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Primeiro foi uma conquista das mulheres. Agora é um atentado

9 Setembro, 2011

A receita médica permite obtê-la comparticipadamente  mas para  ter a receita ou receitas há que ir  ao médico e pagar a respectiva consulta. Para poupar tempo e dinheiro o que boa parte das mulheres faz é comprar a pílula sem receita médica. Aliás e não por acaso   a venda da pílula sem receita médica foi apresentada como uma vitória das mulheres e do planeamento familiar.

31 comentários leave one →
  1. Fernando Costa permalink
    9 Setembro, 2011 11:20

    Normalmente concordo consigo, mas desta vez está mal informada:
    1- as pílulas são de prescrição médica obrigatória, até porque há muitas situações em que estão desaconselhadas ou contra-indicadas ou têm que ser adaptadas.
    2- As pílulas que podem ser compradas sem prescrição médica são as de emergência (vulgo “do dia seguinte”) e é mais que discutível se isso não poderá causar problemas de saúde a médio prazo em mulheres que as usam repetidamente, ou até as confundindo com as pílulas normais (como parece ser o seu caso)
    3- As consultas de planeamento familiar não são pagas (não há taxa moderadora). Além disso, o médico pode passar numa consulta seis embalagens (o que dá para 6 meses se embalagens simples ou para ano e meio se embalagens triplas). Acresce que pode passar recitas triplicadas pelo que a despesa pode ser repartida ao longo de seis meses.
    4- A partir de agora não se passarão mais receitas com o fito de haver comparticipação. Mas haverá (como acontece aliás há quase 20 anos…) distribuição gratuita. Como é lógico, entrega-se o número de embalagens adequado até à próxima consulta…O argumento das quebras de stocks é tipicamente português: espera-se (ou deseja-se) que as coisas corram mal, e acha-se que não se podem corrigir….

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  2. p D s permalink
    9 Setembro, 2011 12:28

    Helena,
    a luz da sua argumentação (da qual discordo completamente), e partindo da permissa que a mesma seja hipoteticamente correcta, deixo-lhe a singela questão:
    – A ser como a Helena relata, e se de facto a maiorida das mulheres compra sem receita, logo sem comparticipação, qual vai ser de facto a poupança ?

    É que me parece que a ser assim, este chamado CORTE NA DESPESA resume-se a praticamente ZERO.

    Ou seja no fundo a Helena concorda que o corte das comparticipações, nem sequer vai afectar quase ninguem, visto que actualmente as comparticipações são praticamente insignificantes.

    Ora a luz deste raciocinio que a Helena nos apresenta, sou levado a concluir que estamos perante uma medida governativa cujo efeito é irrisório.

    Ora sendo uma medida com resultados irrisórios, concordara então a Helena, que este governo, numa altura em que se necessitam medidas efectivas de corte na despesa, nos anda a entretar com medidas irrisórias.

    E isto ?

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  3. 9 Setembro, 2011 13:21

    A pílula podia, pelo menos até há muito pouco tempo, ser comprada sem receita por qualquer pessoa. Eu comprei muitas embalagens e até pedi muitas vezes a outras pessoas para mas comprarem. Era ligeiramente mais cara do que com receita, mas era ainda assim comparticipada e custava pouco mais de cinco euros.

    Pessoalmente nao me choca nada que o Estado se limite a dá-la gratuitamente nos centros de saúde, o que lhe fica mais barato desde sempre, mas acho estranho que isso nao apoquente os liberais. Entao as senhoras que só sao seguidas por ginecologistas privados vao ter de ir ao público ou pagar muito mais que as outras? Eu se fosse liberal (à portuguesa – o Estado que pague aos portugueses para eles pagarem aos privados) ficava chocada.

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  4. rosa r permalink
    9 Setembro, 2011 13:50

    Se para tomar a pilula uma mulher tiver de ir ao médico, então estamos mal.1º marcar consulta , mesmo por tlf gasta a chamada, se for ás consultas GRÀTIS(saem-me também a mim do bolso…) gasta dinheiro na chamada, o tempo que perde na consulta , paga o patrão(se houver).Valha-me Deus mas haverá alguém que compre a pilula com receita médica? há! quem não tem que fazer e quem não se importa de perder tempo porque EU pago.Tudo o resto desculpem lá mas é politíca. E baixa.

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  5. Helena Matos permalink
    9 Setembro, 2011 14:21

    A pílula contraceptiva compra-se habitualmente sem receita médica.

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  6. 9 Setembro, 2011 14:38

    Ok, esta parte “era ligeiramente mais cara do que com receita, mas era ainda assim comparticipada e custava pouco mais de cinco euros” afinal nao é verdade. Mas entao nao sei onde foram os jornais inventar preços de dezoito euros….

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  7. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 15:04

    Pois se até há quem compre a pílula para evitar borbulhas… desde quando é que é doença engravidar-se?

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  8. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 15:04

    Agora o abortício é que continua à borla. Pelos vistos aí não tocam.

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  9. rosinha permalink
    9 Setembro, 2011 15:30

    Está enganada Zazie. A medida do “abortício” ( a palavra é sua) vem a seguir. Mas já em 2012. Questão da padralhada a mandar, mais os Opus, e famílias afins… Estamos efectivamente a viver um retrocesso nos direitos das mulheres.Esta questão da pílula é rídicula, e puramente ideológica. Não de poupança alguma do Estado. São sinais…
    Voltaremos ao aborto clandestino não tarda nada. Não sei quem ache que isto é bom. Só de loucos.

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  10. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 15:36

    Pois, a padralhada de avental quando manda já é boa padralhada. No caso foi padralhada que até jurou em directo na tv que o abortício ia ter aconselhamento psicológico prévio.
    .
    E a padralhada que ajudou a vender esta merda nos jornais até lhe chamava modelo alemão.
    .
    Não faço a menor ideia em que é uma mulher ganha direitos por deitar fora um filho. Mas v.s lá sabem. Dantes queimavam soutiens na praça pública, agora querem dar missa e chamam conquista ao aborto. Pelos vistos a pílula nem serve para nada. Foi uma conquista errada. Pode-se começar pelo fim e ninguém é responsável pelos seus actos até às 10 semanas. Como dizia o CAA- outro que não gosta nada da “padralhada” mas não torce o nariz ao avental.

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  11. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 15:38

    Mas este é um bom exemplo em coma a escardalhada é muito vermelha por fora e liberal por dentro. A ver se não colocam o egoísmo randiano em primeiro lugar que as responsabilidades pelos actos e vida gerada.

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  12. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 15:40

    São todos muito humanistas, todos pelos coitadinhos mais fracos mas depois a ver se não defendem cenas swifteanas em relação à vida gerada.
    .
    Aí que se lixem os mais fracos que entraram lá para dentro pelo pé deles. Não entrassem, porque nisto a liberdade está primeiro que a responsabilidade e o mando é hedonista.

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  13. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 15:41

    Abortai-vos uns aos outros e os gays que vão para o choco ou saquem crianças a imigrantes e proletas. Vivam as minorias por casta.

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  14. 9 Setembro, 2011 15:52

    Rosinha «Voltaremos ao aborto clandestino não tarda nada.»
    Ou se calhar não.
    A Rosinha conhece os números? Os abortos baixaram? Aumentaram?
    Sabe qual a percentagem de mulheres que vão à consulta pós-aborto?
    A camada da sociedade mais susceptível ao “aborto” (e menos informada) está a fazer mais ou menos abortos? Estão mais informadas?

    E criminalizar o aborto não é proibir o aborto. Haviam de responder em tribunal e colocar o Ministério Público a investigar os “pais” fugidos e já pensavam duas vezes antes de enfiar a pilinha onde nem devem.

    Mas aí a Zazie é que ficava mesmo sem homem….

    R.

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  15. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 16:09

    Já a tua mãezinha não sabe como lá foste parar e deixou-te escapar da Clínica dos Arcos

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  16. p D s permalink
    9 Setembro, 2011 16:27

    lololol…..A resposta da Zazie ao Rogerio deixou á vista o temor que lhe assiste ! Ai que medo Zazie ….

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  17. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 16:28

    Temor de quê, palonço. És mais outro sobrevivente solidário?

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  18. p D s permalink
    9 Setembro, 2011 17:34

    Zazie….esta uma poetiza na certa, senão vejamos:
    “ÈS MAIS UM sobrevivente SOLITÀRIO?”

    Quase me apetece dizer:

    Sim, e pelos vistos somos já MUITOS…os solitários !!!

    AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH !!!! tás inspirada hoje…lololololol !!!

    mais um bocadinho e faço uma associação : Grupo dos Solitários Reunidos !

    (lindo!!!!)

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  19. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 17:46

    Tão mongo que nem ler sabe. Solidário, imbecil. Eu escrevi solidário com o outro mongo sobrevivente da clínica dos Arcos.

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  20. p D s permalink
    9 Setembro, 2011 18:02

    Epá, e não é que a Zazzie tem razão…(mas ok, há sempre uma primeira vez para tudo) !

    …deve ter sido da tua letra…de qualquer das formas continu a acharte uma poetiza! ,o)

    (e não preocupes, não tenhas medo…que haverá sempre algum “solidário”… disposto a satisfazerTe! )

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  21. Arlindo da Costa permalink
    9 Setembro, 2011 18:46

    Quanto às pílulas, urge colmatar todas essas lacunas, principalmente as das tias….

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  22. Olindo Iglesias permalink
    9 Setembro, 2011 19:02

    Para poupar tempo e dinheiro também quero comprar antibióticos sem ir ao médico!

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  23. licas permalink
    9 Setembro, 2011 19:04

    Esta conversa da pílula já me está pondo pílulas . . .

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  24. esmeralda permalink
    9 Setembro, 2011 19:21

    Nem de propósito!!!! Hoje mesmo duas mulheres escandalizadas, criticavam para mim o facto de a pílula deixar de ser comparticipada. Vou pagar aquilo todos os meses? Entrámos na conversa mais em pormenor quando uma me diz :”bem eu já a pagava por inteiro, porque não estava para perder uma manhã a ir ao centro de saúde buscar receita!” NÃO É DEMAIS? E acrescentou ainda que a médica lhe passava a receita por 6 meses… “Então e depois de 6 meses tenho de lá ir outra vez?!” FIQUEI SEM PERCEBER SE ELA JÁ ESTAVA A FAVOR DA DESCOMPARTICIPAÇÃO!!!!!!!!!

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  25. esmeralda permalink
    9 Setembro, 2011 19:26

    Ah! E naturalmente temos essa questão do aborto… Não aceito que seja o Estado a Pagar, excepto nos casos especialíssimos. E depois há estudos que comprovam haver 3 e mais abortos feitos por uma mesma mulher! Então que raio de cabeça têm estas mulheres para tomar conta da sua vida e da sua barriguinha?

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  26. zazie permalink
    9 Setembro, 2011 19:41

    Já veio desmentido. Foi notícia plantada nos jornais pelo lobbie Infarmed e xuxas ressabiados.

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  27. Pável Rodrigues permalink
    9 Setembro, 2011 22:30

    Eu sou a favor do aborto livre e gratuito. E sou a favor da oferta de pílulas e demais contraceptivos a todas as mulheres que as procurem. Um País que no século XXI tem um parlamento, eleito democraticamente , composto por mais de 10% de stalinistas e trotskistas é manifestamente um País que vive no paleolítico, pelo menos em termos civilizacionais. Deixem-nos, pois, abortar e tomar contraceptivos livremente. Pode ser que assim nos vejamos livres deles!

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  28. A. R permalink
    9 Setembro, 2011 22:51

    Querem as pílulas de borla! Estão com RI e depois vão aos classificados colocar anúncios e ganhar um dinheirão não pagando um tostão de impostos. Têm rubor? Tomai um banho de água fria e ide trabalhar suas vadias. Protesto de forma indignada contra esta desigualdade: elas com pílula de borla e os homens tem que pagar a camisinha. Abuso claro. Um homem pode ficar grávido, elas levam o filho, deixam as contas e juntam-se a chulo qualquer que vive depois à nossa custa.

    Vivemos no século XXI é tempo de os homens reclamarem os seus direitos e deixarem de ser escravos da galderice.

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  29. 10 Setembro, 2011 02:47

    E… :))))) .para poupar dinheiro parece que há mulheres que estão metidas numa cena de corrupção activa ou passiva , não sei bem , e que arranjam , sem serem vistas , receitas chapa 4 de sapateiros do sns!! descobri no arrastão que isso é que era fixe :))

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  30. Eleitor permalink
    10 Setembro, 2011 09:53

    Pável Rodrigues,
    Não há abortos gratuitos. Também não há anticoncepcionais gratuitos. A questão é saber quem paga: os contribuintes ou os “consumidores”.
    Já agora, quanto custa a pílula, considerando a unidade carregamentos obrigatórios de telemóvel?
    E se não há dinheiro para a pílula, usem preservativo, vejam televisão, usem a imaginação. Deixem é de me vir ao bolso para fornecer “gratuitamente” isto e mais aquilo.

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