Correio dos leitores
From: José [goldenboy@dgsp.mj.pt]
Sent: 30 April 2014 19:21
Subject: Para você benefício
Bom dia,
O meu nome é José Sousa, um confidente próximo de a filha do general Amir Mazanderani. Sou o analista financeiro baseado aqui em Alentejo. Se tu seres conversante com o que acontece no mundo, ouviu que general Amir Mazanderani foi morto em combate. Presentemente Nações Unidas fazerem querer ter posse de documentos do banco confiscados, que creiam ter 100%. Como confidente e analista financeiro para a filha do assassinado general, privilégio de depósito secreto em valor de 18 milhões de libras inglesas (18,000,000€). Este fundos é depositado em firma financeira. Estes serem os únicos fundos não detetados por as Nações Unidas e confiscados por terem sido depositados pelo assistente pessoal do general. Por devido à investigação actual, é não prudente fazer o levantamento.
Por este razão estou enviando este email em nome da filha do falecido general Amir Mazanderani, Ayeesha, para que ajude a receber os fundos no teu nome como depositante e dono dos fundos. Se você está disposto a ajudar responda por, favor, a este email o mais pronto possível, neste período de excessos, antes que o fundos sejam descobridos.
Mal receba resposta sua, darei detalhes completos do que tens que fazer para alcançar os fundos. Ayeesha não tem limites à precentagem que recebes pela sua assistência e ajuda providendo que o depósito está em teu nome e que assim permanece na sua custódia até toda a investigação ser concluída e o dinheiro permite a Ayeesha viver uma vida normal sem pai morto.
Espero ouvir de si rapidamente.
José Pinto de Sousa
Riquezas da Pátria
Cortar o mal pela raiz

Do lado direito, a comovente história de uma mulher, mãe solteira no desabrochar da juventude, que procura o filho gay – não que tenha nada de mal – e político – mais questionável – vendido por freiras malévolas a abastada família norte-americana que lhe proporcionou uma infância banal.
Do lado esquerdo, a pragmática história de um hospital com aval de juiz para evitar histórias comoventes como a do lado direito.
A pretalhada de cor grená acomodada que bem que está
Anda por aí uma polémica, mais uma, sobre qualquer coisa que mete “pretalhada”. Procurei no Google e o primeiro resultado é de um tal de Louçã, que penso ser aquele rapaz cheio de boas intenções que era do PSR, o Partido Socialista Revolucionário. Isto promete.

Vai-se a ver, é mesmo o tal Louçã e a polémica está lançada porque o senhor se indignou com uma redução ao absurdo, talvez por falta de espelhos em casa, talvez por brilhantismo que só o próprio está em condições de reconhecer. Ia ler então sobre a polémica do dia mas apercebi-me que já tinha guardado um texto do senhor Louçã na minha lista de leitura. É este:

Eu vejo uma relação entre os dois. São produtos de um académico brilhante com uma capacidade excepcional para o absurdo. O professor Louçã lida mal com reduções ao absurdo porque as considera um ataque ad hominem. Quem sou eu para questionar tamanha honestidade intelectual?
TSU do PS é uma medida de desvalorização interna
Manuel Caldeira Cabral, um dos 12 economistas do cenário macro do PS diz o seguinte sobre o modelo usado nas previsões:
“A ideia da remuneração por trabalhador cair tem a ver com o crescimento do emprego ser, em grande medida, previsto tendo em conta as condições do mercado”. “Não é os salários caírem – prevemos que os salários de quem já está empregado cresçam ao ritmo da inflação, mas não mais – e os novos empregos continuarem a estar com salários abaixo da média”, defende.
Ou seja, apesar de o cenário incluir uma redução de 4% da TSU dos trabalhadores (mais cerca de 3% para as empresas) o resultado é que o salário dos trabalhadores que já têm contrato fica em termos reais na mesma. E os novos contratos continuarão a ser feitos a valores inferiores aos contratos antigos. Isto é um reconhecimento de que a baixa da TSU dos trabalhadores vai na realidade beneficiar as empresas, funcionando como uma medida de desvalorização interna.
