Não creio. Ao contrário do que sucedeu no governo com Durão Barroso desta vez Paulo Portas não levou para o executivo ninguém de peso do CDS. No caso dos secretários de Estado apostou mesmo em nomes tão estapafúrdios quanto Daniel Campelo ou sem qualquer vocação para o cargo como Cecília Meireles. Disse na época em comentário na TVI que não compreendia os nomes propostos pelo CDS. Agora compreendi: Portas nunca deixou de pensar em fazer cair esse governo. Esqueceu-se simplesmente que os tempos agora eram outros e que agora tudo isso se traduz em juros, dívida… Como dizem estes deputados do CDS que parecem a ceifeira de Pessoa no que à consciência respeita: “todos odiavam o Japão, mas depois da bomba atómica o mundo ficou solidário com os japoneses. Ninguém sabia realmente os efeitos e foram terríveis. Os mercados e a Europa deram um sinal claro e ninguém tinha até ontem a verdadeira noção de que a democracia nos países sob resgate está limitada”. “nem Paulo Portas tinha ideia das reacções que surgiriam e que inviabilizam um cenário de eleições. Não podemos fazer eleições e ninguém tinha percebido isso”.
Diz agora que estava cansado, farto e sentia-se de esquerda. Exactamente. Não há melhor definição. Sentia-se de esquerda. Tão de esquerda que ignorou as contas.
Cheio de razão
Santana Lopes: Se há conversa que me enerva é a de que “por muito menos, Sampaio mandou embora o seu Governo” ou, no mesmo sentido, “comparar isto com o seu Governo…”. Ainda por cima, dizem isto à espera de que eu agradeça a generosidade.
E quando amigos mandam SMS informando que Ricardo Costa, ou alguém do meio, acabara de afirmar que me devia um pedido de desculpas como se levassem a sério essa retórica e como se me aquecesse ou arrefecesse essa retórica de circunstância.
Enerva-me por uma razão muito simples: não tem comparação. Pondo de lado quaisquer comparações de ordem pessoal, qualquer juízo sobre as capacidades dos diferentes protagonistas, objetivamente não existe comparação. Basta um motivo: em 2004 não houve qualquer dissonância, em expressões públicas, entre responsáveis e partidos da coligação. Uma única exceção: Paulo Portas não foi à sessão de encerramento de um Congresso do PSD porque alguns congressistas fizeram intervenções críticas para a coligação. Ler mais…
Carta aberta ao presidente
Bom dia, senhor Presidente.
E agora, já podemos acabar com o Tribunal Constitucional e chamar o doutor Gaspar para governar o país ou ainda é cedo para uma solução séria?
Respeitosamente,
Um Contribuinte
o estabilizador
Vitor Gaspar era o verdadeiro estabilizador deste governo e desta maioria. No dia imediatamente seguinte ao da sua saída do governo, a garotada desatou aos tabefes, aos chutos e pontapés, e a fazer queixinhas uns dos outros aos meninos mais velhos. Também não é para admirar. Vitor Gaspar não se fez nas jotas partidárias, nem nas coscuvilhices e sacanices da política portuguesa. Tem vida própria, um percurso profissional respeitado, nunca tinha estado pendurado na política, e isso provoca sensações misturadas de temor e rancor aos toxicodependentes da politiquice. Era ele quem, por impor respeito à garotada, a ia conseguindo, naturalmente, pôr a recato. Agora que foi à vida, a canalhada está novamente por conta própria, com dois anos de raivinhas acumuladas. Não vai ficar pedra sobre pedra.
O Partido Sou Eu
Manifestações na era digital
já basta!
Ninguém tinha percebido isso?! ?!
“Um deputado do CDS – PP, contactado pelo Porto Canal, comparou mesmo a situação que vivemos com o clíma da 2ª Guerra Mundial, «todos odiavam o Japão, mas depois da bomba atómica o mundo ficou solidário com os japoneses. Ninguém sabia realmente os efeitos e foram terríveis»”.
