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Vem aí o Partido da Sofia Afonso Ferreira

26 Março, 2018

Portugal sempre esteve preso aos mesmos partidos durante décadas. Ora PS ora PSD com ou sem coligação com CDS, o certo é que tem sido sempre isto: vira o disco e toca o mesmo. Em resultado, o país andou estes anos todos a parecer um elástico, a esticar até quase falir com uns e com outros a retomar um pouco a forma no ano seguinte, sem nunca progredir senão em acumulação de dívidas, cada vez maiores, cada vez menos sustentáveis. Ou seja, uns a estragar, outros a remendar, mas nenhum a resolver verdadeiramente.

E isto tudo porque desde que nos livramos da ditadura este grupo – sempre os mesmos, composto de políticos pseudo-intelectuais – encontraram um meio de sobrevivência confortável à conta dos contribuintes onde inclusivamente “fabricaram” lugares para os familiares e amigos. Com favores distribuídos por todos os segmentos de actividade com o intuito de perpetuar a estada no Parlamento, ficaram todos de rabo preso em negociatas que prejudicaram o erário público anos a fio. Daí o facto de nenhum deles tomar todas as medidas estruturais necessárias, quando chegam ao poder, para endireitar o país.

Por isso é com agrado que vejo nascer novos partidos. Porque já o disse várias vezes, Portugal só muda quando alguém fora da política, dos vícios, da corrupção, do compadrio, dos favores, se meter à estrada e rasgue um caminho rumo a uma governação responsável e transparente totalmente dirigida à Nação, ou seja: NÓS!

Porque é na sociedade civil que está a chave para sair deste pântano. Porque é na sociedade civil onde estão aqueles que partiram as unhas a trabalhar para ter algo na vida. É na sociedade civil que estão as pessoas que sabem o quanto custa ganhar a vida a pulso e sem favores. É na sociedade civil que se aprende a ter resiliência, a lutar sem meios, a sobreviver a tudo para pôr pão na mesa. É na sociedade civil que estão os vencedores que não precisaram do Estado para ser alguém. Por isso, é na sociedade civil que está a melhor casta de futuros governantes.

Está mais do que provadíssimo que crescer profissionalmente na política e seguir directo para o Parlamento é a pior das opções para um país. O resultado de quatro décadas não podia ser mais claro. Políticos que nunca fizeram nada na vida real não têm a noção real de nada sobre o país, logo não possuem a valiosa experiência que ensina no terreno. Nunca sofreram desilusões nem fracassos, nunca perderam nada, nunca tiveram de recomeçar, de se superar. Por isso, são uns inaptos para decidir sobre a vida dos portugueses. Porque é caindo e levantando várias vezes que se ganha estofo para as batalhas e sabedoria para as vencer.

Eu não sei se a Sofia vai estar à altura do desafio. Mas agrada-me e muito saber que uma mulher com costela do Norte empunha um projecto liberal de direita – o Democracia21 – numa altura de crise ideológica partidária como nunca se viu no nosso país onde o PS é comunista, o PSD socialista, o BE a ajudar a governar à direita e o CDS a querer ser alternativa SOZINHO ao centro direita. Uma “salganhada” de todo o tamanho onde grande parte dos portugueses não se revê de todo.

É preciso, sim, criar uma alternativa séria à miscelânea que agora vivemos para resgatar aqueles abstencionistas – são quase 50% – que não acreditam na política actual por não se reverem nos malabarismos destes incompetentes. Aqueles também que mesmo votando, andam à toa a fazê-lo, não por convicção, mas por falta de alternativas.

Se for um projecto capaz de servir as pessoas com excelência e devolver a economia TODA à sociedade libertando-a das grilhetas do Estado actual incompetente, castrador e devorador de impostos. Se for um projecto que estimule a criar em vez de estimular a parasitar. Se for um projecto que dê sempre voz aos cidadãos antes de tomar decisões fracturantes como o deve ser numa democracia. Se for um projecto onde o Estado presta contas do que faz com os impostos e os utiliza somente na sociedade. Se for um projecto onde só se permite a permanência daqueles que cumprem com honra seu dever de servir a Nação, então temos gente.

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33 comentários leave one →
  1. 26 Março, 2018 12:55

    Por enquanto, estou mais interessado em ver a cara da Sofia, do que saber que é “uma mulher com costela do Norte”.

