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Aos nossos rapazes…ninguém ensina a jogar à bola!

14 Novembro, 2009

A frase é de Fernado Cabrita, antigo seleccionador nacional de futebol. Ouvi-a em 1984, quando o país se empolgava com a presença (até então, inédita) da selecção portuguesa, na fase final do Europeu de França. Recordando (com alguma dificuldade e muita incomodidade) esses tempos do futebol luso, tenho a sensação de que em matéria de futebol, assim como, de resto, em muitas outras matérias, vivíamos, então, na pré-história .

Fernando Cabrita era um dos “técnicos” (leia-se “feiticeiros”) dessa espécie de actividade ainda um pouco mística-esotérica e muito básica que era o futebol português dos anos 1970 e 1980. Este possuía uma galeria de “feiticeiros” como, para além do referido autor daquela famosa frase, Juca (que pensava existir uma espécie de “inibição rácica” dos portugueses , impedindo-nos de ganhar jogos contra equipas nórdicas), Torres, Teixeiras (salvo erro, Júlio e António), Wilson (dos mais avançadas, para a época…), José Augusto (que tinha o excepcional dom de conseguir quase sempre descer de divisão, sem apelo, nem agravo, as equipas em que “pegava”…aqui incluindo-se, também, o Albacete de Espanha), Meirim, Manuel de Oliveira (talvez dos menos mauzinhos), entre outros. Muitos deles, inexplicavelmente, acabaram contratados pela Federação Portuguesa de Futebol.

A falta de capacidade e, sobretudo, a falta de competitividade e de contactos internacionais (bem assim como a já crónica impreparação dos jornalistas desportivos)  faziam-nos, por vezes, pensar que tínhamos equipas fabulosas, com grandes “tecnicistas” (malabaristas da bola), mas que perante os “toscos” e desajeitados jogadores  de futebol (e não da bola!) da segunda linha europeia, sucumbiam nos resultados…se bem que jogassem sempre muito melhor e ganhassem moralmente. Era, de facto, a época das vitórias morais!

Enfim, uma tristeza, uma época em que sucediam coisas extraordinárias, como, por exemplo, num célebre jogo com a Escócia (lá), a selecção portuguesa – que conseguiu um estóico empate a zero – ter ousado a original proeza táctica de apresentar uma equipa com (salvo erro) 8 (oito) defesas! Recordo-me de o Veloso (defesa do Benfica) ser um dos jogadores do meio-campo/ataque!

Enfim, esses tempos já lá vão, mas a lapidar frase (e pensamento) de Fernando Cabrita ficou-me na memória. E recordei-a hoje, novamente, ao assitir, na televisão, à segunda parte do Inglaterra 1, Portugal 0, em sub-21. De facto, daquilo que vi, há muitos outros rapazes (a começar pelos Ingleses) que poderão ensinar-nos qualquer coisinha, em matéria de futebol!

Os jogadores ingleses foram muito melhores fisicamente, muito melhores tacticamente e, sobretudo, muito mais futebolistas (quer dizer, muito melhores, também, tecnicamente) – e essa superioridade britânica era chocantemente visível, apesar de os comentadores de serviço (TVI) apenas acentuarem a diferença de tamanho e de porte atlético entre os britânicos e os portugueses.

Em dia de jogo decisivo para a selecção principal (contra a Bósnia), de facto, fiquei a pensar que com aquela décalage nos sub-21, o futuro não será lá muito risonho. Será mesmo preciso que alguém venha, novamente, ensinar os nossos rapazes a jogar à bola (rectius, futebol).

79 comentários leave one →
  1. Marafado de Buliquei-me permalink
    14 Novembro, 2009 15:25

    Para aa História de Portugal, o melhor é falar com o “faxolas” do Saraiva, aquele que mandou os gorilas para as Universidades !

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  2. José Barros permalink
    14 Novembro, 2009 15:29

    Ninguém quer perceber que o Queirós se limita a levar amigos desempregados para as várias selecções de jovens e a criar as sementes para um percurso ainda pior do que aquele que temos tidos nos últimos anos.

    Quem é que se lembra de entregar os sub-21, a segunda principal selecção do país, ao Oceano, um ex-jogador sem qualquer experiência de treino em clubes (nem sequer na Liga Vitalis)?

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  3. não estranho nem estranhar permalink
    14 Novembro, 2009 15:40

    Concordo com o José Barros quanto à “idoneidade” técnica do Oceano.

    Quanto ao PMF, bem pior (ou mais marcante) diferença foi no Inglaterra-Portugal (2-0), da anterior fase de qualificação, tam´bém em Wembley. Foram 2 e podiam ter sido 6 ou 8, então, mas aquela equipa inglesa, que acabou a perder apenas a final na Ucrânia, era muito boa mesmo.

    A Inglaterra de hoje não me pareceu muito forte. Vi só a 1ª parte e Portugal esteve muito bem, à parte o golo sofrido numa jogada típica de bola no ar dos ingleses e sobra para o avançado solto não falhar. Yazalde teve uma igual e falhou com 0-0.

    Não sei se o jogo correu pior no 2º tempo, mas também interessa pouco para o que PMF quer concluir. Que não temos futuro.

    Ora, se bem se recordam, por causa dos sub-21 que até iam disputar o Europeu em casa em 2006, houve um sargentão que se proclamou “O chefe sou eu”. Como se sabe, nos anteriores 5 anos, as selecções de faixa etária andaram ao Deus dará. Daí falharem todas as fases finais, salvo uma.

    Pedir responsabilidades a quem só agora começou a trabalhar é um bocadinho exagerado e ignorante da realidade.

    Mas este é o preço a pagar por quem quiser pegar “nisto” das selecções depois de effe-erre-ás e bandeirinhas à janela. Tudo com fervor nacionalista e uma selecção principal a piorar em cada fase de qualificação: 2º em 2004, 4º em 2006, 8º em 2008.

    Falta juntar os cacos e voltar a pôr o edifício das selecções em ordem. De pé, de preferência. Para deitar abaixo não faltou, infelizmente, ninguém nos últimos 5 ou 10 anos.

    Poucos têm consciência disto. Mas é a realidade.

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  4. 14 Novembro, 2009 16:02

    Supra #3:

    ” Vi só a 1ª parte e Portugal esteve muito bem, à parte o golo sofrido numa jogada típica de bola no ar dos ingleses e sobra para o avançado solto não falhar. Yazalde teve uma igual e falhou com 0-0.”

    Ora, aó está! Eu, como escrevi, só vi a 2ª parte, durante a qual as dificuldades portuguesas foram gritantes: insitência no “chuveirinho”, perante jogadores adversários que eram mais altos, mais fortes e melhores no jogo aéreo (e no outro, também); incapacidade de penetração na área adversária; incapacidade de centrar como deve ser (mesmo já dando de barato a questão da insistência no “chuveirinho”); incapacidade de ir jogar/atacar à linha de fundo. E, last but not the least, também no 1 para 1 paraceram-me os ingleses melhores, mais técnicos e consequentes e ganhando sempre os ressaltos e as segundas bolas!

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  5. Per Caso permalink
    14 Novembro, 2009 16:07

    “Vivia-se na pré-historia”

    Hoje, não. Hoje, o treinador da Bósnia diz que a seleção portuguesa é a melhor do mundo, cheia de craques, dos melhores jogadores. E temo que outros menos craques, convencidos, nos levam a palma do engodo postiço.

    Como há pouco vimos, com os juniores, frente à Inglaterra. a somarem quatro pontos em quatro jogos. E bem sei que, se ganhassem, tinham somavam sete pontos, igualando o adversário. Mas eles já levam 10 pontos, os nossos, 4, de quatro. É injusto, mas é, às vezes, o que faz termo-nos já vencedores desde o início.
    E logo mais, só temos de ganhar, por qualquer margem, não sou maos ambicioso do que isso, diz Queirós do vale, como certo da justiça, como se os outros não pretendam outrotanto, ainda mais cuidadosos e humildes.

    Pois, no mais, já sabe, além de ter-se olho e manha, além de queda para o ofício, com o atrevimento de um Jesus, com um bom naipe de jogadores, a formar equipa, árbitros da cor aos molhos, além de sorte no enguiço de jogadores tocados, a recuperar de mazelas, de baixa, à falta de atletas do jaez dos lisandros, dos luchos e, vá lá, de ebdas, eth’os e messis, pouco mais supera a determinação de vencer, em espírito de humildade, perseverança e ousadia, sem abébias distrações, do primeiro ao último minuto. coisa que muita vez escapa aos convencidos.

    E, assim dado o sermão, até mais logo, meus irmãos, se não até à segunda mão na Bosnia.

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  6. 14 Novembro, 2009 16:36

    Actualmente a nossa selecção é constituída quase exclusivamente por emigrantes. Os que o não são, para lá caminham.
    O poder económico de clubes como, por exemplo, um Manchester United, permitem aos seus jogadores uma evolução, pela qualidade dos treinos e meios colocados à disposição, que outros não têm. A optimização das qualidades de um Cristiano Ronaldo, dificilmente seriam alcançadas se permanecesse no Sporting.
    Em Portugal só um clube mantém um nível de organização qualitativa equiparável, que é o FCP. Não é por acaso que é um crónico da Champions.
    Segurar os jogadores, não pode porque não tem poder económico para isso.
    Mas é curioso observar que os jogadores do FCP já emigram com um nível competitivo bastante elevado, sem grandes margens de evolução. Deco mantém-se o mesmo, tal como um Ricardo Carvalho ou um Pepe.
    Apenas insuflaram as contas bancárias.

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  7. SLB permalink
    14 Novembro, 2009 16:57

    Tem toda a razão.
    A «História» do futebol português só começou em 1982 com a chegada de Pinto da Costa à liderança do FCP.
    A partir daí, é que vieram: as Putas disfarçadas de «frutinha»; os manos Calheiros a passar férias no Brasil; os relógios oferecidos aos arbitros, antes do Porto-Aberdeen de 1984; o Guarda Abel de cacetete em riste, a distribuir pancada; os «Super-Dragões» a escoltar o «grande Capo da Máfia» até ao tribunal e tantas outras histórias vergonhosas, próprias de um país do 3.º Mundo, que é o que infelizmente somos!

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  8. Marcus Aurelius permalink
    14 Novembro, 2009 17:30

    SLB disse
    14 Novembro, 2009 às 4:57 pm

    Tem toda a razão.
    A «História» do futebol português só começou em 1982 com a chegada de Pinto da Costa à liderança do FCP.
    A partir daí, é que vieram: as Putas disfarçadas de «frutinha»; os manos Calheiros a passar férias no Brasil; os relógios oferecidos aos arbitros, antes do Porto-Aberdeen de 1984; o Guarda Abel de cacetete em riste, a distribuir pancada; os «Super-Dragões» a escoltar o «grande Capo da Máfia» até ao tribunal e tantas outras histórias vergonhosas, próprias de um país do 3.º Mundo, que é o que infelizmente somos!

    Cala-te fdp pois teu clube é o maior esterco deste país. O vosso Sócrates e Azevedo até fugiu do País. Anda no seu Bentley nas terras de sua majestade. Queres que enumere aqui as várias dezenas de casos que o teu clube esteve envolvido. Ou do presidente do teu clube? Portista dos 4 costados e até alguns tempos atrás grande amante do Oliveirinha. Serão sempre o clube do REGIME! Basta ver o Rui Pereira lacaio maçon junto ao teu presidente pateta para se perceber de que massa que é feito essa merda. Põe-te no caralho pah!

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  9. Tio Estanislau permalink
    14 Novembro, 2009 17:47

    Cabrita era um dos quatro treinadores noi euroipeu de França

    O homem que apelava: “ide.vos a eles que nem leães”
    Sim leães

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  10. SLB permalink
    14 Novembro, 2009 18:13

    Marcus Aurelius:

    Filho da Puta és tu e todos os Palhaços como tu!
    Quando voltares a falar do Benfica, lava primeiro a tua boca porca e depois faz uma vénia ao Glorioso de Portugal.

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  11. não estranho nem estranhar permalink
    14 Novembro, 2009 18:44

    O homem que apelava: “ide.vos a eles que nem leães”
    Sim leães
    #9

    Não, eram tarzões…

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  12. Tio Estanislau permalink
    14 Novembro, 2009 19:51

    Eram sim senhor

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  13. Marafado de Buliquei-me permalink
    14 Novembro, 2009 20:07

    Era a instrução do Salazar, que preparou o povo português Para:

    A cada boca o seu pão e a cada braço a sua enxada !!

    Saber ler para quê ?
    Para lerem coisas que só fazem mal ?

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  14. Bom Senso permalink
    15 Novembro, 2009 04:49

    .

    Estes tansos até se esquecem do Otto Glória, do Eusébio, das 3 taças de Campeões do SLBenfica.
    E, já agora, da taça Latina.
    É esta malta pindérica que depois anda por aí a falar do que não sabe.
    É por isso que eu me estou a cagar para vocês todos de alto a baixo, a gozar que nem um doido a vê-los comer merda.
    Filhos de uma grande puta!

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  15. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:45

    Diferendo entre a Euroárea e o slb

    Diferendo com a Euroárea
    Câmara de Lisboa salva Benfica

    A Câmara Municipal de Lisboa aprovou o projecto do Benfica para a Urbanização Sul, na zona do Estádio da Luz, que tinha estado na origem de um dos diferendos do clube com a Euroárea, avança a edição do SOL desta sexta-feira

    Com esta decisão, caem por terra os argumentos invocados por esta empresa para executar o clube judicialmente por causa de uma dívida no valor de 2,5 milhões de euros. A Euroárea comunicara ao Benfica, em Julho, que ia executar a letra por não terem sido cumpridos os prazos do acordo estabelecido com o clube para pagar essa dívida. Nesse acordo, estava incluído o compromisso de o Benfica conseguir da CML um aumento da capacidade construtiva na referida Urbanização Sul.

    O clube levou a proposta à Câmara em Junho, que a chumbou. Mas no dia 31 de Julho, na última sessão antes de férias, e na sequência de uma reclamação do Benfica, a proposta foi de novo sujeita a votação e acabou por ser aprovada – com os votos favoráveis de todos os vereadores socialistas e dos independentes eleitos na lista de Carmona Rodrigues.

    Fonte: «Sol»

    “Acordo com Benfica e Sporting asfixia EPUL

    A EPUL, Empresa Pública de Urbanização de Lisboa, está sob “grande pressão financeira” devido aos compromissos que acordou com o Sporting e o Benfica durante o mandato de Santana Lopes à frente dos destinos da autarquia da capital.

    Segundo adianta a edição de hoje do “Correio da Manhã” esta conclusão está num documento do então vereador Fontão de Carvalho.

    Os acordos com os dois clubes fazem com que a EPUL, que já tinha um dívida bancária de 60 milhões de euros em 2003 ficasse com necessidade de mais 60 milhões.”

    Falta dizer que esses 60 milhões subdividem-se em 50 para o Benfica e 10 para o Sporting (o Sporting depois teve aquela compensação da Câmara de 30 milhões), mas ainda falta no que interessa ao SLB a grosseira alteração ao PDM e licenças a terceiros (Somague) de forma a facultarem um estádio a preços comportáveis, ah, e os terrenos nem eram deles, a urbanização da luz de onde o SLB retirou o dinheiro para o seu tão afamado project finance foi construido em terrenos pertencentes á euroárea que acordou dividir os lucros com o SLB se lhe arranjasse a alteração ao PDM e as licenças …

    O presidente do Benfica vai ser inquirido a 18 de Junho na qualidade de réu do processo movido pela empresa Britalar, que reclama 1,6 milhões de euros por alegadas obras adicionais não contratualizadas na construção do Centro de Estágio.
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    Luís Filipe Vieira estava notificado para comparecer hoje na primeira sessão do julgamento na 13 Vara do Tribunal Cível de Lisboa, mas o presidente do Benfica esteve ausente “por motivos imprevistos e inadiáveis”, como foi ordenado pelo juíz Nuno Salpico que ficasse exarado, sem que tivesse sido imposta uma multa pecuniária.

    Juntamente com o dirigente do clube, quatro testemunhas arroladas pela Britalar, empresa de António Salvador, presidente do Sporting de Braga, serão interrogadas na próxima sessão de julgamento, porque as inquirições de hoje foram adiadas devido às condições inaudíveis na ligação videoconferência com o Tribunal de Braga.

    Este processo terá ainda uma audiência a 26 de Junho – serão ouvidas dois elementos indicados pelo Benfica, entre as quais o antigo vice-presidente do património Mário Dias, e um da Britalar – e outra a 2 de Julho, com a audição das restantes duas testemunhas do clube e a previsão de alegações finais.

    Na acção interposta pela Britalar está em causa a construção do Centro de Estágio do Benfica, no Seixal, uma obra que foi inicialmente orçada em 12,96 milhões de euros, em meados de 2004, e mais tarde renegociada em mais 2,5 milhões de euros, como salientou no seu depoimento em tribunal António Salvador.

    O empresário disse que, em Janeiro de 2005, o Benfica apresentou mais projectos de especialidade, sem que tenha especificado quais, e que a empresa comunicou ao clube que a empreitada teria de ser adjudicada por mais três milhões de euros.

    Já com as obras em curso, em Fevereiro desse ano, António Salvador afirmou ter voltado a reunir-se com Luís Filipe Vieira e Mário Dias, que lhe disseram que essa verba adicional seria acordada num jantar.

    Nesse encontro, ficou acordado entre as partes que o valor seria reduzido de três para 2,5 milhões de euros, tendo esse acordo sido reduzido a contrato “quase dois meses depois”, como vincou António Salvador.

    in Lusa

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  16. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:46

    Filipe Vieira inquirido por causa de Centro de Estágio

    O presidente da Benfica SAD vai ser inquirido a 17 de Novembro na qualidade de representante legal do réu do processo, movido pela Britalar, por alegadas obras adicionais não contratualizadas na construção do Centro de Estágio.

    Luís Filipe Vieira faltou à primeira audiência, a 02 de Junho, “por motivos imprevistos e inadiáveis”, como determinou o juiz Nuno Salpico que ficasse exarado, e estava notificado para comparecer a 18 de Junho na 13ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa, no Palácio da justiça.

    No entanto, a segunda sessão de julgamento não se realizou depois de os advogados do Benfica e da Britalar terem apresentado pedido de suspensão por um período de 30 dias para tentarem um acordo.

    A Benfica SAD recusou um acordo e tentou-se um compromisso arbitral, designando um tribunal arbitral, o que não foi possível.

    Como o entendimento não foi possível, o juiz agendou agora novas audiências, a primeira, marcada para as 10:00 horas de 17 de Novembro, destinada a ouvir o dirigente do Benfica e quatro testemunhas arroladas pela Britalar, empresa de António Salvador, presidente do Sporting de Braga.

    Na segunda, programada para 23 de Novembro, serão ouvidos dois elementos indicados pelo clube, entre as quais o antigo vice-presidente do património Mário Dias e uma testemunha da empresa de construção civil.

    Para 26 do mesmo mês está previsto a inquirição de mais duas testemunhas do Benfica e as alegações finais do processo, em que está em causa a construção do Centro de Estágio do clube, no Seixal, obra inicialmente orçada em 12,96 milhões de euros, em meados de 2004.

    Mais tarde, a empreitada foi renegociada com a Britalar em mais 2,5 milhões de euros, mas, como disse António Salvador na primeira audiência, o Benfica apresentou mais projectos de especialidade em Janeiro de 2005.

    A empresa comunicou ao clube que a adjudicação teria de ser feita mediante o pagamento de mais três milhões de euros e, já com as obras do complexo a decorrerem, António Salvador reuniu-se com Luís Filipe Vieira e Mário Dias, que se comprometeram a negociar essa verba adicional num jantar.

    Nesse encontro, as partes estabeleceram que o montante seria reduzido de três para 2,5 milhões de euros, mas, como vincou António Salvador em tribunal, apenas foi reduzido a contrato “quase dois meses depois”.

    No entanto, a Britalar reclama mais 1,6 milhões de euros em obras alegadamente executadas e que não estavam previstas no contrato de empreitada, enquanto o Benfica entende que não há lugar a pagamentos adicionais e também constituiu a empresa como réu.

    Fonte: «JN»

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  17. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:47

    Delegado do SLB-Nacional suspenso por falsificar relatório

    A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes castigou o delegado ao jogo entre Benfica e Nacional, relativo à época transacta, com 18 meses de exclusão, justificando tal punição com «falsificação de relatório» e «remissão para os factos dos árbitros».

    Para o organismo, o delegado em causa, João Pedro Simões, «presenciou, após o jogo, no túnel de acesso aos balneários e junto da equipa de arbitragem, comportamentos injuriosos de agentes desportivos (factos disciplinarmente graves) e ainda que tais comportamentos lhe foram comunicados pela mesma equipa de arbitragem».

    Ora, no relatório agora dado como falsificado, João Pedro Simões declarou que «não se presenciaram graves comportamentos incorrectos por parte de qualquer agente desportivo».

    O jogo, recorde-se, foi disputado a 22 de Dezembro de 2008 e terminou com igualdade a zero. Ficou marcado por muitos protestos por parte do Benfica, muito por um golo invalidado pelo árbitro Pedro Henriques em tempo de descontos por pretensa mão na bola de Miguel Vítor.

    O avançado Nuno Gomes acabou por, mais tarde, receber dois jogos de suspensão, no âmbito de críticas proferidas contra a equipa de arbitragem.

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  18. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:48

    O F. C. Porto quer saber quem ganhou com a falsificação de relatório
    09h54m
    Dragões pediram à Liga de Futebol que investigue quem beneficiou com as “omissões” do delegado ao jogo Benfica-Nacional, da época passada.

    O F. C. Porto requereu à Comissão Disciplinar da Liga uma investigação para “apurar todos os factos e os seus autores” relativos à suspensão do delegado João Pedro Dias, bem como saber “a entidade que beneficiaria e aproveitaria da falsificação do relatório”.

    Num documento a que a Agência Lusa teve acesso, o FC Porto pergunta “o que terá motivado o delegado a cometer um ‘ilícito disciplinar muito grave’ de forma tão estranha e imprudente?”, ao mesmo tempo que questiona a facilidade com que o delegado terá “colocado em causa o seu bom-nome”.

    “Porque terá o delegado colocado em causa o seu bom-nome e reputação de forma tão displicente? O que o determinou a mentir? A promessa de alguma recompensa ou favor? Ou terá sido exercida alguma ‘violência moral’ sobre o delegado, isto é, terá o delegado sido alvo de alguma coacção que o levasse a mentir e a cometer um ilícito muito grave? Qual a entidade que beneficiaria e aproveitaria da falsificação do relatório?”.

    A tese do FC Porto, fundamentada no acórdão da Comissão Disciplinar da Liga, onde segundo o próprio órgão disciplinar, abundam as provas da falsificação do relatório, é que alguém terá coagido ou corrompido o delegado da Liga, de forma a este adulterar o relatório, pretendendo que a Comissão Disciplinar investigue e puna os responsáveis pelo comportamento ilícito do delegado.

    “Afigura-se atentatório da lógica e da razoabilidade que o Delegado tenha agido de ‘motu proprio’, sem uma motivação externa, sendo, pois, à luz deste quadro, que vimos pelo presente requerer a V. Exas. se dignem promover uma investigação a fim de apurar todos os factos e os seus autores que possam ter relação directa ou indirecta com a prática deste ilícito disciplinar muito grave” conclui o requerimento.

    Estes eventuais ilícitos estão previstos no Regulamento Disciplinar, nos artigos 53 (Corrupção de outros agentes desportivos) e 54 (Coação), tendo ambos a moldura penal para esta situação de subtracção de três pontos e derrota no jogo em causa e multa entre os 25 mil euros e os 100 mil.

    Em causa estão os acontecimentos após o final do jogo da Liga Benfica-Nacional, da época passada, que terminou com um empate a zero, com o árbitro Pedro Henriques a anular um golo ao Benfica nos instantes finais.

    Após o final da partida o jogador do Benfica Nuno Gomes seria expulso por Pedro Henriques – e posteriormente condenado a dois jogos de castigo -, bem como o assessor da SAD Paulo Gonçalves seria castigado, em ambos os casos por alegados insultos ao juiz da partida.

    O relatório do árbitro Pedro Henriques aludia a estes casos, enquanto o relatório do delegado da Liga não fazia referência a quaisquer acontecimentos anómalos, tendo a semana passada a Comissão Disciplinar tornado público o castigo de ano e meio de suspensão do delegado João Pedro Dias, por ter cometido um “ilícito muito grave”. Como matéria de prova a Liga, no sumário do acórdão que tornou público, refere os diversos testemunhos, entre os quais de um assessor de comunicação do Benfica, e até as imagens do sistema de vídeo-vigilância do túnel de acesso aos balneários.

    Por incrível que pareça isto aparece na 1ª página do site oficial do SLB.

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  19. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:49

    Presidente do Conselho de Disciplina inaugurou Casa das águias em Palmela

    Arnaldo Marques da Silva com ligação ao Benfica (COM VÍDEO)
    Arnaldo Marques da Silva, presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, órgão que decidiu punir o Sporting e também o Benfica com pena de derrota na última jornada do Nacional de Juniores, é benfiquista e esteve na casa do clube em Palmela a 22 de Julho de 2007, onde de resto discursou.

    Arnaldo Marques da Silva é advogado há mais de 30 anos e presidente do Conselho de Disciplina desde 2000. É licenciado pela Universidade de Coimbra em direito desde 1978.

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx … 9858AEAAFF

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  20. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:50

    Delegado da Liga apanha 18 meses de suspensão

    Passados quase nove meses sobre as polémicas ocorrências no final do Benfica-Nacional – relativo à 12ª jornada da Liga Sagres 2008/09 -, a Comissão Disciplinar (CD) da Liga decidiu suspender por 18 meses o delegado João Pedro Simões Dias por adulteração intencional no relatório da existência de comportamentos injuriosos por parte do capitão dos encarnados, Nuno Gomes – e também do assessor jurídico Paulo Gonçalves -, já no túnel de acesso aos balneários do Estádio da Luz, indo assim contra a equipa de arbitragem liderada por Pedro Henriques (autor da participação que conduziu ao processo de inquérito, instaurado em Janeiro de 2009). A fúria dos benfiquistas, lembre-se, foi desencadeada pelo facto de o juiz de Lisboa ter invalidado um golo a Cardozo – por pretensa mão na bola de Miguel Vítor – já nos derradeiros instantes da partida, que acabaria empatada a zero. A decisão da CD chega, no entanto, numa altura em que João Pedro Simões Dias já deixou de exercer as funções de delegado (ver caixa).

