A desconfiança em relação aos políticos e à justiça corroí a vida pública portuguesa. Há duas soluções para este problema. Ou os portugueses deixam de ser tão desconfiados ou os políticos e magistrados deixam de dar tantas razões para que se desconfie deles. Imaginem qual é a solução preferida das elites governantes …
Quem não deve não teme*
Publicado por JoaoMiranda em 10 Novembro, 2009
Expresso diz que escutas a Sócrates são nulas. É irrelevante. Tenho a certeza que tais escutas não tinham nada de comprometedor para Sócrates.
*Se este argumento serve para a lista de devedores ao fisco e para o chip automóvel, suponho que também servirá para escutas ao PM.
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Comunismo
Publicado por Carlos Loureiro em 10 Novembro, 2009
Hugo Chavez não quer que os venezuelanos cantem mais do que três minutos no duche:
«Mr Chávez has called on Venezuelans to take quicker showers. “Some people sing in the bath for half an hour,” he told a recent cabinet meeting, broadcast live. “What kind of communism is that? Three minutes is more than enough!”» (TE)
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(In)segurança jurídica
Publicado por Carlos Loureiro em 10 Novembro, 2009
Dois acórdãos sobre a mesmíssima questão, separados entre si por apenas uma semana, chegam a conclusões opostas. A única semelhança, na parte deisória, é que ambos confirmam as decisões da primeira instância (igualmente opostas entre si). Num deles considera-se que a não entrega à Segurança Social das contribuições retidas aos trabalhadores até ao montante de €7500 continua a ser crime. No outro que tal conduta foi descriminalizada. Quem tem razão? A resposta num acórdão de fixação de jurisprudência perto de si. Ou talvez não.
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Uma boa notícia
Publicado por helenafmatos em 10 Novembro, 2009
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“Brasil taliban” *
Publicado por CAA em 10 Novembro, 2009
Um vídeo muito popular no YouTube mostra uma aluna da Universidade Bandeirante (Uniban), Geisy Arruda, a ser enxovalhada pelos colegas por ir para as aulas de vestido curto. Parecia-me difícil que uma brasileira originasse uma algazarra tão grave entre os colegas (só conseguiu ir para casa sob protecção policial) apenas pela escolha do seu guarda-roupa.
Agora a Uniban informou que Geisy foi expulsa devido a “postura incompatível com o ambiente da universidade”, traduzido na frequência das instalações em “trajes inadequados”.
A verdade, afinal, é ainda mais atroz do que o vídeo: a Uniban humilhou uma jovem por razões pré-modernas. O melhor seria impor um traje obrigatório – e o que parece mais adequado àquela espécie de universidade é a burka, sem dúvida…
(Ontem mesmo a Uniban voltou atrás, pressionada em toda a parte, e decidiu reintegrar a aluna)
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Os crucifixos dão polémica
Publicado por helenafmatos em 10 Novembro, 2009
Os casamentos preenchem agenda. Os aventais tratam das coisas que importam: Leia o resto deste artigo »
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Convenhamos que “a nossa gente”
Publicado por helenafmatos em 10 Novembro, 2009
começa a perceber que trabalhar não compensa e que só so parvos trabalham Importante, importante é descobrir um argumento para que os outros nos sustentem.
