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Menezes é sempre animação

30 Janeiro, 2013

LFM como Presidente da Concelhia de Gaia do PSD, lá levou a votos o seu candidato (aquele que sendo vereador em Matosinhos tem sido o sustentáculo do PS…). Mas, azar. Estando de saída já não tem respeitinho por ele. A votação ficou empatada. Vai daí, Menezes tenta uma artimanha: apesar de ter sido votação secreta, reinvidica voto de qualidade pelo que daria a vitória ao candidato que propos. Está bom de ver que após risos e sorrisos, teve de enfiar a viola no saco.

Mas não se conteve. Arranjou outra.  Primeiro anunciou nova votação. Mas cancelou.

Depois emite um comunicado onde fala da existência de 2 candidatos, embora tenha recusado levar a votos um deles, apoiado pelas freguesias e defendido apenas o seu.

E ao melhor estilo sulista e elitista…remete a decisão para Lisboa. Que estes escolham o candidato a Gaia  pois que Meneses é incapaz de gerir o processo.

É só rir.

Afinal, Tozé, há mesmo alguma pressa…

30 Janeiro, 2013
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António Costa e Seguro reúnem-se… Com Tozé, agora, a marcar a agenda, seguramente.

 

Se cá nevasse fazia-se cá ski…

30 Janeiro, 2013

“Ou unes o partido ou candidato-me” terá dito António Costa a António José Seguro.
SE bem percebo António Costa avança caso António José Seguro não consiga convencer os apoiantes dele mesmo Costa e provavelmente também a ele Costa de que vale a pena apoiarem António José Seguro.

Enfim, no Rato vive-se ao ritmo dos Salada de Frutas

“Sebastião cá voltasse
Se a moleza se cansasse
Se o Eusébio ‘inda jogasse
Ai que fintas que ele faria um dia…
Se o imposto não subisse
Se o emprego não fugisse
Se o presidente sorrisse
Outro galo cantaria um dia…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se…fazia-se…
Há sempre um “se” no caminho
Que me deixa as mãos tão presas
Se eu cortasse o “se” daninho
Talvez me livrasse das incertezas…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se…fazia-se…”
 

tó, tozé e a sacrossanta unidade do partido

30 Janeiro, 2013
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– Ó Tozé, há uma coisa de que te tenho de avisar para  começo de conversa: para mim, a unidade do partido é sacrossanta!

– Ó Tó, tu tem lá paciência, mas para mim a unidade do partido é sacrossantíssima!

– Ó Tozé, desculpa lá, pá, mas não estás a contribuir para a unidade do partido: quem disse, primeiro, que considerava sacrossanta a unidade do partido fui eu!

– Mau, mau, Tó! Tu é que estás a dividir o partido: eu é que sempre disse que a unidade do partido é sacrossanta.

– Não, Tozé, tu é que quebraste a sacrossanta unidade do partido com essa mania de me contrariares.

– Eu!!!! E tu, que não te cansas de deslealdades para comigo, o mesmo é dizer contra a sacrossanta unidade do partido?

– Bom, bom, olha que assim eu candidato-me: como dizia o outro, andas há muito tempo a quebrar a sacrossanta unidade do partido.

– Eu é que me recandidato contra as tuas medidas desleais que põem em causa a sacrossanta unidade do partido, Tó! Não esperava isso de ti, pá. Fazeres-me uma coisa dessas, a mim, que sempre preservei a sacrossanta unidade do partido. Francamente!

– Ai é, ai é?! Olha, Tozé, eu até nem queria, mas vais obrigar-me a candidatar-me. E não é contra ti, que até sempre fomos muito unidos, é só para preservar a sacrossanta unidade do partido. Mas depois não te queixes se voltarmos ao passado.

– Então está bem, Tó. Vou-te derrotar em nome da sacrossanta do partido. E na noite da vitória não te esqueças de vir comemorar ao McDonalds do Rato. Vou lá ter umas dúzias de Big Macs para enfiares pelas goelas abaixo. Tudo em nome da sacrossanta unidade do partido…

marcado pelo passado

30 Janeiro, 2013
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«Seguro anuncia recandidatura contra o “regresso ao passado”»

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O que terá de tão grave o passado, presume-se que recente, do PS, para que António José Seguro o não queira de volta?

Qual é a pressa, ó António?!

