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A lógica do “mas…”

5 Janeiro, 2009

Com as actuais premissas a Comunidade Internacional não consegue resolver o problema palestino-israelita. Estamos, portanto, face a um problema que não tem resolução.  Foi esta a ideia que Martins da Cruz expôs nos noticiários do fim da manhã, na TSF (não encontrei ainda o respectivo link).

Ora, o  Hamas e demais gangs  mais ou menos fanaticamente organizados nunca reconhecerão Israel, nem tão pouco passarão a falar e a agir dentro dos parâmetros mínimos definidores do mundo civilizado (conceito tipicamente oitocentista, mas que agora parece, cada vez mais, ressurgir com propriedade). Por outro lado, a margem de manobra de Israel não é, nem será, naturalmente, folgada (como refere o João Miranda, aqui), a não ser que assuma a sua própria ilegitimidade e inviabilidade como Estado….o que só seria hipotetizável num cenário de mudança total de…. premissas!

Entretanto, no mundo ocidental e civilizado – que, em maior ou menor porção, ainda vai desfrutando de liberdade – como sempre, os reflexos condicionados pavlonianos do costume  (para não dizer outras coisa)  lá vão surgindo!   Todos reclamam a paz, como se ela não fosse, no contexto deste conflito e aceitando-se como válida a observação de Martins da Cruz,  uma utopia impossível.

Israel é o único Estado de Direito Democrático que sobrevive naquela zona, mas, claro está, no fundo, de ambos os lados, surgem sempre os tais reflexos condicionados … Apesar de tudo, tenho muitas dúvidas sobre as (boas) intenções pacifistas de quem, sentado nos seus sofás,  de um modo ou outro, não adopta como premissa que isto não é, nem nunca será, não só legítimo, como concebível! É a lógica do “condenamos, mas…”.

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93 comentários leave one →
  1. 5 Janeiro, 2009 14:22

    puxa! mas qual Estado de direito democratico? Israel?… Cego é verdadeiramente aquele que não quer ver e depois um grupo é igual a um País?

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  2. 5 Janeiro, 2009 14:27

    Pois, Mia,

    é o proto-estado da Cisjordânia ou a faixa de Gaza. Israel não, não é um Estado de Direito!

    PS – Note: não digo se as respectivas inbstituições e sociaologia é ou não mais apurada, na lógica do que é tecnicamente um Estado de Direito.. (tem Constituição efectiva com princípios mais ou menos comuns a todas as constituições de Estados de Direito, separação de poderes – com efectiva tutela do poder judicial sobre o poder político, eleições).

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  3. Já Volto permalink
    5 Janeiro, 2009 14:35

    PMF e jcd,

    digam lá então qual é a vossa sugestão para a resolução do conflito?
    Não precisa de ser detalhada. Tipo 3, 4 ou 5 pontos chave.

    De tão iluminados que são certamente estão por dentro do tema e já pensaram em algumas soluções.

    Estamos curiosos com as respostas. Vamos conhecer as pessoas que são.

    São homens para isso ou vão-se encolher como rapazolas no vazio do vosso sarcasmo ineficiente?

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  4. 5 Janeiro, 2009 14:38

    Os países da comunidade internacional, que são os países democráticos do mundo, condenam veementemente o TERRORISMO.

    Esses mesmos países apoiam o Hamas, uma organização TERRORISTA contra o único país democrático daquela zona (país esse que apenas se está a defender de alguns mísseis que foram lançados para o seu território, pelo Hamas, quebrando o cessar fogo).

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  5. Mula da Comprativa permalink
    5 Janeiro, 2009 15:04

    Euroliberal Diz:
    5 Janeiro, 2009 às 2:49 pm

    “Quem é que considera terrorista uma organização patriótica de resistência aos TERRORISTAS ocupantes como o glorioso Hamas ?”

    Por este andar os rapazes do PNR ainda são heróis nacionais.

    De facto quantos ocupantes tem hoje portugal?Gajos que aterram aqui sem serem convidados e que a esquerda amiga de terroristas providencia tudo , mas tudo o que é necesário, desde casa, RSI, educação, saúde mesmo que seaj a 2000 euros por mês como os SIDOSOS nacionalidade e muitos , muitos filhinhos com que os gajos da União Nacional de Esquerda festejam a sua obra de africanização.Os poucos contribuintes esses foram colonizados.Foram transformados em escravos e vítimas.E têm nomes feios como colonialistas, sionistas, nazis por não andarem com o pacote de margarina na mão para quando um multicultural nos quiser ir ao pacote…
    Vivam as escolas islâmicas(vulgo madrassas), vivam os sobados independentes e os traidores seus aliados que impedem a “limpeza” de criminosos que nos chateiam a mona.Sempre os mesmos.Os de “esquerda”, os ex-refractários e desertores lava-pratos da guerra colonial e que interpretaram o 25 como “entrega” para agora virem reconstotuir o império e o califado cá dentro e para nós pagarmos mais uma vez…
    Quando é que a carneirada adormecida acorda?Quando é que alguém diz basta!Abaixo aos que nos andam a trair.Ao verdadeiro Povo Português.

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  6. Mula da Comprativa permalink
    5 Janeiro, 2009 15:07

    Quanto aos túneis onde o Hamas se esconde e que segundo o entendido eurolibetral aquilo é uma segunda cidade acho bem que o exército israelita despeja para lá umas toneladas de gás e depois um bombinha de fósforo…

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  7. Já Volto permalink
    5 Janeiro, 2009 15:12

    http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354982&idCanal=57

    O Irão deve-se estar a rir.
    Os EUA não vão suportar isto durante muito mais tempo.

    A guerra terminará assim que o petróleo ultrapassar os 65/70 dolares.

    Israel só consegui mais extremismo na Palestina. Tudo em vão e contra os seus próprios interesses.

    Mais do mesmo.

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  8. Aquasky permalink
    5 Janeiro, 2009 15:13

    Euroliberal,

    Por que é que há 60 anos, quando a ONU deliberou a criação do Estado de Israel, os palestianos não se opuseram? Não achas que esse facto lhes retira agora toda a razão, principalmente quando falam em territórios ocupados? Não sabes que quem dá e tira ao inferno vai parar?

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  9. Mula da Comprativa permalink
    5 Janeiro, 2009 15:13

    Convido os patriotas Portugueses a irem de férias a Israel com visita aos lugares santos da cristandade.Um sinalinequivoco de apoio aos que defendem a civilização ocidental tão mal traido por muitos dos terroristas locais

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  10. 5 Janeiro, 2009 15:17

    Se lá para aqueles lados estão em guerra, só há duas coisas a fazer: ou vender armas (a um dos lados, ou aos dois, de preferência…), e prestar atenção à guerra…

    É esse o paradoxo português… A partir do momento que um problema não é nosso, merece toda a nossa atenção/concentração.

    Resolvam os vossos problemas e deixem a guerra para quem vende e compra armas.

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  11. Já Volto permalink
    5 Janeiro, 2009 15:22

    “Por que é que há 60 anos, quando a ONU deliberou a criação do Estado de Israel, os palestianos não se opuseram?”

    Ai não?!

    Opuseram-se logo quando a resolução foi a votação.

    Antes disso (nas “negociações” iniciais) prometeram 50% – 50% do território mas o texto que foi a votação já não era esse. começou logo aí o roubo de território. No dia 1. Começou logo aí no dia 1 a utilização das aspirações dos Palestinianos e dos Israelitas pelas potencias regionais e mundiais da época na defesa e expansão dos interesses próprios.

    E hoje, 60 anos depois, ainda há quem atire essas postas de pescada em blogs Nazis. Formatados como planeado pelos alfas. É preciso mais provas de tamanha mestria?

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  12. 5 Janeiro, 2009 15:32

    Parabéns ao Campeão de Inverno!!!
    Agora os restantes títulos ficam para os do costume.

    lol

    Abraço
    Tiago

    P.S. – vejam os escândalos: http://democraciaemportugal.blogspot.com

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  13. ChessPlayer permalink
    5 Janeiro, 2009 15:47

    se em vez de ocuparem o tempo a matar crianças, lhes ensinassem a jogar Xadrez, seguramente que elas (as crianças) quando forem crescidas…

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  14. F. Teixeira permalink
    5 Janeiro, 2009 15:51

    A “rua árabe” em Portugal, arrotou, p…ou-se e defecou.
    Ainda bem. A normalidade mantem-se neste deserto de ignorantes e pró-nazis.
    Amen.

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  15. Pi-Erre permalink
    5 Janeiro, 2009 15:54

    O EUROLIBERAL anda por aqui? E eu a julgar que o gajo estava em Gaza a ajudar os seus amiguinhos do Hamas, que bem precisa de voluntários com explosivos à cintura para atacar os judeus!…

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  16. Justiniano permalink
    5 Janeiro, 2009 16:09

    Euroliberal!
    Não sabia que o princípio democrattico exigia a atribuição do direito de voto a residentes no território de determinado Estado (pensava que se satisfazia com a atribuição do direito de voto a cidadãos)!! Desse prisma não devem existir Estados verdadeiramente democráticos!

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  17. 5 Janeiro, 2009 16:24

    Israel é, de facto um Estado Judeu e (tal não impede o que se segue) um Estado de Direito Democrático.

    A respectiva constituição – ou seja, não uma constituição formal e codificada, como a maioria das constituições dos estados europeus continentais, mas um acervo de Leis tidas como fundamentais e, em sentido material, constitucionais – consagra a democracia como método de escolha e de exercício do poder político, aceita e subordina o Estado ao princípio da Legalidade e consagra a separação dos poderes. Os direitos humanos são objecto quer da Declaração de Independência do Estado de Israel de 1948 (que, contudo não tem caracter jurídico-vinculativo), quer, sobretudo, da mais recente (e formalmente Lei) Lei de 1992 sobre a Dignidade Humana e Liberdade (suponho que é este o título). Nesta consagra-se expressamente o respeito e a aplicação dos direitos humanos, se bem que com uma espécie de margem de abertura que, tanto pode servir para os limitar, como para tornar paralela a sua aplicação israelita com a dos Estados ditos Ocidentais: deverão ser interpretados e aplicados de acordo com o “espírito do tempo”…claro que isto não impede que certas leis e estatutos jurídicos só se apliquem a judeus, mas não – pelo menos formalmente – aquilo que diz respeito à aplicação dos direitos humanos e respectivas garantias.

