BLASFÉMIAS

A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade

A linda ‘política de verdade’ que faltou ao prometido

Publicado por CAA em 20 Novembro, 2009

O projecto do PSD sobre a avaliação de professores hoje aprovado no Parlamento parece-me desacertado politicamente. Não tanto pelo seu conteúdo (que tresanda a transitoriedade) mas sim pelo facto de que o PSD, ao protagonizar esta semi-solução, se meteu no caldeirão onde os socialistas já se estão a cozer a si próprios, em lume pouco brando, há algum tempo. O PSD não se soube resguardar e deixar os socialistas resolverem o imbróglio em que se meteram – em vez disso, o PSD tornou-se cúmplice da política de Sócrates para o ensino secundário e dificilmente ficará incólume às críticas que os sindicatos vão repisar nos primeiros meses de 2010.
Em resumo, o PS deixou de estar sozinho na maior embrulhada que arranjaram no mandato anterior – generoso, o maior partido da Oposição resolveu fazer-lhe companhia e partilhar a responsabilidade futura.

Esta indefinição estratégica e política do PSD está a assumir proporções desmesuradas. Começo a duvidar que quem venha tomar conta da loja quando Ferreira Leite se for finalmente embora consiga desatar estes nós sem retorno que aquelas baratas tontas da pior direcção da história desse partido andam a engendrar.

Publicado em Política nacional | 18 Comentários »

novos áugures

Publicado por Carlos Loureiro em 20 Novembro, 2009

O homem que em Maio de 2005 conseguiu prever um défice de 6,83% para o final desse ano (permitindo ao PS justificar o aumento de impostos, quebrando assim uma sua bandeira eleitoral, poucos meses depois de o seu primeiro governo maioritário ter tomado posse) mostra-se, no final de Novembro de 2009, espantado com as previsões do défice para este ano: “Estava à espera que fosse um bocadinho menos“.

Publicado em Economia | 11 Comentários »

Em Julho

Publicado por Gabriel Silva em 20 Novembro, 2009

Só Teixeira dos Santos ,«o melhor ministro do governo»,  não sabia ou quis esconder por causa das eleições.

 

Publicado em Geral | 6 Comentários »

socratismos

Publicado por Gabriel Silva em 20 Novembro, 2009

Ontem o Conselho de Ministros debruçou-se sobre «medidas de apoio á internacionalização».
Estranho um pouco não ver referências á Cosec, cuja aquisição, segundo Teixeira dos Santos e Sócrates, era não apenas urgente, mas estava já tratada com os accionistas. Ao invés, criaram mais um Conselho Coordenador…..

Publicado em Geral | 4 Comentários »

Para que serve a União Europeia

Publicado por Carlos Loureiro em 20 Novembro, 2009

Enquanto se discute a forma como foram nomeados os titulares dos novos cargos criados pelo Tratado de Lisboa, aquele que é, provavelmente, o órgão mais importante da União segue o seu caminho, alheio a tais discussões, interpretando e (recriando) diariamente o Direito da União. Ontem mesmo, o Tribunal de Justiça (é dele que se trata), veio estabelecer (ou esclarecer) que, para efeitos de indemnização aos passageiros, o atraso de um voo igual a superior a três horas deve ser tratado nos mesmo termos que um cancelamento. Por outras palavras, tal atraso confere aos passageiros, para além de outros direitos, o de receberem uma indemnização no valor € 250 para voos até 1500 Km, de € 400 para voos intracomunitários de distância superior (ou quaisquer outros voos de distância superior a 1500 e inferior a 3500 km) e de € 600 para os casos restantes. Além disso, as companhias aéreas apenas ficarão dispensadas de tal pagamento se o atraso se ficar a dever a circunstâncias extraordinárias, nas quais não se incluem as proverbiais “dificuldades técnicas”. O Regulamento é de aplicação directa, não dependendo de qualquer intervenção dos Estados. Da próxima vez que o seu voo se atrasar mais de três horas, já sabe o que poderá exigir. Não se espante, também, se o preço da próxima viagem for  mais caro do que o da última para o mesmo destino.

 

Publicado em Aviação, União Europeia | 13 Comentários »

O elefante sempre esteve no meio da sala

Publicado por JoaoMiranda em 20 Novembro, 2009

É longa a lista de personalidades com responsabilidades que ao longo do ano de 2009 não viram, ou fingiram que não viram, o descalabro das contas públicas. Entre elas encontram-se o primeiro-ministro, o ministro das finanças, todos os membros do governo, jornalistas especializados em economia, académicos (incluindo economistas) e analistas políticos. Há excepções? Há. Mas são muito poucas. Este ano a opinião pública esteve dominada por apparatchiks. A maior parte dos directores de jornais, dos responsáveis editoriais das TVs, dos moderadores de programas de debate e dos responsáveis pelas grandes entrevistas a políticos foram cúmplices.

