e agora, tozé?
Com que cara fica o PS, que tanta fé depositou no novo messias do socialismo europeu, o sr. Hollande, ao ouvi-lo elogiar Pedro Passos Coelho e o governo português, dizendo que os “difíceis esforços que Portugal está a fazer estão a dar frutos” e que tem “confiança no regresso de Portugal aos mercados”? Então o governo português não está a levar o país para o abismo? François Hollande não concorda com isso? E o PS concorda com o Messias ou não concorda com o Messias? É certo que Passos também foi particularmente amável com o chefe de estado francês ao exigir que a Alemanha continue a pagar a agricultura gaulesa, mas, caramba, isso não pode explicar tudo!
uma aberração
O semipresidencialismo português é uma verdadeira aberração. Consagrado, na forma actual, pela revisão constitucional de 82, ele constituiu, desde então, a primeira legalização do aborto – do aborto político, mais propriamente – em Portugal. Na sua versão primitiva saída da revolução, a Constituição consagrara um modelo de governo que fora decalcado da Carta Constitucional de 1826: um chefe de estado com um forte poder moderador, de quem, na prática, o governo e a sua actuação legislativa dependiam, tanto ou mais do que do parlamento. Com a revisão de 82 e o Conselho da Revolução regressado à caserna, o chefe de estado ficou uma espécie de ectoplasma fantasmagórico a quem são permitidas aparições esporádicas quando está em causa «o regular funcionamento das instituições». Ou seja, de monarca constitucional, o chefe de estado transformou-se numa versão eleita do Almirante Américo Thomaz. Após a morte de Salazar, claro. O semipresidencialismo português, desde então, aprisiona em Belém figuras decorativas que apenas podem ameaçar o governo de demissão, ameaça que habitualmente consumam no segundo mandato, para relaxar os nervos e digerir as humilhações que precisaram de engolir para conseguirem a reeleição. Com o único poder de que praticamente dispõe, o Presidente da República Portuguesa transforma-se, ao demitir o governo, num player político activo. porque esse acto envolve um juízo de máxima censura política sobre quem governa (pôr em perigo «o regular funcionamento das instituições»…), o que o coloca ao lado da oposição, a quem, na prática, entrega o poder e o país. Por isso, e só por isso, é que Cavaco Silva não dissolveu ainda a Assembleia da República, como aspira e profetiza o Professor Freitas do Amaral, o mais recente astrólogo e quiromante da política portuguesa. Por isso, e só por isso, é que Jorge Sampaio engoliu Santana Lopes e esperou que o PS mudasse de liderança antes de provocar eleições antecipadas. E, por tudo isto, porque tanta perigosa inutilidade concentrada em Belém faz mal à saúde do regime, torna-se necessário que a CRP determine, de vez, qual a verdadeira matriz do nosso sistema de governo: ou presidencial ou parlamentar. Por mim, não duvido que apenas esta última nos servirá. Mas quem quiser um caudilho salvador da pátria, um Monti graduado em general de cinco estrelas, sempre poderá ficar com a primeira.
ler é aprender
Ler o Blasfémias e aprender alguma coisa…
Eficácia
O PR promulgou a Lei que determina a extinção agregação de freguesias, acompanhada de um recado ao parlamento que a aprovara. Se o PR tivesse esperado umas horas antes de enviar o recado, teria tido tempo para verificar – lendo a edição de hoje do diário da república – que o Governo tratara já de criar (a 3 de Janeiro) uma equipa (que dá pelo pitoresco nome de EARATA) para tratar do assunto.
Do Boletim de Inverno do Banco de Portugal

Os cépticos podem verificar: os resultados de PISA são mesmo os mais recentes.
Leitura recomendada
A propósito da ADSE
A esquerda deve governar sempre
Porque assim ninguém começa a exorbitar com quedas de governo mal vêm umas centenas de milhar de pessoas para a rua como sucedeu no passado fim de semana em Paris e porque se podem tomar decisões que com outros protagonistas davam motivo a uma onda de indignação: a França, do senhor Hollande graças a Deus, desencadeou uma operação militar no Mali. Até agora ninguém falou de reacendimentos nem de neo-colonialismo. Os mortos deviam ser todos orfãos e e celibatários pq não aparece um único familiar a chorá-los nas televisões, ninguém pisa o retrato de Hollande com aquele chanatos telegénicos dos tempos do Iraque. Enfim é um sossego. Donde só posso concluir que em matéria de legitimidade da rua e combate à Al Qaeda esperemos ser governados agora e sempre pela esquerda.