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“façamos trabalhar a nossa gente”
Publicado por helenafmatos em 10 Novembro, 2009
«Portugal tem hoje excelentes elites universitárias, científicas, culturais, técnicas e artísticas que, raramente, surgem nos meios de comunicação social, aos quais só interessa a politiquice rasteira, as intrigas, as desgraças e os pequenos e grandes escândalos que escapam, não se sabe como, ao “segredo de justiça” – donde resultam verdadeiros linchamentos de pessoas na praça pública -, e depois desaparecem, sem que se saiba porquê e nada aconteça. Isso, sim, é uma verdadeira vergonha nacional – que afecta gravemente a moral e a credibilidade públicas e a economia nacional – a que é urgente pôr cobro. E cumpre ao Governo fazê-lo, se possível entendendo-se com as oposições. Para tanto, talvez seja o momento de voltar ao plano anticorrupção apresentado por João Cra-vinho. Quanto ao resto, tenhamos confiança em nós próprios – e na nossa juventude – e saibamos tirar partido das riquezas que temos, tanto no plano das energias como da nossa vasta área marítima, como da nossa privilegiada posição atlântica e do turismo e façamos trabalhar a nossa gente, que tão boa conta de si dá quando está no estrangeiro.» - Com o tempo o dr Mário Soares está assim a adquirir um estilo próximo duma folha paroquial dos anos 50 do século XX ou mesmo XIX. Que irritação os jornais só falarem de problemas com tantas belezas na nossa terra para mostrar aos forasteiros. (Creio contudo que hoje o dr Mário Soares concordará que valerá a pena falar disto ) Mas não é realmente a concepção editorial do dr. Márioa Soares que me fascina. O que realmente remete para o Portugal de “As Pupilas do Sr. Reitor” é aquele fabuloso “façamos trabalhar a nossa gente”. O problema sotôr é que a nossa gente ou alguma dela está farta de trabalhar e de ver o Estado gastar mais de metade da riqueza nacional. Para sustentar a oligarquia do Estado social, aquela que se desloca de carro de serviço para ir comprar alfaces e manda o motorista fazer recados, enquanto está num colóquio sobre as políticas de integração e sua articulação com as diversas medidas estruturantes com vista a uma política geradora de igualdade. A não ser que por fazer “trabalhar a nossa gente” queira Mário Soares referir a nomemclatura do PS. Por acaso até que não seria má ideia.
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Influências
Publicado por JoaoMiranda em 9 Novembro, 2009
Para sermos rigorosos, a revolução de 74-75 em Portugal influenciou muito pouco, ou mesmo nada, a queda do Muro de Berlim. Mas a tomada de poder pelo SED, na Alemanha de Leste, no período 45-49, influenciou bastante a revolução de 74-75 em Portugal.
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Tresler
Publicado por helenafmatos em 9 Novembro, 2009
«Há muitos que dizem com justiça que as revoluções democráticas precursoras do movimento que levou à queda do Muro foram as revoluções ibéricas as revoluções democráticas em Portugal e em Espanha, e eu faço essa leitura histórica» – afirmou hoje José Sócrates em Berlim.
Assim que me recorde a última revolução em Espanha teve lugar nos anos 30. Os revoltosos partiram do norte de África, tinham até uns combatentes mouros que ainda acabarão a ser um exemplo de multiculturalismo e realmente a dita revolução triunfou. Mas não consigo perceber a que título o franquismo foi evocado por Sócrates em Berlim nas celebrações da queda do muro.
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O verbo escutar na lei penal
Publicado por Carlos Loureiro em 9 Novembro, 2009
Reza assim o artigo 187.º do Código de Processo Penal, que jornalistas e cidadãos em geral deveriam ler de vez em quando:
4 – A intercepção e a gravação previstas nos números anteriores [escutas telefónicas] só podem ser autorizadas, independentemente da titularidade do meio de comunicação utilizado, contra:
a) Suspeito ou arguido;
b) Pessoa que sirva de intermediário, relativamente à qual haja fundadas razões para crer que recebe ou transmite mensagens destinadas ou provenientes de suspeito ou arguido; ou
c) Vítima de crime, mediante o respectivo consentimento, efectivo ou presumido. [...]
7 – Sem prejuízo do disposto no artigo 248.º [dever imposto às polícias de comunicarem ao Ministério Público os crimes de que tenham conhecimento], a gravação de conversações ou comunicações só pode ser utilizada em outro processo, em curso ou a instaurar, se tiver resultado de intercepção de meio de comunicação utilizado por pessoa referida no n.º 4 [...].
Acrescenta o artigo 190.º que a violação destas regras implica a nulidade das escutas.
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Fé e paranóia
Publicado por helenafmatos em 9 Novembro, 2009
Quando se lêem coisas como esta percebe-se que só descansarão no dia em que só eles, os filhos deles e os netos deles, com a respectiva ficha de inscrição, estiverem em todos os locais de decisão. Mas nem aí descansarão porque começarão a ter dúvidas: e se algum descrer? Nessa altura passarão a desconfiar de si mesmos. E entre os que se achavam puros descobrirão que afinal havia ímpios.
