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O voto nas Legislativas

29 Dezembro, 2021

As mensagens de Ano Novo costumam ser preenchidas com votos de paz, boa saúde, confiança no futuro e felicidades. Também são desejos meus, embora, confesso, não tenha expectativa de que 2022 venha a ser um bom ano para os Portugueses.

Em Janeiro próximo teremos eleições legislativas mas quaisquer que sejam os vencedores é de esperar que mais de dois terços do Parlamento sinta ser sua missão pública decidir sobre a vida dos Portugueses colocando o Estado como agente principal e referencial da sociedade.

Ora, convém não esquecer que Democracia e Liberdade são conceitos diferentes e não raras vezes podem ser até conceitos incompatíveis. A Democracia não é um fim em si mesmo. É antes um instrumento útil e uma ferramenta validada ao longo dos tempos para uma sã convivência em comunidade que permite ajustes das naturais tensões sociais.

Muitas vezes esquecemo-nos também de que a Constituição não é (ou não deveria ser) um documento que outorga direitos aos cidadãos, mas antes um último reduto de defesa dos cidadãos perante os abusos do Estado e do Poder.

Porém, para uma Democracia ser livre e aberta os governos devem decidir sobre o mínimo possível acerca das nossas vidas. O que não tem acontecido no nosso país, onde apesar de haver eleições e ser dada ao povo a possibilidade de escolher regularmente os seus deputados, todos nós somos cada vez mais invadidos na esfera das nossas vidas privadas, seja pela subtracção em doses crescentes da riqueza que produzimos, seja por via da legislação passar a ditar os costumes, a regular a moral e, como temos visto nestes dois últimos anos de histeria da seita covidesca, a destratar-nos da saúde como se fossemos incapazes e desprovidos de qualquer capacidade cognitiva.

É razão para perguntar: quão substantivamente diferente é a liturgia democrática das eleições da manutenção no poder de um tirano, quando em ambas as situações o resultado tende para o mesmo fim que é o de apascentar populações servis e amputar a soberania de pessoas cientes e responsáveis pelo seu próprio destino?

A Liberdade não espera cartas de alforria concedidas pelos partidos ou pelo Estado. Em 30 de Janeiro próximo não irei votar para eleger representantes ou legisladores e muito menos para escolher um bom governo.

O meu voto servirá apenas para desalojar António Costa e o PS do poder, acabar com o pior governo dos últimos 40 anos e rejeitar um grupo de dirigentes políticos caracterizados pela sua falta de dignidade e sórdida ausência de escrúpulos e princípios morais ou éticos.

O meu vídeo de hoje, aqui:

22 comentários leave one →
  1. carlos rosa permalink
    29 Dezembro, 2021 19:55

    Para abanar o sistema corrupto só vejo o Chega.

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  2. Mário Marques permalink
    30 Dezembro, 2021 00:09

    Eu também, mas, só porque não existe um partido que não esteja capturado pela esquerdalha do politicamente correcto e de direita.

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  3. Pedro Dias permalink
    30 Dezembro, 2021 08:35

    Em democracia as eleições são uma lotaria. O casino ganha sempre,

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    • Mário Marques permalink
      30 Dezembro, 2021 12:35

      Está-se a referir a qual democracia, China, Cuba, Venezuela ou Portugal?.

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      • Mário Marques permalink
        30 Dezembro, 2021 12:50

        Para perceber a minha pergunta, aqui vai um pequeno extracto do preâmbulo da Constituição Portuguesa e está em vigor à quase 50 anos, portanto decorrido tanto tempo se ainda não perceberam que já estamos num regime socialista, não sei o que se há-de fazer mais (talvez uma bala na nuca, para acalmar os dissidentes vos despertem).

        “… de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista…”

        https://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx

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    • carlos rosa permalink
      31 Dezembro, 2021 10:49

      Sr Pedro Dias, só uma coisa. Também é verdade que pode acontecer que alguém ganhe nessa lotaria o suficiente para mudar muita coisa.

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      • Mário Marques permalink
        1 Janeiro, 2022 12:44

        Como por exemplo o Chega, que diz que caso seja eleito vai tentar alterar a Constituição de modo que depois seja impossível passar a recusar certos actos médicos, como por exemplo a administração de inoculações experimentais, como a que actualmente andam a dar agora às pessoas.

        Por outras palavras com o Chega, vamos passar obrigatoriamente a ser ratos de laboratório.

        Revi a minha posição, não voto Chega, que não passa de um partido oportunista, mas no fim é mais do mesmo, só que para pior!.

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  4. balio permalink
    30 Dezembro, 2021 15:55

    O meu voto servirá para (1) desalojar António Costa e o PS do poder, (2) acabar com o pior governo dos últimos 40 anos e (3) rejeitar um grupo de dirigentes políticos caracterizados pela sua falta de dignidade e sórdida ausência de escrúpulos e princípios morais ou éticos.