    Com base no artigo 151º do Regulamento Disciplinar, o ilícito de falsificação de relatório é punível com a exclusão do quadro das competições profissionais por um período de um a cinco anos. Em face da moldura penal, o castigo aplicado até nem foi muito pesado. João Simões Dias foi punido pela prestação de “declarações ou informações falsas” no relatório das ocorrências de jogo, ilícito disciplinar que acontece quando, em relação à pergunta “Algum agente desportivo teve grave comportamento incorrecto para com a equipa de arbitragem?”, o delegado declara que “não se presenciaram graves comportamentos incorrectos por parte de qualquer agente desportivo” e depois fica demonstrado que o mesmo delegado presenciou, junto da equipa de arbitragem, os factos – disciplinarmente graves – referidos pelo árbitro no seu relatório de jogo, e ainda que os comportamentos injuriosos lhe foram comunicados.

    Fundamentais para a demonstração do ilícito foram os meios de prova em direito admitidos, em especial a prova videográfica constante das imagens captadas pelas câmaras do sistema interno de videovigilância existentes no túnel da Luz, sendo esta apreciada de forma conjugada com a prova testemunhal produzida.

    As imagens em causa, sabe O JOGO, só foram enviadas dois meses depois de pedidas (a 23 de Março), mas dentro do prazo legal. Outro factor que influenciou o retardar da decisão foi o Benfica ter recorrido para o Conselho de Justiça (CJ) dos dois jogos de castigo – e mil euros de multa – aplicados a Nuno Gomes com base no relatório do árbitro Pedro Henriques, que, depois de injuriado, deu o capitão do Benfica como expulso. A CD suspendeu o processo em Março e só o retomou a 19 de Junho, quando foi notificada da deliberação do CJ, que confirmou o castigo a Nuno Gomes. Seis meses depois de ter sido instaurado, o processo de inquérito foi concluído, abrindo-se a 22 de Junho o processo disciplinar visando João Pedro Simões Dias, que a 6 de Julho foi notificado da acusação.

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  21. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:51

    Dívida fiscal
    Ferreira Leite despachou a favor do Benfica
    04.06.2002 – 10h31 João Ramos de Almeida
    O Governo negou ter feito um acordo com o Benfica. A ministra das Finanças mostrou-se chocada com as acusações de conluio. Na verdade, Manuela Ferreira Leite despachou como o clube pretendia.

    As acções da SAD foram aceites como garantia para impugnação da sua dívida fiscal do Benfica.
    Ao contrário do que afirmou aos deputados, a ministra de Estado e das Finanças, Manuela Ferreira Leite, teve uma intervenção directa no “dossier” fiscal do Sport Lisboa e Benfica. A ministra assinou um despacho em que corroborou o parecer da administração tributária sobre a avaliação das acções da sociedade desportiva (SAD) do clube. Dessa forma, interpretou a lei no sentido favorável ao clube, ao aceitar esses títulos como uma garantia idónea para a impugnação da dívida fiscal por parte do Benfica.

    O despacho não é oficialmente divulgado porque, segundo fonte do Ministério das Finanças, poderia revelar aspectos da vida fiscal do clube e, por isso, quebraria o sigilo fiscal desse contribuinte. Mas como o PÚBLICO apurou, a ministra assinou o despacho em que deu o seu assentimento à forma como a administração tributária – incluindo o anterior director-geral dos impostos – propôs avaliar as acções da SAD do Benfica à luz das regras do imposto sucessório.

    A ministra Manuela Ferreira Leite justifica essa sua decisão por respeito à autonomia da administração tributária sobre esse tipo de matérias. A sua assinatura seria, desse forma, um mero deferimento do pedido da administração. Mas, na verdade, a ministra poderia ter recusado dar o seu assentimento e exigir que a administração bancária exigisse ao clube uma garantia bancária como determina, em primeiro lugar, o Código do Processo e do Procedimento Tributário. Só que não o fez.

    Esta despacho vai ainda contra o sentido das palavras do primeiro-ministro no Parlamento em que remeteu, na passada sexta-feira, qualquer responsabilidade para o Governo socialista. O próprio porta-voz do Ministério das Finanças não admitiu, nesse dia, a existência de algum despacho da ministra que viabilizasse a impugnação nos termos solicitados pelo clube. O comunicado divulgado nessa tarde afirma só que “desde que o Governo tomou posse não foi proferido qualquer despacho ministerial autorizando o pagamento, por qualquer contribuinte, de dívidas fiscais com acções”.

    O Governo negou ter feito algum acordo com o Benfica, mas omitiu que tinha precisamente despachado no sentido defendido pelo próprio clube. Defesa essa, aliás, feita pelo actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Vasco Valdez, junto do anterior Governo quando era então advogado representante do clube.

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  22. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:52

    Elementos de claque do Benfica acusados de associação criminosa e tráfico de droga

    16.05.2009, António Arnaldo Mesquita e José Augusto Moreira

    Presidente Luís Filipe Vieira denunciado à Comissão Disciplinar da Liga e ao Conselho Nacional Contra
    a Violência no Desporto

    Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.
    O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.
    A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína. Foram ainda recolhidos indícios da venda e revenda de armas de fogo, nomeadamente de TASER (armas que atingem as vítimas com choques eléctricos), que teriam uma potência superior às usadas pelas forças de segurança.
    A investigação abrangeu várias situações relacionadas com actos de violência de que foram vítimas adeptos do FC Porto e do Sporting. E ainda confrontos com forças de segurança e apreensões de droga. O inquérito acabou por agrupar factos ilícitos que estavam dispersos por outros processos. Nos casos da suspeita de tráfico de droga e de armas, as autoridades realizaram escutas telefónicas.
    Através das escutas, recorde-se, a PSP pôde reunir elementos que a ajudaram a identificar a autoria moral e material do incêndio ateado ao autocarro que transportou a claque dos Superdragões, que se deslocou a Lisboa, em 21 de Julho de 2008, para apoiar a equipa de hóquei em patins do FC Porto que jogava contra o Benfica. Na origem deste acto esteve, segundo a acusação, o ódio contra o FC Porto, realçando a premeditação do acto, uma vez que o autocarro tinha sido antes seguido por uma viatura ligada aos No Name Boys.
    Cerca de cinco meses antes, elementos daquela claque benfiquista terão provocado danos no complexo desportivo do Sporting, Alvaláxia XXI. Destruíram cancelas, derrubaram um sinal de trânsito e pintaram as paredes da sede da Juve Leo com os seus símbolos. A acusação relata também a agressão de que foi alvo um jornalista de um diário desportivo, quando se encontrava em serviço junto ao complexo desportivo do Benfica, no Seixal. Depois de apedrejarem a viatura do jornalista, os elementos da No Name Boys retiraram do seu interior um taco de bilhar com o qual destruíram o vidros e provocaram diversas amolgadelas, lançando depois uma tocha incendiária que, frisa a acusação, só não consumiu a viatura porque caiu fora. Além dos danos materiais, o jornalista acabou por ficar ferido na sequência do incidente.
    O facto de agirem sempre em superioridade numérica, munidos de tacos, facas e outros utensílios, é também assinalado noutras situações. Numa delas, a vítima foi um elemento da claque Juve Leo, do qual conheciam a sua morada, ligações familiares e outros elementos da sua vida pessoal, a partir de um ficheiro criado no seio da claque.
    Uma das situações relatadas ocorreu na madrugada de 25 de Fevereiro do ano passado, na Amadora, onde esperaram um jovem junto à sua residência. Este, apercebendo-se da cilada, tentou fugir em direcção à esquadra da PSP, mas não o conseguiu. Acabou por ser alvo de várias agressões, que culminaram com diversas queimaduras no corpo provocadas pela utilização de tochas incendiárias. A vítima teve que ficar cerca de um mês em recuperação. Apesar de as agressões serem imputadas a um grupo numeroso, apenas três dos seu elementos acabaram por ser identificados pelas autoridades.

    Vieira pressionado

    O presidente do Benfica chegou a reunir-se com os responsáveis da PSP, pedindo-lhes que aliviassem a pressão sobre a claque, tendo-se comprometido também com os No Name Boys a despedir o chefe da segurança do clube, uma vez que este mantinha contactos regulares com a polícia. A capacidade de pressão da claque sobre Luís Filipe Vieira decorria do facto de os votos afectos aos No Name terem capacidade para influenciar as decisões da assembleia geral do clube, o que na acusação é exemplificado com o facto de numa das reuniões ter sido vetada, apenas com os votos da claque, a proposta de tornar o então presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, sócio honorário do clube.

    http://jornal.publico.clix.pt/

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  23. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:53

    O título desta rubrica é CSI – Calabote Scene Investigation, aludindo ao nome de Inocêncio Calabote, um árbitro de futebol. Mas o âmbito deste trabalho vai muito para além deste homem. De facto, como já disse antes, a questão do árbitro que esteve no Benfica-CUF de 1959 é apenas um pormenor, como terão oportunidade de constatar. O conjunto de textos que a partir de hoje se publicam no resultam de uma leitura atenta de jornais da época. Quem não acreditar no que aqui se escreve, tem onde comprovar.

    CSI – Calabote Scene Investigation (I) – Contextualização

    Estamos na época de 1958/1959. Na 25ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, o Sporting vence o Benfica por 2-1, deixando o FC Porto à frente da classificação a uma jornada do fim. No entanto, Benfica e Belenenses ainda têm um jogo para disputar entre si. Eis a classificação:

    1º FCP – 25 jogos – 39 pts. (78-22)
    2º SLB – 24 jogos – 38 pts. (70-18)
    3º Belensenses – 24 jogos – 35 pts. (62-25)
    4º SCP – 25 jogos – 31 pts. (49-26)

    A 19 de Março de 1959, Belenenses e Benfica repetem o jogo que tinha sido anulado por ordem da Federação devido a erros técnicos do árbitro em prejuízo do Belenenses. Na altura do jogo anulado (1 de Fevereiro de 1959), o SLB comandava o campeonato com mais 3 pontos que o Belenenses e mais 4 que o FCP. O Belenenses protestou o jogo. Sendo contrariado pelo Conselho Técnico da Federação, recorreu para o Conselho Juridiscional, que considerou procedente o protesto e anulou o jogo. Recorde-se que a grande rivalidade da época era entre o Benfica e o Belenenses.

    Ironia do destino: O Belenenses, que, na altura do primeiro jogo, poderia aspirar seriamente ao título se tivesse ganho (o que não aconteceu, pois ficou 0-0), agora, na repetição, já sabe que nem com a vitória poderá lá chegar, nem sequer melhorar o 3º lugar que ocupa. Quanto ao Benfica, se ganhar este jogo em Belém, pode passar para primeiro lugar, com um ponto de vantagem sobre o FCP, a uma jornada do fim. No entanto, o resultado verificado é… 1-1! E FCP e SLB entram para a última jornada empatados em pontos, mas com o FCP a superiorizar-se no desempate por goal-average geral, com 4 golos de vantagem: mais 7 marcados que o SLB, mas mais 3 sofridos do que a equipa da Luz. Isto porque no confronto directo entre as duas equipas, a questão está igualada, pois nas Antas registou-se um 0-0 e na Luz 1-1… Conclusão: na última jornada o SLB tem de ganhar sempre por mais de 4 golos de diferença em relação aos números da possível vitória do FCP sobre o Torriense.

    1º FCP – 25 jogos – 39 pts. (78-22)
    2º SLB – 25 jogos – 39 pts. (71-19)

    Note-se que o FC Porto foi considerado arredado do título, tendo estado a 5 pontos do Benfica (numa altura em que a vitória vale 2 pontos…). Mudou de treinador durante a competição, e com Bella Gutman chega à última jornada com uma série de 15 jogos consecutivos sem conhecer a derrota.

    De Bela Guttman conhece-se a frase “Se a bola não é nossa, marca. Se é nossa, desmarca”, mas não será esta que ficará para a história. É ele que vai levar o FC Porto à vitória no campeonato, depois de ter chegado a meio da época (1958/1959). É húngaro e antes de vir para o FC Porto, treinou em Itália (AC Milan, entre outros) e no Brasil (São Paulo FC). Foi neste país que implementou o seu sistema revolucionário de 4-2-4 que foi adoptado pelo Brasil na primeira vitória num campeonato do mundo (1958, Suécia). Depois do FCP, seguir-se-á a selecção nacional e o Benfica, ao serviço do qual treinará Eusébio e companhia. Será dele, quando sai do Benfica, a tal frase que o imortalizará: “Sem mim, o Benfica nunca mais ganhará uma Taça dos Campeões Europeus”. E nunca mais ganhou.

    Voltemos à 26ª e última jornada do campeonato naciona de 58/59. O Benfica recebe a CUF (8º lugar e em risco de ir jogar o torneio de mudança de divisão) e o FC Porto vai ao terreno do Torriense (14º lugar e último, em riscos de descer). Portanto, ambos os adversários dos dois grandes têm muito a perder, jogando uma cartada decisiva par

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  24. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:54

    CSI – Calabote Scene Investigation (II) – A arbitragem

    1. Penaltis

    No jogo Benfica-CUF, Inocêncio Calabote assinala três penaltis a favor do Benfica. Todos os jornais são unânimes em considerar os penaltis como tendo realmente existido, à excepção do primeiro, que origina o 2-0.

    O Mundo Desportivo (23/03/59) diz que “…foi à custa de uma grande penalidade inexistente que os lisboetas conseguiram marcar o segundo tento. Cavem foi de facto obstruído (…) e a falta só exigia livre indirecto.” E acrescenta: “Talvez por isso o sr. Inocêncio Calabote tenha tido tanto cuidado na apreciação das faltas dos cufistas evidenciando o propósito de, a ter que se enganar, o fizesse em relação à equipa que nada sofresse com a derrota. Assim podem anotar-se-lhe frequentes erros de julgamento, benefícios do infractor e, para culminar, aquele exorbitante “penalty” que deu o segundo golo dos encarnados.”

    2. Minutos de compensação

    Numa altura do nosso futebol em que apenas se pode fazer uma substituição, Calabote dá alguns minutos de compensação. Há jornais que falam em 3 outros em 4. O Presidente da Comissão Central de Árbitros falará, mais tarde, em 5 ou 6 minutos. Note-se que o jogo já começou oito minutos depois da hora marcada, o que leva a que os jogadores do FC Porto fiquem em campo cerca de um quarto de hora depois do seu jogo terminar ouvindo o relato pelos rádios dos adeptos que acompanharam a equipa a Torres Vedras. O entrar em campo propositadamente atrasado é, portanto, um hábito que vem de longe.

    O Mundo Desportivo (23/03/59) considera “exagerado (…) o período de três minutos regulamentar para contrabalançar os momentos gastos em propositada demora pelos cufistas”. Este jornal fala de três minutos e na crónica do jogo não há referência a qualquer tipo de anti-jogo ou jogo violento da CUF. No Jornal de Notícias, fala-se em 4 minutos de descontos numa “partida que foi jogada a grande velocidade e sem perdas de tempo”. Só A Bola, na voz de Alfredo Farinha, diz que a CUF “queimou muito tempo”. Alfredo Farinha, sim, esse mesmo…

    Estes minutos de compensação estarão na base da irradiação do árbitro. No Jornal de Notícias (26/03/59) pode ler-se uma notícia com o título “BENFICA-CUF e o relatório do sr. Inocêncio”. O texto é o seguinte: “A Comissão Central de Árbitros decidiu pedir esclarecimentos ao árbitro sr. Inocêncio Calabote sobre certos passos do relatório do jogo Benfica-CUF (…). Naquele seu documento, o sr. Inocêncio teria declarado que o jogo principiou às 15h, terminado a primeira parte às 15:45h. No que respeita à segunda parte, concedeu dois minutos como compensação de tempo perdido, registando o fim do encontro às 16:42.
    Atendendo a que o jogo foi minuciosamente relatado pela rádio e seguido com extrema atenção por milhares e milhares de pessoas, estas declarações oficiais do sr. Inocêncio não deixam de reflectir com despudor (para se não ir mais longe…) a todos os títulos lamentável – já pela sujeição voluntária à desconfiança pública, já pelo desprestígio daí decorrente para a função.
    E estamos certos de que a CCA, já com obra notabilizada em todos os aspectos da arbitragem (…) não deixará de corrigir esta ofensa à… evidência pública.”

    O Norte Desportivo (26/03/59) escreve o seguinte título: “Inocêncio Calabote em “maus lençóis”! E acrescenta que “No boletim do jogo SLB-CUF, o árbitro eborense faltou à verdade.” O texto acusa o árbitro de “falsear a verdade num boletim” e revela que “Antes de ser irradiado, esse indivíduo apressou-se em pedir a demissão…”. Mais adiante acrescenta: “Na verdade, o senhor Calabote deu-se ao luxo de redigir o mais falso de todos os boletins de todos os jogos de futebol”, pois, segundo o relatório do árbitro “O jogo principiou às 15h e a 1ª parte terminou às 15:45. A 2ª parte começou às 15:55 e terminou às 16:42 (dei 2 minutos de compensação)”. O Norte Desportivo qualifica este relatório como “…a mais sensacional mentira do ano, com a gravante de ter sido num documento oficial…”. Segundo os dados do jornal, “O jogo SLB-CUF começou às 15:07, isto, 7 minutos depois do das Covas” (nr: Covas era o nome do campo do Torriense, onde jogava o FCP). “O encontro Torriense-FCP terminou às 16:48”. “Se fosse assim, não se teria passado nas Covas o que milhares de pessoas viram, isto é, toda a gente aguardando o termo do embate entre o Benfica e a CUF.”

    Nesta mesma edição de o Norte Desportivo, publica-se este curioso texto: “UM RELÓGIO PARA O SR. INOCÊNCIO CALABOTE
    Um leitor escreveu-nos a fazer a sugestão que não podemos perfilhar. Pretendia que nas nossas colunas abríssemos uma subscrição para se adquirir um relógio que seria oferecido ao sr. Inocêncio Calabote, de Évora. Dizia o nosso correspondente: “Se o seu relógio se atrasa 5 em 45 minutos, o sr. Calabote corre o risco de chegar ao campo numa 2ª feira para arbitrar um desafio marcado para o domingo anterior” A sugestão tem graça – e não ofende!”

    O Norte Desportivo de 9/04 publica o seguinte texto, com muita ironia à mistura:
    “O árbitro Calabote respondeu e foi imediatamente suspenso!
    Vai ser levantado um inquérito às declarações do juiz eborense que deve ser considerado como o inventor do “relógio-elástico”.
    Finalmente o sr. Inocêncio Calabote respondeu ao questionário que a Comissão Central de Árbitros lhe enviou, solicitando esclarecimentos sobre a cronometragem do jogo Benfica-CUF, no qual o referido indivíduo interveio como juiz da partida.
    O sr. Calabote limitou-se a dar uma resposta ultra-sintéctica, afirmando que no seu relógio eram precisamente 15 horas quando deu o início ao jogo. Isto é, confirmou as declarações que redigiu no boletim. Em face da firme atitude do enérgico árbitro, a Comissão Central que – honra lhe seja feita – pugna pela manutenção do prestígio da causa que orienta, resolveu suspender preventivamente o sr. Inocêncio Calabote até à conclusão de um inquérito a que mandou proceder. A suspensão é admissível, porquanto o regulamento a tal permite.
    Assim, para já, o sr. Calabote corre o risco de deixar de apitar, visto que será fácil ao inquiridor colher os elementos indispensáveis para comprometer irremediàvelmente o árbitro.
    Não será exagero aifrmar-se que cerca de 500 mil pessoas, pelo menos, tomaram conhecimento da irregularidade da cronometragem no referido jogo. A Imprensa e a Rádio (as excepções confirmam a regra), em coro, apontaram a deficiência. Por conseguinte, não é de crer que um homem só, malèvolamente, fique a coberto de qualquer sanção disciplinar severa.
    O sr. Inocêncio Calabote ao reafirmar o que escreveu no boletim fez admitir que inventou um relógio elástico, visto que só concedeu, segundo disse, dois minutos por tempo perdido quando, na verdade, esse prazo atingiu os 5 minutos.”

    Sete meses mais tarde, o Mundo Desportivo (12/10/59), numa pequena caixa, num cantinho da página, refere que “O árbitro Inocêncio Calabote, da Comissão Distrital de Évora, foi irradiado após conclusão do respectivo processo disciplinar”.

    A Bola, do mesmo dia, dá a mesma notícia num cantinho da primeira página e, em 7 de Novembro, publica uma entrevista ao do Dr. Coelho da Fonseca, Presidente da Comissão Central, que justifica a irradiação do árbitro: “O sr. Inocêncio Calabote foi demitido de árbitro por motivos ligados ao prolongamento do jogo Benfica-CUF (…) Como é do conhecimento público, esse jogo principiou cerca de dez minutos depois da hora marcada e teve um prolongamento de cinco ou seis minutos. Tanto o atraso como o prolongamento não constituem, em si mesmos, ínfima matéria de culpa. O erro do sr. Calabote consistiu em pretender convencer-nos, contra as evidêncidas dos factos, de que principiara o encontro às 15h precisas e de que o prolongara por dois minutos apenas. É aqui, nesta atitude escudada e incompreensível, que o antigo árbitro eborense deixa de merecer a confiança do público e da CCA”.

    Ao Norte Desportivo (15/10/59), o Dr. Coelho da Fonseca diz que Calabote “é (…) um caso de ordem moral. Inocêncio Calabote fez uma coisa em campo, aliás controlada por toda a gente, e escreveu, precisamente, o contrário no boletim de jogo. Isto somado a uns tantos casos já passados com o referido árbitro levou-nos à decisão tomada.”

    Agora eu pergunto, por que razão se manteve Calabote fiel à sua versão, se lhe era tão fácil admitir que tinha começado o jogo mais tarde e prolongado o mesmo para além dos limites do razoável? A quem serviria esta teimosia do sr. Calabote? Por quem se sacrificou o sr. Calabote? A resposta está boa de ver…

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    15 Novembro, 2009 05:54

    CSI – Calabote Scene Investigation (III) – Os jogadores

    1. Gama e António Manuel

    No Estádio da Luz, o guarda-redes da CUF, de nome Gama, foi substituído quando a equipa perdia por 5-1. Os jornais dão conta de que terão sido os próprios jogadores da CUF a pedirem ao treinador que substituísse Gama. De facto, havia algo de errado com aquele guarda-redes.

    No Mundo Desportivo (23/03/59) pode ler-se: “Gama, o guardião da turma que a determinada altura foi substituído aparentemente cansado do trabalho aturado que teve de suportar, respondeu-nos quando o interpelámos: “Faz pena, depois de tamanho esforço e tenacidade desenvolvidas verificar que o Benfica não conseguiu o número de golos suficiente para chegar a campeão! E a verdade é que ocasiões não lhe faltaram.” Ora, um homem que tinha encaixado 5 golos e via o seu clube ter de disputar um torneio para conseguir a permanência, lamentava o facto de o Benfica não conseguido “o número de golos suficiente para chegar a campeão”. Que pensarão os adeptos benfiquistas donos da moral e da verdade sobre estas declarações?

    Uns dias mais tarde, Gama, por se saber alvo de “malévolas insinuações” pediria para ser ouvido pela direcção do clube… O que é certo é que as suas declarações não ajudaram em nada e contribuíram, digo eu, para concluir sobre o ascendente psicológico (para não lhe chamar outra coisa…) que o Benfica tinha sobre os adversários.

    José Maria, o guarda-redes substituto, diria: “Os benfiquistas obrigaram-me a trabalho intenso, e confesso que tive de realizar várias defesas em condições difíceis. Quanto ao resultado, considero-o expressivo em demasia, visto que nele interferiu o desacerto da arbitragem.” Repare-se na diferença entre as declarações de um e de outro.

    Ao Norte Desportivo, o treinador da CUF, Cândido Tavares, declara: “Não posso acreditar no que se diz a respeito de Gama e, embora não seja seu costume falhar tantas jogadas, creio na sua honestidade!” “Simplesmente ele esteve, no domingo, demasiado infeliz.” “Vendo isso, e ainda porque dois dos seus próprios companheiros me solicitaram que alterasse o desempenho posto, mandei-o sair do terreno. Estava muito nervoso, e manifestava sintomas de total desorientação. Todavia daí a aventarem-se torpes insinuações terá de percorrer-se larga distância.” Bem, algo vai mal quando são os próprios colegas a solicitarem a substituição do seu guarda-redes…

    2. Torres Vedras

    A equipa do FCP no jogo contra o Torreense era composta por Acúrsio; Virgílio, Miguel Arcanjo e Barbosa; Luis Roberto e Monteiro da Costa (cap.); Carlos Duarte, Hernâni, Noé, Teixeira e Perdigão. O presidente do clube era o Dr. Paulo Pombo.

    Dias antes do jogo, Monteiro da Costa, capitão do FC Porto, declarava: “Calcule que nesta semana não pudemos realizar um treino de conjunto com todos os nossos jogadores. Faltaram-nos o Hernâni, o Arcanjo e o Barbosa, os três em Lisboa por causa da selecção militar. Eu compreendo os interesses da selecção, mas numa altura destas de campeonato, com um jogo decisivo para a tribuição do título, é, evidentemente, uma dificuldade que nos foi criada”. O regime funcionava a favor do clube da capital.

    A força psicológica dos jogadores do FC Porto via-se nestas declarações de Pinho: “Para nós o jogo de Torres Vedras inicia-se com 4 golos do Torriense. Ou, começando com 0-4, o FCP tem de ganhar o jogo. Ao ataque – será a palavra de ordem. E se conseguirmos superar aquela margem, seremos campeões.”

    O Mundo Desportivo refere, na análise ao jogo, a “Dupla tristeza (dos jogadores do Torriense) porque, na maioria, os jogadores além da fuga ao último lugar também desejariam que o campeão se chamasse Benfica…”

    A crónica fala de um penalty sobre Carlos Duarte, aos 18 minutos da 2ª parte, cuja “nitidez da falta tornou bizarra a decisão do árbitro, mandando prosseguir o jogo e ignorando a grande penalidade que se impunha assinalar”. O Jornal de Notícias também se refere a esse penalti.

    Na apreciação ao árbitro Francisco Guiomar, o Mundo Desportivo diz que “…foi muito “caseiro” (aquele penalty negado aos portuenses é inaceitável), contemporizou com a rudeza em excesso por demasiado tempo e regra geral acompanhou o jogo de muito longe…”

    Na crónica do jogo fala-se em duas grandes penalidades por marcar a favor do FC Porto e da justa expulsão de Manuel Carlos, do Torreeense, por jogo violento.

    Noticia o Jornal de Notícias que, dizia-se em Torres Vedras, “e os jogadores locais sorriam quando em tal lhes falava, que havia um prémio de cinco mil escudos para cada um no caso de conseguirem empatar ou pelo menos sofrer poucos golos.” Esse prémio existiu mesmo, como vamos ver mais adiante.

    Faltavam 2 minutos para acabar o Torriense-FC Porto, com o resultado em 0-1. Na Luz, verificava-se 6-1.

