Brincar ao faz de conta da igualdade
Em português corrente pequeno é quase sempre sinónimo de bom. Um bairro de vivendas pode ser uma aberração arquitectónica e estar implantado numa arriba, mas será sempre visto como um mal menor ao pé de um edifício de dez andares, simplesmente porque as vivendas caem no paradigma do pequeno e o prédio do grande. Transposto para a ideologia, temos a diabolização das grandes fortunas e dos grandes grupos económicos, como se a grandeza fosse um mal per se ou dela resultasse a pobreza alheia. A visão que temos dos pequenos partidos enquadra-se nesta concepção benévola de tudo o que se nos apresenta como pequeno. Assim considera-se que os pequenos partidos serão mais transparentes, mais honestos e mais coerentes do que os grandes partidos. Na verdade, não sabemos nada acerca dos ditos “pequenos partidos”, em boa parte porque eles só dão sinal de vida aquando das campanhas e estas em muitos casos resumem-se à cobertura jornalística das declarações dos respectivos dirigentes. Muitos dos pequenos partidos apenas existem na comunicação social e graças a ela.
Contudo, esta concepção amistosa dos pequenos partidos pode ter-se quebrado nas recentes legislativas, quando alguns dos pequenos partidos recorreram para a justiça procurando desse modo impor a sua presença nos debates organizados pelas televisões. Como se sabe, um tribunal deu razão a duas dessas providências cautelares e assim acabámos com juízes a determinarem sobre conteúdos editoriais como quem decide tempos de antena. Esta foi uma péssima decisão. Ler mais…
Lendo
Pese o trocadilho delicioso da frase Sócrates vai viver para Paris e estudar Filosofia (e até a papalvice que lhe está subjacente) se esta notícia se confirmar, Sócrates já começou a lançar a sua futura candidatura presidencial.
Obs. A propósito de presidentes da República, Cavaco Silva deu seguimento à participação feita pelo PGR contra o director da revista “Sábado” . Não o devia ter feito. ´Na Porta da Loja, o José escreve bem sobre o assunto e de caminho pode ler-se também o que escreveu sobre as declarações de Ana Gomes
o que aí vem
O que se exige ao próximo governo não se compadece com questiúnculas menores entre os seus principais responsáveis. Para além de ter de cumprir uma exigentíssima agenda de reestruturação financeira do estado, que certamente exigirá grande unidade do governo para evitar que a contestação social o atinja mortalmente, o governo terá de fazer, em seis meses, as reformas que foram adiadas nos últimos trinta e sete anos. Menos do que isto equivalerá a ficarmos na mesma e ficarmos na mesma significará a falência do país e o fracasso do governo. É bom termos isto presente.
Re:E se Portas surpreendesse?
O que seria o Portas surpreender? Seria estar calado, durante 4 anos, sem muito ego, com doses baixas de socialismo, a trabalhar, a realmente produzir resultados sem a tentação da facada nas costas. Isso seria mesmo surpreendente.
Cada país
tem o seu D. Januário. O dos ingleses é este. E a propósito para se perceber a que ponto a doideira do politicamente correcto já chegou: Professor sparks “Muslim outrage”. Or does he?
SONDAGENS
O valores das sondagens apresentados pelos institutos ao longo da campanha eleitoral estiveram bem longe dos resultados efectivamente verificados na noite eleitoral. As razões desta discrepância são diversas, mas a confusão lançada na opinião pública poderia ter sido evitada.
Em primeiro lugar, as sondagens Ler mais…
Microreformas III
Rasgar 80% das páginas do Código do IVA. O ideal é seleccionar as páginas que se rasgam, mas se não houver tempo, rasguem à toa. Ficamos a ganhar.
Microreformas II
Como tornar a economia mais competitiva? É fácil. Basta revogar todas as leis que tenham passado pela mão do secretário de Estado Fernando Serrasqueiro.
Microreformas
Revogar todas as medidinhas deste tipo:
Banco de Portugal fixa juros máximos para 3º trimestre
Taxistas vão ser sujeitos a testes psicológicos a partir de 2012
Cisão à vista
O blog Câmara Corporativa vai entrar em convulsão interna. Há dois Miguel Abrantes que são pelo Assis e três que são pelo Seguro.
