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Marega, não é por seres preto

24 Fevereiro, 2020

Digam ao Marega que a estupidez humana não tem cor e meia dúzia de energúmenos não representam um país. Que tem razão: aquilo – a imitação de sons de macacos –  não se faz. Aquilo não é de gente civilizada e tem de ser punido. Mas  que não  foi pelo tom da sua pele. Foi por estupidez.

Perguntem se é verdade que foi trazido de clubes sem qualquer relevo para o Marítimo da Madeira, em 2014/2015, mas revelou desde cedo uma queda para indisciplina e descontrolo emocional que lhe valeram várias multas e suspensões e mesmo assim, foi acarinhado pelo clube pelo seu brilhantismo.

Perguntem se é verdade que depois de transferido para o FCP, a prestação caiu a pique e, só por isso, passou a ser a anedota azul e branca.

Perguntem se é verdade que mesmo com a popularidade em baixa foi emprestado ao Vitória perante a perplexidade de alguns que não lhe viam valor futebolístico, mas mesmo assim, de camisola vestida, foi recebido com carinho e apoiado como qualquer outro jogador, tendo recebido aplausos quando os mereceu e reprovação, como qualquer outro, quando desiludia.

Perguntem se é verdade que vestindo o equipamento do Vitória, num jogo perante o Nacional, se descontrolou e sem mais deu um estalo num adversário valendo-lhe uma expulsão e que ao sair do relvado ainda insultou com palavras e gestos adeptos do Vitória, partindo tudo o que lhe apareceu à frente no balneário.

Perguntem se é verdade que mesmo com estes comportamentos a SAD Vitoriana não deixou cair o jogador e procurou a reintegração no grupo, enquanto os adeptos também o perdoavam.

Perguntem se é verdade que se tornou um ídolo dos adeptos do Vitória por ter feito uma excelente época no clube.

Perguntem se é verdade que trocou o Vitória que o idolatrou pelo FCP,  reabilitado e com prestigio em alta, fazendo questão de agradecer ao clube vitoriano por tudo o que por ele fizeram.

Perguntem se é verdade que nos 2 anos seguintes, sempre que as 2 equipas se encontravam, era aplaudido pelo adeptos vitória até mesmo quando saiu lesionado num jogo, onde foi  aplaudido de pé.

Perguntem se é verdade que no fatídico dia da polémica racista marcado pelo famoso abandono do estádio,  no aquecimento com FCP, os adeptos (cerca de 5) estavam a mandar “bocas” aos jogadores adversários como acontece em qualquer jogo de futebol e não um em particular; que no decorrer do jogo não houve insultos apenas descontentamento dos adeptos do FCP por falhanço de golo; que chegados ao minuto 60,  assim que se deu o golo, inesperadamente foi festejar junto dos adeptos do Vitória provocando-os com gestos e palavras e que imediatamente reagiram com vaias, insultos e arremesso de cadeiras, não por ser negro; que em reacção ao sucedido,  sempre que tocava na bola  os adeptos não lhe perdoavam a traição, insultando-o.

Quando era criança, no Canadá sofri de racismo e não sou preta. Sei o que é essa humilhação,  porque com 9 anos ouvi um pavilhão gimnodesportivo inteiro apinhado de alunos em sonoras gargalhadas,    assim que o  meu nome foi anunciado nos microfones para subir ao palco para receber uma medalha de atletismo. Ainda hoje consigo ouvir toda a gente a tentar pronunciar o meu nome “estranho” com sotaque canadiano – “Gonçalves” – perdidos de riso. Em vez de sair dali a correr enfrentei a multidão, caminhando por entre eles de cabeça baixa e  a tentar suspender as lágrimas enquanto a vontade de desaparecer e a vergonha  tomavam conta de mim, num momento que deveria ter sido de euforia mas que se transformou num pesadelo. Porque ser portuguesa, ter uma língua e nome esquisitos, vestir como uma provinciana pobre, ser patinho feio  e ter ainda ar de “chinezinha”, num país que não era o meu, valeu-me episódios como esse e tantos outros e não ter  por isso quem quisesse  brincar comigo na escola. Ninguém. A não ser, claro, outros rejeitados como eu.

Chegava a casa em choro e dizia em pranto, cheia de raiva,  que não queria voltar mais à escola. Mas o meu pai ensinou-me que a melhor forma de combater a exclusão, seja pelo que for,  era ignorar e focar-me apenas em  lutar por ser a melhor na conquista dos meus objectivos e que aí chegada todos se esqueceriam da cor, da etnia, da cultura, e passariam a ver apenas a pessoa. Que o mundo era assim em todo o lado em relação às diferenças. A vida mostrou que tinha razão.

No futebol é sabido que não é preciso ser-se preto para sofrer de racismo. E que ser preto não implica necessariamente que o haja. Que o diga Cristiano Ronaldo também alvo desses ataques racistas em Espanha (veja aqui) e que soube ignorar como só um grande profissional o sabe fazer.  Exactamente como me foi ensinado pelo meu pai. Como diz aqui neste vídeo  um insuspeito africano que não se revê no comportamento de Marega: “não é racismo e  quem vai para o futebol tem de saber que isso (insultos) faz parte do ofício”.

Tão verdade que nem Eusébio, hoje a descansar no Panteão,  escapou.

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59 comentários leave one →
  1. Weltenbummler permalink
    24 Fevereiro, 2020 10:22

    a única cor de pele que me interessa é a dos meus sapatos

    dizia-me
    um brasileiro
    ‘preto quando não faz cagada no início, faz no meio ou no fim’
    um Tunisino
    ‘não dava a minha Irmã a um preto’
    ‘Africano sou Eu, eles são pretos’

    são insolentes os pretos do prédio onde moro

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  2. Luís Lavoura permalink
    24 Fevereiro, 2020 11:47

    É ridículo dizer que não é por ser preto que o agridem com guinchos de macaco. É evidente que escolhem essa forma de agressão por ele ser preto.

