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A infame conivência da “autoridade” de saúde

7 Novembro, 2020

É importante entender que o teste PCR apenas detecta sequências do genoma viral, mas não é capaz de detectar partículas virais inteiras, portanto, não é capaz de dizer se o que se encontra é vírus vivo ou apenas fragmentos não infecciosos do genoma viral. Se se obtiver um teste de PCR positivo e quiser ter certeza de que o que encontra é um verdadeiro positivo, é necessário realizar uma cultura viral.

Portanto, olhar para os resultados do PCR e considerar que isso é um reflexo preciso de quão prevalente a doença é na população é um engano porque a doença parecerá ser muito mais prevalente do que é. Quanto mais rara a doença se tornar na realidade, menor será a probabilidade de se notar qualquer diferença no número de testes com resultados positivos.

Ainda que o teste tenha uma especificidade muito alta de 99%, quando o vírus deixa estar presente em níveis pandêmicos na população e começa a diminuir para níveis mais endémicos, rapidamente se chega a um ponto onde a maioria dos resultados positivos são falsos positivos, e onde a doença parece ser muito mais prevalente do que realmente é.

Quanto menos prevalente for a doença na realidade, mais provável é que o teste gere um resultado falso positivo e menos útil será como método para descobrir quem realmente tem Covid. E quanto menos prevalente for a doença, mais prevalente parecerá ser em relação à realidade. Se as decisões sobre covid continuarem a ser tomadas com base no que os testes de PCR mostram, talvez nunca possamos “controlar” a pandemia!

Os casos positivos de PCR são um indicador muito pobre de quão prevalente é a Covid na população. Por isso, devemos basear as decisões nas taxas de hospitalização, admissão na UCI e mortalidade.

Se olharmos apenas para os testes de PCR, continuaremos a acreditar que a doença se está a espalhar na população indefinidamente, mesmo que se torne cada vez menos comum na realidade. Isto presumindo o numero de testes realizados não aumenta. Se combinarmos este problema de precisão do teste com um grande aumento no número de testes realizado (como aconteceu na maioria dos países durante o curso da pandemia), então criaremos a impressão de que a doença se continua a espalhar descontroladamente pela população, mesmo não sendo verdade.

Acima excertos traduzidos de um artigo claro e bem escrito para não-especialistas por Sebastian Rushworth médico em exercício em Estocolmo e formado pelo Karolinska Institutet.

O texto completo está disponível no original em Inglês aqui, sustentando os argumentos de forma robusta e fazendo referências às fontes utilizadas.

Por cá, a percepção pública generalizada continua a ser a de que os “casos” positivos são uma boa medida para justificar acções políticas de suposta defesa de saúde pública. O medo continua a instalar-se sobretudo junto dos mais vulneráveis com a conivência abjecta da Direcção Geral de Saúde e, sobretudo, da actuação leviana e infame do governo de António Costa.

27 comentários leave one →
  1. Zé Manel Tonto permalink
    7 Novembro, 2020 12:53

    A semana passada estive a trabalhar com uma pessoa que testou positivo no inicio desta semana.
    Estivemos sentados na mesma mesa, a 1 metro de distância, sem máscaras, a trocar ferramentas, extensões eléctricas, etc., por bem mais do que os 15 minutos que a politicagem e “cientistas” dizem ser o periodo da morte.

    Fiz o teste, não a treta da zaragatoa, o de sangue.

    Nada.

    Esta peste deixa muito a desejar.

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    • 7 Novembro, 2020 13:33

      O 2º apelido diz tudo …

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    • voza0db permalink
      7 Novembro, 2020 14:48

      OPERAÇÃO CUVID nada tem que ver com constipações/gripes/pneumonias…

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    • Mário Marques permalink
      7 Novembro, 2020 17:56

      Caro blogger ZMT, será que você caucasiano?, é hetero?, é macho?, se respondeu sim a tudo é você já está morto só que não sabe, pois o vírus é letal para as pessoas de origem europeia que não comungam a “moda esquerdista”.

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      • Mário Marques permalink
        7 Novembro, 2020 17:59

        Digo” … se respondeu sim a tudo, você já está morto, só que não sabe, …”

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      • Zé Manel Tonto permalink
        7 Novembro, 2020 18:28

        Sei disso muito bem.

        Tenho por hábito servir-me de uma bebida, e apreciar o colapso.

        O povoléu odeia a liberdade, a maioria do gado só está bem com liderança forte e autoritária, que berra com voz grossa, mas os protege.

        Mrecem o que vão ter.

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    • Carlos Guerreiro permalink
      8 Novembro, 2020 11:42

      Caro Tonto, só teria o teste positivo de anticorpos cerca de 1 a 2 semanas após o inicio da doença. Também não adiantava nada ter feito o RT-PCR imediatamente
      Parabéns, contribui para a economia funcionar (gastou dinheiro) mas não sabe nada se apanhou ou não a doença https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2765837

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      • Zé Manel Tonto permalink
        8 Novembro, 2020 13:00

        Não gastei dinheiro, a empresa forçou-me a fazer o teste, e pagou-o.
        Não gastava um cêntimo num teste destes, nem que toda a gente com que lido diariamente estivesse constipada.

