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Nem os funerais escapam mas vão continuar a escapar

12 Outubro, 2012

A propósito do título de hoje do DN “Nem os funerais escapam”  não entendo por que razão tem pago o Estado português dois mil euros por um funeral. Dois mil que agora passarão a  1700 +-.  Se o Estado português quer pagar os funerais dos seus cidadãos o máximo que deverá pagar é o valor do chamado funeral social que é significativamente mais baixo.  O valor dos funerais está à conta desta subsidiação extraordinariamente inflacionado.

IMI, Memorando e alegre irresponsabilidade socialista…

12 Outubro, 2012
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Tendo em conta atualidade do tema “IMI”, junto conteúdo da versão inicial do Memorando de Entendimento pedido, negociado e assinado pelo PS, no capitulo Política Orçamental em 2013:

 

“1.32. Actualizar o valor patrimonial matricial dos imóveis para efeitos de tributação, com o fim de aumentar a receita em, pelo menos, 150 milhões de euros em 2013. As transferências da administração central para as administrações local e regional serão revistas a fim de assegurar que as receitas adicionais sejam totalmente utilizadas para efeitos da consolidação orçamental.”

Desde a viagem triunfal do presidente Carmona a África que em Portugal não se escrevia assim

12 Outubro, 2012

Seguro até teve direito a falar à imprensa no pátio do Palácio EXPRESSO

Hollande até pôs um luso-francês a receber Seguro no Eliseu EXPRESSO

A doideira à solta

12 Outubro, 2012

*O grupo parlamentar do PS trocou de viaturas. Admito que podia ter negociado melhor os contratos mas só isso. Essa algazarra sobre as viaturas em si mesmas – tipo eles deviam era andar a pé – é um jogo muito perigoso que regra geral acaba com a populaça a aplaudir  uns queridos líderes que claro nem se sabe em que circulam quanto mais o valor das suas viaturas.

*O dr. Mário Soares nas intermitências da apologia do fabrico do dinheiro dedica-se também ao fabrico do passado. Desta vez inventou um 5 de Outubro vibrante e cheio de povo que terá existido algures.  Seria interessante que pedisse a alguém para lhe pesquisar as comemorações deste feriado quando Jorge Sampaio foi PR. Ou Eanes.

*O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, afirmou hoje, em Coimbra, que a redução de 50% dos contratados a prazo no setor público, anunciada segunda-feira pelo Governo, constitui “o maior despedimento coletivo que se verificou em Portugal”.Para o líder da CGTP-IN, “o que está em marcha é um ataque contra os trabalhadores da administração pública mas, acima de tudo, contra os serviços públicos e os direitos das próprias populações que poderão ser gravemente afetadas por esta medida”. Tendo em conta que Arménio Carlos  representou a CGTP em Cuba nas festividades do 1º de Maio deve ser a pessoa indicada não para contestar esta medida mas sim para explicar como se despede  um milhão de funcionários públicos Ou Arménio Carlos diz uma coisa em Havana e outra em Lisboa ou  o jet lag lhe causa transtornos de personalidade.

o valor da democracia

12 Outubro, 2012
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Afinal, uma oposição séria, responsável e constructiva pode ser muito útil ao governo e ao país.

A reacção é que é intolerável

11 Outubro, 2012

Ai Weiwei considera Nobel de Mo Yan “intolerável”  O Nobel da Literatura premeia Literatura. Não opções políticas.

Mas alguém pode explicar o que está em causa nesta greve?

11 Outubro, 2012

PSD: greve dos portos põe em causa interesse nacional

Greve: Portos portugueses totalmente paralisados

Presidente do Instituto Portuário alerta para consequências da greve nos portos

CGTP diz que greve nos portos deve continuar

(…)

As notícias sobre greves são um mistério. Há muito que deixou de se explicar o que levou à greve.  O que nos tem levado a fantásticas surpresas sobre aquilo que os diversos governos têm aprovado para as ver terminar.  A TAP e a CP são casos exemplares dessas negociações em que só anos depois percebemos o negociado. Temos sim notícias sobre a adesão, declarações sobre a greve, reafirmação de posições…. e mais nada.

