Leituras:
Publicado por Gabriel Silva em 9 Julho, 2009
«Censura», por João Paulo Guerra
Há que encontrar e denunciar culpados. Alunos? Professores? O sistema? Nada disso, ei-los: os jornais e os jornalistas. Foi a ministra que disse e o secretário de Estado aprendeu a lição (…) O que o Ministério da Educação devia era ter a coragem de decretar a censura prévia às notícias sobre exames.
«Pode deixar na gaveta», por Rui Albuquerque
a líder do PSD confirmou o que só um cego ainda não tinha visto: que ela é uma acérrima defensora do Estado Social, que quer manter e aprofundar, gerindo-o, se possível, melhor do que o Partido Socialista. (…) Depois disto, por mim, pode bem deixar na gaveta o programa eleitoral do PSD.
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Só o humor nos pode salvar
Publicado por CAA em 9 Julho, 2009
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Em nome de Caines
Publicado por JoaoMiranda em 9 Julho, 2009
Nos últimos tempos emergiu em Portugal uma nova espécie de economista, o Cainesiano Tuga, que, embora aparentado, pouco tem a ver com o Keyneasiano Clássico. Seguem-se as diferenças:
1. O Keynesiano Clássico compreende que a sua teoria só faz sentido em grandes economias ou em economias fechadas. Defende até que as medidas devem ter um carácter proteccionista para o efeito não se perder para o exterior. O Cainesiano Tuga insiste em aplicar a teoria a uma pequena economia aberta que previamente já tinha um elevado défice comercial. O Cainesiano Tuga é por isso um adepto do estímulo à economia dos parceiros comerciais do seu país.
2. O Keynesiano Clássico defende medidas anti-ciclicas. Defende medidas expansionistas no pico da recessão e medidas contraccionistas no pico da expansão. Defende déficit público na contracção e superavit na expansão. O Cainesiano Tuga defende medidas expansionistas sempre. Durante os períodos expansionistas defende a despesa pública porque há dinheiro para gastar. Durante a recessão defende medidas expansionistas porque, apesar de não haver dinheiro para gastar, “é necessário combater a crise”.
3. O Keynesiano Clássico compreende que as medidas de combate ao desemprego só funcionariam numa economia dominada por trabalhadores indiferenciados. O Cainesiano Tuga quer aplicar a teoria a uma economia com trabalhadores especializados, esperando que as mulheres despedidas no Vale do Ave se dediquem à construção civil no Norte do Alentejo ou que a empresa habituada a fazer prédios de raiz se dedique à reconstrução de prédios históricos no centro das cidades.
4. O Keynesiano Clássico compreende que para a coisa funcionar os estímulos públicos têm que incidir em projectos de curta duração em sectores onde exista capacidade subutilizada. Esta regra é importante de forma a que o estímulo público não compita por recursos com a retoma natural que acabará por acontecer. O Cainesiano Tuga aproveita a oportunidade para defender obras públicas colossais que só poderão começar depois de começar a retoma e que se vão prolongar por vários anos após a crise.
5. O Keynesiano Clássico compreende que o investimento tem que ter retorno. Caso contrário o défice criado com o estímulo público pesará sobre a economia, via impostos, durante o período de retoma. O Cainesiano Tuga aproveita a oportunidade para defender os seus projectos-brinquedo, ou como ele diz, “projectos com retorno social”. “Projecto com retorno social” é um eufemismo para “projecto que só dá despesa”.
6. O Keynesiano Clássico compreende a teoria e consegue discuti-la em detalhe. O Cainesiano Tuga cita Caines, Obama e Krugman (Respeito. Ganhou um prémio Nobel. Vénia, vénia).
7. O Keynesiano Clássico acredita que a economia é uma ciência objectiva sobre a qual é possível falar com rigor. O Cainesiano Tuga é um “economista de esquerda” em luta contra os “economistas neoliberais”.
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4 968 856
Publicado por PauloMorais em 8 Julho, 2009
“O país só será completo com os seus emigrantes. Vivendo no Porto, Viseu, Paris ou Newark – somos todos Portugal. Como país, bem melhores que o nosso estado. E como povo, bem maior que o nosso chão.” Hoje no JN.
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Às 23h, na RTPN
Publicado por CAA em 8 Julho, 2009

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Impacto
Publicado por JoaoMiranda em 8 Julho, 2009
Redes de Nova Geração com impacto de 3 mil milhões na economia
Quem ler esta notícia não perceberá a que se referem o 3 mil milhões. Será despesa? Será volume de vendas? Será valor acrescentado? Será endividamento? Existe crowding out?
