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Com a autarquia transformada numa organizadora de eventos

5 Junho, 2018

o lixo cresce pelas ruas. Em Benfica, imagens como esta sucedem-se.

E não, a culpa não é da falta de civismo dos munícipes mas sim da falta de recolha de lixo.  A desculpa do costume – o lixo feito pelos turistas – aqui também não colhe: em Benfica não há turistas. A não ser que alguém se perca no caminho entre o Jardim Zoológico e  o Parque de Campismo de Monsanto não se avista um turista por estas paragens.

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35 comentários leave one →
  1. Luis Lavoura permalink
    5 Junho, 2018 09:36

    A culpa é, sim, da falta de civismo dos portugueses. Ninguém tem nada que depositar embalagens de cartão ao pé de um vidrão. Se ao pé do vidrão há um montão de lixo que não é de vidro, isso é basicamente uma deposição ilegal de lixo, que aponta para a falta de civismo.
    A autarquia não tem meios para limpar toda e qualquer deposição inapropriada de lixo que os asnos dos portugueses decidam fazer.

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    • 5 Junho, 2018 11:18

      É o Luís Lavoura então que irá fazer um papelão?

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      • Luis Lavoura permalink
        5 Junho, 2018 15:04

        Haja papelão ou não haja, não se deve depositar o papel na rua ao pé de um vidrão.
        Se não houver papelão, a pessoa tem a obrigação de deitar o papel para o balde do lixo. Nunca depositá-lo na rua!

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  2. 5 Junho, 2018 10:16

    Ao pé de um cliente que eu visitava com frequência, havia um par de contentores de lixo e os habituais de reciclagem que estavam, constantemente, cheios até derramar o seu conteúdo para a rua. Não sei se isso se devia a insuficiente recolha por parte dos serviços camarários, ou se à densidade populacional da área.

    Entretanto, a Cãmara encontrou uma solução para o problema. Aumentou as recolhas? Aumentou o número de contentores? Não, retirou-os todos: sem contentores não há lixo, deve ter pensado.

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    • 5 Junho, 2018 11:21

      Enquanto ainda se pode ligar, o que escreveu lembra-se disto:

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    • Luis Lavoura permalink
      5 Junho, 2018 15:05

      Os contentores da reciclagem por vezes não estão cheios, embora pareçam. Simplesmente as pessoas depositam neles os sacos e não os empurram para baixo, ficando os sacos à boca do contentor dando a ideia de que ele está atafulhado.

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  3. Castrol permalink
    5 Junho, 2018 10:31

    Não há turistas mas há ratos, o que para a Esquerda Caviar é sensivelmente a mesma coisa, que precisam de lixo para prosperar.

    Espero que o Medina da CML não arranje apartamentos nesta zona para os coitadinhos dos refugiados, pois podem ficar traumatizados.

    Votaram neles?! Agora aguentem-nos…

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  4. ANTONIO MANUEL PAIXAO AFONSO permalink
    5 Junho, 2018 10:38

    Vejam o que se passa no bairro da Picheleira. Bem pior|||||||||||||||||||||||

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  5. 5 Junho, 2018 10:39

    Ao pé de mim é pior. É o lixo nas ruas e as casas-de-banho públicas. São o retrato do povo.

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    • 5 Junho, 2018 21:59

      E a Zazie tem “sorte” presumo por não ter na sua rua uma praça de Táxis… Caso contrário essas “casas-de-banho” exalariam cheiro muito pior, insuportável.
      É o que acontece junto de alguns estacionamentos de táxis em Lisboa, com a (avisada) polícia sem querer actuar nem autuar.

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  6. 5 Junho, 2018 10:40

    E o nojo dos riscos nas paredes é marca do nojo desta geringonça. Nunca tanta merda foi pintada na cidade e muita dela com patrocínio camarário.

    É só Viva Fidel e porcarias de cravo na mão e boina à Ché.

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  7. 5 Junho, 2018 12:39

    Triste realidade dos nossos municípios de norte a sul. Não são capazes de cumprir a sua missão básica – manter ruas e passeios limpos e pavimentados – mas passam a vida a querer mais competências e a meter-se no que não devem.

