Saltar para o conteúdo

Austeridade será a nova normalidade II

10 Outubro, 2012

Um país exportador, com excedente comercial, é um país que abdica do consumo para que os estrangeiros possam consumir. Para que Portugal se possa transformar num país com excedente comercial permanente a produtividade terá que crescer acima do consumo. Um país que reduz as suas dívidas é um país que exporta capitais. Parte do que é poupado internamente não vai nem para consumo nem para investimento. Vai para os credores estrangeiros. Os portugueses já fizeram o seu consumo, agora vão trabalhar para o pagar.  É isto que nos espera nos próximos anos.

35 comentários leave one →
  1. trill's avatar
    trill permalink
    10 Outubro, 2012 10:31

    Havia um sujeito que era tremendamente indisciplinado e, como muitos, impedia os professores de darem as suas aulas normalmente, impedindo por consequência os seus colegas de avançarem.
    .
    Um caso destes deveria ser, na minha modesta opinião, re-encaminhado para uma via profissionalizante, o que não o impediria no futuro de prosseguir estudos, como muitos milhares de trabalhadores-estudantes fazem. Mas não, quer por os pais do indivíduo serem conhecidos do meio quer devido ás políticas “eduquesas” o sujeito lá acabou o agora segundo ciclo, ficando por aí (mais tarde conseguiria o equivalente ao 12º nas “novas oportunidades”, tentou entrar na faculdade mas foi rejeitado pois trata-se de alguém sem a cognição mínima para entender sequer um enunciado um pouco mais complexo). Neste caso as “novas oportunidades” só serviram para o afastar de algo mais “manual” criando-lhe a ilusão que viria a adquirir uma formação universitária. Mesmo que o tivessem deixado entrar na universidade seria um sujeito que se iria andar a arrastar “décadas” (como não tem rendimentos estaria provavelmente isento de propinas e, “quiçá”, seria bolseiro…) para finalmente não concluir o curso.
    .
    Entretanto o sujeito foi várias vezes acusado de maltratar os pais, que o sustentam dado que o sujeito, que tem quase meio século de idade, só trabalhou uns poucos meses durante toda a sua vida, mas a “justiça” arquivou sucessivamente as queixas, porque as tipicamente portuguesas testemunhas para “não arranjar problemas” foram sempre protegendo o indivíduo, ainda que fosse possível ao ministério público deduzir que havia ali maus tratos contínuos e permanentes sobre as pessoas que sustentam o indivíduo.
    .
    Acontece que o português “sistema” criou um sujeito altamente perverso, cognitivamente reduzido, sem qualquer valor social que hoje vive dos pais mas um dia viverá da segurança social, mas suficientemente “esperto” para conseguir usar todas as artimanhas do aberrante sistema português a seu favor, a mais notória das quais é ter assistência jurídica, dado que não tem rendimentos, ao contrário dos pais que o sustentam, que por passarem ligeiramente o limite dos rendimentos que permitem assistência jurídica gratuíta, não a terão porque, mesmo faseadamente, não a poderão pagar. Até porque além de medicamentos (o senhor foi operado ao coração e agora irá começar a fazer hemodiálise; a senhora tem problemas crónicos nos membros inferiores) e os mínimos com que vivem têm de sustentar aquele que os insulta! Ou seja: fizeram queixa e arriscam-se a passar o ridículo com o seu agressor a ser defendido por um advogado nomeado e pago pelo Estado e eles (que o sustentam e são insultados e ameaçados) não terão um advogado ao seu lado. Se este é o sistema democrático na justiça é melhor que venha “o outro”.
    .
    Recentemente o tal sujeito fez-se passar por fotógrafo fazendo umas photoshopadas pirosas e expondo-as instituições locais. Claro que não sabe como fazer uma revelação e ampliação a preto e branco num laboratório convencional, mas nas “novas oportunidades” deve ter aprendido que tudo é dispensável se se fôr suficientemente “esperto”… Parece que a carreira “artística” do sujeito acabou nas exposições locais. Há alguns que com pouco mais de elaboração e um pouco menos de “kitsch” conseguem ser artistas “de facto”, com apoios oficiais e tudo, mas este (por acaso) não foi.
    .
    Entretanto soube-se que o sujeito bateu na mãe que curiosamente é quem ao longo dos anos mais o protegeu e retirou queixas anteriores na polícia. Parece que deste vez, no fim de uma vida, a mãe foi ao Instituto de Medicina Legal mostrar as marcas da agressão.
    .
    Quem tem a culpa desta situação?
    .
    1- a escola que “facilitou” as suas “brincadeiras” que prejudicavam todos os outros e “gozo” constante dos professores.
    .
    2- o sistema de “justiça” que anteriormente teve queixas contra o sujeito que foram arquivadas, quando dando atenção ás entrelinhas se poderia perceber que os insultos aos pais eram por vezes empurrões à mãe, ou seja, agressão física directa, pois esta vez não foi a primeira vez que “empurrou” a mãe.
    .
    3- os serviços de psiquiatria do Hospital Público da cidade que sabem que o sujeito é um “psicopata” com grande capacidade de manipulação dos outros, que lá tinha consultas mas abandonou em 2007 porque talvez não tivesse conseguido pôr os médicos aos seu serviço, manipulando-os, que é o objectivo dos “psicopatas”: manipular todos os que se encontram à sua volta, sentindo-se o “especial”, o “supremo” e tendo grande “gozo” em ver as pessoas cantarem pelo seu diapasão.
    .
    Em última instância os grandes corruptos de Estado são psicopatas, psicopatas de colarinho branco que conseguem pôr os contribuintes a pagar-lhes a sua vida platinada. Devem experimentar um “gozo” brutal e supremo nisso. Mas neste caso trata-se de um pobre diabo, falhado a todos os níveis, que canaliza toda a sua perversidade contra aqueles que o sustentam para “vingar” a tremenda “injustiça” do mundo que não tem capacidade para reconhecer a sua imensa “superioridade” e incomensurável “genialidade”…
    .
    Se o sisteme de ensino tivesse funcionado teria sido detetado logo no primeiro ou segundo ciclos e mandado para o ensino profissionalizante, sob profissionais com os quais não conseguiria (talvez) “gozar”, como fazia sistematicamente com os professores o que criou nele a ilusão de ser mais “esperto”, “especial” e “superior”. Teria criado hábitos de trabalho e teria sido obrigado a respeitar os outros e hoje seria um cidadão útil e “produtivo”.