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“Os dois Ronaldos” *
Publicado por CAA em 8 Julho, 2009

«No plano pessoal, Ronaldo cada vez mais se assemelha a um fedelho destituído de estofo suficiente para poder ser um exemplo humano razoável.
Futebolisticamente falando, há dois Ronaldos: o que deslumbrou em Manchester e o que sempre desapontou na Selecção. Resta saber qual deles irá jogar em Madrid.»
Ontem, no Correio da Manhã
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A credibilidade do Ministério da Educação
Publicado por JoaoMiranda em 7 Julho, 2009
Valter Lemos acusa Sociedade de Matemática de fazer política com os exames
O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, acusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, e políticos, nomeadamente da área do PSD, de fazerem “considerações vagas, baseadas em preconceitos e acções políticas” quando apontam um suposto facilistismo existente nos exames nacionais dos últimos anos.
Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da 1ª fase das provas nacionais, realizada hoje, Valter Lemos disse mesmo que a mensagem passada – “a de que não vale a pena os alunos trabalharem nem estudarem porque alguém vai resolver os problemas por eles” – induziu os estudantes em “erro”.
Valter Lemos queixou-se hoje que as críticas públicas ao facilitismo nos exames induziram os alunos à preguiça. Ao fazê-lo, o Secretário de Estado reconheceu que os exames do ministério não são credíveis. Os alunos partem do princípio que serão sempre fáceis. Mas mais grave, Valter Lemos reconheceu que 12 anos de escolaridade não chegaram para incutir nos alunos o gosto pelo estudo e pelo saber. Aos alunos, basta-lhes suspeitar que o exame poderá ser fácil para se baldarem. O Secretário de Estado preocupou-se mais em arranjar desculpas para as baixas notas do que em defender a reputação do ensino público. Ao fazê-lo mostrou que é um oportunista, disposto a tudo para ganhar uns pontinhos na luta política.
Ver ainda: Ministra responsabiliza comunicação social pela baixa a Matemática
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Jorge Coelho defende interesse público
Publicado por JoaoMiranda em 7 Julho, 2009
Jorge Coelho considera “preocupante” possibilidade de adiar investimentos públicos
O presidente da Mota-Engil, Jorge Coelho, considerou hoje preocupante o anunciado adiamento dos grandes investimentos públicos, medida que classificou de gravosa e que disse constituir um risco para milhares de empregos e para as empresas do sector.
“Do ponto de vista empresarial, é preocupante para um grupo como a Mota Engil e para um sector que dá emprego a centenas de milhares de pessoas tudo aquilo que tem a ver com paragens de projectos que estavam a ser desenvolvidos”, disse Jorge Coelho, citado pela Lusa.
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Rui Moreira
Publicado por CAA em 7 Julho, 2009
Na Sic-Notícias, às 23h.
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Leituras:
Publicado por Gabriel Silva em 7 Julho, 2009
Mistakes just a few, por Ron Paul
In the last few years in interviews on the economy, I have been asked what I would do if I were in charge. In answering the question I usually started with explaining the errors we made that gave us the crisis. The interviewer frequently responded by saying that he wasn’t interested in the cause of the problem, only what we should do now to correct it.
This is a typical attitude in Washington. But, we cannot expect correct policies to be implemented if we don’t understand the cause of the crises. Instead, we have pursued all the wrong policies. Let me list a few mistakes we have made.
1. We have failed to recognize the true cause of the crisis. Instead, free markets and not enough regulations and central economic planning, have been blamed.
2. We continue to listen to and give too much credibility to the very people who caused the crisis and failed to predict its onset.
3. A massive single year debt increase of two trillion dollars and a nine trillion dollar stimulus by Congress and the Federal Reserve verges on madness.
4. This has entailed:Taxpayers being forced to buy worthless assets.
Propping up mal-investments.
Not allowing liquidation of bad debt.
Bailing out privileged banking, Wall Street, and corporate elites.
We promote artificially low interest rates which eliminates information that only the market can provide.
Steadily sacrificing economic and personal liberty is accepted as good policy.
Socializing American industry offers little hope that prosperity will soon return.
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Antartic Ice video
Publicado por Gabriel Silva em 7 Julho, 2009
(via EU Referendum)
Watch the video …
Then read the script on Watts up with that. Warming? What warming?