Assim se fala em bom português
PS quer “acabar com a ADSE para acabar com a injustiça – Isto é que é um título. Se a proposta viesse do PSD o título seria: “Governo quer destruir ADSE” ou “Constituição permite acabar com ADSE?”. Ou ainda “Depois dos subsídios, funcionários públicos perdem ADSE ” Numa versão mais politizada haveria também “ADSE provoca nova crise no Governo. Porta discorda de Passos” ou “Cavaco contra fim da ADSE”. Quiçá recuperado da sua gripe Mário Soares escreveria “Nem Salazar se atreveu a tocar na ADSE”. Como o PS diz aquelas coisas que os jornalistas adoram a extinção da ADSE torna-se num combate à injustiça.
Escolhas
António José Seguro fez uma óptima escolha para a câmara de Cascais: João Cordeiro, da ANF. João Cordeiro não ganha pela mesma razão que os humanos não voam: não temos esqueleto para tal. Corporativo e arrogante até à medula só por desastre da outra parte é que Cordeiro ganhará. E Seguro bem precisa que a outra parte ganhe pois o duo Carreiras-Capucho são do que mais eficaz existe a fazer oposição a Passos Coelho.
Hipocrisias
Vivemos tempos de hipocrisia: discutir a sustentabilidade do estado social é querer destruir o estado social; o país endividou-se e agora culpa pela crise quem lhe empresta dinheiro. Não se pode dizer o que se pensa – veja-se o caso de Isabel Jonet – tem de se falar uma espécie de língua de pau pq caso contrário os hipócritas irritam-se. Os hipócritas como não pode deixar de ser são furiosos moralistas: no dia do seu aniversário uma deputada foi apanhada a conduzir alcoolizada e teve a sua cara espalhada pelos jornais; numa festa qualquer umas pessoas fazem um comboio e o seu sorriso torna-se uma ofensa ao país em crise pq é suposto vivermos em ambiente de velório; uma miúda diz que gostava de ter uma mala chanel e causa um escândalo… Os hipócritas não querem saber do que as pessoas fazem, pensam ou defendem. Os hipócritas vivem de aparências.
Impressões
Documento FMI
Alguma coisa vai ter que ser feita. A demagogia pode enganar as pessoas mas não elimina a realidade.
Demissões
Quem está é que trata da casa. Não quem pensa que devia estar.
a «ética» de rothbard
N’ O Insurgente.
O que está em causa é “o direito à criança”
Apesar da distracção da comunicação social é grande a mobilização em França contra a proposta governamental sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e sobretudo contra as alterações à filiação que tal pode implicar. Na polémica e na discussão que estes assuntos têm gerado em França há um documento que vale a pena ler. Trata-se do testemunho de Jean-Dominique Bunel que foi criado por um casal de duas mulheres. Advogado, 66 anos, é conhecido em França pelo seu trabalho em várias associações de carácter humanitário. «Ce n’est donc pas le tabou de l’homosexualité qui m’a fait souffrir, mais l’homoparentalité. Les homosexuels doivent naturellement être accueillis avec fraternité ; ils enrichissent l’humanité et s’il faut, bien entendu, leur accorder le plus possible les mêmes droits qu’aux hétérosexuels, cette égalité ne peut évidemment pas s’appliquer à un “droit à l’enfant” qui n’existe nulle part et qui ne figure dans aucun texte.» Voilà bien ce qui ne passe pas : l’homoparentalité. De quoi a-t-il souffert ? «De l’indifférence des adultes aux souffrances intimes des enfants, à commencer par les miennes. Dans un monde où leurs droits sont chaque jour évoqués, en réalité, c’est toujours ceux des adultes qui prévalent. J’ai également souffert du manque d’un père, une présence quotidienne, un caractère et un comportement proprement masculins, une altérité par rapport à ma mère et à sa compagne. J’en ai eu conscience très tôt. J’ai vécu cette absence de père comme une amputation.» «Je vous offre un témoignage, il n’a pas valeur de sondage» Ler mais…
Uma frente é que dava jeito
«Nós não propomos um governo só de comunistas.» declara Jerónimo de Sousa numa entrevista ao I. Com a expressão eleitoral do PCP um governo de comunistas é democraticamente impossível. Mas na verdade é isso que Jerónimo defende. Com “este PS” também não pode ser. E quanto ao BE cada um vai segundo Jerónimo de Sousa a “caminhar na sua própria bicicleta”. Logo quem sobra? Os patriotas, democratas, homens e mulheres de esquerda preocupados com o país, que convirjam connosco na procura dessa alternativa. Ou seja o velho frentismo fantoche que o PCP usou nos idos de 75 com o resultado sabido. O que é grave não é a proposta em si – cada um deve ser livre de propor o que quer. O que é grave é este tipo de declarações nunca seja escrutinado e que depois de fazer este tipo de declarações o PCP nunca seja confrontado com a sua apologia das ditaduras ou que no 1º de Maio fale de opressão e direitos em Portugal e depois alguns dos seus dirigentes integrem delegações oficiais em Cuba.
