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3×30 – O “nós” agora implica o “vós”

17 Abril, 2021

As comunicações governamentais mencionam um “nós” sempre que servem para enaltecer os estapafúrdios resultados positivos do confinamento, como em “nós conseguimos”, “nós atingimos o patamar de segurança”. Como o “nós” não se refere a indivíduos que escrevem certas regras num papel, só pode referir-se a “nós”, os portugueses.

Assim sendo, como “nós” fizemos um grande esforço que é reconhecido pelo governo, está na hora de “nós” acertarmos as contas. E as contas são simples: quem perdeu rendimentos pelas proibições governamentais deve ser ressarcido na totalidade. Afinal, o que fizemos foi pelo “bem comum”, não foi?

O primeiro grupo que passou pelos pingos da chuva mantendo rendimentos foi o dos funcionários públicos e pensionistas. Como tal, é fazer contas e reduzir estes salários e pensões no valor necessário para pagar o “nosso” esforço. E chega, basta que seja pelo tempo suficiente.

8 comentários leave one →
  1. marão permalink
    17 Abril, 2021 10:05

    Á conta do nós, mérito para o Dr.Costa em campanha eleitoral permanente, que ainda à nossa conta é paga a publicidade que o cobre nas televisões e jornais, em forma de subsídios que também são do nosso bolso que saem.
    O Dr. Marcelo, grande impulsionador dessa caridade,. faz-lhe desabrida concorrência nessa corrida pela popularidade.

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    • A.Lopes permalink
      17 Abril, 2021 11:35

      Esta c.social transformou-se numa meretriz autêntica! Falam da antiga senhora e na publicidade do Estado Novo! Hoje a coisa está bem pior! Por alguma razão o indiano do Punjab entregou 15 milhões aos avençados jornalistas! Eu, quando os vejo a aparecer, como não tenho escolha uma vez que eles estão todos comprados, só tenho uma hipótese: desligo e deixo-os a falar sózinhos! Mas isto não pode continuar! É demasiado indecente!

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    • José Monteiro permalink
      17 Abril, 2021 20:59

      Como tenho concluido, governo até 2030.
      Quando o Boss já se permite ver na economia cenários de 2024 e ou 2030,
      como é?

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  2. JgMenos permalink
    17 Abril, 2021 10:29

    Funcionários públicos e pensionistas são o maior agrupamento de votantes com um só referencial de proveitos – o orçamento do Estado; o único mercado de que dependem é o das decisões políticas, território de partidos.
    No tempo em que havia valores que se sobrepunham ao bem-estar, em que as políticas serviam um país com estatuto de pátria, podiam ser chamados a participar num esforço colectivo; agora são permanente exibição das vantagens de depender do Estado e dos seus excelsos dirigentes, a par da constante denúncia dos sofrimentos que decorrem de quem dependa de outros mercados.

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    • José Monteiro permalink
      17 Abril, 2021 21:04

      A acompanhar os “funcionários dos partidos”, caso Costa Govern II com os Setenta,
      instalados no governo, parlamento e organismos públicos. PS-PSD-CDS & Cia.
      Valem um bom universo que nada deve à Adm Pública, até ao nivel do director geral.
      Vale?

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  3. Carlos Ilharco permalink
    22 Abril, 2021 12:47

    Sou reformado, e sim sei que descontei para outro terem a reforma e agora são outros a descontar para a minha.
    Acontece que o que descontei chega para pagar a minha reforma até morrer
    Ela, aliás, já foi reduzida por várias vezes e mesmo agora continuo a pagar IRS.
    O que ganho parte gasto em comprar bens que outros produzem (eu pessoalmente não produzo nada que tenha valor) outra parte vai para o Banco poder emprestar a outros.
    Acho que não mereço parte do post.
    Obrigado

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    • 22 Abril, 2021 12:48

      Ninguém merece. Por outro lado, também ninguém merece que lhe fechem o estabelecimento.

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      • Carlos Ilharco permalink
        22 Abril, 2021 14:53

        Muito obrigado.
        Quem abre um estabelecimento lida com o factor risco, mas também pode obter lucros valiosos, é a lei do mercado.
        Uns ganham outros perdem, sempre foi assim.
        Quando ganham não os vejo a correr distribuir parte dos lucros, tal coisa seria infantil, quando perdem gritam e pedem auxílio porque houve uma calamidade que tocou a todos mas eles sentem que têm direitos próprios.
        Isto faz-me um bocado de confusão.

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