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Salvem as vossas amigas da loucura

3 Abril, 2018

A nova vaga feminista em nada se distingue da velha vaga comunista ou da comum psicose persecutória, duas patologias que tendem a culminar no suicídio físico ou, nos casos mais leves, no mero suicídio intelectual. Baseado em rancor e projecções por complexo messiânico por encarnar a dores dos outros, em nada contribui, efectivamente, para ajudar mulheres em situações desfavorecidas a conquistarem a liberdade desejada. Contribui, porém, para escavar um fosso artificial entre homens e mulheres, levando a que pessoas civilizadas na sua conduta sejam consideradas opressores. Os comunistas sempre adoraram criar inimigos para exterminar.

O único feminismo que merece consideração intelectual, já que este merece é consideração dos amigos e familiares preocupados com a estabilidade mental da activista, é aquele que consegue reconhecer que não há pior inimigo das mulheres em sociedades minimamente civilizadas do que a inveja e o julgamento de outras mulheres.

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14 comentários leave one →
  1. weltenbummler permalink
    3 Abril, 2018 09:46

    obrigatório ler
    memórias de Kruschev
    Varlam Chalamov; Récits de la Kolyma

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  2. Zé Manel Tonto permalink
    3 Abril, 2018 10:22

    “não há pior inimigo das mulheres em sociedades minimamente civilizadas do que a inveja e o julgamento de outras mulheres”

    Eu diria que o islão é pior, mas tendo em conta defesa que as feministas radicais fazem dessa ideologia, talvez a frase esteja correcta.

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    • 3 Abril, 2018 11:21

      O Islão é uma religião masculina. As vertentes radicais do Islão só são permitidas porque as mulheres o permitem. Em religiões femininas, já mandam elas. Interessantemente, as feministas julgam que pedem direitos iguais mas, na realidade, só exigem concessões.

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      • 3 Abril, 2018 14:21

        “As vertentes radicais do Islão só são permitidas porque as mulheres o permitem.”

        Tenho dificuldade em perceber o raciocínio – como é que as mulheres poderiam, se quisessem, impedir o islamismo radical de existir? Se for uma variante da opção Lisístrata (a única forma que vejo das mulheres poderem ter alguma capacidade de extinguir o Islão radical), duvido que funcionasse, porque:

        a) Aposto que os países muçulmanos radicais autorizam a violação conjugal

        b) Nesses países, muitos (grande parte? a maioria? todos?) dos casamentos são, de qualquer maneira, combinados pela família independentemente da opinião da mulher

        c) Mesmo se não existissem os impedimentos a) e b), isso teria o clássico problema da ação coletiva (mesmo que a Djamila se recusasse a casar-se, ter relações sexuais ou a ter filhos com uma muçulmano radical, isso em nada afetaria o clima social geral, e ela é que sofreria os custos da marginalização social que isso acarretaria)

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      • 3 Abril, 2018 17:29

        Não precisam negar sexo. Basta que deixem de censurar as filhas que não usam véu na presença delas (ou seja, que deixem de ser femininas segundo o cânone masculino). Tal não vai acontecer nem pretende ser um plano – somente a constatação utópica que se todas as mulheres quisessem e tivessem uma vontade única (uma impossibilidade), não haveria lugar para o recreio masculino.

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  3. 3 Abril, 2018 10:34

    Exacto, VCunha.

    Outras duas “vagas” persecutórias e acarinhadas por governos: vegans e gays.

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  4. José Domingos permalink
    3 Abril, 2018 12:24

    São as chamadas mulheres concessionadas, que Alá me livre de mulher invejosa, vade retro satanás

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  5. Juromenha permalink
    3 Abril, 2018 13:10

    Puro bom-senso.

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  6. Procópio permalink
    3 Abril, 2018 16:10

    A intolerância é a marca do movimento. Uma amiga minha deixou-se disso.
    “Porra, a certa altura tinha de ser de esquerda, não podia ser cristã, nem sequer heterossexual, não podia pintar-se, usar salto alto, até tirar o buço me proibiram!”.
    Queriam destruir a estética, a crença, a orientação sexual e política.
    A propaganda é sedutora. As doidonas falam em ser gajas fortes, guerreiras, preparadas para tudo. Ser contra a violência sobre a mulher significa a ser exótica, sensacionalista?
    Os mesmos condimentos do marxismo, de todos os totalitarismos, estão lá todos.
    Ódio, histeria, mentira e sedução.
    Ódio contra quem não concorde cegamente com as normas. Histeria porque o desrespeito em qualquer lugar é de mau gosto e revela a paranóia. Mentira porque ilude as mais jovens fazendo crer que o feminismo é algo revolucionário. Sedução ao inventar formas de ajuda, quando acaba por levar à exclusão.
    Sou tímido, mas ela é um consolo. Um dia, no procópio, atirei-lhe: “Como caíste nessa?”
    Ao anoitecer, em ambiente ainda mais relaxado, sussurrou-me:
    “Regredi à inocência do meu ser, no meio daquela turba de frustradas, na faculdade. Andava a lutar contra sentimentos de culpa. Sonhava com antigos conflitos com o meu pai, sindicalista, que nos maltratava. Sentia ódio a todo o tipo de autoridade!”.
    Soltou uma lágrima no canto do olho azul.
    Abracei-a, passei o resto da noite a recompensá-la.

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    • 3 Abril, 2018 17:28

      “Ainda bem” que a sua amiga se livrou desse calvário, caso contrário não teria passado (ai, essa lágrima dum olho azul !), “o resto da noite a recompensá-la”…

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  7. Arlindo da Costa permalink
    3 Abril, 2018 19:31

    Parece que há quem tenha vergonha das suas mães, avós e irmãs. Já não me refiro às suas «esposas» ou «companheiras»…cala-te boca!

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    • 3 Abril, 2018 19:36

      Vejo que o Arlindo casou com “a mãe”. É o que se costuma chamar menino da mamã.

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      • Arlindo da Costa permalink
        3 Abril, 2018 22:04

        Respeito as mulheres. Não sou misógino. Nem muçulmano, já agora…

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  8. JgMenos permalink
    4 Abril, 2018 11:43

    É tal a multidão de cretinos e medíocres que fazem da negação de evidências ou de tradições a sua oportunidade de se acreditarem inovadores e ‘progressistas’ e que têm acesso ao poder através da ‘corrupção’ partidária, que se requer toda a frontalidade e coragem para neutralizar uma tal matilha.

    Está o discurso público mergulhado nessa fossa de corretês totalitário!

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