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Eu tenho sempre razão, o Zé é que não percebe!

19 Junho, 2011
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O Zé, o tal Zé que a Helena Matos aqui refere, é que não percebe nada! Segundo Louçã, “os portugueses não souberam interpretar a posição assumida então pelo BE“.

É uma nova variante (soft) do velho wishful thinking: “…, então, muda-se o povo”!

Primeiro era o Zé

19 Junho, 2011

que fazia falta. Agora faz falta um governador do banco de Portugal transsexual. E mais fazem também falta «um ministro gay assumido. Falta uma procuradora-geral da república lésbica assumida. Falta um governador do banco de Portugal transsexual. Falta um guarda-redes do porto casado com um lateral do Sporting.» Esta proposta para salvar Portugal e creio que o Sporting  foi descoberta pelo Paulo Pinto Mascarenhas  no Esquerda Net que devia ser muito mais lida do que é pois se tal acontecesse acabavam-se muitas fantasias sobre o BE. O que fazia mesmo falta a muita gente do BE era sair daquele clube de betos prosélitos constituído pela esquerda das causas. E já agora que tal uma drag queen negra para dirigente do BE? Afinal o economista branco, de olhos azuis e que sabe o que é ser pai já lá está há um ror de anos, não é?

Não quer antes dar-nos música e ficar caladinha?

18 Junho, 2011
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Gabriela Canavilhas à TSF, sobre a extinção do Ministério da Cultura:

 

Considero bastante grave e não venham com o argumento de que a secretaria faz exactamente o mesmo do que o ministério porque não é verdade; há uma importância estratégica, logística e de representação de Estado que faz toda a diferança.

 

Confesso desde já a minha insignificância intelectual para atingir a profundidade destas declarações, ao nível do indiscutível charme da senhora, a única nota positiva do hediondo governo que integrou.

Mas que Passos Coelho cometeu um erro político de palmatória, não tenho dúvidas. Nem ministério, nem secretaria de Estado, nada! Pese embora toda a consideração pelo Francisco, o seu estilo anafado, bonacheirão e clarividente jamais substituirá a imagem resplandecente de Gabriela. E, supremo sacrilégio, de cada vez que ele aparecer na TV a perorar sapientemente sobre os insondáveis temas da Cultura, o País inteiro emitirá um suspiro de eterna saudade pelo governo socretino…

Vitor Gaspar e Hayek

18 Junho, 2011

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Um dos meus artigos favoritos em economia, é um artigo escrito por Frederick Hayek, e que foi publicado a 1 de Setembro de 1939, numa revista relativamente pouco conhecida. Esta data, 1 de Setembro de 1939, é uma data simbólica porque é a data da invasão da Polónia pela Alemanha, na Segunda Guerra Mundial. E nesta mesma data e por coincidência, Frederick Hayek escreve um artigo que se chama “The Economics of Interstate Fedelarism”, a Economia do Federalismo Interestatal.

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E o que Hayek escreve nesse artigo é o sistema de governança económico que corresponde à existência de um mercado único. Reparem que é absolutamente notável que Hayek tenha escrito sobre isso em 1939, muitos anos antes de ter começado o debate que levou à assinatura do Tratado de Roma. Ele escreve isso antes da Segunda Guerra Mundial. E o que Hayek diz nesse artigo, ele tem duas ideias que são extraordinariamente fortes no artigo.

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A primeira é dizer: quando nós nos envolvemos num processo de integração que inclui a existência de um mercado único, então existem limites claros à actuação política que é viável a nível nacional ou regional. E esses limites decorrem da integração do mercado. Sendo o mercado supranacional, sendo um mercado supra-regional, o que pode ser conseguido unilateralmente (…)
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(…) a nível regional ou nacional é limitado. Nós conseguimos imaginar imensas políticas que poderiam ser conduzidas em economia fechada, mas não podem ser conduzidas no mercado integrado.

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O segundo ponto que o Hayek faz, é um ponto que para nós economistas, para um tipo como eu, é muito mais difícil de perceber mas é um ponto poderosíssimo, e é um ponto político, portanto, provavelmente a generalidade de vós captura esse ponto muito melhor do que eu. E o ponto que ele faz é o seguinte: se nós tivermos uma União que tenha um mercado único, constituída por um conjunto suficientemente amplo e diversificado de países, essa limitação à capacidade de conduzir políticas económicas a nível nacional, não vai ser compensada por uma maior capacidade de actuação a nível da União como um todo. E porquê? Devido ao facto político da diversidade. Isto é, Hayek dizia que numa União relativamente ampla e diversificada as posições dos vários Estados Membros sobre as políticas a seguir, seria suficientemente diversificado para impedir um consenso em torno de uma condução activa de políticas. Isto é, os países conseguiriam acordar regras supranacionais, mas não conseguiriam acordar formas de actuação concreta e pontual supranacionais, por causa deste facto político da diversidade.

