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O erro de Passos Coelho

29 Novembro, 2012
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Passos Coelho cometeu estes 3 grandes erros políticos e porventura muitos outros, ao nível dos pecadilhos a que o ser humano não resiste. Mas por cada dia que passa, me convenço do que terá sido o seu grande erro: não ter viabilizado o “milagroso” PEC IV.

Este país tem sido sempre salvo in extremis e isso tem-lhe evitado estatelar-se, conhecer a dor lancinante do “bater no fundo” e ficar com as marcas perenes que lhe recordem eternamente o drama e previnam futuras recaídas. Com Sócrates a “gerir” o PEC IV, chegar-se-ia fatalmente a um fim de mês com o Estado exangue, sem dinheiro para salários e pensões, para medicamentos, para a manutenção de escolas e hospitais. Não teríamos de “aturar” nenhuma Troika a impôr-nos qualquer Memorando, mas o ajustamento seria muitíssimo mais brutal, com o défice a ter de ser corrigido de forma imediata.

A verdadeira e duríssima austeridade aconteceria então, sem que ninguém no-la impusesse. Claro que Passos Coelho não sairia impune, pois Sócrates ainda o acusaria de cumplicidade ou de falta de solidariedade na implementação do PEC IV…

não será para isso que servem as eleições?

29 Novembro, 2012
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Num comentário ao meu anterior post, o Sérgio Lavos inaugurou, também ele, uma outra forma de democracia: a directíssima. Isto é, se um grupo de ilustres cidadãos, de elevada estatura moral e política, entende que um governo está, no exercício das suas funções, a fugir ao que os partidos que o compõem prometeram no período eleitoral, podem remetê-lo para a estratosfera política, sem apelo nem agravo. Isso foi, mais ou menos, o que foi feito a Pedro Santana Lopes, quando ele, convencido que vivia num regime parlamentar, aceitou o presente envenenado de chefiar um governo sem ter ido pessoalmente a votos. Com algum chinfrim mediático, meia dúzia de trapalhadas de Santana (a mais imperdoável, a que conduziu à demissão de Henrique Chaves) e a ajuda do sempre terno e meigo Jorge Sampaio, o PS voltou alegremente ao governo a meio de uma legislatura com maioria absoluta formada do PSD e do CDS, tendo-nos dado as alegrias que sabemos e hoje estamos a pagar. É evidente que, a seguir-se o conselho do Sérgio, nenhum governo chegaria ao termo da legislatura, em Portugal, visto que, como já é doutrina mais ou menos pacífica entre nós, todos nos podem mentir durante o período eleitoral. Habitualmente, os eleitores avaliam se lhes mentiram muito ou pouco quando há eleições, e votam em conformidade com o que pensam ter sido o comportamento do governo. Por isso é que há governos que perdem eleições e governos que ganham eleições. Nas democracias maduras é para isso que elas servem, e não para serem pretexto para derrubar antes do tempo quem legitimamente as ganhou.

democracia epistolar

29 Novembro, 2012
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70 pardacentas “personalidades”, todas saídas da área do PS e de partidos e movimentos sociais à sua esquerda, subscreveram um documento, uma “carta ao primeiro-ministro”, como lhe chamaram, pedindo a demissão de Pedro Passos Coelho e de um governo que dispõe de uma maioria absoluta saída de eleições democráticas ocorridas nem há dois anos. O motivo do pedido de demissão é que este grupo defende políticas diferentes das que o governo está a seguir e pretende que ele se demita ou seja demitido pelo Presidente da República, se não alterar o sentido da governação conforme as suas pretensões.

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O acontecimento seria uma absoluta irrelevância política, caso nele não figurassem alguns políticos e deputados no activo, como Ferro Rodrigues, João Galamba, Inês de Medeiros, Pedro Delgado Alves e Pedro Nuno Santos, que assim demonstram o que pensam da democracia parlamentar. É que, caso não saibam ou se tenham esquecido, nos regimes democráticos é no parlamento eleito pelo povo que estes assuntos e debatem e discutem, e é nele que se formam e se desfazem as maiorias que dão ou tiram sustentabilidade aos governos. Que se saiba, ainda está por inventar a democracia epistolar, mas parece que a nossa triste esquerda acredita mais nela do que na democracia saída do voto popular.