    Nesta altura, as equipas estavam empatadíssimas na atribuição do título. Se assim tudo permanecesse até ao final jorgar-se-ia uma finalíssima entre os dois clubes. O FC Porto marcou o 0-2 e logo a seguir o SLB fazia o 7-1. Tudo na mesma. Um jogador do Torriense de nome Saldanha queimava tempo, chutando a bola para longe antes do recomeço. Por que razão queimava ele tempo, a perder por 0-2 a um minuto do fim? O árbitro, que já o tinha advertido várias vezes durante o jogo pelo mesmo tipo de conduta (atenção que o Torriense também precisava deste jogo para uma eventual, mas difícil, permanência na 1ª Divisão), considerou anti-jogo grosseiro e expulsou-o. No último minuto do jogo, Teixeira faz o 0-3, decidindo o campeonato para o FC Porto. Na Luz, o jogo acabava com 7-1. O FC Porto era campeão nacional por 1 golo:

    Ambas as equipas com 17 vitórias, 7 empates e 2 derrotas.
    1º FCP – 41 pts. – 81 golos marcados, 22 sofridos
    2º SLB – 41 pts. – 78 golos marcados, 20 sofridos

    Em declarações ao jornal A Bola, António Manuel, jogador do Torriense, dizia no final: “No meu último jogo ia dando uma vitória ao Benfica e não o consegui, o que lamento como benfiquista. O Porto talvez seja a equipa que pratica melhor futebol mas nós podíamos ter dado o campeonato ao Benfica. Paciência. Como homem do Benfica, sinto muito que assim não fosse.” Note-se que o Torriense acabava de descer de divisão e a preocupação deste jogador foi a derrota do SLB no campeonato. Para o Mundo Desportivo, o jogador dizia “O Porto venceu mal. A arbitragem foi nitidamente favorável aos nortenhos.” Claro que foi. E tu cheio de pena de descer de divisão.

    Como final do campeonato, as competições oficiais iriam para durante 1 mês e meio, antes de se iniciar a Taça de Portugal (naqueles tempos a Taça jogava-se depois de o campeonato ter acabdo). Durante esse período, os clubes fizeram vários jogos particulares para não perderem a forma, tendo o Torriense feito dois jogos “de amizade” com o Benfica, um em
    cada campo…

    Virgílio, o Leão de Génova, jogador do FC Porto, com “os olhos humedecidos”, dizia ao Jornal de Notícias: “Pensava em ganhar, mas nunca julguei que custasse tanto. E já agora, um segredo: quando soube que o Benfica entrara em campo mais tarde 10 minutos para saber do nosso resultado, confesso que desanimei e julguei tudo perdido! Sabe o que nos valeu? Termos marcado muito tarde o segundo e terceiro golos! Lamento a maneira como os torreenses se portaram connosco. Mas tiveram o pago! Os jogadores e o público acenando-nos com lenços a 10 minutos do fim!… Lamentável!”

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    15 Novembro, 2009 05:55

    CSI – Calabote Scene Investigation (IV) – O treinador-adjunto do Benfica

    Quem é Valdivielso?, perguntam vocês. Ora bem, este senhor era o treinador-adjunto do Benfica e surgiu, para surpresa e espanto de todos, no jogo Torriense-FC Porto, sentado no banco de suplentes do Torriense. Sim, leram bem. Não sei o que os adeptos benfiquistas que pugnam pela verdade desportiva pensam deste facto, nem sei se conseguem ter o discernimento para pensar nas implicações desta situação. Será que conseguem? Não vou fazer mais comentários, apenas deixar uma pergunta no ar: que tipo de ascendente tinha o Benfica, naquele tempo, sobre os clubes de menor dimensão, que lhe permitia ter atitudes destas? Passo a transcrever o que os vários jornais disseram sobre o caso. Note-se o tratamento dado à questão pelos jornais lisboetas.

    O jornal A Bola, dá conta desta situação numa caixinha pequena na última página. O texto diz o seguinte: “Surpreendeu toda a gente a presença de Valdivielso, treinador-adjunto do Benfica, nos bancos dos técnicos do Torriense. Na verdade, o técnico benfiquista “viveu”, longe da Luz, os “assaltos” finais deste emocionante campeonato.
    Findo o jogo fomos encontrar Valdivielso, chorando na cabina do Torriense. Quisemos saber a razão da sua presença e acabámos por ser esclarecidos por Fernando Santos, orientador técnico da equipa de Torres Vedras, que nos afirmou: – Vldivielso não teve qualquer interferência na orientação da equipa, nem nós a aceitaríamos sequer. Veio a Torres como espectador e só por deferência esteve sentado junto a mim.”

    O Mundo Desportivo (23/03/59) apresenta um desmentido, através do qual Valdivielso diz que chegou à porta do campo e o fiscal negou-lhe a entrada porque o cartão não tinha validade. Os bilhetes estavam esgotados e dificilmente conseguiria lugar na geral. Foi saudar os treinadores do Torreense e contou-lhes o sucedido. Estes, “como cavalheiros”, convidaram-no a sentar-se no banco, o que aceitou. Disse ainda que foi ver o jogo para observar um jogador do Torreense num jogo de responsabilidade com vista a futura contratação.

    O Jornal de Notícias diz que Valdivielso orientou o Torriense no jogo com o FCP, tendo feito “uma longa prelecção antes de iniciado o encotro e deu novamente as suas instruções no intervalo do encontro”.

    O Norte Desportivo(26/03/59) publica uma imagem de Valdivielso no banco do Torriense. Com o título: “O treinador Valdivielso sujeitou-se a uma comédia imprópria dos desportistas”, o jornal denuncia “outras armas utilizadas e que transcendem a rotina para merecerem a classificação (lisonjeiro, acentue-se) de comédias…”. E adianta que “Antes do encontro, o treinador-adjunto dos encarnados esteve nos vestiários da equipa local e ali ministrou uma prelecção de ordem técnico-táctica. Depois acompanhou a equipa aé ao terreno e, com o mais espantoso à-vontade, sentou-se no chamado banco dos técnicos…”. E acrescenta: “Durante o jogo (…) deu instruções para o campo, fez gestos teatrais, refilou com o juiz-de-linha e até interferiu num ligeiro episódio com Hernâni”. E conclui: “Fernando Santos (nr: treinador do Torriense) é um indefectível benfiquista que reside há uma dezena de anos em Torres Vedras. Ambos prestaram um péssimo serviço à ética desportiva.”

    O mesmo jornal, em 29/03, escreve: “Muitos leitores escreveram-nos e telefonaram-nos para aplaudir a censura que mereceu a atitude de Valdivielso (…) Alguns salientam a coragem que nos caracterizou. Coragem? Há exagero no emprego da palavra. Coragem teve-a o senhor Valdivielso ao desafiar, ostensivamente, o senso crítico de quem viu adoptar o comportamento que mihares de pessoas verificaram. Como estrangeiro, que presta serviço num clube português, o sr. Vladivielso devia ter estudado atentamente as consequências da sua atitude”.

    E em 02/04, publica uma entrevista António Costa, defesa do Torriense, na qual ele diz: “Bem, ele não nos treinou. Esteve na cabina a conversar connosco e, depois, foi sentar-se no banco dos nossos técnicos. Mas não nos deu indicações algumas.” “A verdade é esta: receberíamos, por intermédio dele, um prémio se vencêssemos ou perdêssemos com o Porto por margem escassa.” “Cinco contos a cada jogador”. “… quero esclarecer um ponto: Valdivielso não chorou na cabina, por termos perdido. Limitou-se a regressar a Lisboa com o dinheiro…”

    O jornal Record resolve ignorar o assunto, mas vai mais longe. Pouco tempo depois, publica uma foto de Valdivielso sentado no banco do Casa Pia, num jogo particular desta equipa. Em tom de gozo, o jornal “alerta” para mais esta situação, como se fosse assunto para brincadeiras. A intenção é atingir aqueles que criticaram o comportamento do argentino. O Norte Desportivo foi um dele e não deixa o assunto cair no esquecimento. A 16/04, o jornal publica o seguinte artigo:

    “VALDIVIELSO disfarça e um jornal aplaude
    Causou a mais viva impressão a atitude de o Norte Desportivo ao censurar, sem evasivas, o prodecimento de José Valdivleilso, treinador-adjunto do Benfica, que por ocasião do jogo das Covas, disputado entre o Torriense e o FC Porto, se sentou no “banco dos técnicos” do clube de Torres Vedras e, com o mais espantoso descaramento, desatou a dar instruções aos jogadores do Torriense, manifestando o propósito declarado de ser hóstil ao FC Porto, numa partida cujo resultado interessava sobremaneira aos encarnados.
    Um dos jornais que nada disse sobre a estranha como condenável atitude do treinador estrangeiro, que presta serviços num clube português, entendeu “colaborar” na sinistra manobra do sr. Valdivielso, publicando fotografias, decerto prèviamente estudadas, com o evidente intuito de diluir a gravidade da situação.
    Trata-se do Record que não se sabe bem porquê decidiu, capciosamente, destruir a argumentação e as provas apresentadas pelo nosso jornal, conferindo a Valdivielso uma auréola de ingenuidade, admitindo como natural e defensável (!) o rosário de tristezas de que ele foi o principal intérprete.
    Tendenciosamente, o Record procura estabelecer a confusão, comungando ostensivamente com o estilo do sr. Valdivielso. Este disfarça (desta vez surgiu sem óculos) enquanto um jornal aplaude.
    Foi pena, realmente, que Record não tivesse iniciado a sua excelente campanha com a publicação da célebre fotografia do campo das Covas (nr. Campo do Torriense).
    A provocação do sr. Valdivielso, ao sentar-se agora no banco do Casa Pia, representa um desafio à autoridade da Federação Portuguesa de Futebol. Indevidamente, embora os intuitos sejam claros, o treinador-adjunto do Benfica tomou lugar num banco de uma equipa estranha, com a agravante de se tratar de um jogo oficial.
    Esperamos que a FPF se decida a zelar pela defesa da moral desportiva – punindo severamente um treinador que tão deploráveis exemplos dá aos jogadores que orienta.
    A “mistificação-Valdivielso”, lamentàvelmente estimulada por quem devia censurá-la, só representa um péssimo serviço prestado ao Desporto Nacional.”

    José Valdivielso não seria punido e tornar-se-ia mesmo o treinador-principal do Benfica.

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  27. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:57

    CSI – Calabote Scene Investigation (V) – Os jornalistas

    1. Aurélio Márcio

    O jornalismo afecto ao Benfica lamentava, com alguma subtileza, a perda do campeonato. Veja-se, a título de exemplo, o artigo de Aurélio Márcio, em A Bola:

    “O Benfica seria campeão em França e Inglaterra

    O FCP conquistou o título por um golo, que tanto pode ser o de Teixeira como o da CUF. Em França e Inglaterra, porém, o SLB seria campeão, pois o seu quociente (3,9) é superior em relação ao do FCP (3,6) (Nota: o quociente calculava-se dividindo o total de golos marcados pelo total de golos sofridos).
    Fazemos votos para que numa próxima reforma do regulamento geral da FPF se recorra todos os meios de desempate, menos aos jogos extra, que não condizem com o espírito da competição.”

    O Norte Desportivo faz uma notícia bem corrosiva como resposta ao texto de Aurélio Márcio:

    “O Benfica ficaria campeão em Inglaterra e em França, mas…

    … em Portugal o campeão é o FCP.
    Alguns colegas nossos do sul têm descoberto muitas coisas. São, realmente, uns verdadeiros sábios e, os seus devaneios, caprichosos, saem da vulgaridade. Agora descobriram que o SLB, se fosse na França e na Inglaterra, teria ficado campeão, pois seria utilizado o coeficiente de golos de golos. E foram tão”perfeitos” que até fizeram contas a demonstrarem que são excelentes aritméticos…
    Mas a despeito dessas obrigações, ao simpático e popularíssimo Benfica o que interessava era ficar campeão de Portugal. Ora esse intuito é que não se corporizou, pois o campeão é o FCP.
    Foi pena que os nossos ilustres colegas não informassem a multidão de quem ficaria campeão da Indochina, nas Filipinas ou na Patagónia.”

    Excelente!

    2. Alfredo Farinha

    Talvez o mais nítido exemplo de jornalismo vermelho esteja na edição do jornal A Bola que fez a cobertura do jogo Benfica-CUF. Leia-se com atenção:

    Título de primeira página: “JOGO EMPOLGANTE E DRAMÁTICO DE UM CAMPEÃO MALOGRADO”
    Título no interior: “A EQUIPA CUFISTA QUEIMOU MUITO TEMPO!”
    Excertos do texto, assinado por Alfredo Farinha:

    “Estava escrito! Estava escrito que o Benfica perderia o campeonato! Eram estas, no final do empolgante e dramático jogo da Luz, as duas frases que britavam dos lábios de uma grande parte dos adeptos benfiquistas. Nem um grito de revolta, nem uma recriminação, nem um queixume. Apenas esta frase, dorida, magoada, empregnada de resignação e conformismo: “Estava escrito!”.
    Ela bastava, porém, para dizer tudo: para fazer justiça á grande e desafortunada exibição dos jogadores “encarnados”; para evocar as muitas oportunidades de golo perdidas por alguns dos seus avançados; para lastimar as atitudes de exacerbada hostilidade dos jogadores cufistas; para gritar o seu protesto contra a fatalidade de um campeonato perdido nos derradeiros instantes.
    Mereceria o Benfica ter perdido este campeonato?
    A pergunta talvez não tenha cabimento nas linhas desta crónica, que tem de cingir-se, apenas, aos acontecimentos do encontro da Luz. Calma e imparcialmente, porém, hemos de convir que na medida em que a questão do título estava dependente do número de golos que o Benfica marcasse na Luz, os seus jogadores e adeptos têm razão para se sentirem injustamente despojados do triunfo final. É que, independentemente das circunstâncias em que decorreram os últimos minutos deste histórico domingo de futebol; indepentemente mesmo do grande nível da exibição produzida pela equipa “encarnada”, o Benfica poderia, deveria e merecia ter vencido a CUF por diferença superior a 6 golos”
    (…)
    “…a CUF não jogou, exclusivamente para si, mas também para uma outra equipa (a do FC Porto) que estava á margem da luta travada na Luz. Se assim foi – e por legítima temos a presunção – cremos existir aqui um problema de ética, digno de, em melhor oportunidade, ser devidamente apreciado e analizado”
    (…)
    Até que ponto é lícito a uma equipa defender, contra outra, de maneira ostensiva e contrária ás leis e espírito de jogo, os interesses de uma terceira? Não será esse procedimento tão incorrecto e antidesportivo como o inverso, isto é, o de facilitar, propositadamente, com o fim de prejudicar os interesses doutrem, a vitória do adversário? As perguntas aqui ficam, por ora sem resposta. Mas talvez valha a pena, em próxima oportunidade, tomá-las para tema de um artigo.”

    Esta prosa quase nem merece descodificação. Está lá tudo, para quem tinha dúvidas. Lamentavelmente, o senhor Alfredo Farinha não se pronunciou em termos críticos, nos tempos seguintes, sobre a demora propositada em começar o jogo na Luz, ou sobre as declarações dos jogadores do Torriense, do próprio guarda-redes da CUF, ou sobre o caso do treinador-adjunto do Benfica, sentado no banco de suplentes do Torriense. Confirma-se, afinal, que, tal como hoje, a verdade desportiva só tinha uma cor: o vermelho.

    Mais excertos, desta vez do texto sobre “O ambiente… fora do jogo”

    “O Benfica entrou em campo com mais de 5 minutos de atraso. Alguém, perto de nós, alvitrou tratar-se de um estratagema, com o fim de manter o público e os jogadores ao corrente do que se passava em Torres Vedras.
    Por essa ou outra razão, o certo é que, ainda o jogo não tinha começado e já um longo sussurro de sofrimento percorria as bancadas.
    – O Porto já está a ganhar por 1-0!…
    Mas não era verdade. Os portadores de aparelhos de rádio apressaram-se a desfazer o descoroaçante boato. E, desfeito o acabrunhamento do terrível pesadelo, as turbas tornaram a erguer-se, frenéticas, clamando:
    – Benfica! Benfica! Benfica!
    E foi como se a equipa encarnada tivesse marcado o seu primeiro golo antes de se dar o primeiro pontapé na bola…
    (…)
    E quem poderá contar os dramas íntimos de cada um? As lágrimas que não puderam chorar-se? Os gritos de dor que ficaram represados nos peitos?
    Quem poderá apreciar, medir, descrever, a tristeza daquele lento, arrastado, quase lúgubre, debandar do Estádio da Luz?…”

    Texto bastante riquíssimo do ponto de vista literário, sem dúvida. Mas estamos a falar de um jornalista. Imparcialidade? Não, isso era coisa estranha para os lados do jornalismo de Lisboa. Com este tipo de prosa, estou certo que se fabricou muito mito benfiquista. E, claro, omitiu-se muita matéria passível de censura.

    Como curiosidade, o título de primeira página de A Bola sobre a vitória do FC Porto em Torres Vedras é um seco “OS PORTUENSES VENCERAM A SUA PRÓRIA ANSIEDADE” (da autoria de Aurélio Márcio).

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  28. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 05:59

    CSI – Calabote Scene Investigation (VI) – Conclusões

    TORRIENSE-FC PORTO:
    – O treinador-adjunto do Benfica sentado no banco do Torriense, numa demonstração de domínio sobre os clubes mais fracos e subservientes ao Benfica.
    – Os jogadores do Torriense a queimarem tempo, mesmo estando a perder e precisando do jogo para não descer de divisão.
    – No final, um jogador do Torriense lamenta-se por… não ter conseguido dar o campeonato ao Benfica. Sintomático.

    BENFICA-CUF:
    – O jogo começa com muitos minutos de atraso.
    – O árbitro, que era de Évora, marca 3 penaltis a favor do Benfica. O primeiro, curiosamente, falso como Judas.
    – O guarda-redes da CUF é substituído depois do 5º golo do Benfica, a pedido dos seus colegas de campo. No final, lamenta que o Benfica não tenha conseguido os seus objectivos.
    – O árbitro dá mais 4 minutos de descontos, mente no relatório e permanece fiel à sua versão. A soldo de quem?

    Junho de 1978
    19 — A final da Taça de Portugal, no Jamor, entre o Sporting e o F. C. Porto, foi feita de cenas eventualmente chocantes no relvado e nas bancadas. O empate (1-1) resistiu ao prolongamento e a decisão ficou adiada por oito dias. Gomes marcou para o F. C. Porto, Meneses empatou, de grande penalidade (legítima), muito protestada pelos portistas, os ânimos azedaram e o resto foram agressões, expulsões, picardias, acusações, enfim, um rosário de tristezas de mútuas acusações.
    26 — Na jornada de repetição da final da Taça, ou melhor, na finalíssima, o troféu caiu nas garras verdes, desta vez não houve batalha no campo nem brigas na bancada, ninguém soube porquê, uma vez que a arbitragem de Mário Luís, de Santarém, validando o primeiro golo «leonino», forjado num lance irregular. Os golos foram marcados por Vítor Gomes, Manuel Fernandes e Seninho, prestes a encetar nova vida, no Cosmos, põs o dedo na ferida: «O árbitro entregou a Taça ao Sporting.» O treinador, Rodrigues Dias, sempre honesto e humilde, disse apenas: «O corolário de um trabalho de seis meses.» Apresentamos os intérpretes dessa dramática finalíssima: Sporting — Botelho; Artur, Laranjeira, Meneses e Inácio; Ademar, Vítor Gomes, Ailton e Keita; Manoel e Manuel Fernandes. F. C. Porto — Fonseca: Gabriel, Teixeira I, Simões e Taí; Brandão, Teixeira II, Duda e Octávio; Seninho e Gomes. O árbitro, Mário Luís, partiu nessa noite para a China, integrando a comitiva do Sporting. Como prémio, bradaram os portistas!
    Ainda no mesmo jornal:
    O troféu caiu nas garras dos «leões», mas por caminhos espúrios, já que o primeiro golo do Sporting foi forjado em lance irregular, que Mário Luís sancionou como bom. Seninho, prestes a partir para a aventura americana, autor do golo do F. C. Porto, pôs o dedo na ferida: «O árbitro entregou a Taça ao Sporting.» Mário Luís defendeu-se assim: «Os protestos dos portistas foram disparatados.» E sobre uma azeda troca de palavras com Fernando Gomes: «Gomes estava muito nervoso. O Campeonato deve ter tido uma acção demolidora em alguns jogadores do F. C. Porto. Gomes, após o único golo do F. C. Porto, gritou para os colegas: estamos a ganhar por 1-0, pretendendo insinuar que os golos do Sporting haviam sido irregulares. Poderia tê-lo expulso, mas…»
    No dia seguinte, para espanto de todos, Mário Luís foi, a convite de João Rocha, na comitiva do Sporting que se deslocou à China! E como à mulher de César não bastava ser honesta, as suspeitas dos portistas mais se adensaram…

    Ainda e a respeito da época 1980/81, quando o FC Porto foi à Luz, na 23ª jornada e a 2 pontos do Benfica (37 – 39), o Sr. António Garrido também sacou dos galões e fez de conta que não viu duas agressões, uma do H. Coelho ao Walsh (sem bola) e outra do Veloso ao Costa, assim como um penalti do tamanho do mundo, rasteira do J. Alves ao J. Pacheco bem dentro da grande área benfiquista. Para terminar tão brilhante actuação, valida o golo do Benfica quando há um claro fora de jogo do brasileiro César. Tudo isto está documentado em imagens (RTP Memória, por andas) na posse do dito canal de Televisão do Benfica, perdão, público português. Dois dias depois, o FC Porto emitiria um comunicado, queixando-se deste roubo, mas em vão, ninguém lhe passou cartão. O que contou foi o resultado e os 4 pontos de avanço de que o Benfica passou a dispor.
    Reacção do Rodolfo, à moda antiga: «Garrido é um grande árbitro, mas habilidoso e caseiro. Favoreceu o Benfica, apitando sempre contra nós. Os jornalistas vão, decerto, escrever que foi arbitragem normal, mas nós, jogadores, é que sabemos». Garrido replicou: «Fiz uma arbitragem à europeia.» Pois, pois…
    Esta das arbitragens à europeia, não vos fazem lembrar ninguém?

    À entrada para a 27ª jornada, a do tal Sporting-Benfica, o FC Porto e o Benfica mantinham-se separados por 2 pontos (43 – 45), indo o FC Porto jogar a Penafiel, empatando miseravelmente a zero. Antes do jogo, rumores de tentativas de suborno, prontamente desmentidas. Confirmado apenas o prémio chorudo do Benfica aos jogadores do Penafiel, em caso de vitória. Empataram, perderam tudo… Nervos à flor da pele, na cabina do F.C.Porto e a denúncia de Teles Roxo: «Benfica quase campeão à custa do benefício dos árbitros».

    Mas, nessa tarde, mais mosquitos por cordas tinham andado na Luz, onde o Benfica empatara, a um golo, com o Sporting, com Inácio de Almeida, o árbitro, transformado pelos sportinguistas em «bête-noire». João Rocha exigiu a irradiação do árbitro, defendendo que «a sua actuação não poderia ficar impune, pois além de incompetente, mostrou ser desonesto, cópia fiel de um tal Inocêncio Calabote. Por isso, não basta mandar o árbitro de Setúbal para a segunda ou terceira divisão. É necessário tomar medidas que sirvam de exemplo a quantos não têm a honestidade suficiente para dirigir um jogo de futebol. Inácio de Aldeia tem antecedentes e tem uma alergia especial ao Sporting»…

    Foram, de facto, casos & casos. Um penalti muito duvidoso contra o Sporting, que, depois de falhado por Nené, foi repetido, um golo anulado ao Sporting, considerado pelo árbitro resultado de «uma entrada de pé em riste». E ainda um penalti indiscutível contra o Benfica que ficou por marcar… Se os benfiquistas tivessem perdido, a sua vantagem sobre o F.C.Porto seria apenas de um ponto. A três jornadas do fim. Por isso, o ambiente de revolta entre os portistas, em Penafiel…

    Mais achas para a fogueira, quando o Conselho de Arbitragem da FPF decidiu suspender Inácio de Almeida, instaurando-lhe inquérito, na sequência da sua polémica arbitragem na Luz. E só então saiu o árbitro a terreiro em defesa da sua honra: «Não desejo a ninguém o estado de espírito em que me encontro, não por ter errado, já que errar é próprio do homem, mas sim pela forma como tem sido visada a minha idoneidade. E, se alguma coisa ainda me vai minorando o sofrimento, são as inúmeras manifestações de solidariedade que tenho recebido de árbitros, de amigos, e até de desconhecidos. Ninguém apoia, evidentemente, os erros que cometi, mas todos me dão uma palavra de repúdio pelas acusações que me têm sido feitas, o que é muito importante, para mim, no difícil momento que atravesso».

    Contra remoques e, igualmente, em «defesa da honra», Ferreira Queimado, presidente do Benfica, indignado por o Sporting ter utilizado a palavra corrupto nos ataques a Inácio de Almeida: «É evidente que a expressão foi infeliz, até porque quando há corrupção, tem de haver alguém que corrompe. Mas prefiro não acreditar que, ao empregá-la, o Sr. João Rocha tenha tido o pensamento posto no Benfica. Somos um clube demasiado limpo para que, em caso algum, expressões como essas nos possam atingir. Por outro lado, se o Benfica usasse os mesmos processos, muitos árbitros teriam sido já irradiados. Mas, nota-se, claramente, que há uma orquestrada campanha para tentar desestabilizar o Benfica…»

    E assim, alegremente e com tudo a correr dentro dos eixos, a bem da nação, continuou o campeonato com os 2 pontos de diferença entre portistas e lampiões.
    Na 28º Jornada, o FC Porto iria ganhar a Viseu (2-1) e o Benfica a Belém (3-0). Na 29ª, o FC Porto empataria em casa (1-1) com o Marítimo, que desceria à Segunda Divisão e os lampiões derrotariam o V. Setúbal (5-1), selando assim e definitivamente a vitória num campeonato repleto de “ virtudes, seriedade e honestidade”. Já agora e para completar a informação, na última jornada o FC Porto foi empatar a Guimarães e a lampionagem iria perder a Espinho, por 2-0.

    Classificação da época 1981/1982:

    1º Benfica 50
    2º FC Porto 48
    3º Sporting 37
    4º Boavista 36
    5º V.Guimarães 31
    6º Sp Braga 30
    7º V.Setúbal 29
    8º Portimonense 28
    9º Sp. Espinho 27
    10º Penafiel 27
    11º Belenenses 26
    12º Amora 25
    13º Ac. Viseu 25
    14º Varzim 24
    15º Marítimo 23
    16º Académica 14

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  29. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:01

    José Veiga nas escutas telefónicas do Apito Dourado

    Depois de Luís Filipe Vieira e de Pinto da Costa, o jornal Público noticia esta terça-feira que o actual responsável máximo pelo futebol do Benfica também foi apanhado em escutas telefónicas a pedir favores a Valentim Loureiro.