Perdão
Não concordo que se julguem ex-governantes como criminosos. Não que eles não mereçam. Merecem. Mas para protecção do poder executivo, que tem frequentemente de tomar decisões difíceis. O julgamento do poder executivo, por questões frequentemente subjectivas, pode desincentivar ao bom desempenho do cargo por parte dos futuros primeiros ministros. Por isso, acho que Sócrates não deve ser julgado, como Vale e Azevedo. Sócrates deve ser perdoado, como Otelo Saraiva de Carvalho. Ou como o Nixon. Proponho por isso que a primeira medida do novo Parlamento seja a aprovação de um perdão a José Sócrates.
Tenho de confessar…
… que é uma sensação estranha estar a assistir ao Directo ao Assunto a partir de ‘fora’. Mas é uma honra ser substituído pelo Joaquim Aguiar. Tal como já o foi pelo Pedro Lomba.
O Tó Zé avança
Seguro confirma candidatura para “novo ciclo” no PS
Assume-se como renovador, embora se diga que tem consigo o “velho aparelho”. Francisco Assis poderá ser o challenger, mas o défice de aparelho e sobretudo as suas origens nortenhas constituirão forte handicap, principalmente nos meios da “corte”.
Tem-se porém como garantido que qualquer um deles é infinitamente melhor que Sócrates. Subsiste porém a dúvida se conseguirão reciclar um partido corrompido pelos vícios do poder e por um poder autocrático.
As próximas presidenciais já têm candidatos
António Costa já está na corrida. Nos próximos tempos vai ter lugar uma espécie de pré-apuramento para as presidenciais entre António Costa e José Sócrates.
Cuidado com as coligações
Durão Barroso fez um governo com Portas e depois deixou o parceiro e o país entregues a Santana Lopes. Uma desdita que só tem par na cidade de Lisboa entregue a Helena Roseta uma hipótese que não ficou excluída no acordo que o MOvimento Cidadãos por Lisboa fez com o PS no caso de António Costa deixar a presidência da CML. A arquitecta Roseta presidente a CML era mesmo que nos faltava!
Privatização da banca
Antes da privatização da Caixa Geral de Depósitos, sugiro que se proceda à privatização da restante banca. Deve-se começar pela privatização do BES, eliminando todas as participações públicas e todos os empréstimos públicos a empresas e accionistas do grupo Espírito Santo. Depois deve ir o BCP. O Estado deve retirar todos os apoios, empréstimos e participações que possui no BCP e junto dos seus accionistas. No final desta fase de privatizações a CGD deve ficar proibida de deter particicipações em bancos portugueses e de suportar financeiramente os seus accionistas.
A vida depois de Sócrates
Graças aos deuses que a senhora é socialista! Se fosse doutro partido já andavam líderes de baraço ao pescoço
Esta manhã, em declarações à Antena 1 , a socialista Ana Gomes declarou que Paulo Portas não tem condições para fazer parte do Governo devido aos processos em curso no âmbito da aquisição de submarinos e por ter, alegadamente, criado uma “campanha de desinformação e calúnia” que associou dirigentes socialistas ao processo Casa Pia. As declarações de Ana Gomes estão aqui
Ana Gomes mistura o que não pode nem deve ser misturado. A observação sobre os processos de aquisição dos submarinos faz sentido. Um membro do governo sob ameaça de um processo é um alvo fácil. Infelizmente percebemo-lo muito bem com Sócrates e ninguém quer repetir o pesadelo.
Quanto ao Casa Pia é extraordinário mas bem sintomático que Ana Gomes continue a esquecer as vítimas e a preferir as teses da conspiração e da central de desinformação. Com ou sem central de desinformação e ministros de Durão frequentando meios de prostituição masculina, as crianças da Casa Pia foram violadas. Entre os agressores identificados estavam ou não políticos? Quer Ana Gomes dizer quem eram?
Por fim vamos lá esclarecer o que são os “comportamentos desviantes” de Strauss Kahn e a que propósito surge essa alegação de desvios numas declarações sobre Paulo Portas. Strauss Kahn é acusado de violação. Estamos a falar de um crime. O que pretende exactamente Ana Gomes quando mistura o nome de Paulo Portas no meio das referências a um crime desta natureza?
