No spending without taxation

Luís Menezes Leitão escreve o seguinte:
Há uma regra sagrada de que só os representantes de um povo podem autorizar o lançamento de impostos a esse povo: “no taxation withou representation”, pelo que quando essa regra é sacrificada, estamos perante um povo subjugado.
.
Verdade, claro.A Grécia é um caso em que essa regra tem vindo a ser sacrificada. Apesar de só os gregos terem assento no Parlamento grego, este tem vindo a autorizar despesas muito acima dos impostos cobrados aos gregos. Tanto é assim que os gregos vivem de empréstimos assegurados pelos contribuintes de outros países, sobretudo os contribuintes alemães. Ora, nenhum destes povos tem assento no Parlamento grego. É altura de corrigir este erro. A Grécia deve partilhar representação e soberania com os contribuintes que são taxados para a sustentar.

.

Nota: para aqueles que se preocupam com as perdas de soberania há uma solução. O princípio “no taxation without representation” deve ser associado ao princípio “no spending without taxation”. Lembro que a soberania não se perde no dia em que o credor exige controlo sobre o orçamento. Perde-se ao longo do tempo, de cada vez que o Parlamento autoriza despesa sem assegurar a cobrança dos respectivos impostos. Mas de cada vez que isso aconteceu os soberanistas calaram-se.

Taxation without representation

20120128-113106.jpg

Feriados

Não me choca que o governo aponte para a eliminação dos feriados do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro. Chocam-me muito mais as comemorações da República, com o branqueamento que fazem da história e todos os panegíricos chocantes ao que foi o período de maior bandalheira que Portugal alguma vez atravessou. Também não faço grande questão do 1º de Dezembro, que apenas serviu para restaurar os interesses de alguns. Tivessem os 40 fidalgotes estado quietos e hoje seríamos porventura bem mais independentes.

Mas como é costume, o governo fica a meio do caminho e satisfaz-se com pequeninos passos, com medidinhas. Se um país falido tem de trabalhar mais e folgar menos, acabem-se com todos os feriados civis e desloquem-se os religiosos e municipais, com excepção dos dias de Natal e do Ano Novo, para a 2ª ou 6ª feira mais próximas para obviar às pontes. Teríamos assim mais 6 dias inteiros de trabalho (3ª feira de Carnaval, 25 de Abril, 1º de Maio, 10 de Junho, 5 de Outubro e 1º de Dezembro), a que acresceriam mais 1 ou 2 dias decorrentes da total eliminação das pontes. Em termos anuais, estaríamos a falar de um acréscimo de 2 a 3% da produção, que não do consumo.

Porquê manter os feriados religiosos? Porque são aqueles que as pessoas efectivamente celebram e a sua instituição não decorre de um simples decreto, mas de tradições e costumes que têm séculos. Ninguém consegue ser alheio a eles, de forma mais crente ou pagã, assistindo aos cerimoniais religiosos e(ou) deglutindo em família o peru no Natal ou o cabrito na Páscoa. Os feriados civis, servem apenas para as liturgias encomiásticas de um conjunto de políticos, pouquíssimos cidadãos os celebram.

Portanto, a ter de se optar, prevaleça a cultura do povo em detrimento da cultura dos políticos.

Regionalização: caçar sem cão… mas caçar!

“(…) Até agora, da leitura do «Livro Verde» da R.A.L. e da análise das declarações políticas de vários responsáveis, não creio que se possa estabelecer uma relação entre a R.A.L e aquela que será a verdadeira reforma necessária e estruturante do Estado: a regionalização. Há, contudo, um possível ponto de contacto que já foi suscitado e tratado pela imprensa (…): a questão da eleição directa e futura dos Presidentes das actuais Juntas Metropolitanas.

Grande Porto, 27.01.12

Enjoativo

De facto, já cheira mal tanto sermão laudatório em honra de Carvalho da Silva. Dir-se-ia que, de repente, o país se deu conta de estar a cruzar-se frequentemente com um herói. Será miopia minha, mas não consigo descortinar-lhe nenhum feito.