    Por outro lado, com mais ou menos limitações, há uma tradição institucional, jurídica de controle (judicial) e de legalidade do funcionamento das instituições.

    O facto de ser um Estado Judeu – segundo a doutrina afirmada em Israel – tem o mesmo sentido de se afirmar que o Portugal corresponde a um Estado Português, ou a França a um Estado Francês…quer dizer, é uma qualidade definidora da identidade do Estado, reportada ao conceito da (respectiva) nação.

    Estes traços permitem considerar-se Israel um estado de direito democrático, em termos reconduzíveis à tradição (seguida) europeia continental. Coisa diferente é discutirmos o “grau de intensidade” (material), em concreto, de Israel, enquanto Estado de Direito democrático.

    Uma coisa é certa: não são os estados, proto-estados e, naturalmente, os territórios ocupados pelos gangs da região que são democráticos! Nem se sujeitam ao princípo da legalidade! Nem à separação dos poderes, nem às garantias (mínimas ou mais alargadas) dos cidadãos!

    Nestes termos, é possível, numa lógica de Estados de Direito Democráticos falar-se a mesma linguagem com Israel; não me parece possível faze-lo com o gang do Hamas!

    Quanto a outros comentários de caracter anti-sionista, nazi, pró-legitimação-de-assassinos ou, simplesmente, de caracter estúpido, eles ajudam a caracterizar quem os faz ou adopta.

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  18. Anónimo permalink
    5 Janeiro, 2009 16:30

    Começo a pensar que o Euroliberal é o Daniel Oliveira

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  19. 5 Janeiro, 2009 16:31

    a credibilidade dos anti Israel e anti USA mede-se pelos ataques desvairados à sarah palin, pela “defesa” dos gays, do aborto, anticoncepcionais (só no mundo ocidental, claro!), tudo actos k são crime no mundo islâmico! Mas caladinhos e a tremer de medo para não chatear os ayatollahs! Fantasma das fatwas e do Theo van Gogh! Agora k esses gajos dos ayatollahs querem imitar Hitler e acabar com os judeus, põem-se ao lado deles: k se lixem os gays, aborto,etc., Mto credível, corajosa e coerente esta malta. Óptima para análise tb do dr. João Quinta.

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  20. 5 Janeiro, 2009 16:36

    PMF, creio k os árabes em Israel têm dto de voto e inclusivé deputados no Knesset.

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  21. 5 Janeiro, 2009 16:52

    O meu comentário antecedente (supra, nº 24), de facto, é feito sob reserva de possíveis correcções (que – acho eu – eventualmente, só poderão ser de pormenor), vindas de quem seja especialista nestas matérias político-constitucionais comparadas.

    Por outro lado ainda, de facto, agradço a chaamada de atenção supra, comentário 28 (Pi-Erre) para o texto de JPP: http://abrupto.blogspot.com/2009/01/falsa-equidistncia-e-irrelevncia-da.html — que subscrevo.

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  22. 5 Janeiro, 2009 16:53

    Sátiro (supra, nº 26)

    De facto, pelas minhas fontes, assim é!

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  23. 5 Janeiro, 2009 16:58

    Repito:

    O facto de ser um Estado Judeu – segundo a doutrina afirmada em Israel – tem o mesmo sentido de se afirmar que o Portugal corresponde a um Estado Português, ou a França a um Estado Francês…quer dizer, é uma qualidade definidora da identidade do Estado, reportada ao conceito da (respectiva) nação.

    Sublinho: – segundo a doutrina afirmada em Israel

    Além disso, será interessante recordar – para quem os ignora – quer os conceitos de Estado (povo, território e nação) quer (por outro lado, particularmente) de Nação. Qualquer manual básico de ciência política, de direito constitucional ou de direito internacional pode elucidar-nos…

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  24. 5 Janeiro, 2009 17:10

    9- irão a rir-se? Isso é piada do Zé Carlos? Estes preços do crude são um desastre para irão ( e tb Chávez, Rússia- k já desvalorizou o rublo n vezes para obter mais $$, e anda desesperada a chantagear com o gaz) em grave crise económica. Claro k o clã pró islâmico do público- habituado a censurar poligamia, lapidação d mulheres, crimes de honra,etc.,armados em progressistas – não ia dizer a verdade sobre os ayatollahs. Eurossarraceno: tal como Hitler, os maiores assassinos de judeus ( e Cristãos…) foram os maometanos. Há vários estudos históricos k provam isso ( Vasiliev, por ex., e o site “islão em acçao”)

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  25. 5 Janeiro, 2009 17:11

    A pedido de “O Sátiro”(24) aqui vai mais uma análise desses “Amigos dos Terroristas”,que são classificados como “Coisas”.

    As motivações dos “Coisas” são muito mais de ordem moral que metafísica. Eles definem-se, antes de mais, pelo temor de um líder antropomórfico, obrigados por um determinismo intemporal e, por conseguinte, senhores a cada instante dos seus actos e das suas respostas. Os “Coisas” sofrem, porque estão desvirtuados pelo uso excessivo do verbo, e já não conseguem obter a adesão dos leitores. O seu pensamento está constantemente voltado para uma exasperação moralista da noção de certo, levando-os a uma desconfiança profunda não só em relação ao mundo, como a eles próprios. São, literalmente, uns “pobres de espírito”, com tendências pedófilas.

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  26. 5 Janeiro, 2009 17:17

    Os árabes de Israel tem direito a voto. Mas “Estado de Israel” não governa só o território de Israel, e (com exepção de Jerusalém Oriental)os árabes dos territórios ocupados na Cisjordania não tem direito a voto para o parlamento israelita (e os colonos judeus que lá vivem têm).

    “O facto de ser um Estado Judeu – segundo a doutrina afirmada em Israel – tem o mesmo sentido de se afirmar que o Portugal corresponde a um Estado Português, ou a França a um Estado Francês…quer dizer, é uma qualidade definidora da identidade do Estado, reportada ao conceito da (respectiva) nação.”

    Não, porque os judeus não são uma nação, são um grupo étnico-religioso. Um português ou um francês de origem árabe são portugueses ou franceses (admito que já seja mais complicado se estivessemos a falar da Alemanha ou da Suiça); os árabes de Israel não passam a ser judeus.

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  27. 5 Janeiro, 2009 17:19

    “Eurossarraceno: tal como Hitler, os maiores assassinos de judeus ( e Cristãos…) foram os maometanos. Há vários estudos históricos k provam isso ( Vasiliev, por ex., e o site “islão em acçao”)”

    então porque é que os judeus portugueses e espanhóis fugiram (em grande parte) para os paises muçulmanos?

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  28. José Manuel permalink
    5 Janeiro, 2009 17:27

    PMF dixit “O facto de ser um Estado Judeu – segundo a doutrina afirmada em Israel – tem o mesmo sentido de se afirmar que o Portugal corresponde a um Estado Português”.

    Ora o judaísmo não é uma etnia mas sim uma entidade religiosa. Por isso existem judeus portugueses, espanhóis, americanos, brasileiros, etc. Um estado judeu é como se Portugal fosse um “Estado Católico”, com uma religião oficial de Estado (o que existiu durante vários séculos). Por isso um autraliano que tenha tido uma avó vagamente de religião judaica tem mais direitos em Israel do que alguém que viva no territória há 3 ou 4 gerações. Esta discriminação de origem étnico-religiosa é o mesmo princípio do Apartheid. Depois há o problema da confiscação arbitrária de casas e terras aos palestinianos para ser dada a emigrantes recém-chegados, nomeadamente em Jerusalém e noutros sítios. Para um blogue que defende tanto a propriedade privada é uma concepçã no minimo bizarra.

    A democracia pressupõe a existência de direitos de cidadania iguais, algo que não existe em Israel. Como resolver esta questão? Basicamente há duas soluções:
    a) dois estados separados, nos termos das resoluções da ONU (nomeadamente com o regresso dos refugiados às suas aldeias de origem, que Israel sempre se recusou a cumprir;
    b)um único estado, laico, não-religioso, com reconhecimento de direitos de cidadania iguais a todos judeus, muçulmanos e cristãos que habitem no território;
    Afinal se a classe política (Kadima/Likuud/Shimon Perez)que actualmente domina Israel não tivessem provocado a eliminação física de Rabin e boicotado as negociações com Arafat não estavamos nesta situação e o Hamas era de certeza menos relevante do que é actualmente.

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  29. 5 Janeiro, 2009 17:28

    Já agora, a respeito da conversa de “a única democracia da zona”, e o Libano?

    Não que eu ache que isso seja muito relevante: um Estado ser ou não democrático é relevante quando estamos a falar da forma com que esse estado trata os seus cidadãos; quando estamos a falar da forma com que esse Estado trata terceiros, o seu regime interno é irrelevante (uma analogia: imagine-se que o PMF é espancado na rua por um gang – faz-lhe alguma diferença se a decisão de o espancar foi tomada por votação dos membros do gang ou por decisão do chefe?)

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  30. ordralfabeletix permalink
    5 Janeiro, 2009 17:29

    “O facto de ser um Estado Judeu – segundo a doutrina afirmada em Israel – tem o mesmo sentido de se afirmar que o Portugal corresponde a um Estado Português”

    Imagine que agora o Putin e o Obama decidiam que para resolver o problema dos palestinianos decidiam criar o Al Garb, e corriam com os portugueses de lá. 15 anos depois os palestinianos, melhor armados conquistavam o Alentejo e o Ribatejo, que diziam eles há 10 séculos atrás eram povoados por muçulmanos.

    Os lisboetas emigravam para França e alguns refugiavam-se no Porto. Os palestinianos acabavam por conquistar as Beiras e fechavam as fronteiras. No Porto os Super Dragões liderados por Fernando Madureira começavam a enviar rockets para Coimbra, Viseu e Aveiro.