Em resumo, corta-se na pensão futura do trabalhador para transferir rendimento para a empresa. Vitor Gaspar em 2012 propôs uma solução parecida. Os valores envolvidos até eram parecidos, só não tinha ajuda da inflação e não era faseada. Até o detalhe de servir para cortar salários da função pública o PS imita.
(link via Insurgente)
No dia em que o presidente dos EUA for negro e Democrata
estas imagens serão impossíveis.
Daqui por uns anos vão dizer que era um empreendedor e que o país precisa de muitos homens assim
Os pais não são todos iguais
Estes vietnamitas procuram o seu pai americano. Em casos destes os jornalistas enfatizam a falta do pai, histórias de vida em que sempre se sentiu a falta do pai, a dor de não ter pai… O mesmo se passa com estes guineenses
Pelo contrário nestes casos o pai não faz falta alguma. Nem ninguém pergunta onde está nem muito menos se prevê que a criança sentirá a falta dele.
Poliamor de conveniência, não!
Circula por aí, nos meios mais propensos a experiências sensoriais alternativas, a teoria de que a coligação é feita por conveniência e não por convicção. Pelo menos, os proponentes desta moral estritamente kantiana dos costume políticos, têm uma convicção, a de que conveniência é incompatível com convicção. De forma espectacularmente absurda, conseguem encontrar algo passível de crítica na união de esforços por um propósito comum, a saber, a vitória em eleições; parece que não é por convicção que alguém quer ganhar eleições mas, convenhamos, isso já se sabia olhando para as bandeiras do maior partido da oposição em frente ao Estabelecimento Prisional de Évora. É que isto das convicções e conveniências é quase tipo, sei lá – assim, mais ou menos -, como a ideia de juntar trotskistas, maoístas, revolucionários-nintendo e outros chanfrados numa coisa a que chamaram “bloco de esquerda”.
Assim, à primeira vista, parece-me que Catarina Martins quer chamar a atenção para o tal “bloco de esquerda” através da curiosidade que todos temos por acidentados na estrada. Eu apoio: a prudência já saiu pela janela há muito tempo, vamos focar o debate na psicologia, que bem necessário era alguém aconselhar Catarina – em particular a escolher os momentos para estar calada.
Porém, como se não bastasse a syrizica Catarina, eis que o – ora nacional-falangista, ora sino-internacionalista – representante da alternativa a coisa nenhuma, doutor António Costa – que muita gente considera um génio, sintoma mais preocupante para a “muita gente” que para Costa – usou a mesma… digamos… “ideia” para caracterizar a coligação. Costa até vai um bocadinho mais longe, com uma referência bastante tradicional no uso de terminologia matrimonial, como que considerando que há uniões que são meras prestações de serviços. Más notícias para o Livre, que tanto trabalhinho deu: nunca o PS se prestará a este martírio com prostituições de conveniência, que isto de coligações é apenas um disfarce para o que dá jeito, nunca uma estratégia baseada em convicções.
Os filhos de…
Isto dos filhos de é uma chatice. Hoje temos o caso desta filha
EXPRESSO: Filha de Salgueiro Maia lamenta ter sido “convidada” a sair de Portugal por Passos Coelho
PÚBLICO: Filha de Salgueiro Maia no Luxemburgo depois de “convidada a sair” por Passos Coelho
Como segundo a mesma emigrou em Março de 2011 não se percebe se Passos a convidou pessoalmente a emigrar. Se foi sugestão, pensamentos cruzados… Com Passos Coelho à época na oposição dá que pensar como alguém seguiu o seu pensamento com tal fervor. É uma coisa nunca vista.
O intruso
Presos políticos nunca mais

Foto José Caria/Visão
Dia da liberdade
Hoje é o dia da liberdade; nada mais natural que aproveitar essa liberdade para o fundamental, o que realmente importa, o âmago da existência humana, a semente que gera a vida e o milagre desse urgente chamamento que atormenta filósofos e pensadores há séculos tornados em eras: malhar no Cavaco.
Catarina Martins considera que a boa notícia é que foi o último discurso do PR. Pessoalmente considero com grande optimismo a possibilidade de também ter sido a última cerimónia a que Catarina Martins assiste sem ser pela televisão.
