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Daqui por uns anos vão dizer que era um empreendedor e que o país precisa de muitos homens assim

27 Abril, 2015

j.pimenta 1J. Pimenta 3

Morreu João Pimenta ou mais propriamente J. Pimenta. João Gonçalves Pimenta é um dos muitos homens que o país tratou depreciativamente por “patos-bravos” e que proliferaram nos anos 60 e 70. Originários de famílias muito pobres, começaram a trabalhar na construção civil pouco mais que crianças. O crescimento dos subúrbios da capital é também o da sua ascensão social: em poucos anos os serventes tornavam-se pedreiros e depois empresários da construção civil.

Os pais não são todos iguais

27 Abril, 2015

Estes vietnamitas procuram o seu pai americano. Em casos destes os jornalistas enfatizam a falta do pai, histórias de vida em que sempre se sentiu a falta do pai, a dor de não ter pai… O mesmo se passa com estes guineenses

Pelo contrário nestes casos o pai não faz falta alguma. Nem ninguém pergunta onde está nem muito menos se prevê que a criança sentirá a falta dele.

Poliamor de conveniência, não!

26 Abril, 2015

Circula por aí, nos meios mais propensos a experiências sensoriais alternativas, a teoria de que a coligação é feita por conveniência e não por convicção. Pelo menos, os proponentes desta moral estritamente kantiana dos costume políticos, têm uma convicção, a de que conveniência é incompatível com convicção. De forma espectacularmente absurda, conseguem encontrar algo passível de crítica na união de esforços por um propósito comum, a saber, a vitória em eleições; parece que não é por convicção que alguém quer ganhar eleições mas, convenhamos, isso já se sabia olhando para as bandeiras do maior partido da oposição em frente ao Estabelecimento Prisional de Évora. É que isto das convicções e conveniências é quase tipo, sei lá – assim, mais ou menos -, como a ideia de juntar trotskistas, maoístas, revolucionários-nintendo e outros chanfrados numa coisa a que chamaram “bloco de esquerda”.

Assim, à primeira vista, parece-me que Catarina Martins quer chamar a atenção para o tal “bloco de esquerda” através da curiosidade que todos temos por acidentados na estrada. Eu apoio: a prudência já saiu pela janela há muito tempo, vamos focar o debate na psicologia, que bem necessário era alguém aconselhar Catarina – em particular a escolher os momentos para estar calada.

Porém, como se não bastasse a syrizica Catarina, eis que o – ora nacional-falangista, ora sino-internacionalista – representante da alternativa a coisa nenhuma, doutor António Costa – que muita gente considera um génio, sintoma mais preocupante para a “muita gente” que para Costa – usou a mesma… digamos… “ideia” para caracterizar a coligação. Costa até vai um bocadinho mais longe, com uma referência bastante tradicional no uso de terminologia matrimonial, como que considerando que há uniões que são meras prestações de serviços. Más notícias para o Livre, que tanto trabalhinho deu: nunca o PS se prestará a este martírio com prostituições de conveniência, que isto de coligações é apenas um disfarce para o que dá jeito, nunca uma estratégia baseada em convicções.

Os filhos de…

26 Abril, 2015

Isto dos filhos de é uma chatice. Hoje temos o caso desta filha

EXPRESSO: Filha de Salgueiro Maia lamenta ter sido “convidada” a sair de Portugal por Passos Coelho

PÚBLICO: Filha de Salgueiro Maia no Luxemburgo depois de “convidada a sair” por Passos Coelho

Como segundo a mesma emigrou em Março de 2011 não se percebe se Passos a convidou pessoalmente a emigrar. Se foi sugestão, pensamentos cruzados… Com Passos Coelho à época na oposição dá que pensar como alguém seguiu o seu pensamento com tal fervor. É uma coisa nunca vista.

O intruso

26 Abril, 2015

Tema do meu texto no Observador: A derrota dos socialistas nas eleições que tiveram lugar em Junho de 2011 não deixou certamente de ser vivida com alívio por Cavaco que há muito perdera a confiança em Sócrates. Mas Cavaco não podia deixar de ignorar que para si o pior em termos de popularidade ia começar a partir de momento em que o Governo deixasse de ser socialista. A partir desse momento, comemorações do 25 de Abril como aquela que teve lugar em 2011, em que no Palácio de Belém, ao lado de Cavaco estiveram Eanes, Soares e Sampaio, tornaram-se irrepetíveis. Para a aristocracia da República partilhar o espaço das comemorações do 25 de Abril com Cavaco Silva passou quase automaticamente de concessão útil a acto contra-natura. Não fazendo o que esperavam dele, Cavaco tornou-se um corpo estranho à aristocracia da República.

Presos políticos nunca mais

26 Abril, 2015

Dia da liberdade

25 Abril, 2015

catarina-martins-teatroHoje é o dia da liberdade; nada mais natural que aproveitar essa liberdade para o fundamental, o que realmente importa, o âmago da existência humana, a semente que gera a vida e o milagre desse urgente chamamento que atormenta filósofos e pensadores há séculos tornados em eras: malhar no Cavaco.

Catarina Martins considera que a boa notícia é que foi o último discurso do PR. Pessoalmente considero com grande optimismo a possibilidade de também ter sido a última cerimónia a que Catarina Martins assiste sem ser pela televisão.

Disce quasi semper victurus, vive quasi cras moriturus.

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