29 Janeiro, 2013
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Costa avança para a liderança do PS

ò Ramos, não havia necessidade

29 Janeiro, 2013

Portugal tem algumas originalidades bem castiças.

Por exemplo, um grupo de deputados do psd/cds com pouco que fazer, no melhor estilo chavista sul-americano, quer  sugerir programas de televisão à emissora do Estado.

 

O combate ao espectro

29 Janeiro, 2013

O Metro de Lisboa está outra vez em greve. «Em causa”, de acordo com a FECTRANS, está o “ataque feroz de que os trabalhadores estão a ser alvo por todas as vias: Orçamento do Estado, alteração da legislação laboral e o espetro da privatização» Ora como todos os outros portugueses tb sofrem com o OE e como alguns meio amalucados que trabalham por conta própria nem têm  a certeza se vão continuar a ter trabalho   creio ser chegada a hora de se criar a figura do objector fiscal. Por outras palavras cria-se uma lista das empresas para as quais o contribuinte se recusa  a contribuir.  Muito francamente  o Metro de Lisboa sai-nos muito caro. E a vida não está para luxos.

Sensibilidades

28 Janeiro, 2013

«João Soares defende Arménio Carlos: “O etíope é mesmo escurinho”   Arménio Carlos chamou “escurinho” a Selassié. João Soares não vê mal nisso.»

João Soares tem razão. E convenhamos que chamar escurinho ou branquelas a alguém não tem nada de especial e no caso de Arménio Carlos é até uma elevação do seu tipo de linguagem habitual em que todos são “bandidos” à excepção dele e dos seus camaradas. O problema é que há anos que não se pode dizer nada sobre cor da pele, nacionalidades e outras circunstâncias sem que imediatamente se agite a onda de indignação ululando racismo, xenofobia etc etc…Ou será que João Soares  já não se lembra disto: «Sócrates valeu-se ainda de uma outra declaração da sua principal opositora: «Choca-me que a dr. Manuela Ferreira Leite considere que as obras públicas apenas servem para dar emprego aos ucranianos e aos cabo-verdianos (…). Isso choca a minha sensibilidade mas fere também a nossa história. Nós fomos uma nação de emigrantes»  »

 

Mama sume

28 Janeiro, 2013

Ramalho Eanes: «Jaime Neves foi – com Alpoim Calvão –, em minha opinião, o melhor combatente da nossa geração de oficiais.»

Impressões

27 Janeiro, 2013
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Televisão

No final, ninguém larga. Mais vale simular uma derrota pessoal.

Governo bom/ Governo mau

Não sei quem teve a ideia. Mas funciona lindamente.

Ler mais…

Títulos que só a esquerda sobretudo se for francesa pode ter sem que chovam cordões humanos

27 Janeiro, 2013

Guerre au Mali : qui sont les ennemis de la France
Une menace contre les intérêts français dans toute la région  E nem sequer o soldado com a máscara da morte levou a uma manifestação diante da embaixada francesa.

Assim se vê a indulgência face ao PC

27 Janeiro, 2013

Correio da Manhã: Arménio Carlos chama “rei mago escurinho” a representante do FMI
Que outros jornais, rádios ou televisões deram esta notícia? 

A realidade ultrapassa sempre a ficção

26 Janeiro, 2013

Agression du Bolchoï : l’ange noir interrogé

“Autênticas propostas”

26 Janeiro, 2013

TVI: «António Costa apresentou esta noite autênticas propostas alternativas à política do Governo e às propostas de António José Seguro.»

 

GUTERRAR

26 Janeiro, 2013

«Governo mantêm RTP na esfera pública»

 

Tudo ao contrário

25 Janeiro, 2013
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Conheço Paulo Júlio há pouco mais de ano e meio mas fui tocado pela sua intrínseca honestidade pessoal e pela enorme capacidade de trabalho que pôs ao serviço do ímpeto reformista do Governo.
Custa muito ver alguém com tão boa vontade e mérito deixar as funções de governante por um arremedo de factos que, estou certo, não terão qualquer sustentação em juízo. E dá-me quase raiva quando homens honestos abandonam cargos públicos sem nunca terem sido julgados enquanto outros neles se mantêm, impávidos e sereníssimos, embora já condenados em todas as instâncias judiciais e até no Tribunal Constitucional…