Disce quasi semper victurus, vive quasi cras moriturus.
25A 75
Apesar da imposição do totalitário Pacto MFA-Partidos que negava as liberdades e condicionava enormemente a escolha livre do povo, apesar das prisões arbitrárias, apesar dos presos políticos, apesar da proibição de vários partidos, apesar de muitos dos militares que conquistaram o poder considerarem, tal como Salazar, que o povo não estava preparado para a liberdade e para o voto, ainda assim, 91,5% dos eleitores registados foram votar livremente no dia 25 de Abril de 1975. E com esse acto, com essa festa da liberdade, derrotaram todos quantos se opunham à liberdade prometida um ano antes.
Foi uma festa bonita pá.
E dessa semente de liberdade, nasceu a força e a legitimidade que permitiu nos meses seguintes o povo opor-se aos que como Cunhal e o PCP para quem «não importava nada as eleições», que achavam que os partidos que tinham tido mais de 60% (PS e PSD) não constituiam a maioria do povo, e que recusavam a hipótese de o país vir a ter uma democracia como as restantes democracias da Europa ocidental.
Faz hoje 40 anos que o povo deu uma lição a todos os inimigos da liberdade. Fossem eles do antigamente, fossem os totalitários do regime revolucionário. Desse dia histórico, dessa festa da liberdade, nasceu a força que acabou por a todos derrotar.
Quer mesmo saber a resposta?
Heloisa Apolónia pergunta: “O que se passa neste País 41 anos depois do 25 de Abril?”
O que se passa é que na AR existem deputados que nunca se apresentaram a eleições e mais até constituem grupo parlamentar como é o caso do dos Verdes com todas as vantagens inerentes a tal estatuto. 41 anos depois do 25 de Abril parece-me ser mais que tempo para acabar com este achincalhar da democracia
O regresso da censura
A lei eleitoral obriga, desde 1975, ao tratamento igualitário pelos jornalistas dos vários partidos concorrentes a eleições. E a Constituição também fala em tratamento igual para todos, embora não deixe claro que isso se aplica ao tratamento dado por agentes privados ou às notícias.
Durante anos essa lei foi sensatamente interpretada, o que permitiu que o líder do PS não tivesse que debater com a Carmelinda Pereira. Até que as televisões começaram a ser multadas e a ter processos em tribunal, o que as levou a cancelar os debates em período eleitoral.
Portanto, a censura sempre esteve na lei, e, graças ao bom senso, foi mitigada na prática, até que …
Como é que isto se resolve? Pelo muito português método da quadratura do círculo. Não se pode excluir a Carmelinda Pereira, não se pode pré-aprovar planos de cobertura das eleições, não se pode fazer uma lei que limite os jornalistas e espera-se que as TVs organizem debates. Vejam a opinião dos inconstitucionalistas, para ver se não é assim.
Logo, fica tudo como até aqui. Mantém-se em vigor a lei do Vasco Gonçalves que regula estas coisas e não haverá debates.
PS- Isto também é conhecido pela “solução mirós”. Fazer muito barulho, muita indignação e depois as coisas ficam pior de todos os pontos de vista.
A questão do voto das mulheres é um daqueles assuntos em que a realidade não se compadece com a ficção socialisto-maçónica: O reconhecimento do direito de voto às mulheres surge em 1931 através do Decreto com força de lei n.º 19694 (5 de Maio de 1931). Apenas as mulheres diplomadas com cursos superiores ou secundários poderiam votar. Aos homens continuava a exigir-se apenas que soubessem ler e escrever.
Desde o final de 1968 o país regia-se pela Lei n.º 2 137, de 26 de Dezembro de 1968, que proclamava a igualdade de direitos políticos do homem e da mulher nas eleições para a Assembleia Nacional. A desigualdade existia sim nas eleições para as Juntas de Freguesia, nestas últimas apenas podiam votar os chefes de família, lugar que as mulheres desempenhavam excepcionalmente, por exemplo quando eram viúvas.