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Muros invisíveis
Publicado por JoaoMiranda em 9 Novembro, 2009
A Alemanha de Leste construiu o muro para impedir a fuga dos seus cidadão para o inferno capitalista (por isso é que a evocação de outros muros que por aí existem é ridícula). Não, não era para impedir a entrada de espiões capitalistas no paraíso socialista. Mas o regime comunista não estava preocupado com todas as fugas. Estava preocupado com as fugas dos mais produtivos. Os velhos tinham liberdade para viajar. O socialismo apenas funciona se os mais produtivos não puderem escolher.
Não é por acaso que a nossa sociedade tem os seus muros invisíveis. Se houvesse aqui ao lado um pequeno país onde existisse liberdade de escolha na saúde, na educação e na segurança social, o regime sob o qual vivemos também teria que murar Portugal para manter cá dentro a população contribuinte.
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Queda do Muro de Berlim do capitalismo
Publicado por JoaoMiranda em 9 Novembro, 2009
Um tratado em wishful thinking:
Crise em Wall Street comparada a queda do muro de Berlim
O líder do Bloco de Esquerda comparou esta terça-feira as perdas verificadas na bolsa nova-iorquina à «queda do muro de Berlim do capitalismo», considerando inaceitável que se gastem «700 mil milhões de dólares para proteger os accionistas de orgias despesistas».
«A queda de Wall Street é a queda do muro de Berlim do capitalismo», afirmou o líder do BE, Francisco Louçã, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com a CGTP, na sede dos bloquistas, diz a «Lusa».
O muro de Berlim do capitalismo
Arnaud Montebourg” Esta crise é, desde o desmoronamento do muro de Berlim, a mais grave derrota que conheceu uma ideologia, com o seu cortejo de passos às cegas, de mentiras e de propaganda. O quase desaparecimento de Wall Street é, em certa medida, a queda do muro de Berlim do capitalismo liberal e mundializado. A ideologia do mercado livre, o comércio livre, a finança livre e a recusa obsessiva da intervenção da política na economia é um dogma que atinge a estupidez e conduz ao inferno.
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Life behind the Berlin Wall
Publicado por JoaoMiranda em 9 Novembro, 2009
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Mão naquilo…
Publicado por CAA em 9 Novembro, 2009
(recebido por email)
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A Natureza versão peluche*
Publicado por helenafmatos em 9 Novembro, 2009
Se o segundo disco de Taylor Mitchell fosse tão bem recebido quanto o primeiro provavelmente falar-se-ia dela como duma estrela em ascenção. Acontece que nunca saberemos qual seria o seu percurso no mundo do folk pois a jovem cantora canadiana foi atacada por coiotes e morreu quando, segundo os seus fans, buscava inspiração passeando sozinha num parque natural.
Estes ataques efectuados por animais selvagens geram um enorme mal estar entre os humanos. Curiosamente não tanto por causa das vítimas – rapidamente apresentadas como estando num além muito natural e harmonioso onde serão mais felizes – mas sim porque grande parte da defesa da vida selvagem tem sido feita à custa de se apresentarem esses animais numa versão tipo peluche. O caso mais dramático desta ambivalência é o sucedido com o realizador Timothy Treadwell e a sua namorada Amie Huguenard. Timothy Treadwell transformou mediaticamente os ursos numa espécie de bons selvagens e simultaneamente transformava-se a si mesmo em algo que definia como homem-urso. Garantia que os ursos o tinham salvo dum passado problemático, afiançava que falava com eles e fazia de conta que era mais um deles, tocando-lhes nas crias enquanto repetia “I love you”. Os biólogos que questionavam o acerto e a utilidade de tudo isto nada podiam, mediaticamente falando, contra a imagem de um homem caminhando ladeado de ursos, no meio do Alaska. E só em Outubro de 2003 quando os ursos mataram Timothy Treadwell e Amie Huguenard se parou um pouco para ouvir aqueles que explicavam que pouco ou nada daquelas filmagens tinha a ver com conservação da Natureza.
