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à atenção do pessoal à rasca

12 Março, 2011
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Relembro esta passagem de um livro de Barry Goldwater, já abaixo publicada neste post, salvo melhor opinião, a merecer leitura atenta por parte dos manifestantes: «O efeito do Assistencialismo sobre a liberdade será sentido mais tarde – após os seus beneficiários se terem tornado as suas vítimas, após a dependência em relação ao governo se ter tornado servidão e ser tarde de mais para abrir as portas da prisão.»

28 comentários leave one →
  1. Leme permalink
    12 Março, 2011 22:54

    Lamento. Para mim, esta coisa está um tanto confusa…

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  2. andre Silva permalink
    12 Março, 2011 23:06

    Um tom profético. Quase que me cheira a religião.

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  3. 12 Março, 2011 23:10

    À atenção dos neoliberais:
    .
    Senador e candidato a presidente norte-americano Barry Morris Goldwater (1909 – 1998), escreveu no seu livro – “With No Apologies” (página 231):
    .
    “Uma organização em mãos privadas, a Reserva Federal (banco central norte-americano) não tem nada a ver com os Estados Unidos. A maior parte dos americanos não compreende de todo a actividade dos agiotas internacionais. Os banqueiros preferem assim. Nós reconhecemos de uma forma bastante vaga que os Rothschilds e os Warburgs da Europa e as casas de J. P. Morgan, Kuhn, Loeb & Co., Schiff, Lehman e Rockefeller possuem e controlam uma imensa riqueza. A forma como adquiriram este enorme poder financeiro e o empregam é um mistério para a maior parte de nós. Os banqueiros internacionais ganham dinheiro concedendo crédito aos governos. Quanto maior a dívida do Estado político, maiores são os juros recebidos pelos credores. Os bancos nacionais da Europa são na realidade possuídos e controlados por interesses privados.”

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  4. 12 Março, 2011 23:22

    Goldwater? Não é o mesmo que defendeu o uso da bomba atómica no Vietname ?

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  5. será permalink
    12 Março, 2011 23:27

    nova versão do sermão da montanha?

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  6. 12 Março, 2011 23:31

    Rui A.,
    Essa citação nada tem a ver, se quiser não é “adaptável”, à real situação dos jovens portugueses “à rasca”, com ou sem emprego precário !
    Será que também Vc. já embarcou na leviandade analítica do que motivou a convocatória das manifs e sobretudo nos resultados em Lisboa e no Porto ?

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  7. Maria Teixeira Alves permalink
    12 Março, 2011 23:31

    Muito boa frase….

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  8. Arlindo da Costa permalink
    12 Março, 2011 23:34

    Quem está no caminho da servidão é a própria América…
    Esse senador, e outros arautos da supremacia do neo-liberalismo americano, cuspiram pr’o ar bastante alto, mas agora o cuspo está a cair em cima da suas calvícies bem acentuadas…
    A América, se quiser sobreviver à hecatome dos tempos modernos, só tem que seguir a doutrina da China…
    Agora, o verdadeiro liberalismo, já não mora nem é ensinado nas escolas de Chicago, mas sim em Xangai, Macau e Hong-Kong.

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  9. 12 Março, 2011 23:56

    Não creio que estes manifestantes reclamem o “Assistencialismo”. Quem beneficia desse assistencialismo está sentado em casa caladinho e encostado, sem fazer a ponta dum corno, e não reclama por emprego ou por condições de trabalho dignas, a gozar com a cara de quem contribui.

