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Os tais meninos ricos a estudar nos colégios à conta dos contribuintes

12 Junho, 2018
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Sabugal, Peso da Régua, Bustos, Vila Praia de Âncora, Covilhã e Proença-a-Nova, foram estes os locais onde faliram antigas escolas com contratos de associação. Alunos que nasceram em duas das regiões mais pobres da Europa terão menos oportunidades porque um grupo de decisores em Lisboa (onde existem as melhores escolas públicas e privadas do país) resolveram ceder à pressão dos sindicatos e do PCP. Porque um grupo de sindicalistas cegos fez a opinião pública confundir escola pública com escola estatal. Porque a elite lisboeta que domina a esquerda, e boa parte da direita, acha que lutar para que crianças que têm o azar de nascer no interior norte e centro possam ter acesso a uma boa educação (e, em muitos casos, mais barata que a opção estatal) não é uma causa que valha a pena. Estão todos de parabéns.

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27 comentários leave one →
  1. 12 Junho, 2018 13:07

    Para não escrever asneiras devia informar-se relativamente ao Estabelecimento de Vila Praia de Âncora ( ANCORENSIS, COOP. de ENSINO) A escola Pública fica na mesma rua.Quando fechou de surpresa tinha turmas atribuídas pelo ME. O facto de todos os alunos terem de sair de surpresa para a pública só veio provar que o ME tinha razão.

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    • Mario Figueiredo permalink
      12 Junho, 2018 16:40

      A ordem de encerramento chegou no fim do mês de Agosto. Claro que tinha turmas atribuídas! Nem se percebe o que tem a ver a bota com a perdigota. Você não pensa? Ou isso só serve para as funções básicas tipo xixi e cocó?

      Também, o facto de a escola pública estar no outro lado da rua é irrelevante. Ainda não percebeu o que isto se trata? Nem sequer os alunos foram todos para aquela escola pública, já que foram distribuídos (como manda a lei) pelo agrupamento que para aquela zona é constituído por duas escolas.

      Entretanto, foram despedidos perto de 70 trabalhadores que ali tinham emprego e salário. Mas esses não têm razão. O Ministério é que tem.

      O administrador de insolvência da Ancorensis também não consegue se livrar do imóvel de acordo com o exigido para a liquidação ordenada por tribunal após decretada falência. E as dívidas da cooperativa — criada ao abrigo das leis e decretos-lei criadas nos anos 80 para pedir ao sector privado ajuda para colmatar as deficiências do estado no sector da educação — ascendiam a 4 milhões com juros incluídos.

      É este estado, pessoa-de-bem, com que os privados podem contar.
      Áh! E quase me esquecia: Viva o proletariado despedido e no desemprego!

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      • 12 Junho, 2018 17:09

        É o Estado a fazer concorrência desleal com o particular e apenas para aguentar até á reforma mais funcionários públicos.

        Aquela blogger do cócó na fralda vive na Expo, tem dinheiro de sobra para colcoar filhos em particular mas quer mais uma estatal na Expo porque ali e altamente bem frequentado e nós pagamos impostos para isso.

        Os sacanas dos sindicalistas estão-se absolutamente nas tintas para profs e funcionários que vão para o desemprego, porque só contam os funcionários públicos.

        O resto é mesmo para tramar. O lema é sempre o mesmo- tudo dentro do Estado, nada fora do Estado e se fica mais caro, o contribuinte paga.

        O problema é poder haver algum privado a ter lucro e isso é que é o horror dos horrores- os únicos porcos capitalistas que admitem são os xungas à 44 a sacarem dentro do Estado

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      • 13 Junho, 2018 16:12

        Aposto que os gestores do colégio falido também estão na miséria.

        As pessoas que nascem longe dos grandes centros têm dificuldade no acesso a tudo o que é bom. Boa comida, boas escolas, bons cortes de ténis, bons espetáculos, bons aeroportos… quer que continue, ou já percebeu!

        E é o Estado que deve colmatar essas dificuldades. Você é comunista, e não sabe…

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    • JgMenos permalink
      14 Junho, 2018 17:14

      Recusar a morte lenta é direito de qualquer empresa.

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  2. p D s permalink
    12 Junho, 2018 13:10

    Pois….talvez este milhoes que forma esbanjados :

    https://www.publico.pt/2018/03/27/sociedade/noticia/ministerio-publico-acusa-administradores-de-colegios-gps-de-corrupcao-e-burla-1808276

    pudessem ter salvo essas escolas !

    ( e olhe que foi no Privado – e não os comunas ou a esquerdalha – que se evaporaram!)

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    • 12 Junho, 2018 19:02

      GPS ?? Não é de esquerda? Sabe quem é o dono?