Com ou sem Timothy Treadwell a verdade é que a Natureza está em nossa casa, humanizada e devidamente editada dentro do écran. E assim, tal como existem treinadores de bancada, temos também os amantes da Natureza de sofá dispostos a acreditar em todos os Treadwell do mundo e nas mais improváveis histórias desde que tenham os animais por heróis. Veja-se, por exemplo, o caso do livro de Mischa de Fonseca, “Survivre avec les loups”, onde a autora contava a viagem que ainda criança fizera a partir da Bélgica até aos confins duma Europa mergulhada no nazismo, tendo por companhia uma alcateia. Milhares de leitores comoveram-se com a imagem da criança só e enregelada e a quem apenas os lobos transmitiam algum calor e protecção. De nada serviram as objecções iniciais de alguns investigadores da vida selvagem sobre as inverosimilhanças da alcateia descrita por Mischa de Fonseca. Só pessoas muito insensíveis ousavam questionar aquela história onde, como se escrevia nas críticas ao livro, os homens estavam cheios de ódio e os animais cheios de humanidade. Já o livro ia em filme quando as declarações duma prima da autora deitaram por terra aquilo que os biólogos não tinham conseguido desmentir: Misha de Fonseca não só não era judia como frequentara a escola na Bélgica durante a ocupação nazi, nunca tendo feito tal viagem, fosse na companhia de lobos ou de humanos. Curiosamente, no meio do escândalo que sucedeu a estas revelações manteve-se mais ou menos firme a crença na possibilidade de uma criança ser sucessivamente adoptada pelos lobos e atravessar a Europa, em pleno século XX, na sua companhia.
Cada época tem a sua versão do Capuchinho Vermelho. Mas convenhamos que Natureza passa bem sem isso.
*PÚBLICO
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Não, não foi o “Avante”
Publicado por helenafmatos em 9 Novembro, 2009
a considerar parte deste texto “excessivamente anticomunista” e “irrealista”. Muitos daqueles que hoje consideram a queda do muro de Berlim um marco na história das liberdades e das democracias há alguns anos achavam que era excesso de anti-comunismo ou, pior anti-comnismo primário, dizer o Muro de Berlim era mais do que uma divisão entre dois “ismos” igualmente maus . Esta língua de pau daqueles que em todas as épocas dizem precisamente aquilo que se deve pensar só muda de tema mas aquele ar de certeza conveniente mantém-se-lhes sempre estampada na cara.
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O PCP em 2009
Publicado por Gabriel Silva em 9 Novembro, 2009
«A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico.»
Editorial do Avante, jornal oficial do Partido Comunista Português, 5 de Novembro de 2009
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“Contas da liberdade” *
Publicado por CAA em 8 Novembro, 2009
Mahmoud Vahidnia é um iraniano de 20 anos tido como um génio após ter vencido as Olimpíadas da Matemática. Recentemente esteve num encontro entre estudantes da Universidade Sharif e o líder supremo Ali Khamenei, transmitido em directo pela televisão.
Com enorme audácia, Vahidnia desafiou o Ayatollah reprovando a censura e a compulsiva repressão de qualquer dissidência do regime. Durante mais de 20 minutos, de improviso, defendeu a liberdade, tornando-se num herói da oposição (apesar do directo ter sido interrompido, claro).
Depois disso, Vahidnia desapareceu. Temeu-se o pior. Mas as últimas notícias indicam que ainda não foi preso. Vahidnia ensina-nos que o quociente de coragem para denunciar o poder é bem diferente quando faltam os rudimentos da liberdade.
Publicado em Democracia, Internacional | 16 Comentários »
pela liberdade
Publicado por Gabriel Silva em 8 Novembro, 2009
Nesta medida, (revogar autorização legislativa que impunha chip em todos os veículos), mais do que justa e absolutamente necessária, o PP não pode ficar de fora.
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Quem pode manda
Publicado por Gabriel Silva em 8 Novembro, 2009
Nos primeiros minutos deste programa, pode-se ver um dos «convidados» a explicar porque exigiu e impôs a sua presença. Pelo seu lado, o apresentador tenta explicar porque tal presença não se enquadraria, mas prontos, o «convidado» é que manda.
Que o primeiro seja o director da RTP2 e tal ocorra num programa designado de «Clube de Jornalistas» é mais do que elucidativo e torna por si mesmo totalmente inútil a discussão posterior sobre «serviço público de tv».