    O «caso» remonta a Março de 2004, altura em que José Veiga era o maior accionista da SAD do Estoril Praia e, segundo o Público, terá telefonado pelo menos duas vezes ao presidente da Liga de Clubes, a fim de este assegurar que a equipa da Linha não jogasse no recinto do Marco, em partida para a Liga de Honra – possibilidade aberta devido ao incidente ocorrido cerca de um mês antes com o «episódio» protagonizado por Avelino Ferreira Torres, ao pontapear placas de publicidade e cadeiras do referido recinto.

    As duas equipas acabaram mesmo por defrontar-se no Estádio do Bessa, com o Estoril a vencer por 3-2, num jogo com arbitragem polémica de João Ferreira, o mesmo que esteve envolvido nas escutas noticiadas a semana passada como tendo sido aceite por Luís Filipe Vieira para as meias-finais da Taça de Portugal de 2003-04.

    Confrontado com a notícia já esta manhã, à partida da comitiva do Benfica rumo à Dinamarca, José Veiga escusou-se a prestar quaisquer comentários.

    12-09-2006

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  30. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:01

    Os árbitros para o Benfica eram combinados com João Rodrigues, ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e conhecido benfiquista. Pinto de Sousa telefonava regularmente àquele dirigente para que fosse ele a contactar Luís Filipe Vieira no sentido de se acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no processo ‘Apito Dourado’ da existência dessas conversas abundam. O que os dois diziam entre si é que não está documentado, por João Rodrigues e Luís Filipe Vieira nunca terem tido o telefone sob escuta.

    José Veiga, ex-director-geral do Benfica mas ainda hoje o homem forte do futebol, foi também uma personagem central no ‘Apito Dourado’. A sua relação com Pinto de Sousa e Valentim Loureiro era aparentemente boa e os pedidos são inúmeros. Desde a resolução de situações ligadas ao Benfica até árbitros para o Estoril ou casos envolvendo a sua vida pessoal (como a situação onde foi apanhado em excesso de velocidade e que o levou e pedir a Valentim que evitasse a apreensão da sua carta de condução).

    Nos inúmeros volumes do ‘Apito Dourado’ só há uma escuta telefónica onde o interveniente é Luís Filipe Vieira. Trata-se de um jogo da Taça de Portugal, onde o presidente do Benfica diz a Valentim Loureiro que quer João Ferreira como árbitro.

    Os dirigentes do Sporting não foram apanhados em nenhuma escuta comprometedora.

    “ELE QUER O ÁRBITRO DO BELENENSES”

    Pinto de Sousa pediu a João Rodrigues para falar com Vieira a propósito da nomeação do árbitro para a meia-final da Taça de Portugal da época 2003/2004, que ia pôr em confronto o Benfica e o Belenenses. Vieira terá dito que queria o árbitro que apitara o mesmo encontro para o campeonato.

    “Ele ficou doido. Quer o do Belenenses”, disse João Rodrigues a Pinto de Sousa, que lamentou a escolha: “É um bocado chato. Vão perguntar por que repito a nomeação.” João Rodrigues não desarmou: “Vai ser uma chatice […], o Benfica vai contestar isso”, respondeu, acrescentando: “O Duarte Gomes nem vê-lo… Olegários nem pensar.”

    O QUE ELES DISSERAM

    “Sr. presidente, está ocupado? Fala Veiga […] Era um favorzinho … Como você é muito amigo…, a ver se podia dar-lhe uma chamadinha, para ver se corre bem. […] É contra o União da Madeira, mas nunca se sabe.” José Veiga

    “Nomeie o Devessa Neto que o acalma logo [Pinto de Sousa queixava-se que Vieira estava zangado].” João Rodrigues

    “Eu precisava de uma ajudinha. Amanhã, ao meio-dia tenho de escolher os árbitros internacionais para a taça. […] Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse.” Pinto Sousa

    “Eu vou ligar ao Luís Filipe. […] Já lhe ligo.” João Rodrigues
    —————————
    22/06/2007 Correio da Manha

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  31. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:02

    Afinal, o processo Apito Dourado não apanhou apenas dirigentes de clubes do Norte a pedir árbitros para os seus jogos. Embora de forma indirecta, através de João Rodrigues, o Benfica também quis escolher os seus árbitros. Mas nenhum destes pedidos deu origem a qualquer processo, nem sequer no grande dossier relativo a uma eventual viciação da classificação dos árbitros, ainda em análise pela equipa de Maria José Morgado.

    As intercepções telefónicas, que são imensas, dão conta de diversos tipo de pressão do Benfica, na época de 2003/04, no sentido de contar com árbitros do seu agrado. Aliás, até era convicção de alguns presidentes de clubes da 1.ª Liga, como era o caso de João Bartolomeu, que garantiu que foi Luís Filipe Vieira quem colocou Luís Guilherme na presidência da Comissão de Arbitragem da Liga, exercendo, por consequência, alguma influência sobre ele.

    Por exemplo, João Bartolomeu, numa das suas conversas com Pinto de Sousa, diz ter a certeza que é o Luís Filipe que tem influência sobre as nomeações feitas por Luís Guilherme, com o então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF a acrescentar: “O Pinto da Costa não tem influência no Luís Guilherme.”

    A propósito da nomeação de um árbitro para um jogo da U. Leiria, Bartolomeu diz que fez uma investigação que apurou que Pimenta Machado se encontrou com Luís Filipe Vieira, presumivelmente no sentido de ter Duarte Gomes como árbitro. Sobre este, Bartolomeu diz que é “um ladrão”. “O Duarte Gomes faz tudo o que o Vítor Pereira manda e o Vítor Pereira é uma das pessoas que protege o Guimarães”, desabafa Bartolomeu.

    Num momento em que parece estar muito empenhada na reabertura de alguns processos relativos ao Apito Dourado, há dois ou três que Maria José Morgado não vai poder reabrir: os que dizem respeito a Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues. Pela simplicíssima razão de que eles nunca foram abertos! E no entanto há testemunhos variados – ainda ontem o “Correio da Manhã” publicou vários – de que essas três personalidades foram apanhadas em escutas comprometedoras, por mais que pelo menos Vieira e Rodrigues não tivessem (e já agora pergunta-se porquê) os respectivos telefones sob escuta. Só que como os telefones de alguns dos seus interlocutores o estavam…

    De resto, no que diz respeito a Vieira, há até uma história que é muito curiosa: na sexta-feira da véspera do Boavista-Benfica (2ª jornada da Liga) que os benfiquistas perderam como é sabido por 3-0, o “Público” deu Vieira como arguido no Apito Dourado. Ora, logo na segunda-feira (ou terça-feira) seguinte, através do seu advogado, o mesmo Vieira conseguiu uma certidão do Tribunal de Gondomar negando essa sua arguição! Mais rápido, só mesmo o Pepe!…

    Entretanto – e ainda quanto ao Apito Dourado – continua a aguardar-se a acusação da parte do processo que, embora com origem em Gondomar, está em Lisboa, e que tem sobretudo a ver com o mundo da arbitragem e as classificações a árbitros, assistentes, observadores, etc., etc. Uma acusação que antes do final do ano não estará porém concluída, com toda a certeza.

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  32. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:03

    Apito Dourado: Benfica também pedia árbitros
    ESCUTAS TELEFÓNICAS MOSTRAM UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL

    Afinal, o processo Apito Dourado não apanhou apenas dirigentes de clubes do Norte a pedir árbitros para os seus jogos. Embora de forma indirecta, através de João Rodrigues, o Benfica também quis escolher os seus árbitros. Mas nenhum destes pedidos deu origem a qualquer processo, nem sequer no grande dossier relativo a uma eventual viciação da classificação dos árbitros, ainda em análise pela equipa de Maria José Morgado.

    As intercepções telefónicas, que são imensas, dão conta de diversos tipo de pressão do Benfica, na época de 2003/04, no sentido de contar com árbitros do seu agrado. Aliás, até era convicção de alguns presidentes de clubes da 1.ª Liga, como era o caso de João Bartolomeu, que garantiu que foi Luís Filipe Vieira quem colocou Luís Guilherme na presidência da Comissão de Arbitragem da Liga, exercendo, por consequência, alguma influência sobre ele.

    Por exemplo, João Bartolomeu, numa das suas conversas com Pinto de Sousa, diz ter a certeza que é o Luís Filipe que tem influência sobre as nomeações feitas por Luís Guilherme, com o então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF a acrescentar: “O Pinto da Costa não tem influência no Luís Guilherme.”

    A propósito da nomeação de um árbitro para um jogo da U. Leiria, Bartolomeu diz que fez uma investigação que apurou que Pimenta Machado se encontrou com Luís Filipe Vieira, presumivelmente no sentido de ter Duarte Gomes como árbitro. Sobre este, Bartolomeu diz que é “um ladrão”. “O Duarte Gomes faz tudo o que o Vítor Pereira manda e o Vítor Pereira é uma das pessoas que protege o Guimarães”, desabafa Bartolomeu.

    Mais informação na edição impressa de Record
    http://www.record.pt/noticia.asp?idCana … ;id=749111

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  33. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:04

    O ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, João Rodrigues, admite ter sido intermediário entre o ex-líder do Conselho de Arbitragem da FPF e Luís Filipe Vieira na escolha de árbitros para o Benfica. Este exemplo foi avançado ontem no Tribunal de Gondomar como explicação para a cedência Pinto de Sousa aos desejos dos clubes na nomeação de árbitros. Tudo para “evitar conflitualidades” e não num contexto de corrupção.

    “Só me foi pedido para perguntar ao sr. Luís Filipe Vieira o que achava de determinado árbitro, já que o Paulo Paraty não podia ser. Ele disse que não estava de acordo e eu, aí, dei por terminada a minha colaboração”, explicou assim João Rodrigues o seu papel perante o clube da Luz, já fora da sala de audiência. “Não me ponham nas nomeações, porque nada tenho a ver com isso”.

    Perante os juízes, o homem que também chegou a fazer parte de comissões de justiça e disciplina da FIFA mostrou-se conhecedor do funcionamento do Conselho de Arbitragem e dos contornos do caso Apito Dourado. “Tenho a certeza de que se ele nomeava árbitros de acordo com um clube dizia logo aos outros. Dava três nomes possíveis e a última palavra era a dele”, disse João Rodrigues, dizendo acreditar que o rival do Gondomar SC, o Dragões Sandinenses, também tinha uma palavra a dizer nas nomeações de árbitros, através do vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Francisco Costa, que era amigo do líder daquele clube de Gaia.

    “O grande mal desde homem foi sempre evitar a conflitualidade. Tinha o telefone sempre aberto para todos os clubes. Seja o Gondomar, os Dragões ou o Benfica”.

    Apoio de banqueiro

    O ex-líder da FPF disse também ao tribunal que Pinto de Sousa “não precisava do apoio” de Valentim Loureiro para se manter no cargo de chefe dos árbitros, já teria o apoio das associações, que representam 55% dos votos na FPF.

    A mesma ideia defendeu o ex-presidente do banco BPI, Artur Santos Silva, amigo de Pinto de Sousa, relativamente ao “acesso ao círculo de poder”, a outra alegada contrapartida referida pelo Ministério Público alegadamente recebidas pela nomeação de árbitros favoráveis ao Gondomar SC, concretizada numa viagem em 2004 a Moçambique numa comitiva de convidados de Dirão Barroso.

    O banqueiro, que também efectuou aquela viagem, disse que é “relativamente fácil” participar numa viagem com o primeiro-ministro. “Basta existirem interesses reais ou potenciais no país de destino”, explicou o gestor, amigo de Pinto de Sousa, que também foi secretário de Estado. “No Governo, tínhamos de ter tempo para receber e ouvir as pessoas”, disse, procurando desmistificar a ideia de que é difícil falar com o poder. Em concreto, a família de Pinto de Sousa possui há 50 anos uma fábrica de borracha em Moçambique.

    http://jn.sapo.pt/2008/04/18/policia_e_ … _viei.html

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  34. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:04

    As transferências dos internacionais portugueses Makukula (Benfica) e Ricardo (Bétis Sevilha), alegadamente através de agentes não licenciados pela FIFA, estão sob investigação do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), apurou a Agência Lusa.
    Em caso de utilização de um agente “ilegal”, caberá à federação nacional em que o jogador está inscrito (no caso de transferência nacional) ou à FIFA (no caso de transferência internacional) decidir se «deve ter este facto (recurso a agente não licenciado) em conta, na análise da situação do jogador em qualquer conflito resultante desse contrato ou deve punir o jogador por meio de admoestação, repreensão ou advertência, multa até à quantia de 10.000 francos suíços (6.500 euros) ou suspensão disciplinar de 12 meses, no máximo».

    Também os clubes, de acordo com o mesmo regulamento e caso não cumpram o pressuposto de utilização de agentes licenciados, podem ver os seus órgãos dirigentes suspensos, ficar impedidos de transferir jogadores durante três meses ou mesmo serem impedidos de «toda a actividade nacional e/ou internacional».

    A transferência, utilizando um agente ilegal, será igualmente «considerada nula», conforme dizem também estes regulamentos.

    Em Dezembro de 1995, o jornal “A Bola” reproduziu uma entrevista dada pelo ex-árbitro inglês Howard King, onde o mesmo revela que fora aliciado com prostitutas oferecidas por Sporting e Benfica nos dias que antecederam os jogos para as competições europeias. Como actualmente estamos em época de acreditar em tudo o que lemos, resta-me pôr a seguinte questão: Terá sido apenas com Mr. King…?

    O 1º caso passou-se em 1984, num jogo entre o Sporting e o Dinamo de Minsk em que os leões viriam a vencer por 2-0. Na noite anterior, afirma King, foi levado a um local “onde se encontravam muitas raparigas das mais belas e bonitas” (citação de King), tendo-lhe sido dada a possibilidade de escolher a que ele desejasse (o que veio a suceder).

    De regresso a Portugal, em 1992, desta vez para um jogo entre o Benfica e o Sparta de Praga, mais uma vez Mr. King teve a oportunidade de confraternizar com uma jovem, desta vez supostamente encarregada para o efeito pelo clube encarnado e ainda com o bónus de receber prendas que excediam em muito o autorizado pela Uefa.

    Supondo que estas afirmações são verdadeiras (nunca foram contrariadas pelos clubes envolvidos), a questão que se coloca é se o mesmo não se passava em competições internas, porque se havia o desplante de efectuar este tipo de “operações” em jogos da UEFA, então qual seria o problema em fazê-lo internamente? E já agora, porquê a pouca importância dada a esta entrevista?

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    15 Novembro, 2009 06:05

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  36. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:05

    A Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional instaurou um processo de inquérito ao Benfica, depois dos «encarnados» terem oferecido ao árbitro Rui Silva uma peça em cristal aquando do jogo com a Naval, no passado dia 15 de Setembro, no Estádio da Luz.

    http://www.abola.pt/nnh/index.asp?op=ve … amp;tema=3

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  37. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:06

    Bolsa: Organismo de supervisão investiga há quase um ano
    Crime na OPA chinesa do Benfica
    A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Lisboa recolheu indícios do crime de manipulação do mercado na célebre Operação Pública de Aquisição (OPA) fantasma de um alegado investidor chinês sobre as acções da Sport Lisboa e Benfica SAD – situação que marcou o Verão do ano passado. O processo será em breve enviado para o Ministério Público e poderá implicar, segundo o Código de Valores de Mercado, pena de prisão até três anos ou multa até 2,5 milhões de euros.

    http://www.correiodamanha.pt/Noticia.as … C7DCFDEFFE

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  38. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:07

    Bolsa/Futebol: Investigações CMVM a suposta OPA chinesa sobre acções Benfica SAD ainda decorrem
    por lusa a 23 Julho, 2008

    A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está ainda a efectuar diligências no âmbito da investigação a uma suposta OPA de investidores chineses sobre a SAD do Benfica, revelou hoje fonte oficial da CMVM.

    A mesma fonte disse à Agência Lusa que o processo de investigação não está concluído nem deverá ficar pronto durante o corrente mês de Julho.

    Após o lançamento de uma OPA sobre a SAD do Benfica pelo empresário Joe Berardo, através da empresa Metalgest, foram divulgadas na comunicação social informações, citando o empresário Vasco Pereira Coutinho, de que investidores chineses estariam a estudar o lançamento de uma OPA concorrente com um preço de sete euros por acção.

    A OPA da Metalgest oferecia 3,5 euros por acção da SAD.

    Depois dessa informação, os títulos do Benfica subiram acentuadamente na bolsa e a CMVM suspendeu a cotação daquelas acções, pedindo esclarecimentos à direcção do Benfica SAD e ao empresário Pereira Coutinho.

    Vasco Pereira Coutinho veio posteriormente a demarcar-se dessa informação e, em anúncio de página inteira publicado no jornal “A Bola”, afirmava ser “completamente falso que alguma vez tenha anunciado ou comunicado qualquer tipo de OPA concorrente à SAD do Benfica” e negava ter sido representante de qualquer grupo chinês interessado ou ter mencionado um preço para as acções.

    Em Abril passado, o jornal Correio da Manhã afirmava que a CMVM recolheu indícios do crime de manipulação do mercado na divulgação de que investidores chineses estariam a estudar uma OPA sobre as acções da Sport Lisboa e Benfica SAD, indicando que o processo seria em breve enviado para o Ministério Público.

    Uma fonte da CMVM disse, na mesma data, à Agência Lusa que o Conselho Directivo da Comissão decidirá se os elementos a remeter para o Ministério Público se limitarão à enumeração dos factos apurados ou se incluirão um processo contra o empresário português Vasco Pereira Coutinho.

    O Código de Valores Mobiliários estabelece, no seu artigo 379, que “quem divulgue informações falsas, incompletas, exageradas ou tendenciosas, realize operações de natureza fictícia ou execute outras práticas fraudulentas que sejam idóneas para alterar artificialmente o regular funcionamento do mercado de valores mobiliários ou de outros instrumentos financeiros é punido com prisão até três anos ou com pena de multa”.

    As coimas aplicadas pela CMVM podem situar-se entre 25 mil e 2,5 milhões de euros quando as contra-ordenações são qualificadas como muito graves, entre 12,5 milhares e 1,25 milhões de euros quando são consideradas graves e entre 2.500 e 250 mil euros quando são classificadas como menos graves.

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  39. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:08

    CMVM denuncia manipulações
    INTERESSE CHINÊS EM LANÇAR UMA OPA SOBRE A SAD

    O Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) denunciou ao Ministério Público indícios de alegadas manipulações com acções do Benfica e da Portucel, informa hoje o Jornal de Negócios.

    Recorde-se os títulos do Benfica registaram fortes oscilações quando foi noticiada um alegado interesse de investidores chineses em lançar uma OPA sobre a SAD, operação que nunca foi concretizada.

    As acções reagiram às notícias, que apontavam para uma OPA a 7 euros por título, em forte alta e registaram depois quedas acentuadas quando a operação não se concretizou. Hoje, os títulos valem 2,10 euros.

    A CMVM afirmou por várias vezes que iria enviar este caso para o Ministério Público, mas não o tinha feito até à data. Vasco Pereira Coutinho, envolvido neste caso, terá já mesmo sido multado pela CMVM.

    Acerca da Portucel não há conhecimento público de factos susceptíveis que tenham levado a CMVM a detectar a existência de manipulação de mercado.

    O organismo público, com poderes para regular e supervisionar todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários, não adianta mais detalhes sobre ambos os casos, limitando-se a referir que a decisão de enviá-los para o Ministério Público foi decidida na reunião do Conselho Directivo ontem realizada.

    http://www.record.pt/noticia.asp?id=816 … idCanal=11

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  40. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:09

    O deputado socialista Arons de Carvalho advertiu hoje o Benfica que impedir o acesso de jornalistas da Agência Lusa às suas instalações constitui “uma grave violação” do direito à informação – crime punível até um ano de prisão.

    “No impedimento [decretado pelo Benfica] aos jornalistas da Agência Lusa, há uma clara, reiterada e grave violação do acesso às fontes de informação”, declarou o ex-secretário de Estado para a Comunicação Social dos governos de António Guterres, entre 1995 e 2002.

    Arons de Carvalho citou depois o Estatuto do Jornalista para avisar o Benfica que, com tal prática “reiterada” em relação à Agência Lusa, incorre num “crime punível até um ano de prisão”.

    “Nesta questão, entre o Benfica e a Agência Lusa, que se arrasta há várias semanas, existem três entidades que me espanta estarem até agora inactivas: a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC); a Polícia de Segurança Pública (PSP); e os jornalistas”, apontou também o deputado socialista.

    Para Arons de Carvalho, “a ERC já deveria ter tido tempo suficiente para intervir sobre esta matéria” e, por outro lado, “a PSP continua a assistir sem nenhuma reacção a um acto [do Benfica] que constitui um crime de direito à informação”.

    “Espanta-me também os jornalistas que participam nas conferências de imprensa [do Benfica], de onde um dos seus colegas foi excluído, sem qualquer gesto de solidariedade em relação a ele”, acrescentou o ex-secretário de Estado para a Comunicação Social.

    A Agência Lusa voltou hoje a ser impedida de acompanhar os trabalhos da equipa profissional de futebol do Benfica, no centro de estágios e formação dos “encarnados”, no Seixal.

    Antes da conferência de imprensa de um atleta do clube da Luz, agendada para as 12:45, o jornalista da Lusa destacado para o evento foi informado de que o acesso estava vedado à agência noticiosa portuguesa.

    Em causa está um diferendo entre o clube lisboeta e a Agência Lusa, que já motivou queixas de ambos junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, originado pela notícia com o título “Futebol: Benfica – Administradores da SAD receberam 180.000 euros de prémio apesar do quarto lugar na Liga”, difundida a 14 de Novembro.

    A Agência Lusa já foi impedida de acompanhar várias conferências de imprensa no Seixal e também os jogos em casa da equipa “encarnada”, nomeadamente o Benfica-Estrela da Amadora (16 Novembro) e o Benfica-Vitória de Setúbal (01 Dezembro), ambos para a Liga, bem como o Benfica-Sporting, disputado quarta-feira, no Centro de Estágio do Seixal, e a contar para a Liga Intercalar.

    in JN

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  41. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:09

    O ex-presidente do Benfica Vale e Azevedo foi acusado de seis crimes relacionados com a transferência dos jogadores Amaral, Scott Minto, Gary Charles e Tahar, em que se terá apropriado de mais de quatro milhões de euros. Fonte ligada ao processo adiantou à agência Lusa que a nova acusação do Ministério Público contra João Vale e Azevedo, foi proferida “a meio da semana” e imputa-lhe dois crimes de peculato, um de falsificação de documentos, dois de abuso de confiança e um de branqueamento de capitais. A mesma fonte acrescentou que o processo esteve em investigação no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa e que os factos remontam ao período 1999/2000. Nas transferências dos jogadores – Scott Minto para a Luz, Amaral para a Fiorentina, a venda de Gary Charles ao West Ham e de Tahar para o Southampton -, Vale e Azevedo é suspeito de se apropriar indevidamente de uma verba de cerca de dois milhões de libras e outra de dois milhões de dólares, num total superior a quatro milhões de euros. A TVI anunciou hoje, no Jornal Nacional, que Vale e Azevedo usou as contas do seu escritório para se apropriar das quantias do Benfica. Segundo o canal de televisão, Vale e Azevedo movimentou nas suas contas e nas do seu escritório de advogados, dinheiros que deveriam ter ido parar ao Benfica, manobras que terão ocorrido na altura em que o clube teve as contas penhoradas por dívidas ao fisco. João Vale e Azevedo já foi condenado em primeira instância nos processos da transferência do guarda-redes russo Ovchinnikov, no caso Euroárea (relacionado com a venda de terrenos do clube), e, fora do âmbito desportivo, no processo Dantas da Cunha, relacionado com a hipoteca de um imóvel na Praça do Areeiro. Entretanto, João Vale e Azevedo, que já cumpriu mais de dois anos e meio de prisão no âmbito do caso Ovchinnikov, está a ser julgado juntamente com o ex-presidente do Guimarães Pimenta Machado, no âmbito do caso relacionado com a transferência do jogador Fernando Meira, que remonta ao ano 2000.

    in jogo online

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  42. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:10

    Dois crimes de peculato, um de falsificação de documentos, dois de abuso de confiança e um de branqueamento de capitais. São as novas acusações proferidas pelo Ministério Público contra João Vale e Azevedo, relacionadas com a transferência dos jogadores Amaral, Scott Minto (contratação, Gary Charles e Tahar. Segundo o Ministério Público (MP), o antigo presidente do Benfica ter-se-á apropriado de mais de quatro milhões de euros. O DN tentou falar com Vale e Azevedo e o seu advogado, José António Barreiros, mas sem sucesso.

    Sete anos depois de deixar a presidência do Benfica, Vale e Azevedo volta assim a conhecer novas acusações por alegados actos de gestão ilícita efectuados durante o seu mandato de três anos na presidência do clube. Os contornos destas acusações assemelham-se ao processo da transferência do guarda-redes russo Ovchinnikov, do qual resultou a condenação de Vale e Azevedo a quatro anos e meio de prisão por apropriação indevida de cerca de 1,3 milhões de euros e branqueamento de capitais.

    No actual processo – os factos remontam ao período 1999/2000 – estão em causa contratações e saídas cujas respectivas verbas não foram registadas na contabilidade do Benfica. Segundo noticiou a TVI, no negócio da venda de Gary Charles aos ingleses do West Ham, o MP refere um prejuízo para o Benfica superior a 1,8 milhões de euros. Na transferência do médio Amaral para os italianos da Fiorentina, Vale e Azevedo é acusado de se ter apropriado de 905 mil euros que os italianos deviam ter pago ao Benfica. Na contratação do lateral Scott Minto, o ex-presidente dos encarnando ter-se–á apropriado de 750 mil euros correspondentes à segunda tranche da transferência. Já na venda do passe do defesa Tahar El Khalej para os ingleses do Southampton estão em causa 900 mil euros, que não terão entrado nos cofres da Luz. À data dos factos, o Benfica tinha as contas penhoradas por dívidas fiscais, tendo Vale usado as suas contas pessoais e as do seu escritório de advogados para movimentar as referidas verbas das transferências.

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  43. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:11

    Mais processos judiciais aguardam Vale e Azevedo

    Investigação. A Polícia Judiciária tem em curso três investigações sobre falsas garantias bancárias e uma sobre os direitos das transmissões televisivas. O ex-presidente do Sport Lisboa Benfica ainda vai a julgamento pelas transferências de alguns jogadores ingleses
    O calvário de João Vale e Azevedo nos tribunais portugueses está longe do fim. Além dos processos já julgados, o antigo presidente do Benfica ainda está a ser investigado em três inquéritos por ter alegadamente apresentado falsas garantias bancárias e vai a julgamento pelas transferências dos jogadores Scott Minto, Gary Charles, Amaral e Tahar el Khalej. Deste último processo saiu mais uma investigação: uma alegada burla num negócio de direitos de transmissão televisivos.