Por último se acrescenta que as mulherem podiam ser eleitas. E eram-no. No dia 24 de Abril existiam quatro deputadas na Assembleia Nacional: Custódia Lopes, Maria de Lourdes Filomena Figueiredo de Albuquerque, Maria Ester Guerne Garcia de Lemos e Sinclética Soares Santos Torres (desta última recomendo vivamente que os senhores deputados leiam as intervenções sobre o consumo de estupefacientes. Terão algumas surpresas mas eu não sei se os deputados estão disponíveis para serem surpreendidos). Aliás desde 1935 que existiam mulheres na Assembleia Nacional: Domítila de Carvalho, Maria Guardiola e Maria Cândida Parreira foram as primeiras deputadas portuguesas.
Que em nome do politicamente correcto se mantenha a ficção de que estas mulheres não foram deputadas e de que as mulheres por serem mulheres foram especialmente impedidas de votar por Salazar ou Marcello já começa ser um bocadinho cansativo.
TSU do PS, um acidente feliz
A redução da TSU dos trabalhadores proposta pelo PS é um estímulo à procura ou uma forma de reduzir os custos das empresas?
Na 1ª versão, explicada aqui pelo Pedro Romano, a baixa da TSU é equivalente a um empréstimo ao consumo. Funciona assim:
1. A TSU dos trabalhadores é cortada;
2. O Estado endivida-se num valor equivalente para substituir as receitas da Segurança Social;
3. Trabalhadores ficam a contar que o rendimento em excesso resultante da baixa da sua TSU será descontado na sua reforma;
4. Muitos trabalhadores, apercebendo-se que vão perder reforma, optam por poupar o equivalente ao corte da TSU.
[como bem nota o Pedro Romano, até aqui o efeito de estímulo na economia é neutro dado que não há efeitos no consumo]
5. Uma fracção dos trabalhadores opta por consumir mais.
5 a) Supondo que a economia portuguesa tem capacidade não utilizada, este consumo vai estimular a economia portuguesa [um grande supondo, tendo em conta que neste século esse tipo de esquema não teve grande sucesso]
5 b) É óbvio que parte deste consumo será dirigido para estimular o consumo de bens importados.
Nesta perspectiva, a baixa da TSU dos trabalhadores é uma coisa muito manhosa. O negócio que está a ser proposto às pessoas é equivalente ao seguinte: levante o seu PPR e use-o para consumir bens que actualmente considera menos necessários. Quem é que no seu perfeito juízo aceitaria esta ideia?
Felizmente, o impacto principal de uma descida da TSU dos trabalhadores não é este. Na proposta do PS, a descida anual da TSU é da mesma ordem de grandeza que a inflação. Por outro lado, o ponto de partida é um mercado de trabalho em que muitos sectores têm desemprego elevado e salários ainda acima do valor de equilíbrio e em que os novos contratos estão a ser feitos a salários mais baixos que os antigos. Estes dois factores conjugados tornam a descida da TSU dos trabalhadores equivalente a uma descida da TSU das empresas. Nos mercados em que há pressão para descer salários as empresas vão apropriar-se da descida da TSU dos trabalhadores. Nos mercados em que há pressão para subir salários a descida da TSU dos trabalhadores ajudará as empresas a subir os salários líquidos com menos custos.
O resultado principal da descida da TSU dos trabalhadores será, portanto, a flexibilização do mercado laboral e uma melhoria da competitividade das empresas. E como os equilíbrios do mercado de trabalho se ajustam à nova taxa, a descida da TSU não pode ser revertida sem que isso cause desemprego. Esta é uma medida que só pode ser tomada uma vez e que não pode ser revertida.
25 de Abril antes da bancarrota
vómito puro
Para ilustração do post mais abaixo dedicado ao famoso comentador profissional com nome de computador venezuelano, publica-se, em seguida, um comentário dos mais light que o dedicado leitor do Blasfémias tentou hoje aqui editar. Aqui segue o mimo, para que se entenda de que criatura estamos a falar:
«Sim silva-
Aposto que ias gostar imenso que a tua mulher mostre a pachacha para qualquer junta, só porque o patrão quer.
Eu já vos topei.
Vocês estão-se a cagar para os outros, mas quando vos toca a vocês, ai que é socialista etc etc.
