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ainda vão a tempo

14 Julho, 2018
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Julgo que me tenho expressado indevidamente nos textos que tenho publicado sobre o liberalismo português, o último dos quais a propósito de uma polémica entre o Vitor Cunha e o Carlos Guimarães Pinto. Para mim, ao contrário do que me parece que o Carlos julga, o ponto não está em discutir a bondade, nem a presumível utilidade, das ideias liberais que vêm de fora, que, aliás, eu abraço entusiasticamente, mas tentar compreender por que é que elas, sendo tão virtuosas, nunca vingaram entre nós. É que, como tenho insistido, nós tivemos, durante boa parte do século XIX, um liberalismo político e económico. Só que esse liberalismo não foi de influência inglesa, mas francesa, e, por isso, considerava que a liberdade se realizava no estado e na cidadania (no vínculo jurídico-político de um indivíduo a um estado), no proteccionismo económico e na estruturação de um estado moderno segundo o modelo napoleónico. Foi essa a opção consciente dos nossos liberais oitocentistas, à qual as elites políticas – da esquerda à direita – aderiram sem excepção (ou com a excepção miguelista, mas essa não se enquadrava no que falamos), quando poderia ter sido outra. O país, por essa época, conhecia e lia Blackstone, Smith, Locke, Hume, Tocqueville, Ricardo, o constitucionalismo histórico inglês, a Revolução Gloriosa e a Americana e, ainda assim, preferiu a Enciclopédia e 1789. Porquê? Não tenho uma resposta concludente para esta pergunta, mas várias hipótese que procuram interpretar esse facto, que é inegável, e é isso é o que me parece importar. Dito doutro modo, se não pegou na altura em que fizemos a primeira escolha, nem ao de leve lhe chegámos nos duzentos anos que se lhe seguiram, por que há-de ser agora uma escolha dos portugueses? Ou será que não temos todos presentes que o governo de Passos Coelho “falhou devido ao radicalismo ideológico liberal” e que, nos dias que correm, «neoliberal» substituiu o epíteto calunioso de «fascista»?

Por isso, meu caro Carlos, não vejo que partido liberal algum possa fazer o que quer que seja pela liberdade que me entusiasma sem que os seus dirigentes tenham isto muito claro, percebido e, sobretudo, explicado, para lhe procurar o antídoto. Mas quando vejo agremiações de analfabetos – e, lamento a expressão, mas não se me ocorre outra – a  garantirem um futuro sorridente sem olharem para o passado, fujo a sete pés. Pessoas que proclamam soluções milagrosas para um país e uma sociedade que, no fim de contas, desconhecem por inteiro e se recusam a conhecer, porque acham que pensar e debater não configura o conceito de «acção transformadora do mundo», o que me leva a crer estar perante brincadeiras de rapazes viciados na politiquice das jotas. Enfim, se querem ser levados a sério, não brinquem com coisas sérias. São novos, ainda vão a tempo.

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52 comentários leave one →
  1. 14 Julho, 2018 01:55

    Mas ainda duram, às 01:55 de 14 de Julho de 2018, essas pretensões do CGPinto e esta troca de opiniões ? Pensei que o CGP e outros já tinham criado um Livre à sombra do CDS-PP…, tal como o Tavares fez o Livre para ajoelhar maçonicamente ao lado do P”S”…

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  2. 14 Julho, 2018 02:33

    Se calhar faltou-nos um Henrique VIII (para confiscar em massa os bens da igreja) e um Oliver Cromwell (para liderar um revolução/guerra civil contra o poder dos reis e depois exercer uma repressão violenta contra as regiões remotas fieis à monarquia tradicional e ao catolicismo), e assim isso acabou por ser feito pelos liberais, com todas as implicações que isso teve.

    Dito de outra maneira, eu diria que as supostas peculiaridades do liberalismo inglês (porque se calhar até é mais esse que é o outlier do que o português ou o francês) é porque na verdade 1688 é mais o equivalente a 1830 (França) ou 1851 (Portugal) do que a 1789/92 ou 1820 – uma revolução algo soft, só para acertar uns detalhes finais, é já umas décadas (ou séculos) depois das revoluções radicais e sanguinárias terem sido feitas.

