma fogueira para quem não demonstra arrependimento pelo sentimento de culpa obrigatório e mais que justo por não ter a capacidade intelectual de “ser de esquerda”. Pessoalmente, não me interessa se urbanos saem ou não do armário; preferia, sim, mil vezes, que a pessoa que escreveu a peça voltasse, ela própria, para o local de onde nunca devia ter saído.

As pessoas boazinhas

17 Junho, 2014

Tema do meu artigo de hoje no DE: Estou farta. Mas não farta em geral. A minha fartura é um caso muito particular. Estou farta de pessoas boazinhas. Causam-me a mesma agonia que na infância me suscitavam as iscas: as iscas eram tão saudáveis, as iscas faziam bem, as iscas isto e aquilo. Felizmente lá em casa não era muito popular a invocação então generalizada dos pastorinhos da serra da Estrela que passavam fome e que certamente iriam adorar a comida que nós rejeitávamos, pois creio que teria acabado a integrar os pastores mais as ovelhas e as serranias da Estrela ao Caldeirão ou Mú no desgosto, sim desgosto enquanto contrário de gosto, ou “igosto” para usar a prefixação em voga no Tribunal Constitucional, que aquela textura pastosa das iscas me causava. Lembram-se que por mais que as mastigássemos as iscas nunca mais acabavam? Pois é essa sensação de mastigação circular que eu, décadas depois e já relativamente reconciliada com as iscas, experimento perante os sobressaltos cíclicos das pessoas boazinhas. E nas últimas semanas as pessoas boazinhas têm andado tão sobressaltadas, com tantos factos ali mesmo a jeito para elas poderem mostrar como são boazinhas. Os pinos metálicos colocados na entrada de um edifício em Londres, pinos esses que teriam a finalidade de impedir os sem-abrigo de pernoitarem naquele espaço, foram o pretexto ideal para a manifestação de carradas de bondadeLer mais

de sucesso em sucesso

16 Junho, 2014
by

O Dr. Paulo Portas não cessa de se congratular com o fim do programa de ajustamento orçamental português. Ora, sabendo-se que tal sucesso foi conseguido quase exclusivamente pela via do aumento de receitas fiscais e que, graças ao descabelado volume que estas atingiram, o pouco que ainda existia da economia portuguesa não estatizada está em vias de extinção, é chegada a hora do Dr. Portas nos esclarecer como querem ele e o seu partido – o “partido dos contribuintes”, é bom não o esquecermos – ajudar a repor uma carga fiscal que não continue a esmagar o país. De resto, se isto não for um objectivo nacional, deste governo ou de qualquer outro que se lhe siga, nomeadamente do Partido Socialista, que também não vemos, em qualquer uma das versões dos dois Antónios, particularmente preocupado com o tema, o “sucesso” orçamental destes três anos valerá de pouco. É só continuar a esventrar o contribuinte com impostos pornográficos e deixar o tempo passar. Não será preciso esperar muito.