Baixar a T.S.U. JÁ!*
Um trabalhador que ganhe mil euros brutos custa à sua entidade patronal mais 23,75% de taxa social única, a que se vem juntar 1% de seguro, ou seja, perfazendo um total mensal de 1248 euros. Como o trabalhador recebe catorze meses e trabalha apenas onze, este valor deve ser ponderado e já vamos em 1702 euros mensais de encargos. Ler mais…
Olha…
…a imprensa internacional já deu pelos problemas da nossa “milagrosa” execução orçamental: Portugal Spending Cuts Questioned
Uma dúvida que me atormenta
Eu sei que sou pouco versada em economia em geral e na socialista em particular. Mas tenho uma dúvida: se não cumprirmos o acordado com os nossos credores e a bancarrota deixar de ser uma palavra feia, como acha o nosso primeiro-ministro, para se tornar uma realidade alguém sabe o que valerão aqueles títulos da dívida que têm sido comprados com o dinheiro da Segurança Social? Não é por nada mas gostava de conhecer melhor as implicações futuras deste negócio tão patriótico.
A “inflicidade” é uma coisa muito relativa
Santana Castilho escreve hoje no PÚBLICO sobre as Novas Oportunidades: «Quando se fala de diplomar a ignorância, refere-se, por exemplo, a atribuição de um certificado de ensino secundário a alguém que, ao redigir uma das famosas dissertações autobiográficas da ordem, se expressa como ilustrado neste naco de prosa, transcrito de um documento que serviu para certificar:
“… Como já disse anteriormente tenho um filho e uma filha, em que ele è mais velho cinco anos … Ando sempre a fazer-lhe ver as coizas. até já lhe tenho dito se tiver a inflicidade de falecer nôvo paça a ser ele o homem da casa e tomar conta da mãe e mana, mas para eleé difícil de compreender as coisasezes mas tantas vezes lhe faço ver as coizas que acabo por compreender as situações e acaba por me dar razão e por vezes até me pede desculpa e que para a procima já não comete os mesmos erros. Ele tem o espaço dele com a mãe em que não me intrumeto, desde mimos e converças porque graças s Deus nem eu nem ele temos siumes um do outro com a mãe…”
Quando o designado “júri” certificou este candidato, a prosa transcrita estava certamente corrigida por um professor escravizado, com filhos para alimentar e renda de casa para pagar, contratado à jorna por um CNO (Centro de Novas Oportunidades), que só é financiado pela famigerada ANQ (Agência Nacional para a Qualificação) se “cumprir os objectivos”, isto é, se emitir x certificados de nível básico e y de nível secundário. O problema é que a um candidato que se expressa assim seja outorgado um certificado de ensino secundário. O problema entende-se vendo as dezenas de milhões de euros gastos em publicitar este logro e retrocedendo na lógica socialista: se não se certificam os candidatos, os centros não têm clientes; se os centros não têm clientes, nem cumprem os objectivos, não recebem dinheiro; se não recebem dinheiro não pagam aos professores contratados à jorna; e se estes não alinham no logro, a sua subsistência complica-se e a dos filhos também. É a vida a evidenciar a lógica da gestão por objectivos, sem ética»
Apanhados a mentir outra vez. E novidades?
Às 22h, no Porto Canal
Daqui a pouco, no Porto Canal, estarei em debate com os restantes cabeças de lista à Assembleia da República por Viana do Castelo.
A Comuna da Puerta del Sol – e a do Rossio
O povo espanhol exprimiu-se este domingo de forma clara. A participação eleitoral foi maior do que há quatro anos, a derrota do PSOE foi estrondosa, a vitória do PP não teve precedentes, surgiram novos movimentos políticos (nas Asturias e no País Basco) e a subida do número de votos em branco ficou muito aquém do pedido pelo “indignados” da Puerta del Sol.
No entanto estas acham que o que se passou não foi democracia. Como explica o antigo director do jornal do PCP “o diário”, Miguel Urbano Rodrigues, “neste início do século XXI, no contexto de uma gravíssima crise mundial de civilização, o capitalismo, em fase senil, cola o rótulo de democracia representativa a ditaduras da burguesia de fachada democrática.” Logo há que ignorar as escolha do povo em eleições livres e permanecer acampado no centro de uma capital europeia.