Publicado em Geral | 83 Comentários »

Um retrato por quem o conhece

Publicado por Gabriel Silva em 20 Novembro, 2009

Publicado em União Europeia | 10 Comentários »

Frases memoráveis do ano de 2009

Publicado por JoaoMiranda em 20 Novembro, 2009

“As contas públicas estão controladas”.

Publicado em Geral | 35 Comentários »

“Crime irrealizável” *

Publicado por CAA em 20 Novembro, 2009

O líder parlamentar socialista referiu-se aos casos que têm incomodado José Sócrates como “tentativa de homicídio de carácter”. Não ficou claro se só se referia à ‘Face Oculta’ ou, também, às demais embrulhadas em que o actual primeiro-ministro se viu misturado (licenciatura nebulosa, Cova da Beira, as casas beirãs, os apartamentos lisboetas e o Freeport) juntamente com primos, tios e amigalhaços, com percurso político e existencial semelhante.
Há várias hipóteses:
(i) Francisco Assis fez jus ao seu nome e quis apenas pregar aos passarinhos;
(ii) ou, como aventou Helena Matos no ‘Blasfémias’, Assis enganou-se e em vez de ‘homicídio’ queria dizer ‘suicídio’;
(iii) por último, Assis errou porque figurou uma tentativa impossível por falta de existência do objecto.

* Ontem, Correio da Manhã

Publicado em Política nacional, Religião | 27 Comentários »

Especialistas instantâneos. Distraídos para sempre*

Publicado por helenafmatos em 20 Novembro, 2009

«Eu, abaixo-assinado, afirmo solenemente pela minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas» – Nos actos de posse os nossos governantes não nos prometem ser honestos ou respeitarem a lei. Isso está implícito e para averiguar desse cumprimento da lei existem poderes e lugares próprios. Os nossos governantes prometem algo de muito mais importante quando tomam posse. Prometem lealdade. Mas neste momento a lealdade foi quebrada entre o poder político e o poder judicial. Entre as diversas figuras do Estado. E entre estes diferentes poderes e o país.
Se virmos para lá da imensa nuvem de fumo criada com  a discussão refeente às subtilezas interpretativas da legislação sobre as escutas telefónicas perceberemos que a confiança institucional desapareceu:
a)  o Código de Processo Penal sofreu alterações condicionadas  pelo calendário do processo Casa Pia. Alguém assume essas alterações? 
b) o Governo alterou a proposta que a Unidade de Missão da Revisão Penal lhe fizera chegar tornando competência do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça a intercepção de escutas às três primeiras figuras do Estado. Alguém sabe como e por quem foi feita esta alteração?
c) a Assembleia da República não consegue explicar como  podiam existir nos seus arquivos dois registos biográficos de José Sócrates. Os dois registos têm a mesma data e parecem ser cópia um do outro. Diferem contudo na informação sobre as habilitações literárias e a profissão de José Sócrates.
d) o Presidente da República não só considerou que o sistema de comunicações da Presidência pode ter sido alvo de intrusão como, no caso do Estatuto dos Açores, deixou claro que considerava que a lealdade institucional fora quebrada: “Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania.” – declarou na comunicação que fez ao país a 29 de Dezembro de 2008;
e) o Procurador-Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para além de terem de aprender a falar em público, deixaram instalar a dúvida sobre a intencionalidade da gestão que fizeram da informação que possuíam sobre o caso Face Oculta;
f)   Vieira da Silva, ministro da Economia, acusou os responsáveis pela investigação do caso Face Oculta de “espionagem política”.
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Publicado em Geral | 17 Comentários »

Histórinha dos Tempos que Correm

Publicado por jcd em 20 Novembro, 2009

Era uma vez um condutor de um veículo que ia directo a um precipício mas fazia de contas que não estava a ver. A certa altura, o pendura, avisa-o. “Olha o precipício”. O condutor ignora o aviso e acelera um pouco mais. O pendura volta a avisá-lo. “Cuidado, vamos direitos a um precipício”. O condutor diz. “Sei bem o caminho. É nesta direcção”. Cada vez mais nervoso, ao ver aproximar-se o despenhadeiro, o pendura grita-lhe: “Cuidado, é um precipício”"

E é então que o condutor, já farto da conversa do pendura, põe ordem no veículo: “Bolas, não sabes dizer mais nada? Cala-ta, pá. Que catastrofista. Estás armado em Medina Carreira, ou quê?”