Esta, aquela e a outra

29 Novembro, 2012

De repente o antigamente denominado pronome demonstrativo esta entrou na agenda política. Os emissores (quando o Valete encontrar o Chomsky no tal túnel há-de perguntar-lhe se esta é a formulação mais correcta) pronunciam esta com particular ênfase: declaram esta política às vezes também esta Europa e depois concluem falhou.  Esta teogonia ou mais correctamente mistério da fé tem como dogma o esta. Os crentes do esta política vivem na convicção profunda que Passos Coelho é o único político do mundo que se obstina em não experimentar aquela política de crescimento que nos poucos segundos em que deixam de dizer esta, esta apresentam como a solução para os nossos males e que vá lá saber-se porquê quiçá por  tara, perfídia ou obediência ao 4º segredo de Fátima, Passos não aplica em Portugal.  Basta dizer esta naquele tom similar ao eu acredito para que o emissor-prosélito fique revestido de aura de santidade e sobretudo  dispensado de explicar o que defende em alternativa ao esta. Tendo tido nós anos e anos daquela e acabando a falhar como falhámos -o pedido de ajuda externa foi feito sob risco do país falir  – o que defendem os fiéis do  esta política  falhou? Defendem aquela que tinha tanta mensagem, tanta visão, tanta sensibilidade, tanta modernidade e que nos trouxe à falência? Ou defendem outra? O interessante nos pronomes é que eles estão em vez de nomes. Logo é altura de se começar a dizer o nome que está atrás dos pronomes. Assim fica tudo mais claro.

Depois do canalizador polaco chegou o dentista português

29 Novembro, 2012

Um polémica que nos diz respeito: Les «dentistes portugais» sèment l’émoi dans les facs de médecine

importa-se de explicar?

28 Novembro, 2012
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João Almeida, porta-voz do CDS: “Se há coisa que o passado recente nos mostra claramente, é que a uma má solução, ainda que rejeitada, sucede uma pior”. Por acaso, não está a falar do PEC IV, pois não? É que, dito assim, até parece…

um pouco mais de liberalismo

28 Novembro, 2012
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Deitar fora a criança com a água do banho.

O que são os cocktails molotov e os petardos ao pé do vinho Salazar?

28 Novembro, 2012

«Proibida venda de vinho com a marca Salazar O Instituto de Propriedade Industrial chumbou a criação do vinho “Memórias de Salazar”. Motivo: podia ofender a consciência coletiva e fazer perigar a ordem pública. Autarca de Santa Comba Dão não desiste.» Está bem de ver: o que tinham os manifestantes em frente ao S. Bento? Pedras? Petardos? Cocktails molotov? Não. Vinho “Memórias de Salazar”

Mundo maravilhoso

28 Novembro, 2012

Ainda  a propósito do teor das letras de Valete lembram-se do Sizzla? Pois o Sizzla que cantaria tão bem ou tão mal quanto o Valete viu-se no meio de uma enorme polémica por causa do teor das suas letras . Como as letras do Valete não referem os homossexuais   não há problema. Ele não distingue sexos nem raças na sua apologia do ódio.  Já agora como aqui se chama a atenção o que faz o Mia Couto num túnel com Sardar, Saramago,  Chomsky, os mentores do atentado de Nairobi, Nipónicos pa’ vingar Hiroshima e Nagasaki, Fidel Castro, Arafat, Chavez e Khadafi, Activistas do Hamas, Jihad e Hezbollah Zapatistas, Talibãs e bombistas da Fatah? Enfim espero que o espectáculo lhe corra bem e que nunca se veja num túnel com tais almas mas se se der o caso e encontrar o Chomsky d~e-lhe o link deste blogue porque terei o maior gosto em discutir com ele umas matérias arbustivo-linguísticas.

também quero fazer uma declaração de voto

27 Novembro, 2012
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Não volto a votar neste CDS nem neste PSD.

Olha para o que eu digo…

27 Novembro, 2012

“A promessa de não aumentar impostos foi completamente incumprida. Tal como incumprida foi a garantia de que o aumento da eficiência fiscal, através do combate à fraude e à evasão, permitiria gerar receitas suficientes para reduzir a carga fiscal dos que trabalham e cumprem pontualmente os seus deveres perante o fisco.

