imperdível
Porque não são iguais Sócrates e Rato?, por Miguel Angel Beloso:
Camarada amigo, palhaço…
isto é de doidinhos ou melhor dizendo de gajos que estão cheios de medo das próximas eleições; o projecto de lei do PSD, PS e CDS quer obrigar os media a apresentar planos prévios de cobertura de campanhas eleitorais a uma comissão mista, antes mesmo de terminar o prazo para entrega das candidaturas. Há sanções pesadas para quem não cumprir.
A proposta do PS é ganhar eleições enterrando o socialismo, a única forma de o regenerar. Não é garantido que consiga a primeira. A segunda é linear: não sendo o PS a regenerar o socialismo em Portugal, o PSD+CDS tratarão de o manter vivo, tal como Pilatos, que flagelando Barrabás só conseguiu exacerbar o desejo da sua libertação em detrimento de Cristo. É a nossa cruz.
Louçã e Bagão Félix, dois dos subscritores do manifesto dos 74 – manifesto este subscrito por João Galamba e Paulo Trigo Pereira, os únicos sobreviventes repescados para “Uma década para Portugal” -, estão irritados com a proposta, que consideram a continuidade das políticas de direita com cedências (se bem que dispendiosas) de meras tretas que aparentem ser sociais o suficiente para a lata dos socialistas não ir além da dose habitual. O documento mostra na perfeição o que acontece no Partido Socialista quando há o cheiro de uma moedinha e lugares para distribuir num bolso.
O governo, para infortúnio dos pouquíssimos liberais portugueses, manteve o socialismo a flutuar durante 4 anos, cortando a despesa mas mantendo o sonho de regresso em pleno da estrutura que permite o eventual regresso do natural carrasco dos delírios esquerdistas em Portugal, o Partido Socialista. Não é por acaso que se usa o termo “reposição” para salários e pensões. É assim que tem que ser: o ónus das privatizações, desregulações, modernizações, cortes e liberalizações é, invariavelmente, do Partido Socialista, por uma questão de sobrevivência, sobrevivência esta que nunca estará em causa, nem que isso acarrete uma bancarrota espectacular. Recordemos que “o PS dá”, os outros tiram.
Como sempre na esquerda – que anda sempre à espera da utópica união – a proliferação de tretismos delirantes mais ou menos syrizicos que se multiplica em manifestos, movimentos, novos partidos e um prodigioso tempo de antena, implode em si mesma quando os DDT chegarem ao poder. A única barreira entre Costa e o poder é a sua incapacidade mais que notória para perceber o que quer que seja enquanto afagado no seu ego de mero testa-de-ferro. Até Soares, que está há muito debilitado para tudo que não seja a subsistência do seu PS, percebeu isso, colocando-se, como habitualmente, do lado dos seus mais ferozes inimigos.
O documento dos socialistas é um bom documento para o fado português. E não é preciso tretas sobre “fazer o futuro com conhecimento dos comportamentos conhecidos”: Costa precisa tanto de burros a aconselhá-lo como nós precisamos do Costa.
À atenção dos talibans da amamentação
«É possível haver alternativa clara sem entrar nas Varoufakisses» – Santos Silva, na TVI 24, a Abril de 2015.
Ainda acabamos a declarar inconstitucionais as mamografias, os testes de gravidez e as juntas médicas
O ex ministro Rui Pereira trouxe a Constituição para o debate em torno da prova de amamentação: Em dois hospitais do norte do país, dirigentes (ou administradores) prepotentes congeminaram um método “expedito” de detetar eventuais abusos de enfermeiras no gozo dos períodos de dispensa do trabalho diário para amamentar os seus filhos. CONCLUSÃO 1 só dirigentes (ou administradores) prepotentes dada a dita prepotência entenderiam congeminar um procedimento para controlo de abusos
Estas mães foram obrigadas a espremer os seios à frente dos médicos de saúde ocupacional.
CONCLUSÃO 2 Bem haja o ex-ministro Rui Pereira que nunca foi ao médico. Nem sabe o que eles nos podem pedir para fazer para comprovar se aquilo que achamos, sentimos, temos, padecemos é real ou não. De facto há exames que só de ouvir a descrição dá vontade de fugir. Por exemplo aqueles exames de controlo do fluxo urinário masculino, a desvitalização de um dente, aqueles exames acabados em “ia” que não contentes de nos porem os interiores ao soalheiro ainda se caracterizam frequentemente por umas preparações de agonia… Que o ex-ministro Rui Pereira continue a gozar da excelsa saúde que o tem privado de acompanhar os avanços da Mediicina e o mantém naqueles tempos em que apenas se rezava.