    Gostar

  2. António Parente's avatar
    10 Outubro, 2012 11:00

    Não é só a produtividade que é preciso aumentar e não se deve perpetuar com a descida dos custos do trabalho. Não se pode arrasar com o sector transaccionável num ano, deixando um país com milhão e meio de desempregados e mais 2 milhões de reformados. Uma política de austeridade tem de ser acompanhada com uma política de incentivos ao crescimento económico (não pela TSU) e com uma gestão de expecativas que aumenta a depressão económica em vez de a combater. Há muito mais para dizer, mas os outros ilustres comentadores devem estar a aparecer por aí a insultar o João Miranda, actividade que eu condeno veemente, frontalmente e que me provoca uma profundo desagrado e quando as coisas me desagradam afasto-me.

    Volto à caixa de comentários do blasfémias quando o programa de ajustamento macroeconómico terminar e o João Miranda estiver na oposição.

    Gostar

    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      10 Outubro, 2012 12:00

      Anónio Parente,
      .
      Como é que se incentiva o crescimento económico? Nós sabemos que um país endividado não pode usar dívida para estimular o crescimento. Pagar dívida, que é o que Estado e privados têm que fazer, implica reduzir o crescimento económico. Não há volta a dar a isso. O fenómeno dominante nos próximos anos será a desalavancagem da economia, e a desalavancagem é sempre recessiva.

      Gostar

  3. António Parente's avatar
    10 Outubro, 2012 11:00

    “não aumente” a …

    Gostar

  4. Blondewithaphd's avatar
    10 Outubro, 2012 11:03

    “Um país exportador, com excedente comercial, é um país que abdica do consumo para que os estrangeiros possam consumir.” Subscrevo.

    Gostar

  5. PiErre's avatar
    10 Outubro, 2012 11:07

    “Os portugueses já fizeram o seu consumo, agora vão trabalhar para o pagar. ”
    .
    Engana-se, mais uma vez, senhor João Miranda.
    Quem fez consumos, bem extravagantes, foi o Estado e os respectivos governantes, autarcas incluidos. Esses, e só esses, é que deviam pagar, mas (ainda) nenhum foi preso.

    Gostar

  6. tric's avatar
    tric permalink
    10 Outubro, 2012 11:12

    se vocês tirassem a energia das exportassem…e analisassem o comportamento das exportações, certamente concluiriam que as …a GALP é a estrela das exportações portuguesas…os outros sectores estão todos a decrescer e a um ritmo…

    Gostar

  7. Luca's avatar
    10 Outubro, 2012 11:14

    «Para que Portugal se possa transformar num país com excedente comercial permanente …»: “permanente” para quê ? Para os estrangeiros irem consumindo e depois nos darem um calote ? Ou, se a dívida estiver na moeda deles, “porem a rotativa a funcionar” ?

