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Apareçam
23 Fevereiro, 2012 – 20:22
Evocações da URSS
23 Fevereiro, 2012 – 10:26
I) O responsável do comité local contratou um artista para animar o povo
II) O artista em causa tal como muitos artistas do país têm nas encomendas dos comités locais uma importante fatia d seu trabalho
III) O artista atendeu um telefonema durante o concerto
IV) O responsável do comité local declarou-se ofendido em nome do povo
V) O responsável do comité local garante que o artista em questão não voltará a actuar na área de influência do seu comité. Desconhecem-se as movimentações que o responsável do comité local está a organizar para impedir o artista de actuar naquela zoonha geográfico-adminsitrativa mas o tempo dará conta delas.
Qualquer semelhança entre o sucedido nesta República da URSS e este concelho de Portugal é pura coincidência:
Finalmente, alguém fala nisto!!!
23 Fevereiro, 2012 – 09:41
Campos e Cunha: “Portugal devia ter política de excedentes orçamentais desde 2000″
Urge que este tema – excedentes orçamentais – seja amplamente discutido e se visem políticas visando a sua prossecução. Em Portugal e na Europa. Para já, só a Srª Merkel o tem abordado muito em surdina, sabendo que a solução das dívidas excessivas passa necessariamente por aqui. Aliás, seguissem os Estados políticas orçamentais responsáveis e as dívidas públicas tenderiam a anular-se.
Acho que Seguro se enganou no texto….
22 Fevereiro, 2012 – 14:26
A sério que António José Seguro quer que o primeiro-ministro português assine este texto?
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Muito me espanta que o PS defenda a liberalização comunitária do sector dos serviços, ou a extinção de regulamentos de restrição de acesso a certas profissões protegidas nacionalmente, ou a celebração de acordos de comércio de livre com os EUA e países do Mercosul . Mas se assim for, antes atrasados do que jurássicos.
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Claro que se pode dar o caso de nem ter lido o texto, e seguido apenas os título da imprensa, pois que Seguro no mesmo momento defende que deveria ser incluído aquilo que expressa e repetidamente os signatários sempre rejeitaram e continuam a rejeitar, como sejam «Emissão de eurobrigações, a emissão de moeda pelo BCE, uma agenda de rating, harmonização fiscal».
Ou seja, Seguro critica a não assinatura de Passos num texto que idelogicamente ele, Seguro, não assinaria, e à boleia defende que deveriam ser introduzidas posições que nenhum dos signatários assinaria.
Next…
22 Fevereiro, 2012 – 13:49
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Os senhores deputados levam um destes aqui ao lado para as salas das comissões e não se fala mais nisso. Podemos passar ao seguinte fait-divers?
Fonte santa
22 Fevereiro, 2012 – 10:38
Quanto ganha um funcionário da AR? Quanto ganha um funcionário duma empresa de águas engarrafas? A avaliar por estas contas Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais podemos concluir que na AR se ganha 30 vezes mais a encher garrafas? Dado o custo do lavar e encher dos jarros na AR o nosso parlamento podia dedicar-se ao segmento de produtos de luxo. Para já podia começar pela água da torneira com o engarrafamento mais caro do mundo.
O princípio da alavanca aplicado à política
22 Fevereiro, 2012 – 09:05
Nenhum dos detidos na manifestação dos estudantes Valência era estudante. Estranho? Não só para quem não tiver estudados as alavancas: “Cuando la izquierda se sumerge en la oposición, el empuje que ejerce sobre la calle es igual al peso del poder perdido”.
21-02-2012
21 Fevereiro, 2012 – 22:18
PRIVATARIA
21 Fevereiro, 2012 – 19:14
“Com estes reguladores e fiscalizadores, teme-se que os capitais públicos continuem a ser alienados sem se saber como nem a quem. Estão à mercê da pirataria.”
No Correio da Manhã
Rubalcaba amigo, o EXPRESSO está contigo
21 Fevereiro, 2012 – 16:29
Polícia espanhola disposta a travar “Primavera Valenciana”
Pelo andar dos títulos do EXPRESSO em menos de um mês a ETA volta ser no EXPRESSO como era no tempo de Aznar um movimento basco que tinha combatido Franco e que só por falta de diálogo não se integrara na vida democrática. Só não sei se o dr. Soares vai voltar a ser mediador no processo de paz.