A proclamada consolidação orçamental foi feita, pelo menos em ¾, à custa do contribuinte. Este empobrecimento da economia e esta apropriação de recursos pelo Estado, revelou todos os seus limites com a crise e a recessão. O que temos hoje é mais impostos[, mais défice] e menos receita. O caminho da retoma passa necessariamente por devolver recursos à economia, às famílias e às empresas.” (aqui)

Leituras complementares:

Recuperar a Credibildiade e Desenvolver Portugal
Programa do XIX Governo Constitucional.

rabo para fora

27 Novembro, 2012
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Há momentos em que mais vale estar calado, a falar só por falar e a arriscar dizer disparates por não se ter nada para dizer. Telmo Correia, um dos eternos deputados do CDS e actual vice-presidente da bancada, deu hoje um exemplo magnífico disso mesmo, ao anunciar que o CDS tem a consciência de que este “orçamento é questionável”, mas que “é inquestionável que seria pior não termos orçamento”. A frase, em si, não quer dizer coisa nenhuma, porque o que o que é mau não fica bom por receio do péssimo, nem o facto de não termos este “questionável” orçamento significaria necessariamente não ter orçamento nenhum. Se o CDS e os seus dirigentes não tiveram força política e pessoal para imporem o que pretendiam ao Ministro das Finanças, nem coragem para, por causa disso, se demitirem de um governo onde pouco ou nada mandam, e se ainda, apesar disso, querem pôr o rabo de fora do orçamento que hoje vão aprovar, mais vale estarem calados, porem um ar circunspecto perante as câmaras de televisão (lembram-se do Conselheiro Gama Torres?), balbuciarem umas trivialidades sobre o amor à pátria e a emergência nacional, e rezarem à Nossa Senhora de Fátima, da qual o Dr. Paulo Portas é seguramente um fiel devoto, pedindo que as coisas se componham em 2013, seja lá como for.

rabo para dentro

27 Novembro, 2012
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Se António José Seguro considera o orçamento de estado para o ano de 2013 uma catástrofe para o país (no que estará, provavelmente, cheio de razão) só lhe resta, em primeiro lugar, votar hoje contra a sua aprovação, do que não resultarão quaisquer consequências políticas, e, em segundo lugar, suscitar a fiscalização sucessiva da sua constitucionalidade no Tribunal Constitucional. Aí, sim, correrá o risco de deitar o governo abaixo se normas significativas do orçamento forem declaradas inconstitucionais, e de ter de assumir responsabilidades políticas por isso, provavelmente ganhando eleições antecipadas e indo para o governo. Em face deste cenário, que caminho escolheu o líder do PS? Aquele que lhe parece mais fácil, obviamente: vota contra, para ficar bem na fotografia, mas não arrisca o Tribunal Constitucional, com receio de ter de ir para o governo nas actuais circunstâncias em que o país vive. A secreta esperança de António José Seguro é a de que, por um milagre qualquer, provavelmente a demissão intempestiva da Sr.ª Merkel, ou a sua súbita conversão ao despesismo, a política europeia mude radicalmente e lhe conceda, quando ele chegar ao governo, dinheiro para gastar, prazo e juros baixos para pagar a dívida, e um generoso perdão de parte significativa daquilo que devemos. Só assim se compreende que tenha agora metido o rabo entre as pernas na questão do Tribunal Constitucional, já que, se não for agora para o governo e se não ocorrer o milagre europeu de que está à espera, quando lá chegar o que encontrará será, pela sua lógica, bem pior do que está agora.

Blog recomendado

27 Novembro, 2012

O novo blog do Carlos Guimarães Pinto, A Montanha de Sísifo.