Entretanto, em Portugal, já existem macacos de imitação. Estão no Rossio e vão produzindo vídeos delirantes. Segundo os próprios, estão “a aprender a democracia, com erros, hesitações, mas estamos a aprender rápido”. Porque, explica de forma mais erudita Miguel Urbano Rodrigues citando Atilio Borón, “um sociólogo marxista argentino de prestígio internacional” (???), os indignados lembram a Comuna de Paris e, se persistirem na sua luta, “poderão derrotar a prepotência do capital e, eventualmente, iniciar uma nova etapa na história não só da Espanha, mas da Europa”.
A ideia não é nova. Marx já a tinha desenvolvido em 1871. Mas não é democrática. Se os rapazes do Rossio quiserem aprender algo realmente interessante sobre o que é viver em democracia talvez encontrem, numa das duas livrarias da praça, um exemplar do clássico de Tocqueville. Podem aproveitar para se ilustrar durante as longas noites do acampamento.
Algo está a mudar, e depressa
Noutras alturas, já se sabia: o iniciativa política era do PS e dos abrantes. Ontem isso começou a mudar com o tema das nomeações na administração pública. Hoje, depois de ler as conclusões da UTAO sobre a derrapagem orçamental, Passos voltou à ofensiva, fazendo as acusações certas. Parece que a maré mudou mesmo.
O relatório da UTAO a tal que o Governo quis calar
Pelas almas não saiam daí
Há pessoas que nos fazem falta
O Gualter voltou. O Gualter do Satyagraha contra a NATO e as suas guerras! está no meio de nós! O Gualter do milho está agora instalado no Rossio: Vários jovens reuniram-se esta segunda-feira em assembleia popular na praça do Rossio, em Lisboa, e decidiram voltar a reunir-se na terça-feira, com alguns deles a prometer passar a noite mais um vez junto à estátua de D. Pedro IV.
A garantia foi deixada por um dos participantes na iniciativa, Gualter Baptista, o qual explicou à Agência Lusa que os intervenientes voltam a reunir-se na terça-feira, pelas 19 horas, em nova jornada de luta contra o actual sistema político.
Se o Gualter deslocalizasse o seu acampamento para o Martim Moniz é que era lindo. Dava uso àqueles mostrengos metálicos que estiveram para ser quiosques e não foram, e instalava-se lá. De caminho fazia uma sinergia com os figurantes de turbante dispensados da campanha do PS e gritava Satyagraha. Força Gualter. No Rossio ou no Martim Moniz deixa-te estar Gualter que em Espanha o resultado do acampamento não podia ter sido melhor.
“O PS de Mário Soares não é (era) isto”
Link: via Albergue, por Fernando Moreira de Sá, ainda a propósito disto e disto – que, realmente, não deveria passar em claro!
estado social?
Custa insistir, dá trabalho e é chato, mas não pode ser de outro modo, porque muitos portugueses insistem, não obstante as evidências que todos os dias lhes entram olhos dentro, na convicção de que o “Estado Social” é uma coisa extraordinária, quase saída do Paraíso, e que o que tem falhado no caso português (para aqueles que admitem que o estado social português falhou) são os homens que o governam. Mais ou menos como aquela estória de que o “socialismo puro”, o que se encontra nos livros de Marx e de Engels, nunca foi posto em prática e que o modelo soviético foi uma reles corruptela de tão belos ideais. Num caso e no outro não é assim. O socialismo soviético existiu mesmo, e não esteve muito distante do que fora ditado pelos teorizadores do sistema, e o Estado Social não é um bom modelo político em parte nenhuma do mundo. Vamos lá, então, à fundamentação.
Portugal, Maio, 2011
um estado social muito respeitável
Um estado social é isto: prebendas distribuídas a montante e a jusante, fundações de toda a ordem e feitio, comissões para estudar o impacto das cabeças dos alfinetes no ecossistema dos gafanhotos, fiscalizações rigorosas do estado dos galheteiros de azeite nos restaurantes, grupos de missão para o patimónio material, imaterial, sólido e gasoso, assessores para assessorarem assessores, legisladores que legislam sobre a reforma legislativa, pareceres técnico-jurídicos pagos a peso de ouro sobre a legalidade e a viabilidade de obras inviáveis, empresas públicas falidas geridas por gestores políticos lautamente remunerados, parcerias público-privadas para alimentar os reformados políticos do regime, e, finalmente, as funções básicas e primeiras do estado, como essa coisa comezinha da segurança, deixadas ao que Deus quiser. O que nos safa é que, em Portugal, até os terroristas pagam impostos. Não vão as Finanças zangar-se.
a verdadeira
O embaixador de Moçambique já foi chamado à Ajuda?