    Já agora, a construção de um estado napoleónico terá sido mesmo a opção consciente (sublinho o “consciente”)? Tinha um bocado a ideia que tanto os liberais do século XIX como os republicanos de 1910 (e se calhar até também o salazarismo) até eram intelectualmente todos entusiastas do municipalismo, mas que acabaram por reforçar a centralização assim um pouco em piloto automático (quase como uma espécie de versão invertida da ordem espontânea do Hayek).

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  3. 14 Julho, 2018 09:07

    Não briqnuem com coisas sérias
    eheheh

    Pode crer. Esta malta nem percebe o que significa num país que é de esquerda e que tem cerca de 700 mil funcionários públicos e perto de 60% da população dependente do Estado, o que significa falarem-lhe em liberalismo, pós corrida do desgraçado do Passos Coelho.

    E nem o chicagense do que nos safou da bancarrota- o Vítor Gaspar, veio com conversas de ser liberal para fazer o que tinha a fazer.

    E fez. E até eu desconfiei dele a princípio por causa do cv onde constava a cartilha.

    Só que isto de cartilhas de tinca-tanques são para brincar.

    Se não forem só para cursos, então é como diz- chamariz para carreiristas de jotas e até pode muito bem conseguirem financiamento do Soros.

    E eu deixo já o meu palpite- quem vai tomar conta daquilo é a escardalhada das causas fracturantes- eles já andam por aqui- madeiras & lavouras e anarquistas-comunistas.

    Acontece como o PAN. Começou pela lusofonia de um budista acabou nas mãos de um anémico-vegan do Quinto Império da bicharada.

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  4. 14 Julho, 2018 09:11

    Isto agora pega por reactiva àquilo que as pessoas começam a sentir na pele- a mentira bondade de ser tudo pelos pobrezinhos e depois enfiarem para cá inúteis ilegais e estarem-se nas tintas para os portugueses.

    Basta aparecer alguém que saiba falar de forma simples e, por reactiva, temos mesmo resposta conservadora, capitalista, de direita e para os portugueses que não querem como perspectiva exclusiva de futuro para eles e filhos ficarem a servir à mesa a estrangeiros.

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  5. 14 Julho, 2018 09:14

    Bastava fazerem reportagens nos hospitais.

    Bastava isso e publicarem as verdades que nenhum jornal mostra por serem todos sabujos da escardalhada dona disto tudo.

    Agora essa de se considerarem um grupo teórico por twitter é que tem piada.

    Altamente profunda que a teoria byte deve ser-

    É pá, bora ser liberal que também se chega ao tacho. É só propor mais umas causas fracturantes da moda e temos liberalismo no papo.

    Esta frase no tinc-tanque do twitter tinha de ser dividida em 3.

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  6. CGP permalink
    14 Julho, 2018 09:26

    O que parece sobressair do seu último parágrafo, e que já desconfiava, é que boa parte das energias que se vão perdendo por aqui e por outros lados a criticar agremiações partidárias que ainda nem votos têm, e que não se espera que venham a ter num futuro próximo, é algum tipo de animosidade pessoal (que espero não seja dirigida a mim, enquanto fundador de uma dessas agremiações). Não fora isso, e o Rui perceberia que a descrição, na parte não hiperbólica, que faz dos partidos liberais aplica-se que nem uma luva a todos os outros partidos. Com uma diferença de que os partidos de poder também juntam, por terem aspirações de poder realistas, muito mais oportunistas e corruptos.

    Contra animosidades pessoais (que já tinha a certeza serem a motivação do Vítor e do Telmo e agora confirmei ser a do Rui) não há muito a fazer. Aliás, quanto mais discutir, mais provável é tornar-me num alvo adicional dessas animosidades, pelo que o melhor é sair de fininho, derrotado pela maioria.

    Abraço

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    • 14 Julho, 2018 09:31

      V. ainda não percebeu que só é o chefe fundador porque ainda está sentado na cadeira. Quando reparar melhor vai ver que o Miguel Madeira deixa nas calmas que v. seja o chefe sentado que ele já manda em pé e bem activo.

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    • 14 Julho, 2018 09:37

      Não conheço o Vítor mas nem acredito que seja qualquer cena pessoal.

      Eu entendo o Vítor sem o conhecer porque percebi rapidamente que ele tem uma genuína e biológica estrutura conservadora ética e disso não abre mão.

      Ele há-de gostar tanto de progressistazinhos do mundo-às-avessas quanto eu.

      E é suficientemente perspicaz para os topar rapidamente.

      Porque estas coisas são genéticas, meu caro. Ninguém se torna conservador ou progressista- nasce-se com queda para isso.

      E o liberalismo não tem nada de ter como alvo o combate ao conservadorismo.

      V. é que elegeu esse alvo como principal e foi v. que começou aqui a senda anti-conservdores (o que quer que isso seja).

      Ora para isso já temos o mundo inteiro partidário português. Não precisávamos de ir chamar os colegas de blogue contra a bovinidade para termos mais bovinos a marrarem na mesma direcção e em manada alagada.

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    • rui a. permalink*
      14 Julho, 2018 10:07

      Nada disso, Carlos. Foi somente uma resposta ao teu comentário sobre os novos partidos liberais. Doutro modo nem teria falado do assunto, em que já não tocava há meses. Mas o essencial é o que está para cima. Vamos discuti-lo?

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    • rui a. permalink*
      14 Julho, 2018 10:11

      Ó Carlos, e se eu nem conheço as pessoas, como é que lhes posso ter «animosidades pessoais»? Por amor de Deus, isso é um não-tema. Não existe, pá. Eu, quando me são hostis, respondo à letra e na hora, e não costumo ser meigo. Não levo desaforos para casa. Mas depois passa. Quero lá saber, pá! Ou melhor, tenho muito mais que fazer que aturar garotos que se resolvem meter comigo. Só isso.

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    • rui a. permalink*
      14 Julho, 2018 10:19

      Agora, o que me parece bizarro, no teu caso, é a absoluta falta de exigência crítica que tens sobre tudo isot. Então, há uns gajos que se dispõem a is para o parlamento aprovar leis que te podem afectar, em nome de princípios que são parecidos com os teus, e tu passas-lhes um cheque em branco? Não os confrontas sequer com aquilo que eles mesmos dizem e escrevem? Já não falo em fazer-lhes perguntas difíceis, caramba!, é só mesmo confrontá-los com aquilo que eles escreveram e/ou publicaram nos seus espaços. Será isto uma «animosidade pessoal» ou um bocadinho de exigência democrática, eu diria, liberal? É por eles serem uns tipos «porreiros»? Mas o Jerónimo também não deve ser má companhia a comer umas tapas alentejanas ou a virar uns canecos de tinto numa tasca do Barreiro. É por que eles, quando dizem ao que vêm, usam uns chavões que te são familiares? Sei lá?! E dizes ainda que o «ingénuo» sou eu…

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      • CGP permalink
        14 Julho, 2018 13:30

        Rui, eu não queria responder mais para não alimentar esta discussão, mas a “absoluta falta de exigência crítica” que me atribui simplesmente não é verdade. Aqui os dois exemplos que consegui encontrar numa pesquisa de 10 segundos:

        Há muitos outros no Facebook, já não falando daqueles comentários que são partilhados em privado. Mas, enfim, já vi que este é um assunto que quanto mais é discutido, mais entricheirado fica. Melhores discussões virão.

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      • rui a. permalink*
        14 Julho, 2018 17:18

        Carlos, isto não é uma discussão, mas apenas uma conversa e acho que não tem nenhum mal continuá-la, se for caso disso. Mas fico satisfeito por ver estes comentários no twitter, porque me parecia que estavas a ser pouco exigente com esta malta. Assim, melhorou. Abç.

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      • 14 Julho, 2018 18:20

        ahahahaha

        Eu nem dizia nada mas rebolei-me a rir com a “crítica” teórica aos tolinhos

        “:O))))))))))))

        O rapaz anda a precisar de fazer dança de salão ou karaté ou qualquer outra coisa que meta adrenalina.
        Ou isso, ou inventar um nick e usar máscara na rua.

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    • João Santos permalink
      15 Julho, 2018 00:59

      O CGP, a meu ver, tem razão. Faz sentido que exista um partido que associe o liberalismo económico ao liberalismo cultural. Concordemos ou discordemos, a realidade é que temos um eleitorado que inclui jovens, mulheres, gays e outros que votam no BE porque rejeitam o conservadorismo em temas como direitos dos animais/feminismo/eutanásia/LGBT, etc… Este eleitorado acaba também a votar num programa económico marxista/socialista/trotskista, mesmo sem o saber. Conheço pessoalmente vários exemplos. Votos que podiam ser canalizados para uma direita mais liberal. Paralelamente, também pode e deve existir um partido conservador clássico que acolha visões como a de Vítor Cunha, Zazie e outros comentadores que encontramos neste blog. A ideia do CGP terá pelos menos o mérito de esvaziar a esquerda radical por via de um liberalismo ao estilo do norte da Europa, onde essa esquerda radical é minoritária, porque está reduzida apenas ao marxismo económico. Caso contrário continuaremos a assistir ao crescimento de partidos como o BE e o PAN.

