Luís Menezes Leitão escreve o seguinte:
Há uma regra sagrada de que só os representantes de um povo podem autorizar o lançamento de impostos a esse povo: “no taxation withou representation”, pelo que quando essa regra é sacrificada, estamos perante um povo subjugado.
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Verdade, claro.A Grécia é um caso em que essa regra tem vindo a ser sacrificada. Apesar de só os gregos terem assento no Parlamento grego, este tem vindo a autorizar despesas muito acima dos impostos cobrados aos gregos. Tanto é assim que os gregos vivem de empréstimos assegurados pelos contribuintes de outros países, sobretudo os contribuintes alemães. Ora, nenhum destes povos tem assento no Parlamento grego. É altura de corrigir este erro. A Grécia deve partilhar representação e soberania com os contribuintes que são taxados para a sustentar.
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Nota: para aqueles que se preocupam com as perdas de soberania há uma solução. O princípio “no taxation without representation” deve ser associado ao princípio “no spending without taxation”. Lembro que a soberania não se perde no dia em que o credor exige controlo sobre o orçamento. Perde-se ao longo do tempo, de cada vez que o Parlamento autoriza despesa sem assegurar a cobrança dos respectivos impostos. Mas de cada vez que isso aconteceu os soberanistas calaram-se.


