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Processo de domesticação em curso

15 Julho, 2018

Degradam as cidades. Roubam-lhes a identidade. Chocam os hábitos dos habitantes. Causam ruído. Não respeitam os costumes. Sujam as ruas. Afastam os residentes tradicionais. Estão por toda a parte. Falam  outras línguas. Há sítios em que já são mais que os nacionais. Há que controlá-los. Fazer recolhas especiais de lixo nos locais que frequentam. Impor limites à sua vinda…

A partir de agora tem o leitor duas possibilidades: ou escolhe que estamos a falar de turistas por exemplo em Lisboa ou Barcelona ou de refugiados/migrantes em Calais (França) ou Castel Volturno, Itália.

Este duplo critério na hora de falar de turistas ou de refugiados/emigrantes é uma das contradições em que assenta o labirinto de autorizados e interditos graças ao qual a esquerda, independentemente do seu número de votos, controla as sociedades ocidentais pois no dia em que o centro e os seus políticos passaram a acreditar que a economia lhes bastava como programa político ficámos entregues ideologicamente a uma gente que não mudou nem evoluiu nos últimos cem anos e que usa o activismo das minorias com a mesma destreza com que num passado recente usou Marx.

 

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15 comentários leave one →
  1. Mario Figueiredo permalink
    15 Julho, 2018 13:43

    Um dos melhores textos de sempre da HM. E sem dúvida um texto de referência para quem sinta a necessidade de entender e desconstruir a narrativa social-marxista.

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  2. 15 Julho, 2018 14:10

    Muito bem. E no jornal que é para contrariar os encobridores mediáticos

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  3. LTR permalink
    15 Julho, 2018 14:30

    Boa parte da malta que raciocina assim é a mesma que depois vai enxamear Paris, Londres ou Barcelona, e se puderem roubar até vão viver para lá como o sócrates. Deleitam-se com a preferência das Maddonas por Lisboa, fazem-se de distraídos com os favores autárquicos para estacionamento (se forem favores de esquerda), e dizem mal do resto. Odeiam o lucro do alojamento local, inventam problemas para justificar leis, mas calam-se com os problemas causados por estudantes em apartamentos, que já não necessitam de regulação nem de vizinhos que em maioria ditem a sua saída. Cobram por maior exposição solar (um dos maiores barretes e roubos ilegais de que há memória) e fazem-se de igorantes perante populações que perto de indústrias, aeroportos ou refinarias nem dormir ou estender a roupa podem, ou que respiram químicos altamente nocivos à saúde, sem qualquer abate ao mesmo IMI.

    Esta forma e esta teia de putedo intelectual desbragado é cada vez mais transversal, profunda e central, e faz-se acompanhar de um desprezo cada vez maior e mais descarado por todos aqueles que não fazem parte do sistema.

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  4. Juromenha permalink
    15 Julho, 2018 14:52

    Contolam os “merdia”, sobretudo o televisivo ( o gado eleitoral tende, cada vez mais, ao analfabetismo funcional…excepção feita aos “desportivos”…).
    Basta olhar para a primeiríssima medida tomada pelo ZP2 ao trepar a Moncloa…

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    • 15 Julho, 2018 17:21

      Certamente na tentativa de emprestar alguma gravitas à patética leveza do assunto – a transferência de um jogador de futebol para um clube propriedade da Fiat -, um jornal italiano fez uso de um parangonico “Fiat Lux”.
      Na “revista de imprensa” que um “repórter” da RTP fez a propósito do mesmo não-assunto, certamente a mando de algum “chefe”, o titulo foi entusiasticamente traduzido por “fiat de luxo”.

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  5. Juromenha permalink
    15 Julho, 2018 14:53

    “Controlam”.
    Mea clpa.

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  6. Carlos Santos permalink
    15 Julho, 2018 14:57

    Uma obra prima!

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  7. LTR permalink
    15 Julho, 2018 14:59

    Outro exemplo, o dos submarinos gutérricos que depois não serviam para nada, ou que se calhar não interessavam era aos países vermelhos e amigos que lhes comandam a mente:

    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/defesa/detalhe/a-noite-chega-com-um-click-ao-submarino-arpao-que-mergulha-aos-300-metros?ref=HP_DestaquesPrincipais

    Agora encontram-se para uma reunião com o Mr.Trump e passadas duas horas já estão na TV a prometer 2% do PIB em defesa por efeito das exigências, ao mesmo tempo que nem dinheiro ou manutenção para câmaras de filmar há em volta de um paiol.

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  8. António Maria permalink
    15 Julho, 2018 15:12

    Excelente artigo.
    Muita falta faz uma informação isenta a denunciar que o “rei vai nu”, sobretudo televisiva,
    já que jornais como o Observador, infelizmente, ainda não chega toda a população.