Sorte a dele

27 Novembro, 2012

Um artista que se apresenta como Valete vai actuar no Campo Pequeno.  Sorte a dele só querer matar reis, presidentes dos EUA e líderes democráticos. Caso dissesse o mesmo sobre fundamentalistas islâmicos era logo rotulado de anti qualquer coisa e uns dias depois estava a explicar que tudo não passava de um grande mal entendido. Assim vai ter uma vidinha sossegada e muitos convites.   O teor das suas letras  é o que segue abaixo

Eu sou Valete, bro, e sempre quis ser regicida

Sacrificar a vida pela maioria oprimida

Sem contrapartida, pela revolução sou suicida
Reserva um bilhete de ida para mim, ‘tou de partida
E vou com anti-americanismo que Mao Tse Tung propagandeara
Com a filantropia com que Platão revolucionara, outrora
Com aquele Marxismo que Trotsky impulsionara
Estou farto da senzala, chao, só me galas em Guadalajara
A minha aversão ao imperialismo não sara
Não quero fama, nem glória, dá-me só uma T-shirt de Che Guevara
Põe-me num 7.4.7, México aqui vou
Viajo lembrando de como a segunda torre se desmoronou
Depois de 15 horas de voo, meu Boeing aterrou
Já fora do aeroporto, houve um bro que me identificou

“irmão Valete, eu vim-te buscar para a concentração
Entra no carro só faltas tu para começar a acção”

Chegámos ao ponto rapidamente, assim clandestinamente
Provavelmente eu nunca vira pela frente tanta gente
Era uma cidade subterrânea cheia de dissidentes
Só resistentes e combatentes naquele contingente
Eu vi Sardar, Saramago, Mia Couto e Chomsky
Também vi os mentores do atentado de Nairobi
Nipónicos pa’ vingar Hiroshima e Nagasaki
Fidel Castro, Arafat, Chavez e Khadafi
Activistas do Hamas, Jihad e Hezbollah
Zapatistas, Talibãs e bombistas da Fatah
Todos diferentes mas com um objectivo em comum:
Acabar com esta ditadura que a América implantou
A sede de vingança deixava todo o exército operante
Deram o sinal pa’ nos reunirmos numa sala gigante
Em cima do palanque ‘tava um fulano que elaborava o plano
Com style de saudita ou iraquiano, só queria saber quem é esse mano
Deixava toda a gente focada enquanto ele liderava

(Outro Revolucionário) “Yo Valete é o Bin Laden”

(Valete) “Bin Laden?!?”

Bin Laden
Voz alterada sem barba e com cara totalmente modificada
Eu não o curtia mas ele era o que a América merecia
Radical sem diplomacia, assim como se exigia
Formulou o plano perfeito pá’ revolução que se pretendia
Tínhamos túneis subterrâneos até à cidade de Alexandria
Hackers bloqueavam a informação da NSA e da CIA
Tínhamos M1’s, F 16’s e muita artilharia, eu ria.
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Coisas que fascinam

27 Novembro, 2012

A 22 de Novembro o Insurgente fazia link para este texto:  Saudi Arabia implements electronic tracking system for women

A 27 de Novembro o I deu a notícia: Arábia Saudita. Sistema informa maridos da saída das mulheres do país infelizmente sem qualquer fonte.

Um dos maiores mistérios das páginas on line dos jornais portugueses é o tempo que as notícias demoram a chegar lá e a incapacidade de fazer um link ou uma citação.

antes que seja tarde…

26 Novembro, 2012
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Um pouco à Jorge Sampaio, antes que surja alguém a estragar-lhe a festa, Marcelo Rebelo de Sousa vai-se posicionando na corrida para Belém. Até porque gato escaldado de água fria tem medo e o arguto professor de direito já sentiu na pele a ardência da técnicas maoístas da “guerra total contra os inimigos do povo“, não será desta vez que Durão Barroso o apanhará novamente distraído. Embora não seja propriamente um livro vermelho, este que agora acaba de ser lançado conterá, certamente, os ensinamentos necessários para fazer triunfar a revolução…
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Via PPM.

A conta manda-se ao cuidado de quem?