Coisas que fascinam

25 Janeiro, 2013

No dia em que o Governo introduziu uma profunda reforma no regime das sociedades desportivas (ainda que o único desporto expressamente referido na Lei seja o futebol), ficamos a saber que um jogador profissional de futebol pode jogar num jogo da “Equipa A”, no campeonato da I Liga ou na Taça da Liga, mesmo que tenha sido expulso no jogo anterior da “Equipa B“. No entanto, por causa de uma disposição de um Regulamento que apenas regula “a participação das equipas “B” no campeonato da II Liga“, a participação desse mesmo jogador, setenta e uma horas e quarenta e cinco minutos depois de terminado o jogo da Equipa B, num jogo de outra competição (Taça da Liga), agendado pela mesma entidade que organiza as duas competições,  é punida com derrota e perda de pontos. Os factos de as “Equipas B” estarem proibidas de participar na Taça da Liga, de o intervalo de 72 horas estar previsto no regulamento de outra competição e de o regulamento da Taça da Liga obrigar à utilização efectiva de jogadores “formados localmente” (quase todos da “Equipa B”) são, aparentemente, irrelevantes.

Não há paciência

25 Janeiro, 2013

Lego accused of racism with Star Wars set

‘Django Unchained’ action figures spark call for national boycott by Rev. Al Sharpton’s National Action Network

Chuva em Novembro… Ah! mas Natal em Dezembro!

24 Janeiro, 2013
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Foi, no fundo, a reacção de A. J. Seguro, relativamente à experiência feita esta semana e bem sucessida, de colocação, nos “mercados”, da dívida soberana. Repare-se o que o (ainda) líder do PS disse (embora a “quente”):

“Regressar aos mercados foi sempre um objectivo de interesse nacional, mas o mais importante são os portugueses”! (Público, 23.01.2013)

É claro! Tão claro como revelador de um certo incómodo pelo facto de  não ter  nada para dizer.

Porque não te calas?

24 Janeiro, 2013
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Se o mérito do regresso aos mercados é todo de Mario Draghi, e nenhum de Portugal, como diz este senhor que faria melhor em estar calado, fica por esclarecer porque é que a Grécia não acompanhou Portugal e a Irlanda (que também não teve mérito nenhum, depreende-se). Talvez porque a Grécia desde o princípio que anda a arrastar os pés, como este senhor gostaria que Portugal tivesse feito.

Mais: se o mérito é todo das declarações de Agosto do senhor Draghi, porque foi que os juros da dívida portuguesa começaram a descer em… Fevereiro?

taxa_de_juro_divida_portuguesa_2012

Reconhecimentos

24 Janeiro, 2013
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Reconhecimentos. Uns mais amargos, outros melhor assumidos…

Cumpriu-se o défice?

24 Janeiro, 2013
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Ora bem, se aos valores aqui apresentados para o sector Público Administrativo retirarmos:

  • A “receita contingente” de 800 milhões relativa à concessão da ANA, que ainda terá de ser validada pelo Eurostat;
  • Receitas de 2,9 bi cobradas em 2012 mas que já haviam sido registadas em 2011 e respeitantes, na sua quase totalidade, à transferência dos fundos de pensões da banca;
  • O pagamento de dívidas do SNS no valor de 1,5 bi contraídas em anos anteriores;

Chega-se a um défice a rondar os 8,8 bi, cerca de 5,3% do PIB. Faltam porém outros ajustamentos em várias rubricas para se apurar o valor em Contabilidade Nacional, o relevante para aferição do cumprimento do défice. Tudo dependerá do netting daqueles ajustamentos, uns positivos, outros negativos. Por exemplo, nos juros, é muito provável que o valor a considerar baixe cerca de 500 milhões, decorrente da sua mensualização e da consolidação entre as Administrações Públicas. Basta que o ajustamento global líquido seja positivo por aquele montante, para que se atinja o objectivo dos 5%. O que pode ser facilitado, se o Gaspar errar outra previsão e o PIB descer menos de 3%.

Independentemente de tal se verificar, a descida real do défice será sempre superior a 4 bi (estou a considerar em 2011 um défice de 13,5 bi, sem a “maquilhagem” dos fundos de pensões da Banca), não obstante a quebra em mais de 3 bi nas receitas fiscais e contribuições sociais. Ou seja, uma redução da despesa da ordem dos 8 bi ou superior, o que faz de 2012 um ano histórico, porventura irrepetível em termos de consolidação orçamental.