O deputado, considera que “nem Paulo Portas tinha ideia das reacções que surgiriam e que inviabilizam um cenário de eleições. “Não podemos fazer eleições e ninguém tinha percebido isso”.
a “fórmula”
Depois de consultados inúmeros homens de Ciência, Passos comunicou ao Presidente da República que “foi encontrada uma fórmula de manter a estabilidade do governo”. Ei-la:

Passos já escolheu novo ministro das finanças
quase no fim da segunda parte
Aos guinchos histéricos de «Paulinho, Paulinho», o reduzido mas barulhento número de apoiantes do conhecido avançado-centro viu-o regressar ao campo de jogo donde tinha saído, aparentemente de forma irrevogável, após uma lesão provocada por um pontapé que lhe atingiu as partes baixas. De regresso ao campo, Paulinho reforçou a sua liderança na equipa, marcou três golos e ainda retribuiu o pontapé sofrido com um violento chuto nas canelas de Álvaro, o defesa-central da equipa contrária, que o levou, a este irrevogavelmente, para fora das quatro linhas, com uma fractura exposta e em grande sofrimento. Um jogo muito violento, que ainda não chegou ao fim, no qual o árbitro Cavaco não exibiu, até agora, qualquer cartão aos jogadores, para estranheza da assistência. Os patrocinadores de ambas equipas já anunciaram que não pretendem continuar a financiá-las, dada a falta de qualidade e a violência do jogo, sendo incalculáveis os prejuízos. O árbitro adjunto Tozé regressou após o intervalo, com as faces mais coradas, praticamente recomposto de um súbito mal-estar do qual se aliviou nos balneários durante os quinze minutos de interrupção.
A irrevogável leveza do gás carbónico
Esqueçam as exportações. O negócio agora é importar festivais de Verão patrocinados pela Super Bock. Não sei como Portas não se lembrou disto antes: agradecíamos a bebedeira logo no início do ano.
o cara-de-pau
«Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer.»
É irrevogável
Portas será ministro de Estado, da economia e da reforma do Estado.
Estratégia de crescimento de Paulo Portas
Há quem ache que Passos Coelho deve ceder a tudo o que Portas quer para evitar estas birrinhas. Talvez valha a pena perceber o que o Portas quer: quer controlar o ministério da economia para poder ser ele a distribuir dinheiro pelos lóbis (a chamada Super Bock economics), quer um ministro das finanças que deixe gastar dinheiro e não quer fazer reforma do estado nenhuma. Paulo Portas tem uma estratégia de crescimento. Quer o crescimento do CDS. E para isso procura controlar sectores chave, como a agricultura, o turismo e agora o ministério da economia, com o objectivo de ter dinheiro público para angariar clientelas.
Comer a pizza sem a ingerir
Agora o discurso dos tontos virou-se para o capital perdido em bolsa pela queda de ontem. Andaram um ano inteiro a pedir eleições antecipadas e agora estão preocupados com os efeitos da queda do governo. Pior ainda, queixaram-se com ferocidade da capitalização da banca e agora queixam-se dos mecanismos de mercado consequentes aos seus próprios desejos.
Querem o estômago cheio de pizza sem terem que a comer. Isto não são consequências secundárias dos desejos de sangue governamental: isto são as vossas reivindicações.
uma palhaçada
Uns palhaços do Ministério Público resolveram arquivar a queixa crime de um palhaço que mora em Belém, por se ter sentido ofendido por um palhaço que escreve nos jornais lhe ter imputado essa nobre profissão. Os palhaços do Ministério Público arquivaram rapidamente o processo contra o palhaço jornalista, fundamentando a decisão no princípio da “liberdade de expressão”, que “é válida não apenas para juízos de valor favoráveis, inofensivos ou indiferentes, mas também para os que ferem, chocam ou incomodam”. Por isso, chamar “palhaço” ao Presidente da República Portuguesa, ou a qualquer outro titular de um órgão de soberania, ou mesmo a qualquer cidadão português, passa a ser, a partir de agora, um direito fundamental de todos os portugueses, que a Constituição protege e o Ministério Público tutela. Aplicando-se o mesmo critério a outros adjectivos que “ferem, chocam ou incomodam”, o nosso direito fundamental à liberdade de expressão ficará consideravelmente ampliado. É só começar…
ao intervalo
Coelho: 3, Portas: 0.