    É ridículo dizer que não é racismo usar uma forma de agredir o outro baseada na cor da pele dele. É evidente que, se eu chamo “preto de merda” a um preto, então eu estou a ser racista – mesmo que eu não goste do preto por outro motivo qualquer, e não propriamente por ele ser preto.

    Ou seja: Marega foi vítima de insultos racistas.

    É claro que, concordo, a motivação para esses insultos não foi racista – insultaram-no por ele ter marcado um golo à equipa deles e por ter comemorado esse golo. A motivação para os insultos não foi racista, mas a forma como o insultaram FOI racista.

    Já agora, a Cristina foi vítima de racismo por parte de outras crianças. Há que distinguir as atitudes de crianças das atitudes de adultos. As crianças são cruéis umas com as outras. Os adultos têm obrigação de não se comportarem como crianças.

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    • 24 Fevereiro, 2020 16:00

      Há que distinguir as atitudes do Luís Lavoura das atitudes de adultos. O Lavoura tem obrigação de não se comportar como criança. E de saber ler e compreender o que lê.

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  3. Luís Lavoura permalink
    24 Fevereiro, 2020 11:52

    É curiosa a forma como os adeptos do Chega (a começar pelo seu presidente) desculpabilizam o incidente. O Chega afirma-se não racista, mas desculpabiliza os casos de racismo. É uma forma de racismo secundário – eu não sou racista mas, se alguém chamar a um preto “preto de merda” à minha frente, desculpabilizo isso, digo que de facto o preto em questão é um indivíduo de merda e que quem lhe chamou “preto de merda” até é um tipo porreiro e nada racista.
    Cristina, dou-lhe um conselho: volte para o Canadá.

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    • Cristina Miranda permalink
      24 Fevereiro, 2020 16:12

      E você volte pra escola. Não sabe interpretar um texto. Enviesa o seu sentido pra ter factos alternativos pra criticar o q não é dito nele. Onde é que no texto se desculpabiliza se logo no primeiro parágrafo se diz exatamente o contrário?

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      • Luís Lavoura permalink
        24 Fevereiro, 2020 17:47

        Desculpabiliza-se da seguinte forma.
        Primeiro, logo no título do post, diz-se que não é por Marega ser preto; ora, é evidente que os guinchos de macaco são por Marega ser preto.
        Segundo, ao longo do post explica-se que Marega tem diversos defeitos (é descontrolado emocionalmente, deu uma bofetada noutro jogador, é mau jogador e jogava em maus clubes, etc), pretendendo com esses defeitos de Marega desculpabilizar a agressão racista de que ele foi vítima.
        André Ventura fez a mesma desculpabilização – a atitude de Marega dever-se-ia a um qualquer “efeito Joacine” (que não sei o que seja). Ou seja, o racismo não tem mal nenhum, o que tem mal é a Joacine e o efeito dela.
        Em suma: Marega é um mau tipo, os insultos de que foi alvo não têm nada a ver com a raça, e ele fez uma cena estúpida apenas para armar ao pingarelho utilizando-se do facto de haver uma deputada negra. É esta a tese do Chega. E a tese da desculpabilização do racismo.

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      • Cristina Miranda permalink
        24 Fevereiro, 2020 20:43

        O q acaba de fazer é uma distorção completa do q é dito no texto. Sem novidade. Vocês são mesmo muito mal intencionados. São daqueles que eu bloqueio no Facebook por serem desonestos e depois vêm para aqui despejar o q lhes dá na gana. Esquecem-se q só o fazem enquanto eu o deixar.

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      • 25 Fevereiro, 2020 12:54

        Cristina, este Lavoura sempre foi assim, basta ir ao Delito de Opinião onde o Pedro Correia já lhe dedicou um mimo: lavourada da semana. É um inergumeno com manias de intelectual.

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    • Filipe permalink
      24 Fevereiro, 2020 16:50

      O Luis Lavoura está a dizer que apenas os adeptos do Chega é que desculpabilizaram o incidente?
      Olhe que não.

      Quanto ao facto de ser ou não racismo é de fácil análise. O Marega era o único negro? Não. Existiam mais no FCP e no próprio VSC. Logo, quando se direcionam os insultos apenas para um deles é porque isso não é racismo. Não existe racismo parcial.

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      • Luís Lavoura permalink
        24 Fevereiro, 2020 17:38

        quando se direcionam os insultos apenas para um deles é porque isso não é racismo

        Tal como eu disse, os insultos dirigidos ao Marega são racistas. A causa (motivação) para esses insultos, não é.

        Ou seja, os insultos foram dirigidos a Marega, não pelo facto de ele ser negro (como você bem diz, havia outros negros em campo, aliás Marega foi substituído por outro negro), mas pelo facto de ele ter marcado golo e de ter comemorado esse golo.

        Agora, a natureza dos insultos, essa foi indubitavelmente racista.

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    • António Queirós permalink
      26 Fevereiro, 2020 14:03

      Luis lavoura, você necessita de um banho de tide, está negro por dentro.