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  9. Procópio permalink
    15 Julho, 2018 15:49

    A domesticação tem em Martin Selmayr a sua referência principal.

    https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ_FzgWf_wS8N-K5DMHXvbfrdWersUQDp6NCkIqJ1mX5P63dvM6ig

    Trata-se de um alemão de 47 anos, chefe de gabinete a Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Européia. Com este os ingleses não vão em ciáticas. Aplicam-lhe o adjectivo bibulous (excessively fond of drinking alcohol).

    O Rasputin do Berlaymont (a sede da comissão em Bruxelas) também enfrasca, mas como é mais novo aguenta e cumpre suas funções com desenvoltura, servindo como cérebro de política, executor-chefe e microgerenciador da máquina da UE.
    A marca da sua ascendência são os SS por parte do avô, tal como o pai do Juncker. Coincidências. Recentemente foi nomeado secretário-geral da comissão. Mesmo depois do mandato de Juncker expirar em outubro continuará no seu posto.
    O sr. Selmayr conseguiu sua promoção em duas etapas: primeiro ultrapassou um “rival” (seu substituto, que prontamente retirou sua inscrição). No colégio de 27 comissários em 21 de fevereiro surpreendentemente, ninguém se opôs. Uma hora depois, o próprio Sr. Juncker fez uma aparição rara na sala de imprensa da comissão, elogiando as qualidades do homem que projetou sua ascensão à presidência em 2014. O golpe foi completo.
    Este é o tipo de comando que domestica os rafeiros, em bicos de patas quando vão ao estrangeiro. Babosos perante os merdia nacionais, os outros nem sequer aparecem, fingem ignorar sobre o facto de a sua existência se ter tornado dispensável.
    Longe vão os tempos. Regojizem-se, o personagem central continuará a marcar.

    E muito menos os abraços. Porquê, porquê, meu Deus tanta ingratidão?

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  10. 15 Julho, 2018 16:07

    Discordo da HMatos quando conclui que a esquerda não evoluíu. Por exemplo certa esquerda, para eliminar adversários internos, já não usa picareta.

    Não me oponho à presença de estrangeiros, quer em visita ou à escolha de Lisboa, Porto, Algarve ou outro local para viverem. Alguns são indesejáveis, uma minoria. Compete às autoridades saber quem entra (imigrantes incluídos) e quando saem, como se comportam e se houver caso para vigilância policial e expulsão, bye bye e não voltem.
    Trazem e deixam dinheiro, serão raríssimos os que dizem mal do país, vivificam doutro modo, estabelecem e mantêm contactos, recomendam-nos.
    Lembro-me muito bem o que era Lisboa e Porto não há muitos anos atrás, pouco mais do que um marasmo. A hotelaria evoluíu e diversificou-se, o comercio melhorou e lucra, as praias têm outras condições, algumas zonas “do interior” compreenderam, adaptaram e embelezaram zonas até então “esquecidas”, etc., etc.
    Hoje, qualquer grande ou média-grande cidade (caso de Lisboa) não deve rejeitar entrada de estrangeiros. A HMatos entenderá se quiser, que muitos acontecimentos internacionais trazem também profissionais (alguns poderosos) ao país. E muita juventude, educada, culta. Talvez umas saídas da HM para “estudar” a malta jovem, a fizesse entendê-la doutro modo. Por exemplo ontem no NOS Alive, foi um regalo constatar o ambiente. Actualmente, os jovens (incluindo portugueses) não são, rejeitariam ser os mesmos dos anos 1970, 80 e mesmo 90…
    Lisboa até tem o que outras capitais europeias desejariam, excelentes praias a poucos quilómetros. Que cidade desprezaria e não se projectaria utilizando isso ? Mais a sua extraordinária luz, afabilidade, monumentos, etc., etc ?
    É tão bom não nos sentirmos “orgulhosamente sós”…

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    • António Queirós permalink
      15 Julho, 2018 18:19

      se foi ironia, foi deliciosa,,,, ” Por exemplo ontem no NOS Alive, foi um regalo constatar o ambiente. Actualmente, os jovens (incluindo portugueses) não são, rejeitariam ser os mesmos dos anos 1970, 80 e mesmo 90…”, se não gostava de ter os seus olhos. 🙂

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  11. 15 Julho, 2018 20:55

    excelente texto. no entanto, há outro paradoxo que os liberais nunca mencionam: que é o de que todas as causas do “marxismo cultural” são avançadas tanto pelos activistas, mas com o apoio de quem? das grandes corporações, do liberalismo económico. basta ver as magníficas manifestações dos bancos nas pride parades, ou os anúncios das grandes marcas a favor da miscegenação. e agora, Liberais?

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  12. The Mole permalink
    16 Julho, 2018 11:49

    “Degradam as cidades. Roubam-lhes a identidade. Chocam os hábitos dos habitantes. Causam ruído. Não respeitam os costumes. Sujam as ruas. Afastam os residentes tradicionais. Estão por toda a parte.” – Boa descrição da esquerda “radical” (há outra?)…

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  13. José Ramos permalink
    16 Julho, 2018 15:33

    Helena, incisiva como um bisturi.

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