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    • Luis Coelho permalink
      15 Junho, 2018 10:06

      Se estivesse mais atento às noticias, veria que o setor público mete-se no privado como e quando quer, veja-se o exemplo do BANIF, do BES e outros que tal.
      Ou seja, só no que lhes interessa meter o dedo é que o estado pode. Na banca que faliu e o estado foi enchendo novamente os cofres para que os acionistas importantes não ficassem descapitalizados, não há problema disso acontecer, mas nos casos dos colégios, há que retirar apoios porque ainda nos nos iam levar à ruina…
      Haja paciência.

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  3. 12 Junho, 2018 13:46

    São os imbecis dos sindicalistas em lobby pelso funcionários públicos. Tudo o resto que se dane

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  4. 12 Junho, 2018 13:46

    Na Expo e na Lapa até so ricos reivindicam mais escolas estatais para lá terem os filhos à borla

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  5. PA, permalink
    12 Junho, 2018 14:04

    Nada disto surpreende. Enfim o povo tem o que merece.

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  6. José Lopes da Silva permalink
    12 Junho, 2018 15:09

    Curiosamente, o Externato Cooperativo da Benedita não faliu. Será que é a lei do mercado a funcionar?

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  7. LTR permalink
    12 Junho, 2018 15:58

    A diferença entre a Venezuela e Portugal é que eles não têm uma UE para lhes amamentar a vida no disfarce. De resto, a tática, a estratégia e as técnicas mentais são as mesmas.

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  8. José Domingos permalink
    12 Junho, 2018 16:00

    Um estado de direito, o deles, imbecis pagos com o meu dinheiro.
    Sindicalistas labregos a tratarem das excelentes reformas, na pocilga

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  9. procópio permalink
    12 Junho, 2018 16:55

    Na periferia, quem puder que se safe. Se ficar no sítio resta-lhe ser escravo, disfarçado de contribuinte. Até no litoral parece que os funcionários da saúde procuram outras latitudes.

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  10. carlos alberto ilharco permalink
    12 Junho, 2018 17:23

    Uma nação com pessoas instruídas é um perigo para os dirigentes.
    Eu, se estivesse no Governo, gostava de lá continuar.
    Portanto

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  11. procópio permalink
    12 Junho, 2018 17:30

    As massas saem com facilidade, não se importam de ser da direita nem da esquerda.

    https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/portugueses-tinham-21-do-pib-em-offshores

    https://observador.pt/2017/12/05/portugueses-mandaram-416-milhoes-de-euros-para-offshores-na-lista-negra-da-ue/

    Os tais meninos ricos estudam em colégios privados e aprendem a pôr o dinheiro a salvo à custa dos contribuintes, não vá o diabo tecê-las.

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  12. procópio permalink
    12 Junho, 2018 19:32

    carlos alberto ilharco
    “Uma nação com pessoas instruídas é um perigo para os dirigentes”.
    Não será perigo para dirigentes, antes pelo contrário, pessoas decentes precisam e pedem a cooperação de todos. No sítio, como concordará, não há dirigentes, há mandantes e beijos manhosos coloridos por afectos mil. Aceitar beijos? Só de quem resguarda a boca.

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  13. becas permalink
    12 Junho, 2018 21:22

    Ainda não percebi porque razão as escolas terão que ser publicas. Que o estado ajude os mais necessitados nas despezas da educação de acordo, o resto quem quiser estudar terá que pagar

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    • 12 Junho, 2018 21:47

      Becas,

      Custear um serviço privado ou cooperativo de educação, que proveja a cada criança a oportunidade de estudar, sem ter em conta o berço, não custa assim tanto.

      Seria três mil milhões de euros por ano. Muito abaixo do que custa o Mentistério da Inculcação no dia presente.

      O idoso, a criança, o deficiente e o doente mental não podem prover por si próprios. (Nem o socialista, mas esse deveria poder). Até um libertário como Milton Friedman considera virtuoso um sistema universal de educação.

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    • Mario Figueiredo permalink
      13 Junho, 2018 00:26

      As escolas não têm de ser públicas. Mas podem ser públicas. A função do estado de providenciar um sistema de educação para todos é uma obrigação do estado compreendida e aceite também por quem defenda um estado mínimo.

      É certo que isto não impede que se desenvolva um sistema de ensino inteiramente subsidiário. Mas essa solução comporta algumas dificuldades para o exercício das responsabilidades do estado. Uma dessas dificuldades que me ocorre assim de repetente, é que o estado não conseguiria desta forma assegurar uma correcta cobertura de toda a população e teria que criar legislação reguladora demasiado intrusiva nos direitos e garantias do sector privado para que este se expandisse para todo o território.

      A pergunta no entanto faz todo o sentido. A discussão sobre o valor das escolas públicas já vem pelo menos desde os anos 60 quando se começou a questionar mais seriamente o papel do estado na doutrinação das populações através do sistema público de ensino. E muitas vezes nos queixamos disso mesmo em Portugal. E em muitos países o ensino privado tem um papel muito mais forte do que por aqui. Mas eu penso que abordar o assunto dessa forma é ignorar o verdadeiro problema que é o facto de que um estado pode fornecer um serviço público de ensino sem agir ideologicamente sobre ele.