      De Luís Lavoura a 20.02.2020 às 17:02
      não se deviam retirar recursos do SNS para atender os pretendentes à eutanásia

      Discordo. Os pretendentes à eutanásia querem resolver o seu problema de saúde. O SNS tem por função, precisamente, resolver os problemas de saúde. Logo, a eutanásia está plenamente no âmbito das funções do SNS. A eutanásia é uma função do SNS tal como as outras – como a oftalmologia, como a fisioterapia, como os cuidados paliativos…

      Por outro lado, se a eutanásia acarreta custos, também poupa custos, porque o doente morre mais cedo e portanto poupa tratamentos (e os tratamentos na fase final da vida, com um doente cheio de dores, são especialmente caros). Portanto, a eutanásia trará custos ao SNS, mas também trará poupanças. Duvido que, no balanço, os custos sejam maiores que as poupanças.

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  4. Tiradentes permalink
    24 Fevereiro, 2020 12:21

    E ridiculo fazer do insulto racista qualquer coisa mais grave de outro qualquer insulto. Mais é ser mais racista. Ele há para todos os gostos….para gordos e para magros, para orelhas ou narizes ….e por aí fora…… (caracteristicas físicas). O que há é uma eleição de que certos insultos são mais importantes que outros e o do racismo, tal como alguns outros, foi “eleito” para a categoria de “abominável” ( como a homofobia) pela nova nomenklatura dos pensadores do politicamente correcto, porque lhes dá jeito para dividir ainda mais as sociedades…quando todos eles o são.
    Isso criou uma nova “sensibilidade” que tornou inadmissível certos insultos e contemporiza com a xenofobia profissional da mãe (fdp) assim como é “admissível” a xenofobia matrimonial (cabrão) e em determinados “contextos” até a homofobia é “admissível” (paneleiro)
    Essa nova “sensibilidade” não consegue lidar com os verdadeiros macacos (insulto? ou posso?) que usam os insultos. Meninos de coro (lá está outro insulto) que ao primeiro “embate” vão chorar para casa, apaparicados pelos cruzados moralistas dos tempos modernos.
    “Curiosamente” quando uma pessoa de pele clara em África é quase intimada a sair de lá porque a África é para africanos, já não é racismo. “Curiosamente” já não é xenofobia equiparar confissões religiosas com animais pois os cristãos são porcos e o judeus são cães.

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    • Luís Lavoura permalink
      24 Fevereiro, 2020 14:57

      É ridículo fazer do insulto racista qualquer coisa mais grave de outro qualquer insulto.

      Depende da natureza do outro insulto, claro.

      O insulto racista é especialmente grave porque se refere a uma caraterística inata e imutável de uma pessoa, caraterística essa que é independente da pessoa e da sua atividade e caráter.

      O insulto racista é também especialmente grave porque já se sabe algumas coisas muito feias, tipo Holocausto, às quais o racismo conduziu ao longo da História.

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      • anónimo permalink
        24 Fevereiro, 2020 15:33

        “Gordo de merd….”, “careca de merd…”, “anão do caral…”

        Quem é que os defende? Quem é que defende os gordos, os carecas e os anões?

        É você?

        Também vai ficar ofendidinho sempre que alguém insultar as minorias acima? Ou só fica ofendido para algumas minorias?

        Companheiro, na USSR também havia muito racismo…

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      • Tiradentes permalink
        24 Fevereiro, 2020 20:21

        Caracteristicas inatas há muitas insultadas no dia a dia desde gordo de merda orelhudo gigatão, anão. branquela, copo deleite etc etc. Só é especialmente grave para os racistas como vc que acha que uma das caracteristicas inatas é moralmente superior às outras. Essa categorização de “especial” é proposta pelos racistas como vc que acha que os ofendidos são “especiais” e precisam de ser protegidos por serem “especiais”.

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  5. MJRB permalink
    24 Fevereiro, 2020 13:31

    Cristina,

    Coloquei um bitaite mas não foi editado…

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  6. ATAV permalink
    24 Fevereiro, 2020 15:11

    Lá está a Cristina Miranda a tomar o partido dos abusadores. Ela sentiu racismo na pele e agora quer a todo o custo que os outros também passem pelo mesmo. Que enorme falta de empatia!

    O ónus de lidar com a situação recai sempre e todo sobre a vítima, nunca sobre os abusadores. Esses podem continuar a abusar dos outros à sua vontadinha.

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    • Cristina Miranda permalink
      24 Fevereiro, 2020 16:08

      Vá reler o texto. Não é isso q é dito nele.

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    • ATAV permalink
      24 Fevereiro, 2020 18:15

      Vamos lá ver…

      As vitimas? Têm que ultrapassar a coisa….

      “Mas o meu pai ensinou-me que a melhor forma de combater a exclusão, seja pelo que for, era ignorar e focar-me apenas em lutar por ser a melhor na conquista dos meus objectivos”

      “Que o diga Cristiano Ronaldo também alvo desses ataques racistas em Espanha (veja aqui) e que soube ignorar como só um grande profissional o sabe fazer”

      OK. Então e os abusadores?

      “Que tem razão: aquilo – a imitação de sons de macacos – não se faz. Aquilo não é de gente civilizada e tem de ser punido.”

      “não é racismo e quem vai para o futebol tem de saber que isso (insultos) faz parte do ofício”.

      Uma breve referência a uma suposta punição (Qual? Expulsão do estádio? Multa? E por quem? Clube, Justiça, Liga de Clubes ? Não diz…) desmentida no final do texto ao citar uma pessoa que diz que aquilo são ossos do oficio, ou seja que é para comer e calar. Mas já está melhor… Numa outra vez que a Cristina tentou fazer uma coisa destas, nem sequer se tinha dado ao trabalho de mencionar punições para os abusadores. Deixo o link em baixo.

      https://blasfemias.net/2019/07/17/o-racismo-e-discriminacao-nao-tem-cor/

      Um enorme texto a arranjar todas as desculpas possíveis e imaginárias para o comportamento dos adeptos: que este comportamento é normal, que as vitimas é que têm que ultrapassar isso e que os adeptos vitorianos que antes só o tinham acarinhado é que tinham sido provocados.

