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bom fim-de-semana

22 Março, 2013
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chipre

22 Março, 2013
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washing machine

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Daqui, via O Insurgente.

um dia de trabalho no parlamento europeu

22 Março, 2013
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Paulo Rangel.

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Tirado do i.

Uma vergonha eterna, a RTP

22 Março, 2013
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Não, Paulo Ferreira não tem razão. Não, esta petição não tem razão.

O que está em causa no convite a José Sócrates não é o seu direito à palavra, a ser ouvido ou ao contraditório. O que está em causa é que são precisamente esses princípios que foram violados ao ser feito esse convite.

Primeiro que tudo: tem ou não José Sócrates o direito à palavra? É óbvio que tem. É óbvio que não está a ser silenciado por ninguém. Nem sequer foi alguma vez impedido de falar por manifestantes. Tem estado calado porque optou por estar calado. Foi para longe porque optou por ir para longe. Não deu entrevistas nestes dois anos porque não quis. Ou, pior porventura, porque não encontrou ninguém que aceitasse as condições que se habituou a impor cada vez que era entrevistado. É que convém recordar que José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, sempre impôs condições. Houve órgãos de informação a que nunca deu nenhuma entrevista, outros onde o vimos pronunciar-se longamente face a entrevistadores que pareciam mais preocupados em não ser incómodos do que em ser pertinentes. Vimo-lo escolher sempre o terreno em que queria aparecer, prejudicando os órgãos de informação mais críticos e beneficiando os que eram mais próximos, para não dizer mais. Estou certo que se José Sócrates quisesse, ou aceitasse, todos – mas mesmo todos – os órgãos de informação Ler mais…

Uma história

22 Março, 2013

Presumo que todo o país conheça esta história mas como a minha ignorância em matéria de futebol é de tamanho olímpico só hoje fiquei a saber que Mourinho foi treinador do Sporting.

“o Sporting esteve à beira de contratar José Mourinho em 2001, mas pressões de última hora impediram que o técnico português fosse para Alvalade. “O Mourinho era treinador do Sporting quando uma pessoa responsável saiu de uma reunião connosco. Tudo mudou em duas horas, o tempo que demorámos a chegar a Alvalade. Duas horas depois, estava o Mourinho a ver a conferência de imprensa, a pensar que iria ser anunciado como treinador, mas aconteceu o contrário”, contou José Veiga, na altura empresário do treinador, no programa Linha da Frente, da RTP. “Em duas horas deixou de ser treinador do Sporting, porque os dirigentes tiveram receio. E ele obviamente que ficou estupefacto, de boca aberta”, contou Veiga, revelando que o problema surgiu quando “o Sporting cedeu a pressões” e “o clube começou a ser comandado de fora para dentro”. Em dezembro, recorde-se, foi Luís Duque, ex-administrador da SAD leonina, a explicar porque é que José Mourinho não foi para Alvalade. “Notáveis, como Pedro Baltazar, impediram que José Mourinho fosse para o Sporting. Provavelmente teríamos tido a melhor década da história do clube”, lamentou o dirigente, que estava na conferência de imprensa onde deveria ter sido anunciado o nome de Mourinho. Os sócios, porém, insurgiram-se contra essa possibilidade. “Mourinho!? Jamais!”, ouviu-se na sala.

Quando acabei de ler percebi que isto não é uma história sobre Mourinho ou sobre o Sporting. É uma história sobre aqueles portugueses que volta e meia querem acreditar que é possível mudar o protectorado de esquerda em que nos tornámos. E que depois vêem os notáveis a fazer pressões de fora para dentro para que nada mude. E os sócios também dizendo “jamais”.  E todos pressurosos declarando que “jamais, jamais” isto e aquilo será feito, que as águas jamais serão agitadas, que obviamente vamos continuar como sempre e que só por perfídia do árbitro não ganhámos… Quando se perceber a oportunidade perdida será obviamente tarde. Muito tarde.

Equidade

22 Março, 2013

Corte do subsídio de férias dos Funcionários Públicos é constitucional, mas o corte do subsídio de férias dos reformados não é.

está, por aqui, alguém a mais ou a menos?