Custa a compreender a atitude dos próprios médicos destacados para o efeito, visto que estão obrigados pelo juramento de Hipócrates a praticar a sua arte em benefício dos doentes e nunca para seu prejuízo ou com propósitos malévolos. CONCLUSÃO 3. Ora aqui está uma coisa óbvia: as juntas médicas, a simples consulta em que se dá e tira baixa têm propósitos malévolos. As pessoas deviam simplesmente dizer como se sentem e acabou. Quais análises ao sangue, quais radiografias, quais ecocardiogarmas… para no fim o médico contrariando o juramento de Hipócrates (também versou as baixas fradulentas?) nos dizer que estamos bem?
Perderam uma excelente oportunidade de desobedecer a uma ordem ilegal, exercendo o direito de resistência consagrado no artigo 21º da Constituição.
CONCLUSÃO 4. Senhor ex ministro votarei em si até ao fim dos meus dias, apoiarei todas as iniciativas que tomar se o senhor conseguir levar a sua avante e tornar inconstitucional o espremer os seios à frente dos médicos. Saberá Vossa Excelência que a hipótese de fazer uma mamografia me aterroriza. Entro para aquele exame com a dignidade possível mas invocando todas as divindades do planeta Terra para que produzam uma trovoada, uma falha de electricidade, um pequeno abalo… que leve a adiar o exame. Confesso que nunca pensei que ele fosse inconstitucional mas agora que o senhor o lembrou não vou esquecer.
Mas também não é fácil compreender a posição do Ministro da Saúde. Disse que não ordenou o procedimento e que ignora a “metodologia”. Faltou-lhe dizer o essencial: que a “ordenha” das enfermeiras viola o primeiro princípio da Constituição – a essencial dignidade da pessoa humana – e não pode ser tolerada em nenhuma circunstância. CONCLUSÃO 5. Com o horror que vai na pátria com o espremer os seios a amamentação acabará a ser proibida por inconstitucional e por imoral
uma maçada
Esta coisa do Direito da União Europeia.
Vamos agora ver se o PS e António Costa vão exigir à Câmara Municipal de Lisboa o mesmo respeito pelo direito que têm exigido ao governo quando o Tribunal Constitucional lhe puxa as orelhas. É que, no caso, a ordem jurídica comunitária prevalece sobre o direito português. Até mesmo sobre a Constituição, se for caso disso…
um clássico
Funciona assim: quando falha a governação revolucionária, surgem os bodes expiatórios. Em regra, «os ricos pagam a crise», sendo que na enxurrada a maioria dos ricos, aliás, quase sempre muito próximos do poder, costuma safar-se, e vai sobretudo na onda quem não tem força para se defender. Servem para exibir o «inimigo» e responsabilizá-lo pelas desgraças do país, a maioria delas da própria culpa de quem o dirige. Foi assim na Revolução Francesa, no Nacional-Socialismo, em várias revoluções portuguesas, na Venezuela de Chávez e Maduro, e parece ser esse o caminho que está a seguir a revoluçãozinha grega. No fim de contas, o que significa a detenção de Leonidas Bobolas, que não deve ser grande peça, embora isso seja o que aqui menos importa, é uma solene confissão da incompetência do Syriza e dos resultados catastróficos a que estão a levar as brincadeiras dos seus desgravatados e desmiolados responsáveis. Ah, e quer dizer uma outra coisa também: que a Grécia deve estar muito próxima de dar o estoiro.
As medidas independentes do grupo de economistas independentes que o Partido Socialista encomendou aos independentes economistas João Galamba e outros independentes foram devidamente servidas antes do FCP poder mostrar aos bávaros o que são medidas a sério nos 105 por 68 metros que interessam aos portugueses depauperados pela austeridade que mata, como bem diz o Papa Francisco, que, por sua vez, prefere Messi a Ronaldo.