privatizem, já!*
O Brasil é conhecido pelas suas péssimas instalações prisionais, onde a sobrelotação, as miseráveis condições de alojamento dos presos e a insegurança são características dominantes do sistema. Em resultado disso, foi criado, há alguns anos, no Estado de São Paulo, o primeiro sindicato de presos – o PCC (Primeiro Comando da Capital) – que posteriormente se transformaria num verdadeiro sindicato do crime, que organizou a maior rebelião prisional do país, em 2006, e pôs a cidade de São Paulo a ferro e fogo, com actos de violência inauditos.
Perante este inequívoco fracasso das autoridades públicas, o que resolveram estas fazer? O óbvio: começaram a privatizar o sistema prisional brasileiro, tendo começado pelo Estado de Minas Gerais, para avançarem posteriormente para outros estados.
Assim, as novas prisões privadas são propriedade de empresas privadas que as constroem e administram, e que recebem os presos com base em contratos celebrados com os governos dos estados. Nesses contratos ficam definidas as condições de exploração do negócio, determinando-se a capacidade máxima do presídio, as condições de alojamento dos presos e as sanções pecuniárias aplicadas caso falhem as condições estipuladas, como, por exemplo, as exigências de higiene, o fornecimento de água e de luz por períodos prolongados de tempo, a sobrelotação das celas, sendo que, em contrapartida, o poder público não poderá enviar mais de 10% do número limite de presos fixado no contrato. Já a segurança das prisões privadas será necessariamente muito superior à das públicas: em caso de quatro fugas ou rebeliões bem sucedidas ocorridas num período de dois anos, a empresa será multada em 16 milhões de reais.
Fica aqui um bom exemplo para Portugal, onde não se pode privatizar a RTP porque o estado não pode deixar de ter um canal noticioso próprio…
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Plagiado do título do excelente livro do Rodrigo Constantino, cuja leitura recomendo vivamente.
Decadência civilizacional
A formulação deste texto onde o cão é tratado pelo nome personificação a que a criança não teve direito: «Petição Contra o Abate do Pitbull “Zico” e de todos os outros “Zicos”! Esta petição tem como objectivo lutar contra o abate do cão “Zico” que atacou uma criança em Beja e de todos os outros “Zicos” espalhados pelo país… Um cão que nunca fez mal durante 8 anos e atacou é porque teve algum motivo. O abate não é solução! Nestes casos há que investigar o que causou a reacção do cão (foi provocado/não está a ser bem tratado/etc) e pode optar-se pela reabilitação/treino do cão! Se não se abatem pessoas por cometerem erros, por roubarem, por matarem…então também não o façam com os animais! Eles também merecem uma segunda oportunidade! POR CADA VIDA PERDIDA DEVIDO AO ATAQUE DE UM ANIMAL, VÁRIAS VIDAS SÃO SALVAS POR ANIMAIS!!!»