Como o merdas do vitor, pronto a gozar com as familílias que se afogam no mediterrãneo graças aos vossos queridos empresários não controlados pelo estado, mas que fica horrorizado quando se diz que podia ser a porra da família dele. Vocês são vómito puro.».
Como isto não são as paredes de um mictório público, por mim, todos os comentários deste sujeito/sujeitos (?) serão apagados.
Via Crúcis
1ª Estação: Costa é consagrado líder
2ª Estação: Costa nomeia João Galamba para coordenador da comissão de finanças
3ª Estação: Costa diz aos chineses que isto até se aguenta
4ª Estação: Costa encontra Centeno
5ª Estação: João Galamba defende a TSU que sempre criticou
6ª Estação: Inês de Medeiros defende lei da rolha
7ª Estação: Costa é contra lei da rolha
8ª Estação: Continua a peregrinação a Évora, quer de notáveis, quer de novos presos
9ª Estação: Costa contradiz PS outra vez
10ª Estação: Costa é despojado de suas vestes messiânicas
11ª Estação: Costa é entalado nas sondagens
12ª Estação: Grécia cai
13ª Estação: Eleições à porta, PS não descola
14ª Estação: Dia das eleições
O termo «meses» é que me chamou a atenção…
«Um grupo de trabalho composto pelos deputados Carlos Abreu Amorim (PSD), Telmo Correia (CDS) e Inês de Medeiros (PS) esteve meses a trabalhar num texto de substituição conjunto sobre a regulação da cobertura jornalística das campanhas eleitorais.» (*)
Meses? A sério? Não passou pela cabeça de nenhum dos indigitados deputados que a unica coisa a fazer seria pura e simplesmente REVOGAR a porcaria da lei?
Mas o trio não resistiu a regular, propor, regulamentar, inventar, complicar, produzir. Tudo tem de ser regulado, não é?
A plena liberdade editorial de imprensa não necessita de regulação. «Tratamento jornalistico igualitário» é algo de muito apropriado para um diploma assinado pelo coronel Vasco Gonçalves e que seja emoldurado no Centro de Documentação do 25A da Universidade de Coimbra para que não se perca a memória . Mas não é para estar em vigor num país livre.
magalhães, o comentador
De há uns tempos para cá, instalou-se nas caixas de comentários do Blasfémias um comentador prof
issional, que responde ao nome de «Nuno Magalhães». Ele é comentários de manhã, à tarde e à noite, pequenos, médios e, quase sempre, de grande porte, a insultar a «direita» e quem por aqui escreve. Não deverá sobrar-lhe tempo na vida para mais nada, ao pobre do Magalhães, e apenas me preocupa a possibilidade de tanta actividade no Blasfémias lhe estar a prejudicar a família e a harmonia conjugal. Mas, em ano de eleições legislativas, não devemos estranhar que o nosso Magalhães nos dedique tamanha atenção. Nem isso, nem a simbólica coincidência de ter o mesmo apelido de um célebre computador…
A sério?
O fotógrafo dos “bidonville”. “Era uma forma de escravatura moderna”
Não há paciência para estas declarações de gente fartinha de viver bem.
lamentável
A prestação da senhora deputada do PS Inês de Medeiros, há pouco no Fórum da TSF, sobre a nova lei da rolha com que o seu partido, coligado com o PSD e o CDS, quer aplicar à comunicação social indígena. A coisa foi tão imprestável que o melhor que lhe saiu para justificar o aborto legislativo foi que ele servia para criar uma comissão de fiscalização da media nas eleições onde pudesse participar uma excrescência chamada ERC (ORC?, não sei ao certo), que fica arredada de tão nobres funções durante os períodos eleitorais. Mas esta gente não tem mais nada que fazer com o seu tempo e, mas de que isso, com o dinheiro dos nossos impostos?
imperdível
Porque não são iguais Sócrates e Rato?, por Miguel Angel Beloso:
Camarada amigo, palhaço…
isto é de doidinhos ou melhor dizendo de gajos que estão cheios de medo das próximas eleições; o projecto de lei do PSD, PS e CDS quer obrigar os media a apresentar planos prévios de cobertura de campanhas eleitorais a uma comissão mista, antes mesmo de terminar o prazo para entrega das candidaturas. Há sanções pesadas para quem não cumprir.
