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o “fardo do homem branco” já não é o que era

15 Outubro, 2018
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1 JnINSEuLOjrZ6ZnWkumbAA@2xTenho lido toneladas de artigos publicados em Portugal e ouvido inúmeras opiniões sobre o resultado da primeira volta das eleições brasileiras, e o que será a provável vitória de Bolsonaro na segunda. Em nenhuma delas vi uma tentativa útil e séria de procurar as razões que levaram a que um político menor, completamente desbocado, que anda no activo há vinte e sete anos tenha obtido 50 milhões, repito, 50 milhões de votos na primeira volta das eleições.

Uma eleição onde ele não foi um último recurso, porque nela figuraram treze candidatos. Desses, muitos são de direita ou do centro-direita e são pessoas com competência política demonstrada, como o Senador Álvaro Dias, o Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meireles. Por mim, se fosse brasileiro, Alckmin teria o meu voto: é razoavelmente honesto (até hoje, só se viu envolvido em suspeições de financiamento partidário ilegal, o que é o “pai-nosso de cada dia” no Brasil) e foi um excelente gestor público em todos os cargos que exerceu ao longo da sua longa vida política. Todavia, no Estado de São Paulo, que Alckmin governou durante muitos anos, Bolsonaro teve 53% dos votos, enquanto Geraldo obteve uns humilhantes 9,53%.

A intelligentsia portuguesa, de forma displicente e sobranceira, como quem vai ensinar aos brasileiros o que eles devem fazer, inventa todo o tipo de teorias e não vê o óbvio. Ou melhor, isto é, ou pior, faz de conta que não o vê. Ainda há dois dias, na noite televisiva de um canal qualquer, um fulano que andou, por décadas, a rabiscar nos jornais conseguiu dizer esta coisa absolutamente patética, sem se rir: «os brasileiros vão eleger o Bolsonaro sem sequer lhe conhecerem as ideias, porque ele se está a furtar aos debates com o Haddad». Ora, se há coisa que os brasileiros conhecem bem sãos as “ideias” de Bolsonaro, por sinal muito simples de entender, porque ele as proclama aos sete ventos, há muitas décadas. Outros “inteligentes” afirmam que o povo brasileiro votou sem maturidade, que está a ser enganado, e que não tem discernimento para eleger quem merece. Bom, então chegaremos exactamente ao mesmo resultado do que acusam que Bolsonaro pretende: o povo não está preparado para a democracia, logo, tirem-lha!

Não vale a pena procurarmos dar lições de superioridade democrática a pessoas e a países onde não vivemos. No caso do Brasil, as coisas chegaram a um ponto tal, graças à corrupção generalizada que o PT praticou e permitiu durante 13 anos consecutivos e à violência desenfreada que por lá se vive, que quase metade dos eleitores brasileiros disseram o que as boas consciência indígenas se recusam a perceber: querem um regime musculado, que trate a violência com violência e a corrupção com intransigência. Foi exactamente isso que disseram na primeira volta das eleições e que repetirão, provavelmente de modo ainda mais enfático, na segunda. Vai ser bom? Vai ser mau? A ver vamos. Mas, em qualquer cenário, fica-nos mal tratar os brasileiros com a mesma sobranceria que o antigo colono europeu utilizava em África para tomar conta de uns “pobres infelizes” que não se sabiam governar.

Em 2017 foram mortos, em homicídios violentos e voluntários, 63 mil brasileiros. Mais de 15% de todos os homicídios registados no mundo durante esse período. Enquanto isso, a classe política dirigente banqueteava-se com os impostos do povo e as riquezas do país, e saía diariamente nas primeiras páginas dos jornais com contas cheias de dólares na Suíça. Não é necessário ser um génio para compreender o que se está a passar no Brasil.

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22 comentários leave one →
  1. Mario Figueiredo permalink
    15 Outubro, 2018 01:45

    Por terras do pai do Brasil, culpa-se a consequência e acusa-se a vitima pelo estado em a que chegou da nação brasileira. Já as verdadeiras causas e os seus culpados, esses ficam bem protegidos por detrás do manto da narrativa socialista Portuguesa.

    Mas, o Brasil ultimamente tem vindo a dar algumas lições de democracia a Portugal. Primeiro foi a grande lição de estado de direito, quando se atreveu a investigar, acusar, julgar e condenar dezenas de culpados por corrupção incluindo lideres partidários e donos de grandes empresas, em tempo útil, enquanto nós ainda nem sabemos se vão a julgamento. E agora com estas eleições, demonstra como sabe usar a democracia para castigar quem lhes governa mal.