As neo-tricoteuses
Andam por ai. De repente sem mais atiram-se sobre uma vítima. Ontem foi uma rapariga que queria uma mala Chanel. Claro que se se for do clube dos jacobinos ou se se lhes tiver caído em graça se pode adorar sapatos Manolo Blahnik – aqueles que fazem a perdição das protagonistas do “Sexo e a Cidade” mas as tricoteuses adoram ou toleram Sarah Jessica Parker pq ela ajuda a recolher dinheiro para as campanhas do Obama e derrotar a América estupidíssima e profundissima dos republicanos – ou até fazer publicidade à Vuitton se se fizerem umas declarações muito politicamente correctas. Como a menina do video não calhou em graça às tricoteuses estas atiraram-se ao teclado dos seus gadgets com a mesma fúria com que as tricoteuses manejavam as agulhas na sala do Tribunal Revolucionário durante o Terror. Hoje ou amanhã a vítima será outra.
tem toda a razão
O secretário-geral do PS, António José Seguro, ao dizer que o governo se meteu numa “trapalhada”. Pois meteu. Meteu-se na trapalhada de assumir o governo de um país falido e entregue ao FMI pelo governo anterior, chefiado por José Sócrates, ao tempo secretário-geral do mesmo partido de Seguro. Isto há doidos para tudo, de facto!
até tu, pedro?
“Nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás” (Mateus 26:34).
A primeira já está e com referências premonitórias à Bíblia. Faltam ainda duas para enfiar o relatório, de vez, na gaveta.
Medicamentos nos Hospitais (texto de 2010)
Publicado há 3 anos, “Medicamentos nos Hospitais” é um texto que aparenta manter alguma actualidade.
Mais Passos em falso
Depois de o Partido Socialista se ter comprometido com a privatização da ANA – Aeroportos de Portugal, o PSD e o CDS, chegados ao poder, tiveram uma boa oportunidade para corrigir as deficiências e modelos errados que se vinham perpetuando do antigamente.
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Ao modelo estatizante do monopólio, poderia avançar-se finalmente para um sistema concorrencial e descentralizado. O que aliás corresponderia à anunciada vontade politica (sufragada popularmente) de libertar as energias da sociedade e limitar o poder e ineficiência do Estado.
Mas não. Optou-se por dar mão livre às velhas carraças centralistas e socializantes.
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Para a história ficará que foi esta maioria PSD /CDS que perpetuou, no mínimo por mais 50 anos, um modelo de gestão monopolista e centralista num importante segmento económico. Tal decisão corresponde ao centralismo reinante e abafador em que se estrutura todo o Estado e a sociedade. Com a manutenção do monopólio e a centralização, o poder político e suas gentes assegura que manterá sempre uma palavra determinante nesse negócio.
Se se fosse devolver liberdade à sociedade e desmantelar o monopólio, o poder seria disperso pelas regiões e por vários e novos actores económicos, o que é de todo contrário aos interesses das gentes que vivem do Estado.
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Esta forma de gestão do poder apenas pode desaparecer e a sociedade libertar-se desse atavismo terceiro-mundista, não com mudanças de partido governantes (que a genética centralista e socializante é a mesma), mas quando o resto se fartar e começar a agir em defesa da sua liberdade contra estas carraças que teimam em se eternizar.
Descidas de impostos são inconstitucionais
O corte de salários da Função Pública de 2011 foi aprovado pelo Tribunal Constitucional na condição de ser temporário. O corte de 1 salário da Função Pública e pensionistas em 2013 só será constitucional se o Tribunal Constitucional considerar que o aumento de impostos de 2013 é constitucional. Por isso, não vale a pena pensar em descidas de impostos enquanto os cortes nos salários da Função Pública não forem revertidos. Seria uma injusta repartição dos sacrifícios.
O estado das coisas
Há quem pense que o corte de 4000 milhões de euros nas funções do Estado são uma alternativa ao aumento de impostos de 2013. Não são. Para se atingirem os objectivos de 2014 é necessário o corte na despesa de 4000 milhões e o aumento de impostos de 2013. Para reverter o aumento de impostos de 2013 será necessário mais do dobro de corte na despesa. Já agora, é necessário atingir os objectivos de 2014 porque sem eles não há nem a normalização financiamento externo (público e privado) nem recuperação económica. Mas não liguem ao que eu digo. Sigam o Pedro Lains, que tem melhores notícias para vos dar: nem corte na despesa nem aumento de impostos.
Economia (e) Política*
Um dos fatos relevantes da semana foi a divulgação do Estudo encomendado pelo Governo ao FMI, sobre a Reforma do Estado (o título original do estudo é “Rethinking the State – Selected Expenditure Reform Options”).
O estudo auto qualifica-se como sendo “técnico” e não se dirigindo, em princípio, a outros destinatários que não aquele que o solicitou (o Governo). Assim, a primeira interrogação que, com propriedade, podemos colocar, prende-se, precisamente, com a razão de ser e o momento da sua divulgação, via imprensa. Será preparar psicologicamente o caminho para a tomada de decisões políticas que reflitam as opções (ou algumas delas) avançadas pelo FMI? Será que o Governo quer, no fundo e de alguma forma, desresponsabilizar-se, política e parcialmente, das medidas que poderá eventualmente adotar, aconchegando-se, um pouco, nas costas do FMI?