O que está patente nas declarações de Ana Gomes que aliás vêm no seguimento deste texto são três coisas
a) Há um PS que não aceita perder
b) Há um PS que se considera acima da lei
c) POr fim estão a ver toda aquela conversa sobre os direitos, a igualdade e a tolerância? Pois é, às vezes salta-lhes o verniz e mostram-se como os inquisidores que gostavam de ter sido.
Preparem-se
Li e reli este comentário que saiu ontem (segunda-feira) no Público e ainda não estou bem em mim:
“As eleições de ontem marcam a maior vitória com que a direita poderia alguma vez sonhar, porque não só institucionalizam a captura destas posições pela direita, como compõem um Parlamento onde a oposição ao Governo estará resumida a uma vintena de lugares, já que o PS estará em larga medida manietado pela sua assinatura do acordo com a troika – e esse é o programa com que o PSD e o CDS sonham.
Se se desse o caso de esta composição reflectir fielmente o comportamento da sociedade portuguesa durante os próximos quatro anos, não haveria nada de estranho na coisa. Mas pode muito bem acontecer que a prática do futuro Governo suscite uma contestação que exceda em muito o que se poderia esperar desta composição parlamentar. Esse facto, aliado à mais elevada abstenção de sempre em legislativas, desenha um Parlamento que poderá ser o mais distante de sempre das aspirações e da vontade do povo. O que é uma péssima notícia para a democracia, por muito que alguém repita que as eleições são sempre uma festa.”
Vamos ver se compreendi bem, isto é, se alcancei a lógica do artigo:
a) As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque os que se opõem ao acordo com a troika apenas elegerem 24 de 230 deputados;
b) As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque pode acontecer que, no futuro, venha a existir muita contestação fora do Parlamento;
c) As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque houve muita abstenção;
d) As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque os eleitores escolheram um parlamento que será o mais distante de sempre das aspirações e da vontade do povo;
e) As eleições foram uma péssima notícia para a democracia porque a direita venceu.
Na verdade, acho que o último ponto poderia bem substituir todos os anteriores. Da mesma forma que os donos do “consenso social” já ontem adivinharam dificuldades, os donos da verdade política e os áugures das “aspirações do povo” já proclamam o divórcio entre o voto do povo e a “vontade do povo”.
Preparem-se.
Papel azul de 25 linhas
Já não há. Mas a mentalidade burocrática, entranhada até ao tutano na cultura vigente, seja do simples empregado até ao «supremo magistrado da nação» levam-nos ainda a esta situação caricata: os resultados eleitorais não sofrem contestação, constam da página oficial da Comissão Nacional de Eleições mas… há que esperar 15 dias pela contagem de 4 deputados que não fazem diferença nenhuma e mais uns quantos dias para finalmente o país poder dizer: «agora sim é oficial, eis os resultados, nomeie-se o primeiro-ministro»: 90 dias depois do anterior se ter demitido. As publicações oficiais apenas deveriam ser necessárias para fazer fé e em casos de alguma dúvida ou resultado menos claro.
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Ok, certamente virão os juristas empedernidos dizerem: «é da lei». E eu digo: Isso é quando calha e convém a quem decide.
Apenas um exemplo: o PR perde automáticamente o mandato se se ausentar para fora do país sem autorização da Assembleia da República. Consultem o D.R. e vejam quantos dias depois da autorização dada e da viagem já ter sido realizada é que a dita cuja é publicada em D.R.
A minoria ruidosa que parece uma maioria
«Quer Silva Lopes, quer Carvalho da Silva, vieram já afirmar que o futuro governo não dispõe de uma “maioria social” para introduzir as reformas acordadas com a troika. É evidente que há aqui um óbvio preconceito de que o povo é de esquerda, mas há também uma outra ideia implícita, esta já mais interessante, de que a minoria mais ruidosa e capaz de interferir com as reformas não está com o próximo governo. Esta minoria mais ruidosa é composta, sobretudo, pelos sindicatos da função pública e das empresas do sector empresarial do Estado. É importante que o governo não se deixe intimidar por manifestações, quantas vezes absurdas, como um caso recente contra a reforma do código do trabalho, em que a presença mais forte era dos sindicatos da função pública, precisamente aos quais o código não se aplica. » Ler mais aqui
Para que conste
à pessoa que deixou este comentário no BLASFÉMIAS: «Vamos ver se ninguém de eeesqueeerda, desempregado, que acabou de perder a casa e que procura comida para os filhos com fome, não espeta duas botefetadas à menina Helena num encontro casual no Chiado.»