A afirmação de que uma embaixada, no caso a de Moçambique, está a encaminhar naturais daquele país residentes em Portugal para as acções de campanha do PS é muito grave. Certamente que o embaixador será chamado à Ajuda e que uma explicação será dadaa aos portugueses.
Por uma sandes devem vir aos magotes da Coreia do Norte
Fotografia dos imigrantes paquistaneses contratados pelo PS para serem figurantes nos seus comícios e arruadas. Segundo o CM recebem umas sandes e vão acompanhar a caravana socialista. (Será isto o trabalho precário de que Sócrates falou no debate com Passos Coelho?) Se a campanha continuar assim a caravana do PS vai acabar com norte-coreanos, cubanos e demais naturais de países onde se vive mal e se tem muita prática de comícios e desfiles. O PS não ganhará as eleições mas deve ter a caravana mais extraordinária das eleições portuguesas.
A bancarrota dos socialistas ainda merece crédito….
Que cerca de 30% dos eleitores estejam dispostos a votar nos responsáveis pela bancarrota do país é algo de extraordinário. Ou a máquina da propaganda e da realidade virtual é mesmo eficiente, ou são os beneficiários da bancarrota que provocaram.
Terreno fértil para a cacicagem
A história dos apoiantes paquistaneses envolve imigrantes que adquiriram recentemente a nacionalidade portuguesa e a colaboração das embaixadas estrangeiras em Lisboa.
Um sábado difícil
As coisas não estão fáceis para o lado da campanha socialista. Antigamente ainda se disfarçava quem se arregimentava para os comícios, agora eles aparecem de turbante e dão muito nas vistas, como se viu pelas reportagens da SIC. Como CM notou, “seguem Sócrates sem saberem português” porque o “PS paga apoio com refeições“.
O Público também esteve atento (edição impressa, sem link): “Nas bancadas e também na plateia, abundavam cidadãos de origem africana e asiática, a maior parte deles trazidos pelo PS em camionetas desde Lisboa. Pelo menos seis autocarros partiram da capital, alguns com militantes da secção mais antiga do PS, na Avenida Almirante Reis, e outros com “indianos do Martim Moniz”, explicou ao PÚBLICO Ana Maria, socialista com as quotas em dia há 22 anos.
No centro de Évora estavam também apoiantes vindos de Odivelas, Rio de Mouro e Cascais, que deram nas vistas pelo seu entusiasmo: vestidos a rigor com a t-shirt “Defender Portugal”, boné do PS, saco vermelho a tira-colo e leques de papel, tudo entregue pelo partido. Eram em tão grande número que rapidamente suscitaram a atenção das televisões. E mal acabou o comício correram para o autocarro e voltaram para casa.Com eles levavam os brindes do PS e esperavam um novo lanche no regresso – uma sandes de bifana, água, sumo e maçã. “Em tempos de contenção, faço ideia o que isto custou”, disse Ana Maria.” Eu também faço ideia…
Por outro lado, depois da promessa de que não haveria cartazes eleitorais, aí estão eles e mais uma esfarrapada desculpa. A aflição parece ser muita.
Daqui fala o povo, pá*
– Está lá, pá? Era para dizer, pá, que daqui fala o povo, pá. Vamos fazer uma acção esta noite, pá. Vamos colar uns cartazes, pá, à porta dos centros de emprego, pá. Ler mais…
Não por ter ganho o debate de ontem – isso claro que ajuda sobretudo porque o PS apostou de tal modo na imagems de invencibilidade de Sócrates que criou em torno deste debate a imagem de decisivo. Ms aquilo que me leva a dizer que Passos pode ganhar foi o facto do conteúdo da primeira pasta – aquela que continha documentos sobre a vida profissional de PPC – apenas ter lá dentro um relatório de contas. É certo que que a campanha negra já está na net com um blogue criado em meados de Maio que divulga informação sobre as coimas pagas por algumas das empresas a que Passos esteve ligado. Mas convenhamos que após este último lustro acusar alguém de as empresas por onde passou terem pago coimas é até algo de surpreendentemente positivo.
Curioso
O José da Porta da Loja colocou lado a lado as página dos jornais e em seguida analisou-as. Podem e devem ler. Por mim acho particularmente curiosa a do JN.
Paixão pela Educação
Veja-se a complexidade das questões com que os alunos do 9º ano se confrontam em testes nacionais. Esta pergunta é absolutamente impossível – para responder seria necessário que os jovens possuíssem a capacidade de contar pelos dedos:
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“O sistema solar é constituído pelo Sol e pelos corpos celestes que orbitam à sua volta. Actualmente, considera-se que os planetas que fazem parte do sistema solar são Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Em 2006, Plutão deixou de ser classificado como um planeta, embora continue a fazer parte do sistema solar.