“quando eu era «fascista»”
Argentinando
Querem saber como chegámos aqui? Porque sempre que alguém ousava questionar o rumo que estava a ser seguido transformava-se numa espécie de saco de boxe; reaccionário, inimigo do estado social, tremendista, pessimista… e outros epítetos foram usados para calar qualquer discussão, com a conivência geral. As reacções ao relatório do FMI e sobretudo às declarações de Carlos Moedas sobre o mesmo relatório são disso um bom exemplo. Provavelmente mais uma vez não se discute nada porque a onda de indignação vai conseguir empurrar para a frente o problema. Sendo óbvio que tudo aquilo que recusamos discutir a tempo temos de aceitar depois como facto consumado. Esta lista das reacções ao relatório do FMI e das reacções às reacções são um bom exemplo da hipocrisia institucionalizada que nos condenou à pobreza. Acabaremos como a Argentina, empobrecidos e embrutecidos.
“Relatório do FMI tem dados falsos”
PS exige a Passos que divulgue com urgência estudo do FMI
BE pede ao país que se levante contra medidas brutais
CGTP: relatório do FMI confirma falhanço das políticas do memorando
UGT:”Cortes propostos pelo FMI põem em causa a Constituição”
“Relatório do FMI é desfasado”, dizem Oficiais das Forças Armadas
“Na PSP não há polícias a mais”
Juízes: “Há aí uma confusão que tem de ser desmistificada”
Ordem dos Médicos contra subida das taxas moderadoras
Movimento de Utentes “indignado” com propostas do FMI
António Arnaut diz que propostas são “uma subversão do regime”
FENPROF diz que medidas para a Educação levarão ao desastre
CAP preocupada com possíbilidade mais austeridade
FNE diz que corte de 50 mil professores impossibilitaria funcionamento das escolas
Bruxelas quer calendário para os cortes no Estado já em fevereiro
Governo: receita do FMI “não é um documento fechado”
CDS quer limite para os apoios sociais
Passos quer rever sistema de pensões
boys don’t cry
Manuel Queiró vai ser o novo presidente da CP. Privatizar, para quê?!
compromisso fiscal
O relatório do FMI, que propõe medidas concretas para reestruturar o estado português, faz sentido e é urgente, por mais que nos custe e por dolorosas que sejam muitas das suas medidas. A verdade é que, sem elas, Portugal continuará a esvair-se numa dívida pública progressiva, paga com impostos também eles violentamente progressivos, que num prazo breve darão conta do resto da economia que ainda vai sobrando, empobrecendo-nos a todos, até a um limite de difícil recuperação. As medidas do documento correspondem, sem mais, aos célebres «cortes na despesa pública», em que todos falávamos e que todos pedíamos quando nos indignávamos por ver o governo aumentar impostos sem mexer na fonte dos problemas. Chegaram agora, tarde e por mão alheia à nossa, incapazes que fomos, ao longo dos anos, de evitar o descalabro provocado pelo gigantismo estatal, que muitos de nós insistimos em continuar a não querer ver. Tem, aliás, muita graça ver os ministros do CDS, que por aí andaram ultimamente a reclamar pelos «cortes na despesa do estado», a deitar as mãos à cabeça por causa do documento (Pedro Mota Soares foi particularmente caricato), onde eles finalmente aparecem.
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Se o governo prosseguir – e vai prosseguir, certamente, quanto mais não seja por falta de opção – pelos caminhos apontados no documento, não poderá, contudo, deixar de assumir um compromisso com os portugueses: o da redução dos impostos que servem para sustentar a despesa que estas medidas irão certamente reduzir, com taxas de redução e prazos claros e concisos. É fundamental ter-se presente que a finalidade de reduzir o estado é libertar a economia que ele asfixiou nos últimos anos, levando-a a patamares de quase inexistência. Por que é por quase não termos economia – e não por deixarmos de ter estado, ou passarmos a ter «pouco» estado – que Portugal empobreceu e que os portugueses têm passado pelo que estão neste momento a passar.