A esquerda começa a lançar candidatos paras as próximas presidenciais

O João Gonçalves tem razão - a institucionalização de Carvalho da Silva  como preparação de uma possível campanha presidencial.

Maravilhas do intervencionismo estatal

o destino da Lejaby tornou-se  um dos assuntos da actualidade nas presidenciais francesas:: Lejaby/ouvrières: lettre à Sarkozy   e Hollande : “une solution” pour Lejaby

Mais quest c’est Lejaby? Ler mais »

Serviço público

Uma vez que a imprensa portuguesa teve algumas dificuldades na tradução, e que o texto original só é acessível a assinantes, aqui fica o artigo de Carlos Moedas no Wall Street Journal de hoje.

Moedas

Do ruído e do silêncio na política portuguesa (II)

Entre as datas que consagram a natureza do regime ou a independência do país, apenas a memória da primeira conta - PS opõe-se a extinção do feriado 5 de Outubro - Mas essa preferência pela comemoração do regime em vez do país é uma espécie de hábito.  O que já é do domínio do fantástico é que após termos levado duas  semanas com meio país a bater no peito e a jurar três vezes que nunca fora maçon se esteja agora a ter outra comoção nervosa por causa da extinção de um feriado, o 5 de Outubro, que é uma espécie de dia santo para a maçonaria. Ou alguma dela. Enfim, nestas matérias cada vez mais temos a maçonaria boa e a maçonaria má.


RTP, episódios de uma eterna servidão

Não esperava ter razão tão depressa. Melhor: não esperava que o diagnóstico realizado pelo Grupo de Trabalho para o serviço público de comunicação social se revelasse tão certeiro tão depressa: é que foi há apenas dois meses que dissemos temer o “modelo de informação que o Governo aparenta defender, por considerarmos que permitirá perpetuar a influência, quando não a interferência, do poder político” na televisão e na rádio públicas. Ora aí está: por mais justificações pífias que se procurem, não restam muitas dúvidas sobre a relação directa entre um lamentável programa emitido pela RTP a partir de Angola e o fim das crónicas de Pedro Rosa Mendes nas manhãs da Antena 1.

A primeira vergonha começou com a emissão, a partir de Luanda, de um “Prós e Contras” rebaptizado de “Reencontro”. Quando conheci o objectivo da produção luandesa coreografada por Fátima Campos Ferreira temi o pior – quando assisti à emissão o pior foi ainda pior. Não fiquei apenas pessoalmente incomodado, senti que a democracia portuguesa saía dali enxovalhada.

Pedro Rosa Mendes, um profundo conhecedor de Angola, foi magistral na sua crítica àquela vergonha. “O serviço público de televisão tem estômago para muito, alguns dirão que tem estômago para tudo, mas o ‘reencontro’ a que assistimos foi um dos mais nauseantes e grosseiros exercícios de propaganda e mistificação a que alguma vez assisti”, disse na sua crónica semanal. “A nossa televisão foi a Luanda socializar com os apparatchiks do regime”, prosseguiu antes de retratar impiedosamente o regime de Eduardo dos Santos e de criticar a “subserviência” da emissão da RTP. É uma crónica que merece ser ouvida. É um texto que nos reconcilia com o jornalismo quando exercido de espinha direita.

Ler mais »

Como é possível???

Que aquela coisa escabrosa chamada Projecto de Lei 118/XII (Regime jurídico da cópia privada) que visa sacar a quase todos para atribuir rendas a alguns, tenha sido aprovada no Parlamento por unanimidade???

Do ruído e do silêncio na política portuguesa

O que distingue a escolha dos accionistas da EDP de Eduardo Catroga da dos accionistas do BANIF de Luís Amado?