Depois de uma entrada fulgurante em campo deste último, Coelho enfiou-lhe três secos, de rajada. É evidente que ainda há a segunda parte, mas o ânimo já não deve chegar para Portas equilibrar o jogo. O Congresso do CDS também não ajudará à plena concentração nesta eliminatória, que tão necessária seria para uma eventual recuperação da equipa que está a perder. De todo o modo, prognósticos só depois do fim do jogo.
Quanto ao árbitro assistente Tozé Seguro, abandonou o relvado com uma súbita indisposição física.
Saberemos que o governo acabou…
…quando o Financial Times atender um telefonema do Seguro.
Actualização
Paulo Portas é o novo Nuno Melo que substitui Portas no governo. Boas perspectivas para a Super Bock School of Economics.
Ah! Filipe. Assim é que é!
Pelo menos, um Secretário de Estado do CDS – PP não se demite! Fica, com ou sem Portas. Ainda é capaz de ser curto para manter a coligação, mas…
o seu ao(s) seu(s) dono(s)
João,
A queda das bolsas demonstra a irracionalidade da demissão do Portas, mas, sobretudo, da demissão de Vitor Gaspar. Não se abandona um programa de ajustamento a um ano de terminar a sua fase mais dura e a quinze dias do início de mais uma avaliação externa, quando se foi o seu principal autor e executor. De resto, não se tivesse demitido Gaspar e Portas não teria um milímetro de espaço para lhe seguir as pisadas no dia seguinte.
Equívocos III
PMF,
A queda das bolsas hoje não demonstra apenas a irracionalidade da decisão de Paulo Portas (passou 2 anos no governo e não tem noção dos limites financeiros do país). Mostra também que a estratégia de consolidação orçamental vai ter que prosseguir nos mesmos moldes, com redução do consumo interno e do investimento público a passarem a ser a nova normalidade. Austeridade permanente durante vários anos, faltando ainda cortar cerca de 5 mil milhões de euros de despesa permanente. E sendo isto verdade, nada muda em relação aos tempos de Vitor Gaspar. Podem, eventualmente fazer-se asneiras episódicas, como esta do Portas, mas os mercados vão encarregar-se de explicar o que é que tem que ser feito.
Se realmente fosse possível agora terminar com as políticas de Vitor Gaspar e voltar à normalidade desejada pelos autarcas do PSD, os mercado seriam insensíveis a mudanças de governo. Não foi o caso.
o tempo político de vitor gaspar
Era tão mau, tão mau, que até lhe choveu em cima, dentro de um supermercado. Num país de treta, que anda excitado a discutir a demissão do número 3 e já esqueceu que um dia antes se demitiu o número 2.
Equívocos II
Pelos vistos, a frase que é, aqui, revisitada pelo João Miranda, na realidade, já deixou de ser do Carlos Amorim. Ela pode ser, agora, imputável ao próprio Gaspar (cfr. a sua própria carta de demissão)! É a tal história: agora, não adianta ser-se mais gasparista do que o próprio!
E provavelmente haverá uma explicação técnica ou uma desatenção minha, mas o efeito das bolsas, no mercado secundário – negativo e com as taxas de juro a 10 anos dos títulos da dívida pública portuguesa quase nos 8,2% – acabou por suceder hoje, quer dizer, após a demissão de PORTAS e o triste estado pré-helénico em que o Governo e a situação política portuguesas ficaram…. Quando muito, parece-me, há, pelo menos imediatamente, aqui um efeito – equívoco PORTAS.