Publicado em Geral | 44 Comentários »
Revisionismo
Publicado por Gabriel Silva em 7 Novembro, 2009
Ricardo Garcia, no Público de hoje:
«28/03/2001 Administração norte-americana, sob o governo de George W. Bush anuncia que não ratificará o Protocolo de Quioto».
A ideologia leva-o a esquecer este «pormenor»:
«As we said from the very beginning, we will not submit this agreement for ratification until key developing nations participate in this effort», Al Gore, vice-presidente dos EUA, 11 de Dezembro de 1997.
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Guião
Publicado por helenafmatos em 7 Novembro, 2009
GUIÃO EM QUE DUAS PERSONAGENS ORGANIZAM UMA ESTRATÉGIA DE CAMPANHA:
- O que a malta tem a temer é essa merda da corrupção. Só há uma coisa a fazer: é acusá-los do mesmo
- Com o quê pá? Tu achas que isso pega?
- Não interessa. Isso só se sabe depois. O que conta é que os gajos vão andar a rabiar dois ou três dias. E dois ou três dias numa campanha são uma eternidade E assim que os gajos desmontarem esta avanças com outra. Não vão ter tempo para respirar. Ficam tipo peixes só que ao contrário.
PASSAGEM DE TEMPO DE VÁRIOS DIAS
-Resultou não resultou?
-E para a próxima achas que vai resultar?
-Claro que sim. Resulta sempre.
- Olha lá e agora esta treta?!
- Desvalorizas pá. E se a coisa avançar temos de pensar melhor. Aquilo de apresentar alguns como malucos, pessimistas.. tem resultado.
- Mas ó pá achas que um gajo daqueles pode ser dado como maluco?
- Olha o outro antes dele não foi de carrinho? Dum dia para outro passou a maluco, incompetente, inapresentável… Acredita pá resulta sempre.
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Ai amigo Joaquim
Publicado por helenafmatos em 7 Novembro, 2009
lembra-se dos nossos avós nos falarem desse tempo em que o país achava isto um grave problema ? Ai “amigo Joquim” isso deve ter sido no tempo em que os animais falavam . Sabendo fazer as coisas, amigo Joaquim, o povinho vai sempre acreditar que os animais não só falam como que até são poliglotas.
Publicado em Geral | 45 Comentários »
Estelionato cultural e esperteza saloia*
Publicado por helenafmatos em 7 Novembro, 2009
Nem mais nem menos. Foi com a acusação de estelionato que reagiu o presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião ao ser confrontado com umas almas que não só reproduziram em diversos tons de rosa a roupa e todos os adereços dos cangaceiros – chapéu, cartucheiras, bornais e santinha – como até entoam, presumo que com sotaque nordestino, o Cangagay. Para cúmulo da irritação dos defensores do Lampião “cabra macho”, afirmam os Cangagay que as práticas homossexuais eram comuns no cangaço, invocando em abono da sua tese a história de um cangaceiro de seu nome Sabonete que dizem por essa particularidade ter sido escolhido para tomar conta de Maria Bonita, mulher de Lampião, quando a mesma tomava banho.
Estava a discussão neste interessantíssimo ponto das mais valias do cangaceiro Sabonete quando o presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, de seu impronunciável nome Anildomá Willans de Souza, se saiu com a estrepitosa acusação de “estelionato cultural”. Mas afinal o que é o estelionato? Antes de aí chegarmos convém honrarmos os brasileiros pela sua capacidade de usarem muito apropriadamente uns termos que em Portugal esquecemos. Afinal o estelionato dos brasileiros é uma coisa muito mais interessante e erudita que a expressão popular do conto do vigário, seu equivalente deste lado do Atlântico, expressão aliás, que se tudo correr na feição do costume, será rapidamente erradicada do nosso falar por constituir uma referência religiosa inaceitável além duma ofensa para os vigários propriamente ditos. Nessa hora de correcção linguística talvez nós recuperemos o termo estelionato e, dada a fúria regulamentadora e de registo de tudo o que mexe como património cultural, acabaremos sempre a deparar com um qualquer Anildomá Willans de Souza mais a respectiva acusação de estelionato cultural dirigida ao primeiro que por cá ouse transformar o Zé do Telhado num activista doutras causas que não a de muito macho percursor da divisão marxista dos bens alheios. Ou que cante noutros tons o fado agora património da humanidade. Ou avilte a dieta mediterrânica que também está quase no museu.