    São três coisas que quer fazer com o seu voto. Não sei de que forma consegue fazê-las a todas ao mesmo tempo. Tenho e impressão que vai ter que dar prioridade a algumas das coisas em relação à outra. Tem que explicar melhor como tenciona fazer.

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  5. 30 Dezembro, 2021 19:42

    Bravo, até que enfim que se fala de “outra” coisa!
    Mas, para ter um Governo que governe de forma diferente da dos últimos 40 anos, pela via do voto, não tenho esperança nenhuma. PS e PSD são o mesmo livro com capas diferentes: ambos são esquerda, uma mais fanática, outra menos, mas esquerda. Ora 40 anos de governo à esquerda trouxe-nos onde estamos: dívida sempre a subir, saúde sempre a piorar, ensino politizado, economia a arrastar-se atrás das outras economias europeias, emigração jovem qualificada a abandonar o País, corrupção gigantesca, nepotismo e amiguismo institucionalizados, e uma aristocracia política acima da Lei. .
    Acham que se sai disto pelo voto de dia 30? Dia 30 o “povo”, funcionarizado e subsidiado, vai dizer que é disto que o meu povo gosta…
    Talvez que 1) um dia o “povo” vote em massa de forma bem diferente; ou 2) isto nunca mude; ou 3) um dia o “povo” vote à pedrada e com cocktails molotov porque acordou de repente… Mas dia 30 ainda não vai servir para nada.

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    • João Brandão permalink
      30 Dezembro, 2021 22:41

      Uma vez mais, concordo inteiramente consigo. Se algo mudar no dia 30, será para um bloco central, mais viscoso e peganhento, que não deixará de empurrar isto ainda mais para o fundo.

      Se até lá a minha ideia não mudar, votarei contra o sistema.

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  6. João Lopes permalink
    30 Dezembro, 2021 21:10

    Estou farto de subsidio-dependentes manhosos e funcionários públicos preguiçosos que vivem à custa do meu trabalho. Nesse sentido, também eu vou votar contra o sistema.

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  7. Albino Manuel permalink
    30 Dezembro, 2021 23:41

    Este Brad Pitt anda por aqui diariamente a oferecer a sua linda fronha. Deve ser para competir com o Boris Karloff.

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  8. Leunam permalink
    31 Dezembro, 2021 00:05

    As próximas eleições serão apenas:
    BARALHAR E TORNAR A DAR
    Porquê?

    1º – Porque não se vislumbra em nenhum dos partidos políticos que vão concorrer, gente nova com carisma e qualidades superiores ao que temos tido até agora.
    2º – Porque o Povo português está anestesiado e desiludido com a fraca classe política que tem (des)governado ao longo de quase cinco décadas. Não tem muito por onde escolher.
    60% do Povo português vive dependente do Estado e não quererá que haja roturas; estas necessariamente, fariam oscilações no sistema e levariam anos a estabilizar. Diz o ditado que: “Mais vale um pássaro na mão que dois a voar”.
    Como já por aqui tenho escrito, a meu ver, a estrutura da população em geral pode dividir-se assim:
    a) A juventude está numa “bolha”: quer é divertir-se e “coçar” no telemóvel a toda a hora. Vive sem objectivos concretos de vida, sem qualquer preocupação pelo “amanhã”, apoiada na família. Está-se nas tintas para a política.
    b) A meia idade, está presa a compromissos que vão desde o pagamento das prestações da casa, do carro e outras, da criação dos filhos se os tiver, não quer embarcar em aventuras.
    c) A terceira idade desiludida com tudo, depende da reformazita que recebe, também prefere que nada mude substancialmente porque “antes assim que pior”. Já viu o filme do PREC.

    Concluo:
    Só quando os credores de Portugal cortarem de vez com os créditos e passarem a exigir reaver o que têm por cá e quando as prateleiras do supermercado estiverem vazias, então todos gritarão “Oh da guarda!”

    Então será tarde demais…

    Assim aplicar-se-á, para Portugal, um ditado que eu concebi:
    O pai plantou a cepa, o filho colheu o cacho e o neto é borracho!
    Ou seja: o Estado Novo, a Democracia e o …Futuro.

    A todos desejo um Bom Ano cheio de propriedades…

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  9. 31 Dezembro, 2021 12:51

    “Democracia e Liberdade são conceitos diferentes e não raras vezes podem ser até conceitos incompatíveis.”
    É verdade, depende, Se for um grupo de cidadãos restrito que deseja ter acesso à “sua liberdade”, então há que restringir a possibilidade de inscrição nos cadernos eleitorais aos outros grupos de cidadãos.
    São uma chatice, as democracias feitas a partir de cadernos eleitorais universais, aonde todos gatos e cães têm acesso a votar…

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    • lucklucky permalink
      31 Dezembro, 2021 20:35

      Obviamente um socvialista como Oavlag não entende* que se pode ser socialista numa regime liberal mas não se pode ser liberal num regime socialista.

      ou não quer

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    • chipamanine permalink
      1 Janeiro, 2022 07:27

      Quando um socialista ganha a sua “liberdade” todos os outros , incluindo muitos socialistas perdem-na toda.
      Mas se incorporar o dito socialismo na sua mente, um socialista sempre aceita perder algumas (que depois são quase todas) das suas “liberdades” em nome de um suposto “bem maior” que é o próprio socialismo.
      Foi assim no passado fabricando sociedades com poderes exponencialmente despóticos (que ultrapassaram nos efeitos até o nazismo), e sociedades cada vez mais pobres.
      A “solução” encontrada na China de um capitalismo selvagem de estado só foi possível dominando totalmente a sociedade com humanos completamente adestrados sempre cheios de medo do poder.