    E é assim que decidiu contratar um monstro para derrotar o demónio. Um “coiso” para matar o “bicho”. Bem hajam os brasileiros.

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  2. Perigoso Neoliberal permalink
    15 Outubro, 2018 08:03

    Tenho acompanhado o que se diz aí no retângulo sobre as eleições brasileiras através de blogues como este, posts no Facebook em páginas de liberais e o podcast do Governo Sombra.
    A quantidade de asneiras e enormidades que leio e ouço só não me surpreende porque sei que a informação que aí chega é filtrada por meios de comunicação social formatados por décadas de lavagem cerebral canhota, tanto aqui no Brasil como aí. Mesmo assim, agora temos internet, não custa assim tanto diversificar as fontes e evitar repetir as mesmas palermices.

    Demonizar o adversário é tática padrão na esquerda. Já devíamos estar vacinados e não dar de barato que um tipo seja a mais recente encarnação do Hitler ou do Mussolini ou o chefe da delegação local do KKK só porque isso aparece nos jornais ou na tv.

    O Bolsonaro é um “básico”? É. Não tem conhecimento técnico em muitas áreas e não tem nem a vontade nem o dom da palavra necessários para o esconder.
    Já se arrependeu e se retratou de muita asneira que disse no passado? Já, mas isso contradiz a narrativa vigente, então interessa ignorar ou desvalorizar.
    Muito do que ele disse foi (e continua a ser) retirado do contexto para o atacar? É óbvio.

    É o único candidato que não ignora o elefante na sala (Segurança Pública) e é o que melhor encarnou o sentimento anti-PT e anti-corrupção que se percebe no país há vários anos. É por isso que tem a popularidade que tem.
    Dizer que é de extrema direita é mais um resultado da lavagem cerebral a que fomos sujeitos (portugueses e brasileiros). Nos EUA ele seria um típico republicano com discurso “hard on crime”. Aqui ou na Europa é um perigoso extremista porque estamos habituados a um espectro político coxo, que vai do centro à extrema esquerda.
    E o que dizer do rótulo de fascista? Quem se opõe à esquerda leva com ele. Virou moda. Além de ser ridículo já não significa nada.

    Sobre os outros candidatos, o único que também se pode considerar de direita é o João Amoêdo do Partido Novo, o único assumidamente liberal. Votaria nele se duas condições se verificassem: eu ter direito de voto e as taxas de criminalidade locais serem parecidas com as da Suíça ou da Noruega.
    Os restantes dividem-se entre centro, esquerda, extrema-esquerda e folclórico-irrelevantes:

    Sobre o Alckmin, a alcunha que lhe deram (e não é de agora) descreve-o bem. Picolé de chuchu. Para quem não está familiarizado com os termos, “picolé” é gelado e “chuchu” é um vegetal que não sabe a nada. É um tipo que domina a arte de falar muito sem dizer coisa nenhuma, nunca toma posições firmes, adora ficar como o Humpty Dumpty, em cima do muro. E o pessoal cansou-se disso.
    Espaço para espalhar a sua mensagem (caso a tivesse) não lhe faltou. Aqui o tempo de propaganda no rádio e tv não é igual para todos. O partido dele (PSDB) aliou-se a uma série de partidos do chamado “centrão” (outro erro crasso, aliar-se a gente conhecida por ter um único interesse, o próprio bolso) e por isso tinha, de longe, o maior tempo de rádio e tv, mais de 5 minutos diários (o Bolsonaro tinha 8 segundos). Utilizou-os para atacar principalmente o Bolsonaro com as distorções do costume sobre machismo, racismo, etc., deixando para segundo plano o ataque ao PT.
    Gestor magnífico? Se o compararmos com os últimos governadores do Rio de Janeiro, concordo. Porque como governador não é mais do que mediano. Eu moro em São Paulo, convivo com a sua “obra” (e a falta dela). Mereceu os menos de 5% que teve.

    O Meireles é outro que não aquece nem arrefece. Candidato do MDB, o maior e mais antigo dos partidos do centrão, que se alia a quem estiver na mó de cima. Ter sido um bom presidente do Banco Central e recentemente ter sido um ministro das finanças razoavelzinho no pós-inpeachment eram as bandeiras eleitorais. Mais nada.

    O Álvaro Dias parecia um disco rachado. Qualquer coisa que lhe perguntassem conseguia enfiar “lava-jato” na resposta. Desemprego? Lava-jato. Saúde? Lava-jato. Economia? Lava-jato. Mau hálito? Lava-jato.

