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The death of the spiral II

10 Julho, 2013

Católica prevê que economia portuguesa cresceu no segundo trimestre

Jacobinamente

10 Julho, 2013

Para a esquerda a Igreja Católica pode existir desde que lhe adopte a cartilha. Caso contrário voltam ao espírito mata-frades de Afonso Costa. Mário Soares deu  o tiro de partida no ataque ao novo cardeal  Agora é a vez do sector alegrista marcar terreno No mínimo o novo cardeal devia ter excomungado logo ali as alminhas que bateram palmas a Passos e a Cavaco. Palmas só se podem bater a Soares ou a Alegra. Ou já agora aos dois.  Da leitura enviesada que fizeram dessas palmas deu conta Balbino Caldeira mas isso não interessa nada. Ou D. Manuel Clemente  lhes presta vassalagem e vai a correr a uma lojinha saber o que deve dizer ou voltamos à cruz da igreja reaccionária, atávica etc etc

 

Quem será o nosso Monti? (II)

10 Julho, 2013
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E vamos então para o grande embate final entre um insigne político que, dizem, fez muito pelo Porto e dois brilhantes tecnocratas que, dizem, fizeram muito pelo País. Note-se que o fazer muito, não significa necessariamente fazer bem. Refira-se ainda que na 1ª volta, o voto nos “políticos” (Rui Rio, Pedro Passos Coelho, Luís Amado, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas e Aguiar-Branco) superou ligeiramente, em 51% contra 49%, o score dos “tecnocratas” (todos os restantes). Obviamente que isto vale zero face às soberanas e mui clarividentes escolhas (ou eliminações, que será o preponderante numa 2ª volta) dos nossos prezados leitores.

Vamos lá rapaziada, sejam afluentes se querem pressionar o Cavaco…

Record nas exportações

10 Julho, 2013
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O mês de Abril (4.122 milhões) esteve à beira de bater o record mensal de exportações, que pertencia a Março de 2012 com 4.149 milhões. Acaba de ser batido em Maio, com 4.268 milhões. E, supremo milagre, com as exportações de ouro, aquilo que nos vinha safando, a cairem cerca de 30%…

Se até final do ano mantivermos um ritmo mensal acima dos 4 bi, estaremos perante mais uma previsão falhada do Gaspar. Isto já será, obviamente, uma antecipação da política de crescimento do Portas…

Leiam que ler ainda não é objecto de regulação

10 Julho, 2013

de modo a que os autores menos lidos sejam tão lidos quanto os outros:

O quadro mental da esquerda

En Francia, los musulmanes votan a la izquierda y los obreros a la extrema derecha

Vou Expatriar-me

Será verdade dizer que a política de “Austeridade” falhou?

Eu sei que isto parece uma metáfora

10 Julho, 2013

mas não é por isso que se deve considerar normal:
Fotografia0098
Arte urbana  ou Apontamentos de Lisboa Cópia+de+Fotografia0023Fotografia0337no Sorumbático. Eu chamar-lhe-ia Joana Vasconcelos numa rua perto de si

Espelho, espelho meu…

9 Julho, 2013

…há alguém que estabilize governativamente melhor que eu?

Quem será o nosso Monti? – Sondagem

9 Julho, 2013
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Não havendo maioria absoluta, fica desde já prometida uma “2ª volta” a disputar entre o trio mais votado.

Actualização: isto está renhidíssimo para o 3º lugar do pódio que dá acesso à “2ª volta”. Vamos lá rapaziada, quem ainda não o fez toca a votar, que amanhã às 12 horas encerra-se esta votação e dar-se-á início à “2ª volta”.

?!

9 Julho, 2013

PR, Cavaco Silva recebe CDS-PP
CDS garantiu a Cavaco que há ‘estabilidade governativa’

A queda

9 Julho, 2013

Eike Batista está para a economia como Lula está para a política. O “sucesso” de ambos, em suas respectivas áreas, tem a mesma origem. Trata-se de um fenômeno bem mais abrangente, que permitiu a ascensão meteórica de ambos como gurus: Eike virou o Midas dos negócios, enquanto Lula era o gênio da política. Tudo mentira.

Esse fenômeno pode ser resumido, basicamente, ao crescimento chinês somado ao baixo custo de capital nos países desenvolvidos. As reformas da era FHC, que criaram os pilares de uma macroeconomia mais sólida, também ajudaram. Mas o grosso veio de fora. Ventos externos impulsionaram nossa economia. Fomos uma cigarra que ganhou na loteria.