    Gostar

  8. JEM's avatar
    JEM permalink
    10 Outubro, 2012 11:17

    Se Portugal conseguir alcançar um excedente orçamental e comercial , rapidamente poderá criar um ciclo virtuoso muito positivo:
    – excedente comercial / orçamental
    – redução da dívida privada e pública
    – menor risco de default das empresas, do sector financeiro e do estado
    – redução dos custo de financiamento
    – redução do peso dos juros pagos ao exterior, públicos e privados (menor taxa juro x menor dívida)
    – compensação com redução de impostos
    – maior competitividade das empresas, por diminuição dos custos com o capital e do peso fiscal
    – crescimento da produção
    – mais excedente comercial / orçamental … and so on

    Veja-se o resultado da intervenção do FMI no Brasil em meados dos anos 90. Em meia dúzia de anos um país com uma dívida gigantesca e com uma instabilidade macro-económica brutal, transformou-se numa máquina de crescimento.

    O risco que vivemos é o país não ter paciência para aguentar os 2 ou 3 anos que serão necessários para entrarmos neste ciclo virtuoso.

    Ao governo falta capacidade de comunicação, de pedagogia, de gerar optimismo mostrando que após os sacríficios virá a bonança. E, pior, de ter peso político para contrariar os lobbies instalados que têm uma enorme capacidade de acesso ao espaço mediático.

    Gostar

  9. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    10 Outubro, 2012 11:30

    “Os portugueses já fizeram o seu consumo, agora vão trabalhar para o pagar. ”
    Se calhar não sou português, pois costumo trabalhar antes de consumir e pagar.
    Quem utilizou esse método, que o pague.

    Gostar

  10. PMP's avatar
    PMP permalink
    10 Outubro, 2012 11:56

    Antes disso o governo vai para casa, pois aumenta impostos e mantêm o desperdicio no estado burocrático.

    Gostar

    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      10 Outubro, 2012 11:58

      PMP,
      .
      É irrelevante o que acontece ao governo. Qualquer que seja o governo, o melhor cenário é sermos um país exportador que paga as suas dívidas. Isso implica austeridade por muitos anos.

      Gostar

  11. António Parente's avatar
    10 Outubro, 2012 13:09

    João Miranda
    Defina-se uma estratégia económica – em que sectores se pretende investimento? Quer-se exportação? Substituição de importações? Trabalho ou capital intensivo? – e actualize-se a legislação referente ao crédito fiscal ao investimento. Custa dinheiro? Aumente-se a carga fiscal e explique-se qual é a finalidade: incentivar a criação de novas empresas e novos empregos. Se as coisas forem bem explicadas e as pessoas sentirem que não estão a ser espoliadas, até aceitam.

    Aliás, não é necessário grande imaginação: basta actualizar a legislação em vigor.

    Click to access 0677406783.pdf

    Não me parece que o impacto orçamental seja relevante a curto prazo dado que não é imediato lançar projectos de investimento mas é um indicador do que é importante.

    Gostar

    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      10 Outubro, 2012 13:13

      António Parente,
      .
      Quem define a estratégia económica são as empresas. Basicamente as empresas venderão onde há mercado. Cada empresa escolherá a sua estratégia de acordo com as respectivas condições.

      O tempo em que se definia a estratégia do lado da oferta acabou, Tal como acabou o tempo em que o governo escolhe uma estratégia para as empresas seguirem. Isso não resultou.

      Gostar

    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      10 Outubro, 2012 13:14

      A única estratégia que o Estado deve seguir é a de meter as suas contas em ordem o mais rapidamente possível.

      Gostar

  12. JFP's avatar
    JFP permalink
    10 Outubro, 2012 13:26

    “A única estratégia que o Estado deve seguir é a de meter as suas contas em ordem o mais rapidamente possível.”
    Tem dificuldade em conceber uma situação em que a rapidez possa ser desaconselhada por arrastar inexoravelmente a destruição da economia. Para facilitar, imagine uma empresa que para pagar rapidamente as suas dívidas, vende todos os seus equipamentos: no fim, não há dívidas, mas também não há empresa.

    Gostar

    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      10 Outubro, 2012 13:30

      JFP,
      .
      Cada ano que passa com défices elevados implica mais dívida, mais juros e maior risco de default. Implica também maior risco de saída do euro e menor confiança dos investidores, menos financiamento etc
      .
      O Estado não é uma empresa. Neste momento toda a despesa é consumo.