Pescadinha de rabo na boca

«António Costa pede audiência a Assunção Esteves, preocupado com nova lei das rendas  “É intolerável que o Governo faça uma lei que atinge essencialmente o concelho de Lisboa”, observou Ruben de Carvalho na reunião de câmara de ontem (…) » - Por acaso também me parece intolerável que o Governo faça uma lei que atinge essencialmente o concelho de Lisboa. Mas esse intolerável dura há praticamente um século. Ruben Carvalho, é Vereador da Câmara Municipal de Lisboa desde as autárquicas de 2005 nunca se mostrou interessado em alterar a legislação sobre as rendas que fez de Lisboa um caso especial no país. Pese tal regime não se dever unicamente ao Estado Novo até podia inseri-lo no Roteiro do Antifascismo por que é responsável na CML. Também António Costa, presidente da autarquia nunca se mostrou até agora preocupado com a intolerabilidade da excepção constituída por Lisboa no já de si muito excepcional regime de arrendamento que tem vigorado neste país.  Logo a nova lei das rendas só pde atingir especialmente Lisboa pela prosaica razão que as velhas leis das rendas têm afectado essencialmente o concelho de Lisboa.  Enfim por  uma vez dou razão à veradora Helena Roseta que considera que  recorda que o artigo 65.º da Constituição “estabelece o direito à habitação e obriga o Estado a adoptar uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar”.» Exactamente senhora vereadora: o Estado é que tem essa obrigação. Pois certamente não serão os senhorios a ter de arcar com as responsabilidades do artigo 65º da Constituição. Ou serão senhora vereadora?

Mas o que é isto? Endoideceram?

«Autoridade Concorrência passa a poder fazer buscar domiciliárias com autorização do Tribunal»

Problemas do imaginário neo-realista

Ministra admite que em Portugal ainda há uma justiça para ricos e uma para pobres  Eu sei que dizer estas coisas cai sempre bem mas confesso que não percebo se com este tipo de declarações se pretende que os ricos passem a ter uma justiça comoa d os pobres ou os pobres como a dos ricos tanto mais que a ministra refere como próprio da justiça dos ricos o eternizar dos processos: “Neste momento em Portugal há uma justiça para ricos e uma justiça para pobres a partir do momento em que se alguém tiver meios pode eternizar um processo, indo de recurso em recurso, suscitando uma série de incidentes e quem não tem esses meios não o pode fazer”

Curiosa e sintomaticamente a senhora ministra esquece um outro grupo. Um grupo que não tem os meios dos ricos para pagar a justiça mas que também não é suficientemente pobre para ficar isento do pagamento de custas (seria interessantissimo avaliar-se o aumento das custas nos últimos 4o anos): falo da classe dita média. Da qual de vez em quando se agradecia que os governantes falassem.

Cortina de fumo

A Comissão Europeia ameçou cortar os fundos europeus à Hungria por esta apenas ter conseguido um deficite de 3% graças à nacionalização dos fundos de pensões.

Ora assim de repente lembro-me de um outro país que também apenas atingiu os objectivos com o mesmo procedimento….

É igualmente curioso como,  sem pertencer ao euro e sem novo Tratado, parece que afinal existem mecanismos que possibilitam à Comissão Europeia sancionar a ausência de equilíbrio orçamental dos estados membros. Afinal, tanto barulho para nada. Ou não.

Creio bem que  o que se pretende com o novo Tratado é muito mais vasto e nada tem a ver com o equilibrio orçamental e sim com a aquisição definitiva de poderes de intervenção e de criação de um Estado central europeu.

 

Como foi possível…

esquecermo-nos do aniversário do Sorumbático? E contudo só o Sorumbático com a especialização que tem em equipamento e  ‘mobiliário urbano’ desactivados pode resolver este meu dilema: estas coisas vão começar a funcionar quando?

A propósito

da agitação que vai na metrópole já ouviram falar deste espectáculo?

Lei? Qual lei? Ah, essa, ok, vamos alterá-la e já fica tudo legal

«A câmara do Porto aprovou hoje a abertura de um período de 30 dias de discussão pública para alteração do Plano Diretor Municipal, tendo o vereador do Urbanismo revelado que haverá novo PDM em 2016.

