Saltar para o conteúdo

A ler

6 Dezembro, 2020

Gabriel Mithá Ribeiro: «Com as independências, o único pai que as sociedades africanas mataram física e sobretudo simbolicamente foi o pai colonial branco, isto é, só conseguiram encontrar soluções para a violência que veio de fora do continente. O efeito paradoxal crescente acabou por ser o desse processo identitário ter feito regressar e avolumar-se continuadamente as fontes de violência endógena, a do pai tradicional ancestral (que vive das lógicas mágico-religiosas ancestrais) e a do pai nacionalista libertador (profundamente distinto do anterior porque muitíssimo dependente do universo marxista-leninista). E com uma forte carga de radicalismo.»

7 comentários leave one →
  1. Weltenbummler permalink
    6 Dezembro, 2020 11:19

    ‘quem dá pão é PAI’

    Liked by 1 person

  2. chipamanine permalink
    6 Dezembro, 2020 11:33

    Das três categorias de “pai” aqui mencionadas, por muito que custe a toda a gente ( e sem minorar a sua violência) o “pai colonial branco” foi o menos violento.
    Quem conhecia ou conhece o pai ancestral africano endógeno e um pouco da sua história sabe que era/é extremamente violento. Basta revisitar historicamente as guerras étnico/tribais para não falar na endo-escravatura e a sua “exportação” para o pai colonial branco.
    Já o novo “pai nacionalista” e supostamente “libertador” foi buscar a violência dos dois anteriores e acrescentar-lhe a ideologia da violência e da submissão à sua “libertação” (a libertação foi só a dele).
    Agora, no último meio século (um pouco mais) vê-se o africano a braços com os neocolonizadores endógenos e estrangeiros pior que os dois primeiros. Era isso que o “pai libertador” pretendia e obteve

    Liked by 2 people

  3. lucklucky permalink
    6 Dezembro, 2020 15:04

    A ironia é que o universo Marxista Leninista é branco. Muito mais até que o próprio Colonialismo.

    Gostar

    • chipamanine permalink
      7 Dezembro, 2020 09:06

      A ironia trágica é que o universo marxista leninista é um desastre humanitário onde se implanta e muito mais o foi e é quando aplicado a culturas totalmente diferentes. Mas esse “universo” marxista leninista branco conseguiu aquilo que os seus primordiais autores pretendiam dos povos incapazes de atingir o socialismo pleno, o comunismo (entre outros judeus ciganos irlandeses, escoceses …..e africanos) de serem povos que deviam servir o homem novo socialisticus. (servir como serviçais)

      Gostar

  4. Mário Marques permalink
    6 Dezembro, 2020 16:30

    Aqui há uns tempos passou num do canais da televisão por cabo um documentário de 1937 (na altura passavam-nos no cinema), em que o inexperiente David Attenborough (futuro naturalista) integrava uma expedição a uma zona inexplorada de África, ao fim de alguns dias de caminhada, os carregadores africanos recusaram-se a caminhar, para lá daquele trilho, pois quem dominava aquela zona era uma tribo inimiga da tribo dos carregadores, que se os capturassem matavam-nos e comiam-os.

    Angola 1961, em plena Guerra do Ultramar um sargento português teve o azar de ser capturado pelos “terroristas”, mataram-no, depois foi cozinhado e comido.

    Outros casos em que as nossas tropas quando chegavam às aldeias que se encontravam desertas há pouco, deparavam-se com a panela ao lume ainda na fogueira, algumas vezes continha carne humana a ser cozinhada.

    E portanto são esses tais “refugiados” tipo Mamadou Ba de 35 anos, aposentado do futebol, subsidiado com os nossos impostos, cujos antepassados há menos de 100 anos se comiam uns aos outros, que vem nos dar lições de civilização, trazendo-nos a versão marxista da história de África?.

    Liked by 1 person

  5. pmanuelp37 permalink
    6 Dezembro, 2020 17:06

    Resumindo: patrão branco é patrão, manda trabalhar, a gente não gosta. Patrão foi embora. Mas Soba ficou e Soba é Soba, nasceu para mandar, a gente obedece porque Soba não vai embora. E quando dá maka a culpa foi do patrão porque Soba nunca tem culpa. Percebe patrão?

    Gostar

  6. 6 Dezembro, 2020 22:38

    Em 1974, a malária praticamente já não existia em Angola e Moçambique. Hoje em dia, viver mais do que 40 anos, nesses países, é um milagre, a malária está presente na vida de toda a população. Ou seja, milhões morreram novos, continuam a morrer, ninguém fala nos assunto, mas, pelos vistos, estão muito felizes…

    Gostar

Indigne-se aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

<span>%d</span> bloggers like this: