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Iniciativa Liberal

3 Outubro, 2019
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Em 2003 a grande moda em Portugal era a blogosfera. Eram os tempos da Coluna Infame e do Blog de Esquerda. Pacheco Pereira tinha acabado de lançar o seu Abrupto e decidi também fundar o meu, acreditando que talvez existissem 10 pessoas por dia a lê-lo. A ideia original era chamar ao blogue “Posts de Pescada” mas o nome já estava tomado e, sem pensar muito, chamei-lhe Jaquinzinhos. Como leit motiv, uma frase: Blogue Sulista, Sportinguista e Liberal.

Era um blogue em que pretendia falar do meu Algarve, do meu Sporting e das minhas opções políticas. Em 2003 conhecia meia dúzia de pessoas que se reclamavam como liberais. Andavam pelos fóruns do Público e antes pelos grupos de discussão da Usenet. Alguns meses após ter lançado o Jaquinzinhos, a minha surpresa era completa. Não só o blogue atingira rapidamente os 1000 leitores diários como havia uma inesperada quantidade de outros blogueiros que defendiam abertamente um Portugal mais liberal. Afinal, éramos poucos, mas não tão poucos como imaginara. Mais tarde, grande parte desse universo blogueiro liberal aglutinou-se em dois blogues de referência. Insurgente e Blasfémias.

Desde sempre, em Portugal, o pensamento liberal foi mal-entendido tanto à esquerda como à direita. A esquerda com a sua habitual incompreensão com o funcionamento do mundo e com a incapacidade de entender como cresce uma economia e a sua sempre presente aversão ao sucesso. Em alguma direita, principalmente a direita nacionalista, a aversão ao globalismo e uma ideia de pulso forte sempre presente.

Coisas normais em países da Europa são vistas em Portugal como emanações de ultraliberalismo selvagem radical. As leis do trabalho da Dinamarca se aplicadas em Portugal dariam para semanas de greve geral. Em Portugal, recomendar a abolição do salário mínimo como nos países nórdicos seria o escândalo do ano. Sugerir um sistema de saúde como o da Holanda ou da Suíça causaria uma apoplexia generalizada nos filhos do Dr. Arnaut. Reclamar por um sistema de gestão de educação como o da Bélgica deixaria o Dr. Mário Nogueira e a Secretária Leitão às portas da morte.

Em Portugal dizem-se as maiores atoardas sobre o liberalismo. Ignorância, preconceito e negação do óbvio estão na origem desta incompreensão. Liberalismo é a defesa intransigente da liberdade individual. A liberdade de expressão e de opinião, seja ela boa ou má. A liberdade de escrever odes triunfais ou tweets inconsequentes, poemas ou amor ou banalidades. A liberdade de querer ser informado ou de querer ser ignorante, a liberdade de idolatrar deuses imaginários ou de ser descrente, a liberdade de mentir ou de falar verdade, de inventar, de interpretar, de discordar, de idolatrar os heróis da moda, a liberdade de ser querer ser feliz ou infeliz, amar ou odiar, ser snob ou humilde, a liberdade de não gostar de liberdade e até de ser contra a liberdade, a liberdade de meter os pés pelas mãos e apontar para o lado, a liberdade para mudar de ideias, liberdade de sermos incoerentes, liberdade de não reconhecer a asneira, liberdade de ler branco e dizer que se leu preto, liberdade de dizer sim e de dizer não. A nossa liberdade só tem um limite: em nada pode diminuir o espaço de liberdade dos outros. Não temos liberdade para usar violência, roubar, ameaçar, difamar ou impedir outros de acederem às mesmas liberdades que queremos para nós.

Ou, nas palavras de Fernando Pessoa: “O liberalismo é a doutrina que mantém que o indivíduo tem o direito de pensar o que quiser, de exprimir o que pensa como quiser, e de pôr em prática o que pensa como quiser, desde que essa expressão ou essa prática não infrinja directamente a igual liberdade de qualquer outro indivíduo”.

Naturalmente, se todos temos este conjunto de liberdades, também temos liberdade económica. Liberdade de comprar, vender, oferecer, arrendar, emprestar, empregar ou empregar-se, contratar, investir ou poupar, importar ou exportar. Liberdade de criar, conceber, correr riscos e de reter os proveitos eventualmente gerados pelas suas apostas ou pela aplicação das suas capacidades. Liberdade de procurar a sorte ou o azar.

Embora este conjunto de liberdades nasçam de uma declaração de princípios e não seja consequência de uma qualquer tentativa de otimização de resultados, a verdade é que na economia ainda não se encontrou nada que funcione melhor que a liberdade económica. Capitalismo, se quiserem. Todas as experiências alternativas colapsaram.

