Ousar, ousar não é bem isso

Não tenho a menor paciência para estas ditas ousadias. Não vejo aqui ousadia alguma, a não ser que o fotógrafo e os fotografados sejam crentes e temam que Deus se zangue com eles. Caso contrário a invocação da ousadia é apenas uma estratégia de marketing. Ousadia era fazer isto naquele pedregulho que está em Meca ou encenar nestas performances a presença de Alá ou do seu profeta.

28 Comentários

  1. Posted 3 Agosto, 2009 at 16:56 | Permalink

    Exactamente. Na “mouche”. :))

  2. Marafado de Buliquei-me
    Posted 3 Agosto, 2009 at 17:00 | Permalink

    Olhe que não é preciso ir para Meca.Basta queimar o corão ali no Martim Moniz…

  3. K2ou3
    Posted 3 Agosto, 2009 at 17:10 | Permalink

    Para mim, não é nem Arte nem Blasfémia.
    É puro mau gosto provocatório, em busca de protagonismo e publicidade.
    Mas é a tal coisa.Se fosse numa Mesquita, teriamos alterações, perseguição e morte, ou no minimo, ameaça dela.
    Rushdie é um bom exemplo disso.
    Puro mau gosto.

  4. Grunho
    Posted 3 Agosto, 2009 at 17:16 | Permalink

    A “ousadia” é termo jornalístico.
    E a acusação de “blasfémia” é um insulto a qualquer cidadão de uma sociedade civilizada.
    Essa de ir a Meca fazer merda já deu o que tinha a dar.

    A propósito, o gajo disse:
    http://www.ionline.pt/conteudo/16383-para-me-acusar-blasfemia-igreja-tem-provar-que-deus-existe

  5. Anónimo
    Posted 3 Agosto, 2009 at 17:18 | Permalink

    se fosse em meca você chamava-lhe liberdade de expressão, batia palmas e o fotografo era um herói. estes liberais conservadores são uns artistas semânticos.

  6. helenafmatos
    Posted 3 Agosto, 2009 at 17:25 | Permalink

    5. Se fosse em Meca não sobrava ninguém para contar. O que é grave é que está subjacente que aqui em Lisboa, Paris ou londres quem fizer isto que não com os cristãos do costume e por exemplo com os muçulmanos também se arrisca a ficar com a vida em fanicos

  7. Paulo Nunes
    Posted 3 Agosto, 2009 at 17:33 | Permalink

    O edifício (que neste caso é uma igreja) é propriedade privada. Apesar de estar aberto ao público para a realização de certos serviços, cotinua a ser propriedade privada.
    Realizar certas tarefas em propriedade privada sem solicitar a devida autorização é, no mínimo, abuso.

  8. Confrade
    Posted 3 Agosto, 2009 at 17:44 | Permalink

    A miuda de cima, estilo colegial, agrada. De resto… não interessa nada. O dono da igreja que o castigue!

  9. ...................ah
    Posted 3 Agosto, 2009 at 18:04 | Permalink

    entre chamar-lhe liberdade de expressão ou ousadias não ousadas e proferir uma fawta vai uma grande diferença.
    Semânticos ou não ainda levam essa vantagem (ou não será?) de quem nao semantico apoia ou se compadece com fawtas.

  10. ...................ah
    Posted 3 Agosto, 2009 at 18:10 | Permalink

    Além de “artista” virou teólogo metafisíco.
    Mais um grande pensador do tipo morangos com açucar.
    Ele que se meta numa mesquita e que “deus” existe.

  11. Grunho
    Posted 3 Agosto, 2009 at 18:12 | Permalink

    Caro Paulo Nunes (#7)
    Processem-no por violar propriedade privada (embora eu fique desconfiado que os verdadeiros motivos são religiosos).
    Agora acusá-lo de blasfémias?

  12. Anónimo
    Posted 3 Agosto, 2009 at 18:19 | Permalink

    Já fizeram isso em Meca.

  13. orabolas
    Posted 3 Agosto, 2009 at 18:55 | Permalink

    Façam no Meco que assim não chateiam ninguém…

  14. Posted 3 Agosto, 2009 at 18:56 | Permalink

    O guarda-roupa é que está mal.
    Provavelmente seria mais artístico se estivessem nuas.

  15. Zeca
    Posted 3 Agosto, 2009 at 19:47 | Permalink

    Cristo é mais tolerante que Alá. E os “valentes” sabem isso…

  16. Xico
    Posted 3 Agosto, 2009 at 20:27 | Permalink

    Tá tudo tão liberal! Quando a Cicciolina mostrou as mamas, que eram dela, no parlamento, ai, ai, que isso nao pode ser. Ou quando um ministro, e muito bem, mostra uns cornos a um rapaz malcriado, ai, ai que isso não pode ser. No templo sagrado da republica não! Façam isso nas igrejas, ora pois!
    Eu cá por mim punha as mães de Bragança atrás do tal fotógrafo e filmava tudo. E depois chamava arte!