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E é precisamente por causa do facto político da diversidade que eu julgo que está completamente fora de questão em termos de viabilidade política, ter uma política orçamental única a nível europeu. Mesmo questões como saber se algumas políticas a nível europeu serão reforçadas, mesmo questões como saber qual o grau de autonomia que a União deve ter do lado do financiamento do seu próprio orçamento, são questões delicadas e são questões que são activa e duramente debatidas neste momento.

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E essas questões são muito anteriores a uma questão de uma política orçamental única europeia, que me parece, portanto, completamente utópica neste instante.

Memorando(s) *

18 Junho, 2011
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“(…), as incertezas sobre a capacidade de Portugal se desenvencilhar da crise em que se encontra, também ressurgiram. A situação de poço sem fundo vivida pela Grécia, fez com que, inevitavelmente, a discussão sobre as virtualidades do plano de resgate de Portugal, tenha reemergido, com intensidade.

Infelizmente, tem-se debatido pouco (…) o denominado “Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica”, celebrado entre Portugal e a UE/FMI. Este Memorando é um verdadeiro programa de governação, mais do que um simples programa de Governo, na medida em que envolve e compromete todos os partidos do denominado “arco da governabilidade”. A nossa eventual recuperação passará pela boa execução das medidas contidas no dito documento. Talvez muita gente ainda não se tenha apercebido, não só do conteúdo detalhadíssimo do Memorando, mas também da violência dos prazos impostos e das respectivas avaliações, ao nosso desempenho interno.  (continua)

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Tradução de algumas críticas ao novo governo

18 Junho, 2011

O Ministro das Finanças é um desconhecido –> O Ministro das Finanças não faz parte do grupo de keyneasianos que vai à televisão

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O Ministro X é uma 2ª ou 3ª escolha –> Os jornais não conseguiram acertar na composição do governo

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É um ministro sem peso político –> O cavaquismo morreu

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É um governo inexperiente –> É um governo que nunca faliu um país

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O ministro da economia nunca pagou um salário –> O país precisa de empresários como Vieira da Silva no governo

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A Ministra da Agricultura é formada em direito –> Se não percebe de agronomia, como é que vai perceber os procedimentos para a distribuição de subsídios europeus?

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O ministro da Saúde não é médico –> Quem é que agora vai receitar os antibióticos?

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É um governo de tecnocratas –> Temo que saibam fazer contas

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O ministro é um teórico –> Acho que não se formou na Independente, e consta que percebe a lei da oferta e da procura

 

 

o problema

18 Junho, 2011
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“Um estadista que se oponha à opinião pública está condenado ao fracasso. Não importa que seja um autocrata ou um campeão da democracia. O político deve das às pessoas o que elas desejam obter, da mesma forma que um comerciante deve dar aos seus clientes as coisas que desejam adquirir.”

Ludwig von Mises, Theory and History, 1957.

Ora vamos lá fazer uma primeira apreciação do novo Governo…

17 Junho, 2011
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Este Governo surpreendeu. No totoloto dos ministros há números em que ninguém apostava. Isso é bom ou mau? Depois de olhar para a chave final, confesso que gosto das surpresas. Mais do que das confirmações.

As duas principais surpresas surgiram no núcleo económico do Governo. Vitor Gaspar nas Finanças e Álvaro Santos Pereira na Economia. Gosto de ambas.

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Até os cépticos estão a ficar preocupados com futuro da Europa

17 Junho, 2011
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Estamos tão preocupados em perceber até que ponto a nova maioria saída das eleições de 5 de Junho consegue estar à altura das expectativas – e felizmente que os sinais já conhecidos são positivos – que não temos dado suficiente atenção a um mundo que se desmorona à nossa volta. Mas como é sempre possível que o pior aconteça, vou deixar de lado a escolha do próximo ministro das Finanças de Portugal para partilhar algumas inquietações sobre o não-existente ministro das Finanças da Europa.