    De acordo com informações recolhidas pelo DN junto de fonte da Unidade Nacional contra a Corrupção (UNC), da PJ, as investigações sobre as falsas garantias bancárias incidem sobre alguns negócios de João Vale e Azevedo em que o antigo presidente do Benfica terá forjado garantias de forma a poder contrair empréstimos junto de alguns bancos. “Num dos casos, o crime é na forma tentada, porque o banco em causa apercebeu-se da situação e saltou fora”, relatou um fonte da UNC. Noutro dos casos das garantias bancárias, Vale e Azevedo surge como intermediário de negócios. “Se um empresário não conseguia um empréstimo, ele aparecia como fiador com garantias, mas estas eram forjadas.”

    Em investigação, mas no DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Lisboa, está um inquérito sobre uma eventual burla com contratos de direitos de transmissão dos jogos do Sport Lisboa Benfica. Este processo nasceu de uma certidão retirada do inquérito relativo às transferências dos jogadores Scott Minto, Gary Charles, Amaral e Tahar el Khalej, como acima referido.

    Vale e Azevedo foi acusado pelo Ministério Público de falsificação de documentos, peculato e branqueamento de capitais. Em Abril deste ano, foi pronunciado por um juiz de instrução, isto é, o processo segue para julgamento. Nas transferências de Amaral para a Fiorentina, de Scott Minto para o Benfica, Gary Charles para o West Ham e Tahar para o Southampton, Vale e Azevedo é suspeito de se ter apropriado de mais de quatro milhões de euros.

    Estes novos processos juntam-se a uma lista de casos em que o antigo presidente do SLB foi já condenado em tribunal. A transferência do guarda-redes russo Ovchinnikov, no caso Euroárea, relacionado com a venda simulada dos terrenos sul do Benfica por cinco milhões de euros, e no processo Dantas da Cunha, que envolvia uma burla relacionada com a transacção de um imóvel em Lisboa, são exemplos disso. É, aliás, a soma das condenações destes e outros processos que leva a que o Estado português tenha emitido um mandado de detenção europeu, pedindo a Inglaterra o envio de Vale para Portugal, onde arrisca uma pena até 18 anos de cadeia (contando só com os casos julgados e com sentença transitada em julgado).

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  44. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:11

    Agressão ao árbitro no Benfica-FC Porto
    “Foi um flash que me passou”, diz o agressor em julgamento
    Frente a frente em tribunal, o adepto ‘encarnado’ e o árbitro auxiliar do jogo Benfica-FC Porto explicaram o “cachaço” de há dois meses, na Luz. Árbitro está a ser seguido por psicóloga. (Veja o vídeo no fim do texto)
    Valentina Marcelino
    21:10 | Terça-feira, 28 de Out de 2008

    Carlos Santos, totalmente careca e com uma comprida barba branca ponteaguda, não sabe o que lhe passou pela cabeça quando mascarado de Diabo decidiu invadir o relvado do estádio da Luz e agredir pelas costas o fiscal de linha José Ramalho, com um ‘apertão’ na zona da nuca.

    O insólito episódio ocorreu durante a 1ª parte do jogo Benfica-FC Porto, da 2ª jornada do campeonato da I Liga de futebol, disputado a 30 de Agosto, foi registado pelas câmaras televisivas, mas não obrigou sequer à interrupção do dérbi que terminou empatado a 1-1.

    Ao Expresso, Carlos Santos garantiu que está “arrependido e envergonhado” do que fez. Contou ao Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa que não tinha gostado que o árbitro não tivesse assinalado alguns fora-de-jogo do ataque portista e quis chamar-lhe a atenção para esse facto.

    Não pretendeu magoar José Ramalho, mas tão só dar-lhe um toque: “Foi um flash que me passou”, disse o agressor em julgamento. Recorda que estava na bancada central, muito próximo da vedação que separa o público do recinto do jogo, e que se limitou a sair por uma porta que estava aberta. Sem segurança nenhuma, como fez questão em repetir várias vezes.

    O árbitro auxiliar, sem ter a menor ideia do que se passava nas suas costas, foi surpreendido com uma pancada forte na nuca. Um “cachaço”, como especificou aos presentes. Desequilibrou-se, andou uns metros para a frente, mas não chegou a cair.

    De pronto alertou, pelo intercomunicador, o árbitro principal para a agressão sofrida, mas o internacional Jorge Sousa pediu-lhe que aguentasse até ao intervalo. Atitude justificada pelo facto de em jogos com aquele nível de tensão qualquer interrupção poder criar reacções mais agressivas da parte do público.

    A determinada altura do julgamento de hoje, a tentativa de esclarecimento da intensidade da agressão sofrida por José Ramalho originou uma discussão semântica em redor das expressões “calduço e cachaço” utilizados por alguns depoentes. Uma dúvida que levou o juiz a questionar por diversas vezes: “Mas foi um calduço ou um cachaço?”

    Gozado e ameaçado na rua
    Afastado da arbitragem, José Ramalho, árbitro há 15 anos, ficou atónito e perplexo com o que se tinha passado e questionou-se como tal tinha sido possível num jogo com tamanho grau de segurança. Na segunda-feira a seguir foi analisado no Instituto de Medicina Legal, onde lhe diagnosticaram um traumatismo cervical. Ficou sem trabalhar cinco dias.

    Mas o pior não foi isso. Em casa, o seu filho de cinco anos tinha visto tudo na televisão. A mulher de José Ramalho contou que este desatou a chorar a e gritar a perguntar por que razão ninguém ajudava o pai. Na rua, nos dias seguintes e, como contou ao tribunal, até hoje, passou a ser gozado e ameaçado de levar mais “calduços”.

    Sem conseguir aguentar a pressão, Ramalho tornou-se mais irritadiço, à noite tinha pesadelos e deixou mesmo de arbitrar jogos em Portugal. Está a ser seguido por uma psicóloga.

    Ao invés, Carlos Santos continua a não perder nenhum jogo do Benfica. Ainda na quinta-feira passada esteve na Luz. Os amigos garantiram em tribunal que é um homem pacífico, que já correu a Europa atrás da equipa ‘encarnada’, e não conseguem encontrar explicação para o sucedido. Segundo as suas testemunhas de defesa, a mulher e filhas ficaram duas semanas sem lhe falar depois do ocorrido.

    O ‘diabo de Gaia’ – nome por que ficou conhecido porque, além da barbicha, vestia, nesse jogo, um ‘corta vento’ vermelho e tapava a careca com um gorro com corninhos, da mesma cor – é acusado de invasão de recinto desportivo e ofensa à integridade física.

    A sentença será proferida na quinta-feira.

    http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori … ies/437762

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  45. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:13

    As cópias de autos de penhoras efectuadas pela Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) a vários clubes de futebol, entre os quais o Sporting Clube de Portugal (SCP) e o Sport Lisboa e Benfica (SLB), desapareceram de um envelope selado que se encontrava na gaveta de uma funcionária da administração fiscal e foram substituídas por folhas para reutilizar na impressora.
    A informação é dada pela própria funcionária da DGCI no âmbito do processo que decorreu no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa no seguimento da queixa do anterior director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, relativa às fugas de informação da DGCI.
    O desaparecimento dos documentos foi abordado pela primeira vez numa informação enviada em Outubro de 2005 ao então director-geral pelo director distrital de Finanças de Lisboa. Este responsável relata o desaparecimento de autos de penhoras feitas a clubes de futebol e, face à denúncia, Paulo Macedo pede à Judiciária para averiguar a situação. Mais tarde, já no âmbito da investigação do DIAP, é apresentado um ofício do director distrital de Finanças de Lisboa que não é mais do que o relato feito pela funcionária do fisco a quem alegadamente foram roubados os documentos.
    A funcionária explica que lhe foi entregue um mandado de penhora em nome do executado SCP e que, no seguimento desse mandato, foram executadas diversas penhoras ao clube. A funcionária diz ainda que fez três cópias do documento. Arquivou uma cópia junto ao processo que decorria naquela direcção de finanças; outra no arquivo mensal da equipa a que pertence; e uma outra num envelope onde já se encontravam cópias de outras penhoras a clubes de futebol, nomeadamente ao SLB. A funcionária garante ainda que o envelope se encontrava fechado com fita-cola.
    Mas o inesperado aconteceu. Foi solicitado à funcionária informação sobre as ditas penhoras efectuadas ao Sporting e ao fazer essa informação tentou juntar a documentação. Mas tal não foi possível, porque o processo estava na sua mala pessoal, que tinha, naquele dia, deixado em casa. E foi então procurar o envelope com as cópias que tinha deixado na sua secretária. O envelope estava onde o deixou, mas toda a documentação que lá tinha deixado tinha sido substituída por um volume de folhas já impressas e que se destinavam a ser reutilizadas.
    Perante este relato dos acontecimentos, a funcionária foi chamada a depor no DIAP, tendo reafirmado os mesmos factos, acrescentando que não se tinha apercebido que os documentos tivessem sido usados. Disse ainda que não tinha como identificar o autor do roubo porque as suas gavetas estavam abertas e trabalhava num espaço aberto com mais 25 pessoas.
    O DIAP concluiu que, apesar de poder estar perante um crime de furto, não havia elementos que possibilitassem a identificação do seu autor e arquivou o processo. V.C.

    O director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, pediu à Judiciária uma investigação sobre o caso dos autos.

    27.10.2008

    http://jornal.publico.clix.pt/default.a … 3D14851615

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  46. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:13

    Alguém sabe porque que o Mário Dias Vice Presidente do Sport Lisboa e Benfica foi rapidamente para Angola.
    Segundo se consta terá problemas com as finanças… Ninguém sabe do seu paradeiro.

    in jn:

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  47. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:14

    in jn:

    LIGA SALVA BENFICA
    Comissão Disciplinar passou por cima da Lei que pune violência em espectáculos desportivos

    FRANCISCO J. MARQUES, E MANUEL LUÍS MENDES
    A Lei 16/2004, aprovada quando Hermínio Loureiro era secretário de Estado do Desporto, implica pena de jogo à porta fechada para o Benfica, mas a Liga cita o articulado legal e não o aplica. O Sporting não reage. Para já.

    A Comissão Disciplinar da Liga puniu o Benfica com uma multa de 3500 euros pelas duas agressões aos árbitros-assistentes no clássico com o F. C. Porto, passando por cima da Lei n.º 16/2004 que para os factos em causa impunha uma sanção de realização de jogo à porta fechada. Isto quando o próximo jogo em casa do Benfica é frente ao Sporting.

    No acórdão em que justifica as penas impostas ao Benfica, a CD da Liga escreve que “não se verifica a prática das infracções disciplinares previstas e punidas, em especial, pelos artigos 138.º, 139.º, 143.º, n.º 2, 145, n.º 2 e 146.º, todos do Regulamento Disciplinar da Liga, que são sancionados com penas traduzidas, conforme os casos, em derrota no jogo, interdição do recinto desportivo ou realização de jogos à porta fechada (ilícitos e sanções que estão de acordo com o determinado na Lei n.º 16/2004, de 11 de Maio – Medidas preventivas e punitivas a adoptar em caso de manifestação de violência associadas ao desporto”.

    A verdade, no entanto, é que a Lei n.º 16/2004, aprovada em Conselho de Ministros numa altura em que o actual presidente da Liga, Hermínio Loureiro, era o secretário de Estado do Desporto, implica para actos como os verificados no último Benfica-F. C. Porto a pena de realização de jogo ou jogos à porta fechada.

    O artigo 37, sanções disciplinares por actos de violência, é claro quanto a isso, quando diz, no ponto 3, que a agressão a agentes desportivos (os árbitros assistentes são agentes desportivos, naturalmente) é punida com a realização de jogos à porta fechada. Isto no caso dessa agressão ou agressões não provocarem a interrupção ou cancelamento do jogo, pois nesse caso a pena seria sempre de interdição. Foi exactamente isso que aconteceu na Luz, agressão sem interrupção do jogo.

    José Manuel Meirim, advogado especializado em Direito Desportivo, não tem dúvidas. “A decisão da CD da Liga viola a Lei 16/2004, que se sobrepõe aos regulamentos da Liga”, ao mesmo tempo que relembra que a Lei já deveria ter sido “plasmada nos regulamentos”. Para Meirim, no limite, esta falta pode levar “à suspensão da utilidade pública desportiva”.

    A própria lei estabelece a época 2005/06 para todas as federações e ligas adequarem os seus regulamentos, sob pena de ficar inibidas de “realizar qualquer competição profissional”. A Liga nada fez até hoje. Cunha Leal, director–executivo em 2004, recusou qualquer comentário, alegando que “não estava na posse da lei e do regulamento” para se poder pronunciar.

    Manuel Brito, presidente do Conselho para a Ética e Segurança, partilha da interpretação de Meirim e acrescenta que a responsabilidade dos regulamentos da Liga não cumprirem as determinações da lei é da Federação, pois a Liga mais não é do que um órgão da Federação Portuguesa de Futebol.

    José Guilherme Aguiar, advogado e ex-director-executivo da Liga, acusa a CD de “despudor sem limites”, porque “invoca uma lei que não cumpre” e promete “levar o caso ao Conselho Nacional do Desporto”, órgão de que é conselheiro, ao mesmo tempo que lamenta que o procurador-geral da República, “que até é um ex–presidente do Conselho de Justiça da Federação, só se interesse por casos muito mediáticos, como o da reunião do Conselho de Justiça” e deixe “estas situações em claro”. Benfica e Sporting, no fundo os grandes interessados, não reagem, os encarnados porque consideram que já foram castigados, enquanto que o Sporting prefere esperar pela realização do jogo (ver peça à parte).

    A realização de um jogo à porta fechada tem sempre elevados custos económicos. No caso presente, o Benfica perderia perto de um milhão de euros, consequência da receita de bilheteira, mais os direitos televisivos, pois a Lei portuguesa impede também que jogos realizados à porta fechada tenham transmissão televisiva directa.

    Terá agora a palavra o Governo, a quem compete zelar pelo cumprimento das leis. O JN não consegiu obter uma reacção do secretário de Estado Laurentino Dias, que se encontra em Pequim, a acompanhar os Jogos Paralímpicos.

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  48. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:14

    F. C. Porto denuncia conversa de Filipe Vieira com árbitro

    O F. C.Porto deu, esta terça-feira, na Liga, entrada de duas queixas, uma respeitante à agressão de Luisão a Sapunaru e a outra referente à conversa de Filipe Vieira com o árbitro Jorge de Sousa, sobre a invasão de um adepto no relvado.

    O Benfica-F. C. Porto não parece ter terminado. Vai sendo jogado fora das quatro linhas. Ontem, os portistas fizeram duas denúncias à Liga, visando o clube da Luz. Uma incidindo sobre Luisão, entretanto suspenso pela Comissão Disciplinar (ver pág. 37) e outra relativa ao presidente do Benfica, que cumpre castigo da Liga, e, segundo o F. C. Porto, estaria impedido de falar com o juiz Jorge de Sousa, após o jogo, conforme foi relatado pela Comunicação Social.

    O presidente e o director desportivo, Rui Costa, terão no final da partida pedido desculpas pela atitude do adepto que apertou o pescoço do assistente José Ramalho, na primeira parte do clássico, depois de furar a barreira de segurança.

    Acontece que desde Agosto, Filipe Vieira cumpre um castigo de dois meses de suspensão, imposto pela Comissão Disciplinar (CD), por injúrias e ofensas à reputação dos membros do Conselho de Justiça (CJ) da FPF e ao árbitro Lucílio Baptista, pelo que não poderia ter tido qualquer tipo de conversa com a equipa de arbitragem, bem como qualquer outro tipo de actividade relacionada com o jogo ou com as funções que exerce.

    Em Agosto, a CD entendeu que as declarações do presidente do Benfica, publicadas em Fevereiro na Imprensa e consideradas de tom irónico, sarcástico e insinuador, puseram em causa a imparcialidade, seriedade e rigor do CJ. A resposta do Benfica surgiu célere, tendo os seus responsáveis anunciado a intenção de recorrer da decisão, embora isso não tenha efeitos suspensivos sobre o castigo que Vieira está nesta altura a cumprir. E é com base no castigo que pende sobre Vieira, que o F. C. Porto considera que, à luz dos regulamentos, o líder benfiquista prevaricou. Para isso, ontem, junto da Liga, invocou a moldura respeitante às “Infracções Disciplinares Graves” e o artigo 106 do Regulamento de Disciplina, alusivo ao “Não Acatamento das Deliberações”. Segundo esta cláusula, o não acatar das directivas emanadas pelos orgãos competentes dá “pena de suspensão de três meses a um ano e multa de mil euros a cinco mil euros”.

    Os dragões apresentaram também uma denúncia sobre a cotovelada de Luisão a Sapunaru, mas essa já não produz efeitos, pois a CD instarou, ao final da tarde, um processo sumaríssimo ao central brasileiro, que prevê uma pena de dois jogos de suspensão.

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Desport … id=1008490

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  49. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:16

    Crónica acidental de uma violação involuntária

    Se tivesse ganho um euro de cada vez que ouvi alguém dizer que cometeu uma violação involuntária, podia ir tratando de meter os papéis da reforma. Quase toda a gente que viola garante que viola involuntariamente. “Foi sem querer”, garantem. “Ia pela rua, tropecei e, quando dei por mim, já estava a violar”, asseguram. Em Portugal, viola-se quase tudo, desde o mais obscuro regulamento interno de uma pequena ou média empresa até à própria Constituição, e sempre, invariavelmente, de forma involuntária. Como não sou jurista, não faço ideia da importância que o factor intenção pode ter no julgamento de uma violação, mas admito que seja relevante. Se alguém viola, convém que viole voluntariamente. Violar involuntariamente é quase uma dupla violação. Ficam violados o violado e o violador, que viola sem vontade, de nariz torcido, como quem queria estar noutro lugar a outra hora e se vê na contingência de violar sem querer, acidentalmente, por ter escorregado numa casca de banana. E é por isso que, se Luís Filipe Vieira violou involuntariamente o castigo da Liga, então talvez já tenha sofrido o suficiente.
    se alguem souber de algo que comente…..

    Todos sabem que o conto do Apito-Dourado partiu de um clube, que não tendo qualidade Desportiva para se bater de igual para igual em campo, construiu ardilosamente esta cabala, que todos conhecem, nascendo com o célebre Dossier, até os dias de hoje.

    Só os fanáticos desse clube, continuam a acreditar, que toda esta história tem fundamento!

    A cegueira é tal que até atribuíram tentativa de corrupção num período da vida do FCPorto de excelente perfomanse, ou não tivessem ganho nessa altura a Taça dos Campeões Europeus!

    Claro que para os indefectíveis fanáticos, até este percurso Europeu foi sujeito a corrupção!

    O Senhor Procurador Geral da República resolve estruturar um departamento praticamente autónomo, para deslindar este teórico caso de eventual corrupção no Futebol Nacional!

    Ao fim de longos meses, é escolhido como exemplo de tal crime um jogo que por ridículo que pareça o FCP até empatou e onde o relatório técnico de apreciação à actuação do árbitro inclusive indica (está escrito) que o FCPorto foi prejudicado. Mas porquê este jogo? Simplesmente porque a concubina do Presidente do FCPorto, agora desavinda e desentendida com este tentou chantageá-lo mas como não conseguiu, procurou refugio onde sabia que teria todo o acolhimento.

    Aí acarinhada e protegida (qual galinha de ovos de ouro) é aconselhada e lança a maior campanha de intoxicação contra Pinto da Costa, como revanche pessoal e passional, associada à sede do agora é que vamos acabar com ele, por parte do clube acolhedor da concubina! Toca a prestar declarações avulsas a torto e a direito,inclusive ás autoridades do ECPAD, sendo apadrinhada claro está pelo presidente do clube mentor da cabala. Para além do livro adulterado, até um filme fizeram.

    Tudo continua como começou, com uma revolta muito grande por falta de equidade de quem a deveria demonstrar e ter como lema de JUSTIÇA a IMPARCIALIDADE mas o ECPAD de Maria J Morgado só tem olhos para Pinto da Costa.

    Todas as vigarices, descaradas e públicas, patrocinados pelo presidente do clube mentor da cabala contra o FCPorto, para o ECPAD não existem…….Só o FCP é que é o alvo com o seu Presidente, neste caso digo eu, ” é preferível uma mulher certa no lugar certo, que um bom jogador.”

    Por isso meus caros Futeboleiros só para alguns naturalmente, vou deixar à vossa consideração aquilo que acho que o FCPorto, depois de encurralado e injustiçado por todos, ou seja: MP, PJ, LIGA, FPF, e fundamentalmente pela Imprensa escrita e televisionada, deveria ou deverá no meu entender apresentar com carácter de URGÊNCIA para análise do departamento conveniente da UEFA o seguinte:

    ENCARNADO E AMARELO
    As cores da honestidade desportiva
    No ano horribilis de 2005 aconteceu aquele que foi o maior roubo da história do futebol português e curiosamente ou não o produto desse assalto foi mais uma vez para os bolsos do mesmo clube de sempre. Mas já lá vamos.

    Decorria o ano de 1999 quando Luís Filipe Vieira, à época Presidente do Alverca pensou na melhor forma de entrar no Sport Lisboa e Benfica e com isso atingir o grau de notoriedade financeiro e pessoal que essa função trás. Para conseguir esses objectivos e como estava associado a uma “amizade” com Pinto da Costa tratou de inventar um testa de ferro de seu nome Manuel Vilarinho. Mas para isso teria primeiro de arredar João Vale e Azevedo da presidência do clube encarnado. O advogado que tinha granjeado grande apoio da massa associativa muito por força do seu discurso populista anti-porto, era um empecilho, uma pedra no sapato. Roubar o Benfica nunca foi problema para ninguém a não ser quando alguém quer tomar o lugar que proporciona em Portugal mais vantagens do que ser Presidente da República. Começam então as manobras de bastidores que levaram à prisão de Vale e Azevedo por alegados e mais tarde provados (?) desvios de dinheiro. Mas deixemos essa vertente da conspiração para os outros – o que nos interessa aqui é apurar outras jogadas extra-desportivas. Afastado Vale e Azevedo era altura de colocar na presidência o seu testa de ferro – nada mais fácil depois de uma autêntica guerra na imprensa onde começaram a aparecer as mais variadas provas contra o advogado. A opinião pública e o universo benfiquista estava assegurado – Vale era um ladrão… Manuel Vilarinho é eleito em 2000 com o apoio de Luís Filipe Vieira, presidente do Alverca – clube satélite do Benfica, cargo que acumulou com o de director do SLB até meados de 2003 ainda que com funções um pouco nebulosas. Durante esses três anos de mandato de Vilarinho foi notório que quem mandava de facto era LFV e já se sabia de antemão que era uma questão de tempo até este subir ao poder.

    Entretanto, e como presidente do Alverca, LFV foi fazendo jogadas de charme para com os associados benfiquistas de forma a que o seu passado com o cachecol azul e branco fosse rapidamente esquecido. Atacou o FC Porto, o seu presidente, os adeptos azuis e brancos e como cereja ofereceu Pedro Mantorras ao SLB . O jogador que com 17 anos jogava com uma enorme pujança física no Alverca e que segundo LFV valeria 90 Milhões de euros. De outra forma seria impossível que este empresário ligado às mais diversas actividades económicas (…) fosse eleito em 2003 depois da desistência de Vilarinho em continuar o projecto a que se tinha proposto. Não surpreendeu o sentido de voto. Dizia Vilarinho, que para tornar o Benfica campeão, só com um homem como LFV nos comandos do clube encarnado. Os adeptos sedentos de vitórias concordaram e assim começou “oficialmente” o reinado.

    Poderíamos escalpelizar os contornos duvidosos da transferência do angolano para a Luz, as contas que ficaram por saldar com a SAD ribatejana, a constituição de uma SAD que beneficiou todos menos o próprio Alverca, os jogos deste clube de 1999 a 2003 com o Benfica e outras histórias que circulam nos corredores do futebol português, mas aqui a questão é voltarmos ao primeiro parágrafo deste texto – “se tivesse existido verdade desportiva estaríamos seguramente a um pequeno passo de festejar o hexa”.

    Dois anos depois de ter chegado à presidência do SLB, LFV já desesperava por não conseguir cumprir a principal promessa eleitoral – o titulo nacional de futebol. O de futsal já era uma realidade mas não chegava sequer para promessa…apenas para LFV aparecer de tronco nu perante as câmaras de TV…

    COMEÇA O ESTORILGATE

    Lembrou-se então de convidar José Veiga, que há muito tinha sido desmascarado por PdC como o homem que fez fortuna com uma “pá de pedreiro”. José Veiga era à época presidente da SAD do Estoril-Praia, clube que tinha descido à 2ª Divisão B mas que desde que entrou no clube, este teve uma subida meteórica até à 1ª Liga. Veiga utilizava o clube canarinho como porta de entrada e saída para muitos jogadores brasileiros. Foram feitos muitos negócios mas nenhum beneficiou financeiramente o Estoril – recorde-se que Veiga também era o dono do Bom Sucesso, um pequeno clube brasileiro. Lembro-me de ver o Estoril-Praia a jogar bom futebol mas a ser sistematicamente ajudado por factores a que muitos chamavam de “sorte”. A verdade é que o Estoril subiu de divisão e Veiga é convidado para o Benfica. Contudo os regulamentos não deixavam que este acumulasse os dois cargos – o de presidente e accionista da SAD do Estoril com as de director desportivo do Benfica. Nada mais fácil de resolver – LFV já tinha feito o mesmo com o Alverca na época de Vilarinho – e vendeu a sua participação a três empresas inglesas que nunca se soube muito bem a quem pertenciam e que tinham sede social em paraísos fiscais. Resolvida essa questão com a estranha conivência da CMVM e da Liga presidida por Valentim Loureiro eis que Veiga entra no Benfica – começava então a época das beijocas.
    Estávamos em 2005 e o FC Porto tinha acabado de conseguir tudo aquilo que LFV tinha prometido aos adeptos benfiquistas – domínio em termos europeus, a conquista de provas internacionais, a espinha dorsal da Selecção Nacional…

    LFV tinha obrigatoriamente de “fazer as coisas por outro lado” e Veiga era a peça chave do seu plano. No Estoril, este já tinha provado que mais do que ninguém conseguia mexer os cordelinhos das nomeações, dos sumaríssimos, das promessas vãs a jogadores adversários e como extra o Benfica teria menos um adversário no campo – o Benfica começava o campeonato com 6 pts a mais do que os restantes adversários. O Estoril era na teoria o Benfica B.

    Em troca, Veiga decidiria qual o treinador e teria controlo absoluto sobre transferências ganhando com isso as habituais comissões mas sobretudo a protecção de se trabalhar para o Benfica. Recorde-se que Vale e Azevedo apenas foi preso depois de ter saído do clube e apenas quando isso deu jeito aos da sua laia.

