Histórias como as que dizem respeito a aliciamentos de jogadores que depois, antes de falarem, acabam contratados, sejam eles Marcos ou outros, a denúncias feitas (por jogadores e respectivos presidentes), estranhamente desaparecidas/arquivadas/caídas no esquecimento, depois de apresentadas nas entidades competentes, histórias de Praia (do Estoril ou de outras), para não falar de coisas mais antigas, como saborosos cozidos á portuguesa, (ainda hoje) famosos em Canal Caveira, viagens a terras do Oriente, etc., etc.
Ah! e ainda há aquelaspetites histoiressem importância, como cheques sem cobertura entregues a um Secretário de Estado de uma actual candidata á liderança de um Partido (por acaso, ex-advogado do próprio clube devedor) e observada em directo, na televisão, com a pompa e a circunstância que um suposto cumprimento de dívidas fiscais mereceria (se esse cumprimento fosse verdadeiro!)… Assim como aquelas escutas telefónicas (exactamente como as outras, as da fruta, dos chocolates e dos “quinhentinhos”), relativas a pedidos de árbitros, entre Filipes e Valentins ou aos ósculos oferecidos por Veigas ao mesmo S. Valentim! Tudo isso também são estórias “que a gente” (pelo menos, cá em cima, ”no norte” como alguns gostam de dizer) também sabe, tal como as outras….. Tudo isto, “estórias” de café, sem dúvida, mas que a gente também conhece!
De facto, que tudo isso não tenha feito nascer nem inquéritos judiciais (tutelados pelo nosso PGR que, como o Dr. Costa hoje lembrou, também foi Presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol), nem processos disciplinares, é uma mestria recorrente.
Como, no fundo, mestria mesmo (vista por todos) é continuar a ganhar em campo, jogando bem e melhor do que os outros, com naturalidade e “tranquilidade”.
Todas as histórias que toda a gente conhece, mesmo aqueles que preferem desvalorizá-las, todas as evidências que as escutas telefónicas publicadas tornaram tão óbvias e tão evidentes, os anos de quinhentinhos, os chocolatinhos e tantas outras frutas, as casas de meninas, os jornalistas e políticos agredidos, as classificações manipuladas que promoviam os homens do apito que semana a semana serviam o esquema, toda esta maneira de estar bas-fond que não olha a meios e que durante anos manchou o futebol português, tudo isto sai ainda mais barato que o insignificante caso Meyong. O Belenenses, que apenas fez jogar um atleta cuja inscrição tinha sido aceite pela Liga, perdeu o lugar na Europa. O Porto não perde nada. Absolutamente nada. Foi absolutamente fantástica, a gestão deste caso pelo FCP. Só fica a mancha. Essa já não sai.
Cheio de si. Inchado. Palavroso. Entendeu que devia justificar e motivar muito para além do exigido. Arremessou conceitos, ele próprio conceptualizou, sempre com o ar estudado de quem estava a improvisar. Quis dar uma aula na televisão. Apenas se exibiu quase obscenamente. Abriu sub-hipóteses espantosas. Disse não concordar com as normas aplicáveis. Que o F.C. Porto e o Leiria deviam ter descido de divisão se as regras fossem as ’suas’. Até vai propor a devida alteração. Quis brilhar e para grande parte do País deve ter sido flamejante. Talvez demais.
Duas conclusões: (i) o futebol continua aquilo que sempre foi, i.e. o lugar mais indicado para se lançarem carreiras que no normal curso das coisas teriam ainda muito de aguardar; (ii) uma vez mais se comprovou que alguém pode recitar normas jurídicas de cor e salteado mas não possuir os elementos mínimos que o tornem capaz de decidir - trata-se daquilo que não se aprende nos manuais e nos códigos, que é feito de humildade, da solidão e da sobriedade, que integram o dever de julgar.
Quando me recomendaram e emprestaram «1968, o ano que abalou o mundo», de Mark Kurlansky, até me assustei: oh não, 68, os manifestantes de Paris na capa! Adivinhavam-se 574 páginas de dura penitência.