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Bullying ideológico (II): versão Soares

9 Julho, 2013
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Quem aplaudiu Passos Coelho  (suponho que pela primeira vez, desde há, pelo menos, quase 2 anos) é uma “claque de capangas”! Quem o diz é Mário Soares que, na sua enxurrada de irritação em forma de bullying ideológico (usando a expressão do Rodrigo Constantino), não poupa, sequer, D. Manuel Clemente!

Não, não são o povo,  alguns portugueses, ou lisboetas, ou os trabalhadores, ou os reformados, ou os estudantes, ou os jovens (sem emprego), etc., etc. Não, claro que se aplaudem o primeiro-ministro (e, já agora, não atiram pedras à porta da Assembleia da República, nem pegam fogo a caixotes do lixo em São Bento ou na Lapa) têm que ser “capangas” inomináveis !

Reformismo no país da equidade

9 Julho, 2013

Toda a gente pede a reforma do Estado, mas é um escândalo tratar de maneira diferente funções nucleares do Estado das outras. Mas afinal o que pensam que é a reforma do Estado?

2014: o ano em que o Bloco Central será visto com outros olhos

9 Julho, 2013

Tema do meu artigo de hoje no DE: «O que até agora em momentos semelhantes ao actual foi visto como um problema entre Balsemão e Cavaco ou Soares e Freitas do Amaral acabou a transformar-se numa matéria convertível em milhões de euros de prejuízo a ser pago por todos. Ou seja para azar dos políticos as crises deixaram de ser um assunto que lhes fique entregue exclusivamente. E por isso nem sempre o vencedor nos gabinetes pode ser o vencedor na rua como, no Domingo, Paulo Portas terá constatado quando na nave dos Jerónimos ouviu Passos ser brindado com uma ovação. Para lá de poder ter contribuído para dar de Passos uma imagem de estadista sereno, Paulo Portas, o líder que levou o CDS do táxi a integrar governos, o melhor orador da política portuguesa actual, deu também um forte contributo para que nos próximos tempos o Bloco Central volte a ser olhado em Portugal como uma alternativa não só credível mas também preferível, quer para o PSD quer para o PS.»

Papel do consumo na Super Bock School of Economics

9 Julho, 2013

Durante anos o consumo em Portugal foi empolado por subidas dos salários e pensões acima da produtividade. A maior parte deste crescimento de salários e pensões foi induzido pela despesa pública e pelo défice. O crescimento do consumo acima da produtividade só pode ser sustentado por um aumento do endividamenteo externo para pagar importações.

Desde 2011 que este problema está a ser corrigido, quer através da redução da despesa do Estado quer (a partir de 2013) com o aumento de impostos sobre rendimento. Por isso as importações caíram e as exportações aumentaram. Redução do consumo em Portugal, colocando-o ao nível da produtividade do país leva ao equilíbrio da balança comercial e à eliminação das necessidades de financiamento externo. Este ajustamento é condição necessária para o crescimento futuro porque só travando as necessidades de financiamento externo é possível começar a reduzir os custos da dívida (pública e privada).

A moção de Pires de Lima ao congresso do CDS propõe agora que se aumente o consumo para gerar crescimento económico. Para a Super Bock School of Economics o aumento de rendimento não é um resultado do crescimento, mas a sua causa.  Ignoram que aumentos de rendimento sem o respectivo aumento da produtividade só são possíveis com aumento de endividamento e de importações, revertendo tudo o que foi conseguido nos últimos 2 anos.  Pretendem minorar o efeito do aumento de consumo nas importações através da promoção dos produtos nacionais e  da substituição de importações.  Não percebem que o défice da balança externa é um problema de produtividade e não um problema de marketing do produto nacional junto do consumidor.

Suspense

9 Julho, 2013

Cavaco disse há cerca de uma semana que não será ele a derrubar governos com maioria parlamentar. Está desde então a ponderar se derruba ou não um governo com maioria parlamentar. A doutrina presidencial é muito instável.

Bullying ideológico

8 Julho, 2013
Uma das coisas mais importantes que os liberais e conservadores precisam desmascarar na esquerda é sua mania de monopolizar as virtudes, os fins nobres. Considero isso da maior importância, e já escrevi um artigo para o GLOBO sobre o assunto. Por isso gostei muito do livro Bullies: How the Left’s Culture of Fear and Intimidation Silences Americans, de Ben Shapiro. Ele trata exatamente dessa tática pérfida da esquerda.