As alterações feitas na área do Parque da Cidade são apenas para transcrever, para o plano, a situação que existe há anos“, esclareceu o vereador do Urbanismo, Gonçalo Gonçalves»(*)

.

Repare-se no seguinte: os PDM – Planos Directores Municipais são instrumentos socializantes de planeamento público pelo qual é imposto aos proprietários o que podem ou não fazer na sua própria propriedade. São uma forma particularmentes gravosa de limitação da liberdade e da propriedade.

No entanto, o que este vereador do Porto vem dizer é o seguinte: os PDM só  se aplicam aos cidadãos. A Câmara está isenta e acima da sua própria lei.

.

Diz o vereador que se pretende regularizar  «a situação que existe há anos». É preciso ter lata. E estava irregular porquê? Porque  foi esta cãmara e este presidente que deram um terreno público a uma associação desportiva sem fundamento algum. Foi esta câmara que construiu um aquário onde não podia e foi esta mesma vereação que construiu uma pista de aviões onde ela mesma previa ajardinamento.

Ou seja, primeiro faz-se o que se bem entende e depois muda-se a lei para enfiar lá as asneiras feitas e torná-las legais.

Não seria mais simples e mais honesto acabar com esse fonte de corrupção que são os PDM? Evitavam fazer estas figurinhas ridículas.

Lembrete

Isaltino de Morais continua à solta.
No Correio da Manhã

Notícias não relacionadas

Acusação apenas em 3% dos inquéritos de crimes económicos

«O departamento do Ministério Público, que tem a cargo a criminalidade económico-financeira e ainda os casos mais graves e complexos, trabalhou em 2010 em mais de 700 investigações mas só 20 resultaram na acusação dos arguidos, isto é 2,7%. O DCIAP queixa-se de falta de meios para investigar.» (ligação)

Furto de 77 cêntimos de feijão-verde

«O DIAP de Coimbra teve de abrir um inquérito sobre o furto de 77 cêntimos de feijão-verde, num supermercado Lidl. Uma procuradora-adjunta arquivou o caso por se tratar de bagatela, mas o supermercado reclamou, exige julgamento e, agora, o caso ocupa uma procuradora da República. [...]

A 5 de Janeiro último, três dias depois de o processo lhe ser distribuído, a procuradora-adjunta Ana Sabino decidiu que os factos não integravam o artigo 203.º do Código Penal. [...]  a magistrada arquivou o processo nos termos do chamado “crime formigueiro”, previsto artigo 207° do Código Penal. [...]  o Lidl fez, no passado dia 13, uma reclamação hierárquica, requerendo a uma superior da titular do processo que decida que está em causa o furto simples previsto no artigo 203.º. Alegou que os factos não integram o “crime formigueiro”, porque este só se verifica em “furto de coisa que satisfaça fome ou sede imediata”. O que não acontecia neste caso, na sua perspectiva, porque o feijão-verde ainda teria de ser cozinhado.»  (aqui)

Novidades do serviço público de comunicação social

Segunda-feira da semana passada a RTP transmitiu, a partir de Luanda, um programa de propaganda vergonhoso. No dia seguinte, quando fui ouvido na Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, disse que esse programa mostrava para que é que os governos querem uma televisão pública. O Eduardo Cintra Torres escreveu sobre o mesmo tema na sua coluna. E o Pedro Rosa Mendes, que conhece muito bem Angola, leu aos microfones da Antena 1 uma excelente crónica na passada quarta-feira. Hoje ficámos a conhecer o preço da frontalidade do Pedro: a sua crónica acabou (e de caminho a rubrica em que se inseria). Ainda acham que o Grupo de Trabalho não tinha razão quando escreveu que temia “em especial pelo modelo de informação que o Governo aparenta defender, por considerarmos que permitirá perpetuar a influência, quando não a interferência, do poder político, quer na televisão e na rádio públicas, quer na agência de notícias”? Está visto.