    O campeonato foi um autêntico desfile de ladrões equipados de negro. Trapattoni é um senhor do futebol e sabe imenso da poda, mas o seu desconhecimento do futebol português aliado a uma equipa medíocre onde pontificavam jogadores como Karadas , Delibasic , Everson , Carlitos, Sokota , Bruno Aguiar entre outras pérolas da arte de bem jogar futebol era manifestamente muito pouco para almejar o titulo. Mas, e já dizia o Carlos Cruz – existe sempre um mas – com Veiga e as suas beijocas aliado a um ano atípico do FC Porto com três treinadores tudo seria possível. E foi.

    Entre muitos roubos de igreja, foquemo-nos nos dois jogos com o Estoril de Veiga.

    Na primeira volta, no jogo disputado na Luz os jogadores canarinhos ainda não tinham bem noção de quem é que lhes pagava os ordenados e fazem uma primeira parte em que dominam o Benfica. Chegado o intervalo, foi tornado público por Paulo Sousa (emprestado pelo Boavista) que Petit exigiu que estes abrandassem o ritmo de jogo e que deixassem de meter o pé. Paralelamente, o árbitro do desafio recebia uma camisola do SLB como “recuerdo” durante esse mesmo intervalo. A cama estava feita e o homem de negro até calçava botas com o símbolo da águia. Tudo coisas normais de acontecerem numa competição profissional. Espanta-me que o apito não tivesse também ficado em casa. O Benfica acabou por ganhar o jogo e recordo a indignação de parte do plantel e equipa técnica do Estoril no final do encontro.

    A roubalheira espalhou-se por todos os campos em que o Benfica jogava e a par de 1994 foram muitos os jogos ganhos depois do tempo regulamentar ou com as célebres faltas apitadas ao contrário ou penalties e fora de jogo fantasma.
    Ainda assim, o Benfica jogava mal e tinha muitas dificuldades para vencer. O FC Porto conseguia chegar à recta final do campeonato colado aos encarnados e o xeque-mate de Veiga seria feito aquando da visita do SLB à Amoreira, num campo tradicionalmente difícil para os grandes.

    Veiga já estava avisado que Litos e Carlos Xavier tentavam blindar o balneário canarinho das influências patronais e decide dar ordens à administração do Estoril presidido por António Figueiredo (ex-dirigente benfiquista) para que este aceitasse a “sugestão” de o desafio ser jogado no Algarve. A administração estorilista acede com a naturalidade de um empregado que acata as ordens patronais e informa o plantel disso mesmo. O jogo era marcado para o Algarve com a anuência da Liga.(Cunha Leal)

    Porém, Litos, Xavier, sócios e alguns jogadores nucleares do clube da linha reclamam da decisão alegando que o Estoril precisava de pontuar para se manter na 1ª Liga e que jogando no seu campo as hipóteses de somar pontos seriam naturalmente maiores. Nada feito. As ordens estavam dadas e o argumento ia no sentido de que era a única forma de os ordenados em atraso serem pagos. Era mais importante o aspecto financeiro do que o desportivo mas a verdade é que a descida de divisão trazia muito mais problemas económicos do que o não pagamento dos ordenados, mas como a questão dos vencimentos já tinha sido acautelada meses antes, naquela que foi a preparação psicológica para que os jogadores sentissem mais do que nunca a necessidade de receber dinheiro para pagar as contas…o desespero financeiro de alguns seria mais forte do que a sua moral desportiva.

    Litos e Xavier não se calaram e Veiga tinha um problema para resolver em plena semana de jogo. Os treinadores canarinhos utilizavam diariamente o escândalo de terem que ir jogar ao Algarve para motivarem o plantel para o jogo das suas vidas, fazendo ver a estes que a vitória era o único resultado positivo para calarem os rumores de pressão externa e que ficando na 1ª Liga seria vantajoso para todos a nível desportivo – um jogador que desce tem menos chances de fazer bons contratos do que aqueles que conseguem a manutenção.

    Veiga decide enviar um familiar trajado de capanga ao Estoril e este irrompe pelo campo durante um treino. É a revolta de Litos e Xavier que conseguem expulsar aquele que mais tarde acaba por se encontrar com alguns jogadores no Bar do Campo situado na parte exterior do Estádio da Amoreira.
    Enquanto a grande parte dos intervenientes guarda para si as indicações do emissário de Veiga, existiram dois jogadores que falaram com a equipa técnica relatando o sucedido durante o almoço bem regado. Reza a história de que alguns teriam tido a promessa de envergar na época seguinte a camisola encarnada ou no mínimo de ingressar em clubes de maior nomeada pela mão daquele que já tinha sido o principal empresário do mundo – José Veiga.

    Chegado o dia de jogo aconteceu aquilo que todos sabemos. Os jogadores do Benfica jogavam em casa perante 30000 benfiquistas ávidos de interromper o jejum de 11 anos e o Estoril teria que enfrentar duas equipas e meia – o adversário, os homens de negro e metade da sua própria equipa.
    Surpreendentemente o Estoril coloca-se em vantagem ainda que aos 25 minutos um dos jogadores presentes no almoço já tivesse sido expulso. O jogo vai para intervalo e a segunda parte trás mais do mesmo, com um Estoril aguerrido pela enorme disponibilidade moral de jogadores como Dorival , Abadito , Jorge Baptista, Elias, João Pedro e Torres. O resultado teimava em manter-se apesar da ajuda de Hélio Santos para empurrar o SLB para dentro da área do Estoril. Depois de muita pressão, Luisão marca o golo do empate aos 75 minutos mas não chegava pois o FC Porto continuava muito perto. Aos 78 minutos Hélio Santos expulsa o avançado João Paulo que tinha rendido Moses aos 55 minutos. O Estoril passava a jogar com 9 jogadores e foi com naturalidade que assistimos ao golo de Mantorras 4 minutos depois.

    O resultado de 1-2, a exibição dos árbitros e alguns jogadores do Estoril confirmavam os maiores receios de quem queria acreditar em justiça desportiva. Tinha sido notória a anormalidade de certas jogadas.

    No final, Litos diz tudo o que lhe veio à cabeça perante um grupo de jornalistas que não escondiam a alegria de ver o Benfica perto de ser campeão 11 anos depois. No dia seguinte as capas dos jornais falam em festa do futebol e esquecem as manigâncias do desafio. Dias depois, Litos esclarece que foi ameaçado de despedimento por Veiga.
    Mas como, se Veiga não tem ligações ao Estoril? Perguntavam algumas inteligências jornalisticas.

    A verdade é que o Benfica foi Campeão Nacional, o Estoril desceu de divisão, os ordenados não foram pagos, Litos e Xavier foram mesmo demitidos e Rui Duarte, Paulo Sousa, Moses , Cissé Fellahi , Amoreirinha e Yanick não foram para o Benfica à imagem do que aconteceu noutras alturas com jogadores como Nuno Assis, Fonte, Marco Ferreira…
    Durante toda a época de 2004/05, os dirigentes do Benfica foram vistos e ouvidos a combinarem nomeações de árbitros, a terem menos adversários do que os restantes competidores, jogando duas vezes em casa, a almoçar e a jantar com intervenientes do jogo, a oferecer beijocas e empregos em algumas empresas ligadas ao Benfica e seus dirigentes…tantas coisas que daria um texto maior do que este.

    Nada serviu para fazer Maria José Morgado reabrir processos que já tinham sido arquivados apesar das provas e testemunhos de pessoas credíveis. A CMVM decidiu 3 anos depois multar Veiga com a quantia “astronómica” de 30 000 euros por ter ficado provado para esta que o “senhor das beijocas” teria tido participação numa sociedade aberta e outra cotada sem ter feito a declaração disso mesmo.

    A imprensa reagiu a este escândalo com pequenas notícias ou notícias nenhumas.

    O MP assobia para o ar.

    A imprensa assobia para o ar.

    Para todos os efeitos, o apito encarnado não existiu. Ou será apito de cristal? Não interessa. Não existiu. Não existe.
    Existirá?

    por Fernando José Tavares

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    15 Novembro, 2009 06:16

    Benfica aconselha FPF a encher o cofre

    LUÍS ANTUNES

    O Benfica vai exigir uma indemnização avultada à Federação Portuguesa de Futebol, mais de 30 milhões de euros, e avisa o organismo que deve idealizar forma de fortalecer os cofres. Vencer o Euro 2008 é a sugestão.

    “Convém que a nossa selecção ganhe o titulo europeu de forma a que a FPF passe a ter crédito para suportar a indemnização a que será condenada”. João Gabriel, director de comunicação do Benfica, concedeu um tom de ironia ao novo round da estratégia de ataque cerrado sobre o organismo que gere o futebol em Portugal.

    O clube da Luz entende que o comportamento “dúbio” da FPF foi o principal responsável pelo volte-face no processo que determinara o afastamento do campeão nacional da Liga dos Campeões.

    Depois da forte censura da véspera, os encarnados não gostaram de observar a reacção célere da entidade.

    “É de notar o arrojo que a FPF teve para reagir ao comunicado do SLB em contraste com o silêncio total de há duas semanas, depois das gravíssimas acusações de que foi alvo por parte do presidente do F.C. Porto”, destacou aquele elemento.

    O director do departamento de comunicação acusa ainda Gilberto Madail de se demitir do exercício da função de garantir transparência e verdade desportiva.

    “Alguém da FPF devia explicar que o presidente da Federação não serve apenas para acompanhar a selecção nacional”, reiterou.

    Além do pedido de indemnização para reparação integral de eventuais danos patrimoniais, o Benfica promete colocar uma providência cautelar nos tribunais suíços, com intuito de suspender a actual decisão, e interpor recurso no Tribunal Arbitral de Desporto (TAS).

    A nova ofensiva benfiquista motivou um segundo comunicado da FPF que “repudia o teor” das afirmações de João Gabriel e abre a hipótese de uma resposta judicial que inclua o seu líder.

    Por outro lado, a UEFA rejeita a tese de parcialidade, alegada pelos encarnados.

    “A Federação manteve-se neutral em todo o processo. Nunca tentou influenciar o Comité de Controlo e Disciplina ou o de Apelo. Sempre respeitou a independência dos dois órgãos. Em nenhum momento interferiu no processo jurídico”, assegurou, ontem, William Gaillard, director de comunicação da entidade que gere o futebol europeu.

    in Jornal de Noticias

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    15 Novembro, 2009 06:17

    A PSP recebeu uma queixa-crime contra o motorista de Luís Filipe Vieira, por agressões, e uma queixa contra o próprio presidente do Benfica por insultos alegadamente proferidos, na passada segunda-feira. As acusações são feitas por um homem de 28 anos, Tiago Pina, que diz ter sido agredido dentro das instalações da Caixa Geral de Depósitos, em Telheiras. O Benfica não comenta, mas fonte próxima do presidente tem outra versão dos factos.

    Os acontecimentos descritos por Tiago Pina terão ocorrido na passada segunda-feira, pouco antes das 15h. Fonte da PSP confirma ao PortugalDiário a ocorrência, sem adiantar, no entanto, os nomes dos envolvidos. O jovem, residente em Telheiras, conta que se deslocou ao balcão da CGD para depositar um cheque, mas parou mal o carro. «Admito que estacionei mal, mas dava para passar, tanto que passaram dois veículos sem problemas. De dentro do banco conseguia ver o carro», explicou.

    O mau estacionamento de Tiago levou a que, momentos depois, surgisse um «Mégane e um Mercedes», que não conseguiam passar. Tiago ouviu um buzinar «insistente». «Assim que me apercebi, fui logo tirar o carro. Fiz marcha-atrás e o Mégane seguiu caminho. O Mercedes continuou a buzinar e comecei a ouvir insultos do género: “És um palhaço, isto não é sítio para estacionar!”. Virei costas, mas quando passei em frente ao carro, para voltar a entrar no banco, reparei que os insultos vinham do banco do pendura».

    «Ainda por cima é do Benfica!»

    Tiago Pina conta que ficou «estupefacto» quando viu quem proferia os insultos: «Era o presidente do Benfica. Nem queria acreditar e a única coisa que me saiu foi: “Ainda por cima é do Benfica!”. E virei costas», explicou, adiantando que voltou a entrar no banco sem «nunca pensar» que o seguiriam.

    Pouco depois, conta que sentiu uma mão no ombro. Virou-se e viu Filipe Vieira «fora de si» a proferir insultos. «Ele perdeu a cabeça», acusa. Nos instantes seguintes, conta, só teve tempo de se desviar quando viu que ia ser socado pelo motorista do presidente. «Levei socos, caí no chão, protegi a cara, mas levei joelhadas e pontapés na cabeça. As pessoas intervieram e eles saíram para a rua».

    Benfica não comenta

    Contactado pelo PortugalDiário o director de comunicação do Benfica não quis comentar, por se tratar de um assunto da «esfera pessoal». Já fonte próxima de Luís Filipe Vieira explicou que os insultos partiram de Tiago Pina, que estaria irritado com o buzinar de um outro veículo, também impedido de passar, e que terá proferido «os piores insultos» contra o presidente do SLB, acabando por «pontapear» o carro em que este seguia. A mesma fonte esclarece que foi apresentada uma contra-queixa.

    Dinheiro e desculpas em privado

    A PSP foi chamada ao local pela CGD, segundo conta a vítima. Contactada pelo IOL PortugalDiário a instituição recusou-se a comentar o caso. «Fui à esquadra apresentar queixa», adianta Tiago Pina. No entanto, no primeiro documento, a queixa ficou registada contra desconhecidos. «Esta sexta-feira voltei à esquadra para especificar uma queixa de injúrias contra Luís Filipe Vieira e de ofensas à integridade física contra o motorista, e apresentar os registos do hospital». Fonte policial confirmou ao IOL PortugalDiário que foi efectuado um aditamento à referida queixa.

    Tiago Pina conta ainda que os seus advogados contactaram «pessoas próximas» de Vieira para «sondar» um acordo. «Propuseram 2500 euros e um pedido de desculpas privado. Mas não é dinheiro que quero. Quero sim, um pedido de desculpas público, porque isto não se faz!», adiantou.

    http://diario.iol.pt/sociedade/iol-cgd- … -4071.html

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  52. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:18

    In Agência Financeira

    José Veiga, antigo director desportivo do Benfica, foi multado em 30 mil euros pela Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) por não ter respeitado o dever de comunicar as participações qualificadas detidas numa sociedade aberta e numa sociedade cotada. Apesar do comunicado da CMVM não indicar o nome da sociedade em causa, os anos a que os factos ocorreram em 2003, 2004 e 2007 APONTAM PARA A POSIÇÃO ACCIONISTA QUE O ANTIGO DIRIGENTE TINHA NA ESTORIL SAD.

    Na altura a que se reportam os factos, qualquer accionista cuja participação numa sociedade aberta atingisse ou ultrapassasse 10 por cento, 20 por cento, um terço, metade, dois terços ou 90 por cento dos direitos de voto, ou reduzisse para valores inferiores a esses limites, tinha o dever de comunicar à CMVM e à sociedade participada.

    No caso das sociedades cotadas, caso da Estoril SAD, a estes limites acresciam ainda os de 2 por cento e 5 por cento dos direitos de voto. Em Novembro de 2007 entraram em vigor alterações a estas regras que introduziram novos deveres de comunicação para quem atinja ou ultrapasse os 15 por cento e 25 por cento dos direitos de voto em sociedade cotada ou reduz para valor inferior a estes limites.

    Regras que, de acordo a CMVM, José Veiga não cumpriu. «Atentas as circunstâncias, decidiu esta Comissão proceder ao cúmulo jurídico das sanções e condenar o arguido numa coima única no montante de 30 mil euros», lê-se no comunicado da CMVM.

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not … iv_id=1728

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  53. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:20

    Notícia Bola Branca

    27-03-2008 22:33

    LIGA COM PROCESSO DE INQUÉRITO AO BENFICA

    Em causa a oferta a um árbitro de uma peça de cristal no valor de trinta e cinco euros

    A Comissão Disciplinar da Liga instaurou um processo de inquérito ao Sport Lisboa e Benfica.
    Em causa, uma denúncia relacionada com o facto do Benfica, ter oferecido ao árbitro de Vila Real, Rui Silva, uma peça em cristal, no jogo frente à Naval, no Estádio da Luz, no passado dia 15 de Setembro de 2007.
    Trata-se, apurou BB, do processo de inquérito n.º19-07/08, tendo o Benfica sido notificado no passado dia 20 de Março, faz precisamente hoje uma semana.

    Este caso surge depois do árbitro em causa, ouvido no Tribunal de Gondomar, no âmbito do processo “Apito Dourado”, ter afirmado perante o juiz, que já esta época, aquando do jogo Benfica-Naval, recebeu uma prenda em cristal do clube da casa, referindo que foi uma das mais valiosas que recebeu até agora, a par de um fio em ouro do Gondomar.

    Agora a Comissão Disciplinar entendeu instaurar um processo de inquérito com base numa denúncia apresentada por outro clube da Liga portuguesa.
    Recorde-se que no dia 13, o presidente da Naval, Aprígio Santos, condenava em BB a atitude do Benfica, apontando o dedo a Luís Filipe Vieira, que muito tem falado sobre o processo “Apito Dourado”.

    Nesse mesmo dia, horas depois, aqui em BB, o Director de Comunicação do Benfica, Ricardo Maia, confirmava a oferta da tal peça, mas esclarecia que a mesma tinha o valor de 35 euros, tratando-se de uma mera cortesia
    Mas mais, esse é um gesto habitual para com todos os árbitros que dirigem jogos no Estádio da Luz….

    Uma semana depois das declarações de Rui Silva em Tribunal, a Comissão Disciplinar da Liga, com base numa denúncia, instaurou um Processo de Inquérito ao Sport Lisboa e Benfica, Futebol, SAD.

    JF

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  54. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:20

    Documento de currupção de Luís Filipe Vieira

    Click to access tuluis.pdf

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  55. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:22

    Filipe Soares Franco deseja «ver cumprido dentro dos prazos» o acordo que estabeleceu com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, respeitante ao processo de loteamento de terrenos que permitirá ao Sporting encaixar cerca de 40 milhões de euros.

    «Na semana passada tive uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa e espero que o que ficou acordado venha a ser cumprido dentro dos prazos que combinámos», afirmou Soares Franco este domingo, em Pombal, à margem dos Campeonatos Nacionais de Atletismo.

    «Se fico mais tranquilo? Fico mais tranquilo do que ao fim de quatro ou cinco anos de batalha para conseguir uma aprovação e ela finalmente surgir», rematou o líder do Conselho Directivo leonino.

    Recorde-se que Carmona Rodrigues disse ontem, no final do jogo Atlético-Académica, que o processo de loteamento «tem de cumprir os regulamentos», afiançando que «muito em breve» poderia ser levado a sessão de câmara «para ser discutido», o que deverá acontecer «até final de Março».

    A verdade, dizem eles
    Ao arrepio de gerações de dirigentes do futebol que sempre reclamaram o autogoverno, eles reclamam o contrário: que o próximo governo, seja ele qual for, ponha fim à auto-regulação do futebol português, os declare a todos incapazes de se governarem e estabeleça, por decreto-lei, como é que o futebol deve ser organizado. É a nostalgia do antigamente que regressa em força

    A semana passada foi dominada, desportivamente, pela palpitante conspiração a dois, entre os presidentes do Benfica e do Sporting. Sentindo que o FC Porto, o inimigo comum, está este ano, como nunca, ao alcance de ser derrotado, os dois autodesignados «moralizadores » do futebol português juntaram forças para tentar assegurar que essa derrota se consuma, de facto — seja quem for, de ambos, o beneficiário dela. Mais importante do que assegurar que o seu clube seja campeão, os presidentes do Benfica e do Sporting querem é assegurar que o FC Porto seja finalmente derrotado. Para tal, aqueles cavalheiros lembraram-se de recorrer ao auxílio do poder político. Ao arrepio de gerações de dirigentes do futebol que sempre reclamaram o autogoverno, eles reclamam o contrário: que o próximo governo, seja ele qual for, ponha fim à auto-regulação do futebol português, os declare a todos incapazes de se governarem e estabeleça, por decreto-lei, como é que o futebol deve ser organizado. É a nostalgia do antigamente que regressa em força, a saudosa memória dos tempos da Outra Senhora, em que as conveniências políticas do regime de ditadura nacional tinham fixadoumalei não escrita que determinava que, em cada quatro anos, o Benfica era campeão três vezes- para manter o povo sossegado e distraído — o Sporting era campeão um ano — para manter a nomenclatura do regime satisfeita—e o FC Porto fazia o papel de pacóvio da província. Dias da Cunha e Luís Filipe Viera estão bem colocados para o desígnio que prosseguem: o primeiro é tido como influente entre os socialistas, o segundo é quem levou toda a Direcção do Benfica, pela mão de Santana Lopes, a um inesquecível acto de vassalagem ao PSD, na véspera das últimas eleições legislativas. Juntos, eles esperam assim conseguir fazer-se ouvir no chamado «arco do poder». É a isto, meus caros leitores, que os estudiosos chamam um lobby. E porque reclamam eles a intervenção política no futebol? Em nome da «verdade desportiva». A verdade desportiva é aquele conceito, muito teorizado por Dias da Cunha, de que, não fosse o «sistema » (leia-se as arbitragens) e o FC Porto nada ganharia cá, ficando as vitórias reservadas aos grandes de Lisboa. É um conceito que dá muito jeito para explicar coisas como a vitória do Beira-Mar na Luz, tentando distrair os benfiquistas de evidências como a notória incompetência de alguns dirigentes, justificada, isso sim, pelo «sistema» e pela falta de «verdade desportiva». É também um conceito difícil de resistir a algumas contradições inexplicáveis—e daí, certamente, as notórias dificuldades de expressão, na matéria, do presidente do Sporting. Como explicar, por exemplo, que a carreira internacional do FC Porto seja aquilo que é, e as carreiras internacionais de Benfica e Sporting, na última década, sejam uma permanente humilhação, se lá fora não funciona o longo braço do «sistema» e da arbitragem portuguesa? Mas vamos, então, à verdade desportiva e a alguns exemplos concretos da mesma.

    a) Arbitragens

    O FC Porto é o grande beneficiado— dizem os arautos da «verdade desportiva». Verdade? Não, mentira. Um curisoso estudo publicado, no passado dia 21, pelo Diário de Notícias — insuspeitíssimo de ser pró-portista — conclui, após analisar todas as crónicas dos três jornais desportivos e as opiniões publicadas dos especialistas em arbitragem aos 306 jogos da 1.ª volta da SuperLiga, que o clube mais prejudicado pelas arbitragens é… o FC Porto. Entre outras coisas, escreve o DN, o FC Porto encabeça a lista dos penalties não assinalados a seu favor — cinco, dos quais dois no jogo contra o Sporting, dois em jogos que terminaram empatados, e um no jogo que perdeu contra o Boavista, «cujo golo da vitória foi, aliás, obtido em fora-de-jogo». E quem comanda a lista dos beneficiados? Pois, justamente o Boavista, que é também, de parceria com o Benfica, quem comanda os destinos da Liga — o tal «sistema» denunciado porDias da Cunha, que comanda a organização dos jogos, a arbitragem e a disciplina e do qual o FC Porto está, por inteiro excluído (foi aliás, salvo erro, o nóvel parceiro de Dias da Cunha, o actual presidente do Benfica, ou um seu antecessor, quem declarou que era mais importante ganhar a Liga do que o campeonato).

    b) Disciplina

    Pela segunda vez esta época, a Comissão Disciplinar da Liga prepara-se para aplicar a McCarthy dois jogos de suspensão, através do recurso ao vídeo, por ele ter dado uma cotovelada a um adversário. Até posso concordar com o princípio, o problema é que ou ele é de aplicação universal e exaustiva, ou então é, como tem sido, selectivo e criteriosamente dirigido a jogadores do FC Porto. Vejemos. Primeiro que tudo, é necessário que os jogos sejam transmitidos pela televisão. Ora, enquanto os 34 jogos dos três grandes são todos transmitidos, clubes há que só têm seis jogos transmitidos por época— justamente os jogos contra os «grandes ». Logicamente, quem tem mais jogos transmitidos sujeita-se a ter jogadores castigados, com recurso ao vídeo, muitas mais vezes: como é que os eruditos juízes do CD resolvem este problema elementar de igualdade penal? Em segundo lugar, devemos perguntar-nos porque é que só as cotoveladas são punidas? A entrada amatar de Tõnito, doBoavista, sobre Derlei, em jogo de pré-época, arrumando-o durante longas semanas, ou a entrada, igualmente para arrumar, de um jogador do Boavista sobre outro do FC Porto, aos 3minutos do jogo do Dragão, ambas perante a complacência dos árbitros, não foram punidas depois, através do vídeo, porquê? E, já agora, as duas cotoveladas do McCarthy foram ambas precedidas de idêntico gesto provocatório dos seus adversários, só que ele respondeu com mais fúria: ele leva dois jogos e os provocadores nada? Finalmente: porque é que o critério não se aplica aos outros? Uma semana antes da última cotovelada do McCarthy, o Rochembach enfiou uma cotovelada no Petit, durante o Sporting-Benfica. Um dia depois, o Petit enfiou uma cotovelada na cara do Tiago, durante o Benfica-Boavista: a imagem foi vista e repetida, perante o silêncio dos comentadores de serviço à televisão. A diferença é que em nenhum destes dois casos houve uma provocação prévia do adversário, como houve com o McCarthy, e não houve artigos na imprensa a apelar explicitamente ao castigo do «cotoveleiro ». Recordo: o Boavistamandana Liga, a meias comoBenfica e oSporting é o «grande moralizador».

    c) Os apoios públicos

    Com grande alarido público (agravado pela desastrada defesa do próprio), foi noticiado que o eng. Nuno Cardoso foi constituído arguido em processo-crime pelo Ministério Público, na sequência de queixa da Inspecção-Geral de Finanças. E isto, porque: —é suspeito de ter beneficiado o FC Porto no processo de construção do Estádio do Dragão, — prejudicando a CM Porto numa quantia entre 3 e 4 milhões de euros, —através de um sistema de permutas e de terrenos, em que terão sido sobreavaliados os terrenos cedidos pelo FC Porto para troca com os da CMP. Ora, se me permitem voltar ao assunto, eu recordo que, por comparação, o antigo (e dizem que futuro) presidente da CML, dr. Santana Lopes: — não é suspeito, mas sim autor confesso, de dois contratos, celebrados com Benfica e Sporting, relativos à construção dos seus novos estádios, — em que ajudou o Benfica numa quantia entre 55 e 65 milhões de euros, e o Sporting numa quantia entre 20 e 30milhões de euros, — através de recompra em dinheiro de terrenos anteriormente cedidos pela CML, cedência de capacidade construtiva em circunstâncias excepcionais, cedência de terreno e direitos de exploração de bombas de gasolina e participação em negócio conjunto de urbanização, no qual a CML realiza todas as despesas e divide os lucros a meias com os clubes. Lembro ainda que o actual e provável futuro ex-presidente da CML, eng. Carmona Rodrigues, se prepara para autorizar o Belenenses a urbanizar terrenos que a Câmara lhe cedeu para fins desportivos, naquele que será um dos maiores crimes urbanísticos da cidade de Lisboa, destinado apenas a beneficiar um clube que já recebeu gratuitamente o seu estádio da Câmara e que não tema justificação «de interesse nacional» de ter feito um estádio novo para oEuro-2004.Eque o presidente da CML justificou tal acto com a necessidade de «compensar o Belenenses» face aos apoios camarários recebidos por Benfica e Sporting. Pergunto, em nome da «verdade desportiva» ou outra qualquer: porque é que a Inspecção-Geral de Finanças nunca investigou o assunto, porque é que o Ministério Público nunca se incomodou com ele, porque é que os jornais e televisões nunca lhe deram importância?