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  7. 14 Julho, 2018 09:29

    Lembrei-me agora o que isto me parece- até pelo facto do principal activista já ser o Miguel Madeira que nem é estúpido e engoles CGPs ao pequeno-almoço- tem estaleca para engolir muito mais em pouco tempo.

    Faz-me lembrar os primos das choças. Tem formiga branca a fazer trabalho de sapa e tem jacobinismo a rodos para conseguirem apoio de lobby de avental “republicano e laico” (só para não dizer que é variante ateia do Bode Esperança) e tudo para o Soros mandar carcanhol de patrocínio.

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  8. 14 Julho, 2018 10:57

    Oh! fui lá espreitar ao facebook e a coisa é ainda mais monga do que poderia imaginar.

    Aquilo são os anarcas dos okupas! até têm o símbolo internacional. É delegação do mesmo.

    As causas são as da bandeira do arco-irís.

    ehehehe

    Por isso é que o Madeira & Lavoura andam tão excitados com a coisa.

    O CGP não manda nada. Nem sabe é a figura de urso que está a fazer. Ainda vai ter de usar máscara á Guy Fawkes nas manifs

    Eles agradecem.

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  9. 14 Julho, 2018 11:05

    Ok. Uma imagem com legenda por traduzir explica tudo o que é este liberalismo mcdonalds:

    https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/35884053_1747571098657603_3052957518155218944_n.png?_nc_cat=0&oh=3c9391b36b5be98eb720a4a2e44804e9&oe=5BE70EDA

    É assim. E querem libertar da prisão uns estrangeiros americanos, como é hábito nos anarcas à Vias de Facto (que também já estão nesta).

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  10. 14 Julho, 2018 11:09

    O CGP é o tradutor de americano para língua-de-pau.

    Os conservatices americanos são os nossos conservadores salazaristas

    eehehhe

    E os liberals americanos são os liberais de uma Direita que nem existe por cá

    “:O)))))))))))))

    Por isso é que ele teve de fazer uns posts apalermados, com a tradução de americano mcdonalds para chagar o “conservatice Vítor Cunha”

    AHAHAHAHAHAHHAHA

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  11. 14 Julho, 2018 11:10

    AAHAHAAHAHAHA

    E o Rui a há-de ser outro conservatice que está a estragar a brincadeira dos meninos rabinos okup@s

    Já me fartei de rir.

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  12. Ricciardi permalink
    14 Julho, 2018 11:24

    “Ou será que não temos todos presentes que o governo de Passos Coelho “falhou devido ao radicalismo ideológico liberal” e que, nos dias que correm, «neoliberal» substituiu o epíteto calunioso de «fascista»?”
    .
    Ora, nem mais. Creio que o liberalismo pode vingar se, para tanto, os liberais aspirantes a governar preceberem muito bem que os portugueses não vai à bola com discursos e praticas mais radicais.

    Dir-se-à que não se pode prostituir as ideias pela conveniência ou pela tática.

    Cá para mim trata-se apenas dum caminho que é necessário trilhar para um desiderato maior a prazo.

    Se o liberalismo aspira a ser força política, e portanto poder governativo, tem de saber usar os meios adequados para atingir os fins.

    O pragmatismo pode ser um excelente recurso.

    Por exemplo, ele há dois sectores onde o estado intervém que os privados podem substituir. A educação e a saúde. Mas será que fazê-lo beneficia o interesse individual e colectivo neste momento preciso?

    A resposta dum liberal pragmático não deve ser afirmativa. O liberal pragmático facilmente chega à conclusão que no sector da educação todos sairiam a ganhar se a mesma fosse inteiramente privatizada (mantendo a universalidade). Mas também chega à conclusão que em Portugal, nas actuais circunstâncias, privatizar o sector da saúde não traria benefícios financeiros à população.

    Para tanto basta fazer contas.

    A despesa do estado em educação per capita é superior aquilo que cada aluno poderia pagar em propinas num Colégio privado… logo o povo sairia beneficiado se o estado lhes desse um cheque ensino e o estado podia baixar a despesa com educação. Benefício mutuo.