 O mais impressionante, como mostra o próprio autor, é o poder de inversão dos fatos por parte da esquerda, tudo na maior cara-de-pau. Os maiores praticantes de bullying ideológico acusam os demais de fazerem exatamente aquilo que eles mesmos fazem. São alunos de Lênin: aprenderam a acusar o inimigo diante de um espelho. E o pior é que costuma colar.

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O pessimismo de Vargas Llosa

8 Julho, 2013
Passei meu fim de semana na agradável companhia de Mario Vargas Llosa. Ou nem tão agradável assim. É que seu último livro, “A civilização do espetáculo”, é obra de alguém um tanto rabugento. Não posso alegar surpresa, pois já tinha lido a resenha de Jerônimo Teixeira na VEJA, assim como o artigo de João Pereira Coutinho na Folha.
Sem dúvida se trata de um Mario Vargas Llosa mais pessimista, cansado com a degradação cultural de nossa época. David Hume fez um alerta importante, porém: “O hábito de culpar o presente e admirar o passado está profundamente arraigado na natureza”.

Devemos ter cuidado para não exagerar na dose do pessimismo, idealizando um passado inexistente. Como mostram Jerônimo e Coutinho, nem tudo é espetáculo na atualidade. Há coisas muito boas, decentes, refinadas, sofisticadas, sendo produzidas por aí, que apenas não ganham as manchetes e capas de jornais.

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Há um clima estranho no ar

8 Julho, 2013

Há. Há mesmo. É o cheiro a enxofre dos que se esforçam para se justificarem como despesa cujo único propósito é, como despesa que são, justificar a despesa que pretendem aumentar. Há, de facto, um clima no ar, um clima de impaciência, um clima de gamela suspensa, um clima de povo que não se eleva para que eles, os puros, os alvos, os geniais amigos do povo possam decidir a melhor forma de os agrilhoar ao progresso de dívida, dívida esta que não se compadece com a supremacia elitista de despesa de estado que são os seus salários.

Há, há um clima no ar.

A propósito do “Programa cautelar”

8 Julho, 2013
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Bruxelas prepara o “pós – «troika»” para Portugal e também Irlanda. Um sistema de garantia de empréstimos – “programa cautelar” – para ajudar o “regresso aos mercados”.

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A tempo

8 Julho, 2013

Cerca de 12 mil alunos do 4.º ano em risco de chumbar Não se estes números são reais mas da minha experiência como professora guardo a certeza que teria sido muito melhor para inúmeros alunos terem ficado mais um ano no chamado ensino primário. Era desesperante ver alunos do 9º ao 12º a reprovar por falhas que dificilmente seriam recuperáveis naquele nível de ensino. A alguns pais que me perguntaram se deviam procurar explicadores para os filhos  só me apetecia responder sim mas se a explicação for dada por um professor do ensino primário. Aqueles que melhor que ninguém sabem ensinar a ler e a escrever.

Sondagem aborrecida para a causa

8 Julho, 2013

O blogue i está com dificuldades em passar a sua mensagem de défices cronystas financiados. Publicam uma sondagem Pitagórica com ênfase na pergunta secundária, ignorando as questões principais e as respostas aborrecidas. Decidem que “os portugueses querem PS e PSD de mãos dadas no governo” usando o valor de 17%, ignorando que 30,2% não sabem ou não querem responder à pergunta.

Assim sendo, cá ficam os resultados relevantes:

  • As eleições legislativas devem ser já ou no período normal? Período normal: 65,5%;
  • Se a actual coligação PSD/CDS tiver mau resultado nas autárquicas, o governo deve demitir-se? Não sabem: metade acha que sim, outra metade acha que não;
  • Uma coligação PS/BE/PCP seria viável? Não: 59%;
  • Uma coligação PS/BE/PCP seria capaz de responder aos desafios que estamos a viver? Não: 56,5%;
  • Havendo eleições, que coligação poderia governar o país? Não sei: 30,2%;
  • Quando a troika sair daqui estamos melhor ou pior do que quando começou o plano de resgate? Melhor: 37,1%.

Fonte: resultados da sondagem

Santos Pereira – um ministro injustiçado?