A liberdade económica e liberdade individual são a fundação das democracias liberais, mais ou menos imperfeitas, em que vivemos. E como se deve comportar o estado, numa sociedade liberal, para lá da gestão cuidadosa das óbvias funções básicas de soberania?

O estado não deve servir-se dos contribuintes, mas servir os cidadãos. As pessoas não trabalham para pagar impostos. Trabalham para viver. Pagam impostos porque o estado tem custos. E uma forma que o estado tem de servir os seus cidadãos é na criação de condições para que todos possam exercer em pleno as suas liberdades e fazer uso das suas capacidades. Ninguém devia assustar-se por receber uma carta das finanças, ninguém devia aceitar perder uma manhã para tratar dum papel que o próprio estado exige. Ninguém devia ter medo de criar um pequeno negócio por causa da burocracia, das obrigações absurdas e do fisco implacável. Por outro lado, a cultura da senha, da fila de espera, da superioridade do funcionário perante o cidadão indefeso é também um reflexo do estado que não respeita ninguém.

Servir os cidadãos é garantir-lhes o acesso a saúde e educação com qualidade. Garantir o acesso, permitindo que cada cidadão possa escolher a escola dos seus filhos ou o hospital onde quer ir de acordo com as suas preferências, é muito mais importante que criar estruturas mastodônticas que oferecem serviços de má qualidade, enquistados em regras de gestão do século passado, sem autonomia nem vontade. Note-se que isto não significa que o estado deve pagar ensino ou hospitais de luxo. Definidas as regras de qualidade mínima e preços de referência, todos os cidadãos devem poder aceder livremente aos serviços disponíveis pela sociedade dentro desses limites. Quem quiser diferente terá que pagar. Note-se que no regime actual apenas os cidadãos mais ricos podem escolher. Num sistema de livre acesso, todos podem. Não há nada socialmente mais justo que remover essas barreiras de classe social da frente dos cidadãos mais desfavorecidos.

Servir os cidadãos é também proporcionar-lhes uma rede de segurança que minimize o medo de correr riscos e auxilie quem realmente necessite de ajuda, nunca esquecendo que a melhor forma de ajudar é promovendo a criação de riqueza. Ao limitar o crescimento económico, por desconhecimento, iliteracia económica ou preconceito político, o estado é o principal responsável pelo elevadíssimo número de cidadãos que sempre necessitam auxílio. O que temos hoje é um estado que legisla constantemente contra a economia, coloca todos os entraves a quem quer criar riqueza, é inimigo do investimento e parece empenhado em diminuir seriamente a probabilidade de êxito de quem tenta investir.  Um estado que penaliza o sucesso através de uma fiscalidade asfixiante e de legislação absurda, mas que não dispensa de retirar para si uma fatia cada vez maior da riqueza criada.

Temos um debate político envenenado. Geralmente, são os que agitam a bandeira da solidariedade e que exigem publicamente que o estado consuma cada vez mais recursos com crescentes ajudas aos mais desfavorecidos que pedem legislação cujo principal efeito é a criação de um crescente exército de necessitados.

Como criar um estado que sirva os cidadãos em vez de se servir deles? Não há soluções milagrosas nem panaceias para todos os males, mas há evidências à frente dos olhos de quem quer realmente ver. Os países que mais crescem na Europa são todos mais liberais que nós e não há um único caso de crescimento sustentado e prolongado com governos de esquerda. Um absoluto zero. Com governos que pratiquem políticas económicas como aquelas que Bloco, Livre ou PCP defendem o resultado é sempre o mesmo, a miséria generalizada. A Venezuela não é um acidente isolado. É apenas mais um na interminável sequência de acidentes provocados pela política de quase tudo no estado e nada fora.

Não é com estas eleições que se vai mudar o que quer que seja. A estagnação portuguesa está garantida por muitos anos. Desde Guterres que as décadas de marasmo ficaram garantidas. Assistimos sempre ao mesmo filme. Um governo do Partido Socialista compra votos com o orçamento, é reeleito, sai à vista dos problemas, sejam eles pântanos ou troikas. Entra o PSD e ficam com o menino nos braços. À primeira oportunidade o PSD é posto fora, volta o PS e repete-se tudo. 4 anos a comprar votos à custa do contribuinte, mais 2 anos e sai de fininho.

Na comunicação social aplaude-se sempre a fase das dádivas e culpa-se sempre quem tenta por as contas em ordem. Confundem-se sintomas com cura. Durante a fase das prebendas, o PSD e o CDS são quase sempre incapazes de se manifestarem contra medidas depredadoras do futuro com medo de perderem clientelas eleitorais.