    Porem, a despesa do estado em saúde per capita é inferior aquilo que cada doente gastaria numa clinica privada… logo é preferível manter um sistema mais barato do que propor outro mais liberal que oneraria mais o pessoal.

    O liberalismo pragmático por oposição ao liberalismo programático.

    De resto, o Mario Soares percebeu bem essa ideia e pô-la em pratica com bastante sucesso. Engavetou o socialismo porque precisou de ser pragmático.

    O grande erro, alias, de Marcello Caetano foi ter detectado a necessidade de sair do mundo programático e bolorento de Salazar, abrindo Portugal à democracia e liberdade, e não ter conseguido sair dele quando pôde. Não conseguiu ser pragmático ou não teve tomates suficientemente maduros para se libertar dos poderes das elites (militares e econômicas) que subjagavam o desenvolvimento do país.

    Rb

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  13. 14 Julho, 2018 11:26

    No meu caso é mesmo pessoal. Não pessoal contra “eles”, pessoal contra mim. Apoiar coisas dessas seria contrariar tudo que me define. Mais depressa saio do sofá para ir votar sem remorsos no Costa.

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    • 14 Julho, 2018 11:43

      eheheh

      Pode crer.

      Mas como é que uma anormalidade destas mal-traduzida consegue chegar a partido?

      Eles já estão legalizados como partido?

      Esta treta passou-me completamente ao lado.

      Quando foi da marchinha do 25 de Abril até pensei que era mais um negócio do Tavares

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      • 14 Julho, 2018 11:51

        Estão legalizados e já têm dissidência que afirma já também possuir 4000 assinaturas (procure D21 e Sofia Afonso Ferreira, que dá para rir ou para deprimir, consoante a pessoa).

        Tudo que seja marcha, lá estão. Marcha de 25 de Abril, marcha de orgulho gay… ao menos percebem que é tudo a mesma coisa.

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      • 14 Julho, 2018 12:02

        Legalizados e com dissidência

        AHAHAHAHA

        É como as seitas marxistas-leninistas-maoístas do 25 de Abril

        Quem é essa Sofia?

        Vou espreitar.
        Vi por lá umas miúdas de apelidos estrangeiros com as fotografias dos cãezinhos. Devem ser vegan.

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    • 14 Julho, 2018 11:46

      Libertários do libertarian- nem liberals nem conservatices? e ganzados a levar no cu para depois entanasiarem os velhos?

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      • 14 Julho, 2018 11:55

        Eu resumo o programa: todas as causas do Bloco, federação europeia e menos impostos (giríssimo: africanos entram em palettes mas sem impostos, para competirem num mercado livre de emprego). Rui Tavares, mas sem o Rui Tavares.

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      • 14 Julho, 2018 11:59

        Sim- não querem pagar impostos o que não é nada original, pois apenas 25% dos pindéricos da classe média ainda os pagam.

        Mas são federalistas AHAHAHAHA

        Querem a descentralização da proibição das touradas
        “:O))))))))))))))))

        Eu não disse- Miguel Madeira a comandar.

        Sou bruxa.

        É Rui Tavares sem o Rui Tavares, em versão morcona de okup@s anark@s escardalhos com faro para tacho.

        E há-de ser tão patrocinado pelos mesmos de sempre como os okup@s à Guy Fawkes.

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      • 14 Julho, 2018 12:00

        Também tem acampamento de Verão do BE.
        Um até disse logo que se desse em desobediência civil para contarem com ele

        Aposto que o Boaventura já observa…

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      • 14 Julho, 2018 12:01

        O Tavares e não só do Livre estão desde há algum tempo sentados à porta da Maçonaria “socialista”. Já espreitaram o “interior”, gostaram.

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      • 14 Julho, 2018 12:10

        Diz bem, mister. O José do Portadaloja também desconfiou de quem patrocina o Tavares e hão-de ser os aventais.

        O Soros vai logo mais alto. Aposta no BE que depois arregimenta por cisão estas variantes para parecerem muitos e mais novidade.

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      • 14 Julho, 2018 17:15

        Parece-me haver aqui uma grande confusão entre o Partido Libertário e a Iniciativa Liberal – pelo que vejo a zazie está a dizer mal do PL e o vitorcunha da IL e falam como se estivessem a falar da mesma coisa (Z – “eles defendem isto”, VC – “e também defendem isto”).