Já os independentes que independentemente do Partido Socialista publicaram um independente cenário macroeconómico independente, preferem deliciar-se com a Mazzucato italiana e americana que trabalha no Reino Unido e tem ideias tão boas que até assina o manifesto dos 74 independentes que também assinam o macrocoiso dos socialistas, como o Varoufakis que aluga casas de férias na Grécia e também acha que a dívida é tão insustentável que é preciso aumentá-la. Uma autêntica orgia de brainstorming empreendedor público em parceria com privados que, ainda não o sendo a 100%, deviam ser nacionalizados na sua totalidade. Pessoas como Mariana Mortágua, Pedro Lains, Diogo Freitas do Amaral, Boaventura Sousa Santos e outras pessoas de inegável mérito académico-subsidiado na mais perfeita independência independente, devidamente coadjuvados pelos pequeninos que acreditam chegar a grandes por osmose e mamas timidamente espremidas.
Com medidas tão dinâmicas como uma loja do cidadão no Corvo e outra em Barrancos, para fazerem companhia às já quase 308 existentes (só faltam 282, a realizar já na próxima festa da arquitectura), trata-se de um documento imprescindível para todo e qualquer ser que tem esperança que a libertação do engenheiro Sócrates trará a luz que alumia a candeia do descontentamento humano que, e apesar da putrefacção niilista sem esperança oriunda da existência num plano físico do plebeu Cavaco Silva, não descola nas sondagens, valha-nos santo Obama que contraria as marés que roubam areal às nossas praias mediterrânicas, as que envergonham qualquer albanês a caminho de Bari, tal a saudade do grande Enver Hoxha que, infelizmente, realizou a profecia keynesiana de estar morto ao ponto de não assinar o manifesto dos 74 independentes que, independentemente disso, macro-cenariam para Costa para a concórdia dos povos.
Muito folclore, muita fruta e clusters de cloacas de ovos de ouro que disfarçam o que realmente está em causa: quem consegue esmifrar mais aos contribuintes para conseguir os votos dos funcionários públicos. E quem não salta é do Bayern.
Este post foi publicado à hora do jogo de propósito.
o triunfo do liberalismo
Nos últimos quatro anos, Portugal foi agraciado pela felicidade de ter tido o «governo mais liberal de sempre»- O facto de um dos dois partidos que formam a coligação que o apoia ser «o partido dos contribuintes» não foi de somenos importância para tão grandiosa vocação. O «aumento brutal de impostos», os superávites fiscais únicos na história do país, o equilíbrio das contas públicas por via maioritária da receita e uma certa incapacidade reformista, não devem colocar reservas à adjectivação liberal do governo mais liberal de sempre. Seria uma injustiça. Agora, no dia exacto em que o PS anuncia um saco de medidas salvadoras da nossa economia, ficamos a saber que o autor material da proeza de aumentar despesa e reduzir receita sem aumentar o défice das contas públicas, o Professor Mário Centeno, é também um «liberal». O liberalismo predomina e impõe-se horizontalmente na política portuguesa, no CDS, no PSD e no PS. É desta que me converto ao socialismo.
Sífilis de Fausto

“Temos que pensar à grande, olhem para a minha barba”.
Começa hoje, com pompa e alegria, a campanha eleitoral que permitirá comprar votos de milhares de portugueses através do seu próprio cartão de crédito. Tenho que reconhecer que esta promessa de bancarrota é engenhosa: primeiro diz-se o que se queria e depois acena-se com a impossibilidade de o fazer porque “isto está pior do que pensávamos”/a Europa não deixa/o mundo mudou/o meu cão comeu a casota numa espiral recessiva.
O que não mata só nos torna mais fortes, já dizia Nietzsche, que, infelizmente, falava alemão fluentemente mas, no longo prazo, acabou morto, que é para aprender. Espero, sinceramente, que “os economistas do PS” – uma contradição de termos dos cânones da psicopatia – prometam o fim da austeridade como a conhecemos. É preciso pensar à grande e retomar os investimentos reprodutivos que sistematicamente reproduziram uma vida condigna aos DDT. Tudo que não seja um TGV à grande é timidez de António Costa motivada pela relutância em aceitar que temos a estupidez necessária para o eleger. Estamos preparados, doutor Costa: chega de hesitação. Faites vos jeux, este cravo é vosso, que a força esteja contigo, etc, amen.
Pá, se é para resolver problemas, vamos lá.

O partido do rigor

O rigor do Inverno, demonstrado pelas luvas e cachecol quentinhos.
Rigor (s.m.)
1. Rigidez, inflexibilidade. 2. Força, aspereza, o mais forte de. 3. Severidade extrema. 4. [Figurado] Concisão, exactidão, sentido próprio (da frase ou do vocábulo). 5. Exactidão, pontualidade. 6. [Portugal: Minho] Fita do cabelo. 7. Guarnição de saias. 8. Debrum de chancas e tamancos. 9. Faixa avermelhada no céu, ao poente ou ao nascente. 10. [Botânica] Planta poligonácea.