26 Novembro, 2012

TSF: Manifestação: PSP aconselha comerciantes a fecharem lojas mais cedo A PSP aconselha os comerciantes em São Bento a fecharem mais cedo e a não venderem, por exemplo, garrafas de vidro. Em causa estão as manifestações, na terça-feira, em frente ao Parlamento. Além das taxas, do IRC, das licenças, da ASAE, do comité soviético do bom gosto sobre as  esplanadas temos ainda a ditadura do vandalismo. Não se arranja mais nada?

sobre o liberalismo

26 Novembro, 2012
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Sem tirar nem pôr, n’ O Insurgente.

Hoje é dia de “futebol”…

26 Novembro, 2012
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no Clube dos Pensadores (em V.N.Gaia, às 21h e 30m.)

o que é “salvar o estado social”?*

26 Novembro, 2012
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É manter o estado na educação como principal produtor de serviços de ensino, embora despedindo alguns milhares de professores e mantendo os outros com baixos salários por imposições de contenção orçamental.
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É falar na hipótese dos trabalhadores descontarem para sistemas privados de segurança social, mas continuar com a obrigação dos descontos para o sistema público, e propondo o aumento das suas taxas para subsidiar empresas privadas.

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É não ter dinheiro para assistir aos mais pobres na saúde e na necessidade, mas manter “universais” os ditos benefícios do estado social.

É dizer que o estado vai privatizar a RTP, desde que ela mantenha, pelo menos, um ou dois canais generalistas pagos com o dinheiro dos contribuintes, porque os portugueses não podem prescindir do “rigor” da RTP.

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É aumentar os impostos para financiar a despesa pública, em vez de pagar as indemnizações e os custos pela reestruturação dos serviços que originam o défices provocados por ela.

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É manter a Caixa Geral de Depósitos no sector público, porque o “povo”, e já agora a rapaziada do partido, tem de ter um banco.

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É anunciar privatizações e não as fazer.

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É manter 70% das subvenções a fundações, quando não há dinheiro para sustentar uma única delas.

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É despedir funcionários públicos mantendo intocados os serviços burocráticos onde eles trabalhavam.

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É gastar dinheiro dos contribuintes em campanhas eleitorais, quando a classe média começa a não ter dinheiro para chegar ao fim do mês, porque “a democracia não tem preço”…

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É não mexer na estrutura de custos do poder local porque vêm aí eleições autárquicas.

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É cortar os subsídios de férias à populaça e mantê-los aos boys do partido.

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É continuar a gastar milhões em pareceres técnicos e jurídicos, enquanto se mantêm estruturas ministeriais gigantescas cheias de “peritos” e “especialistas”.

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É confessar a incapacidade do estado e o colapso da justiça perdoando as dívidas aos devedores se eles não tiverem nada para penhorar, após terem vendido o que tinham em seu nome, graças à inépcia da justiça, para fugirem às suas responsabilidades.

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É mexer nalguma coisa porque os nossos credores assim o exigem para nos continuarem a financiar, para ver se tudo fica mais ou menos na mesma, assim passe a borrasca.

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* Dedicado ao Senhor Professor João Cardoso Rosas.

Dúvidas

26 Novembro, 2012

Temos a violência doméstica. A violência de género. Os crimes de ódio… Nos últimos anos a violência e os crimes deixaram de ser crimes ou violência para passarem a ser violência de… crimes de… Como se já não chegasse serem crimes ou violência. Tenho muitas dúvidas sobre os resultados desta particularização. Em primeiro lugar porque desculpabiliza em parte os crimes que não cabem nestas alíneas e que não deixam de ser igualmente crimes por causa dessa falta de especificidade. Em segundo porque no meio de tanto enquadramento legal acontecem casos como este relatado no sítio do costume ou seja no CM o único jornal que em Portugal trata os crimes sem esperar que um activismo qualquer os coloque na moda:    «Segundo o que o CM apurou, quando os elementos da PSP do Estoril chegaram à casa da família, na rua de Inglaterra, Miguel guardava ainda no bolso uma faca, que também foi apreendida. Mariana Espírito Santo foi encontrada no interior da habitação, junto às escadas que dão acesso ao primeiro andar, inconsciente e coberta de sangue. No local, os técnicos do INEM verificaram logo que a vítima tinha sofrido um traumatismo craniano grave. Levado para a esquadra, o agressor contactou a sua advogada e, minutos depois da chegada da defensora, saiu em liberdade, com termo de identidade e residência e notificação para se apresentar hoje de manhã no Tribunal de Família e Menores de Cascais. Isto porque o caso está a ser tratado como uma situação de violência doméstica e não de tentativa de homicídio.»