Ver também:
«Petition that has been signed by 31,478 American scientists:
«We urge the United States government to reject the global warming agreement that was written in Kyoto, Japan in December, 1997, and any other similar proposals. The proposed limits on greenhouse gases would harm the environment, hinder the advance of science and technology, and damage the health and welfare of mankind».
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Não é «isto» que querem?
Publicado por Gabriel Silva em 7 Julho, 2009
Confesso que estava à espera, da parte de tantos «keynesianos» avulsos que por aí há, de algumas loas, se não entusiásticas, pelo menos de algum aplauso face às notícias da duplicação da dívida pública da Região da Madeira atingindo o patamar dos seis mil milhões de euros.
Deixo a sugestão de algumas de frases a usarem: «à parte o seu estilo político desagradável, há que reconhecer a coragem das suas opções orçamentais….»; ou «sendo eu insuspeito de apreciar tal personagem, não se pode deixar de louvar o esforço social neste particular momento difícil….»; «donde menos se esperava, mas na linha do defendido por Krugman, AAJ dá o exemplo…..» Vá lá, o homem esforça-se e na verdade é um dos vossos.
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Enormidades centralistas
Publicado por CAA em 7 Julho, 2009
Em tempo real, no Twitter: “A.Ferreira, Presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo dá a boa nova, a mais criativa do dia: ‘Região de Lisboa vai de Setúbal até à Corunha‘”!
Bom, já diminuiu um bocadinho desde os tempos em que se arrogava ‘do Minho até Timor‘ (vendo melhor ainda esticou para cima…).
Publicado em Cretinismo | Tagged: centralismo fossilizado | 33 Comentários »
Ajuste directo (7):
Publicado por Gabriel Silva em 7 Julho, 2009
A Direcção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos (do Ministério da Adm. Interna), contratou, em Fevereiro deste ano, por ajuste directo à CPSIS a «renovação do licenciamento de software – microsoft pelo valor de €9.986.794,93.
Alguém explica porque se torra tanto dinheiro inutilmente (ouviram falar de software livre?) , sem concurso (é legal contratar directamente quase 10 milhões de euros?) e porquê especificamente àquela empresa?
Quantos institutos e direcções gerais, de quantos ministérios farão contratos semelhantes e de que valores globais se estará a falar apenas em «licenças microsoft»?
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“Rasga mas não risca”
Publicado por CAA em 7 Julho, 2009
«Enquanto isso, o PSD prepara, incólume, a sua hipotética ascensão ao poder. Revelando, desde já, uma confiança ilimitada na escolha dos eleitores, o partido começou por recuperar do anonimato, onde ele repousava em descanso, o dr. Aguiar Branco e a sua verve inconfundível. Em poucas semanas, este apagado ministro de Santana Lopes passou a ser chamado diariamente para dar a voz pela direcção do PSD, umas vezes para desmentir Paulo Rangel, que tinha defendido uma hipotética coligação com o CDS, outras para debitar umas teses sobre a junção das polícias que, presume-se, venham a ter lugar de destaque nas propostas que o partido irá apresentar ao país. E daí talvez não! Porque o programa do PSD está em risco de se transformar num dos maiores mistérios da próxima campanha eleitoral».
Constança Cunha e Sá, no Correio da Manhã
Publicado em Política nacional | 17 Comentários »
Será impressão minha ou desapareceram os alegados?
Publicado por helenafmatos em 6 Julho, 2009
Nas últimas 24 horas ouvi e vi o ministro Rui Pereira a propósito do sucedido na Amadora e constato que os alegados passaram à história. Agora existem criminosos, crimes, polícias baleados e nem um alegado. Até há alguns meses tudo seria alegado: as alegadas agressões pelos alegados atiradores surgiarm num incidente que alegadamente tivera lugar num bairro alegadamente referido noutros alegados incidentes. A mania com os alegados chegou ao ponto de apenas nos casos em que se registavam mortes não se poder falar de alegados mortos. Feita essa excepção tudo o mais era alegado. Agora nem um alegado sequer!
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«Não estou sequer informado disso, nem o Estado tem conhecimento disso»
Publicado por Gabriel Silva em 6 Julho, 2009
Sócrates ainda não explicou, nem sequer toscamente, porque mentiu no parlamento.
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CR9
Publicado por Gabriel Silva em 6 Julho, 2009
Em 30 segundos percebi a coisa, quando julgava ir assistir às notícias.