    Os palestinianos catalogavam todos os portugueses de terroristas. E bombardeavam Porto, Braga e Guimarães. E os blasfemos aplaudiam”.

    PS1: Aniquilem o Hams e o Hezbolah. Será que depois disso deixarão os Palestinianos terem o Estado a que (também) têm direito?

    PS2: O que é que as próximas eleições em Israel têm a ver com isto?
    (Por cá sobem-se as pensões e diz-se que vão baiar as taxas de juro; lá matam-se uns terroristas palestinianos)
    PS3: O que é que a transição de poder nos USA tem a ver com isto?

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  31. 5 Janeiro, 2009 17:34

    sobre as proezas islâmicas na História: no google “islame imagens, blogs e mais no wordpress”. Não consigo o link.

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  32. 5 Janeiro, 2009 17:51

    Duas afirmações polémicas no programa Opinião Pública,

    1ª – proferida por um participante “musico” :“não existiu holocausto”

    2ª – proferida por uma senhora que foi empregada de uma família judaica residente em França : “os árabes são a pior raça do mundo”

    O conflito que se vive hoje em Gaza tem, na minha opinião, um pouco destes tipo de sentimentos…

    http://www.ruadosabacho.blogspot.com

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  33. 5 Janeiro, 2009 17:53

    Ordralfabeletix certeiro !

    Mas os lisboetas a refugiarem-se no Porto, iam trazer alguns problemas, se levassem os NoNames.

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  34. 5 Janeiro, 2009 17:53

    36- está mto mal informado: os judeus fugiram para a Holanda e Alemanha de hoje, principalmente Hamburgo. Vêem-se por lá mtos nomes portugueses. Para os mouros é k não foram de certeza. Todos os não mouros- e os ateus então!- vivem em péssimas condições condições nos países islâmicos. Vejam as fotos e vídeos do blog totalitarismo e terrorismo islâmico e ficam estarrecidos. Na Arab Saudita e Omã há 1400 k não há igrejas: fora todas destruídas pela mafia maometana. Nos EAU há 2 ou 3 para os mais d 1 milhão d emigrantes explorados. Os mouros enfrentam a pena d morte se abandonarem o islão (tão a ver os tótós ateus em Portugal islâmico pendurados pelo pescoço?) etc.etc.etc. No blog há mais?

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  35. Mula da Comprativa permalink
    5 Janeiro, 2009 18:15

    Lá vai o cinto ser usado.Que as 72 virgens sejam mesmo virgens( e leva uma caizxa de viagra pá….)

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  36. 5 Janeiro, 2009 18:19

    Caro Euroliberal,

    desde quando é que os residentes num determinado país são razão para ter direito a votar?

    Desde quando é que uma República Parlamentar não é democrática só porque tem presos oposicionistas que querem derrubar o Estado?

    Será que a Espanha, a França, a Inglaterra, a Irlanda também não são países democráticos por terem idênticos oposicionistas presos?

    Regime de apartheid!

    Mas será que sabem do que estão a falar? Será que viveram na África do Sul, em alguns estados norte-americanos nos anos sessenta, ou na Sérvia?

    Mas existe algum estado palestino?

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  37. 5 Janeiro, 2009 18:24

    o cmtro anterior era para 34. Peço desculpa. 36:o islão, como hinduísmo, não é etnia. Então pq “países muçulmanos”? Pq baseados na sharia: poligamia, crimes de honra(???), proibição do álcool, carne porco, aborto, anticoncepcionais, sexo fora do casamento,etc.,etc,etc.. Estes,sim, sistemas mais k totalitários, com punições severas para quem não cumprir…

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  38. 5 Janeiro, 2009 18:32

    curioso como o euro sarraceno conta a História da Palestina há 4 mil anos. Chega ao séc VIII e diz k se converteram. Mas como? Foram assassinados pelos bandidos de Maomé k impuseram a ocupação pelas tribos nómadas já conquistadas. Como em todo o islão actual.

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  39. AFONSO DE ALBUQUERQUE permalink
    5 Janeiro, 2009 18:36

    Reparem bem:
    Aqui temos

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  40. 5 Janeiro, 2009 18:37

    MIGUEL MADEIRA (33 e 37)

    – A afirmação de que Israel é um Estado judeu, tendo o mesmo sentido de que o Portugal é o Estado português quer dizer, precisamente, isso mesmo. Ou seja, se bem entendi algumas fontes israelitas, a reconstrução do elemento nação – em termos político-jurídicos – como elemento integrante de um Estado (neste caso de Israel), fez-se a partir da pertença religiosa. No fundo, é um caminho para a construção (jurídico-política) de um conceito de Estado, no concreto, como qualquer outro. Este elemento é que é importante para que se estabeleça e possa gerir, subsequentemente á criação do estado, o vínculo jurídico da nacionalidade…. Foi este um dos elementos teleológicos que também foi guiou a declaração de independência de 1948.

    – Por outro lado, diz “imagine-se que o PMF é espancado na rua por um gang – faz-lhe alguma diferença se a decisão de o espancar foi tomada por votação dos membros do gang ou por decisão do chefe?”…pois não faz, a questão é que falta aí, na sua analogia, um elemnto essencial que partmite dizer-se que, no fundo, a analogia não é analogia, mas uma situação diferente: falta o elemento princípio da legalidade que pressupõe a existência e o primado do Direito. O que eu digo é precisamente que, apesar de tudo, Israel (ou, se quiser, o Estado judeu) ainda é um estado de direito, funcionando as respectivas instituições de acordo com princípio da legalidade! Claro que tudo isto terá que ser visto e analisado em concreto, no dia a dia dos cidadãos (judeus e não judeus), atendendo ao facto de se viver uma permaente situação de pré-guerra, ter-se-á que analisar em medidas concretas excepcionais a respectiva proporcionalidade ao que se afirma “constitucionalmente”….. senão acabamos a falar (aí concedo e não arrisco!) de cor.

    – PS – é claro, caro JOSÉ MANUEL (36), que “o judaísmo não é uma etnia mas sim uma entidade religiosa” (quer dizer, uma pertença ou qualidade religiosa); mas não é disso, tão linearmente, que estamos a falar, mas sim das construções político-jurídicas, como saberá, na medida em que invoca das resoluções da ONU!
    Além disso, não sei se é correcta a sua afirmação de que “um autraliano que tenha tido uma avó vagamente de religião judaica tem mais direitos em Israel do que alguém que viva no territória há 3 ou 4 gerações”. Sinceramente, teríamos que ver em concreto e fundamentar essa hipótese. Eu não estou certo disso, pelo menos assim, tão basica, automatica e linearmente, mas…. Por outro lado, se bem que todas estas “tortuosidades” (político-jurídicas – conceituais) da construção do Estado Israelita ou Judeu (como os próprios o apelidam), neste caso, nos sejam relativamente estranhas e deslizantes para uma perigosa confusão entre Estado e Religião (o ponto fraco, à luz dos nossos conceitos clássicos, do Estado de Israel como Estado de Direito Democrático), o facto é que podem ser critérios políticos tão viáveis e, nessa medida, á luz do Dt. Internacional, tão “respeitáveis” como outros.

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  41. 5 Janeiro, 2009 18:38

    “…O judeu, na perspectiva sionista, é sempre a favor do judeu, tenha ele ou não razão, seja ele o perseguido e massacrado ou o carrasco e ocupante…”

    Ó Euroliberal,

    Já ouviste falar de Finkelstein ou de Chomsky? Não achas que esses ( só para citar os mais conhecidos) lançam por terra (rectius, para o centro da Terra) a tua teoria segundo a qual “judeu protege judeu e mai nada”? Já agora, convém não (pretender) citar Kant e escrever , mais ou menos ao mesmo tempo, “ideossincrasia “; parece mal, até porque já há dicionários online disponíveis para evitar erros ortográficos desse talante. Já agora, explica aqui à plateia que raio é a “idiossincrasia europeia”? Na minha terra, “idiossincrasia” refere-se ao conjunto de características comportamentais de um indivíduo ou grupo – coisa que a Europa não é.

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  42. AFONSO DE ALBUQUERQUE permalink
    5 Janeiro, 2009 18:42

    Reparem bem:
    Aqui temos que receber quem aqui chegue sem sequer ser convidado e os amigos de esquerda islamo-fascista logo lhe providenciam cama,roupa e mesa por nossa conta.Lá na Palestina( e nos outros países muçulmanos)aquilo tem que ser tudo pureza étnica e religiosa…
    E reparem bem como os meninos conseguem transferir os seus problemas para casa dos outros…onde amizades são aos montes.
    Ser Português hoje o que quer dizer?Ainda por cima quando para acontecimentos infaustos escondem a cara dos meninos?É a eterna culpabilização dum povo que já se habituou aos pedidos de perdão e a andar com a margarina sempre na mão para que quem se quiser servir se cirva…

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  43. 5 Janeiro, 2009 18:43

    O Euroliberal quer dar a impressão de estar sempre a tomar conhecimento de alguma coisa. É a estranha preocupação de simular omnisciência. Recusa-se a aceitar que está atolado na ignorância e de cada vez que escreve algo, ficamos com uma sensaçãozinha de ladroagem. É assim um excelente indigente de serviço. O único termo que o define é em inglês: “blag”!

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  44. Luis Marques permalink
    5 Janeiro, 2009 18:48

    Tanta paixão, tanto fervor no debate… quem me dera que houvesse um milésimo desse fervor em relação aos Direitos dos pais em Portugal…

    Neste assunto de tanta gravidade os “reflexos condicionados pavlovianos” portucalenses são factuais, sadomasoquismo puro e duro…

    Neste assunto, dos Direitos dos pais e dos nossos queridos filhos, sim, o nobre povo luso “sentado nos seus sofás, de um modo ou outro, não adopta como premissa que isto não é, nem nunca será, não só legítimo, como concebível! É a lógica do “condenamos, mas…”.” Viva o sofá até que lhe aconteça o mesmo…

    Ai, pais… ainda não perceberam… somos os Tavóras, os pretos do apartheid, os judeus do “Endlösung” Nazi…

    Que Direito tem uma instituição de tirar ou “matar” um pai a uma criança?