7 Julho, 2013
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O que se pede a um Ministro da Economia? Depende. Desde logo, em situação de normalidade, de saudável normalidade, pedir-se-ia que não existisse. Em parte, tenho, para mim, que um Ministério que cuide direta e transversalmente da economia (ou seja, de tudo e de um par de botas) não fará muito sentido, desde que o quadro institucional político e económico do país funcione e funcione calibradamente – ou seja, não constituindo um fator de complicação, de atrapalhação da livre iniciativa económica e superando, incisiva e excecionalmente, as naturais “falhas” de mercado (para quem entenda o mercado numa perspetiva essencialmente institucional). Medidas de incentivo significam, quer se queira, quer não, uma intervenção dirigista na liberdade e auto conformação económicas e, em princípio, um elemento de distorção, sempre e em alguma medida, da natural liberdade e racionalidade económicas.

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Coisas que não entendo

7 Julho, 2013

a) O que levará um país pobre como a Bolívia a ter um avião presidencial?

b) O que distingue algumas manifestações em Portugal de uma reunião de condóminos ou do casamento de Carolina Patrocínio?

c) O significado do adjectivo irrevogável?

 

Passos Coelho é o único vencedor

7 Julho, 2013
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Após Maria de Lourdes Pintasilgo, Portugal volta a ter como Primeiro-Ministro uma mulher, Maria Luís Albuquerque. A primeira, não eleita, usufruiu do cargo, de facto, por três meses (mais coisa, menos coisa); a segunda ficar-se-á pelo poder do cargo mas sem título oficial, ainda com probabilidade baixa de ultrapassar em tempo os três meses da primeira.

Passos Coelho libertou-se do ónus das reformas de estado, passando a pasta para Paulo Portas, que acumulará a responsabilidade do insucesso com a penalização eleitoral do seu partido nas próximas eleições. O orçamento de 2014 será espectacular no mesmo sentido em que um maremoto causa uma sensação de estupefacção pelo rasto de destruição: ora por ter que fingir apostar no crescimento, ora pelo estado permanente de inconstitucionalidade de qualquer medida racional.

Seguro continua a ver navios, parecendo mais preocupado em assegurar que o Presidente não volta a ser eleito (spoiler: não volta mesmo a ser eleito) do que em… bem… deixar de ver navios. Ou seja, nem vai perceber quando deixar de ser Primeiro-Ministro (sê-lo só não acontecerá se, em estilo desenho animado, uma bigorna lhe cair – não metaforicamente – em cima).

A ala socrática continua a dançar, Gangnam Style, ainda sem perceber ter passado de moda, como acontece com o tio ridículo e os seus colarinhos da camisa de 1973. Quero agradecer à RTP o saudosismo, quer aos Domingos, quer quando convidam Silva Pereira para este nos dizer o que pensa o dos Domingos quando não é Domingo (spoiler: envolve PEC IV e ver navios).

Comunistas e ganzo-comunistas continuam a fingir que a queda do muro de Berlim foi devida a um fenómeno climatérico, sendo que o que os distingue é a probabilidade de bigode dos seus militantes.

Em suma, depois do espectáculo, continuam a mandar as corporações.

apito final

6 Julho, 2013
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Histerismo total nas hostes: Paulinho marca um golo decisivo nos minutos finais de compensação. Passos ajoelha e deita as mãos à cabeça em sinal de desespero: tinham-lhe dado o campeonato como certo e perde-o no último minuto. Chovem objectos em cima dos jogadores. Álvaro, a caminho da enfermaria com as canelas rebentadas por uma entrada assassina de Paulinho, ainda é atingido na testa por uma garrafa de Super Bock. Tozé, o árbitro assistente, recorre ao árbitro Silva e pede a anulação do jogo. Silva pondera, mas não se pronuncia. A assistência assobia o árbitro. As três equipas recolhem aos balneários sob apupos gerais. Promete-se desforra de parte a parte, e os comentadores juram que o jogo ainda não terminou e que o próximo ano trará um campeonato cheio de emoções. É a magia da bola!

O fado tal como a Grécia Antiga antecipou tudo aquilo que nos acontece

6 Julho, 2013

Se bem percebo

6 Julho, 2013

Passos demitiu-se. Ou seja deixa para Portas a reforma do Estado, as negociações com a troika e a coordenação económica. O PSD mantém as áreas da Justiça, Educação, Saúde, Ambiente… onde a vida não lhe correrá mal. Depois temos um terceiro elemento, Maria Luís Albuquerque, a fazer de primeiro-ministro perante o governo de facto liderado pelo CDS.

sobre o «fracasso» do capitalismo

6 Julho, 2013
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Maílson da Nóbrega, na Veja de hoje: «Na época de Adam Smith, 90% dos europeus ocidentais eram pobres. Actualmente, são apenas 10%».

os resultados

6 Julho, 2013
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Das garotadas.

o achaque

6 Julho, 2013
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É a segunda vez na sua vida política, que Paulo Portas tem um achaque nervoso em público, de grandes consequências. O primeiro foi o do «não tem emenda», quando ele se demitiu do CDS, jurando que não mais voltaria, por Monteiro lhe sabotar a eleição de líder do grupo parlamentar. O segundo foi agora este, o do «irrevogável», no qual se prepara, também, para dar o dito por não dito. As consequências de um e outro achaques foram enormemente desproporcionais, já que o primeiro provocou meros danos partidários, enquanto o segundo causou prejuízos enormes no bolso dos portugueses. O Dr. Portas é uma alma sensível, com um sistema nervoso delicado, a quem o país está a pagar as alterações do estado de humor. Devia cuidar melhor dos nervos. Meditação zen ou aulas de yoga eram capazes de lhe fazer bem.

Os “momentos inesquecíveis da revolução”

6 Julho, 2013

Confrontos no Egito (sic) causaram 26 mortos.

Renegociar a quimioterapia

6 Julho, 2013

Estava a ler o Pacheco Pereira e lembrei-me outra vez disto. Desde a entrada no euro que a atitude das elites portuguesas perante as metas impostas pela União Europeia tem sido sempre a mesma: pedir para renegociar e relaxar metas. Parecem não entender que os orçamentos equilibrados são do nosso interesse. Fora isso, a UE já deu provas de que não dá borlas a ninguém e que as consequências do endividamento e do descontrolo orçamental cairão sobre os países que não se sabem gerir. Neste momento é do nosso interesse reduzir o défice o mais depressa possível, não só porque é necessário travar o crescimento da dívida como também porque as condições de financiamento da economia privada portuguesa estão dependentes do rating do Estado. Pedidos de renegociação das metas e de adiamento dos cortes apenas servem para nos prejudicar. São equivalentes aos pedidos de um doente de cancro para renegociar a quimioterapia. Um reflexo de uma mentalidade que apenas se foca nos ganhos de curto prazo.

Eu já fiz mais de 100.000 autópsias

6 Julho, 2013

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Eu bou-me imbora… ’tá bem, num bou.

Implacáveis

5 Julho, 2013
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Aí está o escrutínio implacável dos mercados que aqui referi. A confiança que estava há 2 anos a ser paulatinamente reconquistada, esfumou-se num dia. E não vale a pena diabolizar as agências de rating, os investidores confiam mais nelas do que nos políticos e actuam em consonância. E ainda bem, pois serão os mercados que travarão as tentações de políticos demagogos, por muito que isso custe aos Soares e Portas cá do burgo.

Mudar de vida ou capitular, não por esta ordem

5 Julho, 2013
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O LR já escreveu tudo, direitinho, certinho, sem margem para dúvidas e sem espinhas que distraem o palato. O que não disse de forma tão clara (mas disse) é o porquê da aparente vontade da população em embarcar nas guerrilhas em nome destas elites. Ler mais…

Um País suicidário e sem emenda

5 Julho, 2013
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Pois é, são as elites que temos, não apenas agora, mas desde a revolução dita liberal de 1820. Existem apenas em função do Estado, a que estão umbilicalmente ligadas e a ameaça de corte do cordão é, naturalmente, uma questão de vida ou de morte. Por isso resistirão, agora e sempre, a qualquer mudança que ponha em causa o status quo. Ler mais…

O peixe – rêmora e o comensalismo incompreendido.*

5 Julho, 2013
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 O peixe-rêmora é pequeno, incapaz de, por si só, desenvolver uma atividade predadora. Associa-se, por imperativos de sobrevivência, ao tubarão, aproveitando as presas deste – melhor, os restos dessas presas. Este peixe liga-se, através de uma espécie de ventosa, ao ventre do tubarão, aguardando pacientemente a sua hora, ou seja, a oportunidade de comer aquilo que o tubarão pescou e já não quis ou não conseguiu deglutir. Após a refeição, procura um outro tubarão para uma nova associação, uma vez que, no fundo, só consegue (sobre)viver, mas também prosperar, assim, aconchegando-se e aproveitando a posição de um peixe maior. Normalmente, para o tubarão e a não ser que estejamos perante uma rêmora infetada, a relação será neutra (não o deverá prejudicar)….