 

Ladrão de crimes

26 Novembro, 2012

Agora que a estratégia da CIU  na Catalunha fez duma espécie de Bloco lá do sítio –  a ERC – a grande vencedora de ontem há tempo para ler uma fabulosa história que veio no ElPais. Na vida como na política – e a Catalunha prova-o – a realidade ultrapassa sempre a ficção: El ladrón de crímenes Sture Bergwall está recluido en una clínica psiquiátrica sueca desde 1991. Se autoinculpó de 32 crímenes, le condenaron por ocho. Un periodista pertinaz desmontó la leyenda del supuesto asesino en serie y denunció cómo jueces y policías se habían dejado engañar

mais uma

26 Novembro, 2012
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No encerramento do congresso do PSD madeirense, Passos Coelho confessou o que já há muito se suspeitava: que não está interessado em promover uma reforma profunda do modelo político que nos trouxe até aqui, mas remendá-lo, para o poder manter e desenvolver no futuro. Ele quer, com o dinheiro dos nossos impostos, «salvar o estado social», «distribuindo o mal pelas aldeias», o mesmo é dizer, manter o estado como ele é, reduzindo somente o seu financiamento, por imposições de circunstância. O problema, que ele já devia ter compreendido, é que o «mal distribuído» não pára de aumentar, e a salvação do bicho parece cada vez mais remota e distante. O PSD e a direita parecem querer perder, deste modo, mais uma oportunidade histórica de se distanciarem do padrão socialista de olhar para o estado e a sociedade, e de marcarem a diferença com o que tem sido a governação do país nos últimos anos.

Impressões

25 Novembro, 2012
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Televisão

Cabe aos que concordam com o sistema actual a sua defesa. Não aos que estão pela privatização/ gestão privada.

Desta vez não é o “sexo dos anjos”

Ocidente em dificuldades. Discute-se a neurociência sexual.

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25 de abril, sempre!

25 Novembro, 2012
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Mas não ouvem mais ninguém?

25 Novembro, 2012

No dia em que se celebra o 25 de Novembro o site da RTP foi ouvir Varela Gomes. Sendo Varela Gomes um dos protagonistas desse dia faz todo o sentido ouvi-lo mas seria importante chegar onde é que ele esteve, o que fez, que ordens deu… e já agora se não for muito pedir podiam ouvir outros protagonistas. Mas enfim é nisto que estamos.

 

O que nos espera

25 Novembro, 2012

A ETA foi derrotada. As Brigadas Vermelhas também. Em Portugal as FP 25 foram derrotadas e a amnistiadas. Em Inglaterra o IRA deixou as armas… Num caminho difícil, cheio de contradições e de recuos as democracias venceram estas organizações terroristas. Pelo caminho ficaram as vítimas quase sempre gente anónima porque os terroristas na sua obra de morte manifestam um profundo ódio ao povo e à vida simples de todos os dias e por isso os seus atentados visam sobretudo o povo. Mas derrotadas as organizações terroristas o terrorismos esse mantém-se enquanto procedimento apoiado tal como no passado por filhos família, gente das universidades, dos meios ditos intelectuais… e por algum lumpen que vagueia entre a criminalidade comum e o dito activismo político. É óbvio que hoje não existem organizações capazes de reproduzir o rapto de Aldo Moro ou Ortega Lara. E isso é uma boa notícia. A má notícia é que há gente que se pudesse repetia esses e outro actos.

Não sei se as organizações terroristas vão voltar mas para já o que temos são uma criaturas que de cara tapada e artefactos mais ou menos disparatados procuram tornar o mais violentas possível as manifestações onde marcam presença. Mas apesar do lado óbvio de palhaçada inorgânica inerente a estas coisas – no dia seguinte estarão no conforto da casa paga pelos pais a olhar para os plasmas – esta gente é perigosa. Porque não mudaram nada: perante a violência há os que passam ao acto e os que estão ao lado e nada fazem para a impedir. Tal como na ETA, no IRA e ou nas BV continuam a viver em tribo, sem questionar as chefias e sentem-se possuídos da verdade   absoluta. Não têm qualquer sentido da realidade e do ridículo.