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  45. Luis Marques permalink
    5 Janeiro, 2009 19:07

    Debate é sempre melhor: do que silêncio…. do que aceitar uma ignomínia aonde tacitamente todos viram a cara com uma total indiferença… indiferença a um sofrimento descomunal, injusto… a uma descriminação aberrante e abjecta da parte do pseudo estado de direito…

    O que se faz não é digno de uma República mas de uma Res Publica…

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  46. 5 Janeiro, 2009 20:18

    Os carcereiros preparam-se para massacrar os detidos nos campos de concentração,com mais prisioneiros do mundo.
    Depois de um levantamento contra as condições dos campos onde vivem cativos.
    É uma vergonha para a humanidade que tenta desculpar esta realidade.
    E para mim que sou Portugues um choque a reaçam de uma grande maioria do povo do meu país, que acaba por explicar porque nunca seremos uma nação prospera.
    jojoratazana

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  47. 5 Janeiro, 2009 20:20

    Os carcereiros preparam-se para massacrar os detidos nos campos de concentração,com mais prisioneiros do mundo.
    Depois de um levantamento contra as condições dos campos onde vivem cativos.
    É uma vergonha para a humanidade que tenta desculpar esta realidade.
    E para mim que sou Portugues um choque a reação de uma grande maioria do povo do meu país, que acaba por explicar porque nunca seremos uma nação prospera.
    jojoratazana

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  48. 5 Janeiro, 2009 20:34

    Ó Euroliberal, não é por muito regougares que a realidade muda.
    Vai-te f….!

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  49. Lidador permalink
    5 Janeiro, 2009 22:00

    “desde Einstein a Chomsky, eram (são) ferozmente anti-sionistas… ”

    Por acaso Einstein era sionista…na verdade chegou até a ser convidado para Presidente de Israel. Não aceitou, é verdade, mas o sionismo ( regresso a Sião, Jerusalém), sempre esteve inscrito na matriz cultural judaica.
    A frase, “para o ano em Jerusalém”, já era proferida centenas de anos antes de sequer existir islamismo.
    Na verdade, foram até os judeus de Medina que salvaram Maomé de ficar sem cabeça às mãos dos seus patrícios de Meca.
    Pagou-lhes à maneira árabe: uns anos mais tarde, liquidou-os quase todos.
    Boa gente!

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  50. 5 Janeiro, 2009 22:05

    “36- está mto mal informado: os judeus fugiram para a Holanda e Alemanha de hoje, principalmente Hamburgo. Vêem-se por lá mtos nomes portugueses. Para os mouros é k não foram de certeza. Todos os não mouros- e os ateus então!- vivem em péssimas condições condições nos países islâmicos.”

    De acordo com a wikipedia (que vale o que vale):

    «Following the 1492 expulsion from Spain, and the subsequent expulsions in Portugal (1497), these Jews, the nascent Sephardim, settled mainly in Morocco, the Ottoman Empire (modern-day Turkey, Greece, Southwest Asia, North Africa and Bosnia and Herzegovina), southern France, Italy, Spanish North America, (Southwest United States and Mexico), Spanish South America and the Philippines and Portuguese Brazil, as well as the Netherlands (whence a number of families continued on to the former Dutch possessions of Curaçao, Suriname and Aruba), England, Germany, Denmark, Austria and Hungary.»

    E, já para aí há uns 20 anos, vi um documentário sobre os descendentes dos judeus portugueses, em que efectivamente muitos tinham ido para a Turquia. Assim, quando você diz “Para os mouros é k não foram de certeza”, é a mesma coisa que dizer “dêem-me um fardo de palha que tenho fome”.

    “Todos os não mouros- e os ateus então!- vivem em péssimas condições condições nos países islâmicos.”

    Para a questão, o que interessem não é se vivem, mas sim se viviam (há uns séculos atrás) – basta comparar a sobrevivência de minorias cristãs no Egipto, no Libano, no Iraque, na Palestina, na Bósnia, na Albãnia (ou mesmo a manutenção de maioria cristã na Grécia, na Bulgária, etc) com a inexistencia de minorias muçulmanas de origem (isto é, não me refiro a imigrantes) em Portugal, Espanha, Sicilia, etc, para concluirmos que os outros “infiéis” (pelo menos os “abrahamistas”) não eram muito mais maltratados no mundo islamico do mundo ocidental medieval.

    Alías, posso estar errado, mas até suspeito que, até 1948, haveria mais judeus no mundo árabe do que na Europa ocidental.

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  51. Euroliberal permalink
    5 Janeiro, 2009 22:19

    Lidador, vá ao Google e encontrará montes de refrências de Einstein aos crimes do sionismo, de que ele, como judeu, se envergonhava… Senão porque é que não aceitaria o ”
    prestigioso” cargo de Presidente de Israel ? E não é o aspecto de regresso a Sião de alguns judeus que é criminoso, mas o que isso implicou em concreto em 1948: a limpeza étnica nazi-style do povo autóctone. É esse sionismo que a gente decente, judaica ou não, como Einstein denuncia com veemência…

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  52. 5 Janeiro, 2009 22:21

    “a reconstrução do elemento nação – em termos político-jurídicos – como elemento integrante de um Estado (neste caso de Israel), fez-se a partir da pertença religiosa.”

    Ou seja não importa de onde vêm, desde que pertençam a uma determinada matriz religiosa.

    Imaginemos os mormons ou os hamish nos USA. Porque não se cria um Estado para eles. Como no Utah e na Pensylvannia não dá jeito que tal o Alentejo para os Hamish e Trás os Montes para os mormons?

    Claro que é preciso correr com os autóctones mas eles são poucos e depois é só citar aquele poema do Guerra Junqueiro que tem inundado a caixa de comentários.

    Caro PMF,agora sem a ironia mirandesa: Toca num ponto essencial. A tragédia da criação do Estado de Israel. Que foi necessária para resolver um problema mas acabou por criar um bem maior.

    É que o problema não se resume ao Hamas. Nem ao putativo apoio que bloquistas e arrastões lhe possam dar.

    A questãoi da Palestina é a gasolina que alimenta o fogo do terrorismo islâmico. Por cada morto em Gaza milhares de árabes odiarão ainda mais os USA que bloqueiam qualquer condenação de Israel no CS da ONU. Desses milhares alguns acabarão numa qualquer escola de talibans. Um deles será um bombista. E o ciclo perpetua-se.

    A melhor maneira de extinguir o terrorismo não será cortar o combustivel que o alimenta e nos consome?

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  53. Pi-Erre permalink
    5 Janeiro, 2009 22:21

    Ó Ratazana 60,

    Deixa lá, não te massacres tu com isso.
    Então não sabes que os teus amigos do Hamas já disseram que Gaza seria o cemitério dos Israelitas. Então, se acreditas nos teus amigos, não te mortifiques com isso. Deixa-os trabalhar…

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  54. Zenóbio permalink
    5 Janeiro, 2009 22:30

    Alguem afirmava que os palestinianos montaram um espectável da morete em proveito próprio, mas querem melhor aproveitamento do espectáculo da morte que o merchandising do holocausto? A chantagem sobre a Europa a propósito dos terríveis acontecimentos de há 65 anos, continua a dar frutos. Cada vez que um país europeu tenha ser imparcial, logo aparece o Lóbi judeu a ameaçar.
    Tantos anos depois, a morte de milhões de judeus não foi em vão – continua a gerar lucros.

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  55. 5 Janeiro, 2009 22:31

    “Chega ao séc VIII e diz k se converteram. Mas como? Foram assassinados pelos bandidos de Maomé k impuseram a ocupação pelas tribos nómadas já conquistadas. Como em todo o islão actual.”

    Em nem percebo muito bem o que o Sátiro quer dizer. Mas, se quer dizer que as populações locais dos territórios conquistados pelos árabes foram massacradas e substituídas por árabes, isso é impossível.

    Basta pensar um bocadinho:

    – as regiões agrícolas (como a Palestina, Líbano, Síria, Mesopotâmia, Egipto, a parte do Magrebe mais ao pê do mar) têm densidades populacionais muito maiores do que as que vivem da pastorícia nómada (como a Arábia)

    – além da menor densidade populacional, a Arábia é relativamente pequena, comparada com os territórios conquistados

    – os Árabes conquistaram o Médio Oriente e Norte de África em menos de 100 anos (o islamismo terá sido fundado em 622, e em 711 os “mouros” entravam na Península Ibérica).

    Vendo isto tudo, seria possível os árabes terem massacrado as populações conquistas e substituído-as por árabes, em apenas 90 anos? Completamente impossível – a diferença populacional era brutal (não me admirava nada que as tribos da Arábia fossem para aí 5% da população do “império árabe”).

    Além disso, como explica o Sátiro que (pelo menos, no tempo do mandato britânico) cerca de 10% dos palestinianos sejam cristãos orientais, senão sendo descendentes de pessoas que já lá estavam antes da conquista islâmica (se fossem cristãos latinos, ainda poderia argumentar que tinham sido convertidos ao cristianismo durante as Cruzadas, mas cristãos orientais de certeza que são do tempo do Império Bizantino)?

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  56. 5 Janeiro, 2009 22:37

    “E, já para aí há uns 20 anos, vi um documentário sobre os descendentes dos judeus portugueses, em que efectivamente muitos tinham ido para a Turquia.”

    E nunca o Sátiro ouviu falar das comunidades judias da Bulgária, ou de Salónica na Grécia (dos quais muitos até aproveitaram a origem espanhola para poder ir para Espanha durante a II Guerra)? Quem pensa que governava esses territórios quando eles para lá foram (pista: não eram cristãos ortodoxos)?

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  57. José Manuel permalink
    5 Janeiro, 2009 22:49

    Importantes Rabis judeus ortodoxos e hassiditas condenam o sionismo como doutrina herética relativamente aos fundamentos do judaísmo.

