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Vão-se os dedos, ficam os anéis

28 Maio, 2018

Após anos e anos de sistemática luta contra toda e qualquer noção antropologicamente sustentada de tribo, chegamos ao dia em que um parlamento composto de deputados escolhidos por listas de caciquismo decide, em nome de embrutecido povo, sem qualquer autoridade e sem a mínima reverência pela função, que compete ao Estado abençoar a morte de pessoas a quem o próprio Estado falhou a providenciar alento. Podíamos descer mais baixo? Podíamos: bastaria que todas as restantes instituições também perdessem o respeito por si próprias.

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12 comentários leave one →
  1. Expatriado permalink
    28 Maio, 2018 09:11

    Excelente artigo. Realmente isto anda tudo de pernas p’ro ar e só se vai endireitar à carregada.

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  2. weltenbummler permalink
    28 Maio, 2018 09:26

    ar ou festival ‘nós alarves’ ?

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  3. 28 Maio, 2018 09:35

    Pois é. E estúpidos são os que ainda acham que isto é um referendo e que a opinião de quem não está no poleiro serve para alguma coisa.

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  4. António C. Mendes permalink
    28 Maio, 2018 10:33

    Ética “republicana”, pessoa “humana” (expressão ouvida amiúde dentro das celebrações da ICAR) … e outras pérolas! Só servem para adoçar o veneno que dão ao mainstream.
    A ICAR continua a ter dentro dela a salvação, foi-lhe dada pelo seu Criador. Isto ultrapassa o agnosticismo (teísta ou ateísta). O Evangelho tem lá tudo. Tudo o que o bem precisa para ser inegociável e é só por isso que o novo testamento (com a contribuição de São Paulo e outros) é a maior obra literária da humanidade (para os crentes é um livro escrito por Deus – não é sequer obra humana).
    E o saque é: “a Igreja Católica Apostólica Romana concede espaço, quer na Universidade Católica, quer na Rádio Renascença, quer nas paróquias tornadas em cultos new age”. Sem coragem nem possibilidade de o reverter.

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  5. carlos alberto ilharco permalink
    28 Maio, 2018 15:02

    Arrasador.
    Infelizmente estão confinados a blogs com expressão minúscula, em vez de terem uma voz onde realmente pudessem ajudar a mudar.
    Há solução?
    Há, chegarem-se à frente.

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    • 28 Maio, 2018 15:20

      Obrigado, mas discordo do chegarem-se à frente. O Kafka (não me estou a comparar, estou a dar um exemplo) mudou o mundo sem saber. Acho que é mais ao contrário: se as pessoas querem mais disto ou daquilo, exijam-o aos gatekeepers.

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      • carlos alberto ilharco permalink
        28 Maio, 2018 18:15

        A ideia é boa.
        Acontece que para haver uma exigência é necessário que se consiga olhar nos olhos a quem exigir.
        Em que momento é que alguém como eu, pode chegar a quem manda e dizer-lhe, faça isto ou faça aquilo?
        Estou, estamos, reduzidos a estas pequenas masturbações e a meter o papelinho na urna.
        Penso eu de que.

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      • 28 Maio, 2018 18:16

        E em poucas linhas caracterizamos o regime.

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      • 28 Maio, 2018 18:43

        Mais incrível é haver gente menos tudo que v. a ser capaz de levar os tipos a mudarem a lei.

        Isso é que é o retrato completo do regime. O poder dos lobbies e de tretas menores entrincheiradas em causas aparvalhadas e pequeno-burguesas (como dantes os próprios chamavam)

        Um dos exemplos é a anormalidade do PAN.

        Quem é que podia imaginar há uns 30 anos que as malukas dos animais chegavam à assembleia e até mascaradas de homem.

        Ah, e à conta de um psicopata de Princeton chamado Peter Singer

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      • 28 Maio, 2018 18:45

        Com o pequeno detalhe escabroso da coisa ter começado em nome do budismo lusófono do 5º Império da bixarada.

        Uma cena que já foi tomada pela escardalhada mas que, no essencial, se destinava a despejar para cá mais brasileiros e a venderem cursos outros lá.

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  6. 28 Maio, 2018 18:46

    bixa com x porque aquilo era mesma filosofia vegan

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  7. Arlindo da Costa permalink
    28 Maio, 2018 20:42

    Ridícula análise.

    O estado só não quer interferir na vida das pessoas. E isto só abrangerá um ou dois casos extremos por ano.

    Não caiam no ridículo. Minha nossa!

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