Publicado em Geral | 27 Comentários »

A UE já tem a sua Hillary

Publicado por Gabriel Silva em 19 Novembro, 2009

Publicado em Geral, União Europeia | 35 Comentários »

“Ardil socrático” *

Publicado por CAA em 19 Novembro, 2009

Não é por acaso que os ministros mais próximos de Sócrates encetaram ataques furibundos ao poder judicial:
(i) pretendem descredibilizar qualquer novidade mais nociva para Sócrates que possa surgir dos casos de que agora se fala (ou dos que ainda estão para aparecer);
(ii) procuram dramatizar a vitimização do seu Chefe para exigirem um deslocado plebiscito popular à sua culpabilidade, à boa maneira dos autarcas acossados pela Justiça.
Será que a Oposição está preparada para disputar eleições antecipadas em 2010? A gravidade da crise político-judicial com que o País se viu defrontado nos últimos dias obriga a uma resposta categórica a esta questão.
Com o PSD tal como está, seria oferecer a maioria absoluta a quem todos os dias demonstra não a merecer.

* Ontem, Correio da manhã

Publicado em Justiça, Política nacional | 52 Comentários »

Há novos governadores civis

Publicado por PauloMorais em 19 Novembro, 2009

Uma promessa recorrente na política em Portugal foi a de acabar com os governos civis. Já foi prometido pelo PS, em 2001 quando perdeu e em 2004 quando ganhou. Foi também bandeira do PSD, na vitória de 2001 e na derrota de 2004. Em 2009, nem por isso…
Como os directórios partidários, que são quem verdadeiramente manda no país, estão alicerçados numa base distrital, continuará a haver distritos (e governadores civis!). Hoje é já a organização do país que se submete aos estatutos dos partidos,

Publicado em Partidos, Política nacional | 35 Comentários »

«Rigor»…..

Publicado por Gabriel Silva em 19 Novembro, 2009

O governo acaba de aprovar o seu terceiro orçamento de Estado para 2009.

Parece que «A insuficiência de receita é que obriga o Governo a aumentar o endividamento», pois, segundo Teixeira dos Santos «os dados mais recentes apontam para uma quebra das receitas fiscais de 13,8 por cento face ao ano passado e por essa razão que foi aprovado a alteração às bases orçamentais definidas para o ano em curso

Recorde-se que em Abril o mesmo Teixeira dos Santos dizia que a receita prevista no Orçamento do Estado de 2009 estava controlada (apesar de então a queda ser já de mais de 12%) e que «Não há portanto qualquer derrapagem do lado da receita, tendo em consideração o funcionamento dos estabilizadores automáticos»

Que é feito dos «estabilizadores automáticos»?

Publicado em Geral | 53 Comentários »

PUE

Publicado por Gabriel Silva em 19 Novembro, 2009

Hoje, a «nova ue» estreia-se da forma politica mais simbólica: o presidente da ue e o mne serão designados durante um jantar informal.

Não será escolhido um verdadeiro «capo di tutti capi», mas antes um burocrata que servirá de porta-voz. Dependendo do assunto, a ue passará a falar a 4 vozes: comissão, presidente do conselho da ue, representante externo e pm encarregue da presidência rotativa. O que até pode não ser mau de todo. Sempre se evita o telefone único.

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Mandato da Comissão Europeia expirou a 31 de outubro

Publicado por Gabriel Silva em 18 Novembro, 2009

«With effect from 24:00 CET October 31st, there are now 26 vacant posts on the European Commission.

Jose Manuel Barroso was recently re-appointed as President according to the correct procedures laid down in the treaties, but the five year terms of the 26 other persons who were previously Commissioners have now expired.

The claim that their terms have been extended is a mere pretence, there being no treaty provision which permits the term of a Commissioner to be extended.

If they now impersonate European Commissioners and continue to draw salaries and expenses and purport to carry out the functions of a Commissioner, then they will be putting themselves at personal risk of both criminal and civil prosecution, and their actions and decisions will be legally null and void.»

(recebido por email)

Publicado em Geral | 19 Comentários »

Pesidente do Conselho

Publicado por Carlos Loureiro em 18 Novembro, 2009

O primeiro presidente permanente do Conselho da União Europeia deverá ser nomeado amanhã. A escolha deverá recair num líder europeu, ex ou actual. De acordo com o Primeiro-Ministro sueco, o secretismo que tem  rodeado a escolha para tal cargo (bem como para outros cargos importantes criados pelo Tratado de Lisboa) prende-se com o embaraço que seria causado a algum primeiro ministro em funções caso avançasse com a sua candidatura ao cargo e depois não fosse nomeado. O escolhido, que contará com a oposição do PCP (que já sabe que o novo presidente vai promover a integração capitalista, federalista e militarista), não será, infelizmente, um português.