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1. Actualmente, considera-se que o sistema solar é constituído por quantos planetas?”
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Querem matar os nossos alunos? Veja-se a complexidade da questão seguinte. É preciso marcar 16 numa escala. Mas alguém espera que um aluno do 9º ano saiba onde fica o 16? Que violência intelectual se abate sobre os nossos jovens.
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A imaginação do GAVE não tem limites, quando se trata de fazer pensar os alunos. Veja-se a dificuldade desta questão:
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A água é uma substância composta, porque a molécula de água, H2O, é constituída por:
i) átomos do mesmo elemento.
ii) átomos de elementos diferentes.
iii) três átomos.
iv) dois átomos.
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Quase que aposto que os resultados destes testes intermédios serão anunciados com pompa e circunstância antes das eleições. O sucesso do “ensino”. A paixão pela educação.
A não esquecer
Hoje em Espanha é dia de reflexão. Milhares de pessoas resolveram desrespeitar a lei. Não acho que os dias de reflexão façam especial sentido nas democracias. Mas o que está a acontecer em Espanha não é normal numa democracia. Por exempo se os indignados fossem simpatizantes da falange tolerar-se-ia tal acampamento? Aliás a polícia interveio na Puerta del Sol para impedir que estes que também se dizem indignados lá fossem levar os seus manifestos anti-sistema. Por fim e ainda mais importante a simpatia da comunicação social com umas almas que discordam so sistema partidário é legítima mas deve ser assumida. Comparar como se tem feito politicamente a Espanha com o Egipto é um caso pura de má fé. E qualquer partido é um avanço civilizacional face à noção de democracia que vai nestas cabeças. Para memória futura convèm não esquecer este 22 de Maio, em Espanha.
E agora já só falta a campanha eleitoral
Apesar de escrito antes do debate Passos-Sócrates, julgo que este texto mantém toda a actualidade. Ou até ganhou mais actualidade:
1. Está na moda, entre os comentadores políticos, salientar a importância das “narrativas”. O importante, dizem, é os candidatos terem uma boa “narrativa” e, em campanha, não se desviarem do guião. Nesse exercício algo ficcional o campeão seria, claro, José Sócrates.
Eu, que sou um bocado antiquado, prefiro olhar para os programas em vez de me deixar deslumbrar com as “narrativas”. É que os programas, se levados a sério, traduzem os compromissos dos candidatos enquanto as “narrativas” não passam, as mais das vezes, de meras efabulações, de construções sem qualquer contacto com a realidade mas com muito marketing, só marketing.
2. Ora nestas eleições há dois partidos que se candidatam com base em programas consistentes e três que andam mais preocupados com as suas “narrativas”.
o debate
Sócrates perdeu hoje o debate e perdeu as eleições. Passos surpreendeu-o e surpreendeu o país. Dificilmente deixará de ser o próximo primeiro-ministro.
o costume
«A subida de mais de 30 por cento nas receitas arrecadadas pelo Estado com o IRS e o IRC contribuíram decisivamente para que, até Abril, o défice público esteja a diminuir de forma muito significativa face ao ano anterior», lê-se, hoje, no Público. Ou seja: o costume, isto é, o estado a pagar as suas despesas com as receitas da economia privada. A isto chama-se socialismo e tem sido este socialismo, presente nas políticas dos últimos seis anos que apostam no investimento «público» como «dinamizador» da economia, que tem destruído a economia nacional e que pôs o país no estado em que ele se encontra. Neste contexto, a chamada «crise mundial» apenas agravou o défice do estado, mas não foi ela quem o criou nem foi ela quem destruiu o nosso tecido económico e empresarial, o único, de resto, que lhe poderia fazer frente. O estado e as finanças públicas não produzem coisa alguma, não geram nenhuma riqueza, limitam-se a distribuir rendimentos coercivamente colectados aos seus legítimos proprietários, fazendo-o com desperdício e desvios que nada têm que ver com as suas supostas finalidades «sociais». Este circuíto de voracidade galopante empobrece e leva à falência quem gera riqueza: os indivíduos e as suas empresas. É, então, esta mentalidade, traduzida em políticas de governo, que está em causa no próximo dia 5 de Junho e à qual urge pôr fim.
Instabilidade política.