“rigor”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://priberam.pt/dlpo/rigor [consultado em 20-04-2015]. Destaques meus.
A patetice indignada do dia
O PÚBLICO está indignado, Do alto da sua indignação escreve: “Mulheres forçadas a espremer mamas para provar que amamentam”. Coitadinhas das mulheres que tiveram de mostrar as mamas. E espremer as mamas. Como bem se sabe as mamas das mulheres não podem ser vistas. Aliás quando vamos ao médico nem nos despimos. No dentista fechamos a boca. No otorrino tapamos as orelhas. Como é óbvio também não se pode dar de mamar em público porque isso então é um horror. As gravidezes e os partos são vividos no resguardo do lar para que ninguém veja as mamas e a barriga a crescerem. Isto para já não falar doutros exames, do parto em si mesmo e do pós-parto em que a bem da decência é melhor não ir a hospital algum. Já se pensou nos exames que se têm de fazer para provar que está de licença de parto? Uma coisa que dá títulos como mulheres forçadas a despirem-se para provarem que vão ter um parto. Um horror!! Aliás não percebo como não se indigna o PúBLICO com o os exames horrorosos que exigem às pessoas para provar que estão doentes. Ora se uma pessoa beneficia de um horário especial porque amamenta exigir-lhe prova da amamentação parece-me elementar. Mas pronto pode passar a fazer prova de que salta à corda, lê versos e toca piano.
Será depressão, astenia, desgosto de amor, puro desinteresse, desnecessidade ou simples preguiça?
Fátima Bonifácio no PÚBLICO sobre os “desencorajados” e os departamentos de catequese em que se transformaram as faculdades de ciências sociais: Num recente artigo neste jornal, João Miguel Tavares exprimiu o seu espanto pelo facto de o Observatório sobre Crises e Alternativas, coordenado por Carvalho da Silva (C.S.), um organismo do CES da Universidade de Coimbra dirigido por B. Sousa Santos, ter produzido um trabalho em que se contabilizava 29% de desempregados em Portugal. Intrigado com este número bombástico, J.M.T. tratou de averiguar como se chegara àquela cifra, concluindo que se tratava de “desemprego em sentido lato”, que abarcava, entre outras, a categoria enigmática de “inactivo desencorajado”. Ler mais…
País de papel
serviço público
Seguem os links para a tradução brasileira (que não conhecia) do Law, Legislation and Liberty, de Friedrich August von Hayek, talvez o livro mais importante para se compreender o que é o mercado, ou a ordem espontânea ou cataláctica, ou a mão invisível, tudo expressões sinónimas, segundo o Liberalismo Clássico. Hayek foi o John Locke do nosso tempo e este livro é o seu Two Treatises. Por outro lado, quem quiser criticar o liberalismo e nunca tiver lido este livro, não sabe do que está a falar.
Volume I: http://www.libertarianismo.org/livros/fahdllvol1.pdf;
Volume II: http://www.libertarianismo.org/livros/fahdllvol2.pdf;
Volume III: http://www.libertarianismo.org/livros/fahdllvol3.pdf.
Vão ler!
Espremer contribuintes para espremer mamas
Queria pedir às pessoas que lançam este tipo de notícia, “mulheres forçadas a espremer mamas para provar que amamentam” para que continuem a publicar este tipo de notícias, um serviço público essencial. Estas práticas no local de trabalho têm que ser denunciadas. Anda uma pessoa a contratar um médico para a função pública e vai-se a ver, o tipo é um tarado por lactantes? Esta falta de critério na contratação de funcionários públicos tem que acabar: a protecção laboral a que estão sujeitos, com a conivência dos sindicatos, serve de defesa para que o pobre contribuinte continue a ser, ele próprio, espremido para alimentar os fetiches alheios.
Pequeno lembrete para as eleições presidenciais
Fiz um pequeno vídeo que – espero – ajude a identificar todos os candidatos às eleições presidenciais. Creio que todos devem ter as mesmas oportunidades – de acordo com a Constituição – para apresentarem as propostas de forma a que o informado e atento povo português possa ponderar diligentemente a forma de executar correctamente a escolha pelo voto. Abril de 2015 sempre!
o primeiro mérito
Da candidatura do Paulo Morais: obrigou o candidato do PS a assumir-se, no exacto dia em que apresentou a sua. Não é mérito pequeno e revela o cuidado com que está a ser avaliado.