Mas não. Não é marketing nem mitologia afrancesada. Felizmente. O autor, que contava vinte anos em 1968, consegue fazer um relato pormenorizado e exaustivo de todo um ano que, reconheça-se, foi efectivamente bastante agitado. Embora a abordagem de Kurlansky seja notoriamente engajada, geracional e ideologicamente em vários dos eventos relatados, a obra vale pelo todo, pela perspectiva global, pela visão não-eurocentrista, num registo jornalístico e histórico.
A Comissão de Utentes da Linha Braga-Porto (CULBP) vai entregar na próxima segunda-feira, dia 12 de Maio, às 18:30h, na Estação de S. Bento no Porto, a entrega das mais de 7000 assinaturas recolhidas no âmbito da Petição Braga-Porto 40 minutos.
A Comissão convoca todos os utentes e cidadãos afectos a esta causa, a comparecerem neste acto simbólico, para que através da sua presença, dêem mais um sinal de descontentamento à CP pelo ineficaz serviço que tem prestado.
Compareça!
Ponto de encontro: Galeria de entrada de S.Bento às 18h15!
Embora hoje seja um dos dias mais tristes da história do meu clube, julgo que a bem da dignidade, o Boavista não devia recorrer da sentença, o presidente deveria marcar imediatamente uma assembleia geral e enviar para a pgr as auditorias já realizadas. Alguém tem de ser responsabilizado!
«Les Iraniens, avec le portail syrien auquel ils sont associés, ont investi pendant un quart de siècle environ 30 milliards de dollars pour faire du Hezbollah le bras armé de l’Iran en méditerranée. Aujourd’hui, ils ont un très bon retour sur investissement.» Ver mais no Liberation
«Desde as eleições de 29 de Março, cerca de 40 mil camponeses foram expulsos das suas terras no Zimbabwe devido aos ataques e intimidações por parte de militantes do presidente Robert Mugabe, revelou ontem Gertrude Hambira, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Zimbabwe.» (jn)
Passos Coelho começa a perceber e necessáriamente a moldar-se ao modo de funcionamento e essência do seu partido: escolheu Fernando Ruas para mandatário e agora quer um «consenso», de forma a assegurar um lugarzinho de deputado a todos os candidatos a líderes. Sim senhor, agora não há dúvida que está mesmo disposto a ser líder.
“Será necessário por cobro ao poder da televisão para salvar a democracia?” A pergunta, feita ontem por Jorge Sampaio, foi o ponto de partida para uma reflexão sobre a influência e o papel dos media e da televisão na sociedade. - E já agora como se poria “cobro ao poder da teelvisão”? A sério que Jorge Sampaio acha que esta é uma forma de iniciar um debate no ano de 2008?
Mas menos o é o de Fernando Ruas, uma das caras do “partido autárquico” cujos interesses eu penso serem incompatíves com uma agenda “liberal e reformista”, e que Passos Coelho escolheu para seu mandatário nacional.
Esta questão levantada por Bruno Alves é pertinente. Existe um partido autárquico com interesses e existe uma agenda “liberal e reformista” aparentemente incompatíveis. Tenho dificuldade em perceber onde está a incompatibilidade. Bem ou mal, o partido autárquico tem o mérito de conseguir manter vivos centros políticos de pode fora de Lisboa. Os interesses do partido autárquico são interesses reais de pessoas reais. Devem-se a factos políticos reais. Resultam de problemas que constituem entraves reais ao desenvolvimento do país. Lembro que no país ainda vivem pessoas que nada vão ganhar com o aeroporto de Alcochete, a nova ponte sobre o Tejo, o túnel de Alcântara e o TGV. Isso constitui um problema e um desafio para qualquer agenda “liberal e reformista”. Aliás, não consigo imaginar uma lista de problemas que uma agenda “liberal e reformista” deve resolver em que o problema do centralismo não esteja no topo. Bruno Alves parece mais preocupado com a salvação do PSD, em partiular, com a salvação do PSD dos efeitos do localismo e do menezismo. Sinceramente, não percebo como é que um partido pode ser salvo do seu sustentáculo social. O PCP dificilmente poderá ser salvo da CGTP, o PS dificilmente poderá ser salvo da UGT e dos funcionários públicos e o BE dificilmente poderá ser salvo dos movimentos sociais utópicos. Também é pouco provável que o PSD consiga ser salvo do poder local. O único partido que até agora se conseguiu salvar de uma base de apoio é o CDS-PP. É também o único que a cada eleição corre o risco de ser varrido do mapa eleitoral.