21 Março, 2013
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Seguro acusa primeiro-ministro

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Fotografia do i.

minha querida rtp,

21 Março, 2013
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https://i0.wp.com/www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2009/12/rtp.jpgÉ uma felicidade saber que tu existes! Acordar com a tua amena companhia e adormecer ao som glorioso do hino dessa grande instituição, que quase se confunde com o hino pátrio das quinas. Que alegria saber que posso, com um simples toque numa pequenina tecla do meu comando, aceder a um verdadeiro canal informativo de serviço público, que presta uma informação isenta, imparcial, objectiva, distanciada dos vis interesses políticos e económicos, ao serviço do povo, com o dinheiro do povo! Como é bom poder contar com a tua programação de alta qualidade, que me acompanha desde criança, e que faz a alegria de novos e velhos, homens e mulheres, ricos e pobres, cultos e analfabetos. Se tu não existisses, querida RTP, como poderíamos nós viver? Sem a tua programação exemplar de qualidade e isenção, como poderíamos saber o que se passa neste mundo e no outro? Sim, porque para além da 1 e da 2, as joias da tua gloriosa coroa e o orgulho do nosso Portugal, ainda nos dás a RTP Açores, Madeira, Internacional, África, Memória, Informação, etc.. Ficaríamos, sem ti, querida RTP, entregues aos bichos cobiçosos da iniciativa privada, que só vêem lucro, negociatas e  interesses mesquinhos de baixa política. Assim, temos que te agradecer. Temos a obrigação de te agradecer e de te sustentar com o dinheiro dos nossos impostos, que tu bem mereces. E não será demais recordar, nesta hora de tanta felicidade, aqueles que, reconhecendo as enormidades que sobre ti tinham escrito no seu programa eleitoral, fizeram marcha atrás e permitiram que continuasses connosco, pública, isenta, imaculada e de todos nós, dos portugueses, de Portugal! O Senhor Primeiro-Ministro Passos Coelho, o Senhor Ministro dos Estrangeiros Portas e o Senhor Ministro Adjunto e dos Parlamentares Relvas. Aos três um bem-haja pela vossa competência e visão, e por continuarem a contribuir para a nossa felicidade!

figuras caricatas

21 Março, 2013
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“Sócrates na RTP? “É uma coisa normal”, diz Seguro”.

desatenção imperdoável

21 Março, 2013
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Esta de nenhum dos blogues tradicionais da esquerda socialista (Câmara Corporativa, Ladrões de Bicicletas e Jugular, por exemplo) ter ainda dedicado um único post ao regresso mediático de Sócrates. Foram todos apanhados desprevenidos, certamente.

Nem tudo o que luz é ouro

21 Março, 2013

Ao contrário do Rui e de boa parte dos comentadores acho excelente a contratação de Sócrates pela RTP. Há coisas que se tornam muito mais evidentes ao vivo e em directo. Aliás acho que isto é um sinal evidente da influência de Relvas porque:

a) como escreveu o Rui coloca em novo plano a corrida para  a liderança do PS e para as candidaturas a PR;

b) será um teste à anomia dos portugueses ouvir Sócrates falar sobre a  crise;

c)  a possibilidade da aliança PS/CDS será diminuída;

d) os defensores da RTP enquanto serviço pago pelos contribuintes sofrem um sério revés;

 

senhoras e senhores,

21 Março, 2013
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Começou oficialmente a verdadeira campanha para a liderança do PS. Nada de muito surpreendente, como aqui, há quase dois anos, tinha já sido anunciado.

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E aproveito a feliz ocasião para felicitar o brilhante governo do PSD e do CDS por manter a RTP – a nossa RTP! – em mãos públicas, em boas mãos, portanto.

as previsões de gaspar

20 Março, 2013
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Era só para o Chipre, não era?

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Via O Insurgente.

sobre a limitação de mandatos autárquicos

20 Março, 2013
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Vamos, então, ler o que diz o artigo 118º da Constituição: “1. Ninguém pode exercer a título vitalício qualquer cargo político de âmbito nacional, regional ou local. 2. A lei pode determinar limites à renovação sucessiva de mandatos dos titulares de cargos políticos executivos.” Pois bem, então, quando a CRP fala em “cargo político”, refere-se às funções de presidente de câmara, ou ao cargo de presidente de uma câmara em concreto? Muito francamente, parece que o espírito do legislador constituinte pairava sobre a segunda e não sobre a primeira hipótese.