Não percebo o problema
De António Costa com as dívidas do PS à banca. Mande Pedro Nuno Santos dizer aos bancos: “Não pagamos!” Se há no PS quem defenda isto para o país pq não começam por aplicar este programa ao PS a ver como corre?
Absolutamente em desacordo
A evolução natural do mercado laboral
Quotas de mulheres nas empresas. Uma medida importante pelo “efeito replicador”. Começo, sinceramente, a ponderar votar neste homem que promete resolver vários problemas, incluíndo o problema demográfico, permitindo o efeito replicador obtido pela presença obrigatória de mulheres em empresas através de quotas.
A “participação da mulher na vida da sociedade é um problema da própria sociedade”. Isto não se inventa, isto não é tanga, isto sai naturalmente da boca do candidato a primeiro-ministro. Quem não ambiciona “uma nova lógica de organização da sociedade”? Apesar deste novo paradigma, continuo a imaginar todas as possibilidades do “efeito replicador” por mulheres no trabalho e espero a máxima compreensão destas para a tarefa replicadora que lhes é destinada. Pela nação.
Notícias da decadência
A notícia chegou. Nada que espantasse mas que apenas confirma o que já se sabe: os cristão são perseguidos, mortos e torturados pela sua religião: Italian police: Muslim migrants threw Christians overboard
Mas há sempre algo que nos surpreende. Na página on line da Sábado esta história ficou assim: Discussão religiosa dentro de embarcação mata 12 imigrantes. Durante uma luta entre muçulmanos e cristãos 12 corpos foram atirados ao mar. Os detidos vão ser ouvidos pelas autoridades italianas e vão responder por homicídio múltiplo
Francamente da notícia da Sábado só me ficou uma dúvida: os 12 corpos que não se percebe se já ali estavam ou se resultaram da “discussão religiosa” foram atirados ao mar pelos animistas?
O contrário não se aplica?
Lição prática de microeconomia
Hoje o país começa a dar uma lição prática de microeconomia ao ministro Moreira da Silva e aos nossos inteligentes deputados. Em resumo, o preço de um bem (neste caso, a gasolina) não resulta do seu custo acrescido de uma margem fixa, mas sim da procura específica que esse bem tem, por pessoas concretas, em locais concretos, que prestam uma dada qualidade de serviço (real ou percepcionada) e da oferta pelos agentes económicos desse bem, a essas pessoas, nesses locais com essa qualidade de serviço.
Ultraneocons
Vê-se alguma celeuma nas redes sociais (sim, é redundância) a propósito deste exercício do Observador que consiste em apresentar uma proposta de revisão da Constituição.
Não se entende o motivo da confusão: não conseguimos, em 40 anos, atingir o objectivo proposto no documento inicial de caminho para o pleno socialismo; por outro lado, a actual Constituição não endereça os problemas modernos que este fantástico sistema político de disciplina social – o socialismo – enfrenta neste milénio: a destruição das praias pela prospecção de petróleo, as mudanças climatéricas, a crise demográfica, o retrocesso civilizacional na saúde e na educação e a crescente influência do neoliberalismo no empobrecimento dos povos, neoliberalismo este que mata, como bem diz o Papa Francisco.
Seria suposto serem os socialistas a pretenderem corrigir as distorções na Constituição que impedem o caminho para o verdadeiro socialismo. Mas não, no fundo, os socialistas portugueses são apenas meros conservadores.
Onde posso prescindir da minha parte da TAP?
Sei que a possibilidade da TAP ser de nós todos entusiasma muita gente. Mas eu não quero ser accionista da TAP. Dou a minha parte a quem a quiser. Onde posso fazer a dádiva?
16 de Abril de 2015: “Dos 62 comboios programados em todo o país, 24 são de serviços mínimos e os restantes cinco fizeram-se a mais”, refere a porta-voz da CP. Greve foi convocada para contestar as privatizações e fusões decididas pelo Governo no sector dos transportes.”
15 de Abril de 2015: Pilotos da TAP aprovam greve de dez dias Os pilotos da TAP reunidos esta tarde em Assembleia resolveram avançar para uma greve de dez dias, a começar no dia 1 de maio
15 de Abril: A greve do Metro de Lisboa que estava marcada para esta sexta-feira foi suspensa. Tratava-se da segunda data para esta greve do metro. A paralisação da última sexta-feira tinha sido adiada depois de serem decretados serviços mínimos. Agora novo adiamento. Também depois de serem decretados serviços mínimos.