A nova cruzada

11 Outubro, 2012

Já se percebeu que agora vamos ter a batalha dos trabalhadores do sexo. Em matéria de prostituição – palavra que presumo deva estar para ser banida – e de drogas acho que se deve ouvir, estudar e decidir sem proselitismos nem pressa nem dogmas pois muitas vezes os melhores propósitos geram resultados catastróficos. Assim sendo e não tendo à partida uma posição contra a legalização das prostituição causa-me algum desconforto esta tentativa de sob a capa do trabalho sexual  e do trabalhador do sexo se tentar fazer passar a prostituição por uma actividade como outra qualquer.

E quando o ouro se esgotar, o que será de nós?

10 Outubro, 2012
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Parece que continuamos a exportar muito ouro. Até Agosto foram 544 milhões (inclui pérolas, pedras e outros metais preciosos, mas vamos admitir que é tudo ouro), um crescimento de 67% face ao período homólogo. Mas estamos a assistir a uma dramática desaceleração: considerando valores mensais, as “exportações douradas” só cresceram 29% em Agosto, depois de terem registado aumentos de 48% em Julho e de 76% em Junho. Em Julho, em termos acumulados, o seu crescimento representava 10% do aumento das exportações, em Agosto só representa 8,2%. Indício evidente que o “filão” se está a esgotar e que o maná das exportações estará próximo do fim. Claro que existem os outros 92% de crescimento, mas isso é marginal. As exportações no mês de Agosto até aceleraram, subiram 13,7%, a 2ª maior subida do ano a seguir a Fevereiro (13,8%), mas se não fosse o ouro…

Austeridade será a nova normalidade II

10 Outubro, 2012

Um país exportador, com excedente comercial, é um país que abdica do consumo para que os estrangeiros possam consumir. Para que Portugal se possa transformar num país com excedente comercial permanente a produtividade terá que crescer acima do consumo. Um país que reduz as suas dívidas é um país que exporta capitais. Parte do que é poupado internamente não vai nem para consumo nem para investimento. Vai para os credores estrangeiros. Os portugueses já fizeram o seu consumo, agora vão trabalhar para o pagar.  É isto que nos espera nos próximos anos.

Afinal os ricos não chegam para pagar a crise

10 Outubro, 2012

Durante anos aqueles que se manifestavam contra mais estado e mais despesa pública foram acusados de serem bota-abaixistas e anti-desenvolvimento. Liberal tornou-se um insulto.

Agora a factura chegou. E é óbvio que não há ricos que cheguem para a pagar. Aliá mesmo que existissem só a pagavam uma vez e já não estariam cá quando chegasse a nova factura.

E os mesmos que durante anos defenderam, apoiaram e promoveram a despesa pública e mais e mais estado mostram-se indignados porque têm de pagar mais impostos.

Mas não foi isso que apoiaram, votaram e escolheram quando apoiaram mmais e mais despesa? Não foi isso que entenderam como sinónimo de progresso e sensibilidade social? Pois é os sensíveis sociais são aquelas pessoas que sabem fazer políticas com o dinheiro dos outros mas que no dia em que percebem que o dinheiro dos outros é o de todos (logicamente tambem o delas) se transformam nos mais veementes indignados com as consequências do sistema que tanto defenderam.