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  8. Procópio permalink
    5 Junho, 2018 12:42

    O lixo é preciso, já temos a geringonça, mas não chega. É do lixo que vem a fermentação. Sem fermentar por completo, a porcaria nunca mais acaba. Não há sequer espaço para pôr no lixo a “educação” oficial. Ora reparem. Quantos alunos conseguem situar Portugal no mapa da Europa? Só 45% dos alunos. Pensam vocês que são lixo. Errado. O lixo são os restantes 55% que andam no engano. A zazie chatea-se por ver porcaria por todo o lado na antiga capital do império. Não é caso para isso, como tempo lá nos vamos habituando.
    Dia em que não vejo a boina do che a cerveja não me sabe e o sol não aquece.
    É preciso manter a chama de revolução acesa, já se sabe.

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  9. LTR permalink
    5 Junho, 2018 12:47

    Cá para mim, a culpa é do aquecimento global.

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  10. Mario Figueiredo permalink
    5 Junho, 2018 12:58

    Mesma coisa na margem sul. Aqui para os lados de Valadares, a reciclagem faz-se pela decomposição química dentro dos contentores. Sugiro às escolas do concelho que aproveitem e façam visitas de estudo e projectos científicos.

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    • Observador endiabrado permalink
      5 Junho, 2018 15:01

      Sim, mesmíssima coisa na Margem Sul um pouco por todo o lado. Chega a havercrecolha numa rua mas não na rua ao lado. Dá ideia que são estratégias de recolha para pagarem menos.

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  11. Rocco permalink
    5 Junho, 2018 13:04

    O merdina é mestre de gestão… Por isso há cada vez mais merda por aí… e buracos nas ruas… e emgarrafamentos… e chungaria.

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    • Rocco permalink
      5 Junho, 2018 13:06

      engarrafamentos, claro… porque as ruas que são repavimentadas ficam sempre mais estreitas.

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  12. 5 Junho, 2018 13:07

    Coincidência, esta manhã, nas avenidas e ruas de Benfica (incluindo as ruas fotografadas pela HMatos), houve uma limpeza de lixo seguida de lavagem.
    Perguntei aos funcionários da câmara e da junta porquê aquela limpeza, responderam-me: “a partir das três da tarde o sr. presidente da câmara e a srª presidente da junta vão mostrar toda a zona de Benfica à… aquela tipa que canta, a não sei quê dona”. Madonna ? “Isso, essa”.

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    • Mario Figueiredo permalink
      5 Junho, 2018 13:10

      Mas essa porca não está no seu ambiente natural?

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      • 5 Junho, 2018 13:20

        Deixe a Madonna propagandear Lisboa… Enquanto fizer, a cidade e o país lucram qualquer “coisinha”.
        Ainda não percebi essa paixão (ouvi há meses mas custa-me acreditar que há um compromisso com o Turismo de Portugal, a câmara e o governo), com tantas cidades muito mais atraentes…

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      • Mario Figueiredo permalink
        5 Junho, 2018 18:46

        É a política do poucochinho. meu caro amigo.
        A rainha do pop dá um traque e lá vem alguém afirmar que o pais ganhou. Mas entretanto, o centro da cidade continua às moscas, a propriedade camarária devoluta, as politicas de arrendamento assustam os proprietários, o lixo é o que se vê acima, o trânsito… epá!… e a descentralização nem se fala para além das boas intenções.

        Ora, a rainha do pop dar de ganhar ao país, o turismo como moeda nacional, faz-me lembrar o Haiti em 96 quando lá estive. Ouvi dizer que hoje é uma grande nação graças ao turismo.

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      • Mario Figueiredo permalink
        5 Junho, 2018 18:54

        Caro MJRB, a verdade é que o turismo é o petróleo dos pobres de espírito. E tal como o líquido viscoso, em pais de gente pobre de espírito nunca deu fruto para o futuro. Ele é chapa ganha, chapa gasta. E eu não me apetece viver na República Haitiana de Portugal. Turismo só traz pobreza, camarada.

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  13. 5 Junho, 2018 13:13

    O lixo que por vezes se acumula (e cheira mal) em Lisboa tem dois culpados: serviços camarários e das juntas e, de habitantes javardos, porcos.
    É também evidente que a câmara privilegia a limpeza nas áreas frequentadas por turistas.