    Ver aqui:
    http://www.jewsnotzionists.org/opposed.html

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  58. 6 Janeiro, 2009 00:12

    Pi-erre
    Estás aprovado és um bom e competente carcereiro mas neste campo de concentração em pé de guerra vais ter de entrar lá dentro para restabeleceres a ordem,pode ser que fiques lá mortinho ó Israelitasinho terrorista .
    JOJORATAZANA

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  59. 6 Janeiro, 2009 00:58

    Caro Euroliberal,

    Pela enésima vez, factos em vez de paleio:

    1- Tratado de San Remo(1920)

    “The High Contracting Parties agree to entrust, by application of the provisions of Article 22, the administration of Palestine, within such boundaries as may be determined by the Principal Allied Powers, to a Mandatory, to be selected by the said Powers. The Mandatory will be responsible for putting into effect the declaration originally made on November 8, 1917, by the British Government, and adopted by the other Allied Powers, in favour of the establishment in Palestine of a national home for the Jewish people, it being clearly understood that nothing shall be done which may prejudice the civil and religious rights of existing non-Jewish communities in Palestine, or the rights and political status enjoyed by Jews in any other country.”

    Percebeu? Não era uma “colónia” britânica, foi um território colocado provisoriamente sob administração britânica, para nele ser constituído um Estado judaico.

    2- Resolução 181 da Assembleia Geral da ONU – 1947( o texto pode ser consultado em http://www.yale.edu/lawweb/avalon/un/res181.htm)

    Como perceberá se a ler, prevê-se a criação de DOIS Estados, um ÁRABE e um JUDAICO

    3- A NAKBA de que passa o tempo a falar ( o êxodo das populações árabes) foi provocada pela agressão árabe ( os líderes árabes aconselharam, aliás, as populações a “desampararem a loja”; para poderem resolver o “problema sionista”), e agravada pela recusa árabe, na conferência de Lausane (1949) da proposta israelita de aceitar o retorno imediato de 100 000 refugiados.

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  60. 6 Janeiro, 2009 01:06

    Ó Euroliberal

    Justiniano não andou por aí a dissertar sobre o “princípio democrático” ( na verdade, era um déspota, e naquele tempo – séc. VI DC – a democracia não era um conceito muito conhecido…) – ele só mandou codificar leis!!!

    Haja lata!

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  61. Euroliberal permalink
    6 Janeiro, 2009 01:22

    Ó João, julga que está a falar com um burro neoconeiro ? Então deixe-se de argumentos imbecis. Você julga que a Palestina era como um apartamento vago que podia ser ocupado por qualquer um ?

    A Palestina era e sempre foi uma terra densamente povoada por um povo semita estável (os palestinianos, que já foram maiorirariamente judeus, depois cristãos e, hoje, muçulmanos) HÁ MILÉNIOS ! Milénios, percebeu ? Não era uma casa da Joana, estava lá um povo inteiro e continuará a estar, após o aniquilamento da besta nazi-sionista. O POVO PALESTINIANO QUE NUNCA pôs a sua Pátria à venda !

    E depois você é completamente ignorante em direito internacional, meu caro ! Esse tratado de 1920 (que nem sequer fala de ocupação sionista mas de que alguns judeus poderiam ir para a Palestina unida e multicultural NÂO FOI assinado pelos palestinianos, único povo que podia decidir sobre a sua terra !) é irrelevante. Os outorgantes não tinham qualquer poder para “dar” terras que não lhes pertenciam. A declaração Balfour é também completamente irrelevante ! Só faltava que uma simples declaração de um ministro britânico vinculasse os palestinanos e decidisse soberanamente o futuro da sua Pátria !

    Se eu celebrar com um amigalhaço um contrato em que acordamos que a sua casa, João, passa a a ser minha, você reconheceria esse acordo como vinculante e ceder-me-ia a sua casa ? Não, pois não ? Então por que razão acha que os palestinianos o deveriam fazer ? O mesmo se diga das resoluções da ONU (Na altura só tinha cerca de 40 membros, quase todos ocidentais). O direito internacional da descolonização PROIBE que uma descolonização a favor de outro povo que não o colonizado (e mandato britânico significa colónia britânica…) e proibe ainda alterar as fronteiras colonias com divisões artificiais sobretudo a favor de estrangeiros ! A ilegalidade da Nakba (um crime contra a Humanidade) é flagrante e será reparada pelo aniquilamento militar dos aventureiros nazi-sionistas.

    Você sabe que desde 1945, as limpezas étnicas e as guerras de agressão (todas as que não são de legítima defesa, como a do Hamas contra “israel”) SÂO CRIMES DE GUERRA PUNIVEIS COM A FORCA ?

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  62. 6 Janeiro, 2009 01:27

    «os líderes árabes aconselharam, aliás, as populações a “desampararem a loja”; para poderem resolver o “problema sionista”»

    Até agora, ainda não foi produzida nenhuma prova que tal conselho tenha existido. Quase todas as provas recolhidas são em sentido contrário (p.ex., emissões de rádio árabes e comunicados do “Alto Comissariado Árabe” a criticarem os “cobardes que fugiam”)

    Mais provas em sentido contrário:

    – a respeito de a Irgun ter confirmado as noticias que no massagre de Deyr Yassin teriam morrido quase 300 pessoas (quando afinal foram poucas mais que 100), alguns dirigentes da organização disseram que foi porque lhes interessava também inflacionar os números, para levar os árabes das outras localidades a fugir. Assim, pelo menos a Irgun (antepassada do Likud) reconhece que, da parte dela, houve a intenção de levar à fuga dos árabes

    – segundo o livro “Oh, Jerusalém”, havia (de ambos os lados) a mania de telefonar a pessoas da outra etnia fazendo ameaças para as levar a fugir; até é dado o exemplo dos soldados judeus que tinham sido encarregues de assustar Kathy Antonious (viuvá do historiador George Antonious, e figura importante da alta sociedade árabe cristã de Jerusalém) e nunca conseguiam, porque o telefone estava sempre impedido! Ou seja, pelo menos em Jerusalém houve uma politica de assustar os árabes para os levar a fugir

    – o livro Exodus, de Leon Uris: é uma obra de ficção e entusiasticamente pró-sionista. Mas até esse livro fala da politica de destruir as aldeias árabes que davam apoio às milicias do Mufti. É verdade que destruir uma aldeia não é expulsar os seus habitantes da Palestina (eles poderiam ir para uma aldeia vizinha), mas uma politica sistemática de destruição de aldeias leva, na prática, a uma expulsão da população (afinal, ao fim de algum tempo, já não há local paras ir)

    Finalmente, vamos pensar em termos de cui bono?, quem ganha?

    Que interesse teriam os exércitos árabes numa fuga da população árabe? Basicamente, nenhum – ter populações em fuga pelas estradas, em sentido contrário ao deles até os iria atrapalhar nos seus movimentos. E nem haveria grande vantagem em poderem combater mais à vontade – afinal, os cidades e colonatos judeus tinham pouca mistura com as localidades árabes (e, de qualquer forma, não são os pró.israelitas que estão sempre a dizer que os árabes não se preocupam com as baixas dos seus civis?)

    – Pelo contrário, os israelitas tinham um claro interesse na fuga dos árabes. É só fazer as contas: segundo a ONU, havia mais de 700.000 refugiados árabes em 1949. Israel tinha cerca de 800.000 habitantes em 1948; atendendo a que uma pequena minoria árabe permaneceu em Israel, isso quer dizer que, se os refugiados não se tivessem refugiado (passe a redundância), Israel em breve teria sido mais um estado árabe no Médio Oriente.

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  63. Euroliberal permalink
    6 Janeiro, 2009 01:28

    O Justiniano a que respondi é o nick de um comentador, não do Imperador de Constantinopla que mandou compilar o Corpus Juris Civilis. E democracia é ONE MAN, ONE VOTE. Se um grupo de cidadãos é privado desse direito para transformar artificialmente minorias em maiorias, não temos D E M O C R A C I A. Temos D I T A D U R A apartheidesca. Percebido assim ?

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  64. Euroliberal permalink
    6 Janeiro, 2009 01:34

    Silence is Complicity

    We’re All War Criminals Now

    By Joe Mowrey

    The United States and Israel, two of the world’s most celebrated so-called democracies, are in reality rogue militarized nations engaging in collective punishment, torture, wars of aggression and criminal foreign policies which flagrantly disregard even the most basic concepts of fairness and human decency (…)

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  65. Já Volto permalink
    6 Janeiro, 2009 02:38

    “irão a rir-se? Isso é piada do Zé Carlos?”

    Piada?
    🙂

    Desta vez o Alfa Irão (com a ajuda da Russia, Alfa da Ucrânia) está a bater aos pontos o Alfa EUA. Não que tenham combinado entre eles. Foi um feliz acaso.

    A Rússia, a par com o Irão viram os preços da energia cair a pique até 26 de Dezembro onde andava à volta dos 40 dólares barril (FTSE) com tendência de descida.
    Pouco antes disso a Rússia mexia-se com o que podia fazer. O pretexto estava lá… propositadamente à espera: a Ucrânia. É um dos instrumentos que a Rússia tem à disposição para destabilizar o mercado e com isso (ajudar a) aumentar os preços da energia ou a travar a descida. Nunca resolvem definitivamente o tema porque é do seu interesse que esse instrumento fique disponível. É um investimento valioso os 200 euros de saldo que beneficia a Ucrânia na compra do gás Russo. O timing era o ideal: ano novo vem aí. Dizia o Medvedev alto e bom som que se após o corte de fornecimento de gás à Ucrânia esta desviasse ou boicotasse o abastecimento Russo à Europa os Russos pegavam no martelo e a Ucrânia ia sentir o destino da Georgia. O preço do petróleo começou a suavizar a descida. O discurso aumentou de volume ao ritmo das ameaças cada vez mais agudas. O mundo levantou o sobrolho para a questão. O preço oscila na corda bamba.