Esta semana o economista que previu a crise financeira, Nouriel Roubini, escreveu num blogue do Financial Times que a zona euro se estava a desfazer sendo muito provável que, depois de uma inescapável reestruturação das dívidas da Grécia e de Portugal, Ler mais…

Novo Governo/Governo Novo

17 Junho, 2011
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Um novo Governo (aqui)  pequeno,  com gente que tem vida para além da política e que, para muitos e para a imprensa, tem alguns Ministros “sem experiência política”. O que é bom se por “experiência política” se entender hábitos, vícios e comportamentos canonicamente politiqueiros. Muitas vezes, a dita “experiência política” é confundida com caras que são conhecidas pela  imprensa!

Há caras novas, algumas imprevistas nestes papeis. Isso também é a renovação  que se reclama sempre e que raramente se faz. Há “independentes” (quer dizer, ministros sem cartão partidário)… Há condições para que esta composição do novo Governo, também seja, em si mesma, uma vitória de Passos Coelho.

 

O que o novo governo tem de melhor

17 Junho, 2011
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A inexistência do ministério das Obras Públicas.

O melhor governo é o do Diário Económico

17 Junho, 2011

Aqui

Finanças – Vítor Gaspar

Economia – Álvaro Santos Pereira

Negócios Estrangeiros – Paulo Portas

Justiça – Paula Teixeira da Cruz

Administração Interna – Miguel Macedo

Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto – Miguel Relvas

Educação e Ensino Superior – Nuno Crato

Segurança Social – Pedro Mota Soares

Agricultura, Ambiente e Território – Assunção Cristas

Saúde – Paulo Macedo

Defesa – Aguiar-Branco

A culpa é da aritmética*

17 Junho, 2011

Escassas horas após ser conhecido o resultado das últimas eleições, já Carvalho da Silva e Silva Lopes avisavam que o futuro Governo não dispõe de uma “maioria social”. Ao certo, não se percebe a que corresponde o conceito de maioria social, tanto mais que, com o tempo, ele tem vindo a ficar menos preciso. No passado, chamou-se maioria de esquerda, maioria para o socialismo, maioria do povo trabalhador…
Não é por caso que esta oposição entre aritmética e social ressurgiu agora em Portugal num quadro de derrota do PS: afinal, o PS é o único partido que, em Portugal, consegue sobrepor as duas maiorias, a aritmética e a social. Ler mais…

Já estava saturado no tempo de Marcelo Caetano

17 Junho, 2011
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Aeroporto da Portela sem solução à vista esgota capacidade em 2018

Ainda ninguém me conseguiu explicar como é que Gatwick, com uma só pista e uma área de implantação quase idêntica à da Portela, consegue movimentar 35 milhões de passageiros / ano. Em Lisboa, considera-se 16/17 milhões / ano um limite inultrapassável.

Ou muito me engano, ou iremos nos próximos tempos assistir a um crescendo de notícias deste género. Por detrás, estarão certamente os lobbies pró-novo aeroporto a tentarem conquistar o governo para a sua “nobre” causa.

A dúvida par(a)lamentar

17 Junho, 2011

Para a maioria dos comentadores, Fernando Nobre não tem as capacidades de dirigir o Parlamento que tiveram Jaime Gama, Mota Amaral ou Almeida Santos. A minha angústia é que não percebo como é que um Parlamento supostamente tão bem dirigido sempre funcionou tão… mal.

O PS e o acordo de Governo

16 Junho, 2011
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O propósito de apresentar um projecto conjunto de revisão constitucional é muito positivo e poderá constituir uma oportunidade de melhorar a qualidade da nossa democracia. Mas será sempre necessário o acordo do PS. E, por esses lados, as coisas andam turbulentas – Sócrates e os seus, tudo farão para que o próximo líder socialista seja transitório.

Como disse Almeida Santos, hoje, ao ‘i’, António Costa “tem direito a mais altas ambições” – contudo, ao contrário da interpretação mais comum que tenho visto, não julgo que essa tal ‘ambição’ que impediu Costa de se lançar à liderança do PS se resuma a uma eventual candidatura à presidência da república (que Diabo, faltam quase 5 anos!) mas outra, bem mais prosaica: Costa sabe bem que o líder que resultar destas eleições internas socialistas dificilmente irá a votos como candidato a primeiro-ministro. Então, resguarda-se para momentos mais propícios e deixa que outros amarguem a ressaca socratista…

Presunção de inocência no CEJ

16 Junho, 2011

Terá havido copianço generalizado num teste de uma cadeira do Centro de Estudos Judiciários. Perante o facto, o CEJ, por decisão administrativa, atribuiu um 10 a todos os alunos. O director adjunto do CEJ justificou a decisão afirmando que entre os 140 auditores de Justiça houve quem não tivesse copiado, pelo que uma sanção mais pesada seria injusta para estes últimos, que também ficaram com nota 10. Ou seja, é legítimo punir os inocentes, desde que a pena não seja muito pesada.