Publicado em União Europeia | 22 Comentários »

Filha de pai incógnito

Publicado por Carlos Loureiro em 18 Novembro, 2009

Como o Gabriel refere neste post, a proposta de revisão do CPP apresentada da Unidade de Missão para a Reforma Penal não incluía a atribuição de competência ao Presidente do STJ para autorizar a intercepção de escutas às três primeira figuras do Estado. Tal norma apenas surge na Proposta de Lei apresentada pelo Governo ao Parlamento. Seria interessante saber, em concreto, quem sugeriu tal novidade legislativa e quais as razões que a justificaram, já que a exposição de motivos que acompanhou a Proposta de Lei se limita a descrever a novidade (último parágrafo da página 1), mas sem qualquer tentativa de justificação, a qual era devida, dado que a criação de foros especiais ou privilegiados fora expressamente discutida – e recusada – nos trabalhos da Unidade de Missão, como referi aqui. As dúvidas de Jorge Sampaio, no final do seu mandato, não serão alheias a tal novidade. Porém, o estatuto do Presidente da República, o único que goza constitucionalmente do direito a foro especial, não é automaticamente extensivo ao Presidente da Assembleia da República e ao Primeiro-Ministro, pelo que se justificaria, insisto, a clarificação dos motivos da introdução daquela alínea, bem  como as razões da não inclusão na mesma dos outros poderes atribuídos ao Juiz de Instrução (pois teria sido mais coerente atribuir ao presidente do STJ, em termos genéricos, os poderes de Juiz de instrução em processos que tivessem por arguidos as referidas figuras, em vez do poder específico quanto a escutas).

Publicado em Democracia, Justiça | 33 Comentários »

Já corre fama

Publicado por helenafmatos em 18 Novembro, 2009

Publicado em Geral | 29 Comentários »

Vergonha que já envergonhou mais

Publicado por JoaoMiranda em 18 Novembro, 2009

Cada vez se percebe menos porque é que o Bush não fecha Guantanamo.

Publicado em Geral | 64 Comentários »

Tens de prestar o serviço, mas não podes cobrar por ele

Publicado por LR em 18 Novembro, 2009

Finanças proíbem taxas no multibanco e nos pagamentos com cartão

Aqui está mais uma medida demagógica, destinada quiçá a responder à indignação fácil provocada por uma petição que anda por aí a circular há vários anos. A mesma tem vindo a ser ”apimentada” por falsidades, reconhecidas pelo próprio autor da petição, como a que estabelece a futura comissão a cobrar em € 1,50.

Diga-se que nenhum banco estava a equacionar a tarificação dos movimentos feitos nas ATM, mas nada obsta a que amanhã tal não acontecesse, no seguimento de uma tendência que existe a nível global de se cobrar por todos os serviços prestados. Com este proibicionismo, as operações no Multibanco serão gratuitas, mas agravar-se-ão inevitavelmente outras comissões, como a anuidade do cartão ou a comissão de manutenção de conta.

Facilmente se generaliza a ideia de que prestar o serviço via ATMs é algo sem custos para os bancos (eles até destruiram empregos à custa disso…). Acontece que o negócio bancário de hoje é totalmente diferente do que era há cerca de 20/30 anos. De Instituições de Crédito, os bancos transformaram-se em Instituições prestadoras de serviços, muito por força do esmagamento da margem financeira que deixou há muito de ter 2 dígitos, que então permitia cobrir tudo.

Teixeira dos Santos está bem ciente de todos estes factos, mas propaganda oblige…

Declaração de interesse: trabalho num Banco

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“Táctica à Berlusconi” *

Publicado por CAA em 18 Novembro, 2009

O PS socrático sente-se encurralado. Os incessantes escândalos em que José Sócrates surge implicado obrigam a uma defesa de trincheiras apenas suavizada pela quase inexistência política de Cavaco Silva e do PSD.
Mas a perigosidade da actual situação pode levar os socráticos mais desvairados a mudarem de táctica, atiçando uma crise política que culmine com eleições antecipadas antes de Junho de 2010. O contra-ataque do círculo mais próximo de Sócrates nos últimos dias constitui uma escalada nessa fuga para frente.
Só isso explica, julga eu, que o presidente do STJ e o PGR, habitualmente tão verbosos, fiquem quedos e mudos perante as ofensas perpetradas contra o poder judicial por alguns ministros – não é servilismo, certamente, deve ser prudência política…

* Ontem, Correio da Manhã

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Homicídio? Não, suicídio

Publicado por helenafmatos em 18 Novembro, 2009

«O líder do parlamentar do PS, Francisco Assis, afirmou ontem que o primeiro-ministro, José Sócrates, tem sido alvo de uma tentativa de “homicídio de carácter” por parte de quem o tenta envolver no processo “Face Oculta”.» - Não sei quantas tentativas de homicídio de carácter de José Sócrates já tiveram lugar. Mas contas por alto já vão em pelo menos em meia dúzia. Está na altura de o PS rever a sua tese explicativa e deixar de ver gente emboscada a tentar assassinar o carácter do seu líder. O carácter do seu líder é que parece ter uma obstinada propensão senão para o suicídio pelo menos para a auto-mutilação.