      Gostar

  13. António Parente's avatar
    10 Outubro, 2012 13:48

    João Miranda
    O Estado não está só a meter na ordem as suas contas o mais rapidamente possível. Não é o que o memorando de entendimento diz e o memorando foi assinado pelos nosso representantes políticos, quer do Governo da altura quer de alguma oposição (PSD e CDS). Se fosse só meter as contas na ordem então não se justificava a reforma laboral, a reforma da justiça, a reforma das autarquias, a proposta de desvalorização fiscal, etc., etc.. O que se está a fazer é mexer profundamente na estrutura da economia. Basta ler o último livro de Vitor Bento – “o nó cego da economia” – e compreende-se tudo. Que se deve mexer na estrutura estamos todos de acordo. Onde queremos chegar, penso que ninguém terá dúvidas. O problema é como cheagamos lá.
    Quanto ao Estado não ser uma empresa, por acaso até é. É uma empresa com condições de funcionamento excepcional que lhe permitem sobreviver em condições extremas. Talvez devesse deixar de ser uma empresa e ser mesmo Estado. Talvez todos beneficiássemos com isso.

    Até sempre. Bons posts e, por favor, não mate a ideia de liberalismo em Portugal. Com tanto amor que lhe dedica, estraga-o. Pedido extensivo aos outros liberais deste blog.

    Gostar

  14. JFP's avatar
    JFP permalink
    10 Outubro, 2012 13:51

    JM

    Não concordo nada consigo. O Estado não é uma empresa, mas a analogia é perfeitamente admissível.

    Gostar

  15. PiErre's avatar
    10 Outubro, 2012 14:23

    O Estado não devia ser uma empresa, mas é.
    E quer meter-se em tudo quanto mexe.
    E joga com dinheiro alheio.
    E ganha com isso.
    E eu perco.

    Gostar

  16. luis moreira's avatar
    luis moreira permalink
    10 Outubro, 2012 16:49

    “Um país exportador, com excedente comercial, é um país que abdica do consumo para que os estrangeiros possam consumir.” Subscrevo.
    Se tem um excedente comercial então não precisa de abdicar do consumo para exportar…
    Concordo que na presente situação não há volta a dar senão poupar e pagar a dívida.

    Gostar

  17. PMP's avatar
    PMP permalink
    10 Outubro, 2012 16:54

    JM, com um governo menos incompetente seria possível menos austeridade agora e no futuro :
    .
    a) corte no desperdício na despesa e simplificação do estado desde a tomada de posse;
    b) redução da TSU e do IRC em 50% para os sectores transaccionáveis
    c) crédito bonificado da CGD para os sectores transaccionáveis
    d) reorientação da investigação pública para os sectores transaccionáveis
    e) ensino profissional dirigido aos transaccionáveis
    f) desburocratização dos licenciamentos e outras palermices burocráticas para os transaccionáveis.
    g) titularização da divida a fornecedores há mais de 60 dias
    h) renegociação dos juros da divida incluindo das PPP’s.
    i) reforço da emissão de divida interna (demoraram 14 meses a mexerem-se )
    .
    Como não fazem vão para casa mais cedo e o PS é que vai lucrar com a incompetência !

    Gostar

    • JoaoMiranda's avatar
      JoaoMiranda permalink*
      10 Outubro, 2012 17:59

      PMP,
      .
      Chama incompetente ao governo e contrapõe com essas medidas?

      Gostar

  18. jonas's avatar
    jonas permalink
    10 Outubro, 2012 18:20

    Ora, e se lhe amandaram já
    Barroso e o Coelho, amandem-lhe ainda o Relvas, cum caramba .

    Gostar

  19. PMP's avatar
    PMP permalink
    10 Outubro, 2012 20:19

    JM,
    .
    Isto seria o mínimo dos mínimos, daria para um 13 !
    .
    Assim temos PIB a descer durante 3 anos, records de desemprego, divida a aumentar , privados descapitalizados.
    .
    A continuar com a incompetência , o PPC vai para casa mais cedo e estende a passadeira a uma vitoria esmagadora da esquerda .

    Gostar

  20. BorNot2B's avatar
    10 Outubro, 2012 21:33

    João, a sua abnegação masoquista pelo sofrimento e redenção dos “erros do passado” começa a ganhar contornos estranhos…

    Gostar

  21. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    10 Outubro, 2012 21:52

    MSTavares/Expresso:
    .
    A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva – sim, retroactiva – que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
    Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
    .
    Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!
    .
    Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz.