        E o individuo que testou positivo está a trabalhar comigo faz 5 semanas.

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  2. LTR permalink
    7 Novembro, 2020 13:29

    Notícias do reino do louco-socialismo:

    “Governo vai contratar 5500 profissionais de saúde”

    “Ministra diz que não há disponibilidade no mercado para contratar profissionais para o hospital de Penafiel”

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  3. LTR permalink
    7 Novembro, 2020 13:30

    “A ministra da Saúde, Marta Temido, assegurou esta quinta-feira que existem ainda 800 mil vacinas para a gripe em ‘stock”

    “Vacinas da gripe esgotadas nas farmácias, encomendas só chegam na segunda quinzena”

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  4. Velho do Restelo permalink
    7 Novembro, 2020 13:39

    » A ministra Temida, só toma grandes decisões depois de visitar o “teatro de operações” (ver caso HPA – Penafiel)!
    Será falta de confiança nos decisores locais ou necessidade de palco ?
    Talvez um mix de ambos.
    Mas tal como no tempo da “outra senhora”, antes da visita prepara-se bem o terreno, não vá ela tropeçar nalguma evidência desconfortável e esmurrar as ventas.
    » O Ministro da Economia descobre que está a ser investigado pelo MP, e ameaça processar o denunciante anónimo!
    Será falta de confiança nos investigadores ou intranquilidade moral ?
    Se bem me lembro este sujeito entrou com o pé esquerdo. Ainda não se tinha sentado na cadeira e já se falava de irregularidades éticas!
    Sr. Ministro, as queixas formais não se fazem na comunicação social, e atendendo aos condicionamentos covid-19, deveria utilizar essa grande “bandeira” tecnológica de nome SIMPLEX+++, que o Socas lhe deixou!
    Basta ir ao site da policia de sensibilização pública, e preencher uma queixa electrónica !
    É simples, deu milhões a quem a implementou e não serve para nada !
    Bom, sempre serve para ficar com a “falsa sensação” de ter feito uma queixa.
    Se quiser mesmo que a queixa prossiga, vai ter de ir a um posto da PSP/GNR/SEF e fazer uma queixa em papel, porque a outra foi-se!

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  5. voza0db permalink
    7 Novembro, 2020 14:45

    QUANTAS VEZES precisa um escravo boçal – EU – escrever que PCR NÃO É UM TESTE?!

    Haja ignorância…

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    • 7 Novembro, 2020 15:16

      Tanto os testes por pesquisa de ácido ribonucleico (ARN) por PCR em tempo real como os testes serológicos, de que ouvimos falar todos os dias relacionados com a infeção pelo novo coronavírus, são testes de diagnóstico. No entanto, pesquisam coisas diferentes, o teste PCR pesquisa o vírus, o teste serológico pesquisa anticorpos contra o vírus.

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      • chipamanine permalink
        7 Novembro, 2020 15:52

        Não percebeu nada do texto postado. Nem a diferença em que o teste PCR pode dar positivo com partículas do genoma viral não infecciosos?
        Está a precisar de um desenho

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      • voza0db permalink
        7 Novembro, 2020 19:36

        És um absoluto calhau…

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  6. Weltenbummler permalink
    7 Novembro, 2020 15:09

    por cá temos um estado policial tipo urss

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  7. Luís Lavoura permalink
    7 Novembro, 2020 16:39

    A expressão “vírus vivo” parece-me incorreta. Um vírus não é um ser vivo, dado que não tem metabolismo.

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  8. Luís Lavoura permalink
    7 Novembro, 2020 16:40

    devemos basear as decisões nas taxas de hospitalização, admissão na UCI e mortalidade

    Exatamente. E esses indicadores estão, infelizmente, bastante maus.

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    • chipamanine permalink
      7 Novembro, 2020 17:21

      Não tenha dúvidas……tanto pela pandemia em si como pela falta de preparação e descaso que o governo e as autoridades de saúde tiveram desde que foi proclamado o “milagre”.
      Entre outros pode-se contar o da ministra que em Maio anunciou que teríamos “brevemente” 1700 ventiladores disponíveis e que em finais de Setembro “anuncia” 700 . Das enfermarias desactivadas (a propósito os 500 ventiladores anunciados em Março já chegaram?) passando por eventos sucessivos em que foi autorizada pela DGS aglomerações de pessoas para não falar dos “esquemas marcelistas” para ir à praia, almoços em restaurantes incentivados por Kosta/Ferro e espectaculos “teatrais” no Campo Pequeno que deram o mote a que o povo se comportasse da mesma forma .
      Entretanto depois do prémio dado aos profissionais de saúde ser a Champions League e que desde essa altura estaria segundo a ministra a ser “reforçado” ninguém conseguiu detectar nenhum reforço. A ministra deve estar a ouvir a Internacional de tão stressada que anda. Não foi feito nenhum protocolo com nenhuma entidade tanto do sector social como do privado para, pelo menos, poder aliviar o SNS por puro preconceito e que agora querem atirar o anátema a eles.
      E por aí fora.