    Entretanto o Irão percebe a oportunidade. A data de fim do cessar fogo na Palestina estava perfeito. O pretexto estava lá: O cerco, as eliminações cirúrgicas de elementos do Hammas pela Mossad. Estava na hora de pôr os puppies em acção. Dia 1 após o cessar fogo começam os lançamentos de mísseis (fogo de artificio?) por parte do Hammas. A armadilha estava lançada.
    Os EUA mordiam o isco? Valia a pena a tentativa já que com um presidente tão pouco inteligente e uma administração minada de pessoas que só aconselham o que o presidente quer ouvir podia ser que pegasse. O preço do petróleo começa a oscilar fortemente, desta vez com tendência de subida, após seis meses a descer. Sorriso a oriente. Os mísseis passam de 10/20 por dia para 60! Era preciso mais, era preciso uma reacção verdadeiramente forte por parte de Israel. Era preciso por o mundo a olhar para lá. O petróleo estava a 42 dólares depois de ter parado de descer nos 40 com a manobra da Rússia na Ucrânia (mínimo de 38 antes de tudo isto).

    Israel começou os bombardeamentos aéreos a Gaza.

    Aposto que nesta altura o Obama percebeu tudo. Por isso calou-se.
    Sarkozy e Burroso (n é gralha), que são muito mais “sharp” do que parece(m) perceberam tudo também. O primeiro arregaçou as mangas e fez-se à estrada com o apoio do segundo. A Europa tem de tentar evitar a nova subida do crude.
    Quem percebeu logo tudo e a nova oportunidade caída do céu foi Moscovo. Ficou calada uns 2 ou 3 dias a ver se os tontos mordiam o isco. Afinal a mestria dos tontos a ocidente teve um intervalo de 8 anos e ainda não tinha acabado. Será que iriam cair assim tão facilmente? Silêncio. Expectativa. Pelo sim pelo não reforçam a pressão no pipeline do norte e quase que encorajam a Ucrânia a roubar (desviar) parte do gás que vai para a Europa. Estava tudo no sítio. Estava tudo montado.

    A cada dia que passava o petróleo fecha o dia com o preço um pouco mais alto.

    Dá-se a invasão terrestre e há sorrisos em todos os líderes cujos países exportam petróleo.

    Há aqui uma dupla vitória por parte do Irão e mesmo da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, principalmente o Dubai que está afogado e em perigo de ver a economia resvalar fortemente por causa dos investimentos desastrosos que por lá se têm feito.
    Por um lado o bendito petróleo deixa de ver o seu preço descer e começa, dia após dia, a subir até chegar aos 46 dólares.
    Por outro (e aqui não deixa de ser de mestre) usa-se a formatação dos seus próprios puppies (sunitas e xiitas) para berrar baixinho contra a “invasão” do opressor. Mas apenas no melhor estilo de hollywood. Fica-se bem na fotografia perante o próprio povo que grita assassinos aos Israelitas. Usa-se ainda a formatação feita ao mundo ocidental pelos EUA/Inglaterra/Israel de modo a que essa parte do mundo apoie Israel. Aqui entra este blog (blasfémias) por exemplo.

    Como eles devem estar a esfregar as mãos de contentes ao ver os PMF e jcd deste mundo a trabalhar para eles. Tanto pateta a ser usado com tanta mestria que, goste-se deles ou não – e eu não gosto nada, tem de se lhes tirar o chapéu.

    Percebe PMF o serviço que está a prestar ao seu “inimigo”? Essa xenofobia vem-lhes mesmo a calhar.

    Entretanto a Rússia deixa de falar agressivamente e passa a falar em tribunais na questão da Ucrânia (mas alguma vez a Rússia fala de tribunais?). É do seu interesse deixar arrastar a questão do gás.

    Sem ninguém ter telefonado a ninguém, sem a NSA ter ouvido qualquer conversa o alfa mais ocidental caiu na armadilha. O Obama está contente. Silêncio até à semana de dia 20.

    Quando finalmente os gráficos mostrarem os verdadeiros custos desta guerra para os EUA estes vão puxar a coleira ao puppie do porta aviões do middle east.
    O dia 20 aproxima-se rápidamente. Obama sorri.
    Obama toma posse, a guerra pára porque a administração cessante puxou a coleira. O petróleo desce. Obama pega num plano de paz com base noutro qualquer e faz um esforço para apaziguar a coisa um pouco mais a prazo.
    O mundo olha para Obama com expectativa. Começa o seu mandato como o salvador da opressão para os Islâmicos e como salvador do aumento do preço do petróleo para os ocidentais. Uma win-win situation.

    Os aliados olham-no com admiração, os adversários e “inimigos” também. Ele não fez nada. Só geriu o silêncio.

    O Alfa do ocidente está de volta. Os a oriente sabem-no. Todos de volta à economia.

    (Tudo isto debaixo do nariz do PMF e jcd cegos e usados na sua intolerência e xenofobia plantada e na seu orgásmico auto convencimento de inteligência. Puppies.)

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  66. 6 Janeiro, 2009 02:44

    Ó Euroliberal,

    Vamos lá por partes:

    1- Em 1919, foi criada uma coisa chamada SDN ( já deve ter ouvido falar…), que era uma organização internacional de vocação universal.
    2- Quando acabou a I Guerra Mundial, houve necessidade de determinar para onde iam a s “sobras” do imperio Otomano.
    2- Para tanto, a conferência de San Remo atribuiu a administração do “mandato da Palestina” à Inglaterra, em obediência ao disposto no artigo 22º da SDN, com um objectivo preciso – estabelecer um Estado judaico; tal estabelecimento não podia por em causa direitos religiosos e civis de outras populações.
    3- Devo lembrar-lhe a SDN foi a organização internacional que antecedeu a ONU.
    4- A SDN deixou de existir em 1946; o “mandato da Palestina” ( a que a Inglaterra, entretanto, já tinha amputado a Transjordânia, constituindo aí o reino da Jordânia) passou para a “órbita” da ONU.
    5- A resolução da AG da ONU já citada previu a divisão do mandato em duas áreas, uma para criação de um Estado árabe, outra de um Estado judaico. Os judeus aceitaram, os árabes ( os “palestinos” e os outros) não.
    6- Não existia qualquer “colónia” britânica, mas sim um mandato, conferido por um “corpus” de Direito Internacional, pelo que não há que falar em qualquer “direito de descolonização”
    7- diga-me lá , em qualquer caso, qual é o tal “direito da descolonização” que refere a proibição de “descolonização a favor de outro povo que não o colonizado”.
    8- Aliás, já que percebe tanto de Direito Internacional, sabe-me dizer a diferença entre um mandato Classe A e um mandato classe B? Já agora, no âmbito do sistema da carta, qual o regime aplicável aos territórios sob mandato?
    9- Já agora, e para refutar os meus argumentos imbecis, diga-me lá se , previamente à carta da ONU,se era lícito aos EUA ou à URSS( por exemplo),face ao Direito Internacional então vigente, recorrer à guerra e anexar territórios?
    10- a situação do “acordo com o amigalhaço” chama_se venda ” a non domino”,e a não ser que configure a venda de bens futuros, é obivamente inválida – por aplicação do direito civil português.Ó eemplo não é transponível para a ordem jurídica internacional.
    11- Para sua informação, os árabes israelitas – isto é, pessoas que NÂO SÃO judeus( não sei se sabe, mas existem…) têm direito a voto e assento parlamentar; há juízes árabes no supremo tribunal de Israel; o direito a absoluta igualdade perante a lei, independentemente de sexo ou religião, está assegurado pelas leis fundamentais de Israel, e nomeadamente pela declaração de independência.

    ( já me aptece tirar citações do “programa do Aleixo”)

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  67. 6 Janeiro, 2009 03:26

    Caro Miguel Madeira,

    Obviamente que os árabes não fugiram todos ao som da “sereia” dos exércitos árabes- mas há evidência bastante que os “avisos” e os “convites” foram proferidos. Benny Morris, (” The Birth of the Palestinian Refugee Problem, 1947-1949″)reconhece a importância da “pressão árabe” no êxodo, sobretudo após a declaração de independência de Israel, em conjunção com outros factores ( ataques israelitas, combates, medo de combates). Quanto ao “Exodus”, há-de convir que é um mero romance ( e, ademais, apologético). A outra obra que cita ( Oh Jerusalém) limita-se a descrever episódios da guerra da independência ( lembro-me vagamente do episódio dos “comboios” para Jerusalém e da descrição dos “Davidka”), mas também não me parece de grande utilidade para o efeito.

    No que se refere às suas contas , conheço a célebre “contagem” – mas a mesma já foi denunciada como representando uma “fraude”, já que há provas evidentes de influxo de árabes provindos de outras regiões, nos anos conturbados que vão de 1946 a 1949, e porque a mesma nega algo de evidente: é que a decisão de partição se baseava num mapa sinuoso, e que incluía áreas no Estado judaico ou árabe, consoante a preponderância demográfica. Mas, aos 700 000, voltamos adiante.

    É claro que os árabes tinham interesse em ter os locais desimpedidos – não digo as unidades irregulares, mas os exércitos regulares ( o sírio, o egípcio, o iraquiano e, sobretudo, a legião árabe da Jordânia)tinham todo o interesse. Nessa altura, eram eles que detinham capacidade para guerra convencional, e não os israelitas.

    Também não é líquido que os locais de implantação fossem assim tão distantes.Já não falo de Jerusalém, mas basta apontar Tel-Aviv e Haifa.

    Se os judeus tinham interesse em que os árabes fossem embora? Certamente que sim. O objectivo do sionismo (sobretudo, a partir de 1910 e, mais, expressivamente, assim que Ben Gurion vai assumindo o controlo da “Yshuv”) foi sempre o do estabelecimento de um Estado maioritariamente judaico. Que implantaram uma política de larga escala, tendente a expulsar árabes? Definitivamente, não.

    Um problema recorrente quanto a esta questão é a do êxodo palestiniano – mas, durante os anos 50 e 60, Israel teve de absorver judeus provindos de todo o Médio Oriente, que foram (esses sim) sujeitos a um verdadeiro regime de terror (Iraque e Iémen tiveram as suas comunidades completamente esvaziadas). Esses “espoliados”, já não contam? Ou não convém que entrem nas contas?

