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As (in)Capazes

29 Maio, 2018

Assumo sem problema algum que não sou nem nunca serei feminista. Mas isso não significa “ódio às mulheres” como alguns homens e mulheres feministas me conotaram (francamente!). Bem pelo contrário: significa que não aceito que se diminua a mulher retirando-lhe capacidades intrínsecas de conquistar objectivos para justificar sua pseudo-defesa por grupos de mulheres radicais e obsessivas. Dizer que uma mulher para conseguir algo na sociedade precisa de outra mulher ou grupo delas, é ofensivo. A mulher para conseguir tudo o que quer na vida só precisa de vontade, determinação e acreditar nela sem medos para iniciar a mudança.  Mulher só não consegue o que não quer.

Lutar pela igualdade de direitos é uma luta de todos, por todos, sem discriminação. E ao fazê-lo por uns, abre-se portas aos outros. Mas a mulher em particular pela sua poderosa natureza de lutadora resiliente capaz de superar barreiras inimagináveis aliada a uma persistência invulgar, foi desbravando caminho para chegar a todo o lado praticamente sozinha. As mulheres sempre souberam ultrapassar tabus e preconceitos com sua teimosia rebelde e poderes de sedução. Sim. Sedução. São as únicas que conseguem dar a volta aos homens fazendo-os perder a razão em segundos e dominá-los sem que se dêem conta usando a narrativa certa. Usaram e usam essa arma desde que existem. Por isso são as mais poderosas dos dois sexos. Se você é mulher e nunca viu isto, é cega.

Ter direitos iguais não significa eliminar as diferenças entre sexos como se as diferenças fossem algo pejorativo para a mulher. Ser diferente é ser o complemento, a diversidade que traz mais valias à sociedade. Precisamos tanto da sensibilidade e intuição feminina como da razão e objectividade do homem. Um ambiente de trabalho que não seja equilibrado entre géneros trará problemas. A propósito,  trabalhei como docente em escolas com mais de 100 pessoas onde as mulheres eram sempre em maioria. Nesse universo desequilibrado (com poucos homens), os problemas começavam a aparecer (devido à natureza fortemente competitiva entre elas) assim que uma outra mulher se destacasse e fosse mais popular junto dos alunos ou professores masculinos.

Porque as diferenças não são uma construção social. Podem vir com todos os estudos encomendados que quiserem. Jamais conseguirão que eles expliquem porque uma célula masculina é diferente de uma feminina. Não vale a pena bater no ceguinho. A biologia é incontornável e determina os géneros vincando o que os diferencia e ainda bem. As feministas que insistem em contrariar este facto, mas dizem-se casadas, que me perdoem: começo a duvidar que têm realmente um homem em casa porque quem os tem sabe o quanto são diferentes sem precisar de estudos para o demonstrar.  Por outro lado, se fosse realmente uma construção social, como se explica que minha filha mais velha nascida nos anos 80, onde não havia ainda lavagem cerebral da ideologia de género, nunca tivesse pedido uma boneca, nas fileiras dos brinquedos devidamente separados pedia para que comprasse action-man, tartarugas ninja, jogos da Sega  e legos enquanto os dois mais novos, nascidos nesta nova era da estupidez da ideologia de géneros, a rapariga escolhia bonecas, cozinhas e maquilhagem e o rapaz sempre se interessou por máquinas com rodas? Afinal em que ficamos?

Num programa da tarde em que Rita Ferro Rodrigues era apresentadora, falava-se de mulheres e homens que tinham renunciado a carreiras profissionais para tomar conta da família (sim, existem pessoas assim). Quando as senhoras referiram ter sido por opção – e que eram discriminadas por outras mulheres por isso –  Rita ignorou completamente. Mas quando foi a vez do homem, elogiou, louvou, e até se emocionou! Porque não teve a mesma reacção para ambos? A hipocrisia das feministas não termina aqui. A mesma Rita que diz defender as mulheres defende a entrada massiva de migrantes islâmicos com uma cultura de opressão bárbara sobre a  mulher. Mais ainda: as Capazes que ela lidera defendem coisas como por exemplo a suspensão do voto de homens brancos para equilibrar a sociedade. É isto a defesa pela igualdade?

A lógica das Capazes é esta: a mulher pode ser enfermeira em vez de médica  ou simplesmente renunciar a uma carreira para tomar conta da família? Pode mas não deve porque isso revela que inconscientemente a sociedade a oprimiu. Pode dirigir  uma multinacional, governar um país ou ter um cargo de direcção na Administração Pública? Pode e deve porque só assim luta pela igualdade. Assumir-se diferente do homem? Nunca, porque isso é desvalorizar-se! Na óptica destas senhoras, temos todas de ambicionar altos cargos e carreiras de topo senão significa que estamos a ser oprimidas. Tal e qual.