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  9. Mário Marques permalink
    7 Novembro, 2020 17:41

    Como alguém antes já disse, esta “gripe” não passa de uma plandemia …

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  10. voza0db permalink
    7 Novembro, 2020 19:38

    Ponham-se FINOS escravos que a bófia deve de estar a preparar-se para FESTAS engraçadas. Todos os bófias que andavam a fazer dinheiro extra a trabalhar para o Pingo Doce e outros privados desapareceram!

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  11. Carlos Guerreiro permalink
    8 Novembro, 2020 11:39

    Sobre o artículo. O teste de RT-PCR detecta partes do genoma do vírus (neste caso o SARS-Cov-2), se as detecta todas é positivo, sem não detecta nenhuma é negativo e se só detecta alguma é inconclusivo e deve ser repetido em 48h.
    Que o teste RT-PCR dá falsos positivos é conhecido, a ECDC (a DGS da UE, mas sem a (des)Graça) publicou em 16 de Outubro “Guidance for discharge and ending of isolation of people with COVID-19” https://www.ecdc.europa.eu/sites/default/files/documents/Guidance-for-discharge-and-ending-of-isolation-of-people-with-COVID-19.pdf onde refere que os testes positivos após fim da doença clínica e do período de isolamento não significam que o paciente tenha vírus viáveis e infecciosos, recomendando para os doentes imunodeprimidos a realização de teste com detecção do genoma completo do vírus ou fazer culturas de vírus.
    Quando se está na eclosão de uma doença infecciosa nova, o importante é ter testes com poucos falsos negativos (mesmo que isso signifique um risco de ter falsos positivos) para que casos de doença não escapem. Por exemplo quando houve surtos de sarampo na Europa, os critérios clínicos de caso suspeito de sarampo incluía praticamente todos os casos de febre e exantema (borbulhas), muito diferente dos critérios usados há 30-40 anos quando existia sarampo na comunidade (e não se fazia qualquer teste serológico).
    Quanto aos anticorpos. Não faz nenhum sentido usar os IgG para detectar se a pessoa está doente. Quando uma pessoa tem contacto com uma doença infecciosa o organismo produz primeiro IgM que depois desaparecem (no Covid-19, cerca de 6 semanas após o início dos sintomas) e depois produz IgG que persistem e constituem a memória para nos defender de infecções futuras. Ou seja a detecção de IgG contra um determinado patógeno significa que a pessoa teve contacto anterior com esse patógeno (ou fez a vacina), para saber se teve a doença recentemente importa detectar IgM.
    O artigo “Interpreting Diagnostic Tests for SARS-CoV-2”https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2765837 tem um gráfico muito claro dos tempos dos diferentes testes para o SARS-Cov-2.
    Importante notar que a cultura de vírus demora dias a ter resultados, incompatível com uma política de isolamento de casos. O mesmo se passa com bactérias, em caso de suspeita de infecçṍes graves, são feitas culturas, mas inicia-se o tratamento antes dos resultados, caso contrário na maior parte dos casos não valeria fazer exames culturais, pois se formos esperar pelos resultados para tratar o doente, já não teríamos doente quando chegassem os resultados.
    Quanto aos cálculos de sensibilidade e sensibilidade do RT-PCR, de notar que o autor pressupõe o teste de toda a população (só aí poderá fazer cálculos de existirem x doentes por y pessoas) e não é isso que ocorre. Os teste RT-PCR são feitos a pessoas suspeitas (no caso português “tosse de novo, ou alteração do padrão da tosse, febre não explicável por outra patologia, dificuldade respiratória não explicada por outra patologia, alteração de novo do cheiro ou gosto), logo a sensibilidade e especificidade do teste serão muito superiores do que se fossem efectuados a todas a população. Esta é a justificação do motivo porque não devem ser feitos exames complementares de diagnóstico sem critérios clínicos rigorosos e ter muito cuidado com rastreios maciços da população.
    Por fim, qual é a sensibilidade e especificidade da cultura de vírus na detecção do SARS-Cov-2? Sem isso não poderemos comparar com o RT-PCR.

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  12. 8 Novembro, 2020 22:26

    A ciência e outros negligenciaram o vírus C 1917. Até hoje já morreram milhões de seres humanos à conta dele e nossa CRP também foi infectada. A vacina-cura parece ainda estar longe, mas parece haver agora uma pequena luz ao fundo do túnel vermelho que inspira mudanças. Em breve os inteligentes, os letrados e o povoléu terão a hipótese de mostrar se realmente querem a cura.

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