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  10. 13 Março, 2011 00:02

    A citação é boa. Para mim, a questão central está na questão do emprego. Esta “Geração à Rasca” que vive em empregos precários provavelmente não se perguntou ainda o motivo pelo qual esta precariedade existe. Ela existe porque em Portugal, um despedimento é demasiado difícil e caro para quem contrata. Isto significa milhares de postos de trabalho que anualmente poderiam estar a mudar de mãos… mas que lá continuam nas mãos de gente que de lá nunca sairá. Não se cria emprego para todos. Há sempre uma necessidade de haver gente de saída para que outros possam entrar. Seja em tempo de crise ou de prosperidade o emprego criado é apenas uma parte do conjunto total composto também por empregos pré-existentes que ficam vagos.
    Some-se a isto os medos de quem emprega (porque o despedimento em Portugal é um processo absurdo) e ninguém quer contratar ninguém sem que seja de uma forma precária.
    Noutros países, os filhos trabalham, evoluem nas suas carreiras e ajudam os pais. Em Portugal, a bizarria é total: os pais estão a entupir os empregos de onde jamais sairão e têm que sustentar os filhos (sempre precários) até depois dos 30.
    Este é o problema de governos que governam por ideologias que não são sustentáveis e políticos que por incompetência, por medo ou por pura desonestidade não corrigem estas bizarrias ideológicas aplicadas à portuguesa.
    E suspeito que são estes coitados da “Geração à Rasca” que continuam a votar nesta Esquerda que nos tem destruído (mas com uma ideologia lindíssima).

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  11. Tolstoi permalink
    13 Março, 2011 00:41

    O texto é excelente, mas as pessoas reclamam oportunidades, é que ser empresário
    e empreendedor numa lógica de auto-emprego é extenuante em Portugal, o estado asfixia .

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  12. 13 Março, 2011 01:23

    adaptável….isso é bom
    a sobrevivência não necessita, mas é favorável à adaptação

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  13. Gol(pada) permalink
    13 Março, 2011 02:14

    Queres semear?
    “nem pensar, a CEE paga pra estares sentado”
    Queres pescar?
    “Meu caro, a CEE abate o teu barco e ainda te recompensa.É só vantagens”
    .
    Agora nem barco nem tractor.
    Nem fábricas, escolas, hospitais, maternidades, ect, ect, ect.

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  14. 13 Março, 2011 02:53

    nem é preciso citar intelectuais , basta a desvalorizada sabedoria popular cimentada por séculos de vivências : quem dá o pão, dá o pau. jamais alcançarão liberdade pedindo.
    não tenho o menor respeito por essas pessoas. tenho pena delas. e vergonha de quem as fez achar que pedir/mendigar direitos é o caminho.

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  15. JonhRevolta permalink
    13 Março, 2011 02:59

    à atenção do pessoal à rasca …

    …da próxima vez que se lembrarem de fazer uma manifestação, façam isso na assembléia da república quando os políticos estiverem lá todos juntos…

    … é bem capaz de ter melhores efeitos!

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  16. rui a. permalink*
    13 Março, 2011 04:28

    MJRB,
    Não entendi o que escreveu. Parece-me que vc. não compreendeu ainda porque razão há tanta gente «à rasca» em Portugal. Sobre isso, a citação é mais do que perfeita.

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  17. Pinto permalink
    13 Março, 2011 08:46

    Hoje no DN:
    ORGANIZAÇÃO FALA EM 300 MIL PARTICIPANTES EM TODO O PAÍS
    A organizadora do protesto considerou que a adesão de manifestantes mostra que “a precariedade afecta toda a gente na sociedade, tendo ultrapassado largamente os 60 mil que se previam”. “Esperemos que seja o primeiro passo para uma democracia participativa em Portugal”, disse. As autoridades, no entanto, não confirmam os números.
    Paula Gil adiantou que a organização recebeu ao longo do protesto milhares de folhas nas quais a maioria dos participantes apontava as razões para a sua presença na iniciativa.
    (…)
    Outra originalidade desta “manif” é que não houve quase organização. Desceu-se até ao Rossio, mas ninguém sabia bem onde o protesto acabava. Os “slogan” e as palavras de ordem também variaram muito, tendo em comum apenas um ponto: A crítica à política do Governo.