A proposta do PS é ganhar eleições enterrando o socialismo, a única forma de o regenerar. Não é garantido que consiga a primeira. A segunda é linear: não sendo o PS a regenerar o socialismo em Portugal, o PSD+CDS tratarão de o manter vivo, tal como Pilatos, que flagelando Barrabás só conseguiu exacerbar o desejo da sua libertação em detrimento de Cristo. É a nossa cruz.
Louçã e Bagão Félix, dois dos subscritores do manifesto dos 74 – manifesto este subscrito por João Galamba e Paulo Trigo Pereira, os únicos sobreviventes repescados para “Uma década para Portugal” -, estão irritados com a proposta, que consideram a continuidade das políticas de direita com cedências (se bem que dispendiosas) de meras tretas que aparentem ser sociais o suficiente para a lata dos socialistas não ir além da dose habitual. O documento mostra na perfeição o que acontece no Partido Socialista quando há o cheiro de uma moedinha e lugares para distribuir num bolso.
O governo, para infortúnio dos pouquíssimos liberais portugueses, manteve o socialismo a flutuar durante 4 anos, cortando a despesa mas mantendo o sonho de regresso em pleno da estrutura que permite o eventual regresso do natural carrasco dos delírios esquerdistas em Portugal, o Partido Socialista. Não é por acaso que se usa o termo “reposição” para salários e pensões. É assim que tem que ser: o ónus das privatizações, desregulações, modernizações, cortes e liberalizações é, invariavelmente, do Partido Socialista, por uma questão de sobrevivência, sobrevivência esta que nunca estará em causa, nem que isso acarrete uma bancarrota espectacular. Recordemos que “o PS dá”, os outros tiram.
Como sempre na esquerda – que anda sempre à espera da utópica união – a proliferação de tretismos delirantes mais ou menos syrizicos que se multiplica em manifestos, movimentos, novos partidos e um prodigioso tempo de antena, implode em si mesma quando os DDT chegarem ao poder. A única barreira entre Costa e o poder é a sua incapacidade mais que notória para perceber o que quer que seja enquanto afagado no seu ego de mero testa-de-ferro. Até Soares, que está há muito debilitado para tudo que não seja a subsistência do seu PS, percebeu isso, colocando-se, como habitualmente, do lado dos seus mais ferozes inimigos.
O documento dos socialistas é um bom documento para o fado português. E não é preciso tretas sobre “fazer o futuro com conhecimento dos comportamentos conhecidos”: Costa precisa tanto de burros a aconselhá-lo como nós precisamos do Costa.
À atenção dos talibans da amamentação
«É possível haver alternativa clara sem entrar nas Varoufakisses» – Santos Silva, na TVI 24, a Abril de 2015.
Ainda acabamos a declarar inconstitucionais as mamografias, os testes de gravidez e as juntas médicas
O ex ministro Rui Pereira trouxe a Constituição para o debate em torno da prova de amamentação: Em dois hospitais do norte do país, dirigentes (ou administradores) prepotentes congeminaram um método “expedito” de detetar eventuais abusos de enfermeiras no gozo dos períodos de dispensa do trabalho diário para amamentar os seus filhos. CONCLUSÃO 1 só dirigentes (ou administradores) prepotentes dada a dita prepotência entenderiam congeminar um procedimento para controlo de abusos
Estas mães foram obrigadas a espremer os seios à frente dos médicos de saúde ocupacional.
CONCLUSÃO 2 Bem haja o ex-ministro Rui Pereira que nunca foi ao médico. Nem sabe o que eles nos podem pedir para fazer para comprovar se aquilo que achamos, sentimos, temos, padecemos é real ou não. De facto há exames que só de ouvir a descrição dá vontade de fugir. Por exemplo aqueles exames de controlo do fluxo urinário masculino, a desvitalização de um dente, aqueles exames acabados em “ia” que não contentes de nos porem os interiores ao soalheiro ainda se caracterizam frequentemente por umas preparações de agonia… Que o ex-ministro Rui Pereira continue a gozar da excelsa saúde que o tem privado de acompanhar os avanços da Mediicina e o mantém naqueles tempos em que apenas se rezava.