Estão as televisões desde há quase 3 horas a encher o saco com imagens e «comentários» totalmente vazios de conteúdo, numa oca masturbação que apenas deriva da sua própria vontade: não há noticia. Ok, CR foi apresentado no Real Madrid perante milhares de adeptos. Tal não é o resumo mas tudo o que se pode dizer do evento. Em 9 palavrinhas. Next.
Um entertainner que usa carteira de jornalista perguntava a um convidado, «como se justifica toda esta histeria?». Oh pá, a culpa é tua, que estás aí a encher o saco juntamente com outros cromos, todos sem nada para dizer e a produzir essa mesma histeria. Se desligarem a emissão, vão ver como não há histeria nenhuma. Nem o CR, nem o Real, nem os adeptos tem qualquer responsabilidade na coisa. Apenas quem lhes dá trela e cria o absurdo.
Mas a tv portuguesa é tantas vezes isto mesmo, produz o vazio e daqui a dias estão num qualquer programa manhoso da RTP2 a reflectir «se não terá havido exagero». Já vimos este filme muitas vezes. É assim desde há 50 anos: amadorismo, provincianismo e frete gratuito.
É verão e vem aí um enterro……
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Para ler e perceber como funciona o País
Publicado por CAA em 6 Julho, 2009
Agostinho Homem e o ‘Apito Salgado‘, no Reflexão Portista.
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Parada do Vento
Publicado por helenafmatos em 6 Julho, 2009
No próprio acesso ao parque de estacionamento estava arrumadinho um automóvel. Bizarro parque este, que nem trata de desimpedir a sua entrada! Mas o pior estava para vir. Ou seja, o pior aconteceu quando abri a porta do carro e, por momentos, acreditei ter estacionado num urinol. Como os jornais não têm cheiro, dificilmente se pode explicar o odor que emanava do chão do dito parque de estacionamento. Olhando para a cabine onde se efectuam os pagamentos, percebi que a utilização intensiva como WC daquele parque vai deixando vestígios no chamado mobiliário urbano. Tudo aquilo tem um aspecto mal cuidado e sujo. Este parque de estacionamento fica em Lisboa, mais precisamente em Benfica, é gerido pela Emel, que não considera ser sua competência limpar o parque, ordenar o estacionamento ou fazer algo mais do que manter em funcionamento as cancelas que asseguram o pagamento. E ali, no meio daquele cheiro nauseabundo, olhando as cancelinhas que subiam e desciam ao ritmo dos pagamentos, confirmei algo de que já suspeitava: as alfaces são um ícone ultrapassadíssimo. Não que os lisboetas tenham desistido de comer alfaces. Antes pelo contrário, comem-nas com aquele entusiasmo insuperável e insuportável dos devotos da religião da saúde. Simplesmente, as alfaces agora são apenas alfaces. O que neste século XXI simboliza os lisboetas não são as alfaces. É sim a Parada do Vento. Dir-se-á que no meio daquele pivete o vento seria uma bênção. Certamente. Mas não só ali. O vento mostra-nos melhor que mil palavras a estranha forma de vida da autarquia lisboeta. Para quem não se recorde, a Parada do Vento foi anunciada em Fevereiro do ano passado. Começou por ter uma designação apropriadamente em inglês, Wind Parade 2008, e constava de 25 torres eólicas, com a altura de quatro andares, que iriam ser instaladas junto da segunda circular, no Jardim Amália Rodrigues, no Parque Recreativo dos Moinhos de Santana, no Alto da Serafina, no Parque da Belavista, na Avenida da Índia, nos Olivais, na Piscina Municipal da Boavista, na Avenida Calouste Gulbenkian, junto à Cordoaria Nacional e na Avenida Padre Cruz. A Wind Parade surgia apadrinhada pelas European Wind Energy Association, Sustainable Energy Europe e Associação Portuguesa de Energias Renováveis. Os press releases acrescentavam que “o evento Wind Parade 2008 se caracterizava por ser uma acção de comunicação de grande visibilidade e impacto assente na colocação de microturbinas eólicas a produzir electricidade”. Um road-show pelas escolas de Lisboa propunha-se obviamente sensibilizar as crianças “para as questões das alterações climáticas e eficiência energética”. O vereador Sá Fernandes sabia de fonte certa que cada turbina, por ano, pouparia até 2,15 toneladas de CO2 e daria um rendimento de 2184 euros. Em Março, as turbinas já estavam reduzidas a quinze. Depois descobriu-se que Lisboa é ventosa, mas, ó capricho de Bóreas e seus irmãos, os ventos da cidade livraram-nos no passado de várias pestes mas não correm de feição a produzir energia. E logo a Wind Parade ficou transformada num evento