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  14. Libertas permalink
    13 Junho, 2018 00:16

    Fica mais barato permitir que as famílias escolham em liberdade a escola das suas crianças. Para a malta do PS, só os ricos podem escolher; os pobres que se danem.

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  15. 13 Junho, 2018 00:50

    Estive com amigos a divertir-nos a ver espaçadamente na RTP, o MarceloCarmonaThomaz nas marchas de Lisboa. É como o arroz-doce, está em todas. E cada vez mais parece não um PR mas um chefe de cerimónias festivas neste país delirado e irresponsável. Prevejo que o sítio vai novamente acabar de pantanas, mais ano menos ano.

    Sobre o ensino pago pelos contribuintes: apesar da idade ainda ando a tentar passar da terceira para a quarta classe e não me tem faltado apoios, passe social, aquele rendimento mensal (R não sei quê), livros, canetas, lápis, papéis e bastantes borrachas, tudo pago a horas pelo Estado. Borrachas são às paletes para apagar consecutivos erros e cadernos aos montes com folhas arrancadas transformadas em aviões com asneiras atirados contra todos os que estão à minha frente, professores incluídos. Até o Marcelo quando lá foi, levou com um avião (mal atirado) que o atingiu na zona da braguilha.

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  16. procópio permalink
    13 Junho, 2018 00:51

    becas PERMALINK
    12 Junho, 2018 21:22
    “Ainda não percebi porque razão as escolas terão que ser publicas”.
    No sítio não tem que perceber, tem que acatar, mais nada.
    Se falar muito é populista, neoliberal, trumpista e passista, pelo menos.
    Se conseguirem chegar onde pretendem, caluda.
    As alternativas são a escola de correcção geringonciana ou a pildra.

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  17. Arlindo da Costa permalink
    13 Junho, 2018 05:44

    Faliram porque não tinham o know-how que os tipos do GPS tinham 🙂

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  18. Isabel permalink
    13 Junho, 2018 17:41

    O Estado deveria ficar-se pelas actividades estratégicas que os nacionais individualmente não podem garantir: segurança ( inclui não deixar as pessoas morrerem em incêndios, garantir a produção de bens e serviços essenciais como é o caso da electricidade, garantir uma reserva de produtos vitais para o caso de catástrofe, defender a propriedade privada, etc etc ), justiça, defesa, relações diplomáticas e administração rigorosa dos bens obtidos dos cidadãos para fazer face a estas funções básicas. Depois deve, com a concordância dos cidadãos, definir e executar as medidas necessárias ao apoio dos necessitados e à correção das distorções criadas pelo livre funcionamento dos vários mercados privados. O sistema político deve ser discutido amplamente com os cidadãos e garantir mecanismos automáticos de controlo de abusos por parte daqueles que recebem dos cidadãos a necessária delegação temporária de poder para executar a política aprovada.
    Muitissimo brevemente, este é um conceito do Estado que me inspiraria confiança.

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  19. Gabriel Orfao Goncalves permalink
    13 Junho, 2018 23:42

    Nenhum socialista questiona por que razão pessoas como a Sra. Secretária de Estado da Educação, que tem as suas duas filhas no Colégio Alemão, tem, por lei, direito a uma dedução, no IRS, das despesas de educação com as filhas (inclui propinas, sim) até um limite de 800 euros.

    Só chega a esse limite quem tem filhos em Colégios Particulares e não em escolas públicas ou em escolas com contrato de associação.

    (Nota: nada tenho contra colégios privados; leccionei uma disciplina extra-curricular durante 5 anos num dos que aparece sistematicamente entre os 10 melhores de Portugal)

    Se um estudo do Governo veio dizer que cada turma ficava, em média, mais cara nas escolas com contrato de associação do que na escola pública, então o Governo que baixasse o montante transferido para essas escolas. Não havia razão para acabar com elas!
    Por que razão, quando algumas dessas escolas com contrato de associação abriram, criaram o fenómeno de fazer desaparecer centenas de alunos de escolas públicas próximas?

    Será que os pais e educadores são todos parvos e não sabem escolher o que é melhor para os seus filhos e filhas?

    A erosão daquelas escolas públicas só aconteceu por uma razão: ao pé das escolas com contrato de associação, não eram tão boas!

    Que faz o Governo? Acaba com as escolas preferidas por pais e alunos, e mantém aquelas a quem pais e alunos viraram as costas!

    E que dizem os socialistas para quem o cérebro é um enfeite? Dizem que “no privado, com o meu dinheiro, não!”

    Habitualmente ignorantes e casmurros, não sabem que o dinheiro ou vai para a escola pública ou para a escola com contrato de associação. E ignoram que, com a existência de uma dedução como a que referi no início do texto, os pobres andam a financiar os Colégios Particulares!

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