Esta moda da patrimonialização da nossa vida não parece defender património algum mas é muito eficaz como fonte de rendimentos políticos e não só da corte de burocratas zeladores do cumprimento dos regulamentos. A quem tiver dúvidas sobre esta minha conclusão ainda informo que o senhor Anildomá Willans de Souza mais a respectiva Fundação Cultural Cabras de Lampião conseguiram um forte apoio político e consequentemente a câmara da cidade onde nasceu Lampião prepara-se para aprovar uma lei que transforma em património histórico o vestuário e acessórios usados pelos cangaceiros e torna crime público o seu uso “de forma pejorativa, que vise a denegrir ou ridicularizar os elementos culturais e históricos do cangaço“.
*PÚBLICO
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O último agricultor da Foz [do Douro]
Publicado por Gabriel Silva em 7 Novembro, 2009
Um filme de Sasu Sorkio (via Baixa do Porto)
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Vale a pena?
Publicado por CAA em 6 Novembro, 2009
Pergunta Rui Ramos, hoje, no Correio da Manhã.
Publicado em Portugal | 15 Comentários »
Organizem-se!
Publicado por helenafmatos em 6 Novembro, 2009
Aquele tribunal italiano que gerou esta polémica ‘crucifixa’ não disse nada sobre os feriados religiosos? É que vem aí o dia da Imaculada Conceição ainda por cima padroeira do país e ou bem que há feriado ou não há. Quanto ao Natal despachem-se. O mesmo é uma verdadeira trabalheira e recordo que dá direito a um subsídio do mesmo nome. Creio que isto acabará com os crucifixos a serem tirados das escolas, os subsídios de Natal eliminados e as amêndoas da Páscoa transformadas em pastih@s multiculturais. O pior de tudo é que nesta matéria há umas pessoas que passam das fés mais ferverosas para uns ateísmos militantes ou vice-versa. E vivem ambos os estados num proselitismo em que não têm sossego nem o dão. O que esta gente tem imposto à humanidade em nome da sua fé (seja ela no divino ou afirmação da sua inexistência) não tem explicação.
Publicado em Geral | 192 Comentários »
Mas experimentar “fora dos formatos” não é um formato em si mesmo?
Publicado por helenafmatos em 6 Novembro, 2009
Publicado em Geral | 7 Comentários »
Face vísivel
Publicado por Gabriel Silva em 6 Novembro, 2009
Mota-Engil, Estradas de Portugal, Governo PS e aneop
A ler: «Deve o tribunal fazer concessões?», por Pedro Santos Guerreiro
Publicado em Geral | 31 Comentários »
Caminho da servidão
Publicado por Gabriel Silva em 6 Novembro, 2009
A comissão parlamentar do PE encarregada de negociar com a Comissão Europeia, aceitou um acordo pelo qual os utilizadores de internet podem vir a ter o serviço interrompido sem que seja necessário qualquer decisão judicial, ao contrário do que o PE tinha já por duas vezes exigido.
Outras decisões, no mesmo sentido limitador, tem estado a ser discutidas sem qualquer escrutínio. Ver aqui e aqui (via jmcesteves)
Publicado em Geral, União Europeia | 10 Comentários »
Integriade de Paulo Bento
Publicado por JoaoMiranda em 6 Novembro, 2009
Paulo Bento demitiu-se. Outro que deve ter sido apanhado nas escutas ao Armando Vara.
Publicado em Geral | 29 Comentários »
“Regime oculto” *
Publicado por CAA em 6 Novembro, 2009
1– O caso ‘Face Oculta’ não compromete o PS tal como o processo BPN não inculpa o PSD. O que nos deve fazer pensar é o modo como a presença obsidiante do Estado no mundo dos negócios favorece o tráfico de influências exercido por aqueles que a ‘politiqueirice’ promoveu sem mérito.
