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Curta resposta a Pacheco Pereira

7 Janeiro, 2017
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Diagrama do funcionamento das redes

Eu entendo as críticas de Pacheco Pereira, sinceramente. Porém, “as redes sociais, que, não sendo a causa do populismo, são um seu grande factor de crescimento e consolidação”, é uma afirmação engraçada, que pode ser reescrita assim: as tascas e os ranchos folclóricos deste país, assim como a cooperativa e a casa do povo, não sendo a causa do populismo, são um seu grande factor de crescimento e consolidação. A diferença é que, bem ou mal, nas redes escrevem, ao contrário do que acontece nos sítios mencionados, onde só falam – e se falam mal, nunca escreveriam bem.

Como não quero crer que, para Pacheco Pereira, um ajuntamento de três seja uma manifestação (ou pior, um factor de crescimento e consolidação do populismo), vou presumir que, muito simplesmente, se tratam de observações de um homem muito, mas mesmo muito, solitário.

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24 comentários leave one →
  1. Alain Bick permalink
    7 Janeiro, 2017 12:09

    nunca foi ministro
    ao contrário do lacão

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  2. lucklucky permalink
    7 Janeiro, 2017 12:57

    Então afinal as redes são sociais ou são populistas? Não me digam que finalamente descobriram que ser social ou ser populista é a mesma coisa…

    Mas é estranho pois é dificil encontrar maior Populista que o Pacheco Pereira nesta sua ultima fase: “Não gostam dos meus principios não faz mal tenho outros”

    Aqui também estão outros resultados do populismo, aplaudidos por todos os que se gostam dizer não populistas mas muito sociais como aliás eu previ:

    http://www.telegraph.co.uk/news/2017/01/03/plastic-bag-tax-fuelling-spread-food-poisoning-people-do-not/

    Esta claro não vai ser notícia no jornalismo politico-censorio tuga.

    https://blasfemias.net/2010/11/28/conseguirao-um-dia-entender-a-lei-da-oferta-e-da-procura/

    “….Fale das externalidades das doenças e falta de higiene que a inexistência de sacos de plásticos provocará?
    A existência de sacos de plástico que são na maioria dos casos reutilizados pelas famílias para levar os lixos para o contentor é benéfica…”

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    • 7 Janeiro, 2017 13:39

      O problema dele é que não conseguiu impor as leis de censura para blogosfera e o proletariado fez-lhe um manguito

      Agora queixa-se que os proletas perderam a vergonha e já postam com fuça à mostra e família atrelada no facebook.

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      • lucklucky permalink
        7 Janeiro, 2017 15:43

        São todos muito pelo povo/populus, mas quando o povo/populus tem um bocadinho de mais poder como falar e escrever metem-no logo no seu lugar.

        Claro que nessa altura já não dizem povo, dizem as palavras da narrativa como “populismo”.

        Arriscamos a acabar com Censura generalisada a uma Internet ainda mais controlada que a Chinesa, uma vez que a Internet como há séculos o nascimento da imprensa ameaça e vai mudar a estrutura do poder.

        Sem a Internet Trump não ganharia, nem o Brexit.
        E isso que o estatistas da situação estão a ver. Já não conseguiem controlar a mensagem como no passado nos seus DN’s, Publicos, Expressos, RTP’s & co.

        E se não forem eles serão os estatistas da reacção como Le Pen e possivelmente Trump embora Trump seja por enquanto difícil de colocar em alguma prateleira.

        Vários dos apoiantes da Merkel já andam a fazer movimentos na Alemanha para existir um Ministério da Verdade – claro sem o título, com ameaças de multas a Google, Facebook, Twitter etc..

        Nno UK é só ler sobre o que o Governo quer fazer para controlar os Tabloídes com o “regulador” Impress.