Escrever manifestos é fácil
21 Fevereiro, 2012 – 10:25
A propósito do segundo resgate da Grécia e das declarações de AntónioJosé Seguro fiz o seguinte comentário na TVI Ainda a propósito da Grécia recomendo que se leiam os franceses que por uma vez fazem contas: Grèce : qui va payer quoi? e se deixam de eufemismos. Por isso aquilo que em português se escreve eufemisicamente assim FMI vai decidir em Março participação no novo resgate à Grécia os franceses explicam assim: Très engagé en zone euro, le FMI hésite à prêter plus
Este pessoal vota sem sequer ler, só pode….
20 Fevereiro, 2012 – 21:23
«Resolução da Assembleia da República n.º 22/2012. D.R. n.º 33, Série I de 2012-02-15 – Assembleia da República
Recomenda ao Governo que promova o estabelecimento de uma concorrência saudável no setor do leite e dos produtos lácteos, reabra a discussão do regime de quotas leiteiras nos fóruns próprios da União Europeia e defenda intransigentemente a sua manutenção na regulamentação comum do leite e dos produtos lácteos»
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é que a promoção de uma «concorrência saudável» é em tudo contrária ao sistema socialista do «regime de quotas leiteiras».
Sem espanto, se a concorrencia é recomendada, já para o seu contrário, as quotas, é defendida a «defesa intransigente»….não fosse passar a haver uma concorrência saudável em que cada produtor produza o que bem entenda e possa.
Enfim…., para além do analfabetismo funcional, continua tudo na mesma.
Nunca pensei dizer isto
20 Fevereiro, 2012 – 14:44
Livro de estilo
20 Fevereiro, 2012 – 09:42
Rajoy defende reforma laboral, povo está em luta – Este título do Expresso online é um bom exemplo do estado das redacções ( e tb da particular afeição do Expresso pelo PSOE mas essa é outra conversa que no tempo de Aznar os levou a produzir as mais disparatadas notícias sobre a ETA ) Em Espanha aconteceram dezenas de manifestações nos últimos anos. Na verdade poucas foram associadas ao PSOE pois este partido encontrava-se no poder e as centrais sindicais mostraram uma conveniente apatia perante o descalabro da economia espanhola. As centrais sindicais espanholas só se mobilizarm quando se tornou óbvio que o PSOE ia perder as eleições ou melhor dizendo que o PP as ia ganhar. Mas voltando às manifestações ocorridas em Espanha nos últimos anos apenas posso contatar que elas poucas vezes foram noticiadas por cá. Não calhava. Não tinham interesse. Mesmo iniciativas com as das famílias de Mari Luz e Marta del Castillo pouco foram referidas em Portugal e contudo estas duas famílias conseguiram organizar manifestações em dezenas de cidades e organizar petições com milhões (sim, milhões) de assinaturas. Enfim deve estar no livro de estilo que aquilo não é apadrinhado pelos socialistas não deve ser noticiado ou então deve ser menosprezado.
As “tias” e a queda política do presidente…
19 Fevereiro, 2012 – 21:43
O afã de Marcelo Rebelo de Sousa em defender Cavaco Silva é tão contraproducente que já deve ser uma dor de cabeça para o presidente da república.
Delirei com a constatação da quebra de popularidade por entre as “tias de Cascais” e com a exigência marcelista de que o “futuro candidato a presidente, Durão Barroso” chame os seus “apaniguados” para os silenciar nas maledicências contra Cavaco.
Enfim, só espero que a delegação da Troika, na avaliação que está a ultimar, não dê relevância a esta triste amostra do País que somos…
As corporações estão pela hora da morte
19 Fevereiro, 2012 – 11:29
Num tempo em que as comadres se zangam ou como estratégia pré-zanga a comadre Estado começa a divulgar quanto custam os sindicatos e associações patronais. Em França a questão de L’argent caché des syndicats foi levantada pelo Relatório Perruchot sobre o financiamento dos sindicatos. Este relatório divulgado pelo Le Point foi mantido confidencial durante algum tempo pelos deputados. Em Espanha fazem-se contas a essa imensa legião de liberados e muito particularmente à estranha forma de vida daqueles que estão à frente dos sindicatos. E por cá como será?