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De facto, um cargo só pode ser exercido vitaliciamente se for um cargo concreto, e não um cargo considerado em abstracto, em razão da natureza das funções exercidas. Ou seja, ser “presidente de câmara” designa um tipo de função política. Ser “presidente da câmara x” (ou Presidente da República Portuguesa…) designa um cargo político em concreto. Parece elementar que só neste último é que se pode estar vitaliciamente. Alguém que tenha desempenhado, em períodos sucessivos de quatro ou oito anos, as funções de presidente da câmara de Tondela, de Viseu, do Porto, de Mangualde e de Freixo de Espada à Cinta, não está a exercer vitaliciamente nenhum desses cargos, mas a desempenhar as mesmas funções em cargos e sítios diferentes. Se optarmos pela interpretação restritiva daquela norma, como o fez a sentença do Tribunal Cível de Lisboa sobre a candidatura de Seara, ninguém deveria poder ser, por exemplo, “ministro” mais do que um número determinado de anos, ainda que de governos e de pastas diferentes. Ou “gestor público”, ainda que de empresas distintas e em funções diversas.

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Renegociar a dívida

20 Março, 2013

Em Portugal pede-se muito a renegociação da dívida pública, e até uma espécie da dívida, de forma a que possamos reiniciar o nosso endividamento, mantendo os mesmos hábitos.

As coisas ficam com pior aspecto, e já não nos dão tanta pica, quando somos colocados perante alguns dos efeitos de um perdão de dívida. Há cerca de um ano a Grécia renegociou a sua dívida aos credores privados, entre os quais os bancos cipriotas. Por causa deste perdão de dívida os bancos cipriotas faliram.  A dimensão do sistema bancário cipriota não permite que Chipre o salve, pelo que foi necessário renegociar as dívidas dos bancos cipriotas aos seus depositantes. Esta renegociação de dívida está neste momento em andamento.

Limitação de mandatos – 1.º round

20 Março, 2013

Fernando Seara impedido de se candidatar às autárquicas.
Estando longe de ser seguro que a decisão venha a ser confirmada nos múltiplos recursos que, provavelmente, serão apresentados (excepto se os partidos decidirem – num inusitado assomo de bom senso – afastar os candidatos viajantes já anunciados ou a anunciar), esta decisão – a confirmar-se – mostra que as dúvidas sobre o sentido da lei eram justificadas e que, com providências cautelares ou sem elas, algumas candidaturas serão seguramente rejeitadas nos tribunais de primeira instância a quem compete recebê-las, criando à justiça confusões e perdas de tempo que o país bem dispensava.

a sombra do imperador

20 Março, 2013
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https://i0.wp.com/www.alexanderpalace.org/palace/img/alexander12006.jpg

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https://i0.wp.com/en.rian.ru/images/16360/92/163609230.jpg

um especialista na matéria

20 Março, 2013
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“Seguro acusa Vitor Gaspar de fazer figura caricata.”

Quem defende impostos sobre os depósitos?

20 Março, 2013

Francisco Louça defendeu por várias vez uma taxa sobre as grandes fortunas e sobre o capital.

Daniel Oliveira defendeu o default da Islândia em relação aos depositantes do Icesave.

O governo da Catalunha tentou criar um imposto sobre os bancos, proporcional aos depósitos.

O Ministro das Finanças espanhol parece defender algo do género. É um imposto indirecto mas que tem um efeito semelhante.

Miguel Cadilhe defendeu uma taxa “one off” sobre toda a riqueza líquida, incluindo depósitos.

Pacheco Pereira defendeu a mesma ideia como alternativa às medidas da Troika.

 

Fácil e sem custos

20 Março, 2013

«Cerca de 200 carros da PSP do Porto estão nas oficinas à espera de reparação». Há mais de um ano, note-se.
Ora, até há uma forma fácil e sem custos de resolver a questão. «A frota afeta ao Governo é de 444 automóveis e quase 200 estão nos gabinetes ministeriais.»
Não apenas a esmagadora maioria desse pessoal mora na cidade de Lisboa, pelo que o passe da Carris seria suficiente para irem trabalhar, como, mais importante, se há obrigação básica do Estado é a de assegurar a segurança das populações, nomeadamente pelos serviços policiais. Havendo prioridades e os meios escassos, cabe fazer as escolhas apropriadas.
No caso, parece-me evidente que os serviços policiais devem ser dotados das viaturas necessárias ao seu e nosso serviço, as quais não fazem qualquer falta na Presidência do Conselho de Ministros.

custos de transição ou de manutenção?