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Divina comédia

Publicado por helenafmatos em 18 Novembro, 2009

Não, não é um bolo. O que será então? Aqui explicam o que se pretende com acoisa e dizem que a coisa custará milhões de euros. Os mesmos que poderiam recuperar isto, mais isto sem esquecer que se podia conservar melhor isto ou salvar o que lhes resta daqui

 

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Pilares do Estado de Direito: independência do PGR

Publicado por JoaoMiranda em 18 Novembro, 2009

Ontem o jornal i noticiou que o Presidente da República está irritado com o Procurador Geral da República. A presidência apressou-se a desmentir, dando de barato que a notícia poderia ser plausível e relevante. Esta situação reflecte uma relação de dependência real do PGR em relação ao poder político. Afinal o procurador-geral da República é nomeado e exonerado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo. Ou, dito de outra forma, o cargo de procurador-geral da República assenta na dupla confiança do Governo e do Presidente da República. Aposto que os defensores do Estado de Direito ainda não repararam nisto, caso contrário já teriam denunciado o conflito de interesses em que actualmente se encontra o PGR.

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Do Estado de Direito

Publicado por Gabriel Silva em 18 Novembro, 2009

1. No decurso de investigação criminal, o cidadão Armando Vara foi colocado sob escuta telefónica, devidamente autorizada pelas autoridades judiciais que tem poder para tal.

2. Das conversas telefónicas registadas, podem serem extraídas certidões para investigação relativa a outros crimes, se na mesma intervir a pessoa que está ser escutada (CPP º187, nº7);

3. Das escutas sobre Armando Vara, foram extraídas algumas certidões, e objecto de  «despacho do Senhor Procurador Coordenador do DIAP de Aveiro e no despacho do Senhor Juiz de Instrução Criminal sustentava-se que existiam indícios da prática de um crime de ATENTADO AO ESTADO DE DIREITO» por parte do PM.

4. Tal crime está tipificado da seguinte forma: «O titular de cargo político que, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, ainda que por meio não violento nem de ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, nomeadamente os direitos, liberdades e garantias estabelecidos na Constituição da República, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, será punido com prisão de dois a oito anos, ou de um a quatro anos, se o efeito se não tiver seguido.»

5. O PGR entendeu que não «existiam indícios probatórios que levassem à instauração de procedimento criminal», mas mesmo assim, resolveu enviar tal despacho para o presidente Supremo Tribunal de Justiça. Desconhece-se a razão porque não abriu processo-crime, nem o que seja um «dossier» em processo penal.

6. É apenas aqui o primeiro momento em que se podem levantar dúvidas interpretativas sobre a legalidade ou razoabilidade do procedimento: porque o PGR entende enviar tais certidões para o STJ? Não estando em questão estar o PM sujeito a escutas, mas sim um suspeito que por vezes lhe telefonava, ou seja, o PM surgindo incidentalmente nas escutas e não sendo seu objecto, não parece que se coloque a questão de serem as mesmas analisadas á luz do artº11 do CPP, que obviamente diz respeito à situação quando o mesmo seja directamente escutado.

7. No entanto, quer PGR quer presidente do STJ tem o mesmo entendimento, de que não existem provas do cometimento de crime e que as escutas deveriam ter sido autorizadas uma segunda vez, atendendo ao foro especial do pm.

8. Tenha-se em conta que a Unidade de Missão da Revisão Penal, a qual integrava diferentes especialistas na área penal, entregou o seu projecto de revisão do CPP em 25 de Julho de 2006. Nele não consta o dito nº2 b) do actual artº11º, por ter sido expressamente entendido que tal figura iria criar ainda mais problemas. Porém, tal artigo acabou por ser introduzido pelo Ministério da Justiça e aprovado pelo Conselho de Ministros.

9. Uma vez que os despachos de arquivamento da PGR e STJ já não estão em segredo de justiça, melhor seria que se tornassem públicos, a fim de se tentar perceber os seus fundamentos.

10. Um ministro, certamente aflito e receoso dos efeitos políticos do caso, entendeu pressionar e denegrir a investigação judicial, designando-a de   «espionagem política». Apesar de tal atitude, mantêm-se como ministro.

11. O PGR resolveu uma vez mais fazer declarações políticas, afirmando que por sua vontade as escutas seriam todas divulgadas. Sucede que nunca tal poderia acontecer, na medida em que, considerando ele próprio não serem matéria provatória de crime, seriam simples conversas particulares. Pelo que a sua declaração assume um carácter de ameaça. Política, sim. E tal não cabe nas suas funções.