      Até foi buscar o historial do Marega para tentar passar a ideia que ele na realidade é um profissional difícil a quem foi dada todas as oportunidades sem que as tivesse merecido. Em suma, que é um privilegiado e um mal-agradecido.

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      • Cristina Miranda permalink
        24 Fevereiro, 2020 20:37

        Sim é um privilegiado. Os “racistas” portugueses foram-no buscar para jogar em Portugal. Depois os mesmos “racistas” portugueses fizeram dele uma estrela deixando-o brilhar, apoiando-o, integrando-o. Depois os mesmos “racistas” portugueses levaram-no para um dos maiores clubes de Portugal: o FCP. Realmente, isso não se faz.

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      • ATAV permalink
        25 Fevereiro, 2020 00:43

        Está a ver como deu para ver logo onde quis chegar? Para si aquele Marega cuspiu no prato onde comeu… Tal como a Joacine ou qualquer outro negro que não goste de comer com insultos racistas. Você acha que são todos uns sortudos por não estarem a morrer de fome em Africa. Tal como os imigrantes, que têm que levar com abusos quietos e caladinhos. Por outro lado, os abusadores já têm o direito de mandarem vir como bem entenderem, têm sempre um bom motivo para o fazerem. Você defende a existência de cidadãos de primeira e de segunda. E, apesar de já ter sentido na pele o que é ser um cidadão de segunda, defende e promove de bom grado os seus algozes. De vítima a carrasco. Promover o sofrimento alheio como forma de lidar com os seus traumas emocionais. Que doentio…

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      • Tiradentes permalink
        25 Fevereiro, 2020 10:42

        A Cristina está a bater contra uma parede de tijolos com este ATAV.. Bem que pode falar de coisas normais como extraordinárias que se passaram com o comum dos mortais como aquelas que refere em relação ao Marega que demonstram a normalidade, ou pelo menos demonstram que foi tratado como qualquer outro. Estas “paredes de tijolo” interpretam como se se tivesse dito que foi por “misericórdia” que ele devia era estar agradecidos, mesmo que nunca tenha sido jamais essa a intenção de o fazer. O racismo inverso “enrustido” no hemisfério cerebral (o único que usam) desta gente ,vê racismo até , se preciso for até num simples “bom dia”. Nota: a doença do tijolo cheio de preconceitos é incurável. Um tijolo será sempre um tijolo. Nada disto se passaria se fosse o CR7 que foi apelidado de tudo e mais alguma coisa , desde as suas caracteristicas físicas, aos penteados, passando por português cabrão de merda e que ele olimpicamente sorria e (já agora marcava golos no RM). E porquê? porque o cabrão de merda (cornudo) do português teve apenas o azar de nascer supostamente branquela portanto etnia, nacionalidade, cor de pele, estado matrimonial, ou mesmo a profissão da mãe não terem importância nenhuma. Já com orelhudo do FCP (outra característica inata) ninguém ficou preocupado e ele teve é de ir para uma cirugia plástica.

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      • Expatriado permalink
        25 Fevereiro, 2020 12:46

        Para os tijolos é impossível os negros (e outros não brancos) serem racistas. Racismo é exclusivo dos brancos. Quanto mais escurece o tom de pele menos racistas são. E andaram os portugueses, e agora as portuguesas, a “contaminar” a raça negra com genes impuros… A mulatada que se cuide.

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      • ATAV permalink
        25 Fevereiro, 2020 21:44

        Tiradentes

        Ainda anda por aqui a defender abusadores e bullies? Ainda me lembro da nossa última interacção. Muito elucidativo…

        Expatriado

        Obrigado por acrescentar mais um argumento tipicamente utilizado por racistas: o famoso “Eles são mais racistas que nós”. Não quer acrescentar mais uns quantos do tipo “até tenho amigos africanos” ou “nasci em áfrica”? Estão em falta…

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      • Tiradentes permalink
        26 Fevereiro, 2020 07:07

        ATAV
        Ainda anda aqui a fazer-se passar por missionário do iluminismo sócio-fascistoide de impor a sua moralidade aos outros.? Sim vc é como um tijolo racista que vê suposta compaixão quando se refere que qualquer gajo foi tratado normalmente. O seu preconceito é tão profundo nessa parcela de cérebro (pequena) que utiliza que “iluminadamente” consegue descortinar até em quem não conhece “elucidativamente” apenas aquilo que vc “pensa”. Infelizmente vc é um racista de pensamento e eu com racistas não me dou bem.
        Já sofri com racismo de cor da pele por gente precisamente igual a vc. Já sofri de racismo étnico (de origem), precisamente com tolerantes iluminados e bonzinhos como vc. Tijolos moralistas como vc conheço-os de gingeira.

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      • ATAV permalink
        26 Fevereiro, 2020 10:06

        Olha, mais um que gosta de promover o sofrimento alheio como forma de lidar com os seus traumas emocionais. Estou a ver que também subscreve a teoria do “eu sofri portanto os outros também têm que sofrer”…

        ” Já sofri com racismo de cor da pele por gente precisamente igual a vc. ”

        Eu por acaso já o insultei ou discriminei por causa da cor da sua pele ou da sua origem? Não. Então logicamente não sou igual às pessoas que lhe fizeram isso. Pare de projectar o seu racismo para cima de outros. É ridículo!