Como provavelmente sabe o autor deste comentário vou frequentemente ao Chiado e por isso sei bem que este retratinho neo-realista do “desempregado, que acabou de perder a casa e que procura comida para os filhos com fome” não bate muito certo com Chiado. Quanto ao facto do “desempregado, que acabou de perder a casa e que procura comida para os filhos com fome” ainda ser de “esqueeerda” essa é uma inverosimilhança absoluta. Basta olhar para os encontros do Bloco para perceber que é quase uma impossibilidade técnica. Quanto às bofetadas posso perfeitamente levá-las. Mas não certamente de um “desempregado, que acabou de perder a casa e que procura comida para os filhos com fome” e ainda por cima no Chiado.
A importância da fonética
Eu estou para a fonética como o Jacinto da “Cidade e as Serras” para as favas: sempre abominei a fonética (já o Jacinto queirosiano abominava favas). Contudo acabo estas eleições a dar a mão à palmatória: a fonética explica algumas coisas. Por exemplo, a palavra esquerda é agora pronunciada de uma forma estranha. Louçã leva essa particular dicção a uma espécie de paroxismo. Pronuncia ‘esqueeerda’ prolongando cada vez mais a sílaba tónica. A ‘esqueeerda’ de Louçã pode ainda ser ‘esqueeerda maior’ e, claro, temos o ‘povo de esqueeerda’. O PCP vai apregoando uma “esquerda patriótica’ acentuando muito o ‘ó’ de patriótica. Já o PS levou estes anos transformando a esquerda numa palavra justaposta: era a ‘esquerda solidária’, a ‘esquerda moderna’, a ‘esquerda progressiva’ com o segundo termo a ser mais acentuado que o primeiro.
Creio que nos próximos tempos vamos ter esquerdas para todos os gostos e para todos os ouvidos. Mas no que so PS respeita convém estar muito atento a estas subtilezas da fonética.
Entre as boas notícias de ontem
vem a que indica a derrota em toda a linha de Ricardo Rodrigues. Os resultados do PS Açores (25,67%) são um sinal de decência.
Obs. O JN fez hoje mais um título de antologia: Resultados em Portugal mostram que funcionou “o golpe dos mercados”
Especulações “governamentais”
Nesta fase, a imprensa tem-se dedicado, em grande medida, a um jogo de “advinhação” sobre a composição do próximo Governo. Trata-se de um mero exercício especulativo, uma vez que, realmente, ninguém, com um mínimo de certeza, poderá avançar o que quer que seja, nesta altura do campeonato. Só o próprio Passos Coelho é que – como tem reiteradamente afirmado – saberá o que pretende fazer (mesmo descontando o facto de não poder prever se os seus “íntimos” planos enfrentarão, ou não, engulhos e imprevistos … desde logo, a vontade dos próprios desejados).
Mas, continuando a jogar este jogo, muito se tem discutido sobre quem será o próximo Ministro das Finanças. Uma coisa é certa: ele terá um papel decisivo, não apenas interna, mas (sobretudo) externamente. Passará tanto tempo em Lisboa como em Bruxelas e deverá ter uma especial vocação “política – transversal”, para entedimentos e soluções tanto “negociadas” com outras pastas, como sustentadas tecnicamente.
Assim sendo,
Esperou que o povo votasse
“O país precisa de um choque liberal” Luís Amado à TSF
Feito
1. O Partido Popular tem uma grande vitória, aumentando 15% a sua representação parlamentar, e ainda mais significiativo, ultrapassando um estigma de 30 anos: conseguir aumentar a votação quando o PSD também o faz. Ou seja, derrotou o sentido de voto útil no seu parceiro. Isso pode ser determinante para o futuro da direita em Portugal, pese embora a infeliz estratégia do seu líder de tentar mostrar que é também de esquerda não assumindo claramente que é o partido de direita que ainda não existe, mas que o seu eleitorado, presente e futuro, deseja.