PS. O “Prós & Prós” de ontem esteve à altura da tradição, foi mais uma sessão de propaganda do governo em funções. Os governos mudam, a RTP não: mantém-se sempre fiel ao poder do momento.

Desastre anunciado

no PÚBLICO de hoje um aviso que vale a pena ler: «O alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos vai ter, já a partir do próximo ano lectivo, um “impacto brutal” nas escolas, e, em conjunto com o prosseguimento da fusão de agrupamentos, de que resultarão também espaços com muito mais alunos, poderá criar ambientes “explosivos e até mesmo descontrolados”. O alerta parte de José Matias Alves, coordenador do Serviço de Apoio à Melhoria das Escolas da Universidade Católica, e que foi professor do ensino secundário durante 35 anos.
Contas feitas, Matias Alves, que também foi director-geral do Departamento do Ensino Secundário entre 1994 e 1996, adianta que cerca de 20% dos alunos que optam por não prosseguir estudos no secundário serão agora obrigados a fazê-lo. “Vão ser obrigados por lei a estar onde não querem estar”, frisa. O alargamento da escolaridade obrigatória foi aprovado por unanimidade no Parlamento em 2009. Matias Alves lembra que, na maior parte dos países da União Europeia, a escolaridade obrigatória não é tão longa como será em Portugal.
Faltam oito meses para a primeira vaga de alunos abrangida por esta medida entrar no 10.º ano. Seja no que respeita à oferta educativa ou ao plano curricular, nada foi ainda alterado para os receber. O actual ministro da Educação, Nuno Crato, indicou em Outubro que tudo “está em aberto” no que respeita à configuração do novo ensino secundário. Ler mais »

Se o ridículo matasse

esta associação não sobrevivia:  Associação de sinistrados culpa UGT por acordo que aumenta risco de acidentes Como é óbvio a CGTP sabe muito bem que sem acordo tudo seria mais difícil para os trabalhadores. E como é óbvio muitos daqueles que desfilam nas manifes da Inter nem de longe nem de perto desejam ou apoiam as consequências da não subscrição do acordo. Logo podem  ir descansados para as manifes com os cartazes a chamar traidor a João Proença e a mandar vir com a troika porque no fim do mês as reformas, as pensões e os ordenados muitos deles provenientes da função pública vão continuar a cair-lhes na conta bancária. Para evitar confusões acho que o acordo apenas deve vincular os trabalhadores que são efectivamente representados pela central que o assinou. Quanto à Inter pode promover referendos entre os seus sindicalizados sobre este nefando acordo.

Não entendo

esta reportagem Manifestações em Lisboa e Braga, confrontos marcam marcha da indignação na capital

a) Porque é uns são de extrema-direita e os outros são do movimento dos indignados.  Os de extrema-direita não podem ser indignados?

b) E  os definidos como indignados não são extremistas? Existe alguma razão para não os classificar como sendo de extrema esquerda?

c) Se os indignados são isso e apenas isso – indignados – qualquer um é indignado, logo o que temos aqui serão confrontos entre indignados tão intolerantes que têm de ser separados uns dos outros pela polícia

Croácia

Vota-se hoje na Croácia em referendo para adesão à União Europeia (no que eles se vão meter, coitados), mas não há registo de qualquer notícia sobre se os mais de 100 mil refugiados sérvios da Croácia que continuam no exterior puderam votar. Ou se algum dia poderão voltar às suas casas.

.

Leitura complementar: Serb Refugees: Forgotten by Croatia?

 

Unidos contra a democracia

Indignados: confrontos no meio de mil manifestantes

Onde é que a troika se enganou sobre Portugal

A troika, está visto, conhecia mal Portugal. Talvez agora comece a conhecer melhor. Pelo menos se aprendeu alguma coisa com o episódio da nomeação dos novos membros do conselho superior da EDP. Porque este episódio mostrou bem como, para reformar Portugal, é mesmo necessário ser mais troikista que a troika.