Equívocos
No dia de hoje vale a pena revisitar a famosa frase do Carlos Abreu Amorim “o tempo político de Vítor Gaspar terminou”. Acho que o estado das bolsas de valores no dia de hoje é suficiente para perceber o equívoco. As autárquicas não definem o tempo político. O tempo político é definido pelo défice e pela dívida. Isto vai durar anos. Décadas, talvez.
Mistério
Quem terá escolhido o Secretário de Estado dos assuntos fiscais, Paulo Núncio, militante do CDS, que ontem tomou posse?
as garotadas
Uma das maiores garotadas deste governo e deste primeiro-ministro, porventura a maior e mais grave de todas, foi entregar o plano de «reformas» do estado ao Dr. Portas, que, por absurdo, ou excessiva cobiça, não o recusou. A coisa funcionou assim: «Ai andas para aí a dizer que é necessário cortar na despesa, então toma lá e embrulha». Com isto, que fez as delícias do spin laranja, o primeiro-ministro demonstrou que não acreditava em reforma alguma, e fez recordar aquela célebre partida do seu antecessor José Manuel Durão Barroso, também ele um enorme brincalhão, que nomeou o seu arqui-inimigo João de Deus Pinheiro responsável pela reforma da administração pública. Para qualquer pessoa de mínima sensatez, é por demais evidente que reformar o estado portugês não é encomenda que se entregue a uma pessoa, mas uma gigantesca tarefa que exigiria o esforço sério e empenhado de todo o governo e, ainda assim, os resultados ficariam sempre aquém do necessário. Passos demonstrou, desse modo, que não acreditava na possibilidade de se fazerem reformas estruturais, a sério, no estado português. De resto, se acreditasse, ou se as considerasse importantes, tê-las-ia iniciado há dois anos, quando assumiu o lugar de chefe do governo.
o mordomo
Por acaso Paulo Portas «traíu» o governo de Durão Barroso, ou, em algum momento, sabotou o seu funcionamento? Será que se estaria a preparar para fazer o mesmo no estranho governo de Santana Lopes, para o qual foi empurrado pela irresponsabilidade do parceiro de coligação? Não consta, mas é evidente que é fácil imputar a Portas todas as malvadezas do mundo e todas as asneiras que aconteceram nestes dois anos de governo. Ainda há reminiscências do velho Independente no PSD profundo, e fazer de Portas uma espécie de mordomo da Agatha Christie – é sempre o culpado do crime – é fácil, e foi a estratégia deste PSD e deste primeiro-ministro para o porem em «sentido». Mais difícil é governar em coligação, liderar num clima de confiança, saber ouvir e reunir o consenso nas decisões mais difíceis. Ou seja, saber liderar com autoridade, mas sem autoritarismo. Isso, ou se tem ou se não tem. Não é nos bancos das jotas que se aprende.
Explicações simples? Irresponsabilidade.
Esfalfo-me a tentar perceber o que se passa(ou) na cabeça dos actores desta tragicomédia. Procuro as explicações simples – normalmente, aquelas que são as mais realistas. Compreendo que o desconforto com a linha gaspariana que tem sido imposta (creio eu, ao próprio Gaspar, sobretudo depois de ouvir as declarações do Ministro das Finanças de Merkel sobre saída de Gaspar – ou seja, uma autêntica declaração de amor… político); o próprio Gaspar já reconheceu – e escreveu preto no branco – o seu falhanço, rectius, o falhanço das suas previsões, pelo que não vale a pena ser-se mais gasparista do que o próprio Gaspar.
Esta é dificil
Há duas versões contraditórias sobre a escolha de Maria Luís Albuquerque para as finanças. Uma delas é do Portas …
Mais tempo, menos dinheiro
Défice zero, cá vamos nós.