        Eu ia dizer que continuo no BE e não dirijo nem a IL, nem a D21 nem o PL (uma dúvida – não era para ter havido também um Partido Libertário Português, rival do Partido Libertário? ou desistiram?) e que a zazie estava a sobrevalorizar-me, mas vejo que realmente já me tornei um dos maitre à penser do PL.

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      • 14 Julho, 2018 18:01

        Miguel Madeira- eu limitei-me a seguir o link e dei com o comité central dessa coisa (o que quer que seja) que funciona no facebook.

        O CGP chama-lhe liberal mas no link do pensamento teórico que nunca ninguém leu e Portugal vai ter para governar, vem libertário. Vai dar ao mesmo e v. anda entusiasmado, pois. De outro modo não aparecia logo mais o tolinho do lavoura que é para parecer que são os dois tolos.

        Também percebi que a teoria são esses comentários e não o sobrevalorizei- v. papa-os a todos e eles nem dão por isso.

        ehehehe

        Os anjinhos

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      • 14 Julho, 2018 18:28

        Essa rivalidade entre o Partido Liberal e o Partido Liberal e a iniciativa libertária e iniciativa liberal, deve ser mesmo do género das seitas marxistas leninistas anteriores ao 25 de Abril e que depois se juntaram na UDP

        Uma vez, um grupo marxista-leninista (acho que tinham 3 membros- 2 do comité central e uma para a agitação das massas) distribuiu um panfleto pelas cantinas universitárias a alertar as massas para não confundirem os genuínos com a imitação. Os genuínos explicavam que eram eles, a imitação distinguia-se por usar outro tipo de letra

        A sério, parece anedota mas até tive o panfle guardado durante muito tempo.

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      • 14 Julho, 2018 18:52

        Ok. Segui o link dos porreiros que o CGP deixou mas afinal os outros são mais twitter e, em vez de se reunirem em manifs gay no Porto, preferem “engautes” no jardim de Oeiras

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  14. 14 Julho, 2018 11:55

    Ó CGPinto, nada tenho contra si ou contra o que Vc. e outros pensam, dizem e escrevem. Defendo a liberdade de todos se expressarem desde que não lixem a…liberdade. Porque Vc. não a lixa, respeito-o.
    O que tenho colocado no Blas é mais ironia do que opinião sobre o que pretende, porque este não é o local para dar-lhe “ópera”, somente 1% (irónico) do libreto.

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  15. 14 Julho, 2018 12:07

    Essa Sofia é uma da Democracia 21?
    Isso parece variante da outra por onde começou o BE.

    Sei lá- garotada charrada e financiada para a brincadeira.

    Mas agora fiquei curiosa com outro detalhe.

    Eu percebi que o CGP fez uns posts imbecis, sendo que os primeiros com a côncia até eram para se tomar a sério e como elogio ao auto-elogio da pascácia por ter sido paga sem ter feito nada.

    Mas depois ele botou aqui uma palermice de marcha gay- dizendo o Porto é Gay e ainda tomei por ironia.

    Como assim? O CGP está a gozar com o que eles fazem e faz parte daquilo e até convida os blasfemos para se juntarem?

    Está a gozar ou até a imbecilidade gay já faz parte da neotolice a que aderiu?

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  16. 14 Julho, 2018 12:15

    Pena, muita, continuo a ter por o Francisco Sá Carneiro ter morrido em 1980… Fez imensa falta a este país.
    Lamento também por o PPCoelho ter sido RETIRADO como PM por um usurpador imbecil.

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    • 14 Julho, 2018 12:19

      Pode crer. Disse tudo.

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      • 14 Julho, 2018 12:43

        Toda a gente atenta à política tuga (os propositadamente desinteressados são só números, alegretes que sofrem, pagam e não bufam) sabe que o desaparecimento do FSCarneiro foi desde então e em todos os momentos eleitorais um extraordinário benefício para o P”S” e não só.
        Por outro motivo (e golpada) o retiro forçado do PPCoelho mais a presença do interesseiro RRio na presidência do PSD e os afectos da libelinha MCThomaz vão proporcionar caminho livre para o imbecil AC-DC angariar mais simpatias e votos.

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  17. 14 Julho, 2018 12:19

    Ah! a Sofia Ferreira é a tal fufa feminista da peixeirada com a teletubbie quando as convidaram para uma qualquer hayekiana

    A teletubbie só marcha de limousine branca com chofer.