Austeridade será a nova normalidade

10 Outubro, 2012

Nos tempos que correm ler Pacheco Pereira só serve para perceber como raciocina alguém para quem a política é tudo. Neste post, por exemplo, Pacheco Pereira quer que se defina a priori um prazo para a austeridade como se essa fosse uma opção política. Ah, tem de ser um prazo fixo, porque se não o povo não aguenta. O problema é que a duração e a profundidade da austeridade não é uma opção mas sim uma consequência de todas as asneiras que se fizeram no passado, muitas das quais Pacheco Pereira apoiou. Sendo uma consequência, durará o tempo que tiver que durar. Durará provavelmente mais do que precisava de durar precisamente porque esta ideia de que podemos mitigar ou controlar a dose de austeridade tenderá a prolongá-la. E para todos os efeitos práticos, o retorno à normalidade pré-2008 é impossível. Para quem estava habituado a grandes despesas públicas, ao crédito fácil e ao consumo, a austeridade será a nova normalidade. A prosperidade quando regressar não regressará para as mesmas pessoas, nem aos mesmos sectores.

Agora é tarde

10 Outubro, 2012

Interessante esta iniciativa do DE de promover uma petição contra mais impostos. Pena é que nunca tenham feito uma petição contra o aumento da despesa.

Obs. Como podem aqueles que trabalham no sector privado apresentar uma queixa  ao Tribunal Constitucional pela falta de equidade do actual regime e do proposto para as baixas na função pública?

Todos os animais são iguais mas uns são mais iguais que outros

9 Outubro, 2012

«A partir de Janeiro do próximo ano, os funcionários públicos que faltem por motivo de doença perdem a totalidade da remuneração nos primeiros três dias. A partir daí, e até ao trigésimo dia de falta, têm um corte de 10% do salário bruto, recebendo 90%. De acordo com a proposta enviada na segunda-feira aos sindicatos, estes cortes não se aplicam em casos de internamento hospitalar.
Actualmente, a lei prevê que, nos primeiros 30 dias de falta por doença, os funcionários percam um sexto do salário (correspondente ao vencimento de exercício). Mas o dirigente do serviço pode autorizar o pagamento dessa parcela e, na prática, a generalidade dos funcionários públicos acaba por receber a totalidade do salário.
(…) No sector privado, os trabalhadores de baixa também não têm direito a qualquer pagamento nos três primeiros dias. Daí para a frente e durante o primeiro mês, o subsídio de doença corresponde a 55% da remuneração de referência (até Julho era 65%).»

o tamanho importa, sr. ministro

9 Outubro, 2012
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«Não queria entrar num concurso de adjectivos», disse ontem o Ministro das Finanças ao ser inquirido por um jornalista sobre o tamanho do assalto fiscal previsto para 2013: se «enorme», como nos comunicara na passada semana, se grande, médio ou pequeno, como parece agora ser possível. Vitor Gaspar justifica esta surpreendente mudança com pressões exercidas pela troika e pelo Eurogrupo, que «considerarão positivo se for possível substituir algumas das medidas de agravamento do lado da receita por medidas de corte de despesa». Deste modo, de uma semana para a outra, os “cortes na despesa pública”, que permitiriam, num futuro indeterminado, alguma contenção fiscal, deixaram de ser uma hipótese sem data para passarem a ser uma “possibilidade” real, já no orçamento de 2013. Tamanha ligeireza fiscal só comprova uma coisa: que o ânimo “reformista” deste governo se fica por sucessivos aumentos de impostos e que só atacará, a sério, a despesa pública por pressão dos credores. Sobre isso, e apesar de Vitor Gaspar não querer discutir adjectivos, conviria que soubesse, já que é ministro das Finanças, que, para a economia de um país, o tamanho dos impostos importa. E, ao contrário do que afirmam algumas generosas senhoras para aliviarem a ansiedade anatómica dos seus companheiros em momentos de stress, quanto mais pequenos melhor.

Auto-serviço, serviço público e serviço ao público

9 Outubro, 2012

Um dos melhores símbolos do paradoxo da função pública é que quando deixa de haver dinheiro nos serviços públicos a primeira coisa que se faz é deixar de servir o público. No privado despede-se, muda-se, tenta-se… mas enquanto não se abre falência tem de servir o público porque é ele quem paga o ordenado. Nos serviços públicos quando o dinheiro escasseia deixa-se de prestar serviço ao público e no resto mantém-se tudo igual. Fazendo parte do igual as declarações sobre a equidade.