Quando Guterres ascendeu ao poder, a esperança socialista era Vara e não Sócrates. A similitude dos percursos foi estorvada pela Fundação e por Sampaio mas ficou a amizade e a intrínseca identidade de valores.
2 – Quaisquer dúvidas acerca do facto de Armando Vara não ser um banqueiro ‘à séria’ ficam desvanecidas pela quantia por que se terá deixado subornar: dez mil euros!
Os casos BCP, BPN e BPP ensinaram–nos que um verdadeiro homem da banca não se aventura por menos de 1 ou 2 milhões…
Publicado em Política nacional, Portugal | 32 Comentários »
Sem recuo (2)
Publicado por Gabriel Silva em 6 Novembro, 2009
Ainda o Tratado não está em vigor e já se balizam as novas regras de funcionamento (como aqui se tinha indicado), toda a divergência é intolerável: «Ontem, em Paris, Lellouche [conselheiro de Sarkozy] voltou a dizer que ninguém na Europa tenciona voltar ao tratado nos tempos mais próximos e que a única questão que se põe aos britânicos é a de decidir se querem estar dentro ou estar fora da União.»(p)
Publicado em União Europeia | 15 Comentários »
Sete anos*
Publicado por helenafmatos em 6 Novembro, 2009
Há sete anos o país mudou. Começou então o processo Casa Pia. Ainda dura. Desde aí os processos, os casos e os escândalos sucedem-se. O arguidismo e o alegadismo tomaram conta de nós. A dimensão ética e a responsabilidade política deixaram de existir. O que conta é ser ou não constituido arguido. E sendo, se o caso não é posteriormente arquivado. Os erros processuais tornaram-se uma espécie de neocertificados de bom comportamento moral e civil. E a Justiça não condena mas também não absolve. Mói.
Há sete anos ainda nos espantámos quando alguns dos nossos mais importantes líderes e mesmo importantes figuras do Estado foram envolvidas num caso de pedofilia. Agora já nem ligamos e muito menos percebemos se vai haver mais algum responsável por aqueles crimes além de Carlos Silvino.
Depois começou a sucessão de casos. A cada um deles acreditava-se que daquela vez é que se ia apurar tudo. Até agora tem-se apurado menos que nada. E, pior ainda, ficam-nos colados na memória os nomes grotescos dos casos e as declarações cada vez mais constrangedoras daqueles que dirigem as investigações. Entretanto trucidou-se um Procurador Geral da República. A PJ perdeu prestígio – ainda se lembram quando, ingénuos e parolos, díziamos que era das polícias mais eficazes do mundo? – e dá-se como adquirido que não se acredita na Justiça.
Aprendemos também a falar com cuidado ao telefone, passámos a dar de barato que as investigações podem ser politicamente condicionadas e arreigou-se-nos a miserável convicção de que a Justiça não é igual para todos. Foi só há sete anos que começámos não só a deixar de ser ingénuos mas sobretudo a tornarmo-nos cínicos. Nunca mais fomos os mesmos depois do processo Casa Pia.
*PÚBLICO
Publicado em Geral | 25 Comentários »
E com a falência pode pactuar?
Publicado por helenafmatos em 5 Novembro, 2009
“Não pactuaremos com tentativas de privatização da Segurança Social” – afirmou a senhora ministra da Segurança Social. Importa-se a senhora ministra de deixar já a sua morada para futuros contactos naquela data infelizmente próxima em que tivermos de rever novamente a viabilidade da segurança social? Não está em causa aquilo com que a senhora ministra pactua. O que está em causa é aquilo que ela não nos deixa pactuar.
Publicado em Geral | 21 Comentários »
Do debate parlamentar
Publicado por CAA em 5 Novembro, 2009
Sócrates exibiu uma retórica mais em forma do que os seus adversários – mas voltou a não responder às perguntas. No entanto, o momento em que se voltou para Pacheco Pereira e lhe disse que «não estavam na Quadratura do Círculo» demonstrou uma lamentável falta de elevação – um primeiro-ministro (manso, feroz ou assim-assim) não pode descer o nível do debate parlamentar desta maneira. Para além de não ter sido excessivamente simpático para José Magalhães, Jorge Coelho e António Costa…
Publicado em Política nacional | 25 Comentários »