    Voltando agora às contas -Israel absorveu alguns milhões de habitantes, durante a sua primeira década de existência. Não seriam os 700 000, por si só, que representariam a modificação do equilíbrio demográfico. Só ainda não percebi ( e talvez alguém me possa explicar) por que diabo não foi aceite o regresso imediato de 100 000 refugiados, em 1949 – É que, quanto aos judeus expulsos dos territórios que ficaram sob domínio árabe ( por exemplo, na faixa de Gaza), também ninguém fala. Por que será?

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  68. 6 Janeiro, 2009 03:32

    #65; #70: informações deturpadas é o que mais há por aí.
    Tb há documentários sobre os judeus “portugueses” na Flandres, Holanda e Hamburgo-até passam de vez em quando na RTP, com visitas a cemitérios com placas com nomes judeus-portugueses.

    só o facto de acreditar na boa recepção dos judeus em apaíses islâmicos dá uma ideia bem concreta da errada consciência histórica do relacionamento que tem entre as comunidades.

    A expansão do islão foi sempre sanguinária! Há imensos estudos sobre isso, já referi alguns.

    Mas deixo-lhe um “site” que resume de forma contundente as atrocidades da seita- que se mantêm hoje, são mera continuidade:

    http://ossamabladen.googlepages.com/islaoaccao

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  69. 6 Janeiro, 2009 03:44

    #81- A Rússia atravessa uma grave crise financeira (não é só por causa do Adamovich…é um exemplo).
    Tenho posts sobre isso:

    http://mentesdespertas.blogspot.com/2008/12/rssia-crise-financeira.html

    E este mais completo com base num artigo do JN de um competente economista USA:

    http://mentesdespertas.blogspot.com/2008/10/putin-e-potncia-rssia.html

    Quanto ao Irão, nem é preciso perder tempo: se precisam tanto de energia nuclear para “fins pacíficos” e pq o petróleo não chega para nada!
    E não chega mesmo: a crise é de tal ordem que os ditadores Ayatollahs nem querem reconduzir o Amahdineja ou lá com se escreve…

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  70. 6 Janeiro, 2009 09:56

    83:”mas, durante os anos 50 e 60, Israel teve de absorver judeus provindos de todo o Médio Oriente, que foram (esses sim) sujeitos a um verdadeiro regime de terror (Iraque e Iémen tiveram as suas comunidades completamente esvaziadas)”

    http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Immigration/ezra.html

    http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Immigration/carpet.html

    Pela descrição da Jewish Virtual Library (publicada pelo American-Israeli Cooperative Enterprise), a saida dos judeus do Iraque e do Iemen parece ter sido voluntária, não uma “expulsão”.

    No caso do Iraque, parece que o problema das autoridades iraquianas até era o contrário: terem saido muito mais judeus do que eles esperavam e terem chegado a recear que muitas instituições entrassem em colapso pela saida dos judeus.

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  71. 6 Janeiro, 2009 09:59

    Já Volto (81)

    Brilhante teoria da conspiração. Vamos, então, aguardar pelo dia 20 a ver em que é que as modas param. De resto, guardarei o seu comentário para, depois do dia 20, verificarmos, ou não, da sua assertividade…

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  72. 6 Janeiro, 2009 10:07

    “#65; #70: informações deturpadas é o que mais há por aí.
    Tb há documentários sobre os judeus “portugueses” na Flandres, Holanda e Hamburgo-até passam de vez em quando na RTP, com visitas a cemitérios com placas com nomes judeus-portugueses.”

    Se só 3 familias judias tivessem sido expulsas de Portugal, essa informação seria relevante (se uma tivesse ido para a Flandres, outra para Hamburgo e a outra para Holanda, claro que nenhuma teria ida para um país muçulmano). Como sairam de Portugal mais de 3 familias (e ainda mais de Espanha) o facto de umas terem ido para a Holanda ou para Hamburgo não invalida que outras tenham ido para Marrocos ou para o Império Otomano.

    Por exemplo, o Sátiro nega que a comunidade judia de Tessalonika (ou Salónica) era composta maioritariamente por judeus expulsos de Espanha?

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  73. joao permalink
    6 Janeiro, 2009 10:14

    Ó Euroliberal

    1- Como diria o Zeca Afonso, “o que faz falta é animar a malta” – mas não com pantominices. Continuo à espera que me responda às questões, já que percebe tanto de Direito Internacional (não sei se sabe, mas é como a rotunda da Boavista: não tem nada a ver com a “sharia”)

    É engraçado como se muda a conversa quando não se percebe nada do assunto. A distinção entre “mandato ” e “colónia” não é uma “subtileza jurídica”. Uma “colónia” é uma comunidade, essencialmente não autónoma, e as mais das vezes sem personalidade jurídica; algumas delas são sujeitos de Direito Internacional ( Colónias autónomas), com base territorial e autonomia no que respeita à organização interna, mas em princípio sem soberania. O Pacto da SDN reconhecia (artigo 1º) a subjectividade internacional. Persiste hoje um exemplo- as Bermudas.
    Os mandatos foram uma especifidade introduzida na ordem internacional pelo Pacto da SDN, e referiam-se a territórios subtraídos ao Império Otomano e à Alemanha, no final da I guerra mundial. Tratava-se de entidade infra-estadual de base territorial, destituída de base territorial, sendo a sua administração cometida a um determinado Estado, o qual ficava subordinado, na sua actuação, a certos deveres de conduta (cfr. artigo 22º do Pacto). Já agora(porque, se fico À espera da sua resposta, torno-me velho e encarquilhado) existiam três tipos de mandatos ( “a”, “b” e “C”), sendo que, no sistema do Pacto, apenas o primeiro (“a”) era configurado como conducente à independência.
    2- A qualificação que empresta a Balfour ( que, por sinal,à data da dita “declaração” não era ministro…) demonstra que o Euroliberal, para além de anti-semita e tipo de poucas letras, é também homofóbico -diga lá: para além dos sionistas, você também mandava para a fogueira os panascas, não?
    3- Ben-Gurion não escrevia em alemão ( se é isso que pretendeu insinuar com o “arabarein” – na verdade, o neologismo, em alemão, seria “arabenfrei).
    4- Já deu para entender que percebe tanto de Direito como eu percebo da cultura hidropónica de tomates e demais legumes polpudos.
    5- citando o “programa do Aleixo”
    6- Já agora, diga lá o nome da obra de Ben-Gurion ( editora, data de publicação) onde se defendem essas teses obscuras

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  74. 6 Janeiro, 2009 10:48

    84 – “A expansão do islão foi sempre sanguinária! Há imensos estudos sobre isso, já referi alguns.”

    A expansão do Islão para a Malásia e Indonésia foi relativamente pacifica, mais por influência dos comerciantes árabes que lá iam (e dificulmente poderia ser de outra maneira, já que não havia nenhum pais muçulmano ao lado para as conquistar). Não que isto tenha grande relavancia, mas a partir do momento em que o Sátiro começa a usar advérbios(?) como “sempre”…

    E isto pretendia ser uma resposta ao quê? ao meu argumento que era matematicamente impossivel (até pelo diferencial demográfico) as populações do Magreb, do Egipto e do Crescente Fértil terem sido massacradas e substituidas por tribos da arábia?

    Mas nem precisamos de ir aos tais calculos de densidade populacional. Basta ver que, ainda hoje em dia:

    – muitos palestinianos são cristões melkitas (i.e., cristãos ortodoxos unidos a Roma)

    – os samaritanos continuam a existir (ainda que reduzidos para aí um bairro)

    – até há umas decadas a maioria dos libaneses era cristã

    – continuam a haver comunidades falantes do aramaico ou de uma espécie de assirio na Siria e no Iraque

    – embora poucos, continuam a haver mandeus (adpetos de S. João Baptista) e cristãos caldeus no Iraque

    – continuam a haver (embora poucos) cristãos coptas no Egipto

    – em grande parte do Magrebe os berberes continuam a ser maioritários

    Essas sobrevivencia até aos dias de hoje de todas estas minorias étnicas ou religiosas é pouco compativel com um exterminio massivo de populações após a conquista árabe. É mais compativel com um cenário de “vocês foram conquistados, agora têm que nos pagar tributos e irem convertendo-se à nossa religião” (além de é possivel que o islamismo – e toda a história do Maomet, da fuga de Meca, etc. – só tenha sido inventado depois dos árabes terem conquistado o Médio Oriente, como justificação à posteriori das conquistas)

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  75. celestine permalink
    6 Janeiro, 2009 16:35

    Israel é o único Estado de Direito Democrático que sobrevive naquela zona, mas, claro está, no fundo, de ambos os lados, surgem sempre os tais reflexos condicionados …

    E se o mundo fosse democrático teria a capaital em Beinjim, lá que é, ou Nova Delhi, não às margens da ilha tomada à nação índia, que é dizer às mãos de uns banqueiros judeus.

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  76. Já volto permalink
    6 Janeiro, 2009 17:41

    PMF,

    mais um dia e as coisas estão a precepitar-se mais rápidamente do que o previsto.

    1. A Ucrânia, que sabe muito bem porque os Russos cortam o seu abastecimento de gás diz hoje:

    “A companhia de gás da Ucrânia Naftogaz disse hoje que a Gazprom russa reduziu em cerca de dois terços o fornecimento de gás natural à Europa, que começará a sentir os efeitos nas próximas horas. O porta-voz da Naftogaz, Valentyn Zemlyanski, afirmou que a Gazprom enviou hoje para os consumidores europeus apenas 92 milhões de metros cúbicos de gás, em comparação com 221 na segunda-feira e 200 nos dias anteriores.” – Publico online.

    A Rússia calou-se e aumentou o “stress” no mercado de energia.

    2. O preço do crude (FTSE) roçou hoje os 50 dolares o barril. Num dia só pulou quase 4 euros. Isto num cenário global de recessão e consequente forte quebra global na produção industrial. – http://www.livecharts.co.uk/MarketCharts/crude.php

    3. O Bush já foi informado pelo Dick. Ou melhor, os amigos que levam tiros do Dick quando caçam juntos já devem ter ido caçar ou comer um bufalo e devem-lhe ter dito qualquer coisa como. “You’re a dick, Dick!” E explicaram-lhe o que se está a passar. Aposto que lhe deram um ou dois pares de dias para que o puppie do middle east fosse posto na ordem.