A lata desta gente…

9 Outubro, 2012

«Reformas na Função pública aos 65 anos JÁ em 2013»

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Destaquei aquele «já», pois que o normal deveria ser «Só».

A que propósito é que tal medida não foi tomada para vigorar hoje mesmo? Ou ontem? Ou há meses/anos atrás?

Querem «dar oportunidade» a que mais uns tantos milhares metam o pedido a correr  e se reformem mais cedo que o resto dos cidadãos? Nunca mais acabam as castas.

Uma explicação que não me convence

9 Outubro, 2012

«O Presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia (ASPP/PSP) afirmou hoje que há milhares de polícias a realizar serviços administrativos em vez de andarem nas ruas por causa da elevada idade a que se podem reformar. Dados de uma auditoria da Inspeção Geral das Finanças, citada hoje pelo Correio da Manhã, revelou que cerca de 11 mil polícias estão a desempenhar funções administrativas e não operacionais. “Temos milhares de elementos com mais de 50 anos, que não têm condições, nem físicas nem psíquicas, para estarem operacionais”, considerou, salientando que há uns anos a média de idades na PSP era de 35 anos e que agora ronda os 45.Paulo Rodrigues considerou que o Governo deveria considerar baixar a idade de reforma dos polícias, porque os agentes “com muita idade não podem exercer serviço operacional”.
“Temos muitas esquadras, principalmente nos comandos do interior, onde há comandos cuja média de idades ronda os 50 anos. Nenhum cidadão minimamente consciente aceita que um carro patrulha de intervenção rápida seja constituído por elementos com mais de 50 anos”, disse.»

Para lá de questões tão elementares quanto os  50 anos hoje não são 50 anos em 1980 ou que nem todas as patrulhas se revestem de características que impliquem uma excelente forma física acresce que num carro patrulha vão vários polícias, se um for mais velho não só não vejo problema algum como me parece muito importante a presença de polícias mais velhos nas patrulhas de rua. A experiência faz falta e é um valor acrescentado.

Não é possível reduzir o número de deputados? Falso!

8 Outubro, 2012
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Portugal é um país curioso. Passamos o tempo a dizer que precisamos de reformar o sistema político, e quando alguém (neste caso o PS) propõe uma reforma mínima – diminuir o número de deputados – todos começam a discutir o eventual populismo em vez de discutir o essencial: vale a pena? É uma reforma positiva?

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O engraçadismo

8 Outubro, 2012

Não tenho a menor paciência para o estilo piadístico que tomou conta do jornalismo. E também não acho esse tipo de jornalismo nada isento: sob aquele manto diáfano da piada há uns políticos que são quase sempre poupados porque fazem parte do mundo mais afectivo que ideológico das redacções e há outros, os populistas, que saem sempre  a ganhar na medida em que ainda conseguem ser mais populistas do que notícias que fazem sobre eles. Daqui decorre que se  nivela por baixo  e que a maior parte destas supostas notícias engraçadas são mais patéticas do que engraçadas. E no meio disto existe um caso que acho de um profundo mau gosto ser misturado com os restantes. Refiro-me à gaffe de Guterres. Há ano que vemos Guterres a dizer que é só fazer as contas.  Ao que foi revelado posteriormente Guterres saía de uma visita onde percebera que o estado de saúde da sua mulher, que era muito grave, era pior do que aquilo que ele sabia. SE for este o contexto da gaffe acho de uma profunda falta de gosto que ela continue a ser apresentada neste tom de laracha. Se o staff de Guterres arranjou esta desculpa – o que não creio possível – o caso também não tem graça alguma porque inventar uma desculpa dessas seria gravíssimo, moralmente falando.

Sendo um consenso nacional que é necessário reduzir na despesa qual é a despesa em que consensualmente se pode reduzir? Até agora nem uma!