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Este episódio revela a forma como em Portugal se faz justiça. A generalidade da opinião pública prefere falar da virtude dos futuros magistrados. Mas o verdadeiro problema nunca está na virtude dos homens.  Os homens são como são. O problema está na forma como as instituições avaliam a virtude e seleccionam os homens. No caso concreto, a instituição optou por nivelar por baixo, punindo cegamente e sem fundamento todos por igual. Por não ter criado em devido tempo mecanismo que impedem o copianço e mecanismos que detectem sem margens para dúvida quem copia, o CEJ  vê-se obrigado a punir levemente todos, incluindo os que não copiam. Este fenómeno observa-se nas instituições de justiça em geral. Como o sistema é incapaz de separar os criminosos dos inocentes, tanto uns como outros são punidos a penas leves que vão desde a submissão a longos processos judiciários inconclusivos à prisão preventiva sem prova de culpa por alguns meses. Até podes ser inocente, mas pelo sim, pelo não, levas uns meses de cadeia e ficas com a reputação arruinada.

Entretanto na Catalunha

15 Junho, 2011

 “Es ciego, pero también es un diputado. Y de Convergència”

Olha o paradigma!!

15 Junho, 2011

A privatização da RTP representa uma mudança de paradigma.
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A ronha

15 Junho, 2011
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O PS parece apostado em tudo fazer para atrasar a tomada de posse do novo Governo. Pias declarações à parte, um incidente insignificante no Brasil serve de pretexto para que a lógica socratista prossiga em todo o seu esplendor. Hoje mesmo, após a apresentação de um protesto o socialista Paulo Pisco ameaçou: “ se a decisão não for favorável às pretensões do PS será entregue um recurso ao Tribunal Constitucional” (a decisão, já conhecida, foi contra as pretensões do PS).

Para os socratistas, como se vê, o País que se lixe, portanto…

Coisas verdadeiramente extraordinárias

15 Junho, 2011
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Pilar del Rio garantiu à Lusa que a Fundação Saramago  não recebeu “nem um tostão do Estado” e assim continuará. Gostava de acreditar, mas ela própria se desmente na entrevista. Primeiro, ao queixar-se do tempo que estão a demorar as obras na Casa dos Bicos, onde ficará instalada a fundação, obras que estão a ser pagas pela câmara de Lisboa num espaço que é público. Ou seja, o Estado gasta dinheiro com a instalação da Fundação Saramago, e não tão pouco como isso, mas Pilar del Rio acha que mesmo assim “recebeu um tostão”. Eu também gostava de ser assim: o Estado dava-me casa, fazia-me as obras e, depois, eu andava por aí, sem corar nem me atrapalhar, a dizer que não tinha recebido dinheiro do Estado.

Mas há mais. Na mesma entrevista, para dar uma bicada ao novo governo que ainda não tomou posse, elogia “o empenho total e absoluto” da ministra da Cultura cessante na organização de um espectáculo que terá lugar dia 19 no CCB. O espectáculo, lê-se no programa, é uma realização conjunta da Fundação Saramago e do Ministério da Cultura, e tem ainda o apoio da Câmara de Lisboa. Ou seja, a Fundação que “não recebe um tostão do Estado” organiza eventos apoiados e subsidiados pelo Estado. De novo, também gostava. Além de casa e obras feitas, não era mal que o Estado ainda zelasse por eu ter comida na mesa. Não precisava de me dar dinheiro, era só lá pôr os víveres. Para eu poder continuar a dizer que não recebia um tostão.

Já conheci gente com mais vergonha do que Pilar del Rio.

Constituição

15 Junho, 2011

A realidade vai contra os princípios da nossa Constituição.

A vida para alem do défice

15 Junho, 2011

Um pais falido tem que ser muito mais selectivo do que um país não falido em relação aos bens e valores a preservar.