A senhora italiana e a senhora espanhola
19 Fevereiro, 2012 – 11:28
É curioso como a história da cega que via e ludibriou a segurança social italiana tem sido notícia. Caso fosse funcionária de uma empresa privada a sua história teria sido tão divulgada? Não sei. Mas talvez não. Exactamente no mesmo ano em que a senhora italiana passou fiscalmente a ser cega em Espanha uma outra senhora também adoeceu de uma doença que a impede de trabalhar mas não a impede de desenvolver outras actividades nomeadamente políticas. Simplesmente a senhora espanhola trabalha num empresa privada e não choca ninguém que esta tenha encargos sete anos com alguém que por sinal até tem uma activa e saudável vida municipal e cobra por isso. Mais a dita senhora espanhola até reclamou porque a empresa não lhe fez chegar o tradicional cabaz de Natal que as empresas em Espanha costumam oferecer aos trabalhadores. Enfim já se conseguem fazer notícias sobre os trabalhadores que enganam o fisco. Mas se enganarem a empresa ainda não se considera que isso seja um prejuízo.
Rua
18 Fevereiro, 2012 – 22:40
O que vale é que os gestores dessas empresas vão ser todos despedidos com justa causa e sem indemnização.
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É que o despacho a determinar aqueles limites (redução de 15% em despesa e limite de 6% de aumento divida) diz expressamente que a violação desses limites constituiu violação das orientações de gestão para efeitos de demissão (artº25º) dos gestores públicos incumpridores.
Tudo na mesma
18 Fevereiro, 2012 – 22:06
«As empresas do Estado estavam obrigadas a cortar em 15% as despesas em 2011, mas os dados conhecidos ontem mostram que, em vez de pouparem, aumentaram os gastos em 1,9%. »(*)
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« É que o endividamento das empresas públicas continua a aumentar, tendo alcançado perto de 30 mil milhões de euros em 2011. O limite de 6% imposto pelo Governo não foi cumprido e houve casos em que a dívida remunerada disparou 31,4%, como aconteceu com a Estradas de Portugal »
Uma notícia extraordinária
18 Fevereiro, 2012 – 21:45
Não sei o que é mais extraordinário nesta notícia.
Em primeiro lugar, a incapacidade do estudante parisiense para se manter em silêncio. O pudor não é, de facto, uma das suas qualidades.
Depois, a existência de uma “fonte próxima do ex-primeiro-ministro”. Será que ainda mantém, em Paris, uma assessoria de imprensa? Será alguém em Lisboa, algures no meio da bancada socialista? Ou será aquilo que todos desconfiamos que seja – o próprio?
A seguir a ficção de “memórias doces” de uma discussão “brutal” num dia em que os menos desmemoriados se recordarão de como anunciou o pedido de ajuda – com a ajuda do Luís e tudo.
A pouco e pouco percebemos que isso só sucedeu sob fortíssimas pressões – de Soares, dos banqueiros - e só se concretizou porque Teixeira dos Santos precipitou a decisão, contra a vontade de Sócrates, como resulta claro, por exemplo, da reconstituição feita neste livro de Joaquim Vieira.
Nesse sábado, recorde-se, o Expresso noticiou que o pedido de empréstimo fora combinado ao almoço entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças. Mais uma falsidade, das muitas de que se alimentava o spin do nosso ex-. Pena foi que nesse dia ninguém tivesse ido confirmar a notícia junto do próprio Teixeira dos Santos. Ele ter-lhes-ia dito que fora servida vichyssoise…
Mas o mais extraordinário é a criatura continuar a achar que o país podia passar ajuda externa, porventura com um PEC IV que, é bom recordar, dava menos um ano do que o acordo com a troika para o reequilíbrio orçamental. Mas esse detalhe parece não incomodar os que então o defenderam e hoje reclamam por mais um ano nos nossos prazos.
Ainda bem qie o estudante parisiense reaparece com regularidade nas notícias. Ajuda-nos a não esquecer o tipo de política que fez o seu sucesso, e a desgraça do país.