8 Outubro, 2012

Professores: concurso será «o maior despedimento de sempre» Fenprof diz que serão extintos 20 mil lugares

Maternidade Alfredo da Costa não pode fechar

Lisboa, 21 jun (Lusa) — O fim dos Governos Civis, anunciado há um ano, é hoje criticado por autarcas, empresários e agentes políticos regionais que se queixam que “Lisboa ficou mais longe” e é cada vez mais difícil obter uma resposta aos problemas locais.

Fundações questionam os critérios para cortes do Governo Muitas fundações questionam os critérios do governo. As reacções aos cortes do financiamento do Estado vão do desânimo à contestação.

Cortes nos medicamentos voltam a gerar indignação

Autarcas do Interior lamentam dificuldades devido a cortes na ferrovia

PS: Privatização da RTP é opção “inadequada à realidade” e foge à tendência europeia

Santarém, 29 set (Lusa) — Os autarcas reunidos hoje em congresso extraordinário da ANMP, em Santarém, exigiram “respeito absoluto pela autonomia do Poder Local” e repudiaram medidas “cegas” que estrangulam a sua atividade

Os deputados e os números

8 Outubro, 2012

António José Seguro trata de reduzir à sua expressão mais simples os seus futuros parceiros de coligação – isto se aguentar até chegar a hora do PS pq a corrida contra ele avança .  Mas nesta proposta  de Seguro para reduzir o número de deputados há um aspecto que me interessa: até quando um partido que não se apresenta a eleições como é o caso dos Verdes vai continuar a ter grupo parlamentar?

Impressões

7 Outubro, 2012
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Social-democracia

Estado “social”/ “providência” muito grande e que as regras tornam difícil reformar. Impostos enormes e crescentes.

Não foram os Alemães que fizeram as regras

Com estas regras, é difícil. A CRP não foi escrita e aprovada por Alemães.

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O outro problema de Paulo Porta

7 Outubro, 2012

Sendo o CDS um partido com eleitorado volátil, interessava ao CDS consolidar clientelas. Por isso a mais ambiciosa  proposta de corte na despesa por parte de ministros do CDS é no ar condicionado. E por isso é que o CDS está interessado em ministérios que servem as clientelas tradicionais do partido (agricultura), em ministérios que permitem criar clientelas novas (Turismo) ou  em ministérios clientelares por natureza (Economia, Segurança Social). Acontece que o CDS teve azar. Chegou ao governo no preciso momento em que não há dinheiro. Embora tenha um discurso anti-impostos, o CDS tem uma prática pró-despesa que é incompatível com a falta de dinheiro.

Racismo pouco subtil

7 Outubro, 2012

«As pessoas de origem africana que vivem em Portugal estão sub-representadas nos processos de tomada de decisão política e institucional. Não têm igualdade de acesso à educação, aos serviços públicos, ao emprego. São discriminadas no sistema de justiça, vítimas de discriminação racial e de violência pela polícia. O reconhecimento como pertencendo à sociedade portuguesa e os seus contributos ao longo da história para a construção e desenvolvimento do país são insuficientes. Finalmente: são vítimas de exclusão e marginalização, e em Portugal “o racismo é sobretudo subtil”. 
Este é, em traços gerais, o retrato da situação das pessoas de ascendência africana que vivem em Portugal feito por peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de uma visita ao país em Maio de 2011, e que ontem esteve a debater o relatório, agora concluído, com representantes portugueses numa sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Suíça.»

Esta concepção dos peritos das Nações Unidas é um exemplo de racismo pouco subtil. O que entenderão esses peritos por “pessoas de origem africana”?  Estarão nessas pessoas os milhares e milhares de retornados? Os milhares de pessoas que independentemente da sua cor nasceram e viveram em África? Existem em Portugal milhares de negros que nunca puseram um pé em África e milhares de brancos que são africanos.  Vamos dar aos filhos dos primeiro saulas  de batuque e de vira do Minho aos segundos? Enfim como escreveu Gaston Kelman Je suis noir et je n’aime pas le manioc

Quais as despesas que se podem cortar?