Grupo de Pressão do dia

15 Junho, 2011

Observatório da Saúde não quer taxas a pagar SNS

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde vem alertar para o perigo de as taxas moderadoras terem passado a ser consideradas como “fonte de financiamento” do sistema de saúde.
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Na página web deste observatório pode ler-se: “O OPSS não toma posição em relação às agendas políticas da saúde”. Pois …

Polémica dos centros de decisão nacionais encerrada

14 Junho, 2011

A estratégia da Aldeia Gaulesa, que visava proteger os centros de decisão nacionais, através de barreiras à liberalização da economia e à entrada de investidores estrangeiros, teve um lindo resultado: o governo português deixou de ser um centro de decisão nacional. Quem manda é a troika. Quanto às empresas que tão laboriosamente andaram a proteger, ou foram vendidas a estrangeiros, ou estão em vias de ser vendidas ou estão tão endividadas que ninguém as quer.

O apocalipse já esteve mais distante

14 Junho, 2011
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Roubini defende que, mais tarde ou mais cedo, Portugal e a Grécia serão obrigados a deixar o euro. Convém lê-lo com atenção. Afinal é o “senhor apocalipse”:

“Debt restructuring will happen. The question is when (sooner or later) and how (orderly or disorderly). But even debt reduction will not be sufficient to restore competitiveness and growth. Yet if this cannot be achieved, the option of exiting the monetary union will become dominant: the benefits of staying in will be lower than the benefits of exiting, however bumpy or disorderly that exit may end up being.”

Mau perder

14 Junho, 2011

Era mais ou menos óbvio que algum problema haveria com os votos dos emigrantes. Hoje a confirmação chegou:
Comissão Nacional de Eleições julgou procedente uma queixa do PS contra a recolha e envio dos votos de emigrantes por parte de um jornal do Rio. Se o recurso avançar durante a contagem, o atraso de quatro dias para o apreciar vai prejudicar a intenção de Belém empossar o Governo até 23 de Junho.

Obs. A propósito deste problema surgido agora em 2011 alguém sabe em que ficou este caso brasileiro José Lello e António Braga acusados de negociarem cargos em troca de financiamento partidário ?

“O equívoco dos politólogos indígenas” *

13 Junho, 2011
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O homem, de meia-idade, acercou-se de mim, envolto no alvoroço da campanha: «Diga ao Passos Coelho que tem de deixar de ser assim», afirmou num tom de protesto. Quis saber mais. Ele explicou: «Diga-lhe que não pode andar a dizer coisas ruins, tem de dizer às pessoas aquilo que elas gostam de ouvir». Discordei – disse-lhe que não podemos mascarar o estado do país e iludir as muitas dificuldades que se avizinham. O homem olhou-me com alguma compaixão: «O doutor anda nisto há pouco tempo, eu já fui presidente de Junta, já faço política há trinta anos». E insistiu, ancorado nesse argumento de autoridade: «Para ganhar, o Passos tem de mentir um bocadinho senão as pessoas não acreditam nele». Antes de conseguir refutar aquele formidável paradoxo, o homem, num suspiro vozeado, sintetizou, finalmente, aquilo que lhe ia na alma: «Diga-lhe que ele tem de ser mais como o Sócrates» … Ler mais…

socialismo real

13 Junho, 2011
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Veremos, agora, se este “indignado” se voltará a manifestar na Porta do Sol, ou se vai distribuir parte dos seus novos rendimentos pelos seus antigos camaradas de infortúnio, ou quantas empresas criará, nos meses mais próximos, com postos de trabalho efectivos (sem contratos a termo certo, nem precariedade). Ficamos à espera de notícias, embora o mais provável seja deixarmos de ouvir falar no sujeito. Um bom teste ao socialismo.

3 anos para Obama ficar branco

13 Junho, 2011

No dia 4 de Novembro de 2008 fiz a seguinte previsão: Nos próximos 100 anos será eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Quando isso acontecer, Obama será considerado o primeiro presidente mestiço dos Estados Unidos. Esta previsão gerou alguma indignação entre os leitores do Blasfémias. Mal eles sabiam que 3 anos depois o politicamente correcto é considerar que Obama é branco.

O filho do Homem Novo*

13 Junho, 2011

Era uma vez um casal que teve um filho cujo sexo resolveram não revelar. Dizem que assim a criança será livre de escolher o sexo que quiser. Infelizmente isto não é o princípio de um romance, mas sim o resumo de um caso real sucedido este ano, no Canadá.