Que simpática tem sido a liga de amigos do BE
18 Fevereiro, 2012 – 20:31
Quem chegar a Portugal e avaliar a situação portuguesa pela sua imprensa julgará que o BE é o maior partido da oposição. Todos os dias Louçã interpela, Louçã denuncia, Louçã responde, Louçã questiona… Curiosamente não me parece que se tenha arranjado tempo e espaço para confrontar Louçã com isto: Dissidentes do BE fundam novo partido, o MAS
Ora aqui está um país verdadeiramente infeliz
17 Fevereiro, 2012 – 09:43
com um Presidente da República que não diz o que sabe e um ex-Presidente da República que não sabe o que diz: Cavaco Silva acredita que daqui por dez anos ou quiçá mais tempo ele ou alguém por ele esclarecerá numas memórias a razão que o levou a não ir ontem à António Arroio. Já Mário Soares não consegue estar calado e numa desesperada ânsia de protagonismo vem agora revelar uma conversa que manteve com Sócrates nas vésperas do pedido de ajuda externa. E aqui estamos nós entre um Presidente da República que não esteve onde devia e não explica porque não esteve e um ex-Presidente que quer ter estado em todo o lado.
Ir lá fora ver se chove
16 Fevereiro, 2012 – 11:26
«Un tribunal belga ha rechazado hoy la prohibición del cómic “Tintín en el Congo” por su contenido supuestamente racista, al considerar infundada la demanda presentada por un ciudadano congolés, que reclamaba restricciones a la distribución de la obra.» – Isto não é necessariamente uma boa notícia. Primeiro porque a questão não pode passar por determinar se o livro em causa é ou não racista pois isso parte do pressuposto que no passado nós fomos ou deveríamos ter sido como somos actualmente. Essa averiguação do politicamente correcto aplicada a obras não contemporâneas pode levar a que se considerem racistas ou machistas livros como A Peregrinação, Os Lusíadas , o Auto da Barca do Inferno… e acabaríamos a restringir a circulação de obras como a Odisseia. Em segundo lugar esta judicialização das nossas vidas preenche muito do vazio deixado por uma geração de políticos que teme ser crucificado mediaticamente caso diga algo que vá contra o estabelecido. Veja-se por exemplo o sucedido recentemente com um deputado fracês, Christian Vanneste, que foi afastado das listas da UMP por ter referido o que classifica como lenda das deportações de homossexuais franceses durante a ocupação. Independentemente do que Vanneste pensa sobre a homossexualidade, o assunto que lhe valeu a destituição – a referência à multiplicação do número de franceses deportados durante a ocupação por serem homossexuais – é de facto um daqueles casos de que convencionou não questionar certos dogmas para não arranjar problemas. Ir lá fora ver se chove quando o assunto é aquilo que os jornais definem como polémico – ou seja quando o visado não pensa aquilo que o jornalista acha que ele devia pensar – tornou-se um modo de fazer política.
Assim só para começar
15 Fevereiro, 2012 – 22:35
estas 30 personalidades a que se podem chamar desde já signatários de uma candidatura unitária de esquerda à Presidencia da República poderiam contribuir com umas verbas próprias mesmo que simbólicas para restaurar o Attika
Ainda acaba vítima do capitalismo
15 Fevereiro, 2012 – 20:41
Nova Lei da Concorrência deve ser aprovada hoje
15 Fevereiro, 2012 – 12:10
Após um período de discussão pública que não suscitou, apesar da prioridade assumida pelo Governo (… ou pela Troika), relativamente a este dossiê, grande debate mediático.
Creio que uma parte significativa da reforma ainda ficará por fazer, na medida em que dependerá da instalação (e onde) do novo Tribunal de competência especializada (Concorrência e Propriedade Industrial).
Tecnicamente, esta teria sido uma oportunidade para desenvolver e clarificar alguns aspectos que esta nova Lei deixa passar ao lado (vg., relações entre Tribunais e Adc). No entanto, o bom é inimigo do óptimo e o tempo urge (“Memorando” oblige!)
