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Será que sabe quanto custa?

1 Novembro, 2014

O PS prometeu ontem o fim dos cortes nos salários da Função Pública. Isto implica um aumento de salários entre 3% e 8% num único ano para grande parte dos funcionários. Devem ser mais de 500 milhões de euros. António Costa, na Quadratura do Círculo não foi tão taxativo. Falou em fim dos cortes em 2016 ou tão cedo quanto possível (ou seja, logo se vê) e na dificuldade em não o fazer atendendo às decisões do TC (ou seja, não me comprometo com nenhuma política, isto é decisão do TC). Vamos ver quantos jornalistas perguntam a António Costa quanto custa esta promessa e de onde vem o dinheiro. Ora, 80% de … são … bem, é fazer as contas.

Graças a Deus que o cidadão palestiniano era um moderado que de modo algum enfermava do extremismo do rabi

31 Outubro, 2014

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No Expresso esta foto era acompanhada da seguinte e esclarecedora legenda: Polícias israelitas guardavam esta manhã a entrada do local sagrado de Jerusalém conhecido como Templo do Monte e Esplanada das Mesquitas, onde ontem um rabi da extrema-direita foi alvejado por um cidadão palestiniano

Entendamo-nos

31 Outubro, 2014

Ferro Rodrigues defendeu hoje na AR que o memorando de entendimento  foi preparado, negociado, celebrado e assinado pelos partidos que não estavam no Governo?

Ergue-te, Lázaro Emanuel

31 Outubro, 2014

Este post foi motivado por uma daquelas pessoas que usa os comentários para falar de bogalhos em posts de alhos.

Não se tem ouvido falar das crianças que desmaiam com fome nas salas de aula do país, vítimas da austeridade que faz pais perderem capacidade financeira para lhes providenciar pequeno-almoço. Juntaram-se aos idosos que morrem abandonados, também eles desaparecidos das notícias?

Relembro que terem saído as crianças esfomeadas das notícias pode significar uma de três coisas: nunca existiram (ou seja, o número de casos pontuais é pouco variável de ano para ano, mesmo com o milagre socrático); existiram mas já não existem (ou seja, o problema foi resolvido com o pior governo de sempre desde o paleolítico); ou existem na mesma mas vocês já não querem saber (ou seja, não será um problema para o governo seguinte, é já uma não-questão para o pior trauliteiro desde da maravilha que são os polegares oponíveis).

Podem começar.

A ler

31 Outubro, 2014

Este texto de Luís Carvalho Rodrigues no Observador: No século XIX, o darwinismo deu à mania uma respeitabilidade nova. Em 1883 Francis Galton, primo de Charles Darwin, cunhou o termo “eugenia”, ou “bem nascido”, para designar “o estudo dos agentes que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações, física ou mentalmente”. Galton entendia que “as forças cegas da selecção natural (…) devem ser substituídas por uma selecção consciente” e que os problemas sociais resultavam da proliferação de gente com características inatas “viciosas” e “degeneradas”. Em 1908, um dos fundadores da Eugenics Society, em Londres, foi Leonard Darwin, filho de Charles Darwin.
Estas ideias serviram, nas primeiras décadas do século XX, para justificar o internamento compulsivo, a esterilização e o extermínio dos deficientes mentais, dos vagabundos e das raças inferiores. E não foram só os nazis a fazê-lo, embora não gostemos de o admitir: todos participámos. Basta deitar os olhos às revistas médicas da época, em qualquer país europeu, para ficarmos elucidados sobre o tema.
A eugenia do século XIX era um ideal das elites. Às pessoas comuns nunca interessou, nem interessa, se a “raça” é saudável ou “degenera”. Não interessam os filhos dos outros, só os próprios. A perda de influência das elites no espaço público ditou uma transformação importante: antes “populacionais”, as ideias eugénicas tornaram-se individuais. E egoístas (se temos cada vez menos filhos e se os temos cada vez mais tarde, não podemos dar-nos ao “luxo” de cometer “erros”).
É por isso que investimos tantos recursos no rastreio pré-natal de doenças raras.
Por outro lado, se há poucas partidas, é importante maximizar as chegadas. Tal como a velha eugenia das elites não visava apenas eliminar os doentes, mas fortalecer e melhorar a “raça” (“contribuir positivamente para a melhoria das características do conjunto populacional”, nas palavras de Galton), também a nova eugenia egoísta usa o diagnóstico genético pré-implantação (que consiste em caracterizar geneticamente os embriões obtidos por fertilização in vitro antes de os implantar no útero), não apenas para identificar e eliminar os embriões defeituosos, mas também para seleccionar embriões “perfeitos”. Os americanos, que nestas coisas andam sempre à frente, já têm clínicas que oferecem aos futuros pais a possibilidade de escolher a cor dos olhos ou do cabelo dos filhos. Até arranjaram um nome para isso: “designer babies”.

Hipótese nula

31 Outubro, 2014

Não seria útil relacionar isto com as notícias de crianças que desmaiam com fome nas escolas? À falta de relação interessante entre crise e porradinha da velha, talvez não seja um grande salto presumir que pais abusadores não têm como principal prioridade providenciar pequeno-almoço aos desgraçados petizes.

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Vão ali dar uma voltinha da Buraca à Damaia de Cima

30 Outubro, 2014

e trarão para contar muito mais do que aquilo que se vê neste video

Mas crimes não vejo nenhum. Vejo sim muita falta de educação.

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