    A Marina Silva é uma versão delicodoce da esquerda ambientalista que aparece de 4 em 4 anos para dizer que tudo se resolve com diálogo e sustentabilidade. Eu já não tinha paciência para a ouvir e só estou aqui há 4 anos, imagino os brasileiros que convivem com ela há décadas. Murchou como uma flor sem água e isso não foi surpresa para ninguém.

    O Ciro Gomes é o que se obtém quando um típico herdeiro do coronelismo do nordeste, com pavio curto, vai estudar para Harvard: um “córóné” bem falante. As ideias são a mesma esquerdice desenvolvimentista, mas servida numa linguagem mais polida. Sugiro uma pesquisa no YouTube para verem as agressões verbais e físicas a quem se atrevia a contrariar sua excelência. Alguém no último Governo Sombra dizia que era o candidato que lhe parecia mais preparado para governar. Não pude conter as gargalhadas.

    Sobre o PT, basta ler o programa de governo para ver em que direção vai o país se eles ganharem. Está lá o controlo social de todos os poderes, o controlo dos “media”, a expansão do papel e do poder do estado, a criação de condições para uma nova constituição (nesta última, já fizeram um recuo estratégico devido ao barulho que se levantou). Enfim, a continuação do projeto totalitário de poder que foi interrompido com o impeachment da “presidenta” e a prisão do Capo.

    A maior crítica que faço ao Bolsonaro é o facto de ser um “convertido” recente aos benefícios do liberalismo económico que não parece tão convertido assim. O futuro ministro da economia é da escola de Chicago, mas falta saber se vai ter o apoio do presidente quando for preciso tomar as medidas necessariamente duras que terão de ser tomadas. Eu tenho muitas dúvidas.

    Além disso, há o congresso e o senado, sem os quais nada se faz. Apesar de ambas as câmaras terem levado uma vassourada, a esquerda ainda tem uma bancada significativa e ainda há muita gente cujo objetivo é manter tudo como está. E isso será um dos grandes obstáculos que o próximo presidente terá de enfrentar.

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    • Carlos Gonçalves permalink
      15 Outubro, 2018 12:16

      Agradeço-lhe muito esta magnífica sintese da realidade política brasileira. Muito agradável de ler, além disso, com ” coroné” de Harvard e picolé de chuchu… E tudo.
      Ler esta elegante e compreensiva síntese da política brasileira – de que os meios de comunicação tradicionais se revelaram completamente incapazes – na caixa de comentários de um blog… dá que pensar.

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    • André Silva permalink
      15 Outubro, 2018 16:39

      O melhor artigo de todos os que li sobre este tema. Sem mais.

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    • 15 Outubro, 2018 22:59

      Excelente comentário !

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    • maria permalink
      26 Outubro, 2018 15:13

      Excelente comentário. Eis um comentador que embora não vivendo cá, sabe o que se passa lá e foi muito esclarecedor em tudo quanto escreveu. E disse/escreveu o necessário. Concordo com pràticamente tudo. Muitos parabéns.

      Nota: não me permito citar nomes de pessoas e do país em causa, caso contrário eliminam o comentário. E não me estou a referir a um dos autores do blogo, òbviamente. Só estes têm autorização da polícia dos costumes para escrever e citar nomes de pessoas e do país em causa sem serem incomodados. Fui clara?

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  3. Rui Silva permalink
    15 Outubro, 2018 08:55

    Caro Rui A.

    Caso você chegasse “às massas” e constituísse alguma ameaça à supremacia intelectual marxista, e pelo que eu lhe conheço aqui do blog, os esquerdistas diriam de si mais ou menos a mesma coisa que você está a dizer de Bolsonaro.

    Rui Silva

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  4. weltenbummler permalink
    15 Outubro, 2018 09:39

    por cá quanto mais corrupto e desonesto, melhor
    vota-se com o estômago e carteira

    Coração, Cabeça e Estômago de Camilo Castelo Branco

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  5. LTR permalink
    15 Outubro, 2018 10:09

    Quando a insegurança passa de um determinado patamar as pessoas ficam predispostas a trocar um pouco de liberdade por segurança. Há sociólogos, destes que ocupam as antenas neo-socráticas disfarçadas, que fazem de conta que não compreendem isto, porque nunca lhes ocorreu saírem de uma apartamento no centro de São Paulo e a ele voltarem em cuecas depois de lhes roubarem tudo o resto à saída do edifício. Provavelmente nunca viram um revolver da candonga a disparar ou apontado a alguém, ou semáforos onde se pára e aparece logo um com a mesma facilidade com que aparece um vendedor de flores.