12. O presidente do STJ também aproveitou para fazer política, tendo como pretexto este caso concreto, defendo a reformulação geral de todo o edifício de investigação criminal. Melhor seria abster-se de política, mas já que o fez, seria bom perceber-se porque este caso deveria ter essa consequência tão radical.

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Pilares do Estado de Direito: processo adversarial e transparência

Publicado por JoaoMiranda em 17 Novembro, 2009

O PGR anunciou no Sábado, em comunicado, e sem qualquer fundamentação, que as escutas sobre o primeiro ministro não contêm indícios (probatórios ?) de crime. É uma posição que, ao contrário do que deveria acontecer num Estado de Direito, não passou por um processo adversarial nem é escrutinável. Trata-se de uma tese da PGR que não foi sujeita a julgamento no interior do sistema de justiça. A tese contrária não teve oportunidade de ser defendida perante um juiz imparcial. Para alem disso, dado que as escutas serão destruídas, a opinião pública não terá a oportunidade de avaliar a opinião do PGR. Gostava de saber o que é que os defensores do Estado de Direito pensam disto. Num Estado de Direito uma decisão desta importância pode ser tomada por um único homem, sem contraditório, sem fundamentação e sem possibilidade de escrutínio?

PS – Note-se ainda que nesta fase o PGR não tinha que opinar sobre indícios de crime. Só o deveria fazer se e quando as escutas fossem declaradas válidas. A opção por opinar sobre indícios de crime tem objectivos políticos e não tem qualquer papel no desenvolvimento do processo judicial.

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“Discussões bizantinas” *

Publicado por CAA em 17 Novembro, 2009

Reza a lenda (mais do que a história ensina) que quando os turcos estavam na iminência de conquistar Constantinopla (Bizâncio), em 1453, o que mais inquietava os bizantinos era responder a uma intrincada questão: Qual é o sexo dos anjos? Verdadeiro ou não, o episódio ficou como referência máxima de um debate ocorrido na pendência de um problema grave e cuja inutilidade o torna ridículo.
Querer discutir o casamento gay com o País submerso em problemas que ninguém resolve, quando temos um primeiro-ministro engolido por um lamaçal jurídico e político, no momento em que ministros pontapeiam publicamente a separação de poderes e fazem as acusações mais graves de que me lembro ao poder judicial, parece ser um favor desvelado a quem quer camuflar o que é importante.

* Ontem, Correio da Manhã

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O berlusconimómetro

Publicado por helenafmatos em 17 Novembro, 2009

Hove um tempo em que Belusconi era, em Portugal, o simbolo daquilo que um político não deve ser. Um ministro era fotografado com o Berlusconi e gerava-se um embaraço na lusa pátria. O pior que se podia dizer de alguém era que se assemelhava a Berlusconi. Todos os dias havia anedotas com o Berlusconi e não havia quem  não desse como consensual que o dito por Berlusconi usava uns artifícios legais para não ser julgado. Ninguém se interessava pelos crimes de que o dito Berlusconi era acusado, suspeito, envolvido, arguido ou referido. O Berlusconi era culpado à partida.  Como é que filmavam, fotografavam, escutavam ou obtinham provas para acusar o Berlusconi era coisa que não interessava a ninguém. O Berlusconi era culpado e pronto. Presumo que assim se deve manter mais ou menos pelo mundo. Acontece que em Portugal agora não dá jeito falar do Berlusconi. Parece mal. Pode falar-se mas baixinho. Os artifícios que arranja para não ir a tribunal são agora remetidos para umas breves e começa aser cada vez mais difícil responder à pergunta: o que distingue o nosso primeiro-ministro do Berlusconi? Note-se que este último  anda naquela roda viva com os juízes, que acusa de serem comunistas, por umas coisas que fez nas suas empresas, do género comprar programas de televisão e corromper testemunhas, e não enquanto primeiro-ministro. Se estivéssemos a trocar cromos a coisa não estava fácil!

Para lá das questões judiciais propriamente ditas que francamente espero que se resolvam dentro do quadro legal de cada um dos países mesmo que esse quadro seja francamente absurdo,  Berlusconi e Sócrates partilham a mesma ligeireza, a mesma falta de sentido Estado e a mesma embaraçosa atitude auto-condescendente (sorridente no Berlusconi, furibunda em Sócrates)   quando são confrontados com aspectos equívocos dos seus actos. Como se percebe sei pouco sobre Berlusconi mas vou certamente apurar mais pq este homem tornou-se a na nossa referência. O berlusconimómetro é a melhor medida para avaliar o que nos está a acontecer. É a medida-padrão para percebermos quanto baixámos na escala dos valores.