Há por isso um pequeno passo que pode ser dado. Eleger um deputado liberal. Um deputado liberal não compactuará com novas taxas e taxinhas, com aumentos de despesa, com hipotecas ao futuro. Não terá força para travá-las, mas terá uma voz de decência e racionalidade num debate inquinado.

Hoje, em toda a comunicação social, por todos os assuntos, são ouvidos os partidos com assento parlamentar. 5 à esquerda, PS, PCP, Bloco, a burla PEV e PAN. À direita só 2: PSD e CDS. Com a provável eleição da deputada do Livre o discurso ficaria ainda mais desequilibrado a favor da esquerda. 6 a 2.

Por mim, tentarei com prazer o 6-3. Depois de dezenas de anos a defender um Portugal mais liberal, vou votar na IL e esperar que mais de 20.000 pessoas no distrito de Lisboa façam o mesmo que eu. Não é fácil. Alguns erros devidos à inexperiência e a subida recente do PSD, cuja campanha eleitoral esteve muito acima das expectativas, ensombra ainda mais a baixa probabilidade de sucesso pelo regresso do “voto útil”. Mas entre contribuir para eleger um anónimo 10º deputado do PSD e o 1º da Iniciativa Liberal não pode haver espaço para grandes hesitações. No Domingo votarei na Iniciativa Liberal.

 

26 comentários leave one →
  1. 3 Outubro, 2019 09:35

    Um único reparo: PORTO !!!! No Porto estamos quase certos de eleger um deputado pela Iniciativa Liberal. Quem for do distrito do Porto da Foz ao extremo leste de Amarante, da Póvoa, Trofa, Santo Tirso, Felgueiras a Norte a Gaia e ao rio Douro a sul, todos os votos contam para que o Porto Liberal eleja um deputado Liberal da Iniciativa Liberal. Força Liberais vamos convencer os amigos. Eu vou votar pela primeira vez desde que o “Cherne” fugiu para Bruxelas!!!

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    • Luís Lavoura permalink
      3 Outubro, 2019 09:50

      Quase certos de eleger um deputado IL no Porto? Está bem certo disso?
      Eu não faço apostas, mas tenho fortíssimas dúvidas que a IL vá eleger por Lisboa, quanto mais pelo Porto!

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  2. José Lopes da Silva permalink
    3 Outubro, 2019 09:46

    Eu votarei na Iniciativa Liberal.
    Mas aqueles comentadores mais habituais deste blogue jamais o farão.

    http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2019/08/uma-moral-por-acordo.html

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  3. Luís Lavoura permalink
    3 Outubro, 2019 09:51

    Desde Guterres que as décadas de marasmo ficaram garantidas. Assistimos sempre ao mesmo filme. Um governo do Partido Socialista compra votos com o orçamento, é reeleito, sai à vista dos problemas, sejam eles pântanos ou troikas.

    (1) Antes de Guterres o PSD fez exatamente a mesma coisa, comprar votos com o orçamento.

    (2) O atual governo PS não fez isso. Não comprou votos com o orçamento.

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    • JPT permalink
      3 Outubro, 2019 10:45

      Ó homem, então o que foi a “devolução de rendimentos” senão comprar votos aos idosos e aos funcionários públicos? Quem é que acha que vai votar no PS nestas eleições, senão aqueles cujos votos foram comprados (e apenas por causa disso, uma vez que o colapso dos serviços públicos é patente, tal como o são o nepotismo e o favoritismo)?

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      • Luís Lavoura permalink
        3 Outubro, 2019 11:27

        Está bem, é verdade que a “devolução de rendimentos” foi feita à custa do orçamento, mas ela não foi feita à custa da criação de buracos no orçamento, ao contrário daquilo que é referido no post, ou seja, não foram criados “problemas” orçamentais nem o país caiu num “pântano”.

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      • Tiro ao Alvo permalink
        3 Outubro, 2019 17:46

        ” (…) mas ela não foi feita à custa da criação de buracos no orçamento”.
        Ó homem, então não sabe que a dívida pública aumentou? Não sabe que os buracos, esses e outros, foram tapados com mais dívida?

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      • Zé Manel Tonto permalink
        3 Outubro, 2019 19:21

        “não foi feita à custa da criação de buracos no orçamento”

        Há superavit? Estamos a pagar mais dívida que a que emitimos?

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    • 3 Outubro, 2019 10:47

      Quanto ao 2) uma só resposta: RIDICULO!!!!! Não fez o Costa outra coisa! … e porque foge o Costa tapando o Centeno com um biombo de retórica para não haver debate?