19 Março, 2013
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Compreendo bem o ponto de vista do João Miranda exposto neste post: os custos de transição são sempre elevados, agravam os encargos financeiros, porque exigem grandes disponibilidades num curto espaço de tempo, e, frequentemente, são socialmente injustos, porque incidem sobre quem não gerou as contas a regularizar. Porém, “transitar” significa passar de uma coisa para outra, e no caso português significaria reformar profundamente o estado, de modo a que ele deixasse de ser deficitário e passasse a ter contas equilibradas. Ora, do que tenho visto até agora, não conheço qualquer reforma do estado português, feita por este governo (dos anteriores já nem falo…), que aponte nesse sentido, ou será que o estado não continua em todos os sectores onde estava antes, tendo-se limitado a reduzir os custos correntes com pessoal, pensões e pouco mais? Por isso, eu diria que, em teoria, o João tem toda a razão. Na prática, infelizmente, o dinheiro dos nossos impostos, das nossas reformas e dos nossos subsídios de férias tem servido, não para reformar o estado socialista, mas para o alimentar. É por isso que continuamos a acumular passivo sobre passivo nas contas públicas e que a troika se desentendeu com o governo português na sua última passagem por aqui. O estoiro vai ser grande.

mais uma previsão

19 Março, 2013
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“Taxa sobre depósitos “está fora de questão” em Portugal”.

O caminho não percorrido nunca tem problemas

19 Março, 2013

Tenho lido muitas críticas ao ministro das finanças. Que corta muito, que corta pouco, que não aposta no crescimento, que devia cortar nas gordura, que só sabe fazer contas, que não sabe fazer contas, que não acerta nas previsões, que faz muitas previsões … A maior parte destas criticas não são às opções de ministro das finanças, mas à realidade. A realidade não nos convém.

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Para uma crítica ao ministro das finanças ser minimamente fundamentada tem que considerar em detalhe as dificuldades de partida. Não deve haver muitos exemplos de ministros das finanças que tiveram de lidar com um país que em simultâneo acumula um défice externo insustentável, uma dívida externa elevada, bancos semi-falidos, estado falido e sobredimensionado,  um grande sector de bens não transaccionáveis dependente da procura interna. Note-se que o problema não é apenas a falência do Estado. A economia privada perdeu o seu principal cliente e tem que desalavancar e reestruturar-se em simultâneo com o Estado.

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Contrapor ao caminho seguido por Gaspar uma alternativa idealizada e mitificada, não testada, é fácil. Difícil seria implementá-la, contornando as barreiras constitucionais. E qualquer alternativa teria sempre custos de transição. Como disse, não é fácil reestruturar o Estado quando a economia privada está ela própria a desalavancar e não tem capacidade para absorver as pessoas e os recursos transferidos.  Para cortar na despesa despedem-se quantas pessoas? É legal?  Paga-se subsídio de desemprego? Indemnização? Quanto custa? Quanto tempo demorarão essas pessoas a ser absorvidas por uma economia que está a desalavancar e a reestruturar? Seria necessário despedir 200 mil pessoas a custo zero para evitar um aumento de IRS de 6%. Não reconhecer a existência de  custos de transição numa reestruturação do Estado torna muitas das críticas que se fazem a Vitor Gaspar gratuitas e inconsequentes.

Mente-me, por favor

19 Março, 2013

Mente-me, por favor título do meu artigo de hoje no DE de preferência com este fundo musical

“cheque” – mate ao tribunal constitucional

18 Março, 2013
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“Troika adia pagamento dos 2.000 milhões da 7ª avaliação”.