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      • Tiradentes permalink
        26 Fevereiro, 2020 11:18

        Na sua lógica (da batata) do seu hemisfério cerebral isolado vc nem percebe que o facto de catalogar as outras pessoas da forma como o faz é a forma extrema de racismo (intelectual e de consciência) Vc não é igual aos outros (os ditos racistas) é bem pior que eles. O racista precisa de um facto material (cor da pele/etnia) para o fazer. Vc não precisa nada disso. O seu preconceito, lê intenções e traumas nos outros em simples palavras de factos. Pare de se projectar nos outros no seu profundo preconceito sobre todos os que não pensam como o seu pobre hemisfério cerebral lhe diz para “pensar”. Vc não pensa…apenas faz juízos de valor sobre os outros. É mais um daqueles socio-fascistas do pensamento.

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      • ATAV permalink
        26 Fevereiro, 2020 12:01

        Racismo intelectual e de consciência??? Primeiro acusa-me falsamente de o discriminar com base na cor da sua pele/origem e agora sai-se com este disparate?

        E o que é o racismo intelectual? Será estar sempre a falar no QI como a extrema-direita passa a vida a fazer? E racismo de consciência? Será imiscuir-se nos assuntos pessoais de cada um como no caso do casamento gay?

        Ou será que considera racismo eu mandar vir consigo por tomar o partido de abusadores e proteger aqueles que andam a branquear comportamentos racistas?

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  7. Filipe Bastos permalink
    24 Fevereiro, 2020 16:25

    Interessante esta frase do Luís Lavoura:
    “O insulto racista é especialmente grave porque se refere a uma caraterística inata e imutável de uma pessoa, caraterística essa que é independente da pessoa e da sua atividade e caráter.”

    Ora bem. Dizer que uma mulher é feia é “especialmente grave”? É algo inato e imutável: a mulher nasceu assim, não escolheu ser assim.

    E gozar com um careca? Ou com um narigudo? Ou quando as mulheres gozam com pilas pequenas? Os homens escolheram tê-las assim? Ou gozar com alguém estúpido? Uma coisa é a ignorância; outra o baixo QI. Este tem muito de genético. Não serão quase todos os insultos “especialmente graves”?

    Porquê especialmente o racismo? E porquê especialmente aos negros? Além da escravatura, essa imensa culpa colectiva, há mais algum elefante na sala?

    O que fez o futeboleiro sair não foi chamarem-lhe preto, ou preto de merda; isso é banal. Foi imitarem um macaco. Talvez esteja aqui uma pista.

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    • EMS permalink
      24 Fevereiro, 2020 18:50

      «Ora bem. Dizer que uma mulher é feia é “especialmente grave”? É algo inato e imutável: a mulher nasceu assim, não escolheu ser assim.»

      Claro que é grave. Para alem de ser boçal (esta característica não é inata mas mutável) também pode ser facilmente catalogada como machismo. Nunca ouvi ninguém dizer algo como: “Este homem fala bem e tem razão. É pena é ser feio”. Esse tipo de coisas só tenho visto acontecer a mulheres

      E porque é especialmente grave o racismo?
      Bem, que eu saiba nunca aconteceu alguém ter dificuldade em alugar casa, passar em frente de uma esquadra, ou mesmo, em algumas épocas e locais, ter sido sujeitado a leis “especiais” por ser careca ou por ter a pila pequena.

      Quanto ao futeboleiro: Dirigiram-lhe gestos e sons que indicavam: 1º os negros parecem primatas não humanos, 2º que teria que ser recordado que é negro e parecendo um primara não humano consequentemente o seu desempenho seria menorizado.
      O futeboleiro respondeu esticando um dedo. Afinal qual é o problema de esticar um dedo?

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      • Zé Manel Tonto permalink
        24 Fevereiro, 2020 19:31

        “também pode ser facilmente catalogada como machismo”

        Pior que uma mulher feminista, só um homem feminista. Que coisinha triste…

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      • anónimo permalink
        24 Fevereiro, 2020 19:41

        Discriminação é uma coisa, insulto é outra.

        É possível discriminar sem atirar insultos (ofensas).

        Há mulheres que discriminam homens por vários fatores físicos: ou porque são feios (nariz grande, orelhas grandes, carecas etc), ou porque têm a pila pequena. Da mesma maneira que há homens que se recusam a andar com “tábuas”.

        Vamos também criar uma comissão para avaliar estes casos?

        A vossa estratégia é misturar conceitos/definições para se ofenderem com tudo o que lhes dá jeito, mediante o contexto.

        Com o Mustafá Kartal, como eram pretos a agredir um turco (inclusive, chegaram a usar uma arma de fogo). Já não era racismo. Foram desacatos.

        Polícias brancos batem num preto: racismo!

        Em suma, o racismo é selectivo

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      • Cristina Miranda permalink
        24 Fevereiro, 2020 20:32

        Desculpe: em pequena na escola os miúdos da minha turma do 4 ano chamavam-me de macaca. Eu sou branca. Tenho muitos episódios de descriminação na minha infância.

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      • 24 Fevereiro, 2020 22:22

        E a culpa disso é do Darwin que se lembrou de observar gorilas no jardim zoológico para validar a teoria da evolução das espécies

        ehehehe
        A mais pura verdade. Depois os nazis pegaram na coisa para a expandir a outras “raças inferiores”. Mas quem se lembrou da macacada foram outros logo no século XVII. O Tulp da Lição de Anatomia, do Rembrant já pensava assim.

        Só catolicismo continuou a defender que o ser Humano é todo igual, por serem todos filhos de Deus.