  17. José Estaline
    Posted 3 Agosto, 2009 at 20:31 | Permalink

    As gajas estão a treinar para o casamento.E estão a provar que o “consumam” para demonstrarem que é válido.Acho que o larilas oficial do PS deve passar a reivindicar o “casamento” como este da foto.E ainda podiam cobrar da assistência…

  18. Posted 3 Agosto, 2009 at 21:02 | Permalink

    Helena, a sua última frase contradiz todo o seu argumento: o problema aqui não é ser uma igreja ou uma mesquita. É sim alguém cometer um crime e apenas porque o lesado é a igreja ser desculpável. Eu não sou católica nem anglicana e portanto a acusação de blasfémia é-me absolutamente indiferente. A razão porque deveria ser acusado, tendo em conta que ainda por cima confessou, é a de invasão de privacidade. É como se fosse permitido que arrombasse a porta de minha casa ou a de qualquer outra pessoa para fotografar, e dizer que não pediu autorização porque sabia que não a ia ter. Peço desculpa mas ao fazer isso sabia que infringia a lei e deve arcar com as consequências. Vir brandir a perseguição da Igreja é apelar à vitimização e ocultar o essencial. A publicidade sem dúvida é boa, mesmo que a ‘arte’ seja relegada para segundo plano.

  19. JJPereira
    Posted 3 Agosto, 2009 at 22:27 | Permalink

    Mas por que será que estes corajosos e progressistas “artistas” não ensaiam uma cena destas ,já não digo em Meca,ou Tombuctu ou outro local de quente exotismo, mas em qualquer templozinho,anónimo e ortodoxo,da “Santa” Rússia?…

  20. portela menos 1
    Posted 4 Agosto, 2009 at 00:15 | Permalink

    o fotografo podia ter escolhido a sede da distrital de lisboa do psd ou, sei lá, a camara de oeiras (onde, segundo dizem, mora a “classe média” endinheirada)

    mas também é preciso paciência com a sra helefmatos, ela é uma purista!

  21. Posted 4 Agosto, 2009 at 01:07 | Permalink

    Cristo é mais tolerante que Alá.

    São ambos naturalmente tolerantes.
    Quem não é tolerante sâo os seus seguidores.

  22. Anti-liberal
    Posted 4 Agosto, 2009 at 01:48 | Permalink

    #21
    portela menos 1 disse
    4 Agosto, 2009 às 12:15 am

    Mais giro era se o “artista” fosse a sua casa fazer um documentário da sua vida íntima…

    Nuno

  23. ...................ah
    Posted 4 Agosto, 2009 at 09:11 | Permalink

    #23
    Está a propor que se faça um documentário no altar lá para os lados do Largo do Rato?

  24. Portela Menos 1
    Posted 4 Agosto, 2009 at 10:05 | Permalink

    nada que uns safanões não resolvessem, não é meninos?

  25. Alyescka
    Posted 4 Agosto, 2009 at 12:57 | Permalink

    23.
    Nem mais!

  26. Alyescka
    Posted 4 Agosto, 2009 at 12:58 | Permalink

    Desculpem enganei-me! Refiro-me ao 22.
    Volto portanto a escrever: nem mais!

  27. Posted 4 Agosto, 2009 at 16:19 | Permalink

    Grande lata que ele tem, ao alegar Van Gogh como exemplo.

    Van Gogh era por de mais religioso, em primeiro lugar, Quis ser ministro, e tinha-o sido, se não fosse o facto de que falhava em quase tudo. E não ingressou em acusações em relação a religião, mesmo quando se tornou mais crítico.

    Finalmente, não pintou prostitutas como markting, para se encher de dinheiro e “esticar os limites”. Van Gogh pintou prostitutas pelas razões opostas. Ele pintou da mesma forma que antes quisera levar a libertação, a alegria e a palavra Divina aos desfavorecidos, aos que sofriam: por amor.

  28. Posted 4 Agosto, 2009 at 16:32 | Permalink

    E se o Papa aparecer a exibir o seu “bling” rodeado de “bitches” tipo 50 Cent???
    Lésbicas a curtir num altar?
    Parece-me bem… New generation revolution!!!
    A igreja Católica é como a Democracia, já ninguém as respeita, mas ninguém acaba com elas porque não tem ideias melhores para a sua substituição…


Um Trackback

  1. Por Ridículo « O Insurgente em 3 Agosto, 2009 às 18:19

    [...] ridículo é apresentar o crime em causa como um acto ousado do “artista”. Como refere Helena Matos: Não vejo aqui ousadia alguma, a não ser que o fotógrafo e os fotografados sejam crentes e temam [...]

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