Kathy Witterick e David Stocker, assim se chamam os pais da criança, não estão a fazer nada de novo. A História está cheia de tentativas de criar crianças libertas dos padrões tidos como atávicos e convencionais da família. A lista destas experiências é longa e, sem nos afastarmos geograficamente muito, inclui desde as crianças biologicamente perfeitas dos nazis ao afastamento das crianças das respectivas famílias nos primeiros anos da URSS, passando pelas políticas de roubo de crianças às mães espanholas para as entregar primeiro a famílias politicamente adequadas e depois socialmente mais abonadas, ou ainda pelos jardins-de-infância revolucionários da Europa dos anos 70 onde, à semelhança do que sucedeu em várias comunidades hippies, oficialmente não existia autoridade e a pedofilia era muitas vezes vista como um preconceito a combater e não como um crime. Ler mais…

Mas não levaram meses a dizer que ele ia ser o primeiro presidente negro dos EUA?

13 Junho, 2011

O PÚBLICO explica hoje na capa do jornal: “Estereótipos: O nosso cérebro cria preconceitos e não vê Obama branco”. Mais à frente na capa do P2 pergunta: “Por que dizemos que Barack Obama é negro?” Enfim foram meses e meses de exaltação em torno do primeiro presidente negro dos EUA. Agora ser preconceituoso é dizer que Obama é negro?

Cavar batatas

13 Junho, 2011

Num momento em que Portugal atravessa uma situação particularmente difícil, estabeleceu-se entre os responsáveis políticos um estranho consenso: temos que apostar na agricultura. São os mesmos que disseram que tinhamos que apostar nas auto-estradas, na Expo 98, na construção de estádios, na tecnologia, na educação e no TGV, mas nunca cuidaram de garantir que as apostas seriam sustentáveis. É mais uma de uma longa lista de “apostas”, “prioridades nacionais” e “opções estratégicas”. Desta vez mandam-nos cavar para o campo. A sugestão revela uma grande ignorância sobre as condições de Portugal para a agricultura, sobre o papel da agricultura num país desenvolvido (sempre menos de 3% do PIB) e sobre o princípio das vantagens comparativas. Tenho 2 sugestões, primeiro, não tentem dizer-nos o que fazer, segundo, façam bem o que vos compete.

Sistema eleitoral proporcional?

12 Junho, 2011

sistema eleitoral

Neste sistema eleitoral dito proporcional, o PS ou o PSD elegem um deputado por cada vinte mil votos, o CDS e a CDU, cerca de vinte e sete mil, enquanto o Bloco de Esquerda precisa de mais de trinta e seis mil, quase o dobro dos dois maiores partidos.
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Somo todos iguais mas uns são um bocadinho menos iguais

11 Junho, 2011

Ana Gomes escreve no Causa Nossa uma resposta aos comentários às suas declarações sobre Paulo Portas. Ana Gomes começa por denunciar que “Há aí quem esteja malevolamente a espalhar  a leitura de que serei homofóbica”. Não acho nem deixo de achar que Ana Gomes seja homofóbica e francamente em Portugal a homofobia não tem de modo algum a importância que pessoas como Ana Gomes lhe dão. Logo deixando-nos de homofobias o que me parece interessante nas palavras de Ana Gomes é a sua dupla exigência em relação aos homossexuais . Mas o melhor é ler o texto para perceber o que é esse duplo critério: 
«É evidente  que não expus, e muito menos condeno, a homossexualidade de quem quer que seja.»  –  SE NÃO EXPÔS A HOMOSSEXUALIDADE DE QUEM QUER QUE SEJA QUIS EXPOR O QUÊ QUANDO FEZ ESTAS DECLARAÇÕES? Note-se que acho que Ana Gomes tem razão quanto aos avisos que faz sobre o processo de aquisição dos submarinos. O disparate começa sim quando comparou Paulo Portas a DSK – a não ser que tenha  provas de que Paulo Portas cometeu um crime e nesse caso Ana Gomes deve apresentá-las na PGR. E o disparate continua com a questão da chantagem e dos comportamentos desviantes. Ana Gomes esteve no MNE logo deve saber que a história da nossa diplomacia tem nessa matéria um historial tão longo que só não constamos dos livros dos activistas gays pela prosaica razão de que estes não admitem algo que nãop possa ser explicado pela cartilha dos activistas outrora chamados esquerdismos.