6 Outubro, 2012

Segundo um especialista ouvido pelo Público, fechar linhas de comboio que dão prejuízo não pode ser. A CP está falida, mas o que é prioritário é ter duas linhas de comboio para Sines ou 2 linhas independentes para Espanha (nenhuma das quais viável).

O diabo está nos detalhes

6 Outubro, 2012

O que sucedeu com a bandeira neste 5 de Outubro não é alvo de investigação? Pois se não é devia ser. Cavaco Silva e António Costa hasteiam a bandeira. Esta está ao contrário. Mas não foram certamente Cavaco Silva ou António Costa quem colocou a bandeira ao contrário. Eles limitaram-se a hasteá-la. Quem a colocou naquela posição? Fê-lo por negligência ou por má fé? A CML além de um pedido de desculpas deve uma explicação pelo sucedido.

falar por não ter nada para dizer

6 Outubro, 2012
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O PS de Seguro também quer “introduzir maior transparência na vida pública”, criar uma “maior proximidade entre eleitos e eleitores e uma menor dependência dos eleitos face às direções partidárias” e, ainda, pasme-se!, “reduzir o número de deputados na Assembleida da República”. Tudo prodígios originalíssimos e nunca vistos, e muito oportunos no presente momento de penúria. Já quanto ao número de deputados da nova Assembleia, “a assessoria do PS escusou-se a avançar o número, remetendo mais pormenores para mais tarde”. É coisa para se ver um dia destes.

um banco seguro

6 Outubro, 2012
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Não bastando a faraónica Caixa Geral de Depósitos e a muita massa espatifada com a nacionalização do BPN, o PS propõe agora, pela voz do seu ainda secretário-geral, António José Seguro, que o governo crie e seja proprietário de mais um banco “de fomento destinado a apoiar investimentos em articulação com os fundos comunitários e o Banco Europeu de Investimentos”. Com que dinheiro o estado faria essa “articulação”, o Dr. Seguro não nos explica. O assunto foi apresentado “sem detalhar pormenores”, muito naturalmente. Não há ninguém pelo PS que explique ao seu secretário-geral que os portugueses estão saturados de parlapatices e que este não é o melhor momento para lhes torrar a paciência?

E se trocássemos umas ideias sobre cortes nas despesas do Estado?

5 Outubro, 2012
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Hoje, no Público, defendi que temos de ser sérios: quando falamos de cortar as despesas do Estado falamos de milhares de milhões de euros, pelo que invocar apenas as “gorduras” é demagogia hoje como foi demagogia no passado:

Portugal gosta de viver de ilusões. Quem ler os jornais ou vir as televisões, descobrirá que tudo se vai resolver neste rectângulo à beira-mar plantado no dia em que se cortar nas despesas do Estado. Dos mais sisudos “senadores” aos mais azougados repórteres, passando por atarantados deputados, tudo se resolve com um Estado mais pequeno. Ou seja, parece existir em Portugal um enorme consenso “neoliberal”.
Nada mais enganador. Primeiro, porque já se está a cortar imenso na despesa do Estado mas isso não tem chegado. Depois porque a esmagadora maioria dos que exigem cortes discordam de todo e qualquer um dos cortes em concreto.
Na semana passada, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, surpreendeu muita gente ao declarar que devia ser motivo de orgulho para Portugal “que a despesa primária, sem juros, e sem medidas extraordinárias, tenha passado de 83,5 mil milhões de euros em 2010, para pouco mais de 70 mil milhões de euros” em 2012. Ler mais…

O problema do Portas

5 Outubro, 2012

7 mil milhões de euros

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Este é o défice que tem que ser cortado em 2 ou 3 anos. Quem ambiciona ser um político relevante em Portugal nos próximos anos tem que ter uma solução realista para este problema. O Portas não tem nenhuma melhor que o programa da troika. Nem ele nem ninguém.