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1804607

    Mas afinal a manifestação foi epontânea, desorganizada, ou teve uma organização por trás? Ainda não percebi.

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  18. João Santos permalink
    13 Março, 2011 09:33

    Deve ter tido! E comandada de Moscovo, como se dizia nos tempos da mais antiga ditadura de toda a Europa ocidental!

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  19. 13 Março, 2011 09:53

    Rui A.,
    Não é “porque razão”, mas “por que razão”. Entendido?

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  20. 13 Março, 2011 10:23

    A questão parece pôr-se entre o “assistencialismo” do estado ou dos agiotas, sendo que os estados também usam o “assistencialismo” dos agiotas.
    Ora bolas.

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  21. 13 Março, 2011 11:13

    Temos a Geração da ditadura
    Temos a Geração de Abril
    Temos a Geração rasca
    E a Geração à rasca

    A de Abril fez a revolução e “arrumou” com todo o mal que entranhava o anterior regime. Ou seja, fez bem o seu papel destrutivo. Sem derramamento de sangue. Mas construiu mal o futuro (excepto, talvez, o seu). Desenhou uma Constituição “rumo ao Socialismo” e criou um modelo Social que beneficiou a geração da ditadura. Ou por solidariedade ou talvez, para se salvaguardar a si própria…

    Qual esquema de “Ponzi” ou D.Branca, o tal sistema social não era mais do que uma bola de neve a cair pela encosta abaixo. Quem trabalhava (na altura eram muitos) subsidiava os que não o faziam (que na altura eram poucos).

    Passaram alguns anos.

    Sucederam-se os Governos socialistas e outros, condicionados a opções socialistas. Que pouco ou nada mais fizeram do que perpetuar a situação (entretanto a bola de neve foi crescendo) e enraizar o modelo social, nomeadamente através da cristalização dos direitos adquiridos, invertíveis.

    A geração rasca foi rasca na sua juventude, mas logo se integrou. E beneficiou de alguns bons anos (em comparação com o que aí vem) de fundos comunitários e orçamentos empolados. Até que, passados mais uns anos, a Dona Branca faliu e a bola de neve tornou-se incontrolável.

    A geração rasca percebeu que o seu futuro estava comprometido. Apesar da maioria viver bem (mais uma vez, em comparação com o que aí vem), apercebeu-se que estava a trabalhar para a reforma da geração de Abril, não tendo qualquer perspectiva de a poder ter como garantida…

    A geração à rasca pior está. Nem presente, nem futuro. Vê o mercado de trabalho fechado (pelos que lá estão, mesmo que menos formados e menos produtivos) e até, veja-se bem, as idades de reforma a serem alargadas…

    Chegamos ao ponto actual. A geração de Abril entrincheira-se a fim de manter os seus (ilegítimos) benefícios. E não abre mão de nada. A geração rasca, não admite a boa vida que teve e tem (outra vez, comparado com o que aí vem) e protesta contra recuos, mesmo que insignificantes, do seu (ilegítimo) nível de vida. E reclama, legitimamente, por estar a suportar os benefícios da geração anterior que a ela não chegará. Ou melhor, chegará, em forma de dívida e juros por pagar. Finalmente, a geração à rasca protesta por tudo o que não tem e não terá nunca. E, (ilegitimamente) reclama pelo que têm e tiveram as gerações anteriores, na vida activa e na reforma.

    Infelizmente, não parece que estejamos a enfrentar o touro pelos cornos…

    A geração da ditadura safa-se. Viu melhorada a sua condição.

    A geração de Abril defende-se como pode. Mantém rígido e inacessível o acesso aos seus empregos (por outros mais jovens, viçosos e formados). E até alarga o tempo que por lá se manterão para salvaguardar reformas chorudas face ao que descontaram, à custa dos actuais trabalhadores que descontam para esse efeito. Também está à rasca pois as suas trincheiras poderão romper-se…

    A geração rasca vive bem, mas está à beira do precipício. Daí que, também, está à rasca.