    Gostar

  22. edgar's avatar
    edgar permalink
    10 Outubro, 2012 22:08

    Gostava que me explicassem como será possível aumentar a produtividade com a continuada quebra de investimento. E, já agora, como conciliar esse indicador da produtividade com o da competitividade, quando as empresas portugueses têm taxas de financiamento muito superiores às de outros países europeus, sabendo-se que só a zona euro representa quase 70% das nossas exportações.
    Perante ao permanente derrocada de previsões, projecções e expectativas será que os mitos vão continuar mascarar a realidade?
    Até quando se vai continuar a mentir e a atribuir a crise do sector financeiro, da especulação sem limites nem regras, aos portugueses em geral?

    Gostar

  23. BorNot2B's avatar
    10 Outubro, 2012 22:32

    @ edgar
    “Até quando se vai continuar a mentir e a atribuir a crise do sector financeiro, da especulação sem limites nem regras, aos portugueses em geral?”
    — Até não haver mais nada para “sangrar”… Depois, haverá pausa, para que a besta do “capitalismo imoral” ganhe de novo com o refinanciamento, numa lógica de “engorda”, “esfola”, “engorda de novo”… Não é assim que funciona há décadas?… É claro que falo da realidade global. Portugal é apenas um pequeno “alvo” de oportunidade…

    Gostar

  24. O SÁTIRO's avatar
    10 Outubro, 2012 22:37

    Este MST é um pândego…

    então ele não foi um dos grandes defensores da gestão ruinosa e criminosa xuxa- socratina…………?

    e agora lembra-se das vigarices das PPPs…..

    pq não falou na altura?

    aliás, devia saber q a soluçãp q aponta é juridicamente quase impossivel de aplicar..

    Gostar

  25. O SÁTIRO's avatar
    10 Outubro, 2012 22:41

    Aí está a esquerda no seu esplendor:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/julgamento-do-mensalao/noticias/0,,OI6219790-EI20760,00-Britto+sela+condenacao+de+Dirceu+Delubio+e+Genoino+por+corrupcao.html

    só não se percebe como o lula ainda anda á solta
    e mais os 6 ou 7 ministros do lula despedidos pela dilma por corrupção

    o brasil já está + civilizado do que nós

    investiga..acusa…e condena altos políticos de esquerda

    em portugal a corrupção xuxa-maçónica -mafiosa recebeu a proteção da incompetência e do amiguismo e do tráfico de influências

    Gostar

  26. BorNot2B's avatar
    10 Outubro, 2012 22:50

    @ O SÁTIRO
    … para ter o retrato completo deveria incluir também a corrupção PSDista-BPénica-Madeirista. Ela também tem direito a “quadro de honra”…

    Gostar

  27. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    10 Outubro, 2012 23:32

    parece que o Público não quer ir ao fundo sózinho…
    .
    http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/relvas-apoiou-empresa-ligada-a-passos-a-ter-monopolio-de-formacao-em-aerodromos-do-centro-1566812

    Gostar

  28. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    11 Outubro, 2012 00:34

    O tipo que acabou de ser condenado no brasil é que podia dar uma ajuda …

    Gostar

  29. ricciardi's avatar
    ricciardi permalink
    11 Outubro, 2012 14:59

    Entao, caro JM, como explica que UM euro de austeridade nao aporte menos de UM euro equivalente de reducao de defice?..
    .
    Qdo v.exa. perceber isto, bem ilustrado recentemnete pelo FMI, compreenderá que a força com que se está a percorrer o caminho nao foi, e nao é, nem será a adequada.
    .
    Ora, se as medidas de austeridade em volume nao tem tido os resltados esperados na reducao do defice (e portanto do endividamento) nem se espera que venham a ter (ja que o governo insiste em arrecada mais intensamente recuros dos privados do que as necessidades previsiveis), a resposta adequada para reducao do defice nao pode estar neste tipo de austeridade.
    .
    Mais a mais, a proditividade, depois de toda a austeridade efectuada, nao melhorou. Pelo contrario, disanciou-se da concorrencia.
    .
    Porque será?
    .
    Nao é preciso ser iluminado para perceber que o caminho nao é ganhar mais produividade trabalhando mais ou mas barato. Mas antes criar muitos centros de inovacao, formacao etc. Pelos vistos parece que está a ser preparado este tipo de projectos por parte da UE. Finalmente. Foi assim que a nossa industria do calcado, que ha 20 anos quase desaparecia, voltou com pujança reforcada. Foi investimento, nao foi desinvestindo.
    .
    Rb

    Gostar

Indigne-se aqui.