Há quase seis meses, aquando das nomeações para a Caixa Geral de Depósitos, escrevi que “em política o que parece é”, pelo que não havia forma de o Governo concertar os efeitos políticos do “desastroso processo” de escolha da nova equipa da CGD. Agora voltou a acontecer o mesmo desastre político com a agravante de a Caixa ser uma empresa pública e a EDP ter deixado de o ser, o que parece não ter contado nada. Por isso o grave no processo de escolha dos dirigentes da EDP não foi o Governo ter-se imiscuído, se é que se imiscuiu. O grave foi os accionistas privados terem julgado conveniente a escolha de figuras que agradassem ao Governo e tivessem acesso ao poder. O grave foi, mais uma vez, ter ficado demonstrado que muitos dos nossos capitalistas não se imaginam a caminhar no mundo dos negócios sem darem o braço ao governo do momento.

Ler mais »

Ajudem Isabel Moreira a ridicularizar a Constituição

Há muito que se percebeu que a saída da crise é inconstitucional. Qualquer medida de corte na despesa esbarra num ou noutro direito absolutamente essencial. É por isso meritório o pedido de fiscalização da constitucionalidade do orçamento de estado feito pelos deputados socráticos. Nada como confrontar a constituição com as suas próprias contradições e utopias.

Agenda

Hoje, às 18h, no Museu Nogueira da Silva, em Braga, apresentarei o livro “O Futuro das Cidades”, da autoria do Professor José F. G. Mendes.

Pelas 21h, estarei em Ponte da Barca para a tomada de posse da secção concelhia do PSD e, também, da JSD.

Boa, Álvaro!*

“Por vezes (e ao contrário do adágio popular), mais vale olhar mesmo para o que se faz e não tanto para o que se diz. Parece ser o caso do Álvaro. O Ministro da Economia, ultimamente, tem feito as delícias da imprensa que, sistematicamente, pega no que ele diz, como quem pega num pastel de nata quentinho. Em boa verdade, Álvaro Santos Pereira, por vezes, também tem feito por isso, cultivando um estilo, no mínimo, pouco ortodoxo para um político e, sobretudo, para um Ministro! No entanto, é inegável que conseguiu ser o protagonista da primeira grande vitória política deste Governo: o acordo alcançado, esta semana, em concertação social. Ao contrário do que já ouvi dizer, não sei se os efeitos desse acordo se revelarão, efectivamente, históricos e revolucionários. Quer no bom, quer no mau sentido, como prognosticou a auto-excluída (de tal acordo) CGTP. O futuro e, sobretudo, a evolução concreta da economia real, o dirão.

Ler mais »

Afinal, elas poderão estar de volta…

…. as nacionalizações.

E, ao invés do conceito tradicional (e constitucional), por acto voluntário e não unilateral. E não por razões de política económica (directamente), mas por “emergência financeira” (solvabilidade).

Piadas de oportunidade

Com o #PL118, o Rodrigo não precisa de escrever bons livros. Basta-lhe que os chineses façam bons discos rígidos.

Tribunal constitucional

Parece que existem 3 vagas por preencher no Tribunal constitucional.

Faz-se um apelo: é boa oportunidade para se começar a mudar o padrão das nomeações e dos perfis dos juizes constitucionais, cuja prática corrente nos últimos anos, prima por uma mediania pouco prestigiante.

Deixem de lado assistentes estagiários, jovens juristas promissores ou filhos de políticos.

Que tal começarem a apostar em elevar o nível da coisa, apostando em velhos juristas, bem batidos, em final de carreira,  mas experientes. Sábios, no sentido clássico.

E não Filhosd’algo.

