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Do mau gosto

27 Maio, 2015

De manhã fiz uma experiência que consistiu em associar um cólon à escolha gráfica do cartaz do PS e esperar pelas as reacções. Ninguém me acusou de mau gosto. Vocês estão a dormir?

Estão. O comentário político está em hibernação, o que é só natural, com a quantidade de comentadores em tudo quanto é palanque. Quando podemos abusar do mau gosto é porque sabemos que não há muito mais a dizer. Isto é particularmente interessante num país pantomineiro, em regime permanente de campanha eleitoral. As pessoas estão cansadas e não querem saber das eleições para nada; nem sequer se indignam por dá-cá-aquela-palha, como parece à primeira vista; só se indignam se conseguirem que a indignação providencie entretenimento por tempo suficiente para não passarem pelas brasas. Até ao estado natural das coisas, com os socialistas habituais no governo, não há muito para ser dito. Sobra o divertido istonãoseaguentismo que, mais cedo ou mais tarde, terá que ser libertado para servir de sustento aos dias da conformidade que tanto tardam.

Ou isso ou já tanto foi dito sobre o Cavaco que, mais imagem de cólon, menos imagem de intestino, já não há mau gosto que nos surpreenda.

Quem é o deputado que o representa?

27 Maio, 2015

No sistema eleitoral português esta pergunta não tem resposta. Ou melhor, as respostas possíveis são “todos os 230 deputados” ou, o que é o mesmo, “nenhum”.

De acordo com o artigo 147.º, n.º 2 da Constituição, a Assembleia da República “é a assembleia representativa de todos os cidadãos portugueses”. No entanto, ao contrário de outros sistemas eleitorais, de acordo com o artigo 152.º, n.º 2, “os Deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos”.

As eleições legislativas servem, em teoria, para eleger deputados. Na prática, porém, a generalidade dos eleitores não vota em candidatos a deputado mas em partidos, uma vez que as listas de deputados são em regra definidas pelas cúpulas partidárias, sem qualquer participação dos eleitores ou sequer dos militantes. A escolha dos deputados não é muito diferente da escolha dos jogadores da selecção portuguesa de futebol: o seleccionador escolhe os jogadores e espera-se depois que os cidadãos a apoiem e se identifiquem com ela apenas porque é composta por jogadores portugueses. Ler Mais…

O tamanho não é tudo

27 Maio, 2015

O rapaz das orelhas majestosas que, numa indignação passada – há vários milénios em termos de atenção nas redes sociais (mais ou menos 15 dias) -, fez uma otoplastia, cortesia de uma clínica que, desta forma, vê o seu nome associado a causas sociais fracturantes. Infelizmente, esta clínica – que só pode usar ciência e técnica de experiência acumulada – nada pode fazer pela voz do jovem, para sempre condenado a cantar mal. Só a família do rapaz podia, efectivamente, fazer algo por ele nesse sentido; já que se demitem disso, avanço eu, que ninguém lê: jovem, tu cantas mesmo mal e isso mostraste a toda a gente que te viu as orelhas. No teu lugar teria uma conversa muito séria com quem nada fez para te ajudar a perceber as limitações. Aliás, se nunca te ajudarem a perceber as coisas para as quais não tens jeito, podes acabar numa carreira de sucesso a dar aulas numa escola ou universidade pública ou, pior, conseguir acumular isso com participação na vida política.

Fazer incidir os ajustamentos necessários nas novas pensões.

27 Maio, 2015

Reconhecendo que existem “problemas sérios” no sistema gerados pelo desemprego, Vieira da Silva admitiu fazer incidir os ajustamentos necessários nas novas pensões.
“Faremos as correcções que forem necessárias para garantir a equidade e o equilíbrio do sistema”, disse, acrescentando que as pensões futuras, que o PS diz querer “proteger”, dependem da capacidade de “recuperar emprego”.

A importância da terceira casa de banho

27 Maio, 2015

 Qual é a primeira coisa que ensina aos seus alunos?, perguntamos-lhe. Ela sorri levemente. “Falo-lhes sobre as portas da casa de banho.  Cada aula dura três horas, por isso faço um intervalo a meio. Na altura da pausa digo-lhes: descansem um pouco, podem ir à casa de banho. Se forem à casa de banho, depois de entrarem pela porta, pensem em como sabiam em que porta entrar. A maioria de nós nem sequer pensa duas vezes em que porta entrar. Entra e pronto. Mas as casas de banho balizam e definem o género. Faço este exercício para os fazer pensar sobre a evidência do género. As casas de banho são um elemento preocupante para as pessoas transgénero, por exemplo. Se entrarem na casa de banho que os outros consideram a errada, podem ser importunados e violentados pelos outros.”

Se forem à casa de banho, depois de entrarem pela porta, pensem em como sabiam em que porta entrar.  Ora aqui está um atavismo transcendente

A maioria de nós nem sequer pensa duas vezes em que porta entrar. Entra e pronto. – Vamos fazer um dolitá..

Mas as casas de banho balizam e definem o género. — Logo ficamos sem balizas ou sem casa de banho? 

Faço este exercício para os fazer pensar sobre a evidência do género. — Primeiro tínhamos sexo, depois género agora temos o problema de estarmos balizados no género

As casas de banho são um elemento preocupante para as pessoas transgénero, por exemplo.– O que propõe? E as sapatarias? 

Se entrarem na casa de banho que os outros consideram a errada, podem ser importunados e violentados pelos outros.” — Portanto isto é tudo um problema de sanitários e o que se pretende é uma terceira casa de banho? Que fiquemos todos sem casa de banho? Que vamos todos à mesma casa de banho?

Todas estas temáticas de géneros provavelmente alargadas às cozinhas, despensas, marquises, arrecadações e garagens estão em discussão no Teatro Maria Matos  “palco de desconstruções sobre a política de género, reflexões sobre o corpo, sobre o feminismo e sobre as concepções ligadas à comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero)” O sector da construção civil deve contar-se entre os patrocinadores porque isto vai ser muito sanitário para adaptar!!!

Na verdade o PS tem-se lembrado a cada segundo

27 Maio, 2015
Comentário de Augusto Santos Silva no programa “Política Mesmo” da TVI24 a propósito das declarações de Maria Luís sobre as pensões

Sobre o ø amarelo no cartaz de Cøsta

27 Maio, 2015
cartaz-costa

Rigør, Cøsta

NormalColonHá um tom escandinavo no cartaz do goês, com aquela linha amarela que une os círculos da mesma cor nas palavras. Uma possibilidade, para mim a mais verossímil, é que se trata de uma subtil representação matemática do conjunto vazio, ∅, com uma única linha condutora que une Costa a Rigor, uma espécie de TGV do vazio existencial anunciado pelo ex-edil lisboeta.

Ao lado, imagem não relacionada de cólon sem alterações, uma das muitas formas circulares em tons pastel que se encontram na natureza.

 

Adendahttp://blasfemias.net/2015/05/27/do-mau-gosto/

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