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      • Tiradentes permalink
        25 Fevereiro, 2020 07:32

        Antes dos nazis terem pegado em raças um dos pais da dialectica materealista já tinha pegado em povos inteiros a serem discriminados, possivelmente como servidores, dos povos capazes de atingirem o nível superior …o hominídeo comunisticus . Entre eles , esses povos inferiores figuravam os africanos (pretos), os ciganos, os próprios judeus, os irlandeses …..entre outros

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    • Zé Manel Tonto permalink
      24 Fevereiro, 2020 19:29

      “Uma coisa é a ignorância; outra o baixo QI. Este tem muito de genético.”

      Cuidado com isso, que a brigada do politicamente correcto vem logo policiar esses pensamentos.

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  8. MJRB permalink
    24 Fevereiro, 2020 17:30

    “Marega, não foi por seres preto”. Foi por seres branco; o que esperavas de bancadas com espectadores pretos ? Ai !…se o bitaiteiro-guru Ventura sabe que afinal eram pretos…lá terão de reformular teses safardanas.

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  9. 24 Fevereiro, 2020 17:38

    É um bocado estranho. Ontem acordei e percebi que há racismo em todo o lado.
    Para além da agenda politica oligarquica globo-homo do combate aos “ismos”, que se vê em todos os grupo corporativos capitalistas de informação mediáticos, propagada em todo o “ocidente” australias incluido. Parece que também os “correios da manhã” precisam de combustivel para incendiar os ânimos e animar as vendas e o tráfego clickeiro . A mulher que levou uma pancada do marido já aborrece e não vende como antes, e a sempre lucrativa e dramática época dos fogos ainda vai longe.
    O teu problema marega é seres um preto do FCP, porque se fosses do Sporting serias “um companheiro cá um dos meus, pá”… isto é enquanto fosses metendo golos. Se não, não te chamaria um macaco quando falhasses a baliza, mas antes,” ai que granda burro e camelo, pá”.

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  10. SRG permalink
    24 Fevereiro, 2020 19:07

    Subscrevo na íntegra o texto da Cristina Miranda. A maior parte das pessoas que criticaram chamando tudo isto de racismo, por certo nem sabem o significado da palavra. Racismo foi aquilo que se passou e continua a passar mas ao contrário, ou seja, agora são os brancos a serem assassinados na África do Sul, mas a nossa subserviente comunicação social não diz uma palavra. Marega precisa urgentemente de um psicólogo ou um psiquiatra, já que o seu passado como jogador é de um alucinado e não prima pelo profissionalismo que é exigido a toda a gente, seja preto ou branco. O resto é clubite aguda tanto de clubes como de adeptos.

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    • José Monteiro permalink
      24 Fevereiro, 2020 21:33

      Racismo pós-moderno
      Na revista do Expresso de 8 de fevereiro, um quase ensaio de Daniel de Oliveira, sobre a crítica (da moda) ao Portugal racista de ontem e de hoje.

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  11. SRG permalink
    24 Fevereiro, 2020 19:20

    Temos que ser realistas, o nosso país é um antro de moralistas, sejam eles políticos, comentadores desportistas, televisões e jornais. Com assuntos destes, é que os verdadeiros problemas do país são atirados para segundo pano e a turba ululante vai cantando e rindo. É bem certo aquele aforismo: “Muita gente gosta de dar lições de moral, sem ter moral para dar lições”.

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  12. José Monteiro permalink
    24 Fevereiro, 2020 21:38

    Talvez a Cristina não conheça, agora que alguns intelectos superiores, como Daniel Oliveira, Fernanda Câncio & Cia, redescobriram o papel ‘estruturalismo’ na cultura da batata.
    Racismo pós-moderno (carta ao Expresso)

    Na revista do Expresso de 8 de fevereiro, um quase ensaio de Daniel de Oliveira, sobre a crítica (da moda) ao Portugal racista de ontem e de hoje.
    … …
    Escrevendo de acordo com valores adquiridos na juventude, parte da geração do Daniel Oliveira, sob as influências do tempo: gosto pelo progresso e justiça no confronto capitalismo com comunismo/socialismo, com pendor para os últimos. Com essa influência chegados a adulto, sem conclusões quanto aos Gulag na URSS.
    O autor abaixo, amante da liberdade africana, mas sem cultura (ou deformação) marxista, religioso e meio ocidentalizado, será talvez uma testemunha menos abonatória – Eduardo Mondlane:
    A) 10/09/51 – Não sou cidadão da África do Sul, embora tenha sido educado em Johansburgo. Nasci na África Ocidental Portuguesa, na capital, chamada Lourenço Marques.
    (…) Os problemas sociais, políticos e económicos do meu país são um pouco diferentes dos da União da África do Sul. Por exemplo, nós não temos uma barreira de cor ou discriminação racial no nosso país.
    (…) Pessoalmente penso que há duas maneiras que ajudarão os africanos:
    1.Educação massiva…
    2.O espalhar da verdadeira cristandade.
    (…) É esta a razão porque eu tenho a obrigação de regressar a África para fazer tudo o que puder para contribuir com a pequena parte de boa vontade com que eu sei que Deus quer que eu contribua na vida.
    B) 24/09/51 – Lembra-te que eu próprio não sou cidadão sul-africano. Sou cidadão português. No meu país não temos leis de segregação… Eu farei tudo para lutar pelos direitos do meu povo no meu próprio país…
    C) 24/04/54 – O meu desacordo com o governo tem pouco a ver com a sua política racial porque, embora não seja a ideal, não é tão má como a dos países vizinhos… O que não posso suportar é a falta de liberdade de expressão. Isto é verdade para todos os cidadãos portugueses, em Portugal e em África.
    PS: enxertos das cartas de Mondlane a sua mulher Janet.
    Livro de Nadja Manguezi, Maputo 2001, Centro de Estudos Africanos e Livraria Universitária:
    Com “Uma história da vida de Janet Mondlane” com o título “O Meu Coração está nas Mãos de um Africano”