Custa a compreender a atitude dos próprios médicos destacados para o efeito, visto que estão obrigados pelo juramento de Hipócrates a praticar a sua arte em benefício dos doentes e nunca para seu prejuízo ou com propósitos malévolos. CONCLUSÃO 3. Ora aqui está uma coisa óbvia: as juntas médicas, a simples consulta em que se dá e tira baixa têm propósitos malévolos. As pessoas deviam simplesmente dizer como se sentem e acabou. Quais análises ao sangue, quais radiografias, quais ecocardiogarmas… para no fim o médico contrariando o juramento de Hipócrates (também versou as baixas fradulentas?) nos dizer que estamos bem?
Perderam uma excelente oportunidade de desobedecer a uma ordem ilegal, exercendo o direito de resistência consagrado no artigo 21º da Constituição.
CONCLUSÃO 4. Senhor ex ministro votarei em si até ao fim dos meus dias, apoiarei todas as iniciativas que tomar se o senhor conseguir levar a sua avante e tornar inconstitucional o espremer os seios à frente dos médicos. Saberá Vossa Excelência que a hipótese de fazer uma mamografia me aterroriza. Entro para aquele exame com a dignidade possível mas invocando todas as divindades do planeta Terra para que produzam uma trovoada, uma falha de electricidade, um pequeno abalo… que leve a adiar o exame. Confesso que nunca pensei que ele fosse inconstitucional mas agora que o senhor o lembrou não vou esquecer.
Mas também não é fácil compreender a posição do Ministro da Saúde. Disse que não ordenou o procedimento e que ignora a “metodologia”. Faltou-lhe dizer o essencial: que a “ordenha” das enfermeiras viola o primeiro princípio da Constituição – a essencial dignidade da pessoa humana – e não pode ser tolerada em nenhuma circunstância. CONCLUSÃO 5. Com o horror que vai na pátria com o espremer os seios a amamentação acabará a ser proibida por inconstitucional e por imoral
uma maçada
Esta coisa do Direito da União Europeia.
Vamos agora ver se o PS e António Costa vão exigir à Câmara Municipal de Lisboa o mesmo respeito pelo direito que têm exigido ao governo quando o Tribunal Constitucional lhe puxa as orelhas. É que, no caso, a ordem jurídica comunitária prevalece sobre o direito português. Até mesmo sobre a Constituição, se for caso disso…
um clássico
Funciona assim: quando falha a governação revolucionária, surgem os bodes expiatórios. Em regra, «os ricos pagam a crise», sendo que na enxurrada a maioria dos ricos, aliás, quase sempre muito próximos do poder, costuma safar-se, e vai sobretudo na onda quem não tem força para se defender. Servem para exibir o «inimigo» e responsabilizá-lo pelas desgraças do país, a maioria delas da própria culpa de quem o dirige. Foi assim na Revolução Francesa, no Nacional-Socialismo, em várias revoluções portuguesas, na Venezuela de Chávez e Maduro, e parece ser esse o caminho que está a seguir a revoluçãozinha grega. No fim de contas, o que significa a detenção de Leonidas Bobolas, que não deve ser grande peça, embora isso seja o que aqui menos importa, é uma solene confissão da incompetência do Syriza e dos resultados catastróficos a que estão a levar as brincadeiras dos seus desgravatados e desmiolados responsáveis. Ah, e quer dizer uma outra coisa também: que a Grécia deve estar muito próxima de dar o estoiro.
As medidas independentes do grupo de economistas independentes que o Partido Socialista encomendou aos independentes economistas João Galamba e outros independentes foram devidamente servidas antes do FCP poder mostrar aos bávaros o que são medidas a sério nos 105 por 68 metros que interessam aos portugueses depauperados pela austeridade que mata, como bem diz o Papa Francisco, que, por sua vez, prefere Messi a Ronaldo.