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Era para vir em Abril, mas já só está previsto para Maio. Credores querem reformas a sério (duvido que ainda venham a tempo) e não estão dispostos a continuar a entregar-nos dinheiro sem saberem o que lhe vamos fazer.

nado-morto

18 Março, 2013
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O principal responsável pela situação em que Portugal se encontra, ao dia 18 de Março de 2013, chama-se Pedro Passos Coelho. Não que ele tenha sido o culpado da falência do estado português, mais do que falido quando ele assumiu as funções de primeiro-ministro, mas por não se ter preparado para a exigentíssima responsabilidade de tirar um país da bancarrota. Em vez de ter elaborado, com o CDS e Paulo Portas, seus inevitáveis parceiros de coligação, um programa detalhado de reformas do estado para ser aplicado no único prazo possível para estas coisas se fazerem, os primeiros seis meses de governo, Passos preferiu entrar em picardias eleitorais dignas dos congressos da jotas, confiante, por absoluta falta de experiência e de preparação, de que teria tempo para, mais tarde, compor o país. Não tinha tempo a perder, como já na altura em que tomou posse era mais do que evidente, e já há muito que deixou de o ter. Mas, se o não tivesse perdido nos primeiros seis meses em que governou o país, teria contado com uma maior compreensão dos portugueses para as violentas reformas de que o país precisava, assim como, provavelmente, não teria provocado maiores estragos do que os que resultaram e resultarão da sua absoluta falta de iniciativa.

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Neste momento, o governo a que preside é um nado-morto. Para desespero da troika, que também é responsável pelo sucedido, desde logo por ter facilitado no orçamento de estado de 2012, o governo de Pedro Passos Coelho demonstra-se incapaz de promover uma única reforma do estado digna desse nome. Continuará em exercício de funções até desaparecer de cena, por inanição, e ser removido para, infelizmente, dar lugar a um novo governo do Partido Socialista. Também por esse facto o PSD e o CDS serão responsáveis, como o foram, há anos, pela subida de José Sócrates ao poder.

Chipre e a socialização das falências

18 Março, 2013

A União Europeia tem conduzido a crise da zona euro com base num princípio director: há um limite para a socialização dos custos. Isto é, há um ponto a partir do qual é cada país por si.  Este princípio orientador é essencial para evitar o free riding que conduziria inevitavelmente a um cenário de tragédia dos comuns. As elites portuguesas vivem da esperança que não será assim, que depois das eleições francesas, ou das eleições italianas ou das eleições alemãs será diferente. Mas nunca é diferente.

Separar das águas

18 Março, 2013

O bail-in em Chipre reduziu significativamente o número de pessoas que acha que os bancos devem falir em vez de ser salvos pelo contribuinte. Acho que não tinham percebido que a falência de um banco implica perdas para os depositantes.

Uma pergunta

18 Março, 2013

Durante a década de 2000-2010, a economia portuguesa foi continuamente alimentada por um fluxo de endividamento externo equivalente a 10% do PIB. Em 2010, o Estado gastava  20% acima da receita, o défice era de 10% do PIB. Isto gerou uma economia dependente do endividamento externo, por um lado, e da despesa pública por outro.

Há neste cenário semelhanças com o que se passava na antiga URSS. Uma parte muito significativa da economia da antiga URSS era consumo público inútil que as instituições públicas adquiriam entre si. A questão que se coloca é: porque é que as reformas liberalizadoras na antiga União soviética não tiveram um efeito imediato no crescimento? Porque é que a economia demorou 15 anos a recuperar?

o que aí vem não vai ser bom

18 Março, 2013
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Nenhum político gosta de dar más notícias ao povo. Em situações de crise, essa atitude é agravada pelo facto dos políticos estarem convencidos que as boas notícias animam as pessoas e que o optimismo é meio caminho andado para se resolverem os problemas. Por isso, os governantes nunca dizem a verdade completa aos governados. Mesmo quando estão perante o abismo. Muitos deles acreditam mesmo que são capazes de dar a volta aos factos, conseguindo fazer em pouco tempo e sem recursos o que não foram capazes de fazer quando tinham uma coisa e a outra. Estes são, de longe, os que podem provocar os piores danos, porque estão completamente alheados da realidade, da sua própria e da do país em que têm responsabilidades. Ainda há pouco tempo assistimos a José Sócrates a resistir ao pedido de ajuda económica, convencido que ainda conseguiria evitar a bancarrota, quase seis anos depois de dispor do país como, infelizmente, muito bem quis. Vitor Gaspar não levou o país à bancarrota, porque ele já lá estava quando assumiu funções, nem dispôs de meios faraónicos para o recuperar, mas emprestou o seu nome a uma estratégia de recuperação que não podia resultar. E disso é inquestionavelmente responsável.