Só lamento que Vítor Gaspar, o tipo que não acerta uma previsão, tenha chegado às Finanças com mais de uma década de atraso.

um ingénuo

23 Janeiro, 2013
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“Qual é a pressa?”, perguntou António José Seguro aos seus camaradas socialistas que querem agendar o próximo congresso do partido antes das eleições autárquicas, entre eles Pedro Silva Pereira e Vieira da Silva. A pergunta, contudo, está mal formulada. Deveria ser: “quem está com pressa?”.

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socrates

Nem sei bem como classificar estes burocratas do Estado tutor…

23 Janeiro, 2013
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Já esta notícia mais de uma vez e continuo perplexo. Senão vejamos. Uma mulher, presume-se que pobre, tem dez filhos. Não há qualquer registo de maus tratos, fala-se antes de fortes laços de família. O pai está muitas vezes ausente, mas isso julgo que não deve ser novidade em muitos lares portugueses. Mesmo assim, os serviços do Estado entenderam que a mãe é “desorganizada”, falta a consultas e a reuniões com os técnicos (como se fosse a mesma coisa) e, pecado maior, não se dirigiu ao hospital onde lhe deviam fazer uma laqueação de trompas. Ou seja, os serviços públicos acham que uma família pobre não pode ser numerosa se a mãe tiver, entre outras coisas, “problemas com documentos” e o defeito de “não ajudar os serviços em nada”. Determinam assim uma esterilização forçada, algo que julgava só ser possível na China. E como a mãe não se prestasse a tal, recorrem para o tribunal e tiram-lhe sete dos dez filhos, que entregam a orfanatos enquanto esperam por uma hipotética adopção.

Li, reli, e interroguei-me se estaria a ler mesmo uma notícia sobre o meu país, Portugal, governado, para mais e ao que dizem, por uma coligação híper-liberal. Mas parece que sim, parece que isto até se passou no concelho onde eu moro. E tudo isto já ia o século XXI na sua segunda década. 

De joelhos

23 Janeiro, 2013

Se Portugal não negociar agora, irá fazê-lo daqui a seis meses de joelhos

Artur Baptista da Silva, quadro superior da ONU

o homem que anda a falar sozinho

23 Janeiro, 2013
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António José Seguro é um homem a falar sozinho. Bem pode aparecer todos os dias a dizer que o seu PS disse isto e aquilo muito acertadamente e no tempo certo, que ninguém lhe liga nenhuma: nem dentro, muito menos fora do partido. As sondagens podem até assinalar uma recuperação do PS, que, sabemo-lo todos, isso fica a dever-se à transferência de insatisfeitos e não a qualquer paixão que o novo líder possa suscitar no indígena lusitano. António José Seguro tem vários problemas para se afirmar como chefe político e putativo candidato a primeiro-ministro. Desde que andou a remoer a liderança de Sócrates com silêncios simultaneamente veneradores e censórios, até ao momento em que protagonizou uma das mais hilariantes cenas se sempre da política portuguesa – a célebre subida no elevador do Altis, na noite da derrocada socrática, como camarada solenemente preocupado e solidário na derrota, e a descida, minutos depois, como candidato à vacatura do poleiro – António José Seguro começou, imediatamente, por provocar forte azia no estomago de muitos dos seus camaradas. Depois, perante o país e já como líder do PS, Seguro tem-se limitado a proclamar vacuidades que não destoariam dos discursos dos congressos da jota a que durante anos presidiu, e a contrariar o governo naquilo que evidentemente não agrada a ninguém: nas políticas de saque fiscal. Mas, a única vez em que se lhe perguntou se faria coisa diferente do governo de Passos nessa matéria, concretamente, se baixaria os impostos sobre o rendimento, limitou-se a dizer que nada podia prometer. Ou seja, faria o mesmo, se lá chegasse. Contudo, dificilmente lá chegará, não só porque dentro do PS há muito quem não o queira, mas, sobretudo, porque o governo já iniciou a campanha de propaganda para o ciclo eleitoral que brevemente começará com as autárquicas, e que terá no regresso aos mercados o seu ponto mais forte. Assim, ao contrário do que seria previsível até há pouco tempo, não bastará a insatisfação popular com as políticas de austeridade para alçar de novo o PS ao governo. Será mesmo necessário um novo líder e outro discurso. Certamente, haverá no PS quem já esteja a cuidar disso.