Já os independentes que independentemente do Partido Socialista publicaram um independente cenário macroeconómico independente, preferem deliciar-se com a Mazzucato italiana e americana que trabalha no Reino Unido e tem ideias tão boas que até assina o manifesto dos 74 independentes que também assinam o macrocoiso dos socialistas, como o Varoufakis que aluga casas de férias na Grécia e também acha que a dívida é tão insustentável que é preciso aumentá-la. Uma autêntica orgia de brainstorming empreendedor público em parceria com privados que, ainda não o sendo a 100%, deviam ser nacionalizados na sua totalidade. Pessoas como Mariana Mortágua, Pedro Lains, Diogo Freitas do Amaral, Boaventura Sousa Santos e outras pessoas de inegável mérito académico-subsidiado na mais perfeita independência independente, devidamente coadjuvados pelos pequeninos que acreditam chegar a grandes por osmose e mamas timidamente espremidas.
Com medidas tão dinâmicas como uma loja do cidadão no Corvo e outra em Barrancos, para fazerem companhia às já quase 308 existentes (só faltam 282, a realizar já na próxima festa da arquitectura), trata-se de um documento imprescindível para todo e qualquer ser que tem esperança que a libertação do engenheiro Sócrates trará a luz que alumia a candeia do descontentamento humano que, e apesar da putrefacção niilista sem esperança oriunda da existência num plano físico do plebeu Cavaco Silva, não descola nas sondagens, valha-nos santo Obama que contraria as marés que roubam areal às nossas praias mediterrânicas, as que envergonham qualquer albanês a caminho de Bari, tal a saudade do grande Enver Hoxha que, infelizmente, realizou a profecia keynesiana de estar morto ao ponto de não assinar o manifesto dos 74 independentes que, independentemente disso, macro-cenariam para Costa para a concórdia dos povos.
Muito folclore, muita fruta e clusters de cloacas de ovos de ouro que disfarçam o que realmente está em causa: quem consegue esmifrar mais aos contribuintes para conseguir os votos dos funcionários públicos. E quem não salta é do Bayern.
Este post foi publicado à hora do jogo de propósito.
o triunfo do liberalismo
Nos últimos quatro anos, Portugal foi agraciado pela felicidade de ter tido o «governo mais liberal de sempre»- O facto de um dos dois partidos que formam a coligação que o apoia ser «o partido dos contribuintes» não foi de somenos importância para tão grandiosa vocação. O «aumento brutal de impostos», os superávites fiscais únicos na história do país, o equilíbrio das contas públicas por via maioritária da receita e uma certa incapacidade reformista, não devem colocar reservas à adjectivação liberal do governo mais liberal de sempre. Seria uma injustiça. Agora, no dia exacto em que o PS anuncia um saco de medidas salvadoras da nossa economia, ficamos a saber que o autor material da proeza de aumentar despesa e reduzir receita sem aumentar o défice das contas públicas, o Professor Mário Centeno, é também um «liberal». O liberalismo predomina e impõe-se horizontalmente na política portuguesa, no CDS, no PSD e no PS. É desta que me converto ao socialismo.
Sífilis de Fausto

“Temos que pensar à grande, olhem para a minha barba”.
Começa hoje, com pompa e alegria, a campanha eleitoral que permitirá comprar votos de milhares de portugueses através do seu próprio cartão de crédito. Tenho que reconhecer que esta promessa de bancarrota é engenhosa: primeiro diz-se o que se queria e depois acena-se com a impossibilidade de o fazer porque “isto está pior do que pensávamos”/a Europa não deixa/o mundo mudou/o meu cão comeu a casota numa espiral recessiva.
O que não mata só nos torna mais fortes, já dizia Nietzsche, que, infelizmente, falava alemão fluentemente mas, no longo prazo, acabou morto, que é para aprender. Espero, sinceramente, que “os economistas do PS” – uma contradição de termos dos cânones da psicopatia – prometam o fim da austeridade como a conhecemos. É preciso pensar à grande e retomar os investimentos reprodutivos que sistematicamente reproduziram uma vida condigna aos DDT. Tudo que não seja um TGV à grande é timidez de António Costa motivada pela relutância em aceitar que temos a estupidez necessária para o eleger. Estamos preparados, doutor Costa: chega de hesitação. Faites vos jeux, este cravo é vosso, que a força esteja contigo, etc, amen.
Pá, se é para resolver problemas, vamos lá.