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  13. ATAV permalink
    24 Fevereiro, 2020 22:54

    Está a ver como deu para ver logo onde quis chegar? Para si aquele Marega cospiu no prato onde comeu… Tal como a Joacine ou qualquer outro negro que não goste de comer com insultos racistas. Você acha que são todos uns sortudos por não estarem a morrer de fome em Africa. Tal como os imigrantes, que têm que levar com abusos quietos e caladinhos. Por outro lado, os abusadores já têm o direito de mandarem vir como bem entenderem, têm sempre um bom motivo para o fazerem. Você defende a existência de cidadãos de primeira e de segunda. E, apesar de já ter sentido na pele o que é ser um cidadão de segunda, defende e promove de bom grado os seus algozes. De vítima a carrasco. Promover o sofrimento alheio como forma de lidar com os seus traumas emocionais. Que doentio…

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    • Filipe Bastos permalink
      25 Fevereiro, 2020 00:29

      “Você acha que são todos uns sortudos por não estarem a morrer de fome em Africa.”

      Todos não. Mas futeboleiros mamões e deputedos que vivem de insultar quem lhes paga o tacho e mordomias, sem dúvida.

      Eis um exemplo, ATAV, do ‘PC gone wild’, da histeria identitária da esquerda actual.

      Meia dúzia de grunhos insultam um futeboleiro preto. Todas as semanas a carneirada da bola insulta brancos, pretos, azuis, amarelos. Mas este era preto. Imitaram um macaco. Passa logo a pobre vítima de um terrível e opressivo país de racistas.

      O Marega mama mais em 6 meses ao pontapé do que os grunhos do estádio, e 95% da população portuguesa, ganham numa vida inteira a trabalhar. Mais: são os grunhos que lhe financiam o obsceno salário. E ninguém vê o absurdo disto.

      Assim vai a esquerda. A grotesca desigualdade? Tudo normal. Um xuta-bolas milionário faz uma birra? Tragédia nacional.

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      • ATAV permalink
        25 Fevereiro, 2020 01:03

        A questão aqui não é o salário do Marega ou se ele rende o que o clube lhe paga. Também não tem a ver com o vernáculo utilizado por adeptos de futebol ou mesmo a grande densidade de grunhos em estádios de futebol.

        Tem a ver com a predilecção da Cristina Miranda em desculpar abusadores, especialmente em questões raciais. Já o tinha feito antes com crianças alvo de bullying e agora voltou ao mesmo. Sempre que acontecem abusos, lá está a Cristina a colocar o ónus em cima da vitima e a ignorar ou minimizar o comportamento dos abusadores.

        Sabe, até os milionários têm direito à sua dignidade. Portanto não é pelo facto de alguém ter a conta bancária recheada que tem que se sujeitar a ser chamado de macaco por umas quantas bestas.

        Quer aumentar brutalmente os impostos aos milionários? Óptimo, tem o meu completo apoio. Mas uma coisa é dignidade pessoal e outra é justiça social.

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      • Filipe Bastos permalink
        25 Fevereiro, 2020 02:21

        A questão é o salário do Marega. O salário é tão grotesco, tão desproporcional ao país, ao mundo, à sociedade onde ele está inserido, para mais de um mero entertainer, que oblitera tudo o resto deste caso trivial.

        Ou melhor, devia obliterar. Mas não para a ‘nova esquerda’ que o ATAV representa.

        Incontáveis milhões passam fome em África e noutros sítios. Outros ganham a proverbial malga de arroz em trabalhos duríssimos.

        Outros, portugueses, acordam, apanham transportes, apanham trânsito, aturam chefes, trabalham todo o dia, fazem o mesmo caminho de volta, e voltam a fazer o mesmo no dia seguinte, e no outro, e no outro, décadas a fio, para ganhar 10 a 20 mil euros num ano.

        O Marega mama isso em 3 dias. E há quem mame mais. Mas o que realmente o choca é ele, coitado, ouvir uns grunhidos.

        Vão os grunhos dos grunhidos com a sua “dignidade” para casa, e o pobre do Marega vai com os seus 6.000€ /dia. Que chatice.

        No dia seguinte, imagine o riso alarve dos grunhos, lá no escritório ou na fábrica, se tiverem emprego, e o Marega a chorar entre o o Ferrari e a mansão. Justiça social indeed.

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      • ATAV permalink
        25 Fevereiro, 2020 09:26

        Filipe

        Recapitulemos: uns grunhos mandaram vir com um individuo por causa da cor da pele dele, a Cristina Miranda veio tentar desculpar os grunhos tomando o partido dos abusadores, eu mando vir com ela porque não é a primeira vez que ela o faz e você vem dizer que isto é sobre a desigualdade? Santa paciência…

        Os grunhos não mandaram vir com a conta bancária do Marega e a Cristina não veio para aqui apelar ao aumento de impostos ou à diminuição das desigualdades. Portanto não, isto não tem a ver com o salário do Marega. Não desconverse…

        Sabe o facto do Filipe estar sempre a tentar enfiar-me à força toda dentro da esquerda identitária começa a ficar enfastiante. E agora vem dizer que só isso me interessa. Ainda não reparou que eu geralmente escrevo sobre questões económicas e sobre o papel do estado na economia?

        E as vezes todas que eu afirmei que já votei mais vezes no PSD/CDS que no PS e que nunca votei no Bloco ou CDU. Acha que estou a mentir ou considera o PSD e CDS como partidos de esquerda como a maior parte dos dementes que andam aqui e no Insurgente?