A contestação da construção de um aeroporto em França foi o pretexto para mais uma manifestação dessa tribo. O Expresso num arrebatamento místico congénere daqueles que noutros tempos dedicava à ETA cuja estratégia vencedora contra Madrid impunha uma intervenção salvífica do dr. Soares até escreveu Guerrilha rural em França contra “o aeroporto do primeiro-ministro”. Ignoro se é necessário ou não construir este aeroporto mas o seu projecto tem décadas – logo não é deste primeiro-ministro – a maior parte dos agricultores foram indemnizados e não contestaram nada e por fim vários ecologistas apoiam o dito aeroporto.  Mas o que se viu em Notre-Dame-des-Landes é aquilo com que temos de nos preparar para viver nos próximos anos: umas performances que de um momento para o outro podem degenerar em algo muito violento ou simplesmente esvair-se porque os participantes vão para outra flash mob


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Agora já podem concordar

25 Novembro, 2012

Da refundação..já realizada

24 Novembro, 2012

O primeiro-ministro, numa daquelas frases para criar impacto e desviar atenções, afirmou há algumas semanas atrás que queria levar a cabo uma  «refundação do memorando de entendimento» com as instituições da Troika. 

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Sucede que isso já foi feito.

Vejamos:  o défice do Estado em relação ao PIB teria de ser em 2012 de 4,5%.  Já foi flexibilizado pela Troika para 5% e o governo encarregou-se de por sua iniciativa o flexibilizar no valor real de 6%.

Para 2013, o mesmo deficite teria de ser 3% do PIB. Pois foi também flexiblizado para 4,5% e veremos quanto será na realidade…..

Teria de se mexer na TSU, mas já não vai ser feito.

Teria de se fazer uma reorganização administrativa do território, mas também já não se vai fazer.

Teria o esforço de consolidação orçamental de ser feito através de 2/3 de redução na despesa e aumento de 1/3 das receitas, mas governo anuncia que em 2013 será feito por 2/3 de aumento da receita e 1/3 ( se tanto…) na despesa.

Teriam de se vender empresas públicas, mas tirando o remanescente da posição do Estado  na EDP/Galp/REN nada mais foi feito.

Tinha o governo anunciado a intenção de repensar o papel do Estado na sociedade de forma a esta ser«libertada do peso» daquele e  o governo anunciou a criação de um novo banco público e a imposição da criação de gasolinas low costs; 

Ia-se privatizar a RTP, mas passados 2 anos, o ministro das Actividades Circenses apenas conseguiu anunciar a criação de um novo canal do Estado;

……..

Marquem na agenda

24 Novembro, 2012
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O Porto, como não podia deixar de ser. Dia 6 de Dezembro estarei lá para apresentar o meu livro “Era Uma Vez… A Revolução”. Será pelas 18h30 na Livraria Lello. A presentá-lo estarão o Nuno Azevedo (da Casa da Música) e o José Queirós (companheiro de muitas lides e actualmente Provedor do Leitor do Público). Como é óbvio, estão todos convidados.

Propriedade e indulgência

24 Novembro, 2012

A RTP não vai apresentar queixa contras as pessoas que causaram danos no seu veículo aquando da manifestação de 14 de Novembro? Que eu saiba a RTP é uma empresa pública logo as imagens recolhidas pelos seus operadores não são propriedade dos jornalistas, nem das direcções , nem das comissões… mas sim dos portugueses. O mesmo se aplica à viatura em questão. Se amanhã alguém escaqueirar um carro da RTP não se apresenta queixa?

Porque hoje é sábado

24 Novembro, 2012

*Depois de anos de luta contra a presença dos EUA nas Lajes os americanos preparam-se para partir. Presumo que os jornais farão páginas e páginas com entrevistas àqueles que durante anos defenderam a cedência das Lajes ao imperialismo norte-americano

*A propósito do conceito de artesanato aplicado aos rockets ler no 31 da Armada: Sentem-se numa explanada no Chiado, por exemplo, e contem 5 metros para cada lado do sítio onde estão sentados. Sem nenhum sistema de alarme terão 30 segundos para se lembrarem de ir pagar a conta ao balcão ou o dia vai-vos correr mal.