Aparentemente, Seguro tem metade da razão: acertou na parte de ser preciso mais tempo, falhou na parte de ser preciso mais dinheiro.
O consenso será atingido, não em como gastar mas naquilo que seria giro gastar caso algum louco ainda financiasse défices com gestão interna.
Porque não nos lembramos disto logo em 2011? Entretanto, preparem-se para a conversa do “isto está pior do que imaginávamos“.
Tontismo
A alegria com a saída de Vitor Gaspar e com a provável queda do governo deu lugar a algum temor. Esta falta de fé na possibilidade de se aplicarem políticas menos austeras é bastante surpreendente. Era tudo lero-lero.
A factura manda-se para o Largo do Caldas?
Não foi por interesse
Que Paulo Portas agiu como agiu. Não foi certamente por interesse do seu partido cujo capital político desbaratou como parceiro de futuras coligações quer com o PSD quer com PS. Não foi certamente por interesse da sua liderança que está neste momento a ser posta em causa. Não foi por interesse do país. Logo o que está em causa não são os interesses de Paulo Portas mas sim o seu desinteresse. Em política o desinteresse é um risco elevadíssimo.
As eleições não são necessariamente más
Não vejo qualquer saída política para a crise instalada com a demissão de Portas e a (previsível) saída dos restantes membros do governo filiados ou indicados pelo CDS. Portas poderia recuar, sem perder a face, se Passos Coelho substituísse a Ministra das Finanças, mas isso seria uma humilhação tremenda para o segundo. O regresso (ou a manutenção) de Portas sem a dita substituição seria, por seu turno, humilhante para este, pelo que a performance de Passos Coelho não passou disso mesmo, de uma performance de quem não sabe o que fazer e precisa de ganhar uns dias (ou umas horas) até perceber o que lhe aconteceu. A esperança numa solução out of de box é nula. O caminho é só um, já que o Presidente parece incapaz de encontrar uma solução no actual quadro parlamentar: eleições antecipadas.
Não virá nenhum mal ao mundo se houver eleições antecipadas. Como tem sido referido aqui no Blasfémias, o governo perdeu tempo e deixou passar o tempo em que podia fazer as reformas que se impunham e estavam ao seu alcance. Só eleições podem criar novamente condições para as fazer.
Ora, o estado do país é razoavelmente conhecido de todos os partidos; ou, pelo menos, é-o mais do que era em 2011. Vêm aí as férias, pelo que os senhores deputados – da maioria e das várias oposições – têm tempo livre para preparem programas de governo claros para se apresentarem ao eleitorado e, sendo caso disso, para os porem em prática.
Por outro lado, o actual governo, até por resultar de uma coligação, mas não apenas (nem sobretudo) por isso, não foi capaz de cumprir o mandato para que foi eleito, esquecendo muitas das propostas eleitorais com que foi eleita a ainda maioria parlamentar. E, em democracia, isto mina a legitimidade de quem nos governa. É certo que são tempos de excepção, a exigir medidas de excepção, mas não um governo de excepção. Os princípios servem sobretudo para os tempos mais difíceis, em que a tentação de os vergar é maior.
Faites vos jeux
Está a chegar a oportunidade que sejam propostas de novo todas as soluções para salvar o país, as descidas de impostos, mais impostos sobre os riscos, impostos sobre as PPP, investimento público, aposta no crescimento, descidas do IRC, descida do IVA da restauração, a devolução dos lucros do BCE, os eurobonds, o aumento dos funcionários públicos, a subida do salário mínimo, a reposição das reformas, a eliminação das portagens da SCUTs …
Amanhã demitem-se todos os membros do Governo do CDS – PP. Inclusivamente, o recem nomeado e hoje empossado Secretário de Estado, para a equipa das Finanças. Voltamos a um Governo descoligado, à espera da abstenção dos deputados do PP.
Por quanto tempo? Pouco, com certeza.