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  2. Procópio permalink
    26 Março, 2018 13:17

    Só quando as condições externas propiciarem a mudança é possível avançar.
    A volatilidade da situação económica a nível mundial fará estilhaços.
    Ao retardador, as janelas do largo do rato e do palácio de belém, vão quebrar.
    Depois veremos.

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  3. Manuel permalink
    26 Março, 2018 13:40

    Não gostaria de um “projecto liberal de direita”, entendo que numa linha horizontal, existe esquerda e direita, mas o projecto liberal está na vertical, logo não é de esquerda ou direita.

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    • Mario Figueiredo permalink
      26 Março, 2018 14:42

      A culpa é do conservadorismo americano. Apropriaram-se indevidamente do termo “liberal” para etiquetar a esquerda americana e ao mesmo tempo dar uma machadada no liberalismo que começava a surgir dentro dos partidos mais conservadores, querendo fazer crer que liberalismo = esquerda.

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      • Cristóvão permalink
        26 Março, 2018 15:10

        A culpa é do conservadorismo americano?! Quem se intitulou de liberal nos US foi a esquerda. Todos os que se identificam como liberais clássicos só encontram casa no partido Republicano.

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      • 26 Março, 2018 19:49

        O liberalismo é esquerda e revolucionario desde o seu fundador Jonh Locke. É produto do materialismo iluminista e do progressismo. Os americanos conservaram bem a sua essência.

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  4. Procópio permalink
    26 Março, 2018 14:44

    Ainda há pouco falava na situação económica. Nacional e internacional.
    A seu tempo veremos.
    “O ministro das Finanças, Mário Centeno, atacou o Eurostat por ter “preconizado uma decisão errada” ao incluir o custo com a capitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no défice público de 2017 (em contabilidade nacional), fazendo-o subir para 3% do produto interno bruto (PIB)”

    https://www.dn.pt/dinheiro/interior/centeno-ataca-eurostat-defice-de-3-e-uma-decisao-errada-9214826.html

    Reparem como o tontinho já esbraceja. À medida que os buracos se destapam por si, não com a fraca oposição e apesar dos presstitutos a geringonça balança.

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    • Manuel permalink
      26 Março, 2018 15:15

      Tal como foi largamente antecipado por nós, a carga fiscal(impostos+segurança social) aumentou em 2017 para 37%, em 2016 foi 36,6%. É disto que a nossa gente gosta, ser sodomizado com vaselina Costa

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  5. PiErre permalink
    26 Março, 2018 15:21

    “E isto tudo porque desde que nos livramos da ditadura…”

    Qual ditadura?

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  6. Arlindo da Costa permalink
    26 Março, 2018 16:18

    PSAF? É uma boa sigla. Com o PSAF, Portugal está safo!

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  7. Procópio permalink
    26 Março, 2018 19:26

    ….uma senhora que lavava escadas e pedia dinheiro para comer ao filho….a história não acaba aqui. Ele era muito comilão, a senhora, por muito que lavasse não chegava, então teve que arranjar um amigo, amigo de outros amigos, que eram amigos de outros amigos e assim sucessivamente…até um dia, beneficiando da podridão do sítio, inspirado pelo inimitável lula da silva, tudo silvas, poder até candidatar-se a PR.
    E que mais haverá de nos acontecer?

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  8. 26 Março, 2018 19:37

    É verdade que defendemos questões como o casamento e adoção gay e a eutanásia.

    Podemos então afirmar que o D21 é a favor da eutanásia?
    Sim, somos a favor
    Eu luto para ser uma supermulher todos os dias. Mas não é fácil

    Gostaria de ver mais mulheres na política portuguesa?

    Acho que deveriam existir mais mulheres em todo o lado, não só na política — até porque as mulheres representam 52 por cento da população.

    Na área da paridade, apresentámos a 9 de fevereiro um inquérito nacional às mulheres numa conferência de empreendedorismo feminino, o Paridade21, onde abordamos várias questões desde a descriminação profissional e salarial até à representação no parlamento e nos partidos. No final da consulta, pretendemos elaborar várias propostas de medidas para implementar na ÁREA DA PARIDADE

    https://magg.pt/2018/03/01/a-minha-geracao-esta-arredada-do-poder-na-direita-temos-de-olhar-com-atencao-para-os-mais-novos/

    Estava a Dona Cristina a dizer… ?
    blasfemias.net/2018/02/26/a-eutanasia-da-muito-jeito/
    blasfemias.net/2017/08/25/a-estupidez-da-igualdade-de-genero/