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  18. 14 Julho, 2018 12:28

    Vai valer tudo, mesmo tudo, para o P”S” manter-se no poder (e nos bastidores da justiça, pois claro) a partir de 2019. Já estão a formatar nos perturbados cerebelos da populaça-NADA mais um momento “nacional-socialista” relevado por carpideiras na comunicação social para atrair votos, com a possibilidade de o MSoares ser depositado “já” no Panteão — com a conivência do RRio.
    Aliás, vai ser aprovada uma lei (este PSD acha bem) para colocar “lá” qualquer ex-PR após dois anos de ter morrido. Nem dá tempo suficiente para avaliar o seu legado político e cívico…

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    • Mário Fernandes permalink
      14 Julho, 2018 12:57

      Mas vou-me fartar de rir de ver Mário Soares ao lado de Cavaco. E espero que não sejam cenotáfios. Que estejam lá os cacos deles: juntos para sempre…

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      • 14 Julho, 2018 18:58

        Vão ocorrer no Panteão, com esses e outros PR’s, lutas com consequências inimagináveis mas também divertidas: Spínola vs Costa Gomes vs Spínola; Eanes vs Soares vs Eanes; Soares rasteirando Sampaio e este respondendo “és sempre o mesmo !”; Cavaco ajustando contas com Soares e vice-versa; Marcelo fazendo festinhas ao Costa e este engraxando-lhe novamente os sapatos, etc., etc.

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  19. 14 Julho, 2018 12:52

    Ontem, muito me ri e simultaneamente mandei bugiar o AC-DC por ser idiota útil ao dizer que o Juncker não estava com uma bebedeira monstruosa mas sim com dor ciática… Estes gajos não têm pingo de vergonha nem respeito por quem os ouve.
    Se eu me embebedar, cambalear e for amparado ou não, já tenho desculpa para dar a quem presenciar: dor ciática.

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  20. Duarte de Aviz permalink
    14 Julho, 2018 18:51

    “50% de liberalismo” é menos mau que 0%.
    A única solução para parar a caminhada para o abismo é tomar o PSD (ou parte dele), organizar a fusão com o CDS e formar um bloco que pode ganhar maioria absoluta.
    Todas as outras opções, nos tempos mais próximos, não passam de lirismo

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  21. Carlos Santos permalink
    15 Julho, 2018 01:06