O agravamento da situação económica, financeira e social do país, com destaque para o problema do crescente desemprego, torna improvável uma nova vitória do PS nas eleições do próximo dia 5 de Junho. Um dos principais problemas de uma eventual vitória do PS reside na falta de estabilidade política que se poderia associar a esse resultado. Ler mais…
Fico à espera (2)
Continuo à espera das indignações selectivas de abrantinos e jugulares:
A propósito do “debate decisivo” de logo à noite
Convém recordar que, em Portugal, os debates nunca são ganhos pelo PSD. Ou melhor dizendo a esquerda ganha sempre os debates e, quando muito, admite-se que os líderes do CDS podem ganhá-los sobretudo quando debatem com os líderes do PSD. Feita esta ressalva há que ter em conta que aquilo que os líderes do PSD nunca vencem, nunca argumentam bem, se deixam sempre encostar às cordas… E assim esta duplicidade de critérios levou a que José Sócrates que é de facto péssimo quer pela voz e pelo tipo de argumentação-cassette tenha passado a ter o estatuto de imbatível em debates. Não porque o seja mas sim porque diz que o é. E porque o PS o repete e daí em diante a comunicação social. (Para perceber como Sócrates oerde debates basta rever o que travou com essa fraca cabeça que é Santana Lopes nas legislativas de 2005.)
O “Sócrates imbatível nos debates” foi uma peça importante na propaganda de 2009. O que de facto era e talvez ainda seja imbatível é a cumplicidade com essa propaganda . Em 2011, o “Sócrates imbatível nos debates” continua imbatível porque o plano dele é imbatível: ninguém consegue discutir com a alienação sobretudo se ela for agressiva. Só a pode desmontar mas para a desmontar é necessário que as pessoas estejam disponíveis para ver o que está a suceder à frente dos seus olhos. Ontem na conferência do “Diário Económico” e na continuidade do que já sucedera na conferência dos Técnicos Oficiais de Contas o que se viu foi um homem que não consegue debater e que uma vez fora da barreira que criou em torno de si, não consegue ouvir nem responder. Creio ser a primeira vez que em Portugal uma plateia ri desta forma (1.47 m) quando um primeiro-ministro tenta “dizer algo sério (1,55) . Já tivemos primeiros-ministros vaiados mas este desatar a rir a par do olhar embaraçado doutra parte da plateia é algo de muito diferente. É um sinal de algo que sabemos que a partir do momento em que nomearmos não mais poderemos aceitar. A não ser que desistamos de tudo.
Síntese da execução orçamental de Maio
Já está disponível. Boas leituras.
ideias para a campanha 4
Responsabilidade social da empresa pública: ser privatizada.
Fartinhas de tanto amor*
Era fatal como o destino: mal começou o enredo judicial de Dominique Strauss-Kahn, logo surgiram as explicações de que o presidente do FMI (e até esta semana provável candidato à presidência da França) é um sedutor que gosta de mulheres. E que, a não ser que tenha sido vítima duma cabala (explicação oficial na Europa para crimes de delito comum que envolvam líderes políticos, sobretudo se forem socialistas), Dominique Strauss-Kahn foi sim vítima do seu amor pelas mulheres. E estas, coitadas, pelo simples facto de existirem tornam-se culpadas por provocarem nestes homens uns actos que comprometem os altos destinos a que eles estavam votados. Não sei se Dominique Strauss-Kahn é ou não culpado dos actos de que é acusado e como europeia e portuguesa gostava que tudo fosse falso, pois não só casos como este vão fragilizar a Europa dentro do FMI, como também porque Portugal está a ser apoiado por este fundo. Para o que tenho pouca paciência é para as indignações selectivas daqueles que ficam horrorizados perante a imagem de Strauss-Kahn algemado e ladeado de polícias, prática comum nos EUA mesmo para pessoas que nem sequer são acusadas de actos violentos, como foi o caso de Madoff. Ou será que ninguém se lembra de Madoff algemado? Da displicência às vezes quase escarninha com que a imprensa, nomeadamente a europeia, referiu as agressões de que Madoff foi vítima na cadeia e o suicídio de um dos seus filhos cuja vida profissional se tornara um inferno após a prisão do pai? Mas sobretudo o que não entendo é o conceito de sedução e de amor pelas mulheres subjacente à explicação de que um homem que literalmente se atira para cima da primeira mulher que lhe passa à frente é um grande sedutor e um homem que gosta de mulheres. Ler mais…
ideias para a campanha 3
Responsabilidade social da empresa: ter lucros e entregá-los ao estado para que este pague a dívida pública.
ideias para a campanha 2
Responsabilidade social da empresa: ter prejuízo.
ideias para a campanha
Responsabilidade social da empresa: ter lucro.