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  10. André Miguel permalink
    31 Dezembro, 2021 19:05

    O liberalismo só funciona em sociedades com individuos bem formados, informados, esclarecidos e responsaveis. Nada disto existe na sociedade portuguesa. Ignorante, cheia de burgessos, oportunistas e chicos-espertos, onde o respeitinho é muito bonito e a deferencia pelo sr doutor e o sr engenheiro são a regra, a cunha e o compadrio uma filosofia de vida. A emigração, a demografia, a divida e o fim da esmola da UE um dia colocarão Portugal onde merece: no terceiro mundo. Só então poderemos reconstruir Portugal.

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    • 31 Dezembro, 2021 21:08

      O problema está bem posto em equação. Qual o sistema político mais interessante para governar em país de ignorantes, burgessos, oportunistas e chicos-espertos, onde o respeitinho é muito bonito e a deferência pelo sr doutor e o sr engenheiro são a regra, a cunha e o compadrio uma filosofia de vida?

      A minha resposta é, sem pestanejar : Democracia Parlamente de inspiração anglo saxónica.

      Pois trata-se de o melhor de todos os outros sistemas políticos conhecidos. Pois os ignorantes, burgessos, oportunistas e chicos-espertos, etc, não deixam de o ser pelo facto de o regime político mudar. A diferença é que ficam invisíveis para a generalidade dos cidadãos. É isso que a Direita aspira, que tudo se passe a fazer “por debaixo dos panos”.

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    • chipamanine permalink
      1 Janeiro, 2022 16:06

      “Nada disto existe na sociedade portuguesa”
      Pois não, desde logo porque a lei fundamental (Constituição) nunca o permitiu porque ela indica o caminho rumo ao socialismo.
      Nada disto existe também porque o centrão governador do pós-25 A travestido ou não sempre foi socialista ou socializante, com enorme preponderância do primeiro (de longe) representado pelo PS
      “Ignorante e o respeitinho é muito bonito” são heranças do anterior regime, a que os socialistas e socializantes adicionaram os oportunistas e os chicos-espertos, continuando todos burgessos.
      É isso que o socialismo quer e pugna para que o povo seja. É de mais fácil “manobra” é um rebanho de vacas e bois que só sabem o caminho para o pasto, mesmo que seja ralo e seco é o que tem e eles contentam-se.
      Se a falência em 2011 tivesse ido para a frente em vez de termos o resto dos europeus a financiar talvez tivéssemos tido essa oportunidade, mas a Europa por outros “valores” não deixou e fez aquilo que os tugas socialistas queriam …..suportá-los.
      Assim resta-nos esperar até que acabem os quadros comunitários de apoio sempre renovados com diversos nomes (2020 pandémicos e outros) para serem mais uma vez roubados e arrebentados como quase tudo dos outros o foi.
      Atirar culpas para o sistema democrático é outra manobra socialista para justificar a possibilidade de uma “democracia musculada socialista” , como está na moda caracterizar algumas, para atingir o mesmo fim: o socialismo pobre de carneiros subsmetidos ao grande pastor e seus cães de guarda-rebanhos ( há muitos por aqui) até ao paraíso onde o sol brilha mais alto e escorre leite e mel pelas paredes.
      Essa é a tecnica do gramcisnismo e da escola de Frankfurt atirar as culpas aos sistemas que criaram sociedades onde a distribuição de riqueza foi a maior da história da humanidade e permitiu o desenvolvimento.
      Um socialista irrita-se e odeia isso. Viva o socialismo.

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  11. Vasco Silveira permalink
    1 Janeiro, 2022 18:53

    ” O meu voto servirá apenas para desalojar António Costa e o PS do poder, acabar com o pior governo dos últimos 40 anos e rejeitar um grupo de dirigentes políticos caracterizados pela sua falta de dignidade e sórdida ausência de escrúpulos e princípios morais ou éticos.”

    Caro Senhor

    Considero a sua declaração de voto, que tomei a liberdade de transcrever, como a mais real e honesta nos tempos irreais em que vivemos.

    Cumprimentos

    Vasco Silveira

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  12. marão permalink
    3 Janeiro, 2022 10:29

    É notório que André Ventura não assusta apenas políticos do sistema instalado, mas também comentadores vergados, agregados e obedientes de toas as as matizes e raízes.

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