2. O PSD sobe e ganha. Com a boa novidade de apenas conquistar votos ao centro e à sua esquerda.
3. Sócrates, com um resultado inferior a Santana Lopes, ainda assim teve uma votação expressiva e generosa face ao desastre que foi o seu mandato e à situação de bancarrota em que deixa o país.
4. o PCP continua sólido e estável como o maior partido estalinista da Europa ocidental. O que nunca é boa coisa.
5. O BE, o partido anti-capitalista, que cavalgou a onda populista contra o capitalismo viu o mercado eleitoral reduzi-lo a 2 táxis. Está no bom caminho. E se «aprende mais com as derrotas do que com as vitórias», há que continuar a ensiná-lo.
O Miguel Abrantes já está a trabalhar
Oh, e com o PEC IV é que era …
Parece que só os comentadores é que acharam brilhante aquela estratégia do PS de culpar o PSD pela bancarrota devido ao chumbo do PEC IV. O povo não caiu nessa.
Os tiros no pé de Passos Coelho
Passos Coelho ganhou as eleições depois de:
– ter defendido uma revisão constitucional radical
– ter imposto ao PSD um cabeça de lista por Lisboa vindo da sua esquerda
– ter dito que não haveria ministério da cultura
-ter dito que não haveria um ministro em exclusivo para a agricultura
– ter dito que aplicaria o programa da troika
– ter criticado Pacheco Pereira em plena campanha eleitoral
– ter dito que a lei do aborto poderia ser revista
.
Em todas estas áreas agora pode fazer o que quiser. Os tiros no pé converteram-se em capital político.
Recordando os vaticínios sobre uma “vitória de Pirro”…
José Pacheco Pereira costuma dizer que a prova de fogo dos analistas é comparar o que escreveram com o que aconteceu. Vale a pena aplicar a receita ao próprio, visitando o Abrupto:
Primeiro um texto de 23 de Abril, do Público:
Depois uma citação mais recente do Financial Times de 29 de Maio: Analysts consider an outright Socialist victory unlikely. But José Pacheco Pereira, a historian and PSD deputy, says Mr Sócrates will clearly not suffer the “colossal punishment” that voters recently inflicted on governing parties in Ireland and Spain, in spite of having imposed similar austerity measures.
Ao contrário de muitos, que apreciam fazer de Pacheco Pereira o seu saco de pancada preferido, sempre o li com atenção e com apreço intelectual. Mas isso não me impede de constatar que, há uns meses para cá, o seu espírito tem andado estranhamente toldado.
uma vocação precocemente interrompida
A do Prof. João Zandinga Cardoso Rosas: «Os indecisos têm as ideias mais claras do que os “decisos”. Eles sabem que Sócrates governou mal e que Passos Coelho governará pior».
Resultados finais e algumas notas
Faltando ainda os círculos da emigração (4 deputados):
PSD: 105 deputados (+ 3 ou 4 dos círculos da emigração)
PS: 73 (+0 ou 1)
CDS: 24
CDU: 16
BE: 8
CDS fica com tantos deputados como PCP/PEV/BE.
PS perde 23 deputados e BE 8.
PSD ganha 27, CDS 3 e CDU 1.
PCTP/MRPP e PAN conseguem mais de 50.000 votos e ganham o direito de receber € 3,51 por cada voto durante os próximos quatro anos.
Há cerda de um mês avancei aqui com este prognóstico. Falhei por cerca de 1%…
já não há conferências de imprensa como antigamente
seguríssimo (actualizado)
Vê-se nas imagens televisivas que António José Seguro já tem três quatro seguidores atrás de si.
CAA em Viana
Uma vitória para o CAA. O PSD, tendo como cabeça de lista independente o “blasfemo” CAA, conseguiu eleger 3 deputados, ganhando 1 em relação às últimas legislativas, conquistado ao PS.
PSD – 3 deputados (+1); PS – 2 deputados (- 1) e CDS – mantém 1 deputado.
bloco de esquerda
O tipo não se cala?
Para quem diz que abandona o poder, o discurso vai longo. E cheio de recados. Principalmente a recomendar os boys “que tanto fizeram pelo País”…
a quê?
Depois deste discurso (por sinal, bom), Sócrates vai candidatar-se a quê?
Virar de página
Sócrates demite-se. Mas não se compreende porque anuncia o que o partido fará, comprometendo a nova liderança.