    A actual geração à rasca enfrentará um Mundo totalmente diferente. De que não tem qualquer ideia. O protesto para aceder aos benefícios das gerações precedentes é de uma infantilidade total. Demagogicamente explorada pelos partidos da esquerda anacrónica e parodiada por Jel e Falancio que se devem rir a bandeiras despregadas por detrás das suas máscaras perante o efeito das suas actuações na malta enganada…

    Produzimos 100 e gastamos 120.
    E isto por tempo demais.
    Agora, não basta termos que viver com 100.
    Nem com os 90 que vamos passar a produzir.
    Vamos ter que nos contentar com os 70 (90 menos os 20 para pagar a dívida acumulada).
    Ou com 60 pois haverá (ainda) mais custos sociais com o desemprego que crescerá.
    Uma queda de 120 para 60 é uma queda grande.
    Não soubemos descer a escada gradualmente. Vamos cair uns andares…

    E depois, se reformarmos, poderemos crescer devagarinho, dos 60 ou 70, para os 90 e, se trabalharmos bem, voltamos a subir produções e assim, almejar a uma vida um pouco melhor. Em relação aos 70 para os quais vamos cair. Sem ou com (o mais provável) FMI.

    Voltar aos 120? Esqueçam…
    Esse foi o nosso erro, criado no 25 de Abril e usufruído por alguns, à custa (vamos viver isso na pele) de outros.

    Socialismos.

    PS: as intervenções exteriores na Grécia e Irlanda fizeram descer o nível de vida? O que estavam à espera? O FMI vem apenas impor o que é preciso. E o que é preciso é adaptar o nível de vida à produção real. A troco do dinheiro que impede a falência e a rotura total.

    http://existenciasustentada.blogspot.com/2010/11/12-crise.html?utm_source=BP_recent

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  22. 13 Março, 2011 11:15

    Rui A:

    Ou insiste me não perceber, ou finge que não percebe. O que estas manifestações provam, com a sua organização à margem das estruturas tradicionais, é que cada vez mais pessoas percebem com não podem confiar em qualquer tipo de “assistencialismo”, seja de governos, de partidos ou outros. Aquilo que se “desenha” é o avanço para formas de… democracia directa (Ai, Jesus!).

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  23. Pinto permalink
    13 Março, 2011 11:32

    João Santos,
    Deve ter tido! E comandada de Moscovo, como se dizia nos tempos da mais antiga ditadura de toda a Europa ocidental

    Não João. A Paula Gil deve ter sido um dos manifestantes aleatoriamente escolhida peelos órgãos de comunicação social.

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  24. lucklucky permalink
    13 Março, 2011 12:46

    A Manifestação terá os seus líderes pré-designados pela Comunicação-Claque Social. Obviamente serão só as pessoas que pertencem à mesma claque que os Jornalistas.
    Ou seja, quem for para a manifestação protestar contra os impostos e tenha umas quaisquer tendências desviantes “teaparty” pode ter a certeza que será ignorado e a Claque Social nunca lhe passará um microfone.

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  25. PMP permalink
    13 Março, 2011 13:18

    O autor do artigo continua a não perceber que até ao momento o sistema politico-económico que melhor funciona e mais qualidade de vida dá à generalidade da população é o que integra o Estado Social e o capitalismo regulado.
    .
    Este sistema vigora na generalidade dos países desenvolvidos, pois permite manter um nivel de procura agregada o mais elevado possivel e assim manter um elevado nivel de emprego, ganhando toda a sociedade.

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  26. Samuel permalink
    13 Março, 2011 14:38

    Uuuuuu!!! Que medo!!!

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  27. Ratman permalink
    16 Março, 2011 13:16

    Tenho o seguinte Livro para vender: “Memorias de um PS desconhecido” para vender.
    Contacto: mjsm1689@gmail.com

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