simbólico em que se colocariam apenas algumas turbinas, quais instalações em espaços públicos, para que o cidadão a elas se habituasse. Mas nem isto sobrou. Simplesmente não aconteceu nada. Ou seja, aconteceu o costume: o estudo preciso que dava credibilidade à iniciativa deixou de fazer sentido. As contas de poupar CO2 e vender energia desapareceram. E todas aquelas associações e empresas que apoiavam, dinamizavam e consideram o projecto interessantíssimo devem ter sido levadas pelo vento para outras paragens, pois nem uma palavra se lhes ouviu quando o mesmo saiu de cena. Mas Lisboa é ela mesma há muitos anos uma Parada de Vento: o presidente, seja ele António Costa, João Soares ou Santana Lopes, empenha-se no anúncio de grandes intervenções, de obras que vão mudar a cidade e de medidas de fundo. Da contestação e da defesa dessas obras se anima e alimenta a vida municipal, isto, claro, na estreitíssima folga que é dada aos presidentes e vereadores pela própria máquina da autarquia. Pois sendo os presidentes da CML eleitos em função de campanhas em que falam da cidade, uma cidade um bocado imaginada mas apesar de tudo cidade, mal se vêem nos paços do concelho declaram, certamente animados pelas melhores intenções, que vão arrumar a casa para em seguida tratarem da cidade. Com uma assombrosa regularidade, acabam invariavelmente a desgastar-se e a gastar cada vez mais dinheiro e tempo com a manutenção e gestão da própria máquina autárquica do que com a cidade propriamente dita. Entretanto, Lisboa vai-se degradando. E é com essa cidade que as pessoas se confrontam. Seria bom que nas próximas autárquicas, para lá do amor, da paixão, do sentido e de tudo o que de marcante quiserem fazer por Lisboa, os candidatos falassem disto: Leia o resto deste artigo »
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Linhas de crédito II
Publicado por JoaoMiranda em 6 Julho, 2009
Imagine-se uma empresa típica fora dos sectores protegidos ou com receitas estáveis. Ou seja, uma empresa vulnerável ao ciclo económico. Esta empresa típica tinha, no início de 2008, um determinado número de trabalhadores, capital e dívida adequados às receitas. No início de 2008, esta empresa poderia até estar a pensar em investir, o que implicaria o aumento do número de trabalhadores, do capital utilizável e eventualmente da dívida. Esta opção faria sentido se existisse a convicção de que as receitas futuras poderiam aumentar.
Com a crise as receitas caíram, o que implica que a tal empresa típica passou a ter excesso de trabalhadores, excesso de capital e excesso de dívida. Se as receitas caíram e não se sabe ao certo quando vão aumentar, o racional é proceder à redução de trabalhadores, de capital e de dívida. Não por acaso é isso que as empresas estão a fazer. Quem tem excesso de trabalhadores despede, quem tem excesso de capital vende instalações, quem tem excesso de dívida tenta renegociar ou fazer aumentos de capital para reduzir endividamento.
Como explicar então que o Estado se endivide e que procure estimular o endividamento?
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Linhas de Crédito
Publicado por JoaoMiranda em 6 Julho, 2009
O governo tem ajudado as empresas com linhas de crédito sob pretexto que em tempo de crise é necessário estimular o investimento.
É necessário descodificar alguns dos conceitos. Por exemplo, ajudar significa deturpar a concorrência de forma a favorecer as empresas menos competitivas. Significa também cobrar impostos futuros a quem se ajudou e a quem não se ajudou.
“Investimento” significa na gíria socialista o mesmo que despesa para o comum dos mortais. Na maior parte dos casos, as linhas de crédito serão usadas para substituir a falta de receitas e para aguentar as empresas até que as coisas melhorem.
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Ensino público universitário e discussão livre
Publicado por JoaoMiranda em 6 Julho, 2009
Será o ensino público universitário um promotor da discussão intelectual livre? Pelos vistos não. Segundo alguns dos seus defensores, a mera frequência do ensino universitário público inibe o futuro licenciado de fazer críticas à existência de um sistema universitário público. O aluno que se inscreva no ensino universitário público está a abdicar à partida do sua capacidade de avaliar intelectualmente o sistema público de ensino e até a própria organização política da sociedade. A universidade pública gera intelectuais castrados.