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  14. Isabel permalink
    5 Junho, 2018 13:56

    Por mim todas estas situações são a consequência natural da cultura política que levou à enormidade do processo marquês. Há 2 anos, na rua inclinadissima e curta onde moro, que deveria ser das que estavam em melhor estado na cidade de Lisboa e onde não há uma unica loja, andaram uns 6 meses em obras para alargar os passeios onde passam meia-dúzia de pessoas por dia ( nas zonas de saídas de garagens tiveram de fazer e desfazer 2 vezes porque deixaram demasiado alto o passeio que antes estava bem ), refizeram o pavimento da rua não se sabe bem porquê e fizeram e desfizeram 5 vezes ( dizem os meus vizinhos, eu vi desfazerem 3 vezes) a estreitissima placa central que divide os dois sentidos. Pior, retiraram um enorme número de lugares de estacionamento, alargando ainda mais os passeios nalgumas zonas. Árvores? Nem vê-las. Reaccao dos lisboetas? Reeleger os gestores impróprios que gastam em obras desnecessárias e incómodas para os residentes e não tratam das limpezas mais primárias.
    Podemos queixar-nos? Não. Barafustar, denunciar e condenar na internet alivia. Mas não altera as simpatias que metade dos eleitores, os que votam, têm pelos seus clubes partidários.

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  15. Procópio permalink
    5 Junho, 2018 15:14

    Isabel, as simpatias dos eleitores estão relacionadas com a incapacidade de raciocionar.
    “A prova de aferição de Matemática aconteceu apenas em 2016. E os resultados não são animadores, podendo ler-se no relatório do IAVE que os estudantes manifestaram muitas dificuldades nesta prova em todos os domínios curriculares”.
    O Observador traz um artigo actual que permite compreender para onde vai o sítio.
    https://observador.pt/especiais/provas-de-afericao-onde-falham-os-alunos-quando-e-preciso-raciocinar/
    “Quando a pergunta é simples, sem rasteira e de conteúdos fáceis de memorizar, os alunos do Básico conseguem acertar na resposta, com maior ou menor dificuldade. Mas quando os mesmos conteúdos implicam capacidade de raciocínio e de interpretação do que foi aprendido na sala de aulas, os resultados caem a pique. Esta é uma das principais conclusões que se pode tirar do Relatório Nacional 2016-2017 sobre as provas de aferição do Ensino Básico, divulgado esta terça-feira pelo IAVE, Instituto de Avaliação Educativa”.
    Demorou mais de um ano a publicar o relatório…a censura não conseguiu cortar.
    O lixo deixado ao ar, as cuspidelas para o chão, a condução assassina, o fanatismo clubista, o emprenhar de ouvido, o bilhete sorteado do berloque e &, são apenas exemplos da incapacidade do tuga para conviver plenamente em sociedades civilizadas.
    Inspirados na filosofia do pacheco, no tom sombrio do rr e na escumalha que tresanda, a magna questão do lixo é fácil de entender, por duas ordens de razões:
    1. Há animais domésticos que não aprendem a fazer as suas necessidades no sítio próprio. É o caso da rataria a que a cidade se afeiçoou. Não esperem o impossível.
    2. Os animais inspiram simpatias. Andam protegidos pela mentira e iludidos pelos merdia.
    Os resultados estão à vista, mas as pessoas, para já, olham para o lado.

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    • Isabel permalink
      6 Junho, 2018 03:03

      É verdade que a grande maioria dos portugueses não aprende a interpretar e criticar textos no ensino. Mas com os mimos que lhe serve a TV, só podemos esperar que a pouca pratica de raciocínio critico que trouxeram, alegadamente, dos estudos seja completamente esquecida ou até adulterada. Há um século, penso que a esta técnica já se chamava nos EU a fabrica do consentimento, do titulo de um livro então publicado.

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  16. 5 Junho, 2018 19:15

    Caro “camarada” Mário Figueiredo,
    “o turismo só traz tristeza” e “é o petróleo dos pobres de espírito” ?, por exemplo em grandes cidades (Lisboa é uma média-grande cidade), e em regiões ?
    Você se fizer um périplo por vários e diversificados mapas para encontrar cidades e regiões desenvolvidas que têm no turismo extraordinária e continuada fonte de receita, encontra muitas.

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  17. 5 Junho, 2018 19:38

    Mário Figueiredo,
    Não me excita, não me aumenta orgulho nacionalista nem menoriza como tuga o facto de gente efectivamente famosa mundialmente não só viver em Lisboa, em Sintra, no Porto, no Douro, no Alentejo ou no Algarve, mas também elogiar esses locais e o país.
    Que malefícios e retrocessos civilizacionais ou patrimoniais e económicos para Lisboa e para o país, surgiram por a Madonna, Cantona, Harrison Ford, Malkovich, Monica Bellucci, Louboutin, Ian Gillian, McNamara, Jason Martin, PStarck ou o DBeckam entre muitos outros viverem em Lisboa, noutras locais e/ou elogiarem Portugal ?

