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O Largo do Rato pode explicar isto pf?

3 Julho, 2015

Segundo Graça Fonseca do PS o Syriza ganhou as eleições porque o povo grego resolveu democraticamente manifestar-se contra a austeridade que levou a Grécia  a uma situação de miséria absoluta.E eis que que Graça Fonseca dá como exemplo dessa situação de miséria absoluta a que o memorando levou a Grécia as filas desta semana para levantar 50 euros.

Desde que vi socialistas a acharem normal que um antigo secretário-geral do PS recorresse a envelopes de dinheiro porque “não confiava nos modos normais de circulação de fundos” que não via uma pirueta destas.

Guia para perceber o debate da sustentabilidade da dívida

3 Julho, 2015

Um guia simples para perceber a atitude dos credores oficiais em relação à reestruturação da dívida.

Princípio fundamental: austeridade pode tornar uma dívida mais sustentável.

Os credores oficiais começam por perguntar: a dívida do país em dificuldade é sustentável com austeridade?

Se sim, então há austeridade.

Se não, então há reestruturação. O nível de reestruturação é o suficiente  para tornar a dívida sustentável com austeridade máxima possível, mas nunca se reestrutura mais que o necessário. E a seguir há austeridade (a máxima possível).

Ó Arménio aquilo na Lubianka e no Gulag é que era sensibilidade. Social e das outras todas!!!

3 Julho, 2015

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou a coligação PSD/CDS-PP e o PS de “enormíssima insensibilidade social”, face às posições que assumiram na quinta-feira na discussão dos projetos de lei para alteração das regras do subsídio de desemprego.

Concurso de arrebatamentos e no fim nem um eurinho seguiu para a Grécia

3 Julho, 2015

Manuel Alegre. Pacheco Pereira. Mariza Matias. Freitas do Amaral. Hélia Correia. Eugénio Rosa. Francisco Louçã. Eugénio Rosa.

Damos uma ajuda: Mariza Matias. Freitas do Amaral. Hélia Correia. Eugénio Rosa. têm cada um 1 citação.

Francisco Louçã e Pacheco Pereira 2

Manuel Alegre 4.

Se não quiserem adivinhar pordem ir directamente para aqui

1) “Onde está o radicalismo e extremismo?” “Está no Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia, no Eurogrupo, e todos e todas que acham que na Europa não pode haver alternativa. Isso sim é radical, isso sim é extremista“.

2) Quando ouço falar aquela gente do Syriza e quando ouço aquela senhora na Grécia a dizer ‘morremos, mas morremos de pé”, apesar de ter passado tanto tempo, apesar de termos perdido tanta coisa que nos liga à Grécia [Antiga], há uma coisa que começa a ligar-nos ao passado: é a dignidade do povo”
3) Uma interferência que diz existir perante “a passividade do Governo português e de muitos outros governos“. Uma interferência com nomes, insistiu o economista: Christine Lagarde, quando acusa o Governo grego de “falta de maturidade”; Durão Barroso, quando diz que a Tsipras e Varoufakis “falta experiência”; Cavaco Silva, quando diz que a “Grécia é só um número” e Passos, porque diz que Atenas “não é problema porque temos uma almofada”.

4) “O mundo aproxima-se cada vez mais de um momento muito perigoso. Precisa de estadistas e de homens de coragem. Este não é tempo para cegueiras ideológicas“.

5) Propõem aos gregos que tomem este antibiótico com raticida e pedem-lhes que cantem com a alegria. (…) Nunca até hoje, nunca na história da União Europeia ou da zona euro, tinha havido um ultimato como este”

6) “Não sabemos se David ou Golias vence no domingo, nem sabemos que consequências virão depois. Mas não esqueceremos aqueles que disseram: ‘Nós atrevemo-nos’”.

7)  A luta dos gregos é, na verdade, uma “batalha de todos os cidadãos que não querem ser subjugados pela ditadura da finança” e contra aqueles que “estão a querer mostrar que só existe o caminho que eles escolheram e que os povos já não têm liberdade para escolher”.

8) O problema já não é só austeridade. O problema que está em causa na Grécia é a própria liberdade, não só a grega mas também a nossa e a de todos os povos europeus”

9)  “querem que os gregos ajoelhem para que fique claro que nesta Europa não pode haver alternativa“.

10)  “aconteça o que acontecer, a Grécia já nos deu uma lição de dignidade e, por isso, não será vencida”.

11) os gregos preferem “dignidade e patriotismo” a “andar de cabeça baixa, a abanar a alma aos poderosos”.

12) “Não sei se isto é de direita ou esquerda. Sei que isto é certamente ser um bom grego. E esse é o exemplo que queremos para nós. Os gregos “podem falhar, mas resistiram” contra os “tecnocratas pedantes que detestam a democracia”,

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3 Julho, 2015

Um eleitor grego, com o mínimo de memória é capaz  de literalmente se «ver grego» para decidir o que votar:

When Tsipras was asked by Greek journalist Nikos Chatzinikolaou about Greek PM George Papandreou‘s announcement of a referendum in Greece [2011], he replied: “You know better than me that if the Greek Prime Minister himself tries to have the people face such dilemmas, the real default will be inevitable, and the Greek banks and the Greek economy will collapse before we even reach the voting booth. Just because of the possibility that the people may face such a dilemma, they might vote “No.”

The current Prime Minister of Greece had then accused Papandreou of despair and had characterized his announcement of a referendum as a “disaster for the Greek economy” and a “harbinger of bankruptcy,” considering it a trick used by the Greek government in its effort to buy more time in power. And he had come into the following conclusion: “The most democratic way of expressing the popular will is elections, not a referendum.” (*)

 

 

Sociologia jornalística à moda do ISCTE

3 Julho, 2015

«Esta divisão [apoiantes sim/não na Grécia] é espelhada no que se vê nas concentrações do «sim», em que há laca nos cabelos e pólos Lacoste, e nas manifestações do «não», em que os cabelos estão mais desalinhados e há algumas «barbas revolucionárias»»,  Maria João Guimarães, Público

As opções da Grécia

3 Julho, 2015

São apenas duas, austeridade com moeda forte ou com moeda fraca, com estabilidade de preços ou com inflação. Portugal já penou com ambas e tudo aponta para que o ajustamento feito em moeda forte seja mais equitativo e aquele que gera mudanças mais virtuosas. Excedentes comerciais em moeda forte, que já se vão tornando recorrentes, constituem um bom indicador da mudança de paradigma.

A Grécia não aguentou a dor de uma operação sem anestesia e embarcou no canto de sereia de curandeiros charlatães. Estes têm uma terapêutica que é sempre atractiva para a populaça, ferrar o calote aos credores. Não constitui nenhuma opção, mas sim a via mais rápida para a miséria perene. Ao fim de poucos dias, as prateleiras dos super-mercados estarão (definitivamente) vazias.

É curioso (ou talvez não…) que a Venezuela ande tão fora dos radares mediáticos. 

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