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  3. FGCosta permalink
    7 Janeiro, 2017 13:22

    “The truth is out there” (in Marmeleira)

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  4. Tiro ao Alvo permalink
    7 Janeiro, 2017 13:34

    Qual terá sido o governo, quer em democracia, quer em ditadura, que não, tenha sido populista? Tenho andado a pensar nisto e não descortinei um que seja.

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    • Tiro ao Alvo permalink
      7 Janeiro, 2017 13:36

      Que seja, ou que não seja, como quiserem.

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    • lucklucky permalink
      7 Janeiro, 2017 15:56

      Tiro ao Alvo. Controlar e crirar a linguagem é o primeiro passo para a formação de um Poder, E controlar o campo de batalha das ideias.

      Por exemplo os Portugueses expulsos das colónias são Retornados ou Refugiados?
      O Estado Gasta ou Investe?
      São Europeístas ou Unionistas?

      Por exemplo nos jornais designa-se os Unionistas como Europeístas. Como se só eles pudessem falar da Europa e só eles querem o bem da Europa.

      Ao se empregar o nome Europeísta e Europa quando se deveria dizer Unionistas e União já se está a controlar o debate e a definir onde ele ocorre.

      Um exemplo onde o sistema não controlou a mensagem foi o Brexit, não existiu um palavra como o Brexit para passar a mensagem e identificação de quem queria ficar na União.
      Só existiu a mensagem clara de quem queria sair: Brexit

      Se as pessoas que empregam a palavra Populismo fossem honestas então só tem de olhar para a Constituição da Republica, ou as promessas do 25 de Abril. Tudo marcos históricos do Populismo.

      E que claro que não são. Elas empregam a palavra Populismo precisamente por isso. Para controlarem que onde se faz o debate já tem uma narrativa subjacente.

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      • Isabel silva permalink
        7 Janeiro, 2017 21:44

        Se a memória não ma falha, quando apareceu o termo populismo – secXVII ouXVIII – ele tinha uma conotação positiva. Referia-se às ideias e vontades da população em contraponto com as imposições das elites aristocratas ou outras. Agora a conotação é negativa porque, “piano,piano”, as então apelidadas de vanguardas esclarecidas impuseram-se sub-repticiamente como sabendo melhor que todos o que é melhor para todos, disfarçando com o termo do politicamente correcto o que lhes convém. E depois não se esqueçam: todos os totalitários são especialistas em propaganda que eu diria desavergonhada. E é isso que manipula quem usa a CS sem ter os necessários conhecimentos para distinguir o trigo do joio. Vivemos tempos difíceis!

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      • 7 Janeiro, 2017 21:57

        Começou com os senadores romanos. Não é nada de novo.

        O Pachôco gosta de se agarrar a chavões da moda que sabe que têm conotoção facilmente negativa.

        Dantes andava sempre a falar do grande terror do “justicialismo”.

        E depois cospe de onde come.

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      • 7 Janeiro, 2017 21:59

        Populista foi o Júlio César. É coisa que republicana e intensificou-se no final da república romana.

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      • 7 Janeiro, 2017 22:01

        Eram os aristocratas contra os populistas. Se calhar é daí que lhe vem a panca de líder da aristocracia operária. Ou dos antepassados da conjura em nome do interesse superior do Estado

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  5. 7 Janeiro, 2017 13:37

    Este palerma que agora se enchofra por causa da vulgaridade proletária com que meio mundo se expõe nas redes sociais não é o mesmo que acusava esse proletariado de se proteger com nicks names?

    O gajo é parvo. Não lhe pagassem como comentadeiro e não era por twitter ou blogue que alguém o lia.