    PS1—Visto ter-se tornadomanifesto que o treinador do FC Porto não consegue exercer disciplina sobre os jogadores, dentro ou fora do campo, é urgente que o presidente ou odirector do futebol se reúnacom eles e lhes explique que o circo tem de acabar.

    PS 2—Alguns espíritos expeditos tentaram fazer-nos crer que o juiz de linha Luís Tavares perdeu as insígnias da FIFA por não ter visto a bola dentro da baliza do Porto, no último Benfica-Porto. O presidente do Benfica até já citou essa «informação» como «prova» dos atentados à «verdade desportiva». Amim pareceu-me sempre a coisa muito estranha: não estou a ver a FIFA a seguir intimamente todos os jogos nacionais em que actuam as centenas de árbitros e juízes de linha por ela acreditados e a puni-los em função disso. Lógico me parecia, sim, que tivesse desprovido o «liner » em questão depois de ter apreciado negativamente a sua actuação em jogos internacionais. E, depois de o ter visto actuar no Leiria-Porto, mais firmei a minha convicção: o senhor é totalmente incompetente para a função. ”

    Jornal A Bola de 25Jan2005

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  56. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:23

    Segundo noticiou a TVI, a Inspecção-Geral de Finanças terá concluído que a autarquia portuense, na altura chefiada por Nuno Cardoso, terá beneficiado largamente o FC Porto e outros proprietários de terrenos nas Antas, aquando da montagem da operação que levou ao desaparecimento das Antas e ao nascimento doDragão, com a reformulação total de toda a zona. Não é a primeira vez que a IGF faz esta acusação, já anteriormente rebatida, quer por Nuno Cardoso, quer pelo FC Porto. Fiquei assim sem perceber se o relatório era o mesmo de então, se era a continuação e aprofundamento do anterior, se continha ou não factos novos. Também me parece estranho que a IGF não conduza idêntica investigação relativamente às condições oferecidas por Santana Lopes ao Benfica e ao Sporting, para a construção dos seus novos estádios. Tanto mais que há aqui um facto que me parece estranho para justificar as conclusões da IGF: o FC Porto usou, na sua operação, património imobiliário que lhe pertencia, ao contrário do Sporting, que pouco ou nada tinha, e do Benfica, que nada tinha. Mas, porque acima de tudo, prezo a coerência, seria bom, de facto, que o Ministério Público, seguindo a sugestão da IGF, investigasse se há ou não matéria para procedimento criminal contra o ex-autarca do Porto, por gestão danosa de bens públicos em benefício de entidade privada. E que a IGF, obviamente, investigasse agora, relativamente aos estádios do Euro, as actuações das edilidades de Lisboa, Braga, Guimarães, Aveiro, Leiria, Coimbra e Faro. Para que não ficasse a sensação de que só se investiga os que perderam o poder.

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  57. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:23

    Entre a CML, A EPUL e o SLB e SCP

    1. Os leitores terão acompanhado uma polémica desenvolvida nestas páginas entre mim e Pedro Santana Lopes, a propósito dos apoios concedidos pelas câmaras municipais de Lisboa e Porto aos respectivos clubes. Ele sustenta que o F. C. Porto foi altamente beneficiado pela CMP na construção do novo Estádio do Dragão; eu afirmo que não, sobretudo se compararmos com os apoios que o próprio Pedro Santana Lopes, enquanto presidente da CML, concedeu a Benfica e Sporting para a construção dos respectivos estádios. Da última vez que voltou a desafiar-me sobre este tema prometi que publicaria aqui os acordos celebrados entre a CML e o Benfica e Sporting, para que os leitores pudessem julgar por si, ao mesmo tempo que o desafiei a fazer o mesmo relativamente ao que diz ter-se passado entre a CMP e o F. C. Porto.

    Cumpro agora a minha promessa, continuando à espera que ele cumpra a sua – na certeza de que lhe é muito mais fácil a ele obter os elementos que quiser do seu correligionário Rui Rio, que, além do mais, nutre um ódio de estimação pelo F. C. Porto, do que me foi a mim obter elementos guardados na CML e jamais vindos a público.

    Passo, pois, a reproduzir as disposições fundamentais dos contratos-programa, celebrados em Junho de 2002, entre a CML, representada por Pedro Santana Lopes, a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa), representada pelo seu presidente Sequeira Braga, e os presidentes do S. L. Benfica e do Sporting C. P. Vou-me fixar no contrato com o Benfica, porque é aquele que mais referi e que mais envolvimento de dinheiros públicos envolve, assinalando depois as diferenças para o contrato celebrado com o Sporting. E faço-o acompanhar de notas explicativas da minha autoria, destinadas a descodificar uma linguagem contratual que procura eliberadamente esconder a dimensão do que está em causa.

    Assim:

    2. Considerando: O empenho da CML na criação e desenvolvimento das condições necessárias à prática do desporto, em benefício dos cidadãos da cidade de Lisboa;

    3. Que a criação do novo Complexo Desportivo do Sport Lisboa e Benfica, designadamente através da construção do novo Estádio e demais equipamentos desportivos envolventes, constituem não só a realização de um interesse nacional… mas também de interesse local, pela sua importância para a cidade de Lisboa…

    (Nota – Para que os espíritos mais generosos acreditem que o novo estádio não era principalmente do interesse do Benfica mas sim da CML e dos cidadãos de Lisboa, que vão passar a dispor de um novo recinto para poderem jogar futebol nos tempos livres…)

    …4. Que não obstante o interesse municipal na construção do novo Estádio e demais equipamentos desportivos… o Município de Lisboa optou por não atribuir ao Clube uma comparticipação financeira, que oneraria necessariamente o orçamento municipal e prejudicaria a realização das demais obras a cargo do Município…

    (Nota – Portanto, não damos dinheiro para o novo Estádio do Benfica…)

    Cláusula Terceira1. A CML, de acordo com a legislação urbanística e o Plano Director Municipal em vigor, reconhece o direito a uma área de construção de 65.000 m2 nos terrenos actualmente propriedade deste clube, sitos na zona envolvente do Estádio…

    2. O SLB compromete-se a alienar à EPUL, em propriedade plena, e esta compromete-se a adquirir, os referidos terrenos… com a área de construção acima referida… pelo preço de 100.000$00 o m2.

    (Nota – E eis como, com toda a limpeza, se desmente o que acima se tinha escrito: a CML não dá um tostão ao Benfica mas dá a EPUL, empresa que depende inteiramente da CML e que tem por objectivo construir habitação a preços reduzidos em Lisboa. Através desta cláusula a EPUL deu ao Benfica 6,5 milhões de contos. Que eu saiba jamais a EPUL comprou terrenos a particulares, visto que, para cumprir o seu fim social, dispõe de amplos terrenos municipais onde construir na cidade de Lisboa. É, aliás, de prever que jamais a EPUL venha a construir um metro quadrado que seja encostado ao Estádio da Luz, negócio que só pode ser ruinoso. Resta acrescentar que, salvo erro, estes mesmos terrenos que Santana Lopes mandou a EPUL comprar ao Benfica haviam-lhe sido doados pela mesmíssima CML, ao tempo do dr. Jorge Sampaio, e com o expresso fim de neles o clube construir equipamentos desportivos de utilização pública e privada – o que jamais fez. Ou seja: a CML, escondida atrás da EPUL, comprou ao Benfica, por 6,5 milhões de contos, os mesmos terrenos que já lhe havia dado…)

    Cláusula Quarta1. A CML, a EPUL e o SLB comprometem-se a estabelecer um acordo de associação… que terá por objecto a construção de 200 fogos em terrenos sitos no Vale de Santo António…

    2. Os eventuais proventos líquidos desta operação serão repartidos em partes iguais pelas aqui contratantes…

    [Nota – Não se especifica que área ou que valor terão os fogos a construir mas o fundamental do negócio ficou acordado: em terrenos municipais, a EPUL vai projectar, construir e comercializar 200 fogos, entregando no final um terço dos lucros ao Benfica, que apenas teve de ficar sentado à espera. Ou seja, uma empresa pública que investe propriedade e dinheiros públicos para um negócio a favor de uma empresa privada que em nada contribuiu para o negócio. O Benfica fez já uma tentativa para que a CML lhe antecipasse a sua parte nos lucros, o que não sei se terá conseguido. Tendo em conta os preços praticados habitualmente pela EPUL (e que estão longe de ser baratos), é de prever que cada fogo saia a cerca de 60.000 contos, em média. Se deduzirmos um terço para despesas (o terreno é público, logo grátis), o lucro final pode ser estimado em cerca de oito milhões de contos, cabendo ao Benfica um pouco mais de 2,5 milhões.]

    Cláusula Quinta1. A CML compromete-se a ceder, a título gratuito e em direito de superfície, pelo prazo de trinta anos, prorrogável pelos períodos e duração estabelecidos em acordo a celebrar entre as partes, um terreno sito no Eixo Norte-Sul, destinado à instalação de um posto de abastecimento de combustíveis, que sirva os dois sentidos do referido Eixo… o qual poderá ser explorado por aquele clube directamente ou ser cedido a terceiro…

    (Nota – De acordo com a redacção desta cláusula, o contrato pode ser tendencialmente eterno. Note-se também a habilidade de fingir que se trata apenas de um posto, embora «nos dois sentidos» da estrada. Ou seja, são dois postos e cada um deles está avaliado no mercado em cerca de três milhões de contos de valor de concessão.)

    E eis o clausulado fundamental do acordo celebrado pela CML com o Benfica, a tal «solução imaginativa» de que falava Santana Lopes. Contas feitas à imaginação aplicada, a CML, os munícipes de Lisboa, terão no final entregue ao Sport Lisboa e Benfica, em património, dinheiro ou direitos, uma quantia próxima dos 15 milhões de contos. A que se somam os 5,5 milhões provindos directamente do Estado e, aqui sim, ao abrigo de um contrato semelhante celebrado com todos os clubes que se dispuseram a construir estádios para o Euro-2004. Assim, de um orçamento de 26 milhões, o Benfica recebe dos contribuintes cerca de 20,5 milhões para o novo estádio. Está explicado o milagre.

    Resta acrescentar que, face a tanta generosidade para com o Benfica, o Sporting tratou de protestar subtilmente, muito embora, no seu caso, o clube já tivesse assinado um contrato de apoio com a anterior vereação.

    Para evitar problemas, e por «um princípio de igualdade», Santana Lopes entendeu acrescentar aos apoios já concedidos ao Sporting mais o seguinte:

    licença de urbanização de mais 29.000 m2; o mesmo acordo com a EPUL para a construção de 200 fogos, agora em Campolide, com um terço das receitas para o Sporting; e uma bomba de gasolina no Lumiar, cujos residentes estão já a mover-se para tentar evitar a aberrante construção de uma bomba de gasolina numa rua de habitação, apenas para satisfazer o acordado entre a CML e o SCP.
    Uma nota final para concluir que, consciente da imensa generosidade de que deu mostras, Pedro Santana Lopes gabou-se de ter feito incluir uma última cláusula nos contratos-programa assinados com Benfica e Sporting em que estes se comprometem a durante 10 anos não pedirem mais nenhum apoio à CML.

    Haja Deus!

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  58. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:24

    Segundo fonte que conhece o processo n.º 1/2005 do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, o MP suspeita que o dinheiro poderá ter sido repartido entre José Veiga e outras pessoas, não afastando a possibilidade de estarem envolvidos actuais e ex-dirigentes do Sporting.

    De acordo com a mesma fonte, João Pinto já assegurou que foi ele o destinatário final dos 3,1 milhões de euros, mas não apresentou qualquer prova, e Veiga tem dito que não recebeu um tostão.

    Perante as provas reunidas contra o ex-empresário (indiciado por crimes de burla agravada e abuso de confiança), e a ausência de documentação que confirme a versão do jogador, a investigação contactou vários bancos e instituições financeiras no estrangeiro para conseguir apurar para onde foram os milhões que o Sporting pagou a título de direitos desportivos, em 2000, e que não foram alvo de qualquer tributação fiscal em Portugal.

    A mesma fonte adiantou, ainda, que JVP tem-se negado a mencionar para que contas foi transferido o dinheiro, depois de sair dos bancos que a Goodstone indicou ao Sporting: o Dexia, do Luxemburgo, e o Barclays, de Londres. Nestes bancos, o MP já concluiu que as contas em causa foram movimentadas por José Veiga.

    Dos 3,3 milhões de euros que o Sporting enviou para a Goodstone, a investigação constatou que 245 mil entraram na empresa Superfute, de José Veiga, em 2000, a título de comissão (5%) pela transferência de João Pinto. Os restantes 800 mil dos 4,190 milhões de euros foram pagos ao próprio jogador, em 2005, pelo Sporting. JVP exigiu-os, alegando que a Goodstone fechou as portas em 2004. Fonte do clube de Alvalade assegurou que JVP só ficou com pouco mais de 600 mil euros, dado que o clube reteve 22 por cento relativos ao IRS e “outros montantes” que o jogador devia ao Fisco.

    O CM tentou ontem contactar João Pinto e José Veiga, mas ambos não atenderam os seus habituais telemóveis.

    CRIME DE FRAUDE FISCAL

    O Ministério Público (MP) entende que a confirmar-se que João Pinto recebeu a totalidade dos 3,1 milhões de euros que foram parar à Goodstone, o jogador vai ter mesmo de liquidar os impostos sobre a verba em questão: mais de 700 mil euros.

    Segundo soube o CM, o MP irá defender em tribunal que os processos-crime por fraude fiscal só prescrevem ao fim de dez anos e que a lei diz que quem for condenado terá de ressarcir o Estado no valor dos impostos em falta, mais juros de mora e multas.

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  59. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:26

    Um jornalista do Record (Bernardo Ribeiro) chateia-se e decide escrever :
    «Alguém deve falar» (26/02/07)

    A estratégia de constante silêncio do Sporting em relação ao caso João Pinto-José Veiga percebe-se tendo em conta que após a audição de todos envolvidos, os únicos arguidos serem, por ora, o jogador e o ex-empresário.

    Contudo, devido aos constantes ataques de Veiga através da Comunicação Social, e apesar de entender a posição institucional do clube, acredito que alguns dirigentes – nomeadamente os mais visados pelas críticas do arguido – deviam quebrar o silêncio e explicar a sua actuação em toda esta novela. Não por duvidar da sua inocência, mas por sentir que os adeptos anseiam por alguém que dê a cara em todo este processo que acaba por sujar também o nome do Sporting.

    O presidente Soares Franco já o fez uma vez e diga-se que deixou Veiga em maus lençóis. Mas já passou muito tempo após esta tomada de posição. Agora, alguém mais abaixo na estrutura devia dar a cara e explicar o que foi feito. Não o fazer é dar liberdade a José Veiga para atirar para o ar todo o estilo de acusações. Deixar a defesa do bom-nome do clube apenas a um advogado desconhecido e ao site é deixar alastrar a desconfiança pela opinião pública.

    Não é que daí venha grande mal ao mundo, se no final se provar que a razão está do lado do Sporting. Mas podia evitar-se a situação de haver quem veja fantasmas em cada esquina. Aí sim, o clube de Alvalade perde argumentos.

    – – –
    Bonito, sim senhor. Preocupado com o «bom nome» do SCP. Será que esta mesma consciência se adapta se se tratasse de falar do FCP? Ponham este homem em directo no jornal das 20h. Porque é que só alguns é que podem fazer isso? 😉

    Entretanto…continua o silêncio neste caso.

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  60. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:26

    PASSAPORTE DE VEIGA

    Toda a gente fez um enorme alarido, porque o juiz que está com o processo de José Veiga, relacionado com a venda do passe de João Pinto ao Sporting lhe retirou algumas medidas de coação. Todos deixaram entender, que pelo simples facto do juiz devolver o passaporte e baixar a caução ao ex-futuro director do futebol do Benfica, já se presumia inocência.
    Nada disso. O rigor dos jornalistas voltou a ficar na gaveta. Consultem um advogado e ficam a saber que a justiça só pode ficar com o passaporte de um cidadão por um período máximo de seis meses. Ora José Veiga foi constituído arguido em Novembro de 2006. Em Maio tinham de lhe devolver o passaporte. Houve apenas uma antecipação de uns dias…

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  61. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:27

    Equipa de Morgado acusada de poupar Vieira

    Um dossier anónimo entregue na Prouradoria-Geral da República (PGR) acusa Maria José Morgado e a sua equipa de investigação de ter ligações estreitas com o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira e de, por isso, ter direccionado a investigação do Apito Dourado no sentido de prejudicar o FC Porto e ignorar indícios sobre favorecimentos ao Benfica.

    Ao que o DN apurou, os autores do documento, 26 páginas em papel com o timbre da Direcção Nacional da Polícia Judiciária, acusam o fiscalista Saldanha Sanches, marido de Maria José Morgado, de trabalhar há vários anos para Luís Filipe Vieira. Os denunciantes, que dizem ser inspectores da PJ apenas preocupados “com a descoberta da verdade”, apontam ainda um processo judicial anterior dirigido por Maria José Morgado, o denominado processo das Finanças, no qual o actual presidente do Benfica terá sido beneficiado – uma empresa da qual Vieira era sócio comprou a Fábrica de Louças de Sacavém a preço simbólico e construiu ali um condomínio privado no qual viviam quatro directores de Finanças, acusam.

    Este dossier, sabe o DN, são os “documentos-bombas” que o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, garantiu ter em sua posse aquando da entrevista concedida à SIC, na quinta-feira passada. O documento, aliás, terá já sido enviado a diversas entidades, entre as quais a PGR, o DIAP do Porto, o presidente da Liga, o Conselho Superior de Disciplina da FPF e o próprio FC Porto.

    Vários inspectores da equipa constituída por Maria José Morgado para a investigação do Apito Dourado são referenciados, apurou o DN, pelo relatório entregue na PGR como estando controlados pelo presidente do Benfica, a quem alguns dos inspectores da PJ deveriam favores, nomeadamente o inspector Sérgio Bagulho. Aliás, os autores do dossier informam que Vieira tem desde há muito “homens seus” dentro da PJ.

    Os denunciantes anónimos, alegadamente inspectores da PJ, esclarecem nada ter contra o Benfica, mas apenas enumeram situações em que os aparentes beneficiados foram o clube da Luz ou o Alverca, este ao tempo em que era dirigido pelo actual presidente do Benfica. No Alverca, Luís Filipe Vieira é acusado de ter aliciado o guarda-redes Palatsi, que então defendia a baliza do Beira-Mar, que estava em luta com os ribatejanos pela manutenção.

    As revelações anónimas – sem que os autores forneçam provas de de acusações – focam ainda a época 2004/05, em que o Benfica foi campeão. Ao que o DN apurou, Vieira e José Veiga são acusados de combinar árbitros para os jogos do Benfica com o então presidente da Comissão Arbitragem da Liga, Luís Guilherme, e de aliciar um jogador do Estoril na véspera do Estoril-Benfica no Algarve.

    http://dn.sapo.pt/2007/08/15/desporto/e … ieira.html

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  62. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:28

    Segundo o jornal, Luís Filipe Vieira, Carolina Salgado, Maria José Morgado, Carlos Teixeira (que iniciou o processo em Gondomar) e vários elementos da Polícia Judiciária serão os alvos de um dossier que poderá vir a ser a base de um “caso Apito Encarnado”, a que Pinto da Costa se referiu numa entrevista concedida recentemente à SIC.

    O documento em causa será da autoria de inspectores da PJ preocupados com a “descoberta da verdade” e que “nada têm contra o Benfica”, indica o jornal, precisando que o texto, impresso em papel com o timbre da Directoria Nacional da Polícia Judiciária, enumera situações consideradas reveladoras de favorecimentos aos clubes da Luz e do Alverca, quando dirigido por Luís Filipe Vieira, não indicando, no entanto, as provas que os alegados inspectores afirmam ter em seu poder. Relativamente aos magistrados, os autores do documento consideram que conduziram a investigação no sentido de prejudicar o FC Porto e ignorar os indícios contra o Benfica.

    O documento em causa já terá sido enviado a várias entidades, entre as quais a Procuradoria-Geral da República, o DIAP do Porto, o presidente da Liga de Clubes, o Conselho Superior de Disciplina da FPFP, a produtora Utopia (que realiza o filma ‘Corrupção’) e o próprio FC Porto.

    Em declarações ao semanário, o director de comunicação dos ‘dragões’, Rui Cerqueira, confirmou a recepção do dossier, acrescentando que o mesmo está a ser “analisado pelo Departamento Jurídico do Clube”.

    Maria José Morgado recusou fazer qualquer comentário sobre o assunto, mas uma fonte da Procuradoria confirmou a recepção do documento, adiantando que o mesmo “vai ser analisado”, segundo assinala o Expresso, que acrescenta que o DIAP do Porto também já recebeu o dossier.

    http://www.correiodamanha.pt/noticia.as … &p=20

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  63. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:28

    Alípio Ribeiro manifesta-se contra a abertura de um inquérito ao “Apito Encarnado”

    O director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, discorda da decisão do Procurador-Geral da República de investigar o dossier anónimo sobre alegados favorecimentos ao Benfica no processo “Apito Dourado”, considerando que “não se justifica”, noticia hoje o semanário Sol. Pinto Monteiro, anunciou a decisão de abrir um inquérito-crime ao conteúdo e origem de uma carta anónima escrita em papel timbrado da directoria da PJ relatando alegados favorecimentos a Luís Filipe Vieira e ao Benfica. Reagindo a esta decisão do PGR, Alípio Ribeiro, manifesta o seu desacordo: “Salvo o devido respeito ao Sr. Procurador-Geral da República, não se justifica a instauração de um inquérito com base em tais pressupostos”. O responsável da PJ classifica este dossier anónimo, que ficou conhecido como “Apito Encarnado”, como um “conjunto de papéis com insinuações pessoais torpes que coloca os seus autores anónimos ao nível da patologia e não da cidadania” e considera que a “justiça não pode ficar refém de condutas eticamente condenáveis e penalmente irrelevantes”.

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    15 Novembro, 2009 06:29

    Presidente do Conselho de Disciplina da FPF
    “O que li chocou-me”
    Nos processos disciplinares abertos pela Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) 17 árbitros, oito dirigentes e seis clubes já foram constituídos arguidos.
    Na primeira entrevista em que aborda o processo Apito Dourado, Arnaldo Marques da Silva, presidente do Conselho de Disciplina da FPF, adiantou ao Expresso que está em curso um processo de averiguações sobre o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. Este caso teve origem numa escuta do Apito Dourado e numa denúncia de um clube que envolve o presidente do Benfica.
    «Expresso» 10.08.2007

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    15 Novembro, 2009 06:30

    A polícia judiciária francesa (DCPJ) está a investigar o antigo empresário de futebol. Segundo apurou o Correio Sport, vários inspectores da DCPJ deslocaram-se ao nosso país durante o mês de Março, no cumprimento de uma carta rogatória (ordem de um juiz estrangeiro) do Tribunal de Paris para interrogar Veiga sobre várias transferências que empresário intermediou para o futebol francês. Entre as transferências investigadas estão a dos jogadores Dimas, do Sporting para o Marselha, a de Mário Silva do Boavista para o Nantes e de André Luiz do Marselha para o Paris Saint-Germain.

    Os juízes franceses preparam-se para deduzir acusação contra antigo homem forte do futebol do Benfica por crimes de Fraude e Evasão Fiscal.

    Recorde-se que, em 28 de Novembro de 2002, José Veiga anunciou, em Paris, que a sua empresa – a Superfute – seria cotada na Bolsa francesa. Algo que nunca viria a acontecer, pela falta de cumprimento dos requisitos mínimos para a entrada no mercado de capitais.

    Em Portugal, a investigação a Veiga encontra-se na sua fase final, com a Judiciária a aguardar uma carta rogatória do Luxemburgo, com informações sobre as transacções financeiras do empresário naquele país.

    Também por resolver estão ainda o problema da venda das acções da Estoril SAD. Depois da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter multado o empresário em 2006 pela venda de 37 por cento do capital social do Estoril, ocorrido em Setembro de 2004, entre José Veiga e as empresas Mexes Marketing e KCK Developments, ambas sediadas em Londres e alegadamente controladas pelo próprio Veiga.

    A forma como a transacção decorreu gerou muitas dúvidas na altura, o que levou a CMVM a pedir explicações a todas as partes implicadas no processo.

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    15 Novembro, 2009 06:31

    Relatório da IGAI diz que Luz estava fora da lei

    RUI FRIAS
    CNVD e Liga de Clubes criticados por não actuarem
    O relatório da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre os incidentes do Benfica-FC Porto denuncia que, até à data do jogo, o Benfica ainda não tinha feito o registo, junto do Conselho Nacional contra a Violência no Desporto (CNVD), do regulamento de Segurança e Utilização dos Espaços de Acesso Público previsto no artigo 16.º da Lei 16/2004. Lei essa que refere, expressamente, que a não existência, ou a falta de registo, desse regulamento de segurança implica “a não realização de espectáculos desportivos” no respectivo recinto. Ou seja, segundo a lei, o Estádio da Luz não estava sequer em condições legais de acolher o Benfica-FC Porto.

    Ao DN, Paulo Silva, coordenador de segurança do Estádio da Luz, preferiu não comentar o assunto “enquanto não receber o relatório integral” da IGAI, mas lembrou que “a Luz acolheu a final do Euro 2004. Se estivesse fora da lei…” Depois do clássico de dia 1 de Abril, que foi manchado por vários incidentes dentro e fora do estádio, o Benfica terá já efectuado o registo de um Plano de Segurança da Luz. Mas antes disso, o único registo existente no CNVD era relativo ao período do Euro 2004. Ou seja, o o recinto encarnado terá estado cerca de três anos a funcionar em regime de ilegalidade, ao contrário de Alvalade e Dragão, como frisa a IGAI. Contactado pelo DN, Luís Sardinha, presidente do Instituto de Desporto de Portugal (e por inerência do CNVD), rejeitou também comentar um relatório que disse ainda desconhecer.

    José Manuel Meirim, especialista em direito desportivo, elogia as conclusões da IGAI. “Fico feliz poque finalmente alguém aponta o incumprimento da Lei 16/2004. Em bom rigor, as sanções previstas nessa lei são letra morta. Podem ser desproporcionadas ou não, mas simplesmente não são cumpridas”.