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Olho por dente
Publicado por Carlos Loureiro em 6 Julho, 2009
O futebolista colombiano Javier Flórez matou este domingo [a tiro] um jovem de um grupo de adeptos que o insultava (…).
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“Dois pesos, duas medidas”
Publicado por CAA em 4 Julho, 2009
Por Paulo Gorjão, no Delito de Opinião.
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Imagem da agremiação encarnada
Publicado por CAA em 4 Julho, 2009
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Mentidos e desmentidos
Publicado por Gabriel Silva em 4 Julho, 2009
A 13 de Maio Sócrates anunciou a futura aquisição da Cosec e disse que «Temos a disponibilidade dos privados para vender essa parte».
A Euler-Hermes, detentora de 50% da empresa prontamente desmentiu tal «disponibilidade».
A 20 de Maio, 0 «ministro das Finanças adiantou que prosseguem as negociações com os franceses da Euler Hermes, que controla os restantes 50% da Cosec».
A 1 de Julho Teixeira dos Santos diz na Assembleia da República que o negócio com o BPI «está concluído, está acertado», faltando apenas «assinar os contratos». E que relativamente à Euler Hermes tal accionista «está disposto a vender a sua participação nos mesmos termos» dos negociados com o BPI.
A 4 de Julho a Euler Hermes informa que «até ao momento não teve contactos com o Governo português, nem recebeu nenhuma proposta oficial», acrescentando que «não foram iniciadas quaisquer negociações oficiais porque, para isso, é preciso que seja feita uma proposta».
As dúvidas sobre o porquê do «negócio» mantêm-se.
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Mar português
Publicado por PauloMorais em 4 Julho, 2009
Porta marítima privilegiada, Portugal está no percurso preferencial para a a América e Extremo Oriente. Mas como não há uma rede de portos competitiva, a maioria das companhias que acedem à Europa, prefere utilizar os portos de Antuérpia ou Barcelona. Poderíamos ter uma frota pesqueira de excelência, uma aquacultura intensiva. Mas não há armadores portugueses com dimensão. Não há uma rede de marinas ao longo do país. E nem sequer, na maioria das cidades costeiras, um cais que permita receber os navios de cruzeiro.
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A propósito…
Publicado por Gabriel Silva em 3 Julho, 2009
Publicado em Cartoons, Futebol | 19 Comentários »
Mercado
Publicado por Gabriel Silva em 3 Julho, 2009
Esta poderia ser uma excelente oportunidade para se extinguir de uma vez por todas o Ministério da Economia e toda a gangalhada associada, colocando um ponto final na sua perniciosa acção de sustento de empresas e «empresários» da mão-estendida, subsídiodependentes, ineficientes e sabotadores da concorrência. A «economia» não se «gere» em ministérios. Estes servem apenas para nela interferir, beneficiando uns à custa de outros. Pinho nesse aspecto em nada se diferenciou dos seus antecessores.
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A Justiça, afinal, é célere
Publicado por PMF em 3 Julho, 2009
As coisas não estão tão mal como isso: este processo (em sentido amplo) está a desenrolar-se com bastante celeridade (mesmo uma celeridade inusitada!).
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A próxima 1ª ministra
Publicado por LR em 3 Julho, 2009
Será a segunda em Portugal (depois de Lurdes Pintassilgo), mas a primeira sufragada. Cenário considerado impensável há menos de um mês, hoje uma hipótese por todos equacionada.
Não obterá uma vitória por afirmação própria, mas pela saturação e rejeição de Sócrates, que se irá acumulando até 26 de Setembro. O folhetim PT/TVI e os “cornos de Pinho” não foram os derradeiros tiros no pé. Muitos mais haverá até Setembro, mas a machadada final acontecerá com a não reabertura de férias de centenas de empresas, o que provocará, em vésperas de eleições, um crescimento instantâneo do desemprego em vários milhares. Leia o resto deste artigo »
Publicado em Eleições2009, Partidos | 81 Comentários »
Esta capa da 
A máscara de mudança não se resume ao ar de ‘falso manso’ que o primeiro-ministro resolveu trajar após as Europeias: o PS desistiu de quase tudo aquilo que jurava ser inadiável há menos de um mês.