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Imperialismo é velho de séculos

Publicado por Gabriel Silva em 17 Novembro, 2009

«Italy is to push for the creation of a European Army after the “new Europe” takes shape (…) It was a “necessary objective to have a European army”, Mr Frattini said. »

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Leituras:

Publicado por Gabriel Silva em 17 Novembro, 2009

«Contra a «perigosa» Anne Frank», por Pedro Correia

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É extraordinário

Publicado por helenafmatos em 17 Novembro, 2009

A propósito disto  não se pode esquecer o bizarro funcionamento do Conselho Deontológico dos Jornalistas aquando do processo Casa Pia

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Prós & Contras

Publicado por CAA em 16 Novembro, 2009

Ao contrário do que aconteceu no programa do ano passado, desta vez os que defendem o ‘Não’ ao casamento gay estão muito bem representados no palco: Bacelar de Gouveia e Ribeiro e Castro estão a dominar o debate.
Pena é – e muita- que as ‘ajudas’ ao ‘Não’ que estão na plateia sejam intelectualmente limitadas. Ou seja, o ‘Sim’ ao casamento gay está bem melhor na plateia do que a posição contrária. Mas o debate está bom (são 23.40h) e promete melhorar.

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Jožin z bažin

Publicado por Gabriel Silva em 16 Novembro, 2009

sugestão de jcd

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Discutamos então

Publicado por helenafmatos em 16 Novembro, 2009

Os textos do Miguel Abrantes seja lá a criatura quem for são cada vez mais uma sucessão de bocas e serviço de clipping. Mas este texto merece discussão. Discordo dele mas gostava de o ver discutido aqui no Blasfémias:

«1. Reza uma norma aprovada pela Assembleia da República (AR) e consensualizada no Pacto sobre a Justiça que cabe ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) autorizar a intercepção, a gravação e a transcrição de conversações telefónicas em que intervenham o presidente da República, o presidente da AR e o primeiro-ministro, bem como a respectiva destruição.

Norma mais clara não há. Todas as competências são do presidente do STJ e basta que nas conversações intervenha um dos três titulares de órgãos de soberania referidos, mesmo que não seja suspeito ou arguido.

2. A primeira fábula contada por todos aqueles que defendem uma visão populista e justicialista é que esta norma blinda o acesso às conversações daquelas altas figuras do Estado, criando uma imunidade. Nada mais falso. Todas as conversas telefónicas estão sujeitas pela Constituição da República a autorização do juiz (artigo 34.º, n.º 4, e artigo 32.º, n.º 4). A única especificidade, neste caso, é que não é um juiz qualquer a intervir.

O mesmo se passa em sede de instrução e julgamento desses titulares de órgãos de soberania e dos próprios magistrados, que compete aos tribunais superiores — artigos 11.º e 12.º do Código de Processo Penal (CPP).

A absurda teoria da blindagem só teria sentido se o presidente do STJ fosse um delinquente que não oferecesse quaisquer garantias. Mas não é esse o caso. O presidente do STJ, que é por inerência presidente do Conselho Superior da Magistratura, é eleito pelos seus pares e faz parte obrigatoriamente do STJ, órgão de topo dos tribunais judiciais. É o primeiro entre os seus pares e é mesmo por isso que lhe é atribuída a já referida competência.

3. Os populistas e justicialistas gostam também de utilizar um outro argumento, aparentemente irrepreensível. Se o operário, o empregado de escritório ou a assistente administrativa podem ser escutados por autorização de um juiz qualquer, por que razão só podem ser escutados por autorização do presidente do STJ o presidente da República, o presidente da AR e o primeiro-ministro? Haveria aqui uma desigualdade inaceitável num regime democrático…

É óbvio que este argumento não procede. A atribuição da competência ao presidente do STJ visa, neste caso, preservar conversas dos mais altos responsáveis do país, que podem versar matérias sujeitas a segredo do Estado, de elevado melindre diplomático ou até reservadas na perspectiva do bom funcionamento e da boa cooperação entre órgãos de soberania.

4. Mas compreendida a razão de ser da norma aprovada pelo Parlamento, um último argumento tem sido esgrimido. Pela sua própria natureza, as conversações em que intervenham de forma inopinada o presidente da República, o presidente da AR e o primeiro-ministro não podem ser objecto de autorização prévia.

Se um arguido fala, por acaso, com um desses titulares de cargos públicos, é impossível a quem dirige a investigação adivinhá-lo e pedir autorização prévia ao presidente do STJ. Este argumento é verdadeiro, mas está a ser usado com manifesta má-fé no caso que hoje se nos oferece através dos media.