        Já que você considera que uma pessoa deve comer e calar insultos com base no conteúdo da sua conta bancária, diga-me lá, e se for uma agressão? Se o Marega andar na rua e alguém decidir largar-lhe um soco na cara, ele deve comer e calar porque ganha num ano aquilo que os outros ganham na vida? E se for outro crime?

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      • Filipe Bastos permalink
        25 Fevereiro, 2020 12:08

        ATAV,

        Recapitulemos. Uns grunhos da bola mandaram vir com um futeboleiro, como fazem todas as semanas. O futeboleiro, que já fora da equipa deles, acabava de lhes marcar um golo. Dupla ofensa. Sendo preto, acharam que imitar um macaco era a forma mais eficaz de o ofender. Assim foi. Funcionou.

        É esta toda a importância do tema. Se fosse uma agressão de skinheads seria pior. Ou se todo o Porto imitasse um macaco quando o visse na rua. Ou se vestissem uns lençóis e queimassem uma cruz no quintal dele. Mas não. É apenas a grunhice habitual da bola.

        Os jogadores de futebol e entertainers em geral são duplamente contraproducentes: distraem a carneirada do que interessa; e normalizam a desigualdade extrema.

        A malta até pode estranhar que o Mamão Mexia mame 6.000€ por dia. Mas o Marega, esse herói, mama o mesmo. O mesmo.

        Então já está tudo bem. Já é normal. O Mexia até usará, como usou o Ulrich, os futeboleiros como argumento: se o Jasus ou o Marega ganham tanto, porque não um ‘gestor’, esse semideus do nosso tempo?

        O futeboleiro, o cantor, o actor, o apresentador, as ‘celebridades’ desempenham esse papel: são o kool-aid</em da carneirada, os álibis da riqueza obscena.

        Este devia ser o primeiro, o único assunto. Depois de resolver esse, logo falamos das ‘micro-ofensas’ que quiser.

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      • ATAV permalink
        25 Fevereiro, 2020 22:19

        “Recapitulemos. Uns grunhos da bola mandaram vir com um futeboleiro, como fazem todas as semanas. O futeboleiro, que já fora da equipa deles, acabava de lhes marcar um golo. Dupla ofensa. Sendo preto, acharam que imitar um macaco era a forma mais eficaz de o ofender. Assim foi. Funcionou.”

        Concordo em absoluto com esta leitura. Faltou mencionar apenas a maneira como algumas pessoas andaram a fazer o possível e o impossível para desculpar o comportamento dos adeptos.

        “Os jogadores de futebol e entertainers em geral são duplamente contraproducentes: distraem a carneirada do que interessa; e normalizam a desigualdade extrema.
        A malta até pode estranhar que o Mamão Mexia mame 6.000€ por dia. Mas o Marega, esse herói, mama o mesmo. O mesmo.”

        Concordo mais uma vez. Mas avanço uma teoria para tentar explicar a razão para uma maior tolerância para com os salários obscenos do atletas: as pessoas conseguem verificar o rendimento dos atletas. É fácil ver quando um jogador é bom e está a render. Ainda me lembro o caso do Caniggia, que veio para o Benfica e não fez pevas. Os adeptos ficaram a espumar quando descobriram o salário dele…

        No caso de gestores como o Mexia, a opacidade na questão salarial é norma. Aliás até chega ao ridículo de haver empresas que dão prejuízo e pagam bónus aos gestores. Claro que o pessoal não gosta deste género de trafulhices. E depois numa equipa de futebol há grande variedade de jogadores: vários países, vários estratos sociais, varias idades. E até há jogadores que são adeptos dos clubes rivais. Num conselho de administração de grandes empresas é só filhos dos acionistas, colegas de faculdade do CEO, antigos políticos e gestores oriundos de apenas meia dúzia de famílias antigas e com nome na praça. Dá para ver há muito compadrio…

        “Este devia ser o primeiro, o único assunto. Depois de resolver esse, logo falamos das ‘micro-ofensas’ que quiser.”

        Concordo mais uma vez. Considero a desigualdade a questão económica mais urgente da nossa sociedade. Ah! E estou-me a borrifar para as micro-ofensas.

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    • Cristina Miranda permalink
      25 Fevereiro, 2020 13:28

      Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhh Balhamedeus 😲 sem comentários possíveis a esta distorção grotesca do q digo no texto. Isto é demencial.

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      • ATAV permalink
        25 Fevereiro, 2020 21:58

        A Cristina acha que o que escrevi é demencial? É a sua opinião.

        Para mim demência é sentir abusos na pele e depois vir defender abusadores abandonando as vitimas deles.

        Pessoas diferentes, opiniões diferentes…

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  14. Carlos Guerreiro permalink
    25 Fevereiro, 2020 09:57

    O Filipe a responde ao ATAV? O ATAV responde ao Filipe?
    O momento cómico da trollaria…
    Verifiquem que os 2 estão sempre presentes e também estão ausentes ao mesmo tempo. Ou são inseparáveis, ou são a mesma pessoa…

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  15. A. R permalink
    25 Fevereiro, 2020 10:02

    Só um obcecado em racismo pode afirmar que Marega foi vítima de racismo e calar-se com o “escurinho” do Arménio e o ódio do Sr Ba.
    Curiosamente estas reações partem de ideologias racistas. Quem fala do racismo de Castro? Do racismo de Evo Morales? Do racismo de Che? Do racismo de Allende?

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  16. Anónimu permalink
    25 Fevereiro, 2020 11:14

    C. M.. Muito bom, como sempre. Pérolas a (alguns) porcos.

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