Mas voltemos ao texto de Ana Gomes: «Não sendo gay, apoiei e apoio publicamente  o casamento homosexual e a adopção de crianças por pessoas e casais homosexuais (tendo até criticado o meu Partido por não ter sido consequente nesta matéria). Em Portugal não vi, nem vejo, muitos representantes partidários a fazer o mesmo». –  E O QUE TÊM A VER AS CRIANÇAS COM OS CASAIS HOMOSSEXUAIS? A ADOPÇÃO NÃO É UM DIREITO DOS HOMOSSEXUAIS OU DOS HETEROSSEXUAIS. É UM DIREITO DAS CRIANÇAS.
«Uma pessoa gay, para mim, é como todas as outras pessoas: merecedora de consideração em função dos seus actos e palavras e não da sua orientação sexual. Jamais me inibirei de censurar um gay, se acho que o merece, só porque é gay. Mas detesto, isso sim, a hipocrisia cobarde e sem escrúpulos de quem na vida pública prega a moralidade convencional, em contradição com práticas próprias.»– : ANA GOMES EXIGE AOS HOMOSSEXUAIS QUE PARA NÃO CAÍREM EM CONTRADIÇÃO DEFENDAM AQUILO QUE SUPOSTAMENTE  ELA IDENTIFICA COMO AGENDA DE DEFESA DOS GAYS NOMEADAMENTE A DISCORDÂNCIA DA MORALIDADE CONVENCIONAL SEJA ISSO O QUE FOR. CURIOSAMENTE O PROBLEMA DA CONTRADIÇÃO NÃO SE LHE COLOCA NO CASO DOS NÃO GAYS. OU SEJA OS HETEROSSEXUAIS SÃO LIVRES DE ESTAR CONTRA OU A FAVOR DAQUILO QUE ANA GOMES DEFINE COMO “MORALIDADE CONVENCIONAL”. OS GAYS TÊM DE ESTAR CONTRA CASO CONTRÁRIO SÃO HIPÓCRITAS, NA OPINIÃO DE ANA GOMES.

Psicologia e taxistas*

11 Junho, 2011

Taxistas vão ser sujeitos a testes psicológicos a partir de 2012    Porquê  para taxistas e não para talhantes? Afinal estes últimos enfrentam o público de cutelo na mão. E porque não para professores, juízes ou médicos? Todos nós podemos enumerar uma dúzia de argumentos a favor ou contra o uso de exames psicológicos, mas no caso dos taxistas estes testes parecem-me uma exigência não só absurda, mas também com o seu quê de paternalismo social, tão característico de um país que adora doutores e usa o termo “taxista” como sinónimo de ignorante. Pelo contrário, acho muito importante que os taxistas façam regularmente testes ao consumo de álcool e de substâncias que inibem a capacidade de condução ou que na atribuição da respectiva carteira profissional se tenha em conta o respectivo registo criminal – a mim pessoalmente não me parece que um violador deva trabalhar como taxista. Quanto à psicologia, é melhor guardá-la para outras coisas.

*PÚBLICO

Não sabia disto…

11 Junho, 2011
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As caixas automáticas do Banco Português de Negócios estão a cobrar comissões nos levantamentos de Multibanco. A DECO exige explicações ao BPN sobre esta rede alternativa à da SIBSH.

via DECO quer explicações sobre caixas automáticas do BPN – RTP Noticias, Vídeo.

O tipo de coisas que deveriam ter cessado com a demissão do outro…

10 Junho, 2011
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Cavaco dá luz verde para processo contra director da ‘Sábado‘.

10 de Junho….

10 Junho, 2011
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AQUI

E agora, o Norte aqui tão perto?

10 Junho, 2011
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“(…) um dos desafios que teremos que enfrentar, sem mais delongas, nem pseu-soluções, consiste na reforma do funcionamento do Estado. Por razões financeiras, mas também por imperativos de justiça, de coesão territorial e garantias de eficiência, a longo prazo. Tal é, igualmente, requerido (imposto) no referido Memorando. Há vários prismas de abordagem dessa reforma. Até agora, tímida e um pouco avulsamente, foi avançado o objectivo de se reduzirem concelhos e freguesias. Claro está que a verdadeira e decisiva reforma do Estado passa(rá), quer se queira, quer não, pela institucionalização, em concreto das regiões administrativas (regionalização). Ou seja, por cumprir a Constituição”.

Todo o texto: aqui.

(Grande Porto, 9.06.11)