Num conjunto de reportagens que dedicou recentemente a Cuba, a TSF dava conta do fim das “proibições obsoletas” naquele país comunista. Não deixando de ser curiosa a tibieza da TSF em pronunciar o termo ditadura a propósito de Cuba e que esta estação resuma o regime ali vigente a um conjunto anacrónico de “proibições obsoletas”, a verdade é que podíamos aproveitar a maré de notícias sobre as “proibições obsoletas” a que Raúl Castro está a colocar um final para, nós mesmos, em Portugal, questionarmos a razão de ser de muitas proibições obsoletíssimas que nos rodeiam. De algumas delas deu conta Alexandre Soares dos Santos do Grupo Jerónimo Martins, numa recente entrevista ao PÚBLICO/RR/RTP2: “Ainda há pouco uma senhora pediu para lhe reduzirmos a hora de almoço para meia hora, porque necessitava muito de poder sair meia hora mais cedo. Para nós [Grupo Jerónimo Martins ] não tinha qualquer problema, mas tínhamos de pedir autorização ao ministério. Foi chumbado.” Chumbado foi também o acordo a que este grupo tinha chegado com a comissão de trabalhadores da sua fábrica de gelados para que a carga horária fosse maior no Verão e menor no Inverno. Quiçá o fim destas proibições actualmente vigentes em Portugal será o pretexto para futuras notícias que, tal como hoje acontece com a recente liberdade dos cubanos para adquirirem torradeiras, nos farão perguntar “Como foi possível?”
No Dia da Europa, o Presidente da República decidiu ratificar (agora sim) o Tratado de Lisboa, elogiando as vantagens para Portugal, para a Europa e para o Mundo que nele encontra, designadamente a de reforçar a democraticidade e a transparência das instituições da União Europeia. É pena que não se tenha aproveitado a oportunidade para reforçar a democraticidade das instituições internas, perguntando-se, como prometido, aos eleitores se concordavam com a leitura que o Presidente faz do texto.
Finalmente um polícia a dirigir a Judiciária! A possibilidade existe na lei mas nunca tinha sido aplicada – invariavelmente a escolha recaía num magistrado. O que sempre me pareceu errado.
Primeiro porque a preparação para a magistratura é contra-indicada para funções de direcção de pessoas e instituições. A sua formação assenta em matérias técnico-jurídicas, prescindindo-se da investigação criminal ou de elementos que favoreçam a liderança. Como, aliás, se demonstra ao analisar a maioria das escolhas para esses cargos.
Mas, sobretudo, porque a nomeação de magistrados por decisão política resulta num perigo iminente para a independência do poder judicial: o nomeado fica numa relação de quase-favor que é de evitar.
Os protestos apenas espelham um corporativismo desvairado de quem teima em ver o País dividido em duas classes: a sua e a de todos os outros.
1. Subsidiar os inquilinos.
2. Subsidiar os proprietários.
3. Subsidiar as autarquias.
Parece-me que houve alguma falta de visão estratégica por parte dos autores do plano. Esqueceram-se de sugerir subsídios às construtoras, às imobiliárias e aos notários.
«“Sou muito amigo do dr. Almeida Rodrigues, já trabalhei com ele várias vezes, mas também sou procurador-geral-adjunto com dez anos de cargo e por uma questão de estatuto não podia ficar” na dependência hierárquica de um elemento policial - se bem que coordenador superior. “Se eu ficasse, seria mal visto pelos meus colegas do Ministério Público”, apontou o magistrado.».