decida-se, dr. portas

5 Outubro, 2012
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Tem que se decidir. Não anda na política há mais de 30 anos, sofrendo pressões e correndo riscos pessoais, para se deixar ir na enxurrada de um governo mal preparado para responder a uma crise violenta, na qual você tem poucas responsabilidades e pouco espaço de manobra para impor soluções. É certo que a queda do governo e novas eleições seriam, neste momento, mais uma grave complicação para Portugal, mas, a verdade, é que a base eleitoral que o elegeu já se encontra praticamente desfeita, e a execução orçamental do próximo ano dará pouco espaço a recuperações de popularidade. Com uma recessão sem fim à vista e um ambiente social e político profundamente degradado, acha mesmo que este governo aguenta a legislatura? E se cair mais para diante, o tombo será maior ou menor do que agora? E quem lhe sucederá? O PS de Seguro, com uma votação de protesto expressiva, menos preparado ainda para governar do que o governo actual e com uma visão do país que é precisamente a que originou o sarilho em que estamos? Uma frente de esquerda para arrumar com o resto? Um governo de iniciativa presidencial sem nenhum líder político com expressão no país? Por outro lado, Dr. Portas, não dá para continuar a assobiar para o ar e fazer de conta que, para além de um ligeiro desconforto e algumas diferenças pontuais, não se passa mais nada. O seu grupo parlamentar está em clara oposição ao orçamento do próximo ano, o mesmo é dizer, ao governo. Alguns dos seus deputados já nem aplaudem o primeiro-ministro quando ele fala na Assembleia da República. Os barões do seu partido, de Pires de Lima a Bagão Félix e a Ribeiro e Castro, protestam na comunicação social contra as medidas de Gaspar, como qualquer dirigente da CGTP. E, quanto a si, está visto há muito, desde, pelo menos, o debate eleitoral das legislativas com Passos Coelho, que não deposita qualquer confiança nele, sentimento que lhe é retribuído e que ele  também deixou bem claro quando, nesse mesmíssimo debate, o mandou olhá-lo nos olhos, em vez de você continuar a fazer de conta que ele não estava ali. Algo me diz que não lhe deve ter perdoado a afronta. Você está, por isso, Dr. Portas, na maior encruzilhada política da sua vida: a de tentar escapar à hecatombe sem porta de fuga, nem saídas de emergência. Qualquer decisão que tome agora poderá sair-lhe cara. Qualquer decisão que deixe de tomar não lhe sairá certamente barata. No ambiente de degradação em que a coligação e o governo se encontram, e que todo o país já percebeu, talvez só lhe reste mesmo retirar o seu partido do governo na próxima remodelação e firmar um acordo parlamentar com o PSD, se eles forem nisso, que lhe permita apoiar ou rejeitar o que entender, em vez de andar por aí a fazer cara de enjoo sempre que o governo toma decisões. E correr os riscos altíssimos, para o país, para o seu partido e para si próprio, desta ou de qualquer outra decisão que venha a tomar. Seja qual ela for, decida-se, Dr. Portas.

A decadência de um regime que achou que a governação se fazia com golpes de estado e que a pobreza se resolvia com leis

5 Outubro, 2012

Uma bandeira ao contrário

Discursos que são recados

Uma cerimónia sem povo e com medo dele

Uma mulher que aos 57 anos vive de uma pensão de 200 euros e se diz desesperada

A vida antes do défice era mais fácil

5 Outubro, 2012

Durante o século XX a política fazia-se num ambiente de baixo endividamento, crescimento na casa dos 3% e inflação quanto baste. A população era jovem e a percentagem da população dependente da segurança social era baixa.  Neste ambiente, os socialistas podiam seguir uma política de taxar e gastar porque a economia conseguia ainda assim crescer. A direita podia seguir uma política de baixar impostos para estimular a economia porque a dívida era diluída pelo crescimento. Se alguma coisa falhasse, emitia-se moeda para gerar inflação, o que reduzia salários e dívidas.