“Acumulação de funções no sector da saúde”, texto de 2007

23 Janeiro, 2013
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“Acumulação de funções no sector da saúde“, texto de 2007, sobre um tema sempre atual.

O desespero de António José Seguro

22 Janeiro, 2013
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 É difícil imaginar um exercício de maior mistificação do que o protagonizado por Seguro na conferência de imprensa de reacção à reunião do eurogrupo.

O PS anda há mais de um ano a pedir um alívio da austeridade (isto é, mais despesa pública) que seria possível com “mais tempo” (para a consolidação orçamental) e “mais dinheiro” (o que obrigaria a um novo resgate).

Vem agora dizer que teve sempre razão. É falso.

Primeiro, porque o “mais dinheiro” que vem aí não é verdadeiramente mais dinheiro: é apenas o efeito da evolução da taxa de câmbio entre o euro (em que recebemos o dinheiro) e o dólar (em que o FMI concede os seus empréstimos). Ninguém pediu mais dinheiro e qualquer dinheiro a mais que venha é sempre dívida (com os seus juros futuros), algo que o líder do PS parece esquecer.

Depois, porque não há “mais tempo” no sentido que ele lhe dá, isto é, não haverá mais tempo para realizar a consolidação orçamental. O que significa que continuará a ser difícil cortar na despesa pública para atingir as metas acordadas com a troika, mas falar de redução dos gastos do Estado é algo de que o PS foge como o diabo da cruz.

O que há é uma coisa diferente: os empréstimos europeus da troika poderão vir a ser devolvidos mais tarde, mas isso não se reflecte nos juros nem altera o essencial: como Portugal não está a amortizar as suas dívidas, mas sim a trocar dívidas antigas por dívidas novas, a mudança das maturidades alivia os prazos em que, depois do regresso aos mercados, será necessário contrair dívida nova, mas tem pouco efeito sobre aquilo que pesa no orçamento, isto é, o serviço da dívida (o gráfico mostra a dívida que tem de ser renovada nos próximos anos).

Image

Seguro está pois apenas a jogar com a impressão que muitos portugueses têm de que estamos a pagar as dívidas (não estamos) e com a ignorância de certos comentadores que não são capazes de explicar as particularidades do funcionamento das dívidas soberanas.

A verdade é que hoje a vitória é de Vítor Gaspar, não de António José Seguro. Dupla vitória. Ler mais…

o “liberalismo” radical e revolucionário de hans-hermann hoppe

22 Janeiro, 2013
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N’ O Insurgente.

Cultura

21 Janeiro, 2013

A cultura socializante e de infantilização do cidadão está, como é bem sabido, demasiada entranhada na sociedade. Da ministra do cheque-na-hora aos «empresários-sempre-de-mão-estendida-na-pedincha».  Porque ambas as partes dependem uma da outra. E da distribuição do que não é deles. À custa do contribuinte passivo, obviamente.

Veja-se qualquer notícia sobre os recentes estragos em culturas agrícolas provocados pelo mau tempo deste fim-de-semana. Ele é «Proder», ele é «bonificado», ele é «ajudas».

Mas nem uma única vez surge a palavra que seria mais natural face a actividades que implicam  risco: SEGURO

Na mesma

21 Janeiro, 2013

A 19 de Maio de 20111, o actual primeiro-ministro Passos Coelho dizia, e bem, o seguinte:

 

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«Temos de garantir que o sistema financeiro está disponível para financiar a economia e não o Estado. O Estado deve sobretudo na área económica, fixar as regras, garantir a concorrência e a lealdade entre os competidores e verificar se verdadeiramente os preços regulados estão a proteger interesses internos ou se estão a favorecer o crescimento da Economia”, afirmou o responsável.

Na mesma ocasião, Passos Coelho alertou ainda para o facto de não ser “claro que o Estado tenha esta independência, porque o Estado é ao mesmo tempo árbitro e jogador.”

E acrescenta: “O Estado abusa de mais do peso que tem no mercado. Vicia o mercado. Não põe a sociedade portuguesa a crescer com lealdade e com concorrência”».