O argumento valeria apenas para explicar que as primeiras escutas em que interviesse o primeiro-ministro não podiam ser objecto de autorização prévia. O artigo 11.º do CPP fala em autorização para interceptar, gravar e transcrever. Por isso, as primeiras gravações deveriam ter sido imediatamente entregues ao presidente do STJ, a fim de ele se pronunciar sobre se elas deveriam ser conservadas, transcritas ou destruídas. Depois das primeiras intercepções, caberia, sem dúvida, ao presidente do STJ pronunciar-se sobre a continuidade das escutas.

Esta é conclusão que se impõe, dando por certo que as intercepções se prolongaram por muitos meses, cobriram variadíssimas conversações do primeiro-ministro e só depois foram remetidas ao procurador-geral da República e, através deste, ao presidente do STJ.

5. Para quem aprecia teorias conspirativas, a história pode ter sido desenrolada assim: quando “alguém” verificou que estavam a ser interceptadas conversas do primeiro-ministro com regularidade, achou que deveria manter-se “caladinho” para ver se aparecia alguma “matéria mais apetitosa”.

E para quem goste de teorias ainda mais conspirativas, pode ter havido quem tenha percebido que um dos arguidos tinha um relacionamento privilegiado com o primeiro-ministro e esse critério tenha sido determinante para a escolha do alvo das escutas.

6. Mas mesmo sem necessidade de teorias conspirativas, há uma conclusão irrecusável: foi violado o artigo 11.º do CPP. E para tornar essa violação plenamente eficaz, foi violado, reiterada e ostensivamente, o segredo de justiça.

Através da violação do segredo de justiça, está-se a atacar, mais uma vez, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, em relação ao qual basta lembrar que não é arguido em processo algum nem está indiciado de envolvimento no processo Face Oculta.

É contra tudo isto que todos os democratas e cidadãos amantes do Estado de direito se devem insurgir. Ninguém está acima da lei e não podemos começar a achar normal que a lei seja violada em matérias tão sensíveis como as escutas e o segredo de justiça, com a agravante de as violações provirem de alguns dos que têm especiais responsabilidades em fazer cumprir a lei.

No fundo, o que distingue o Estado de direito de um bando de salteadores é precisamente o primado da lei — seja a lei que pune a corrupção, seja a lei que regula o processo penal.»

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Pedido de esclarecimento

Publicado por helenafmatos em 16 Novembro, 2009

Sem violar o segredo de justiça do que se pode falar no caso Face Oculta?

Adenda: Toda a gente fala sobre violação do segredo de justiça donde ser mesmo muito importante percebermos do que podemos falar neste caso.

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Um falar e dois entenderes

Publicado por helenafmatos em 16 Novembro, 2009

O Presidente da República achou por bem elogiar o empreendedorismo. Alguém consegue explicar ao PR que  a nossa questão é que começamos a empreender que para empreendermos com sucesso não basta trabalhar? Há que ter também certos números de telefone. Dirão que ter certos números de telefone sempre foi uma grande ajuda. É verdade. Mas o que começamos a empreender é que sem esses números de telefone não há vontade, ousadia e outras palavras bonitas que nos cheguem.  Além do mais o PR também nos pode esclarecer se esta concepção da justiça se aplica a todos os empreendedores ou só a alguns? É que uma pessoa antes de optar por certas formas de vida precisa de saber se pode contar com essa benfazeja linha telefónica onde pode combinar tudo e mais alguma coisa. Isto a não ser que vingue a proposta empreendedora do Carlos Loureiro

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Substituição genérica e antiepilépticos.

Publicado por JPLN em 16 Novembro, 2009

1. Publicado em Novembro de 2009 na revista Nature Reviews Neurology, o artigo “Generic substitution: are antiepileptic drugs different?”, de C.W. Basil (Columbia University) reveste-se de grande interesse. Leia o resto deste artigo »

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Face oculta e enriquecimento ilícito

Publicado por JoaoMiranda em 16 Novembro, 2009

BE retoma levantamento do sigilo bancário e criminalização do enriquecimento ilícito

O Bloco de Esquerda sempre se comportou como uma espécie de Formiga Branca do PS. Sempre disposto a atacar os corruptos e a fazer o trabalho sujo da demagogia quando os casos são com a direita e sempre pronto a lançar cortinas de fumo quando os casos são com a esquerda. Se prestarmos atenção ao caso Face Oculta há dois elementos que sugerem que a discussão sobre enriquecimento ilícito é uma ilusão ideológica sem qualquer vantagem prática:

1. O dinheiro circula em pequenas quantidades e quem o recebe ou é demasiado insignificante ou normalmente tem fontes de rendimento legais suficientes para justificar eventuais sinais exteriores de riqueza.

2. Os grandes negócios não envolvem dinheiro. Envolvem uma cadeira de troca de favores, todos eles legais quando considerados individualmente, e todos eles envolvendo fontes de rendimento legais. O principal bem transaccionado é o poder. A cadeia troca poder. O poder gera dinheiro lícito.

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