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  4. 3 Outubro, 2019 10:34

    (2)
    E pronto, saiu a “lavourada do dia”.

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  5. Expatriado permalink
    3 Outubro, 2019 11:38

    Vou votar na IL em Cascais. Entretanto deixo aqui algo que penso devia ser visto por todos. Muito educativo

    https://m.facebook.com/ACorDoDinheiroCL/?tsid=0.26264497744122894&source=result

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  6. Raghnar permalink
    3 Outubro, 2019 12:47

    Pessoalmente, a minha renitência pessoal para com o “liberalismo” é a utilização da “liberdade” exactamente da mesma forma que a esquerda utiliza a “igualdade”, é um martelo e por isso todos os problemas são um prego.

    Gosto muito do programa económico, mas nunca terá o meu voto pela sua política nos costumes…

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    • The Mole permalink
      3 Outubro, 2019 17:26

      Concordo. Faz falta um partido de DIREITA: conservador nos costumes e socialmente, liberal na economia. Não há – o que mais se aproxima disso é o Chega, mas não creio que chegue…

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  7. Susana V permalink
    3 Outubro, 2019 13:31

    Vou votar a favor da IL. E há mesmo muitos anos que não voto a favor de um partido mas contra outro. Parabéns pelos magníficos cartazes!

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    • jppch permalink
      3 Outubro, 2019 22:07

      “Vou votar a favor da IL. E há mesmo muitos anos que não voto a favor de um partido mas contra outro. Parabéns pelos magníficos cartazes!”… pela prosápia formalizada, pela reflexão substantivamente estruturada nos cartazes,,, deve viver em Barrancos Bragança, Mirandela, Guarda…, ao fazer a sua reflexão política , profundamente estruturada assertiva, ponderada, na A5, na Marginal e no IC19… Vote na IL, sendo que o seu voto e o meu, que não faço esses percursos, tem um peso diferente… vote… pode ser que assim haja uma voz diferente neste parlamento

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  8. Rita Herédia permalink
    3 Outubro, 2019 13:50

    ….Há pouco mais de 7 dias tive a sorte de poder tomar conhecimento das propostas da Iniciativa Liberal e verdade seja dita, encontro pensamento muito coerentes e compatíveis com os meus….de qualquer modo ficarei atenta ao vosso trabalho e desejo sucesso e felicidades a bem da defesa dos valores culturais e paisagísticos, gestão dos recursos, nomeadamente, a gestão dos dinheiros públicos e a melhor gestão e atenção redobrada de todo o dinheiro dos contribuintes revertido em taxas e impostos.

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  9. Jornaleca permalink
    3 Outubro, 2019 15:50

    O autor deve andar a sonhar.

    Eu sou um especialista de liberalismo e conheço todas as obras relevantes. Todas!! A mim ninguém engana. E ninguém sabe mais do que eu, nada de relevante, pelo menos.

    Citação: “[…] Liberalismo é a defesa intransigente da liberdade individual. A liberdade de expressão e de opinião, seja ela boa ou má. […]”.

    Ponto 1:
    O blogue “O Insurgente” censura como o diabo. Sabia-o caro autor? Não é também desse blogue que surge a tal iniciativa liberal? Penso que sim. Beber vinho bom e pregar água?

    Ponto 2:
    Os portugueses não só nada percebem do tal “liberalismo” como têm, na sua grande maioria, um desprezo pela economia e as finanças. Pouco ou nada percebem. Mas isto não é um fenómeno português. Na Alemanha na mesma. Quem é o culpado? Todos que nada percebem e a tal esquerda. Especialmente a tal esquerda. Quem é que votou e quis o tal 25 de Abril, que foi uma das maiores vigarices? Já antes era sabido que o socialismo cria só uma coisa: burros e pobres e uma elite podre a comer à custa dos trabalhadoers. E assim sucedeu.

    Ponto 3:
    Actualmente, a nível europeu e nos EUA é assim. São as elites que mentem ao povo. As elites. Para esse efeito controlam quase todos os meios de publicação. O blogue “O Insurgente” não é muito melhor em todos os aspectos. E como é que o tal liberalismo vai resolver o problema? A maldade deixa de existir ou quê?

    Ponto 4:
    Então, como é que o liberal “perfeito” encara o problema do “aborto”? Pode-se matar a eito? Sem limites? A esquerda fascista já é o mais liberal que existe: Em Nova Iorque, EUA, um porco, membro socialista, já defendeu também isso: matar a vida a nascer até à véspera do nascimento. Os liberais vão aceitar este crime? Sou livre de chamar a um assassino porco?