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Impressões

17 Março, 2013
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A política acabou

De momento, só conta a economia. Lamento muito.

Regression to the mean

Fenómeno estatístico a que Portugal não escapa. A regressão, neste caso, é ao estado histórico “normal” de país de emigração.

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Sugestão de leitura

17 Março, 2013
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 A Ideia de Europa em Luís de Camões, de J.P. SIMÕES DIAS

“A Ideia de Europa em Luís de Camões” – disponível para download gratuito na iBookstore da Apple! em:

https://itunes.apple.com/us/book/ideia-europa-em-luis-camoes/id608676591?ls=1

Toda a gente sabe!* / **

17 Março, 2013
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Toda a gente sabe que a “receita” pressuposta no “memorando” celebrado entre o Governo português e os nossos credores (quem, de facto, nos resgatou da bancarrota) implicava uma via rápida para a recessão.

Toda a gente sabe que o equilíbrio orçamental, num Estado sobreendividado e sem crédito, é impossível de se alcançar, no mínimo e como agora se diz, sem um risco sério de uma “espiral recessiva”.

Toda a gente sabe que a austeridade, por si só e sem crescimento, gera um empobrecimento vertiginoso. (O que já parece mais difícil é saber como se conjuga, realisticamente, aquela austeridade com esse crescimento!).

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Da Primavera árabe

17 Março, 2013

A 17 de Dezembro de 2010 um vendedor de fruta, Mohamed Bouazizi, imolou-se na Tunísia. Esse gesto foi o detonador duma revolta. O interesse mediático foi enorme.  A Mohamed Bouazizi foi atribuído o Prémio Sakharov.

A 12 de Março de 2013 um vendedor de cigarros, Adel Khadri, imolou-se na Tunísia.   O caso mal foi noticiado.

Chipre: confisco do contribuinte alemão

17 Março, 2013

1. O contribuinte alemão foi mais uma vez chamado a garantir um empréstimo à banca de um país da zona euro.
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2. Os depositantes cipriotas vão ter que pagar a sua parte através de uma conversão de depósitos em capital.
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3. É mais justo converter depósitos em capital do que pagar os aumentos de capital com dinheiro do contribuinte (como se fez por cá com o BPN),
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4. Bancos cipriotas passam a ser a concretização de um sonho socialista: tornam-se uma cooperativa de depositantes.
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5. Quando a Islândia fez pior aos depositantes estrangeiros dos bancos islandeses, choveram elogios. O modelo islandês de fazer a banca pagar a crise é que era bom. Agora já não gostam?
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6. Quem criticou o salvamento do Banif só pode achar este modelo melhor.
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7. Quem estava a contar com a generosidade dos contribuintes alemães para alimentar défices elevados em Portugal ficou a saber que essa generosidade tem limites.
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8. O fundo de garantia bancária é uma ficção. Em Portugal não chega para cobrir 1% dos depósitos inferiores a 100 mil euros. Ficará sempre ao critério dos políticos decidir se salvam ou não um banco com dinheiro do contribuinte.

autismo

16 Março, 2013
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Não deixa de ser preocupante o autismo que os nossos governantes manifestam sobre as consequências das políticas económicas estatizantes que têm seguido. Como pode, por exemplo, Vitor Gaspar admirar-se e ter tido um «grande desapontamento» pelo aumento do desemprego, num contexto de recessão económica e com a política de «enormes aumentos de impostos» que tem seguido? Donde espera ele que nasçam empresas e postos de trabalho? Dos planos traçados nos gabinetes do seu ministério pelos seus burocratas, ou da economia real e dos bolsos das pessoas e das economias das empresas? Se o estado o leva o dinheiro às pessoas e às empresas, se não há crédito nos bancos que o estado também ajudou a falir, e se não existem condições externas e internas para exportar, como podem as empresas aumentar a produção, única forma de criarem novos postos de trabalho?

Este autismo academicista, que convence quem governa que é capaz de se fazer substituir a quem é governado e que distorce a realidade para ela caber na teoria, é um dos perigos grandes do estatismo dos nossos tempos. Com isto não pode haver desilusões, mas apenas ilusões. Ah, e já agora, João, nem Portugal era, em 2011, a URSS de 90, nem Cavaco é Ieltsin, nem Passos e Gaspar valem juntos metade de Yegor Gaidar.

Em que política económica acredita a direita?