As Capazes não passam de incapazes que não foram habituadas a lutar por nada. Que não sabem os caminhos para as  conquistas porque tudo lhes foi dado de bandeja, sem esforço. É gente incapaz de esfolar as mãos, para atingir metas. Nunca tiveram de construir nada por si, com derrotas e fracassos pelo meio. Viveram numa bolha social fofinha onde um dia sonharam criar associações inúteis para arrecadar 73 000€ por 4 sessões de palestras no Alentejo fazendo crer aos incautos que estão a defender algo quando na verdade estão apenas a orientar-se à conta do erário público. É tão somente isto.

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30 comentários leave one →
  1. 29 Maio, 2018 13:32

    As capatazes, as capatazes por quota.

    Leia aqui

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  2. cachecol permalink
    29 Maio, 2018 14:17

    Sou machista pela idade … mas gostei de ler . Detesto ouvir igualdade de direitos quando me omitem a igualdade de obrigações . E agora até está na moda a igualdade de genero que ninguem(analfabetos , iletrados e mal informados …) sabe o que é ? Estará errado salarios diferentes para produtividades diferentes ??? Sem mérito pretendem acesso por quotas ! Um sexo cada vez mais dopado !.. Acresce que este sexo pretende cada vez mais resolver com o tabaco os seus problemas psiquicos e/ou psiquiatricos agravados com a menopausa …Admiro a mulher com M maisculo . Mas infelizmente o m minusculo até já se esgotou .
    p.s. (2 frases polemicas)
    1. O Mundo ficou mais pobre a partir do momento em que as mulheres passaram a ser bens em 2ª mão
    2. Agora se as deixassem andavam todos nuas …

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    • Zé Manel Tonto permalink
      30 Maio, 2018 08:36

      Se olharmos para a trajectória da carga fiscal e gastos do Estado na maioria dos países ocidentais, é fácil identificar a altura em que cada um deu o voto às mulheres.

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  3. Manuel permalink
    29 Maio, 2018 14:24

    Quando acabarem os subsídios europeus acabam de imediato as causas destas e de outros incapazes. Brilhante texto da Cristina.

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  4. weltenbummler permalink
    29 Maio, 2018 14:38

    a grávida dizia
    ‘viva a pequena diferença!’

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    • pitosga permalink
      29 Maio, 2018 18:44

      Uma muito antiga.
      Quelle est la différence entre l’homme et la femme?
      La difference entre.

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  5. José Domingos permalink
    29 Maio, 2018 14:46

    Nem mais, excelente texto.
    Não admito, que aqueles imbecis esquerdoides, seja a minha consciência, não votei neles, estão ali, acantonados, no albergue espanhol e já que são uns completos incapazes, e como não sabem dar mais nada, dão circo.
    Vergonha.

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  6. Andre Miguel permalink
    29 Maio, 2018 15:04

    Igualdade de oportunidades em cargos de chefia. Os homens, como grunhos que são, que continuem a sujar as patas na industria mineira, petrolífera ou na construção civil. É mais ou menos isto, não é?

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    • Zé Manel Tonto permalink
      29 Maio, 2018 21:40

      O pior é que não é igualdade de oportunidades. É igualdade de resultados.

      Neste momento quem for de uma categoria protegida pelos esquerdóides (começa pelas mulheres, mas já se fala de acção afirmativa para afrodescendentes (?!), depois hão de vir homossexuais, minorias religiosas, etc.) começa a ter pontos de bónus no acesso a cargos dirigentes.

      Um homem e uma mulher com igual curriculo sobe a mulher. Se a mulher tiver um curriculo piorzinho mas a empresa estiver apertada para cumprir quota, desde que ela não rebente com o estaminé, vai subir também.

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  7. SRG permalink
    29 Maio, 2018 17:51

    Por falar em grunhos, leia o texto da Dª Cristina mais uma vez para ver se entende o que a mesma “postou”.

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  8. 29 Maio, 2018 18:07

    Muito bem, Cristina !

    Estive a ouver o debate sobre a despenalização da eutanásia e aqui vai a pontuação tipo Marcelo até às 17:50:
    Fernando Negrão *****
    Margarida Manta (PSD) ****
    Deputada do PP ****
    António Filipe (PC) **
    BE e PAN tenham juízo !

    Agora, apetece-me ironizar: então, o magno-problema “do país” desde há quinze dias(!), a situação do SportingCP, já está ultrapassado nas tv’s (rádios não ouço) ou a partir de amanhã volta a ser assunto de extrema importância ? E assim vai de mansinho desgovernando o AC-DC…

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    • 29 Maio, 2018 18:18

      Estranharam a ausência do P”S” na minha pontuação ? Igual à do BE, porque nesta “matéria” está a reboque do BE e do PAN.

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  9. 29 Maio, 2018 18:25

    Desde uma manif em 2011 contra o desgoverno do Sócrates e outra há anos contra o abuso de liberdade de opinião (desgoverno-II do Sócrates) , nunca mais voltei a uma manif. Muito excepcionalmente fui esta tarde à Assembleia da República. Gostei do que.vi, de quem vi e reencontrei, e do que ouvi.