Baltasar Pinto, director nacional adjunto da Polícia Judiciária, ao JN
“Algo mais poderia ter sido feito a este nível” – lê-se, segundo o “Correio da Manhã”, no acórdão da Relação de Lisboa que anulou a pena de 25 anos de prisão a que fora condenado Franquelim Lobo. O caso deste homem que nos foi apresentado como o maior traficante de droga português é exemplar de como (não) se acusa, (não) se condena e (não) se absolve em Portugal. O primeiro julgamento, aquele em que Franquelim foi condenado a 25 anos de prisão, foi anulado porque a acusação fundamentava-se em escutas que afinal seriam ilegais. Na repetição do julgamento a prova baseou-se no depoimento dum ex-cúmplice que se terá provado ter prestado falsas declarações. A outra prova era um telemóvel que se demonstrou estar desactivado à altura dos factos: “Nem sequer se fez um despiste do contacto telefónico, para saber da utilização do mesmo.” - concluem os juízes da Relação. E os portugueses podem concluir o quê? Que um criminoso pode agradecer a erros vários da acusação o ser ilibado ou que um inocente pode ser acusado de crimes gravíssimos com base em provas como um telemóvel que nem sequer se verificou se estava activado em deteminada data? E no fim, perante tanta inoperância, tudo se resume a um “Algo mais poderia ter sido feito a este nível”? Todos os dias em Portugal se criticam os serviços de saúde e o ensino público. É certo que o primeiro gere mal e o segundo apresenta maus resultados. Mas nada desses erros se assemelham ao falhanço clamoroso que actualmente se regista na investigação criminal e na Justiça. A “este nível” está perigosamente a perder-se a noção da realidade.
Quando fui advogado surpreendi-me com o modo primitivo como se fazia a investigação criminal em Portugal. Garantem-me que agora é muito pior. As condições de trabalho das polícias (todas) estão ao nível da indigência. Mas o pior é a desmotivação de quem está no terreno. Falar com um agente da PJ, hoje em dia, é uma experiência psicológica ainda mais aflitiva do que ouvir as histórias de professores em escolas problemáticas.
Claro que a culpa não é de Alípio Ribeiro. Nem deste ministro. Como sempre, entre nós, ela distribui-se por todos os vivos e os mortos – preferencialmente, estes últimos – sob a égide do princípio geral da irresponsabilidade pública.
Alípio Ribeiro voltou a falar de mais. Foi tão desastrado que ficou claro que a sua intenção era sair. Tal como tantos outros. Fugir dali para fora: esse é o elemento comum entre o topo e a base da PJ.
Por ocasião do 60º aniversário da criação do Estado de Israel, numa organização da Comunidade Israelita do Porto, amanhã, no Clube Literário do Porto (Rua Nova da Alfandega, 22), pelas 21.30, terá lugar uma conferência e debate sobre a «Actual situação do Médio Oriente», sendo moderador o Filinto Melo.
É o comentário que se me oferece face às reacções sindicais e não só de alguns sectores da magistratura portuguesa a propósito da nomeação de um polícia de carreira para director da PJ.
«Repare bem: no mesmo dia em que Alípio Ribeiro se demite da PJ, o procurador-geral da República reconhece fracassos no combate ao enriquecimento ilícito; as polícias são das áreas com maior risco de corrupção, diz um estudo que inclui também as autarquias e construtoras na lista negra; a direcção do Boavista cai, com o clube à beira da extinção sob fortes indícios de descapitalização (fraudulenta) do clube.
Bob Geldof diz que Angola é gerida por criminosos e Bruxelas processa Portugal por desrespeito em apoios a projectos turísticos, horas antes de a CMVM acusar o BCP de ter mentido. Se este “cocktail” não o deixa assustado, saiba uma última notícia que o deixará: ontem não foi um dia muito diferente dos outros.»
Carlos Pinto: “Há uma necessidade urgente de liderança”.
Há que relançar o Partido nestas eleições
Esta foi, talvez, a decisão política mais difícil que tomei até hoje.
Sou sensível a todas estas vozes dos meus companheiros.
Estou aqui a pedir-vos o vosso apoio, não por uma ambição de poder ou de vaidade pessoal, mas por um sentido de responsabilidade face ao meu País e ao meu Partido.
Um Partido como o nosso desempenha um papel decisivo na saúde e na força do regime democrático.
o que se passa no PSD é importante para os militantes, mas é igualmente importante para os portugueses
Incomoda-me e muito a falta de respeito com que começam a tratar-nos
Informação sobre a candidata brevemente disponível.