16 Março, 2013

Um contributo para dar resposta à questão colocada pelo Rui A.

Soviet_Union_GDP

 

Coisas a ter em conta

16 Março, 2013

a) O Esquerda.net fez uma rectificação a propósito da fotografia onde se via ou melhor dizendo o Esquerda.net e seus similares viam o novo Papa a dar a comunhão a Videla. O próximo Papa tem de ser colombiano e ter dado hóstias várias à gente das FARC.  Assim não há mais problema com as hóstias.

b) O I tem um artigo sobre Merkel Raízes polacas escondidas de Merkel reveladas em biografia em que escreve coisas deste género a propósito da origem polaca da família de Merkel: ” Na Alemanha, os líderes do Reich parece terem uma natural propensão para esconder as suas verdadeiras origens familiares. Antes da mulher mais poderosa no mundo o fazer, também o seu antecessor na chanceleria, Adolf Hitler, omitiu a sua origem austríaca e raízes familiares. Indiferente à revelação, Merkel prepara-se para ser reeleita de forma indiscutível para cumprir um terceiro mandato como chanceler.”   Será que a origem polaca de Merkel devia interferir nas eleições?

c) Putin não pôs mais dinheiro e o inevitável aconteceu: Chypre : un sauvetage inédit à 10 milliards d’euros

afinal, em que acredita esta direita?

15 Março, 2013
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Todas as previsões económicas do governo, o mesmo é dizer, o seu programa para o país, têm falhado. E não basta dizer, como afirmou o primeiro-ministro, que «previsões são apenas previsões», porque isso qualquer astrólogo amador sabe, e nós não o contratamos para ler os astros ou deitar a sorte nas cartas.

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O ponto está em saber porque falham as «previsões» deste governo, concretamente as que vaticinavam resultados mais optimistas para os números do desemprego e do crescimento económico. A explicação não é difícil de entender, e até mesmo este governo, necessariamente obcecado com a bancarrota do país, é capaz de a perceber: o que gera emprego é a riqueza, e o estado português anda há muitos anos a destruí-la com políticas fiscais de enorme irresponsabilidade. Por outras palavras mais simples, daquelas que, como dizia o outro, até uma humilde dona de casa entende, a tributação elevada não permite a poupança, sem poupança não há investimento e sem investimento não se criam empresas, trabalho e riqueza. Para além do mais, o risco de investir num país com uma política fiscal errática é muito elevado, não atrai capitais estrangeiros e afugenta os nacionais, que, de resto, para além destes óbvios inconvenientes, a polícia fiscal do regime também cuida de amedrontar. Assim, e de uma vez por todas, para ver se nos entendemos, quem acredita que é a engenharia económica e financeira do governo e do estado que cria emprego são os socialistas, entenderam? Quem não for socialista deve ter outras ideias e pensar melhor.

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No fim de contas, a coisa resume-se a isto: em que política económica acredita a direita do regime, protagonizada pelo PSD e pelo CDS? Até agora, a resposta tem sido esta: nos mesmos princípios e nas mesmas políticas do Partido Socialista.

Agora? Agora fazem de conta que não aconteceu nada

15 Março, 2013

O Malomil chama a atenção para esta notícia do Esquerda.net:  «Jorge Mario Bergoglio, ou o padre que dava a comunhão a Videla. Jamais condenou os ditadores argentinos, apesar de saber que Videla e os seus sequazes torturavam, assassinavam, faziam desaparecer milhares de pessoas. Não pode alegar que não tinha conhecimento, porque era o confessor e dava a comunhão a Videla.» Para reforçar esta denúncia – cabe também perguntar se a indignação seria a mesma caso a comunhão fosse dada a um ditador de esquerda e se acredita o autor do texto que Videla confessa os seus crimes na confissão – mas voltando à hóstia dada a Videla por  Bergoglio acontece que não é de facto Bergoglio que se vê na foto que ilustra o texto do Esquerda.net. Em jeito de conclusão escreve o Malomil: “É possível que haja outras imagens, outros factos. Mas esta não, esta é uma deturpação. E agora, que fazer? Pedir desculpas aos leitores, talvez?”  Desculpa? Só por milagre. Porque a regra da casa é fazer de conta que não aconteceu nada e seguir em frente com mais acusações. Pode ser que alguma acerte.