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  6. carlos alberto ilharco permalink
    7 Janeiro, 2017 13:38

    Pacheco Pereira é um dos grandes intelectuais portugueses, felizmente ainda vivo.
    Como todos aqueles que por graça de Deus ou por aplicação ao estudo evoluíram para um patamar superior, cada vez se desliga mais do mundo actual.
    Não é caso único entre os intelectuais portugueses, o ódio que manifesta contra as redes sociais, que afinal nada mais são do que o povinho em vez de gritar as suas revoltas nos cafés ou tabernas ou nas mesas da sueca nos jardins as escreve (em muito mau português) à mistura com alguma idiotice.
    Ler os comentários on-line dos jornais, pode ser penoso, mas é saber o que pensam aqueles que antigamente para sossego dos ziliões de Pachecos Pereiras não tinham voz.

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  7. 7 Janeiro, 2017 13:40

    O pachôco é um zé perereira.

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  8. 7 Janeiro, 2017 14:02

    Um ajuntamento de 3 é um comitê central- o chefe, o controleiro e o delegado para a propaganda das massas.

    A propósito de ajuntamentos à Bel’Miró- como é que tem sido aí no Porto- problemas de engarrafamentos na fronteira para lá chegarem?

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  9. A.R permalink
    7 Janeiro, 2017 16:32

    As redes sociais e as novas tecnologias eram um must para conseguir a eleição do Obama.

    Agora já não são boas e o facto coincide com a partida dele (Obama), do descalabro das vendas de jornais e da diminuição dos telespectadores a verem sair porcaria das bocas do Alberto, da Judite, da Lourenço e outras!

    Podiam fazer um mea-culpa e perguntar a razão das pessoas debandarem, mas isso custa muito embora não fosse necessário cortar a mão direita. Sai-lhes do controlo e o blogue do Pacheco tem poucas visitas: paciência. Mais vale ter uma centena de blogues para escolher do que ter apenas as opiniões do Pacheco: Paciência outra vez.

    Ainda não consegui encontrar uma definição sólida de populismo. Sempre que penso ter chegado a uma pela manhã, esbarro logo em contradições ao fim da tarde e normalmente coincide com o TeleJornal.

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  10. Artista Português permalink
    7 Janeiro, 2017 18:09

    Para este insigne intelectual, há redes sociais boas e redes sociais más. Entre as boas, cita-se a dele que ninguém consulta; e entre as más, são as que têm mais visitas. É como a história das duas grandes instituições lisboetas que fecharam no ano que acaba de terminar: A Cornucópia, onde toda a gente ia e estava sempre vazia; e o Elefante Branco, onde ninguém ia e estava sempre cheio. O Pacheco é assim um teatral (não confundir com populista) que sabe onde visitar a mãezinha….

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  11. 8 Janeiro, 2017 02:52

    É mesmo um intelectual cultíssimo, embora também um solitário incompreendido no Partido errado, veja-se o seu passado mais longínquo…

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  12. 8 Janeiro, 2017 03:16

    “Quando o papel se tornou mais barato, por volta de 1860, apareceram por toda a parte milhares de jornais. Em Portugal também, e isso ao princípio foi um escândalo de grandes proporções. Em Lisboa e no Porto, havia dezenas. Mas cada distrito e quase cada concelho tinha um, ou por iniciativa local ou pago pelos partidos políticos. Pior ainda, para se atrair o público da pequena imprensa da província, os jornais de grande circulação passaram a contratar correspondentes nos mais remotos cantos do país. Milhares de pessoas enchiam diariamente toneladas de papel. De longe em longe, com boa prosa e notícias fiáveis; diariamente, com calúnias, impropérios e demagogia, em prosa de taberna. Como um todo, a imprensa era a versão primitiva de uma “rede social”. Ninguém se incomodava com isso, excepto os jornalistas que se davam excessiva importância. Num regime liberal (ou democrático), a necessidade de participar era geralmente reconhecida e até certo ponto respeitada. As “redes sociais” cobrem hoje muito mais gente. Ainda bem. O mal seria um público indiferente ou apático.”

    V.P.V.

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  13. licas permalink
    8 Janeiro, 2017 11:21

    Acrescento:ao “publico indiferente ou apático”,
    Como aconteceu em regra sob o Salazarismo. . .

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