À atenção de Passos e Seguro

5 Outubro, 2012

António Costa recusa que Portugal se limite a ser o “bom aluno”  EXPRESSO

5 de Outubro: António Costa recusa “perda constante de rendimento e direitos”  PÚBLICO

“Não podemos aceitar que Portugal tenha apenas para oferecer à Europa o seu estatuto de bom aluno”  I

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o que diz portas?

4 Outubro, 2012
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Que só está à espera da melhor oportunidade para sair do governo e provocar eleções antecipadas.

de fora

4 Outubro, 2012
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Enquanto, por Portugal, os indígenas andam naturalmente obcecados com a extorsão fiscal que lhes tem sido imposta pelo “governo mais liberal de sempre”, o tal que ia resolver o défice das contas públicas pelo lado da despesa e não apenas da cobrança, o que se está a passar nos EUA poderá ajudá-los mais do que possam pensar: se Mitt Romney mantiver o bom discurso liberal-conservador de ontem e se com ele ganhar as eleições e orientar o governo do seu país, o futuro poderá demonstrar que uma economia em crise profunda se recupera diminuindo o paternalismo do governo e não aumentando-o, como acreditamos actualmente.

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Sucede que Portugal e a generalidade dos países da Europa Ocidental Continental são particularmente sensíveis ao que vem de fora, e acompanham as tendências e os ciclos de influência ideológica dominantes. Nas décadas de 70 e 80 éramos socialistas à maneira de França e dos nórdicos, na década seguinte, graça a Reagan e a Thatcher, compreendemos que a “inevitabilidade do socialismo” era uma fraude mais do que indesejável, tendo regressado ao nanny state com Clinton e Blair, agravado, mais tarde, pelo governo de Barack Obama (e, agora, o inefável Monsieur Hollande), de que foram plagiadores sucessivos, em Portugal e Espanha, António Guterres, José Sócrates e Zapatero.

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Por consequência, se a política americana voltar a desprezar o paternalismo do estado e se, a partir de uma situação de crise profunda como a que vive actualmente, conseguir provar que o que move a economia é menos e não mais estado, mais liberdade económica e menos proteccionismo, pode ser que, por cá, consigamos finalmente compreender que as medidas de engenharia fiscal deste e de qualquer outro governo, para manterem o que é já uma pálida sombra de um modo de vida ineficiente e suicida, só agravarão os nossos problemas, em vez de contribuírem para os resolver.

França no rumo certo

4 Outubro, 2012

Hollande prepara mexidas na TSU idênticas às de Passos
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Uma delas – a que provavelmente vai ser escolhida, segundo revela o jornal “Le Monde” – será a de uma baixa dos encargos patronais de perto de 10 mil milhões de euros por ano, durante os próximos quatro anos.

O financiamento desta medida virá de um aumento da CSG (Contribuição Social Generalizada, a TSU francesa), acrescenta o mesmo jornal. Os salários mais baixos ficarão de fora dos aumentos, mas a classe média será atingida dado que a ideia é de aumentar a CSG para quem ganha mais de 2300 euros/mês.

 

Hoje, às 22h, “Ordem do Dia”

4 Outubro, 2012
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Hoje, pelas 22h, na RTP informação, estarei novamente em debate no “Ordem do Dia”.

Portugal, 2012, sob cortes brutais da despesa pública

4 Outubro, 2012

«A Câmara de Vila do Conde abre, esta quinta-feira, uma nova escola de rendas de bilros. Depois da polémica com as refeições das alunas da Escola na Feira Nacional de Artesanato, a Autarquia decidiu fazer “concorrência” ao Ministério da Educação e criar a sua própria escola. A do Ministério abre em breve na Escola Secundária José Régio. »JN