Apologia da violência

Otelo avisa que o golpe foi adiado mas garante que acredita que as condições para tal podem ser reunidas em breve. Enfim Otelo continua igual a si mesmo. Sobre os seus golpes e contra-golpes o melhor que até agora foi dito ainda é a frase atribuída a Dinis de Almeida na madrugada de 25 de Novembro de 1975 “Bem, meu general, continuamos com as velhas merdas, e o meu general nem anda para a frente, nem anda para trás”. Na verdade  Otelo sabe que  fazer golpes é fácil. Difícil é o que vem depois. Mas Otelo não está sozinho nessa verborreia da violência. Aliás como escreve Carlos Guimarães Pinto, no Insurgente  «Todos aqueles que criticaram as autoridades Norueguesas por não terem tomado as devidas precauções em relação a Andres Breivik quando este fez as suas ameças de violência pela internet antes do atentado, deviam tomar atenção à situação portuguesa. Se as autoridades portuguesas se dedicassem a investigar todos osmaluquinhos que fazem ameaças de violência pela internet, não teriam tempo para mais nada»

A senhora ministra tem a noção que o papelinho demorará vários anos a chegar?

«Os senhorios que queiram fazer obras profundas ou demolir a casa e que tenham que despejar os inquilinos para esse efeito têm de pedir autorização à câmara. E este não deverá ser um processo célere. É que, para poder despejar o inquilino no caso de obras profundas ou demolição, o senhorio tem de lhe comunicar a sua intenção e juntar uma declaração do município que comprove que está a decorrer um procedimento de controlo de obras e que é necessária a desocupação do imóvel»

Raciocínio tipicamente socialista

A antiga ministra Canavilhas é uma cabecinha pensadora. Para a altura da celerada (há muito tempo que não utilizava esta palavra…) #PL118, ”os retalhistas e intermediários, cujo negócio é vender equipamentos de cópia, deviam incorporar a nova taxa“. Pois claro. Porque a senhora, cheia de sensibilidade social, quer poupar os portugueses a novos aumentos de preços. Como? Cortando nas margens. Claro: como comerciantes, como intermediários, são inevitavelmente chupistas no raciocínio puro de qualquer socialista. Nalguns casos, como aqui já foi demonstrado, os equipamentos poderão duplicar de preço, mas para a Canavilhas há sempre a margem dos retalhistas. Aonde chegámos…

Será que não pensam?

O PSD vive no temor de que o PS e o BE lhe chamem reaccionário, atrasado ou coisa assim. Se o BE faz uma proposta logo as alminhas laranjas acham que têm de fazer outra que, dizem eles, não vai tão longe quanto a do BE mas vai na mesma direcção, dando assim de barato que o nossos destino está previamente traçado pela esquerda e a nós, pobres mortais, só nos resta cumprir essa rota previamente anunciada.  Só que na versão laranja vai-se mais devagar. Mas o longe esse lá está à nossa espera. Fiéis a esta sua estranha forma de vida  os sociais-democratas não só parecem agora dispostos a avançar com uma estapafúrdia proposta sobre a maternidade dita de substituição como  vão a reboque do PS na matéria dos direitos de autor

Atrás do tempo tempos vêm

Vale a pena ouvir o diálogo entre o comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino e o Capitão De Falco da capitania de Livorno. Hoje De Falco é visto como um herói  Mas creio que não tardará muito para que a sua linguagem comece a ser questionada como um sinal do passado nomeadamente quando se refere às mulheres e crianças.

Qual a real representatividade das organizações sindicais e empresariais que se sentam neste conselho?

  Composição da Comissão Permanente de Concertação Social

Efetivos Suplentes
Governo Primeiro MinistroMinistro de Estado e das FinançasMinistro da Economia e do Emprego
(Presidente, por delegação de competências)

Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território

Ministro da Solidariedade e da Segurança Social

 

Organizações Sindicais
CGTP-IN Manuel Carvalho da Silva   Arménio Carlos Carlos Trindade   Joaquim Dionísio
UGT João Proença   João de Deus Pires Paula Bernardo   António Correia
Organizações Empresariais
CIP António Saraiva Gregório Rocha Novo
CCP João Vieira Lopes Vasco Melo
CAP João Machado Luis Mira
CTP José Pinto Coelho Adília Lisboa


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 22.038 other followers