    O discurso de hoje do Bush ao mundo já foi diferente. Já falou alto e bom som que o conflito tem de terminar. Já sem as condições de que teria de haver mecanismos que garantissem que os rockets do Hammas parassem de voar.
    Tudo por questões humanitárias diz ele. Claro!

    4. O Irão é que não vai na conversa. Os rockets não só não vão parar como se vão intenssificar. Se a coisa atenuar antes de dia 20 o hezzbolah ainda vai ter uma palavra a dizer neste episódio.

    5. O Obama parou de sorrir. Tudo parará muito antes de dia 20? Estava-lhe a correr tão bem…

    E quanto aos PMF deste mundo, estão a aprender alguma coisa? O sentimento de humildade já fez comichão? Quando houver um novo conflito vão parar para pensar antes de escrever estes posts a ajudarem o “inimigo”?

    Ainda soa a piada do Zé Carlos?

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  77. 6 Janeiro, 2009 18:53

    O Euroliberal é um ser poluente, de dramática toxidade, venenoso, que traz conversa de iludir polícia.

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  78. Já volto permalink
    6 Janeiro, 2009 18:53

    PMF,

    será isto escrito acima ou o Bush aderiu ao bloco de esquerda?

    Cumpts

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  79. Já volto permalink
    6 Janeiro, 2009 20:08

    Agora é que reparei que aqui apagam-se comentários(!!!)

    Pelo que se pode tirar sobre os autores dos posts (pelo seu conteúdo), faz sentido.

    Sendo assim estou aqui a perder tempo?

    Ainda são piores do que pensava.

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  80. 6 Janeiro, 2009 20:09

    #77- Afinal, reconhece que os Cristãos são POUCOS… Em algumas ALDEIAS há Cristãos…Até se reza em aramaico no Iraque! (algumas pequenas comunidades!).

    Então como explica que tenham “desaparecido” de mais de 90% no Médio Oriente no séc VIII para os poucos, ultra minoritários, no séc XXI?

    A explicação está aqui:

    http://ossamabladen.googlepages.com/islaoaccao

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  81. 6 Janeiro, 2009 20:12

    #79- Anoto a sua propensão militarista.

    Mas continua a ser hilariante pensar que o Irão não sofre crise económica, e que os turras Hamas/hezbollah,Ayatollahs estão a ganhar!

    E que algo vai mudar em 21/Jan…
    Obama tem sido mto crítico com Israel.
    Não se ri pq tem de mostrar pose de Estado, que seja levado a sério.

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  82. Já volto permalink
    6 Janeiro, 2009 20:12

    Então… blá blá blá Israel única democracia na região… blá blá blá… por isso apoio incondicional… blá blá blá e depois apagam comentários?!

    🙂

    Será que não percebem a ironia?

    Grande exemplo de direita esta que prestam aqui.

    Mais uma vez, sem o entenderem, estão a beneficiar os adversários.

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  83. Já volto permalink
    6 Janeiro, 2009 20:20

    Sátiro,

    “#79- Anoto a sua propensão militarista.”
    Então não percebeu nada e a realidade passa-lhe mesmo em frente ao nariz.

    “Mas continua a ser hilariante pensar que o Irão não sofre crise económica,”…
    Não penso nem nunca pensei isso. Mais uma vez não percebeu nada. É só uma almofada para o Irão. Uma almofada (se o petróleo chegar aos 60 dólares) de 5 mil milhoes de euros. Coisa pouca.

    “e que os turras Hamas/hezbollah,Ayatollahs estão a ganhar!”
    Bem, começo a pensar que não leu o texto que escrevi.

    “Não se ri pq tem de mostrar pose de Estado, que seja levado a sério.”
    Espero que não espere que ele se ria à gargalhada no discurso de posse.

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  84. Já volto permalink
    6 Janeiro, 2009 20:51

    “Anoto a sua propensão militarista”

    Para quem apoia a solução militar que está em curso e que não vai resolver nada, não deixa, mais uma vez, de ser irónico este seu comentário. E logo dirigido a quem não acredita em soluções apoiadas exclusivamente pela força. A quem está aqui a dizer, faz alguns comentários, que esta tentativa de solução pela força e a morte de cerca de 100 crianças são completamente em vão.

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  85. Já volto permalink
    6 Janeiro, 2009 20:56

    ” que os turras”…

    Claro, as crianças “turras” são menos humanas que as outras. Por isso anota a minha propensão militarista enquanto que apoia a operação militar em curso. Muito bom!

    Não use essa palavra. Joga contra si e este espaço. Joga, na verdade, contra TODA a gente.

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  86. 7 Janeiro, 2009 00:32

    #77- Então reconhece que os Cristãos são POUCOS (um bairro; alguns,etc…)
    Já é um começo.
    Na Arábia saudita e Omã as Igrejas são proibidas há 1400 anos.
    No Qatar foi aberto a 1ª há meses.
    No Iraque e Síria há, efectivamente, aldeias onde se reza em aramaico: mas o que é isso para os 26 milhões de Iraquianos???

    ANTES DOS MASSACRES DOS BANDOS DE MAOMÉ NO SÉC VIII ERAM MAIS DE 90%.

    Nunca se interrogou pq passaram a ser micro-minoritários?
    Como não quero perder mais tempo com tanta acefalia, leia:

    http://ossamabladen.googlepages.com/islaoaccao

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  87. 7 Janeiro, 2009 00:42

    O cometário anterior foi escrito há algumas horas, mas só publicado agora.

    #79: é um texto militarista; se não sabe escrever, ou ler o que escreve, o problema é seu.

    5 mil milhões de € são areias para aquilo que o Irão precisa.
    Até querem energia nuclear, lembra-se? Exacto, é pq a situação é muito boa. Leia os relatórios do FMI e Banco Mundial para constatar a corrupção, incompetência, desprezo pelo povo dos Ayatollahs. Mas acredite neles: têm um futuro luminosos, principalmente a matar mulheres à pedrada:

    Não seja vil: em lado nenhum chamei turras às crianças; tenha vergonha na cara.
    Mas volto a chamar “turras” aos criminosos de guerra do Hamas, seres asquerosos que se escondem atrás de crianças para as mostrarem mortas aos papagaios acéfalos da comunicação social.
    E pronto!

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  88. Já Volto permalink
    7 Janeiro, 2009 01:19

    “#79: é um texto militarista; se não sabe escrever, ou ler o que escreve, o problema é seu.”
    Ok, interprete como quiser. Podia explicar porquê com argumentos e coisa e tal em vez de fazer birrsinha de menina adolescente. Eu interpreto de outra forma. É um texto politico. Mostra a realidade que move o mundo. Dou de barato que posso não ter razão, nisto e em qualquer outra coisa. Mas quando me dizem que não tenho razão, gosto que me expliquem porquê. É assim que se aprende e não se fica preso ao “DEVE SER DO BLOCO EHEHEHE”.

    “5 mil milhões de € são areias para aquilo que o Irão precisa.”
    Sim, são. Mas se não tivessem armado a confusão, com 2009 a chegar (a ano de todas as recessões) corriam o risco do petróleo ir parar aos 20 dólares ou mesmo menos. Depois ficavam a precisar de muitos, mas muitos mais camiões de areia. Provavelmente já conseguiram pôr o preço da energia longe desses patamares durante todo o ano.

    “Até querem energia nuclear, lembra-se?”
    Lembro. Mas está a baralhar tudo. Não é energia nuclear que eles querem nem o nuclear faz sentido num pais que tem reservas de crude para ele próprio para mais de 100 anos. Esta questão é outra, não tem nada a ver com a economia da energia. Se assim fosse a central não seria deste tipo. O Irão não pode nunca ter acesso à energia nuclear com base neste tipo de central. O mundo não vai deixar, a começar pelos vizinhos sunitas.

    “Leia os relatórios do FMI e Banco Mundial para constatar a corrupção, incompetência, desprezo pelo povo dos Ayatollahs.”
    Não é preciso ler relatório nenhum para perceber isso.

    “têm um futuro luminosos, principalmente a matar mulheres à pedrada”
    Não sei de onde veio isto. Não os estou a defender. Também não gosto deles. Mas não os menosprezo como fazem por aqui. Esse é o pior erro. Neste blog são peritos nisso. Naqueles milhões de pessoas há algumas super inteligentes (a crueldade não é sinónimo de falta dela). Não os menospreze. Nunca. São diferentes mas são humanos, por isso a inteligência é a mesma. Só por aqui, pelos que chafurdam na xenófobia, é que se baixa assim a guarda por se pensarem mais sapiens. Erro total e básico. Impérios cairam por causa disso.

    “Não seja vil: em lado nenhum chamei turras às crianças; tenha vergonha na cara.”
    Peço desculpa. Mas note que os “turras” são os pais das crianças. Ora se um… Não me diga que é criacionista.
    Mas insisto nas desculpas.

    “Mas volto a chamar “turras” aos criminosos de guerra do Hamas, seres asquerosos que se escondem atrás de crianças para as mostrarem mortas aos papagaios acéfalos da comunicação social.”
    E antes do primeiro avião levantar voo você e Israel já não sabiam que ia ser assim? Então porque optar pela força e vez de inteligencia?
    Eu explico: ÓDIO. Os ditados populares são sempre certeiros.
    Por isso são puppies e não alfas. Ambos.

    “E pronto!
    Tá bem!

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  89. Já Volto permalink
    7 Janeiro, 2009 01:29

    xenofobia e não xenófobia e outras gralhas

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  90. Já Volto permalink
    7 Janeiro, 2009 01:41

    Acha que o conflito está a correr bem a Israel?
    Acha que o conflito está a correr mal ao Hammas?

    Quem acha que está a beneficiar com este conflito?

    (perguntas sérias, sem segundas intenções – se tiver paciência responda, se não também está tudo certo – Aqui os “postadores” de serviço também podem responder, não sei se já perceberam mas estamos todos do mesmo lado. Claro que é mais fácil e divertido postar um video de um tótó a dizer que comer com a mão esquerda é coisa do diabo do que usar a mioleira)

    Cumpts

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