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  6. Leunam permalink
    15 Outubro, 2018 15:12

    Em todo o lado é o mesmo.

    As pessoas (votante médio) cansam-se de ver tantos desvios ao que seria suposto ser a LEI e a ORDEM, quer na prática corrente da governação quer noutro lugar qualquer.

    O granel só é bom para os mafiosos, digo ladrões e para os preguiçosos, digo parasitas.

    Conheci um alemão que viveu antes de aparecer o Adolfo.
    Disse-me que então viviam-se dias terríveis em toda a Alemanha: custo de vida impossível, falta de trabalho, os pais a mandar as crianças para as linhas de comboio apanhar o carvão que caía dos vagons, e fome e miséria por todo o lado. Então aparece um sujeito a dar um murro na mesa, a impor um caminho, a dar trabalho, salário e esperança no futuro.
    Consequência lógica: passou a ter cada vez mais adeptos fervorosos e todo um povo se lhe rendeu, até à imolação final…

    Quando pedem ao Doutor Oliveira Salazar para deixar a Cátedra e vir para Lisboa este aceitou vir e esteve por cá pouco tempo; regressou a Coimbra porque não viu condições políticas para ser eficaz a governar as Finanças: terá visto o tremendo granel a que se tinha chegado desde a implantação da República.
    Segunda vez chamado a Lisboa vem, mas terá imposto condições: segurar “no fundo do saco roto” das Finanças, por onde se esvaziava o pouco que se recolhia.

    Ora a partir daí, grande parte do País sentiu, vendo os resultados, que esse modo de agir era benéfico para a maioria séria e honesta que não para os ladrões e os parasitas; estes passaram a contestá-lo.

    O certo é que, mesmo com condições exteriores muito adversas (Guerra Civil em Espanha e 2ª Guerra Mundial) conseguiu equilibrar as Finanças, pagar todas as dívidas externas, e construir no País aquilo que tanta falta fazia, sem pedir dinheiro emprestado.
    Os ladrões e os parasitas, continuaram a existir, mas “não deitavam as unhas de fora” porque a Lei e a Ordem não permitiam e a isto chamaram ditadura…

    Salazar morreu (ou mataram-no?), Marcelo deixou-se enredar por traidores e 44 anos depois, o granel reinstalou-se: os anéis já se foram e alguns dedos também.

    No Brasil, se não houver mão firme, vai haver granel do grosso.
    Pão e pau é a melhor solução.

    Obrigado ao Sr. Comentador “Perigoso Neoliberal” pelo texto que acima escreveu que muito apreciei.

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    • maria permalink
      26 Outubro, 2018 15:25

      Comentário perfeito. Tudo quanto escreveu é a verdade pura. Parabéns.

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  7. colono permalink
    15 Outubro, 2018 16:16

    Day after:

    O Presidente da R. Portuguesa, deseja as maiores felicidades ao IRMÃO presidente do Brasil….

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  8. Arlindo da Costa permalink
    15 Outubro, 2018 16:38

    Bolsonaro já avisou – quer metralhar a petralhada e os viados.

    Andar à noite em S. Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba (cidades do sul branco) já é mais perigoso do que andar em S. Petersburgo, Moscovo, Budapeste ou Varsóvia…

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    • André Silva permalink
      15 Outubro, 2018 16:43

      Já cá faltava a postinha de pescada do deficiente mental.

      Liked by 1 person

    • Perigoso Neoliberal permalink
      15 Outubro, 2018 19:53

      E, neste fim de semana, o Guilherme Boulos e sus muchachos cantavam alto e bom som: “Ô Bolsonaro, presta atenção, a tua casa vai virar ocupação”.
      Isso quer dizer que o vai fazer? Ou estava só a ser “irónico”, como comentou quando questionado pela imprensa?

      Para quem não sabe, o Boulos foi candidato presidencial pelo PSOL (uma espécie de Bloco de Esquerda) e é líder do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, uma organização que se dedica justamente a invadir e ocupar propriedade alheia. Há também o MST – Movimento dos Sem Terra, que faz a mesma coisa, mas em propriedades rurais, enfim, dois departamentos da mesma “empresa”.

      Então temos um candidato presidencial que, num comício, e em tom jocoso, disse “vamos metralhar essa petralhada toda” (petralhas é o “mimo” com que brindam os apoiantes do PT, que resulta da associação aos personagens de BD, Irmãos Metralha).
      E temos uns tipos que se dedicam a invadir e ocupar propriedade alheia a ameaçarem fazer exatamente isso à casa de uma pessoa específica, por sinal candidato à presidência com o qual têm, digamos, “divergências políticas”, passo o eufemismo.