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Nas últimas semanas, o mesmo Passos Coelho nacionalizou o BANIF e aprovou a criação de um novo banco estatal, para «fomento» da economia. . ..

Impressões

20 Janeiro, 2013
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House rules

Ser ouvido sem ser citado. Quem poderá ter medo de ser citado?

Escolher o médico

É só para quem pode. Não é um direito constitucional.

Ler mais…

um governo de taxistas

20 Janeiro, 2013
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Mais uma, do governo mais «liberal» de sempre. Vergonha!

se não pode prometer, por que é que criticou?

20 Janeiro, 2013
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António José Seguro, o regente interino do Partido Socialista, andou nos últimos meses a queixar-se – com razão, mas sem convicção – dos sucessivos aumentos de impostos que o governo de Passos Coelho impôs ao país. Agora, quando lhe perguntam se um governo chefiado por si reverterá essa política que ele tanto criticou, a resposta, lacónica, foi que não está «em condições de prometer isso aos portugueses». Francamente: por quanto tempo mais o PS pretende continuar a torturar-nos com esta liderança acéfala?

Como estão as contas públicas?

20 Janeiro, 2013
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DespDéficeEstão seguramente péssimas, que o défice continua colossal. E este recente objectivo que o governo se auto-impôs em cortar 4 bi na despesa de 2014 (ou já em 2013 se os juízes do TC voltarem a decidir em causa própria) peca por brando. Com o défice previsto para 2013 (se o Orçamento se cumprir) a rondar os 7,5 bi e a necessidade de reduzir o volume da dívida pública que no final do ano ultrapassará largamente os 120% do PIB, o objectivo para os cortes estruturais deveria ser o triplo. Curiosamente (ou talvez não) o limite máximo dos cortes sugeridos pelo FMI no seu tão diabolizado Relatório ronda os 12 bi.

Mas se as contas ainda estão más, a tendência é nitidamente virtuosa. Nunca nenhum governo fez tanto em tão pouco tempo e pela via mais saudável e estruturante, a redução da despesa. Em menos de 2 anos, operou uma redução de 15,3 bi na despesa primária, metade dos 30.000 milhões que me parecem ser o objectivo de médio prazo que o governo deveria ter formulado no dia da sua tomada de posse.

Ah e tal, mas essa redução deve-se ao corte dos subsídios na função pública! – tal é a réplica asinina e ignorante quando se fala no relativo sucesso no corte da despesa (digo relativo, porque muitos cortes não são estruturantes). Acontece que o corte dos subsídios em pouco ultrapassou os 2 bi, menos de 20% do corte total já realizado, que foi transversal, atingindo todas as rubricas da despesa. Mas deve referir-se, já agora, que o móbil do corte dos subsídios foi precisamente a redução da despesa…

É curioso que quando a imprensa e comentadores do regime repetem até à náusea os erros das previsões do Gaspar, procuram transmitir a ideia de uma completa derrapagem orçamental, nunca se apontando os números do défice nem que ele baixou em 2012, não obstante a queda das receitas fiscais. A tal ponto, que se vêem nas redes sociais responsáveis políticos a denotarem uma total ignorância (ou má fé?) quanto a números e a total convicção de que o défice subiu. Na realidade, em 2012 o défice terá baixado cerca de 4 bi. (note-se que os valores subjacentes ao gráfico acima apresentam os “défices reais” sem a recorrente maquilhagem contabilística das receitas extraordinárias, designadamente a “nacionalização” de fundos de pensões ocorridas em 2003, 2004, 2010 e 2011 e a projectada receita de 1,2 bi em 2012 com a concessão da ANA).

Mas o problema de fundo não estará tanto na dimensão dos cortes, que agitam sobretudo os interesses instalados, que têm sempre os media disponíveis para lhes amplificarem os protestos. A questão verdadeiramente estruturante está na Constituição que temos e respectivos “guardiões” do TC, as novas “forças de bloqueio” que inviabilizam qualquer saída da crise. A subida da despesa prevista para este ano, fundamentalmente pela reposição de um dos subsídios, já é o resultado desse “impasse constitucional”. Passos Coelho terá antecipado esse risco, mas amedrontou-se com a histeria mediática que então provocou. 

sondagem

18 Janeiro, 2013
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De que falamos quando falamos em consenso?

18 Janeiro, 2013
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Adolfo Mesquita Nunes, no i.

“Os comentadores que apoiaram as políticas que nos arruinaram, as associações que beneficiaram das políticas que nos arruinaram, as elites que conviveram bem com as políticas que nos arruinaram e os agentes sociais que fizeram parte das políticas que nos arruinaram são vozes que devemos sempre respeitar, mas às quais não temos de pedir autorização para governar.”