    Críticas ao CNVD e à Liga

    O relatório imputa as maiores responsabilidades sobre os incidentes do Benfica-FC Porto ao coordenador de segurança dos encarnados, Paulo Silva, e ao comandante do policiamento ao jogo, o subintendente da PSP Diamantino Carvalho (ver caixa ao lado).

    Mas, sabe o DN, também o CNVD e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional merecem críticas da IGAI: o CNVD por ter permitido o já referido funcionamento do Estádio da Luz sem o plano de segurança exigido por lei; a Liga de Clubes por não ter ainda adoptado nos seus regulamentos sanções aos clubes que apoiam grupos organizados de adeptos (claques) não registados no CNVD – a única claque legalizada em Portugal continua a ser a Torcida Verde, do Sporting.

    http://dn.sapo.pt/2007/05/10/desporto/r … a_lei.html

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  67. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:31

    «Correio da Manhã» ( 10/05/2007 )

    ” No dia em que a Camara caiu, abrindo caminho a eleições intercalares e havendo buscas da Polícia Judiciária, foi entregue um relatório com conclusões polémicas da InspecçãoGeral de Finanças (IGF) sobre a EPUL.
    No documento a que o CM teve acesso pode ler-se, que no caso dos terrenos do Vale de Santo António, a empresa municipal fez um «adiantamento por conta de lucros futuros, decorrentes de empreendimento (…), de 9,975 milhões de euros ao SLB (Sport LIsboa e Benfica), sem que fosse devidamente demonstrada a adequabilidade de tal valor aos lucros previsíveis». A IGF frisa, ainda, que a «EPUL assumiu toda a componente de risco do negócio». A análise reporta-se aos anos de 2003 a 2006.”
    “No relatório refere-se também que a EPUL assumiu encargos no valor 1,3 milhoões de erros a mais do que o establecido no contrato progama para o novo estádio do Benfica. em vez de pagar 6 822 419 euros, a EPUL despendeu 8 118 678 euros”.

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  68. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:32

    in Diário Económico:

    Advogados do BES dizem que acções do Benfica são um logro

    No processo que opõe o BES a Manuel Vilarinho e Vítor Santos, as acções do benfica são consideradas fraca garantia patrimonial.

    O banco que liderou a oferta pública de distribuição de acções do Benfica, em Abril de 2001, considera hoje que os títulos que ajudou a colocar no mercado há seis anos são consideradas más. “Infelizmente as acções empenhadas nada ou quase nada valem: são, em termos de garantia, um verdadeiro logro”, sustentam os advogados do Banco Espírito Santo – Filinto Elísio, Lopes de Almeida e Vítor Miragaia – na exposição feita ao Juízo de Execução de Lisboa, onde decorre o processo por dívidas interposto pelo BES contra Manuel Vilarinho, ex-presidente do Benfica, e Vítor Santos, construtor civil e avalista do antigo dirigente desportivo.

    Neste processo, o banco exige a Manuel Vilarinho o pagamento de 8,4 milhões de euros, acrescidos de juros e demais encargos. O montante diz respeito a 40% de um empréstimo de 21 milhões de euros, concedido pelo banco – na verdade, pelo Banco Internacional de Crédito (BIC), que mais tarde se fundiu com o BES –, em Maio de 2001, para que o então presidente do Benfica comprasse o volumoso pacote de acções que o mercado não tinha absorvido no âmbito da oferta pública de distribuição de títulos do clube, realizada em Abril.

    Passados seis anos, Manuel Vilarinho só pagou uma parte deste empréstimo e falhou os prazos de pagamento definidos com o banco. Na verdade, a maior fatia que já foi paga acabou desembolsada por dois avalistas de Vilarinho na operação: Luís Filipe Vieira (actual presidente do Benfica), que entretanto pagou 20% dos 21 milhões de euros; e o construtor civil José Guilherme, que também se responsabilizou por 20% da dívida. Vieira e Guilherme ficaram, assim, com as acções que inicialmente estavam nas mãos de Manuel Vilarinho.

    O terceiro avalista na operação foi Vítor Santos (’BiBi’), conhecido empresário da construção. É aqui que surgem os problemas. De acordo com informação a que o Diário Económico teve acesso, Vítor Santos alega que, aparecendo de facto como avalista de Vilarinho no contrato assinado com o BIC, na realidade nunca teve intenção de o ser. De acordo com esta leitura dos acontecimentos, o construtor aparece como avalista no negócio apenas, porque foi essa a estratégia desenhada pelo BESI (Banco Espírito Santo Investimento) para disfarçar o fracasso da colocação de acções do Benfica – 21 milhões de euros por vender – que o BES tinha organizado. Ou seja, segundo Vítor Santos, o empréstimo feito a Vilarinho não era um empréstimo verdadeiro, mas sim uma simulação para esconder a realidade.

    A tese de Vítor Santos, segundo fonte próxima do processo, é rica em detalhes, que o BES desmente por inteiro em tribunal.

    Assim, de acordo com o construtor, o Banco Espírito Santo Investimento, para esconder as dificuldades da operação que tinha liderado e sublinhar o seu êxito, decidiu simular um empréstimo de 21 milhões de euros ao então presidente do clube, para que ele ficasse com os 4,2 milhões de acções que sobravam no mercado.

    De acordo com a mesma fonte, realizada esta compra simulada, o BESI comprometeu-se a encontrar muito rapidamente um investidor internacional para onde seriam finalmente transferidas as acções que ninguém queria. Até lá, o que poderia demorar um mês ou talvez um pouco mais, Manuel Vilarinho não pagaria juros nem os encargos do falso empréstimo. Seria o banco a tratar de tudo, responsabilizando- -se por todos os encargos. Resumindo: Vilarinho teria apenas um papel instrumental no negócio. O dirigente benfiquista só dava o nome, tudo voltaria ao normal muito rapidamente e ele não ficaria com dívida alguma.

    De acordo com as fontes contactadas pelo Diário Económico, dois meses depois de Vilarinho e Vítor Santos terem aceite participar nesta alegada montagem, o BESI ter-lhes-á pedido que assinassem um contrato de financiamento pós-datado (ou seja com uma data anterior à real) para salvaguardar a boa prática bancária. Numa primeira fase, Vilarinho ter-se-á recusado a assinar o documento, mas cedeu. Luís Filipe Vieira e José Guilherme acabaram também por aparecer como avalistas do negócio, numa operação garantida por quatro livranças subscritas por Vilarinho e com os referidos avalistas.

    A partir daqui, há poucos detalhes. Sabe-se apenas que nunca apareceu o tal investidor para comprar as acções do presidente do Benfica, como alega Vítor Santos, e que, numa carta enviada a 5 de Maio de 2004, o BIC, valendo-se do contrato assinado, exigiu a Vilarinho que pagasse o capital em dívida e os respectivos juros. O ex-dirigente não o fez e o caso seguiu para tribunal, onde está em julgamento.

    Já houve, no início deste ano, uma primeira tentativa de conciliação, mas fracassou. A pedido do BES, que desmentiu por inteiro ao tribunal as alegações de Vítor Santos, está agora decorrer uma segunda tentativa para resolver amigavelmente o assunto. O processo, em julgamento no 1º Juízo – 2ª Secção dos Juízos de Execução de Lisboa, está suspenso durante 30 dias e ainda não foram ouvidas testemunhas. Contactadas pelo Diário Económico, nenhuma das partes quis fazer comentários.

    O Benfica quer que as Finanças autorizem o não pagamento de imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT), imposto de selo e emolumentos, no valor de cerca de dez milhões de euros. A isenção já foi pedida em 2004 e é o mote para que o clube avance com a fusão entre a SAD e a Benfica Estádio, uma operação que duplicará o capital social da SAD – resolve a insuficiência de capitais próprios -, sem que para isso seja necessário pedir mais dinheiro aos accionistas. Mas há mais. Após a fusão, o Benfica ficaria com uma participação directa e indirecta de quase 70%, da SAD mais 30% do que tem hoje, o que permitirá no futuro vender essa participação através da bolsa sem perder o controlo da SAD.

    “Estamos à espera que o secretário de Estado das Finanças dê luz verde à isenção. Fizemos o pedido de isenção de IMT [representa 6,5% do valor do estádio, que é de 150 milhões de euros], imposto de selo e emolumentos, dado trata-se de apenas de uma operação de rearranjo de participações”, revelou Teresa Claudino, administradora da SAD, num dia em que o clube abriu as portas à imprensa de toda a área empresarial e da formação.

    Dados relativos ao último exercício (terminado a 31 de Julho de 2006) mostram que 75% do capital da Benfica SAD que é de 75 milhões de euros já foi “destruído” pelos prejuízos registados em anos anteriores. Assim, a fusão das duas empresas colocaria o capital da SAD nos 137,5 milhões de euros e reforçaria os capitais próprios para 83 milhões (hoje é de apenas 11 milhões), valor que é mais de metade do capital social.

    Acções em bolsa

    Enquanto a fusão não avança, os accionistas vão hoje, pela primeira vez, poder vender ou comprar acções da SAD através da Bolsa. A promessa foi feita há seis anos, mas administração liderada Luís Filipe Vieira preferiu só cotar a empresa depois de atingido o equilíbrio financeiro.

    “Esta administração acredita que deve ser o mercado a julgar todo o nosso trabalho, acredita que tem sido capaz de criar valor para os seus accionistas, e que o futuro da SAD será de sucesso, tanto desportivo como empresarial”, disse o presidente.

    Quanto à cotação, fonte do clube admite que a forte pressão vendedora atire o preço para baixo dos cinco euros (valor de venda inicial), porque os investidores têm o dinheiro parado há seis anos e ter acções tem custos. Em comparação, as acções do Sporting valia ontem 2,58 euros (caíram 3,7%) e as do Porto 2,48 euros (-1,98%).|

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  69. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:33

    O Estoril-Benfica, de 2005, realizado no Estádio Algarve, voltou à agenda da Polícia Judiciária. Litos e Carlos Xavier, na altura treinador e adjunto do Estoril, foram recentemente interrogados pelas autoridades, na qualidade de
    testemunhas, tendo reiterado as impressões recolhidas naquela noite polémica.

    E novas inquirições estão na calha, já sob a batuta de Maria José Morgado, coordenadora das investigações do ‘Apito Dourado’. Recorde-se que os técnicos estranharam alguns comportamentos não só na noite do jogo, como também na semana que o antecedeu. Então, José Fernando, primo de Veiga, ainda em funções no Benfica, ter-se-á deslocado ao Estoril e convidado jogadores para almoçar. Tais factos caíram como uma bomba entre os estorilistas e logo despoletaram a suspeita.

    O Benfica acabaria por vencer por 2-1, numa partida em que a arbitragem mereceu duras críticas. “Chegou a uma altura em que me fui embora porque estava enojado”, disse Xavier, após a partida.

    Durante a inquirição, Litos e Carlos Xavier esclareceram o teor de algumas declarações proferidas e relataram alguns episódios passados longe de olhares indiscretos, como um em que José Veiga, então director dos encarnados, terá ameaçado Litos com um desemprego…

    Luís Filipe Vieira beneficiado com alterações ao PDM de Lisboa
    28.03.2007 – 09h07 José António Cerejo PÚBLICO

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  70. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:33

    A viabilização de um loteamento de grandes dimensões em terrenos adquiridos por Luís Filipe Vieira à Petrogal, nas imediações da Expo, teve por base um projecto elaborado por um “atelier” de arquitectura com o qual o director municipal de Planeamento Urbano da Câmara de Lisboa, Fernando Pinto Coelho, colaborou durante muitos anos.

    Pinto Coelho foi um dos principais responsáveis pela alteração do Plano Director Municipal de Lisboa que, em 2004, tornou possível a aprovação de projectos como os que o presidente do Benfica tem para aquele e outros terrenos industriais da zona oriental da cidade.

    O director municipal nega que as alterações ao PDM tenham algo que ver com interesses de Vieira, mas confirma que trabalhou para ele no Algarve e confirma que mantém estreitas relações com o arq.º José Vaz Pires, que define como o seu “melhor amigo”, com o qual assinou muitos projectos em co-autoria, sendo coproprietário, com ele e um colega, da vivenda do Restelo onde funciona o seu atelier. Em todo o caso, garante, não teve qualquer intervenção no deferimento, em Novembro passado, do pedido de informação prévia subscrito por Vaz Pires.

    Em consequência da proposta então aprovada pela maioria camarária, vai ser possível construir nas antigas instalações da Petrogal na Rua da Centieira um total de 674 fogos, além de 3243 m2 de lojas. O pedido de informação prévia do loteamento foi apresentado em Junho de 2005, salientando a memória descritiva que “corresponde a um trabalho iniciado há ano e meio e vem no seguimento da publicação das alterações em regime simplificado [ao PDM] levadas a cabo pela autarquia e que permitiram as condições técnico-legais para desenvolvimento desta proposta”.

    Graças a essas alterações, o artigo 64 do regulamento do PDM passou a permitir que as “áreas consolidadas industriais” – como é o caso – sejam ocupadas por “superfícies comerciais, serviços, habitação e equipamentos colectivos”, embora tenham que continuar a ser “predominantemente” ocupadas com indústria. Até aí era possível fazer alguma habitação e comércio, mas essas construções não podiam ultrapassar os 30 por cento da superfície construída.

    Segundo Fernando Pinto Coelho – que trabalhava nos Espaços Verdes até ser convidado por Carmona Rodrigues para director do planeamento –, as alterações aprovadas em Setembro de 2003 (com o voto contra do PCP e a abstenção do PS) e publicadas em Março de 2004 foram decididas para “reconverter certas áreas obsoletas e trazer novos habitantes” a Lisboa.

    O próprio Governo, acrescentou, deu instruções para que essas alterações fossem feitas, de forma a adequar o PDM ao plano regional de ordenamento do território. Publicadas as alterações, os proprietários das diversas parcelas industriais ficaram com os seus terrenos valorizados. Mas nem todos passaram a poder beneficiar por igual com elas.

    Embora o novo texto do regulamento nada diga nesse sentido, os serviços camarários passaram a interpretá-lo como se a predominância dos usos industriais – ou seja, a obrigação de os manter em 50,1 por cento dessas áreas – se se medisse em relação à totalidade da zona oriental e não em relação a cada uma das parcelas, ou até das diferentes manchas industriais. Quer isto dizer que das alterações efectuadas beneficiam, antes de mais, os primeiros a chegar. Quando estes estiverem servidos pode acontecer que estejam esgotados os 49,1 por cento, para além dos quais não pode haver transformação de usos – e quem vier a seguir já nada poderá construir.

    A decisão de interpretar o regulamento desta maneira, diz Pinto Coelho, foi ditada por razões técnicas e “determinada superiormente”. Como boa parte destas áreas está há muito ocupada com usos terciários que não vão ser abandonados, e como Vieira comprou e está a comprar outras parcelas na zona, tudo indica que será ele – que o PÚBLICO não conseguiu contactar – o grande beneficiário da polémica alteração do PDM de Lisboa.

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  71. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:34

    Supertaça Europeia, que opõe o campeão Europeu (FC Porto) ao vencedor da taça UEFA (Valência).

    O canal está a anunciar o exclusivo da prova, o que viola a Lei e o despacho do ministro Morais Sarmento sobre acontecimentos de generalizado interesse público que têm, por isso, de ter transmissão em sinal aberto. Legalmente, a Sport TV pode transmitir o jogo, mas não o pode fazer em exclusivo, porque, segundo o despacho governamental de Outubro de 2003 e referente aos eventos de 2004, a partida tem de ser difundida também em canal aberto.

    A RTP, operadora de serviço público, entende, porém, que o jogo não se enquadra no despacho que enumera os acontecimentos, que, ao abrigo da Lei, têm de ser transmitidos em canal aberto. Segundo o documento, as finais das competições de clubes da UEFA (com ou sem equipas portuguesas) têm de ser emitidas. Porém, neste caso, a estação considera que se trata de “um jogo singular”.

    “Tecnicamente não é uma competição, porque é um jogo entre as equipas que ganharam as duas finais”, disse Luís Marques, administrador da RTP, sublinhando que a estação está a encetar esforços no sentido de “apurar junto da UEFA esclarecimentos sobre o que é considerado competição oficial”.

    Questionado sobre o interesse na prova, o responsável assegurou que chegou a participar, em Maio, nas negociações com a UEFA, tendo a sua proposta (cujo valor não divulgou) sido superada pela da Sport TV. “A RTP fez tudo para conseguir o jogo. A UEFA vendeu a quem lhe deu mais dinheiro”.

    Perguntamos: será que o jogo seria de interesse público se o clube Português em questão fosse outro?

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  72. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:35

    No «Diário Desportivo» (jornal grátis) 09-02-2007

    Armando Rocha, ao Diário Desportivo:

    «Já agora, volto ao tema para assinalar o início preciso da luta contra o flagelo do “doping”, através de um mero ensaio. Não quisemos avançar nessa luta sem fazer uma “experimentação” no terreno… Escolhemos a data da final da Taça de Portugal em futebol, de 1970, que teve lugar como é hábito, no estádio nacional. O Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal levaram ao Jamor uma enorme assistência a quem proporcionaram um excelente espectáculo. E foram eles o alvo desse ensaio anti-“doping”.

    O planeamento da acção foi feito na Infante Santo, debaixo de segredo absoluto. Apenas dela tiveram prévio conhecimento o próprio Director-geral dos Desportos, o inspector do futebol e o médico escalado para fazer a recolha do líquido orgânico. Durante o intervalo do jogo, na tribuna presidencial, falei com os presidentes dos dois clubes, Drs. Borges Coutinho e Brás Medeiros, a quem expliquei o que se pretendia fazer e dei a garantia de que não haveria consequências quer para os atletas quer para os clubes se, eventualmente, viessem a ser detectadas substâncias interditas, nas análises laboratoriais.

    Ambos os presidentes deram a sua aquiescência sem reservas e logo ali se sortearam os nomes dos 4 jogadores a controlar. De seguida, o inspector dos desportos desceu ao relvado e deu conta da acção programada aos “bancos” dos dois intervenientes do jogo.

    Da parte do Sporting, o capitão Lobo da Costa não levantou o mínimo problema.

    Porém, da parte do Benfica, o “magriço” José Augusto, de uma forma correcta, aliás, recusou totalmente o controlo aos seus atletas… Acrescento que os dois jogadores do Sporting, escolhidos para serem submetidos ao controlo, revelaram ausência de substâncias proibidas…

    Quanto à postura do Benfica ainda hoje estou para saber a causa da recusa! O José Augusto poderá explicar.»

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  73. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:35

    Veiga e as vigarices na transferência de Kikin Fonseca

    Empresário de Fonseca reclama 250 mil euros

    Zdenko Ilicic, o empresário croata do jogador mexicano do Benfica, Kikin Fonseca, não desiste de receber uma comissão no valor de 250 mil euros pelo envolvimento no processo de transferência do atleta, que no princípio da época trocou o Cruz Azul pelos encarnados.

    Quem o garante ao CM é Zlatko Petricevic, um dos homens que trabalha para o agente FIFA: “Há muitos problemas relativamente a essa transferência. Muitos problemas. Ainda não foram explicados publicamente porque acreditamos estar a tratar com uma instituição séria e profissional e com um presidente igualmente sério”. Petricevic acredita que Luís Filipe Vieira “não deve sequer estar informado dos pormenores da transferência” e garante que foi José Veiga quem pediu a intervenção de Ilicic no processo atendendo até à boa relação que existia entre o empresário e o agora director geral do futebol do Benfica.

    Ilicic solicitou recentemente a Vieira uma reunião através de um fax enviado para o clube mas ainda não conseguiu marcar o encontro. “Já falámos com José Veiga para que este marque um encontro com o presidente mas ele tem dito sempre que não é possível. Mas essa reunião vai ter que acontecer, caso contrário o problema será resolvido na FIFA. Se não conseguirmos falar com o presidente, iremos a Portugal e, em conferência de Imprensa, explicaremos o que se passou”, diz Petricevic.

    Guillermo Álvarez Cuevas, presidente do Cruz Azul, tem negado o envolvimento de qualquer empresário no negócio, garantindo que as negociações decorreram apenas entre os dois clubes.

    Vieira não faz comentários. O departamento de comunicação do Benfica diz apenas que o clube “nunca teve contacto com esses senhores relativamente à transferência de Fonseca”.

    2006-09-16

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  74. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:36

    “Que a paixão pelo futebol iria estar no centro da campanha eleitoral começou a perceber-se assim que os novos autarcas do PSD de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro chegaram aos seus gabinetes e começaram a pôr em causa os processo de financiamento e construção dos estádios para o Campeonato da Europa de futebol de 2004. O que não se esperava – pelo menos eu, porventura ingénuo, não estava à espera – era ver o presidente do maior clube português, rodeado dos líderes de todos os órgãos sociais da agremiação, apelar directa e institucionalmente ao voto num dos partidos que concorrem às legislativas de 17 de Março.

    Aconteceu na última segunda-feira, em Rio Maior, num jantar de campanha do PSD. Entre várias personalidades ligadas ao Desporto, surgiu Manuel Vilarinho, presidente do Benfica, rodeado dos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal, vários vice-presidentes da Direcção e do futuro presidente da SAD do clube. Tudo normal, se todos eles o fizessem a título pessoal. Estariam a exercer o seu pleno direito de cidadãos. O problema é que, de acordo com as declarações de Manuel Vilarinho, o Benfica esteve ali representado a nível institucional, depois de uma deliberação dos órgãos sociais do clube, que decidiram apelar formalmente ao voto no PSD. Mais: Vilarinho faz questão de lembrar aos benfiquistas que «estes senhores [os dirigentes do PSD] ajudaram o Benfica a resolver um problema».

    É verdade que, nos dias que correm, já nenhuma atitude dos dirigentes do Benfica pode surpreender ninguém. Mas, neste caso, a posição assumida pelo presidente do clube lisboeta é muito grave e deve ser rapidamente esclarecida.

    Em primeiro lugar, Manuel Vilarinho tem de explicar aos sócios benfiquistas porque carga de água resolveu ir contra todo o historial de independência e os próprios estatutos do clube, apelando directamente, em nome da Direcção, ao voto num partido político.

    Em segundo lugar, deve explicar ao País, afinal, que problema é que «estes senhores» do PSD ajudaram a resolver. Mais, deve clarificar em devido tempo se a presença dos órgãos sociais do Benfica naquele jantar se fica a dever a um qualquer negócio de troca por troca com o PSD do tipo: «Eu apoio-te, apelo ao voto no teu partido e tu, em contrapartida, deixas-me construir o Estádio da Luz à minha maneira.»

    É também urgente que o próprio PSD esclareça esta questão, dizendo que compromissos assumiu já com o clube lisboeta. Será que estamos a falar de um novo «acordo verbal»? É que, se bem se lembram, o último acordo deste género que o Benfica celebrou – sem precisar de apelar institucionalmente ao voto em ninguém – já está no lixo.

    Herminio Loureiro foi um dos seus principais, se nao mesmo o principal, organizador. Acasos!!!

    Finalmente, Durão Barroso deve explicar ao País que acordos pré-eleitorais são estes. É que, para quem reclama uma mudança, este tipo de negociações prometem é mais do mesmo.

    (5/5/2002)Manuel Barros Moura-Visão” – O Mestre do Sócrates!

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  75. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:37

    «Recebi ameaças de morte» (Vicente de Moura)

    Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), revelou hoje que tem recebido ameaças, «inclusivamente de morte», em consequência da sua posição pública no processo de doping que envolveu o futebolista Nuno Assis, do Benfica.
    Vicente de Moura
    ASF
    O presidente do COP defendeu o castigo aplicado a Nuno Assis e criticou o procedimento do Benfica e do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol em todo o processo, mas esclareceu hoje, na Antena 1, que foi mal interpretado e nada tem contra o jogador encarnado: «Dei a minha opinião em defesa do atleta, mas fui mal interpretado e, portanto, já não participo nesse folhetim. Não aceito que me apontem intenções e responsabilidades que não tenho. Confundiram a opinião pública e estou agora a receber ameaças, escritas e por telefone, incusivamente de morte. Obviamente, só podem vir de sócios do Benfica.»

    Vicente de Moura acrescenta: «Nada tenho a ver com esse problema. Apenas dei a minha opinião sobre a matéria.»

    15-01-2007 19:16

    in aBola

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  76. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:37

    Doping: arquivamento do caso Nuno Assis violou a lei, diz PGR

    O parecer consultivo da Procuradoria Geral da República sobre o caso de doping de Nuno Assis defende que o Conselho de Justiça da FPF violou a lei ao arquivar o processo. Diz ainda, segundo a agência Lusa, que a decisão deve ser revogada e se isso não acontecer a Federação pode ver o estatuto de Utilidade Pública Desportiva suspenso.

    Segundo a Lusa, que revela ter tido acesso a «linhas do parecer consultivo», a FPF pode ver igualmente suspensos os contratos-programa celebrados com o Estado actualmente em execução, que ascendem a mais de 500 mil euros.

    O parecer foi pedido pelo secretário de Estado da Juventude e Desporto, que contestou a decisão desportiva sobre o processo. Laurentino Dias defendeu que o acórdão do CJ violava «grosseiramente as normas e regulamentos nacionais e internacionais da luta contra o doping». O governante revelou ainda que iria expor o caso à UEFA, à FIFA e à Agência Mundial Antidopagem. Esta última remeteu o caso para o Tribunal Arbitral de Desporto (TAS), que solicitou a audição do jogador do Benfica, a qual estará marcada para segunda-feira, 11 de Dezembro.

    Nuno Assis acusou positivo por 19 norandrosterona a 3 de Dezembro de 2005, após o Marítimo-Benfica. Foi suspenso por seis meses pela Liga, os quais devia acabar de cumprir em Agosto, mas o clube recorreu e o caso foi arquivado pelo Conselho de Justiça em Julho, antes de cumprida integralmente a pena.

    In Maisfutebol

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  77. Marcus Aurelius permalink
    15 Novembro, 2009 06:46

    SLM vai lavar essa cramalheira oh azeiteiro antes de falar do que não sabes. Já agora mete um VERY LIGHT no CU que aquele adepto do Sporting não teve culpa de teres nascido. Se quiseres tenho centenas de lixórdias da merda do teu clube, desde bombas de petroil marado, prostitutas do Leste Europeu a jogadores Dopados e com Passaportes Martelados. E no tempo da Lei que tinha que tinha que “Fumar debaixo de uma Telha” então até gajos torturados foram por causa do clube do REGIME. Por isso fode-te PORCO NAZI!

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  78. AGG permalink
    15 Novembro, 2009 16:18

    ?????? Já percebi que sabes fazer copy past…. para a próxima faz só dos links.

    e já agora, Carrega Benfica……

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  79. Anónimo permalink
    16 Novembro, 2009 14:09

    M.A. — Deve ser a mesma Agência de informações que trabalha para os Ferreiras ligados á politica e ao SP.

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