Três hipóteses explicativas para a quebra da natalidade
A hipótese do macho desconsiderado: Esta hipótese parte da ideia de que os homens têm que ser extremamente apaparicados para quererem ter filhos, dado que a incerteza sobre a paternidade é um factor difícil de eliminar. Neste contexto, os homens tenderiam a exigir em troca de constituírem uma família as seguintes contrapartidas:
- Absoluta fidelidade da(s) mulher(es);
- Estatuto social elevado adquirido pela paternidade;
- Reconhecimento do seu poder e caminho livre para adquirir mais poder.
Quando estas condições não estão reunidas, os homens desinteressam-se da paternidade e dedicam-se a ver jogos de futebol ou à literatura.
A hipótese dos primos em 3º grau: Também conhecida pela “hipótese da prima boa”. Esta hipótese diz-nos que existe um grau de parentesco óptimo que maximiza a fertilidade. Se o parentesco for demasiado próximo há problemas graves de consanguinidade. Se for demasiado afastado as diferenças genéticas são demasiado grandes havendo baixa fertilidade. Existirá um ponto óptimo, digamos, os primos em 3º grau. O problema é que a urbanização afastou-nos dos nossos primos em 3º grau.
A hipótese da pílula contraceptiva: Não, não é a ideia de que agora as mulheres tomam a pílula e por isso não engravidam. É a ideia de que a pílula bloqueia a capacidade de decisão das mulheres na escolha de um parceiro compatível ao bloquear a forma como interpreta linguagem não verbal.
não pode ser apenas por estupidez
As sucessivas ameaças de greve da TAP têm uma finalidade única: impedir a privatização da companhia, enviando aos (cada vez menos) possíveis investidores a mensagem de que irão pôr dinheiro numa empresa onde o poder de decisão não reside nas mãos dos accionistas. Os resultados desta estratégia não podem ser senão bem sucedidos e ainda ontem a Globalia declarou a sua desistência da companhia: «Desistimos dessa ideia, não se pode comprar uma empresa com tanto endividamento que não possamos reestruturar e gerir. Não podemos investir e ficar de pés e mãos atados. Desistimos por não podermos gerir de acordo com critérios privados». Por que é que são os pilotos da TAP, provavelmente os trabalhadores mais privilegiados da empresa, a optar por uma estratégia de destruição dos seus próprios postos de trabalho é que é uma pergunta que fica, por enquanto, sem resposta. Mas não poderá ser apenas por estupidez.
declaração de apoio
A esta sugestão da Maria João Marques, a criminalização do revenge porn, o mesmo é dizer, o vazamento na net de imagens da intimidade sexual dos casais, quase sempre da autoria de namorados ou maridos ciumentos e raivosos, de baixíssima índole moral. Apenas com uma ressalva: a de que as senhoras que se deixam filmar ou fotografar nessas poses («para mais tarde recordar») sejam igualmente punidas e que a medida da pena seja o dobro da que for destinada aos tratantes dos maridos.
Aproveitando o ensejo legiferante, sugiro também a aplicação de coimas (não há, ainda, necessidade de criminalizar) às meninas e senhoras que se deixem tatuar com os nomes dos queridos de circunstância em certas zonas mais erógenas (habitualmente, o fundo das costas), sob pretexto da prática de bulling sexual exercido sobre eventuais futuros companheiros. Ele há coisas que podem ter efeitos nocivos para o resto da vida…
E os deputados votam isto sem desatar a rir?
Elite reprodutiva
Gostava de perceber o que leva o Partido Socialista a propor as 35 horas na função pública como medida de promoção da natalidade.
Será um elogio às características genéticas dos nossos funcionários públicos?
Um tentativa de criar uma elite reprodutiva de ociosos?
Será que os trabalhadores do sector privado devem abdicar de ter filhos para que os funcionários públicos os possam ter?
“Peço desculpa, a repartição fecha às 16h30, impreterivelmente”
Isto é fascinante.
Uma certa desmesura, não?
Estão bem encaminhados
A esquerda do PS está muito perturbada com o facto do país não andar com Sampaio da Nóvoa num andor a caminho de Belém. Alguns mais imaginativos não contentes com terem inventado os baptistas da silva até já imaginam conspirações para destruir o belíssimo candidato Nóvoa. Não ponham os olhinhos na realidade não…