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    • Mario Figueiredo permalink
      5 Junho, 2018 22:32

      Penso que você está a ler demais o que eu disse e no sentido literal. Se preferir vou ser mais directo:

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      • 6 Junho, 2018 01:01

        Bem…conheci um gajo muito famoso neste país que em vez de dizer literalmente proferia “latrinamente”…

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      • Mario Figueiredo permalink
        6 Junho, 2018 01:31

        Recebi a boca da latrina e estou-me cagando para ela. Latrina é a cidade, meu caro. A céu aberto. E não há Madonna ou Cantona que lhe salve se um turista lhe puser a vista e o nariz em cima. Mais importante que artistas ou futebolistas estrangeiros reformados, que tão bem servem a lógica provinciana, são as cidades e as regiões e as políticas que determinam o que os restantes turistas dizem do pais. E esses é que sustentam o turismo no país.

        Mas mais importante. Você continua a não querer entender que a lógica do turismo é a prazo e não serve para desenvolvimento de coisa nenhuma.

        Assentar 9% da economia do pais no turismo, assentar 20% das exportações do pais no turismo (e são uns arrepiantes 58% na área de serviços) e aplaudir tudo isso de pé e ainda promover o aumento, é a mesmíssima coisa que a ruína das economias assentes no petróleo; Um atentado, um terramoto, uma crise monetária ou económica e lá vai a economia do país pela latrina abaixo. Os países que entretanto se entretiveram a não depender tanto do turismo agradecem. Que são todos os países da Europa, excepto a vizinha Espanha.

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  18. Arlindo da Costa permalink
    5 Junho, 2018 22:43

    A oposição está vendo que os resíduos sólidos têm muita potencialidade como dialéctica argumentativa….É de rir!

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  19. Leunam permalink
    5 Junho, 2018 23:18

    Sou um apaixonado pelos Adágios portugueses e aquele que sempre me ocorre ao ver as manifestações públicas do péssimo comportamento de muita gente que se diz português é o seguinte:

    “Tudo se parece com o dono, até a tranca da porta!”

    Em Lisboa, só os cegos é que não podem ver:

    A nojeira das omnipresentes pinturas e riscos nas paredes, muros, montras, Monumentos, sinais de trânsito, carruagens e Estações do Metropolitano e dos comboios, parquímetros, etc.
    A presença de milhões de “beatas” de cigarros no chão, palhinhas de plástico e de mexer a “bica” e as bolinhas de esferovite.
    O acumular do lixo (doméstico, do comércio e dos grandes trastes) na via pública.
    A frequente presença de dejectos dos canídeos nos passeios.
    O sacudir tapetes e panos do pó à janela a qualquer hora do dia, hábito que, felizmente, tem vindo a diminuir.
    E a última novidade: em certos arruamentos, o estacionamento de automóveis nas faixas de rodagem durante a noite e parte do dia…

    O Povo que habita em Lisboa tem este comportamento porque sabe que não é sancionado,
    porque as Autoridades que deviam zelar para que estes comportamentos fossem reprimidos e banidos, não querem ser drásticas pois, PRECISAM DOS VOTOS PARA PERMANECEREM NO “TACHO”.
    Têm de “fechar os olhos” para não parecerem duras, para serem, numa palavra: “porreirinhas”.
    As Autoridades deviam ser pedagógicas e publicitar frequentemente, junto dos moradores, não só os meios de que dispõem para ajudar a resolver algumas das situações acima citadas mas, sobretudo, aplicar as Leis e disposições camarárias que as temos “às resmas”; mas aplicá-las, parece que foi só no tempo do Estado Novo, porque o Homem era um ditador e um facista…

    Temos o que merecemos.
    A Liberdade dá nisto e muito mais!

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  20. 6 Junho, 2018 03:38

    Mario Figueiredo,

    essa da “latrinamente” em vez de literalmente foi –ou ainda é– verdadeira e não foi nenhuma “boca” dirigida a si.

    Sei muito bem que a cadência de turistas não só em Portugal depende de vários factores.
    Enquanto não houver uma política sustentada, correcta para o país, também na área do turismo, foram e continuam a ser bem-vindas pessoas que deixam cá boa massaroca e elogiam o país. Melhor do que nada, afinal, melhor do que chico-espertos que em vários governos (incluindo este) nada ou pouco perceberam de turismo.

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