O Relatório do FMI
Levanta, no diagnóstico e nas sugestões que apresenta, um velho mas interessante debate: o confronto entre os direitos adquiridos e o princípio da igualdade. Algumas das propostas são um verdadeiro murro no estômago, mas o documento merece ser lido com atenção. O texto integral está disponível no site do Negócios (em documentos download).
Isto está a ficar penoso
Expresso 40 anos: Portugal era um país cor de cinza Este tipo de títulos prolifera não tanto como retrato de uma época mas sobretudo como auto-desculpabilização para aquilo que hoje somos.
Paixão pelos registos
Sempre que acontece um ataque de um cão refere-se inevitavelmente se este se encontra ou não registado. Registar um cão é um acto meramente administrativo que para os casos de agressão não me parece que tenha qualquer relevância. Estar registado não é sinónimo de “não perigoso”.
princípio da igualdade
Por um destes dias, se o princípio da atenuação fiscal for a redução de roupa, nenhum de nós pagará impostos.
Da série BE acusa
O BE vive de acusar. Esconde o comunismo que lhe está na origem e constituiu-se como uma espécie de Torquemada com uniforme casual. Todos os dias o BE acusa algo ou alguém numa linguagem que só o BE e Alberto João Jardim se permitem usar. Mesmo quando o BE acusa sem qualquer fundamentação como sucedeu a propósito de um caso de meningite no Hospital S. Sebastião, o BE em vez de pedir desculpas escolhe outro alvo para as suas acusações: Pedro Filipe Soares, dirigente do BE, argumenta que foi enganado por uma fonte que pensava ser credível.
Agora o Assad é ditador
Ontem num noticiário televisivo constatei que Assad é tratado como ditador. Durante anos o seu pai e ele mesmo foram designados como líderes. Agora passou ao estatuto de ditador que obviamente sempre foi. Só não sei como se devem designar aqueles que o combatem porque até agora não parecem muito mais democráticos. Mas nesta distinção com o título de ditador agora atribuída a Assad resta-me a dúvida pq é ele adjectivado como ditador enquanto Fidel ou o presidente da República Popular da China são referidos como líderes? Parece-me que a regra destas identificações é mais ou menos esta: mediaticamente um ditador é um líder ditatorial de facto mas que só passa a ditador a partir de determinado momento. Quais?
a) se em tempos foi endeusado pela esquerda passa a ditador quando deixa de ser relevante e alguma esquerda deixa de o apoiar .
b) caso seja de direita é ditador desde o princípio o que sempre torna tudo mais claro.
Impressões
A esquerda não quer já o poder
Até às autárquicas. O discurso a favor da queda do governo é por questão de obrigação.
Um só mês da esquerda no poder
Impediria a conquista de muitas câmaras (e muitas vão ser para vários mandatos). O PSD que governe, por enquanto.
Loucura fiscal
Dívidas acima de 3500 euros à Segurança Social passam a dar prisão
França endurece tom contra exilados fiscais na Suíça
Obese who refuse to exercise ‘could face benefits cut’
(…) Todos os dias temos uma nova lei, medida, anúncio… para sacar mais dinheiro. Vale tudo.
Fretes nos jornais
Fernando Moreira de Sá, no Forte Apache, desmonta impecavelmente a triste moda de fazer política mascarada de fazer “jornalismo”, mais ou menos engagé, à boleia de causas tidas como politicamente corretas. Enfim, era só o que faltava se os factos perturbassem a narrativa anti-Luís Filipe Menezes que a agenda política de alguns tanto se esforça por impor mediaticamente…
A matemática não está suspensa
Na hipótese de o tribunal constitucional declarar os cortes na despesa inconstitucionais com efeitos para 2013 o défice aumentará de imediato pelo menos 1200 milhões de euros. Como a matemática não pode ser suspensa, esse dinheiro terá que ser pago por alguém. Há apenas 2 hipóteses realistas, ou é pago a pronto pelos contribuintes de imediato, ou é pago pelos contribuintes a prestações e com juros no futuro, o que dificultará ainda mais a saída da crise. Não há uma terceira alternativa. A claque pela inconstitucionalidade do orçamento costuma discutir o problema com a esperança infantil de que não pagar o défice agora é preferível, ou porque pensam que pagá-lo no futuro será mais barato (não será), ou porque pensam que se não se pagar agora não se paga no futuro. Andam nisto há vários anos, e a situação do país não tem melhorado.