    Marx escreveu a bíblia, e depois da sua morte Engels era o interprete autorizado; quando morreu Engels perderam o papa e o marxismo estilhaçou-se em mil bocados, tal como aconteceu aos protestantes depois de ficarem sem papa.
    Alguns economistas respeitáveis escreveram teses económicas que alguns espíritos fracos leram como sendo a chave para todos os problemas económicos, sociais, morais e técnicos da humanidade; um fascínio de maravilhamento infantil. Já vi físicos a dizerem que a física é a solução para todos os problemas da humanidade, já vi militares a dizer que a forma de organização dos militares é que resolveria tudo, já vi juristas a dizer que são eles quem tem a chave; etc. Sempre a mesma infantilidade de pensar que a técnica que passaram uns anos a estudar é a solução global para tudo e todos.
    Uma destas correntes ridículas é o liberalismo de alguns balsfemos e alguns insurgentes, algumas ideias económicas de alguns pensadores respeitáveis transformadas em solução para tudo e mais alguma coisa. E no meio de todos Rui Albuquerque tentando assumir o papel de papa, o homem que decide se os outros liberais estão a fazer a interpretaçao autentica da biblia liberal, e atacando os “hereges” com a fúria de Torquemada.
    Se dar a máxima liberdade para as pessoas desenvolverem o seu potencial criativo é algo bom para as pessoas e para a economia, já é uma estupidez tratar uma pessoa não de acordo com o protocolo médico para aquela doença, mas dando à pessoa a liberdade para ela se tratar a si própria, livremente, de acordo com a sua criatividade própria. E quem diz medicina, diz arquitetar uma casa, defender-se a si própria em tribunal, arranjar o motor do carro, etc.
    Para algumas pessoas esta diferença é demasiado subtil pelo que embarcam numa tolaria destravada de achar que von Mises não só escreveu sobre economia (bem), mas do mesmo passo resolveu todos os problemas políticos e morais (basta deixar cada pessoa fazer o que lhe apetece e ninguém tem nada a ver com isso, no caso da pessoa não colidir com terceiros, claro está). E naturalmente as pessoas começam por ser liberais e acabam libertários, tal como uns palermas começam por defender o aborto em caso de violação e má-formação, para acabarem a defender em qualquer caso “desde que a mãe queira”. É impossível defender a primeira posição sem cair na segunda. Tal como era impossível defender o casamento gay e não permitir a adoção gay. Tal como é impossível permitir o aborto e não permitir a eutanásia. Como dizem os americanos, o camelo é um só: depois de deixar que ele meta o nariz dentro de casa, é impossível que o corpo não vá atrás.
    Agora os liberais andam convencidos que as ideias liberais têm dificuldade em entrar em Portugal porque são importações diretas de ideias estrangeiras e por isso, por não serem adaptadas ao paladar dos portugueses, nunca chegam a vingar. Que ideia mais ridícula. 99.99% das ideias sobre medicina [matemática, física, gestão, engenharia, microeconomia, etc] vêm de fora, e funcionam bem aqui. O problema é tentar convencer os portugueses que uma ideia estúpida como seja aplicar von Mises a áreas para as quais as ideias não foram pensadas, é uma ideia boa. É como tentar usar direito para tratar pessoas; ou usar medicina para construir pontes; ou usar música para fazer o orçamento do estado português.
    von Mises et al são muito bons para organizar a economia, para manter impostos baixos a e criatividade da economia em alta. E para mais nada. Quem quiser falar de ética deve estudar as partes respetivas da Summa Theologica, não deve tentar criar uma teoria da moral e do mercado. Quem quiser estudar matemática nem deve ler a Summa nem Adam Smith: deve ler Apostol. Etc.
    Chesterton disse que se lançou ao mar para ser um descobridor e pomposamente descobriu a Inglaterra. Scott Hahn sabia imenso, verdadeiramente achava que sabia tudo. Só que um dia também descobriu a Inglaterra: uma imenso manancial de conhecimento que imensas pessoas conheciam há séculos, mas que ele nem suspeitava que existia.
    Muitos dos problemas que os bem intencionados liberais não conseguem resolver, afinal já estão resolvidos há imensos anos; algumas ideias que eles apenas pressentem, afinal já estão claramente escritas. Foi tudo isso que Arroja descobriu e por isso diz: finalmente percebi que andei enganado anos e anos; o socialismo está errado, e o liberalismo -embora com mais partes verdadeiras- é também essencialmente errado. O socialismo é filhos do luteranismo e o liberalismo é filho do calvinismo. Duas ideias essencialmente erradas que originaram duas cosmogonias essencialmente erradas.
    Infelizmente os filhos do Pedro Arroja, em vez de descobrirem a Inglaterra de vez, continuam euforicamente a considerar que são descobridores, pioneiros, orgulhosos exploradores do mar “virgem” ao largo da Biscaia.
    Não há nada a fazer… 😦

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    • 15 Julho, 2018 08:20

      Pois é isso mesmo

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      • Carlos Santos permalink
        15 Julho, 2018 10:34

        Na minha opinião os melhores comentários da blogosfera portuguesa são assinados por zazie. Obrigado pelas suas intervenções.

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  22. Aónio Lourenço permalink
    15 Julho, 2018 09:54

    Repare-se, como afirmava Medina Carreira, que o maior partido em Portugal é o partido do estado. 2/3 da população portuguesa recebe do estado e 2/3 da despesa pública está em salários, pensões e prestações sociais. Nestas condições o liberalismo clássico é uma impossibilidade e diz a prática que medidas liberais são apenas implementadas perante a falência do estado, o que é perverso pois cria na opinião pública uma aversão ainda maior ao liberalismo. Julgo que o futuro passa por um social liberalismo usado hoje em dia nos países nórdicos. Ao contrário do que se julga, no centro e norte de Europa há mais social-liberalismo do que social-democracia. Aqui na Holanda 2/3 das escolas da rede pública, são privadas, funciona tudo por seguros de saúde (quem não tem dinheiro, há um fundo de garantia que paga o seguro, ao contrário do EUA onde não funciona um liberalismo social) e até são privados que regulam o trânsito. E a quantidade de vida na Holanda é incomensuravelmente maior do que em Portugal. E eu, como Português formatado anti liberal, mudei radicalmente de opinião ao vir para a Holanda.

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