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  10. André Santos permalink
    29 Maio, 2018 18:26

    O conteúdo deste artigo é muito sensível e intuitivo, mas pouco racional e objectivo.

    Talvez devêssemos então deixar actividades como a comunicação social exclusivamente para os homens, que por serem universalmente mais objectivos e racionais farão sem dúvida um melhor trabalho.

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    • Zé Manel Tonto permalink
      29 Maio, 2018 21:42

      O André Santos é daqueles que nunca pensou porque é que cursos de humanidades estão cheios de mulheres e a maioria das engenharias (com excepção das fofinhas, tipo ambiente) estão cheias de homens.

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  11. 29 Maio, 2018 18:36

    Assistam a partir de agora ao BE a justificar o chumbo na ARepública, a pedido do P”S”… Ou seja, para o P”S” não sair muito chamuscado..

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  12. Arlindo da Costa permalink
    29 Maio, 2018 18:44

    Que ódio contra as mulheres! Fónix!
    A sharia já chegou a terras de Santa Maria?

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  13. 29 Maio, 2018 18:57

    Oh ! Com relativo espanto meu (neste tipo de regime sob “ética republicana e socialista”), o blog Portadaloja censurado ! Vão lá e vejam porquê.
    (Sou radicale ferozmente contra qualquer tipo de censura, de proibição de opinião).

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  14. José Domingos permalink
    29 Maio, 2018 18:58

    Se não estou errado, temas fracturantes para a sociedade, seria com uma maioria de dois terços? ou estou enganado.
    Este peditório, é cada um por si, a ética republicana mais o parlamentarismo, é á vontade dos Exmos Srs. Deputados da Nação, que já perceberam o tipo de povo em que estão montados.
    Em Espanha, já andavam uns milhares na rua a partir, aqui, no pasa nada.

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  15. procópio permalink
    29 Maio, 2018 19:13

    Apesar de tudo, com Rita Ferro Rodrigues estamos perante alguém que ama alguém, seu pai e fez questão de o dizer na sua rede social.
    “Pai. Ontem, hoje, sempre. Um grande orgulho em ti”.
    São posições desta grandeza, quiçá dentro do universo feminista que inspiram e nutrem as sensibilidades progressistas, principalmente para quem se está cagando.
    Ou seja, sem o fictício, o que poderíamos esperar do imaginário?

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  16. Adriana Lima permalink
    29 Maio, 2018 21:56

    “The only weak wome are the lazy ones”

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  17. José Ramos permalink
    30 Maio, 2018 00:11

    A lógica (?) das Capazes é algo de muito semelhante à lógica do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, vulgo, partido nazi, sem a suástica e com uniformes unissexo. Que esta gente receba dinheiro dos nossos impostos é só mais mais um caso de receptação arbitrária.

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    • José Ramos permalink
      30 Maio, 2018 00:15

      Por lapso (estão muito “in” nesta estação) repeti a palavra “mais”.

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  18. JgMenos permalink
    30 Maio, 2018 01:00

    Que não lhe falte o ânimo de atacar toda a cretinice dessa igualdade abjeta.
    Viva a diferença!

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  19. maria permalink
    30 Maio, 2018 19:28

    Texto brilhante, como sempre. Este então não podia vir mais a própósito. Mais uma vez parabéns, Cristina.
    Não conheço o blogo destas ‘marias capazes’ e não me parece que queira conhecer. Só conheci o trabalho dela como apresentadora no programa da Sic que ela fazia com o João Baião (outra completa nódoa como apresentador, muito mau) e que volta e meia eu perdia uns minutos largos exclusivamente por um/a ou outro/a convidado/a que valia a pena ver e ouvir. Esta Rita Ferro Rodrigues é uma lástima como apresentadora e tem a mania que tem muita piada e que é óptima naquele trabalho. É saliente e vaidosa demais para o meu gosto e é péssima apresentadora. Ela só tem programas na SIC por ser filha de quem é (outro que devia ser proscrito – ou ter sido preso por muitos anos – pelos actos pedófilos de que foi acusado pelos investigadores, com provas). Como aliás todos os outros que têm tachos assegurados nos vários canais por serem filhos e filhas, familiares e amigos dos políticos do sistema.

    Li algures que ela vai substituir a Cristina Ferreira na TVI… Será possível?!? Bem, se for esse o caso, então ela será uma excelente parceira para o cretino e insuportável M.Luís Goucha que de tão parvo e pesunçoso já não se aguenta e vê-lo por mais de dois segundos e já são demais. E este parvalhão também não despega da TVI nem à lei da bala…, já anda por lá há dezenas de anos! Qual será o motivo deste impertinente e cheio de prosápia nunca mais sair da TVI?? Esta criatura que é um horror.
    Maria

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