Angústia*/**

24 Novembro, 2012
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* ….. Ou “O que seria o mundo sem a construção europeia?” (usando e abusando do título do Insurgente):

Desde 1951, a Europa foi trilhando um caminho político ousado e inovador. O Tratado de Paris (CECA), instituindo a primeira comunidade setorial de integração, conseguiu, a custo, ultrapassar a histórica clivagem entre a Alemanha e a França, sendo certo que, nos idos anos do pós-guerra e do início da reconstrução europeia, os responsáveis políticos daqueles Estados “fundadores”, tudo fizeram para que a coisa não resultasse. De Gaulle e Adenauer, a propósito da Alta Autoridade para o Ruhr e do controlo da indústria pesada alemã, quase que inviabilizaram a assinatura do Tratado que marca o início da construção política mais ousada e improvável que, em tempos de paz, a Europa (e o mundo?) conheceu. Uma construção tão improvável quanto surpreendentemente bem-sucedida. A sua força, em grande medida, reside nisso mesmo, na capacidade de transformar aquilo que parecia quase impossível, em algo de natural e quotidiano.

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Da importância da t shirt com o Che Guevara

23 Novembro, 2012

DN: «PSP já havia solicitado imagens televisivas das claques de futebol para investigações. MAI ordena inquérito urgente a este procedimento. Este é um dos assuntos em destaque na edição de hoje do DN.» Como já aqui tinha assinalado e esta notícia do DN veio confirmar temos dois tipos de legislação em Portugal para desordens: quando os desordeiros gritam palavra de ordem e apresentam iconografia de esquerda os petardos são formas de expressão e as agressões performances da revolta. Se os desordeiros que até podem ser os mesmos actuarem em estádios de futebol ou integrarem claques não há expressão nem revolta. Apenas actos e castigo para os mesmos.

Revisionismos não, está bem?

22 Novembro, 2012

«O presidente do Sindicato dos Jornalistas, diz que terão de ser destruídas as imagens não editadas que possam ter chegado às mãos da polícia sem a autorização dos repórteres.»  – Tão grave quanto a possibilidade de as imagens não editadas terem sido visionadas por elementos estranhos à edição sem se atender aos procedimentos legais é pretender destruí-las para que elas não sejam vistas. As imagens foram pagas pelos contribuintes portugueses que também pagam o Arquivo da RTP. É nesse arquivo que as imagens devem ser guardadas definindo-se quando poderão ser visionadas como qualquer outra peça do arquivo.

 

A grande irmandade dos eurocratas da virtude e do vício

22 Novembro, 2012

Now Brussels takes aim at the Famous Five! Books portraying ‘traditional’ families could be barred (Que saudades da santa tolerância das famílias tradicionais e muito conservadoras que não se chocavam por os seus filhos lerem uns livros  que uma das meninas queria ser rapaz, os pais – à excepção da tia Clara – não tinham muita paciência para os filhos e um dos pais detestava sê-lo.) Mas há mais na grande irmandade dos eurocratas da virtude e do vício como se informa no Insurgente

Deus anda distraído

22 Novembro, 2012

Entre os anglicanos os bispos  querem que as mulheres possam ser ordenadas bispos mas os fiéis votaram contra. Já os católicos confrontam-se com uma das notícias mais perturbantes dos últimos anos: Bento XVI declarou que não havia burro nem vaca no presépio. Enfim desconhecendo-se absolutamente o que pensará Deus destas matérias no particular caso do presépio garanto que tem burro, vaca, banda de música, lavadeiras com roupa à cabeça, perús, cães, bêbedos…

 

Macau

22 Novembro, 2012
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Veja e ouça até ao fim: http://forteapache.blogs.sapo.pt/788679.html

afinal, não vai haver mosca na sopa

22 Novembro, 2012
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O neoliberalismo não é de agora…