A Moda dos Sistemas Fiscais Paralelos – (Matem o Monstro / Parte III)
15 Fevereiro, 2012 – 10:59
O infame Projecto-Lei 118 (#PL118), sobre cópia privada, apresentado pela deputada Gabriela Canavilhas, não pecava apenas pela ignomínia moral de extorquir riqueza a muitos consumidores de produtos electrónicos para distribuir pelo grupo patrocinante com quem a deputada se sente identificada.
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Tão negativo como esta usurpação de riqueza, estava o método de apropriação que o #PL118 criava: um sistema fiscal paralelo em que os elevadíssimos custos administrativos e burocráticos ficavam a cargo de quem paga, amplificando significativamente o preço real do imposto. Uma monstruosidade.
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Para disfarçar, chamavam ao imposto “compensação”. Apenas uma figura de estilo. Era um imposto. A diferença entre este e outros impostos, estava apenas no circuito redistributivo. Estes impostos não passavam pelo estado, sendo entregues directamente às organizações privadas dos beneficiários.
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A criação de sistemas fiscais paralelos, parece que virou moda. O novo Projecto Lei do Cinema (pdf), apresentado pelo Secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas, faz o mesmo. Não apenas cria ou adapta o imposto paralelo, como inventa obrigações de aplicações de recursos para as empresas do sector, substituindo-se por antecipação às opções das administrações e dos accionistas das empresas. Para completar o ramalhete de tudo o que não se pode fazer, não faltam os habituais sistemas de controle obrigatório, suportados em grande parte por quem já tem que pagar as taxas e a insensata catrefada de obrigações futuras que se legislam para um estado falido.
Ditadura fiscal
14 Fevereiro, 2012 – 23:33
“O aumento de impostos, a partir de um determinado nível, é uma medida contraproducente.”
No Correio da Manhã
Os números são aquilo que um homem quiser. Sobretudo se o homem for da CGTP
14 Fevereiro, 2012 – 10:47
A propósito da manifestação da CGTP fiz este comentário na TVI. E a propósito ainda da contabilidade das manifes convém consultar o arquivo Blasfémias e constatamos que os 300 mil já vêm de 2010 mas na época enchiam a av. da Liberdade . Depois tivemos 100 mil contra a burguesia e agora voltámos aos 300 mil no Terreiro do Paço.
Obs. No próximo 1º de Maio que certamente será uma gigantesca manifestação de indignação popular – qual será o número mágico de manifestantes? - com a troika e com o governo seria interessante pedir a Arménio Carlos que recordasse a sua experiência no 1º de Maio de 2009, em Cuba .
Deus escreve direito por linhas tortas
13 Fevereiro, 2012 – 10:05
ou como graças ao Carnaval passou a ser um axioma que:
a) a função pública não faz nada pois se fizesse um dia a mais certamente contaria
b) a função pública dá prejuízo quando oficialmente trabalha
c) o melhor para o país é que os funcionários públicos fiquem em casa sempre de tolerância de ponto
d) os problemas das contas públicas resolvem-se se cada município organizasse rotativamente um cortejo, desfile e animação de rua a que acorreriam os milhares de forasteiros/funcionários públicos em permanente estado de tolerância de ponto
Os números, sempre os números…
12 Fevereiro, 2012 – 18:50
O Terreiro do Paço tem 36 mil metros quadrados (podem confirmar no Google Earth, como eu fiz).
Num quadrado de um metro por um metro cabem umas três pessoas – talvez um pouco mais se for uma carruagem do metro em hora de ponto, talvez menos se pensarmos na dinâmica de uma amnifestação. Fiquemo-nos pelas três. Em média.
É pois difícil imaginar que, num Terreiro do Paço cheio de ponta a ponta coubessem muito mais de 100 mil pessoas.
Acontece que, ontem, o Terreiro do Paço não encheu. Basta atentar nestas imagens aéreas do Jornal de Notícias.
Por que foi então que a ideia de estariam lá 300 mil pessoas se espalhou acriticamente? Afinal estamos a falar de contas simples, daquelas que se aprendem no primeiro ciclo do ensino básico…
Portugueses criam primeira praça elástica do mundo
12 Fevereiro, 2012 – 11:43
11 de Fevereiro de 2011: A CGTP juntou em Lisboa mais de 300 mil pessoas contra a pobreza e a austeridade.-
Em Maio de 2010 a mesma praça encheu para ouvir Bento XVI. Na altura estimou a PSP que lá estivessem 80 a 100 mil pessoas.