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    • 26 Março, 2018 19:42

      estava a dizer dona Cristina Miranda… ?
      “Não compreendo que se meta no mesmo saco, casais homossexuais ou pessoas solteiras e se crie legislação que os permita procriar tolerando que a criança cresça sem DIREITO à figura materna ou paterna tão fundamental ao seu crescimento.”
      “…Nada pode pôr em causa o desejo egoísta dos adultos LGBT e feministas.”

      https://blasfemias.net/2017/10/30/os-filhos-de-ninguem/

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      • Cristina Miranda permalink
        27 Março, 2018 09:52

        Meu caro mg, o que disse mantenho. Qual é o seu problema?

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    • 26 Março, 2018 19:54

      O partido dos “jovens Dinâmicos” está no bom caminho dona Cristina para serem um partido alternativa e da “Direita”.

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    • Cristina Miranda permalink
      27 Março, 2018 09:58

      Continuo a não tirar 1 única vírgula ao que escrevi. Qual é a sua divida? sou assumidamente uma liberal conservadora. Mas não deixarei por isso de apoiar novos partidos de direita por isso. Para me encaixar a 100% num, teria eu mesma de o fundar. Falei com Sofia a esse respeito e respondeu-me q essas questões fracturantes nunca as poria prática sem 1 referendo. Ah! E esqueceu-se das drogas. Eu sou a favor da regulamentação não da liberalização.

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    • Cristina Miranda permalink
      27 Março, 2018 10:03

      Uma correcção: não tenho objecção pela adopção gay (o texto era sobre PROCRIAÇÃO GAY) nem casamento. E até referi q entre ter 1 criança 1 instituição ou dar-lhe 1 lar, mesmo com gente do mesmo sexo, era melhor. Vá reler. As pessoas devem poder casar e viver com.quem quiserem. Procriação, não! O que é bem diferente.

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      • Luis Lavoura permalink
        27 Março, 2018 17:00

        A Cristina é uma liberal que quer proibir os homossexuais de procriar. É um liberalismo um bocado proibicionista.

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      • Cristina Miranda permalink
        27 Março, 2018 19:38

        Não há liberdades absolutas. Isso é anarquia. Sim, sou pelo livre mercado, sou por 1 Estado pequeno que regula e fiscaliza, mas não sou anárquica. Há limites. E sem esses limites, a liberdade de todos é posta em causa. Imagine na sua casa. Tem 2 filhos e 1 esposa. Imagine q sua filha só gosta de andar nua em.casa. Seu filho gosta de música alta a toda a hora. Sua mulher gosta do silêncio. Ao seu filho incomoda-o a nudez permanente da irmã. Você, como gere as liberdades individuais DE TODOS em casa? É disto q se trata em sociedade.

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    • 27 Março, 2018 13:15

      “sou assumidamente uma liberal conservadora.”

      Já eu sou assumidamente um cristão ateu, se é que percebeu o absurdo da coisa modernista chique.

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      • Cristina Miranda permalink
        27 Março, 2018 19:40

        Não é absurdo nenhum. Não há liberdades absolutas. Isso é anarquia.

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  9. Euro2cent permalink
    26 Março, 2018 21:29

    é com agrado que vejo nascer novos partidos

    Claro, a multiplicação de agremiações desagregadoras é bom sinal. É como o progresso dos cancros.

    O camarada Salazar, tal como o camarada Washington, tinham dúvidas acerca da bondade de facções organizadas. Os donos dos EUA lá se viraram com o truque de ter duas alas do partido dos proprietários, como explicou o camarada Vidal.

    Por cá os merceeiros e os patos bravos também têm alternativas para o povo escolher. Funciona tudo na mesma, e os bandos são ricamente pagos. O povo, nem por isso, mas não se pode ter tudo.

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  10. Procópio permalink
    27 Março, 2018 00:10

    “Portugal não vai expulsar diplomatas russos. A decisão foi anunciada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e surge numa altura em que vários países europeus já o fizeram”.
    Para memória futura.

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    • 27 Março, 2018 04:53

      Na política externa Portugal (e este ministro dos NEstrangeiros mais o seu chefe) não yem força. vontade, estratégia, que dignifique o país e os tugas. Um exemplo de subserviência, Angola: Fizz, Manuel Vicente, dos Santos & troupe, etc.

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