      Eu classifico ambos os episódios como as palermices que são, num país em que a linguagem do debate político é muito mais colorida do que nós europeus estamos habituados.
      A esquerda rasga as vestes e puxa do “fascista” pela enésima vez devido ao insulto, enquanto assobia para o ar relativamente à ameaça concreta e dirigida feita pelos seus meninos.
      Os “media” fazem a cobertura mais ou menos enviesada a que nos habituaram.
      Nada de novo.

      Liked by 1 person

  9. Juromenha permalink
    15 Outubro, 2018 17:07

    Clarificador (pedagógico, até) o comentário do co-tertuliano “Perigoso Neoliberal” – e extremamente bem escrito.
    Uma espécie de Serviço Público face ao “loca infecta” que é o prostíbulo comunicacional português

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  10. CASTANHEIRA permalink
    15 Outubro, 2018 17:53

    Muito bem “Perigoso neoliberal”
    È bom haver alguém que monstre ás cabeças dos portugueses controladas pelos “merdia” que Bolsonaro é apenas alguém farto de violencia ( que não se combate com beijinhos) e farto de corrupção que não se combate com um “estado” cada vez maior.
    Trump também era xenofobo, misogeno , rascista , sexista ,fascista etc mas tal como no Brasil com Bolsonaro , quem manda é o povo e não os socialistas instalados no poder( governo e merdia) em Portugal .Podem dizer o que quizerem mas os povos desses paízes só têm a ganhar como se já está a provar nos EUA.

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  11. Chopin permalink
    15 Outubro, 2018 18:57

    Acresce que o sr Alckmin está a contas com a corrupção e em vias de ir parar às mãos de Moro, citado na Lava-Jato por receber dinheiro da Odebrecht. É “razoavelmente honesto”. 50% honesto? 49%? Saber-se-á a seu tempo.

    E não se entende porque se exige a Bolsonaro que domine todos os assuntos da governação enquanto no governo de Portugal têm desfilado sumidades como Soares ( que se gabava de nada perceber de finanças), Sócrates, Costa, etc. e no país irmão, os famosos Lula e Dilma, versados em todas as artes.
    Parece que está tudo contaminado pela propaganda da esquerda que domina avassaladoramente os media.

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  12. 15 Outubro, 2018 21:37

    A situação no Brazil faz lembrar a da Alemanha nos anos de 1930. Os centristas (socialistas) nada fizeram para evitar que os Alemães tivessem de escolher entre o medo dos comunistas e o medo dos Nazis, tendo optado pelo último com as consequências que se conhecem. Felizmente, Bolsonaro não parece ter uma ideologia consistente como Hitler e pode ser que não transforme o Brazil numa ditadura. Parece ser apenas um idiota do tipo Trump. O problema com estes líderes de opereta, é que podem criar um sucessor que venha a ser um verdadeiro ditador sanguinário!

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    • 15 Outubro, 2018 23:32

      Quase um século separa as duas realidades, paises distintos, contextos nacionais e internacionais muito diferentes …
      Além de que, como o AJMM reconhece : “Felizmente, Bolsonaro não parece ter uma ideologia consistente como Hitler e pode ser que não transforme o Brazil numa ditadura.”
      Eu diria mesmo que Bolsonaro não é um Hitler, nem nada que se pareça, nem está mais vocacionado para instaurar uma ditadura de direita no Brasil do que qualquer dos muitos “caudilhos” revolucionários que têm abundado na América Latina para instaurar um totalitarismo de esquerda no respectivo pais (veja-se, por exemplo, o que fez Chavez na Venezuela).
      Nem há nenhum perigo que possa “criar um sucessor que venha a ser um verdadeiro ditador sanguinário!”
      A história mostra que os a maioria dos “ditadores sanguinários” chegaram ao poder sem precisarem de “antecessores” : as mais das vezes derrubaram e liquidaram os “antecessores” !…
      Se Bolsonaro não for minimamente bem sucedido e não for capaz de estabilizar e pacificar o Brazil, o mais provável é até que abra o caminho a um regresso da esquerda ao poder (quem sabe se através de um “come back” de Lula !…).

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  13. Chopin permalink
    16 Outubro, 2018 07:34

    Em Portugal o debate político está todo contaminado. Há dois partidos comunistas a apoiar o governo de Costa e a ninguém faz urticária. Já no Brasil e nos EUA, é tudo Hitleres e fassistas.
    Bolsonaro, como Trump, defende menos Estado e menos impostos, o que seria suposto agradar aos liberais. Acontece que ser liberal em Portugal é algo exotérico 🙂

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