Em Novembro de 2008 o Terreiro do Paço encheu com 120 mil manifestantes
… e assim sucessivamente até chegarmos aqui
Existem artigos de opinião menos assertivos (I)
12 Fevereiro, 2012 – 11:10
«Apesar do forte aparato policial, este sábado não houve incidentes».
Esta legenda do JN para ilustrar uma foto duma manifestação na Grécia é um exemplo daquilo a que se chamam notícias e que mais não são do que opiniões. Quem fez esta legenda está o seu legítimo direito de achar que a polícia é responsável pelos desacatos nas manifestações mas isso enquanto não se apresentarem factos é uma opinião. Quanto ao título «Gregos em novo protesto pelo direito ao emprego e pelo futuro dos filhos» enfim é mais do mesmo mas sempre se pode acrescentar que os gregos deviam ter vindo para a rua defender o futuro dos seus filhos há muito tempo. Mais precisamente quando passaram a viver acima das suas possibilidades.
Isto não vai acabar bem
11 Fevereiro, 2012 – 21:24
“Concorrência Imperfeita”
11 Fevereiro, 2012 – 19:44
Vagueando pela blogosfera e após uma pista deixado na “caixa de comentário” por um leitor, deparei-me com esta proposta: “Adeptos da Concorrência Imperfeita“. Parece interessante. A seguir…
Infantilidades do parlamento
11 Fevereiro, 2012 – 16:49
Qual era mesmo o problema de o primeiro-ministro ir explicar e dar conta dos assuntos aos deputados ( de quem formalmente depende)? Não faria mais que a sua obrigação básica.
Mas por cá gosta-se de torcer a lei e de se colocarem acima dela. É que na prática, em vez de ser o primeiro-ministro a depender do apoio dos deputados, são estes que dependem do apoio do primeiro-ministro, não vá ele aborrecer-se e riscá-los na próxima lista.
Os Kwanzas de má consciência*
11 Fevereiro, 2012 – 02:58
A relação entre a soberania política e o capital sempre foi complicada. Mais para o lado da soberania do que para o do capital. Este, com efeito, não olha a soberanias, nem a nacionalidades. A sua política é, habitualmente, muito objectiva: tal como o rio desagua no mar, também o dinheiro procura mais dinheiro, ou seja, maior rentabilidade, com a máxima tranquilidade (segurança) possível.
Portugal, Grécia e Irlanda. Ou o que tem de ser tem muita força
10 Fevereiro, 2012 – 21:42
Eu não quero ser piegas, mas não acham uma pieguice o partido que assinou o acordo com a troika andar por aí a chorar que o melhor era adiar as suas metas? E não será uma coisa algo lamurienta o António José Seguro ter-se lembrado, oito meses passados sobre a assinatura desse acordo, que afinal há umas partes com que não está de acordo?
Eu não quero ser piegas, mas não acham um bocado lamechas toda a birra que por aí vai por causa da tolerância do ponto no Carnaval?
Eu não quero ser piegas, mas não acham mesmo uma pieguice estarmos a discutir a pieguice? Ou será que devia antes falar em lamúrias, como falava Jorge Sampaio, e nessa altura já não havia nada para discutir e nada para suscitar indignação?
As coisas como elas são
10 Fevereiro, 2012 – 20:56
Caso esta conversa tivesse lugar com Teixeira dos Santos no lugar em que está Vítor Gaspar o país reagiria assim:
a) O PS anunciaria um dia histórico e o fim da crise;
b) O PSD garantiria que a assessoria de imprensa governamental tinha trabalhado nos bastidores de modo a que esta conversa parecesse fortuitamente tomada por um jornalista;
e naturalmente seríamos um país mais feliz porque cada coisa estava no seu lugar: os socialistas estavam no poder e os pepêdês na oposição praticando aquilo que as suas élites gostam – fazer missas por alma de Sá Carneiro e viver sob a tutela intelectual da esquerda de que simultaneamente vão contando uns podres, poucos de preferência para não causar ondas.