    Ponto 5:
    A migração ilegal. Qual a posição dos liberais? Como a maldade não existe, não é, todos são “bons” e vão deixar entrar tudo o que quiser para aqui vir?

    Ponto 6:
    Os tais ordenados baixos, que não são assim tão baixos. O que é que os liberais portugueses vão fazer diferente? Para os subir para níveis altos, sul-coreanos? Quem é o culpado? O tal 25 de Abril, não é? Votam em burros da esquerda, desde o 25 de Abril, e agora queixam-se que os ordenados são baixos? Para as elites que apoiam a esquerda os ordenados são muito altos. Muito!!

    O autor está a sonhar de um mundo perfeito, que não existe nesta terra. E quem negar isto, vai-se afundar com qualquer liberalismo.

    Eu eu que sou um liberal realista.

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    • Perigoso Neoliberal permalink
      5 Outubro, 2019 19:16

      Ora vamos lá, que tenho um tempo livre…
      Ponto 1. Se vieres a minha casa e me insultares, convido-te logo a levares a tua liberdade de expressão lá pra fora. Duvido que tenham bloqueado comentários sérios sobre o post.

      Ponto 2. De acordo.

      Ponto 3. Hã?!

      Ponto 4. Um liberal defende o direito à vida, liberdade e propriedade. Logo, por princípio, não pode defender o aborto livre. Muito menos as loucuras que a esquerda defende.

      Ponto 5. Já ouvi o CGP a propósito disso e, se bem me recordo, não disse uma palavra a favor da imigração ilegal. Eu sou a favor de se cumprirem as leis que temos. Já bastava, no caso português, onde o problema não tem a dimensão que tem em outros países.

      Ponto 6. Os “liberais portugueses”, se ganhassem as eleições, iriam muito provavelmente tentar reduzir o tamanho do Estado e tirá-lo da frente de quem pode criar emprego, que é a iniciativa privada.

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  10. maria permalink
    3 Outubro, 2019 16:21

    Só um cego não vê como COSTA comprou tudo com o orçamento; Militares, Polícia, magistrados, juizes, função pública em geral. E aos que dão ao corpo 12 horas de trabalho deu-lhes pancada forte e feio, como foi o caso dos motoristas.. Tanta gente que se deixa comprar pelo ARTISTA com uns cêntimos por mês.
    Orçamentos mentirosos do Centeno.E assim fará tipo XI PING

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  11. Rogério Monteiro permalink
    3 Outubro, 2019 16:40

    O sistema eleitorar so nos permite eleger deputados por circulos eleitorais. Ou seja se o IL fora dos circulos do Porto e Lisboa não tem qualquer hipotse de eleger 1 deputado, e não sendo eu de nenhum desses circulos eleitorais, o meu voto no IL seria um voto deitado ao lixo.Assim terei que votar no CDS.

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    • Luís Lavoura permalink
      3 Outubro, 2019 16:51

      Eu diria que o CDS também tem hipóteses quase nulas de eleger deputados a não ser por Lisboa e Porto… Portanto, se não vota IL por esse motivo, aconselho-o a também não votar CDS pelo mesmo motivo!

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      • 3 Outubro, 2019 18:25

        Lavoura …. claro que tem e sempre teve: Viseu, Vila Real, Braga, Aveiro … tantos sítios. Tê-los-à de novo.

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  12. 3 Outubro, 2019 17:02

    “A liberdade de expressão e de opinião, seja ela boa ou má. A liberdade de escrever odes triunfais ou tweets inconsequentes, poemas ou amor ou banalidades. A liberdade de querer ser informado ou de querer ser ignorante, a liberdade de idolatrar deuses imaginários ou de ser descrente, a liberdade de mentir ou de falar verdade, de inventar, de interpretar, de discordar, de idolatrar os heróis da moda, a liberdade de ser querer ser feliz ou infeliz, amar ou odiar”

    Ai que bonito. Engana-me mais que eu gosto…

    Liberal Agenda Against Online Hate Speech
    http://www.liberalforum.eu/publications/liberal-agenda-against-online-hate-speech/

    liberalforum.eu/wp-content/uploads/2018/09/Online_hate_speech_EN.pdf

    European Liberal Forum asbl
    Rue d’Idalie 9-13, boite 6
    1050 Brussels
    Our partners: ALDE Party| ALDE Group| ALDE CoR| ALDE PACE|

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  13. 5 Outubro, 2019 23:27

    Eu votarei noutro. Mas tenho que aqui saudar a memória do grande Jaquinzinhos, um dos meus dois blogs preferidos de sempre. Magnífico. Com mil jcds far-se-ia um império.

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