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dois nomes

5 Julho, 2013
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Tenho, para mim, há muito tempo, que qualquer razoável empreendimento humano nunca se enfrenta, com sucesso, sozinho. Invariavelmente, as pessoas com responsabilidades exercem-nas quase sempre em parceria com outra, sendo que uma assume o protagonismo principal e a outra um papel aparentemente secundário, mas não menos importante. É aquilo a que designo pelo paradigma «Laurel and Hardy» e, ao longo da vida, tenho-o sempre presenciado em todas as organizações e acontecimentos que conheci e testemunhei.

Nesta leitura das coisas, ficam mais claras as razões da instabilidade pessoal de Portas e Passos, que, em última análise, conduziram o governo e o país ao estado de impasse em que ele se encontra. Qual a diferença entre o Portas ponderado e tranquilo do governo de Durão Barroso e o Portas actual, e do Passos de há uns meses e do momento presente? Dois nomes: Luís Nobre Guedes e Miguel Relvas.

A Constituição quer défice zero

5 Julho, 2013

Esclarecendo alguns comentadores, explico-me dizendo que a culpa não é da Constituição e muito menos do Tribunal Constitucional. Aliás, pelo contrário, a Constituição é um documento fenomenal que deve ser cumprido na íntegra até o resultado final que é a República Popular Socialista de Portugal Continental, Madeira e Açores. Nenhuma revisão constitucional deve ser efectuada excepto para conceder direitos a gays e/ou transgéneros.

A culpa é de quem tenta ignorar a Constituição, o que nos desvia do rumo traçado, com tentativas fúteis de resgate. Avizinha-se um quarto resgate, tudo por culpa de gente escrava das contas. As pessoas não são números. Nós, cumprindo a Constituição de forma militar, conseguiremos muito mais rapidamente o objectivo de défice zero.

O problema do país são os privados, que insistem em tentar trabalhar e transaccionar sem o crivo directo do Estado, como se isso fosse sequer natural. Para quê modelos com aritmética quando o modelo antropo-ISCTE-sociológico está provado e validado em todo o universo?

A solução, camaradas fraternos, está no crescimento e essas coisas fixes que se conseguem obter apenas quando todos formos assalariados directos do Estado ou emigrantes saudosistas.

Deixem a Constituição em paz. Respeitem-a e poderemos ser o orgulho da Europa, a força motriz do desenvolvimento humano através da nossa cultura humanista e veia poética antropo-filo-teatro-de-revista-sociológica.

Deixem a democracia funcionar e toca a abolir qualquer referência à direita de má memória. O povo e as corporações são soberanas. Mostremos aos alemães como deve ser feito. Um Mário Nogueira nas finanças é o que este país precisa, tal como de pão para a boca ou Audis para grupos parlamentares.

Elites tontas e ignorantes e a demissão de Portas

5 Julho, 2013

“Não podemos fazer eleições e ninguém tinha percebido isso”. Esta frase faz algum sentido e é natural que deputados do CDS a digam. Afinal nos últimos meses só se ouviu senadores, ex-dirigentes do PSD, ex-ministros, ex-secretários de estado, autarcas e comentadores em geral a pedir eleições e a informar o povo que não se aguenta tanta austeridade, que a austeridade é a causa do problema e que mal o Vítor Gaspar se vá embora vem aí o crescimento e a prosperidade. Afinal o que precisamos é de mais défice e de menos dívida e ninguém tem grande noção de como as duas se relacionam. Qualquer pessoa que diga o contrário é um estrangeirado e um traidor a mando da troika, um ultra-nedo-liberal. Ora, podia Paulo Portas pensar diferente disto? Claro que não. Portas não olha para os números nem os sabe ler, nem percebe a lógica do financiamento público nem a relação entre variáveis macroeconómicas. Os membros das nossas elites emprenham de ouvido uns com os outros, por isso, é natural que depois dos factos nos venham dizer, “ah, ninguém tinha percebido”.