Os juízes não gostaram de ver nomeado um «funcionário» da PJ para director daquele serviço. Compreende-se. Os magistrados em serviço na PJ até aceitam que «um deles» os dirija hierarquicamente. Mas serem eles dirigidos por um profissional de investigação (coisa que os magistrados não são)… isso é que já não poderia ser. Seria a inversão do sistema de castas e o caos social. Bem, habituem-se. É a vida.
É certo que podiam ter citado o texto em que se inspiraram e que reproduziram em grande parte mas vale a pena ler neste artigo as declarações do presidente do Observatório Permanente da Adopção, Guilherme Oliveira, sobre a possibilidade pessoas condenadas por violação ou pedofilia se tornarem pais adoptivos: “Se já não tem cadastro não vejo o problema. Não me impressiona.” É mesmo isto que impressiona: que isto não o impressione.
…onde estava o embaixador de Angola?
Porque é que a Lusa emendou a notícia? Enganou-se e o embaixador não saiu da sala? Ou saiu mesmo mas não convém dizer?
Não cheguei a perceber exacamente qual é a teoria da (ex-)Ministra da Educação sobre as reprovações, mas aquilo tem aguns elementos de Culto da Carga. Lurdes Rodrigues parte da observação de que os alunos que reprovam têm piores resultados nos testes de aferição. Daqui conclui que as reprovações devem ser evitadas. Se os alunos que reprovam têm maus resultados então a solução passa por acabar com as reprovações. Esta ideia emergiu várias vezes na extraordináriaentrevista de ontem a Constança Cunha e Sá. Lurdes Rodrigues revelou outras ideias geniais, como por exemplo a de que a liberdade de escolha deve ser evitada porque causa desigualdade e não tem (segundo ela) nenhuma vantagem eficientista. Ainda bem que a senhora passou os seus quatro anos no ministério a tratar de questões de gestão de pessoal. Se tivesse dedicado mais tempo à educação propriamente dita, provavelmente o estado da educação seria muito pior do que o que já é.
Até ao aparecimento de Josef Fritzl a questão nunca se me colocara. Não, não me estou a referir ao cativeiro em que manteve a filha – um acontecimento tão hediondo quanto imprevisível – mas sim ao facto de os crimes de natureza sexual com elevadas taxas de reincidência serem apagados definitivamente do registo criminal. Acreditava eu, e creio que muitos milhões de outros portugueses, que esse apagamento não era total. Vivia portanto na ilusão que sendo um adquirido civilizacional que o registo criminal não pode infamar pela vida fora quem cumpriu a sua pena isso implicaria que seriam salvaguardadas algumas situações futuras, por exemplo a possibilidade de alguém que foi condenado por violação dum menor pretender candidatar-se a ser pai adoptivo. Acabei de perceber que não é assim. Mas voltemos ao princípio. Leia o resto deste artigo »
Já lá vão mais de três anos quando José Sócrates anunciou a liberalização das farmácias. Fiquei contente. Trata-se de um mercado ultraprotegido cujos agentes prestam um mau serviço aos seus clientes quando comparados com os seus similares europeus. Todos o admitem excepto os que lucram com o proteccionismo e se assustam com a concorrência.
Após muita retórica vazia, finalmente avançou-se com a legislação prometida. Só que de uma forma tão tímida e dissimulada que a Comissão Europeia decidiu interpor um procedimento de infracção a Portugal por violação do direito comunitário da concorrência.
Este Governo consegue ultrapassar-se a si mesmo na lógica de ‘um passo em frente e dois atrás’: diz querer abrir o mercado mas apanha um puxão de orelhas por, afinal, estar a fechá-lo! Não há dúvida de que foram óptimos alunos na arte de bem ‘guterrar’…
O Governo japonês decretou que as empresas terão de diminuir o número de trabalhadores com excesso de peso até 2015. Ao que parece, o serviço nacional de saúde não suporta barrigas generosas. O limite decretado são 82 centímetros de diâmetro.
Quem haveria de dizer que a estatização e colectivização dos serviços e das despesas de saúde levaria o Estado a querer controlar as opções privadas dos indivíduos com custos para os serviços nacionais de saúde? E no entanto, Daniel Oliveira vê nesta consequência perfeitamente expectável do socialismo um dedo do capitalismo ultraneoliberal.