Pode um governo organizar eventos semi-públicos?

18 Janeiro, 2013

O João Luís Pinto coloca esta questão:

é legítimo ao governo impor em eventos público organizados por si regras de limitação à liberdade de expressão e condicionadoras da possibilidade de cada um dos presentes relatar como bem entender o que lá se passou?

Do ponto de vista lógico, a grande dificuldade desta pergunta está na definição de “evento público”. Se a definição de evento público  é “evento aberto a todos e em que todos podem relatar o que se passou sem limitações” então a resposta à pergunta é “não” por uma questão de lógica. Se há restrições então o evento não é público por definição. Mas é curioso que várias pessoas usaram esta falácia “se o evento é público logo devia ser público” para criticar a conferência sobre a reforma do Estado. Na verdade o evento foi propositadamente concebido para ser semi-público, gostem ou não.

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Para evitar esta falácia a questão deve ser colocada de outra forma: é legítimo que o governo organize os eventos que entender, desde que a participação e os contributos sejam voluntários? A resposta a esta pergunta parece-me fácil. Se é legítimo que o Conselho de Ministro seja à porta fechada (restrição absoluta  imprensa) e se é legítimo que o governo realize conferências de imprensa totalmente abertas (restrição mínima à imprensa), também é legítimo que o governo organize eventos com restrições intermédias. Mas quem acha que não é legítimo devia tentar explicar porque é que os extremos do espectro de restrições são legítimos mas a zona intermédia do espectro não é. Note-se que a questão da legitimidade é independente de qualquer outra que possa ser colocada sobre a conferência da reforma do Estado, e seria útil para o debate de ideias que não se baralhassem as questões.

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Suponho que o João Luís Pinto não contesta o direito de uma instituição privada de organizar os eventos que entender com as regras que entender. A liberdade de expressão pode ser limitada se as partes envolvidas concordarem com um pacto de silêncio, mesmo em eventos semi-públicos de grande dimensão.  Se assim é, porque é que o governo não o pode fazer? Se é por uma questão de transparência da actividade governativa, então essa transparência não se deve limitar a conferências sobre a reforma do Estado. O próprio Conselho de Ministros deve ser transmitido pela TV. Claro que se pode argumentar que isso transformaria o Conselho de Ministros num circo com os ministros a falarem para parecerem bem ao eleitorado. Mas esse seria um argumento utilitarista que não responde à questão da legitimidade. E se se reconhece que há argumentos utilitaristas para que o Conselho de Ministros não seja transparente, também há argumentos utilitaristas para que outros eventos não sejam transparentes.

Ninguém nos explica

18 Janeiro, 2013

Luís M Jorge escreve o seguinte:

Vem isto a propósito dos 4 mil milhões de euros que o Governo, e os papagaios que o apoiam, querem cortar “em permanência” ao orçamento de estado. Ninguém sabe de onde vem este número. Ninguém explica como lá chegou.

Nem é preciso, porque a eficácia do número não precisa de uma justificação. Não é um valor sério, nem assenta em qualquer espécie de realidade.
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Luís M Jorge não sabe uma coisa. Não sabe porque é que é necessário cortar permanentemente 4 mil milhões de euros. Ainda assim nota-se que não tentou compreender. Nota-se também que essa ignorância não o tornou mais humilde nem o coibiu de insultar quem eventualmente possa não concordar com ele. E no entanto é tão fácil perceber porque é que Portugal tem que cortar 4 mil milhões de euros.  Mas isso envolve alguma matemática elementar. Não sei até que ponto a opinião pública está preparada para isso. Luís M Jorge não é uma excepção. De entre as pessoas supostamente informadas,  já vi várias colocar a mesma questão com o ar de quem esteve em coma nos últimos 5 anos. Temos que cortar 4 mil milhões de euros. Ninguém adivinha porquê? Vá lá …